De acordo com o Portal do Investidor (ligado do Ministério da Fazenda e a Comissão de Valores Mobiliários – CVM), ações são valores mobiliários, emitido por sociedades anônimas, que representam uma parcela do seu capital social. O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista e tem status de sócio, tendo direitos e deveres perante a sociedade, no limite das ações adquiridas.
Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu capital dividido em ações, somente as ações que forem emitidas por companhias de capital aberto, as quais possuem registro na CVM, poderão ser negociadas publicamente.
A propriedade da ação é representada por um “Certificado de Ações” ou pelo “Extrato de Posição Acionária” emitidos, respectivamente, pela companhia e por uma instituição contratada pela sociedade para o atendimento aos acionistas. Em qualquer caso, no documento deverá constar, dentre outras informações, o número de ações possuídas e o nome do acionista.
A forma de investimento mais conhecida hoje é o de ações na Bolsa de Valores, por dois motivos:
Porque considerada um símbolo máximo do capitalismo. É onde o capital funciona como termômetro da saúde econômico/financeira, seja real ou imaginária, seja política, social, filosófica ou científica.
Por causa do charme que representa. Empresas com capital da bolsa, ou investidores que aplicam da bolsa se sentem como estando num superior status social.
Também é o tipo de investimento mais diversificado e democrático. Ali estão lado a lado investidores sérios, conservadores, manipuladores, especuladores e até os viciados em jogo. Também estão os que possuem pouco dinheiro para investir e os que têm muito.
O que você ganha quando se torna acionista?
São três as formas de ganhar dinheiro com ações:
1- Dividendos e bonificações: Quando você compra uma ação de uma companhia aberta se torna acionista e participa do lucro da companhia através do recebimento de dividendos e de bonificações.
2- Subscrições: Quando for o caso de emissão de novas ações por parte da companhia, haverá ainda o direito de subscrição (adquirir essas ações em condições vantajosas).
3- Valorização em Bolsa: Pode ganhar também caso haja valorização do preço das ações na bolsa de valores.
Como escolher uma ação?
1- Por Liquidez:
Entre os diversos fatores que envolvem a escolha de uma ação para compor uma carteira de investimentos é a consciência da relevância da liquidez da ação (grau de facilidade com que podemos converter o ativo em dinheiro: quanto mais fácil e rápido pudermos converter um ativo em dinheiro, maior será sua liquidez).
A Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA – coleta, organiza e divulga uma série de informações sobre os negócios realizados em cada pregão (sessão em que se efetuam negócios com ações, por sistema de negociação eletrônica), e entre elas estas informações estão os índices que mostram o comportamento de todo mercado ou de segmentos específicos de mercado. O índice geral é chamado de “Ibovespa”, que reflete o comportamento das principais ações negociadas por volume e cotação. Existem também outros índices que refletem ações de empresas por setor, como energia elétrica, telecomunicações, etc..
Esses índices apresentam as ações que estão mais presentes aos pregões e que, por isso, são mais fáceis de comprar e vender.
2- (a segunda forma de você escolher uma ação é…) Por espécie de ações:
No Brasil, há três espécies de ações emitidas pelas companhias abertas. O que as diferencia são os direitos que concedem a seus acionistas. O Estatuto Social das Companhias, que é o conjunto de regras que deve ser cumprida pelos administradores e acionistas, define as características de cada espécie de ações.
a. Ação Ordinária (sigla ON)
Sua principal característica é conferir ao seu titular direito a voto nas Assembléias de acionistas.
b. Ação Preferencial (sigla PN)
Normalmente, o Estatuto retira dessa espécie de ação o direito de voto. Em contrapartida, concede outras vantagens, tais como:
i. Prioridade na distribuição dos dividendos, o que significa que não podem ser pagos dividendos às ações ordinárias sem que se pague os dividendos às ações preferenciais;
ii. Prioridade no reembolso do capital, o que significa que, no caso de liquidação da companhia, depois de pagos os credores, os recursos que sobrarem serão destinados primeiramente ao resgate das ações preferenciais.
As ações preferenciais podem ser divididas em classes, tais como, classe “A”, “B” etc. Os direitos de cada classe constam do Estatuto Social.
c. Ações de Fruição
São ações que já foram amortizadas, ou seja, a companhia antecipou ao acionista a quantia a que ele teria direito no caso de liquidação da companhia. Somente o Estatuto ou a Assembleia Geral Extraordinária da companhia poderá autorizar esta operação.
3- Por forma:
a. Ações Nominativas
Estas são as ações emitidas em nome de seu titular, o qual estará inscrito no Livro de Registro de Ações Nominativas. O controle da posição dos titulares poderá também ser feito por instituições financeiras especificamente autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, sendo essas ações apresentadas na forma escritural.
b. (quanto a forma, além das nominativas, temos também as… ) Ações ao Portador
4- Pelo valor ou perspectiva de valor
O preço das ações, chamado no mercado de “cotação”, oscila conforme a expectativa dos investidores em relação à companhia.
Vários fatores influenciam os investidores na decisão de comprar ou vender as ações, entre eles:
A perspectiva de lucro da companhia em suas atividades;
o fluxo de dividendos a serem distribuídos;
as projeções realizadas pelos analistas de mercado relativas aos rumos da Companhia;
análises das escolas que estudam a tendência do preço das ações;
a liquidez das ações no mercado;
o grau de alinhamento de interesses existente entre administradores, acionista controlador e demais acionistas;
indicadores de mercado.
Se o resultado desse conjunto de fatores for favorável, a procura por essas ações fará com que sua cotação suba. Se acontecer o contrário, sua cotação cairá.
Como negociar ações?
Os investidores devem comprar ou vender ações emitidas por companhias abertas através das corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários, que são sociedades integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários que possuem registro na CVM.
As ordens dadas às sociedades distribuidoras serão repassadas às corretoras, quando a compra ou venda for efetuada no pregão da Bolsa de Valores.
A lista completa de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários está disponível no site da CVM. O cadastro de corretoras também poderá ser encontrado no site da Bovespa.
A própria Bolsa tem em seu portal (www.bmfbovespa.com.br) um curso rápido para investimentos em ações. Mas, adverte que se trata de investimento de alto risco.
Esse curso indica seis passos para realizar investimentos na Bolsa de Valores:
a. Defina um Objetivo:
O que você vai fazer com o dinheiro que pretende investir? Quanto tempo tem para que ele renda? Dê um nome para seu investimento: “meu apartamento”, “meu carro novo”, “a viagem que sempre planejei”, “minha aposentadoria”, “os estudos de meu filho”. Você escolhe. Mas é preciso saber porque você está se esforçando. É preciso ter um objetivo para alcançá-lo.
b. Formas de Investir:
Existe ali a opção de compra direta de ações, via corretor, fundos de índices (ETFs), clubes de investimento e fundos de investimentos em ações.
c. A Corretora:
Nesse passo, você deve escolher uma corretora, pois somente por corretoras será possível atuar na Bolsa. A própria Bolsa, em seu portal, tem ferramentas que facilitam para você escolher uma que seja confiável e autorizada a atuar nos pregões de ações e mesmo de mercado futuro e commodities.
A corretora deve preparar você para entrar no mercado de ações, mostrar as melhores formas de investimento, acompanhar durante o período em que o dinheiro estiver investido e apresentar relatórios do que foi feito.
d. Como abrir a conta na corretora:
Uma vez escolhida a corretora, você deve firmar um contrato legal. Para isso precisa apresentar a Carteira de Identidade (RG), CPF, e comprovante de residência. Deve também preencher a ficha cadastral, fornecido pela corretora. Por fim, deve assinar Termo de Adesão e o Contrato de Intermediação.
e. Taxas:
Existem dois tipos de taxas que terá que pagar:
i. Taxa de Corretagem: É o percentual pago sobre o valor da operação realizada;
ii. Taxa de Custódia: É o valor mensal cobrado pela guarda das ações pela Bolsa e pelos serviços oferecidos pela corretora. Esse valor varia de corretora para corretora, dependendo das ferramentas disponíveis.
É bom observar aqui que as operações de venda de ações de até R$ 20 mil por mês são isentas do imposto de renda.
f. Como escolher suas ações:
Já decidiu entrar no mercado de ações. Tem os objetivos definidos. Escolheu a corretora. Então faça o seguinte:
i. Siga a orientação da corretora. Eles são especialistas no mercado.
ii. Una o lado consumidor ao investidor. Compra ações das empresas que você consome produtos. Se você tem confiança para comprar, ela deve ser confiável para se tornar sócio.
iii. Conheça o negócio da empresa da qual está se tornando sócio. A Bolsa oferece um cálculo preliminar do valor de mercado das companhias que tem suas ações no mercado. Esse valor tem que ver com o valor patrimonial e dos negócios que realiza, mas não leva em conta as variáveis de mercado. Porém é um bom começo.
Veja também o vídeo “Como analisar o desempenho das empresas” no 6º passo do curso.
Analise as empresas, aquelas que são mais negociadas na Bolsa são as mais seguras, apesar de não significar que haverá o maior retorno financeiro.
Deve-se também levar em conta a ação de especuladores. Eles podem provocar, através de boatos e ações dissimuladas, alteração nos valores de mercado, com compras e vendas que simulam quadros de altas ou baixas nas cotações. Isso ocorre principalmente com ações de empresas menos negociadas e menos conhecidas. Mesmo que a Bolsa de Valores, a CVM, e outras instituições interessadas neguem, isso pode acontecer.
“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Mateus 6:19-21.
Num mundo “ideal” as famílias teriam o mesmo tamanho e com o mesmo nível de renda mensal tivessem padrão de vida e situação financeira semelhantes. Porém, não é o que acontece; é comum encontrar famílias parecidas, com padrões de consumo diferentes e condição financeira completamente oposta.
Observe a seguinte situação: a família “A” apresente um bom nível de bem-estar, possui uma boa casa, tem situação financeira organizada, para as suas contas em dia, demonstra controle e consegue poupar para o futuro. A família “B” paga aluguel, é desorganizada nos seus gastos, atrasa as suas contas, está sempre no cheque especial, apresenta uma situação financeira problemática, não tem patrimônio e não consegue poupar. Como explicar essa diferença?
A questão não tem a ver com números: tem a ver com mente, com emoções. Ainda que os rendimentos das duas famílias sejam iguais, o que explica a diferença entre a confortável situação da família “A” e a situação ruim da família “B” é, em primeiro lugar, a diferença na postura emocional diante do dinheiro e, em segundo lugar, a diferença nas habilidades para manejar finanças.
Se não quer correr o risco de fazer companhia à família “B” e passar a sua vida se debatendo com problemas de dinheiro, você precisa cuidar da sua educação financeira, reforçar os seus pontos fortes e melhorar nos seus pontos fracos. Há diversas atitudes importantes para a evolução pessoal e, entre elas, destacam-se as seguintes:
Enfrentar as emoções que dificultam o progresso material;
Adquirir conhecimentos financeiros;
Treinar as habilidades necessárias para manejar ganhos, gastos e investimentos;
Desenvolver a capacidade de agir.
Na maioria dos casos o caminho do progresso é árduo e lento. Caminhos árduos e lentos são trilhados por poucos, pois exigem vontade, disciplina, resistência e persistência, e é normal que ocorram recaídas e fracassos. Há os que caem, levantam-se e retomam a caminhada. Porém, longa é a fila dos que desistem e continuam sofrendo as conseqüências de uma má situação financeira; eles sofrem e submetem os filhos ao sofrimento pelo qual não têm culpa. Há muitas maneiras de trafegar nessa estrada; mas há cinco regras de ouro que merecem um destaque especial em um plano de ação.
REGRA NÚMERO 1 – INTERESSAR-SE PELO ASUNTO “DINHEIRO”
Um ditado da psicologia diz que “o primeiro passo para resolver um problema é admitir que ele existe”. Quando você admite a existência de algo – um fato, uma idéia, um acontecimento ou um problema – o seu cérebro começa a processar uma gigantesca rede de informações e conexões sobre aquele algo; é o começo da etapa “interessar-se”. E nos assuntos do dinheiro não é diferente.
As questões econômicas e financeiras são fatos de vida, e disso não há como escapar. O melhor que podemos fazer por nós, por nossa família e por nosso país é adotar uma atitude de atenção e interesse por estas questões. Todavia, tomar a atitude de interessar-se é um processo mental; é uma manifestação de vontade que precede a qualquer ação prática.
REGRA NÚMERO 2 – ESTUDAR PARA EXPANDIR A SUA INTELIGÊNCIA FINANCEIRA
Expandir os conhecimentos financeiros e as habilidades para manejar dinheiro depende de estudo. Se estudar é fundamental, por que poucos o fazem? Entre algumas razões destacamos o fato de que estudar é um ato solitário, exige tempo, recolhimento, paciência e disciplina. Outro aspecto é que muitos não descobriram que há outras formas de estudar além de forma tradicional.
Se você quer melhorar as suas condições, é necessário expandir a sua inteligência financeira. Estudo sem ação não produz resultado; ação sem estudo pode produzir resultados negativos. A questão é que as pessoas são diferentes, têm estilos e inteligências diferentes; por isso, a maneira de estudar deve estar de acordo com o tipo de inteligência de cada um. É importante frisar dois pontos:
Não há uma forma única de estudar e aprender; para cada tipo de inteligência existe uma maneira apropriada;
Você deve descobrir qual é o seu tipo de inteligência e qual o método de estudo que mais se adapta às suas características.
Se você tem “inteligência numérica”, você aprende com mais facilidade ao estudar por meio de métodos quantitativos e recursos matemáticos. Essa característica é muito própria de engenheiros e economistas.
Se você tem “inteligência verbal-linguística”, você aprende mais lendo textos, ouvindo fitas, assistindo a exposições, e certamente não tem apreço por equações e números. Essa inteligência é muito presente nos oradores, nos políticos, nos pregadores religiosos e nos vendedores.
Já aqueles que têm “inteligência espacial”, como os arquitetos, os escultores e os estilistas, terão melhor proveito se adotarem métodos que usem imagens e figuras.
O importante é saber que há formas diferentes de aprender e cada um deve buscar aquela mais adequada ao seu tipo de inteligência. Estudar usando uma maneira não apropriada para a sua característica torna o estudo uma atividade enfadonha e pouco produtiva, além de dificultar o aprendizado.
Há várias formas e métodos que fazem do estudo uma atividade agradável e prazerosa. Identifique qual é o tipo da sua inteligência, descubra a maneira de estudar apropriada a você e expanda os seus conhecimentos e suas habilidades no trato com dinheiro.
REGRA NÚMERO 3 – ORGANIZAR A SUA VIDA FINANCEIRA
É imenso o número de pessoas que têm a vida financeira completamente desorganizada. Há dois tipos de organização: a burocrática documental e a operacional. A primeira diz respeito à ordem e à arrumação dos papéis e documentos, e seus respectivos registros; a segunda se refere ao planejamento (orçamentos e fluxos de caixa), à tomada de decisão e à execução de gastos e investimentos.
O primeiro passo para melhorar a gestão das finanças pessoais é arrumar os papéis e documentos e fazer os registros segundo uma técnica que faça sentido. Se você tem dificuldade em entender e classificar os documentos conforme a lógica contábil, procure ajuda de um financista ou contador. De início, já há uma vantagem: a elaboração de sua declaração de imposto de renda ficará bem mais fácil.
Na disputa por clientes, os bancos passaram a fornecer orientação e programas de computador direcionados a pessoas físicas; esses programas servem para registro de patrimônio, renda, gastos, aplicações financeiras e outras peças como orçamento e fluxo de caixa.
REGRA NÚMERO 4 – PLANEJAR AS SUAS METAS FINANCEIRAS
Há um provérbio que afirma não haver bons ventos para um barco que não sabe aonde quer ir. Na vida financeira também é assim. Não basta ter objetivos genéricos; é preciso ter metas. Defino “meta” como sendo o objetivo devidamente quantificado. Se você tem um objetivo do tipo “quero ter reservas financeiras quando me aposentar”, você tem apenas um objetivo geral; por mais que trabalhe para atingi-lo, não será possível fazer avaliações consistentes ao longo do caminho. Agora, se você diz “quero ter reservas de “X” mil reais quando chegar aos 60 anos”, bem, aí sim você tem não apenas uma, mas duas metas: 1) atingir “X” mil reais; 2) aos 60 anos.
O planejamento das suas metas financeiras é importantíssimo, e por uma razão muito simples: se você deixar claro o que quer obter, definindo quando e quanto, você terá “alvos” que vão balizar as suas ações em relação aos ganhos, aos gastos, à poupança e aos investimentos. Meta é isso: objetivos quantificados em termos de valores e prazos.
REGRA NÚMERO 5 – DISCIPLINAR-SE PARA EXECUTAR OS SEUS PLANOS COM ÊXITO
“Disciplina” é a capacidade de executar as decisões tomadas e realizar as ações planejadas, no tempo certo, na medida prevista e da forma correta. Não é fácil ser disciplinado; exige força interior, perseverança, organização e método. Disciplina é, possivelmente, a mais importante característica da competência.
Quando você faz um planejamento financeiro, é preciso deixar espaço para modificações corretivas, que são necessárias em função da mudança dos fatos da vida. Um bom planejamento é aquele que define uma faixa larga; você pode pender ora para a direita, ora para a esquerda, mas se permanecer entre as linhas da faixa, os seus objetivos serão atingidos. Um planejamento que trace uma linha única, sem possibilidade de alterações para mais ou para menos, acaba virando uma camisa de força impossível de ser cumprida. As ações do futuro são sempre planejadas tomando por base um cenário previsto. Considerando que a realidade sempre acaba apresentando muitas diferenças em relação ao previsto, o planejamento deve ser flexível para permitir correções de rumo. Se o plano for flexível, as ações poderão ser adaptadas e as alterações de cenário não serão pretexto para deixar de cumprir as metas.
A disciplina é uma característica que embora esteja ligada a traços da personalidade do indivíduo, pode ser aprendida. O ser humano pode no tempo que lhe é concedido viver, adquirir características e habilidades, pela educação, pelo estudo, pela experiência e pela dor.
Por isso lembre-se das cinco regras de ouro para o sucesso financeiro:
Interesse-se pelo assunto dinheiro;
Estude, busque conhecimento para expandir a sua inteligência financeira;
Organize a sua vida financeira;
Planeje as suas metas financeiras;
Discipline-se para executar os seus planos com êxito.
Um sexto e importantíssimo passo é CONFIE EM DEUS, peça a Ele ajuda e sabedoria para controlar suas finanças. Devolva a Deus os Dízimos e Ofertas, seja fiel e Ele lhe compensará.
“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” Salmos 37:5
Neste programa recebemos o apresentador do programa “Mais Sucesso” da TV Novo Tempo, Fernando Francisco para falar sobre Empreendedorismo.
Você tem o desejo de abrir seu próprio negócio e tem dúvidas sobre quais passos deve tomar? Então assista o programa e descubra como você pode se tornar um “MEI – Micro Empreendedor Individual” .
A compra de títulos do Tesouro Nacional pode ser um bom negócio. Esses papéis compõem a carteira da maioria dos fundos de investimento. É uma aplicação de baixo risco e rentabilidade média próxima do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que pode valorizar a carteira do investidor comum.
A segurança é dada pela capacidade do governo de pagar suas dívidas. Como essa credibilidade pode ser afetada por uma crise, fique atento. Assim como a segurança, a rentabilidade dependerá da época em que o título for comprado e do período pelo qual o investidor mantiver o papel.
Esses títulos são os papéis usados pelo governo para captação de recursos além da arrecadação de impostos. Não é uma inovação brasileira, mas mundial, onde, com base em cálculos econômicos, financeiros e políticos, o governo estabelece um limite ao qual se compromete para fazer dívidas. Neste limite emite títulos que são vendidos no mercado financeiro, com o compromisso de resgate ou pagamento num período pré-estabelecido.
É o caso da disputa entre o congresso norte-americano e o presidente Barak Obama, para que esse limite de endividamento possa ser aumentado.
De positivo – e o que atrai os investidores mais conservadores – é que esses títulos são garantidos pelo Tesouro Nacional.
Mas existe também um ponto negativo: Se a situação financeira do país se deteriora, há uma corrida de investidores para vender os títulos antes do prazo marcado para resgate. Assim, os compradores exigem deságio, ou seja, compram por valores inferiores ao declarado no papel. É nesse momento que existe o perigo de perdas, que podem ser grandes.
Os principais títulos
Vamos analisar os títulos mais negociados no mercado financeiro:
1- Títulos pré-fixados:
Taxa de rentabilidade definida no momento da aplicação.
a. Letras do Tesouro Nacional (LTN):
Rendimentos pagos no vencimento. De positivo tem a rentabilidade garantida. Mas é pouco atraente em períodos de elevação da Selic.
b. Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F):
Cupons pagos semestralmente e o principal pago no vencimento. A rentabilidade garantida e você ainda recebe juros semestrais. Mas é pouco atraente em períodos de elevação da Selic.
2- Pós-Fixados:
Títulos com rentabilidade diária vinculada a Selic.
a. Letras Financeiras do Tesouro (LFT):
Rendimentos pagos no vencimento. Acompanha a elevação da Selic. No entanto, é pouco atraente em períodos de redução da Selic.
3- Indexados à Inflação:
Título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescido de juros definidos no momento da compra.
a. Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B):
Cupons pagos semestralmente e o principal pago no vencimento. Tem proteção contra altas da inflação e recebimento de juros semestrais. Porém é pouco atraente em momentos de queda da inflação.
b. Notas do Tesouro Nacional Série C (NTN-C):
Paga juros semestrais. Tem proteção contra altas da inflação e recebimento de juros semestrais. Também é pouco atraente em momentos de queda da inflação.
Em qualquer caso, os títulos podem ser vendidos antes do prazo de resgate. O mercado desses títulos é bastante movimentado. É claro que os títulos vendidos nessas condições sofrem alteração de valor. Se as perspectivas forem boas é possível se obter um bom lucro, isto é, um valor superior ao do resgate, ou nominal, que é o valor marcado no título. Mas, se a previsão é de dificuldades de resgate no futuro, é possível que a cotação de mercado esteja com deságio, ou seja, com valor abaixo do nominal.
Existem também os Títulos Públicos Estaduais e Municipais, que da mesma forma que os Títulos Públicos Federais, são emitidos para financiar as dívidas, mas dos Tesouros Estaduais e Municipais. Porém, tais títulos têm mais riscos, pois ao contrário da União Federal, os Estados e Municípios não têm o poder de emitir moeda. Por isso, entre outras razões, tais títulos são bem menos populares entre os investidores.
Desde janeiro de 2002, você pode comprar os títulos federais diretamente, sem precisar adquirir uma cota de um fundo. É simples, você não precisa de muito dinheiro para investir e nem precisa nem sair de casa, pois as transações podem ser feitas pela Internet.
Isso não quer dizer que não pode usar intermediários, como corretores, bancos ou outras instituições financeiras. Esta opção dada pelo Governo, através do Tesouro Direto, de você poder atuar por conta própria, tem o objetivo de reduzir a dependência dos bancos. Hoje, a dívida do governo está praticamente toda nas mãos dos bancos. Por isto, é mais uma tentativa de diminuir essa dependência.
Para usar o Sistema Tesouro Direto, consulte o site www.tesourodireto.gov.br. Para iniciar usar o tesouro direto, basta ter CPF, conta corrente e morar no Brasil. A operação será sempre intermediada por um agente de custódia, que será o responsável pela guarda dos títulos junto à CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), mais os repasses dos pagamentos dos juros e dos resgates ao investidor e o recolhimento dos impostos. Eu tenho aplicações no tesouro direto e o meu banco me auxiliou na questão do agente de custódia. Portanto fica minha sugestão de você também procurar o gerente de seu banco.
Uma dúvida frequente do investidor com perfil mais conservador é se deve investir em um fundo DI – ou mesmo em um fundo de renda fixa – ou se opta pela compra de títulos públicos, que mencionamos no primeiro bloco.
Economistas têm acompanhado e feito comparações práticas nos últimos anos e concluem que os títulos públicos continuam sendo a melhor opção, com destaque para os pós-fixados, que são mais seguros contra perdas.
As tendências para o curto e médio prazo ainda não estão muito bem definidas no momento atual da economia brasileira, para saber se vale mais a pena optar por aplicações prefixadas. Por isto, uma boa opção continua sendo os LFT, que vêm tendo rendimentos superiores aos fundos DI.
CDBs e RDBs
Outros tipos de títulos são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e os Recibos de Depósito Bancário (RDBs). O CDB e o RDB são títulos de renda fixa, representativos de depósitos a prazo, utilizados pelos bancos comerciais como mecanismos de captação de recursos. São semelhantes aos títulos públicos em vários aspectos, mas diferem na origem. Quem garante são os bancos. Estes tipos de investimento envolvem uma promessa de pagamento futuro do valor investido, acrescido da taxa pactuada no momento da transação.
Ao comprar um CDB, você está emprestando dinheiro para o Banco e recebendo juros em troca. Ao final do prazo contratado, o banco deve lhe pagar o valor aplicado (principal), acrescido da remuneração prevista quando da aplicação.
Esta remuneração nunca é negativa. A diferença entre os CDBs e os RDBs é que os CDBs podem ser negociados antes do vencimento, enquanto os RDBs são inegociáveis e intransferíveis. Porém, no caso do CDB, negociar o título antes do prazo mínimo implica em perda de parte da remuneração, o que significa devolução com deságio.
É importante lembrar que tanto o CDB quanto o RDB podem ser resgatados junto à instituição emissora, antes do prazo contratado, desde que decorrido o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo não são auferidos rendimentos.
As taxas podem ser prefixadas, pós-fixadas ou flutuantes e podem ter mais de uma base de remuneração, desde que prevaleça a mais vantajosa para o cliente.
Geralmente, as taxas são proporcionais aos volumes aplicados, isto é, quanto mais recursos você investe em um CDB do banco, melhor a taxa de remuneração.
Prazo
Os prazos mínimos para aplicação e resgate de CDBs e RDBs variam de 1 dia a 12 meses, dependendo do tipo de remuneração contratada.
Risco
O risco é baixo por se tratar de renda fixa, estando associado o recebimento do principal à solidez da instituição. Mas cuidado, se o banco quebrar você pode não receber aquilo que aplicou.
Uma maneira de fazer o seu dinheiro render muito procurado por quem tem algum conhecimento do mercado, hoje em dia, é o dos fundos e os clubes de investimentos.
O que é um fundo de investimento?
Fundo de investimento é uma comunhão de recursos financeiros, captados de pessoas físicas e/ou jurídicas, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aplicação em títulos e valores mobiliários. Isto é, os recursos de todos os investidores de um fundo de investimento são utilizados para comprar bens (títulos e valores mobiliários), que passam a pertencer a todos os investidores do fundo em questão, na proporção de seus investimentos.
Trocando em miúdos: Você coloca dinheiro numa conta única, junto com outras pessoas. Na realidade, compra cotas desse fundo. O administrador dessa conta/fundo, aplica o dinheiro de todos em investimentos pré-estabelecidos. O lucro, ou prejuízo, dessa aplicação é rateada entre as pessoas que colocaram dinheiro na conta.
Os fundos de investimento não possuem personalidade jurídica. Sendo assim, o seu patrimônio é sempre gerenciado por outra entidade, geralmente, um banco ou uma sociedade gestora de fundos de investimento.
Características dos fundos
Existe uma variedade muito grande de fundos. Uma classificação é quando a forma de condomínios. Pode ser:
Aberto: Quando é possível a entrada de novo cotista ou mudança na participação de antigos cotistas a qualquer momento.
Fechado: Após o período de captação de recursos pelo fundo, não são mais admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos. Além disso, também não é admitido o resgate de cotas por decisão do cotista, que tem que vender suas cotas a terceiros se quiser receber o seu valor antes do encerramento do fundo.
Garantia
O funcionamento dos fundos obedece a normas da CVM e a um regulamento próprio, que só pode ser alterado por decisão dos cotistas, ou, nos casos de necessidade de adequação à legislação vigente, por determinação da CVM.
Custo
Na hora de comparar diferentes fundos é importante considerar seus custos. No Brasil, por conta das normas da CVM, todos os custos de determinado fundo de investimento devem ser obrigatoriamente descontados antes do valor da cota, e, portanto da rentabilidade divulgada. Assim, quando se compara a rentabilidade de fundos, o que se vê é o resultado líquido que o fundo obteve, já descontados os custos. Por isso, um fundo com custos mais altos, mas que tenha melhor resultado, poderá ser comparado com outro de custos e resultados mais baixos.
As taxas normalmente cobradas são a taxa de administração e, eventualmente, a taxa de performance ‐ que é uma taxa cobrada nos termos do regulamento, quando o resultado do fundo supera um certo patamar previamente estabelecido. Alguns fundos podem também cobrar taxas de ingresso (devidas quando se faz o investimento) e taxas de saída (devidas quando se realiza o resgate).
Já as despesas debitadas do fundo costumam ser: despesas de corretagem, despesas de custódia e liquidação financeira de operações e despesas de auditoria. Além disso, é também importante considerar a tributação na hora de decidir seu investimento e calcular a rentabilidade.
Risco x Rentabilidade
Podemos considerar o risco como sendo a possibilidade de não se atingir o retorno esperado do investimento. No caso de um fundo de investimento, o principal risco é aquele inerente aos ativos que compõem a carteira. Porém, há três riscos principais aos quais o investidor está invariavelmente sujeito:
1. Risco de mercado
2. Risco de crédito
3. Risco de liquidez
Por tudo isso, é importante que o investidor se mantenha informado sobre os ativos que compõem a carteira do fundo, sobre as restrições ao resgate e sobre o mercado para a negociação de cotas de fundos fechados, tanto na hora de investir quanto para decidir se permanecerá ou não com o investimento.
Vantagem x Desvantagem
Vantagem dos fundos de investimento
Possibilitar que investidores de perfil similar ‐ com objetivos comuns, estratégias de investimento semelhantes e mesmo grau de tolerância a risco ‐ concentrem recursos para aumentar seu poder de negociação e diluir os custos de administração. Por isto é necessário contar com profissionais especializados e dedicados exclusivamente ao gerenciamento de seus recursos.
Desvantagem dos fundos de investimento
Delegar a terceiros a administração de seus recursos.
Ausência de autonomia na tomada das decisões de investimento do fundo.
Submeter‐se a regras previamente estabelecidas e à vontade da maioria dos cotistas.
Arcar com custos inerentes a este tipo de investimento.
Tipos de fundos de investimentos
Vamos agora aos tipos de fundos. Vale a pena estudar bem este tema, pois os rendimentos variam entre eles. Damos aqui somente os principais, os mais populares:
1. Fundo de investimento em ações
São também chamados de fundos de renda variável e devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado. Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investimento acompanhar ou superar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o IBOVESPA. Como seu principal fator de risco é a variação nos preços das ações que compõem sua carteira, podem ser compatíveis com objetivos de investimento de longo prazo e que suportem uma maior exposição a riscos em troca de uma expectativa de rentabilidade mais elevada. Geralmente o crédito do resgate se dá quatro dias após a solicitação.
2. Fundo de investimento cambial
Devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, direta ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros denominada cupom cambial. Os mais conhecidos são os chamados Fundos Cambiais, que buscam acompanhar a variação de cotação da moeda americana. Geralmente o crédito do resgate se dá no dia seguinte ao da solicitação.
3. Fundo de investimento de curto prazo
Devem investir seus recursos, exclusivamente, em títulos públicos federais ou privados de baixo risco de crédito com prazo máximo de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias. São fundos cuja rentabilidade geralmente está associada às taxas SELIC ou CDI e considerados mais conservadores quanto ao risco, sendo compatíveis com objetivos de investimento de curto prazo, pois suas cotas são menos sensíveis às oscilações das taxas de juros. O crédito do resgate costuma se dar no mesmo dia da solicitação.
4. Fundo de investimento imobiliário
Deve ser constituído sob a forma de condomínio fechado, cujos recursos sejam destinados ao investimento em empreendimentos imobiliários, tais como compra para locação ou arrendamento, compra e venda, incorporação e/ou construção, projetos visando viabilizar o acesso à habitação e serviços urbanos etc. Suas cotas são remuneradas com base no desempenho do empreendimento. Exemplo: O fundo investe na construção de um shopping center, sendo remunerado pela posterior venda/aluguel das lojas, ou seja, de acordo com o desempenho do empreendimento imobiliário.
5. Fundo de investimento em dívida externa
Devem aplicar, no mínimo, 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional e podem utilizar derivativos, negociados no Brasil ou não, com o objetivo exclusivo de proteção. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior. Os títulos componentes de sua carteira são mantidos fora do país. Para o investidor no Brasil, este fundo é uma forma ágil e de baixo custo operacional para aplicar em papéis do governo brasileiro negociados no exterior.
6. Fundo de investimento multimercado
Devem apresentar política de investimento que envolva vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial, podendo investir em ativos de diferentes mercados – como renda fixa, câmbio e ações – e utilizar derivativos tanto para alavancagem quanto para proteção da carteira.
Considerados os fundos com maior liberdade de gestão, buscam rendimento mais elevado em relação aos demais, mas também apresentam maior risco, sendo, portanto, compatíveis com objetivos de investimento que, além de procurar diversificação, tolerem uma grande exposição a riscos na expectativa de obter uma rentabilidade mais elevada. Nestes fundos, o crédito do resgate nem sempre se dá no mesmo dia da solicitação.
7. Fundo de investimento referenciado (este geralmente é DI)
Devem acompanhar a variação do indicador de desempenho definido em seu objetivo, mantendo, no mínimo, 95% de sua carteira composta por ativos que acompanhem referido indicador. Podem utilizar derivativos apenas com o objetivo exclusivo de proteção (hedge), sem permitir alavancagem.
Dentre os referenciados, o fundo mais popular é o DI, cujo objetivo de investimento é acompanhar a variação diária das taxas de juros no mercado interbancário (CDI). Como este tipo de fundo procura acompanhar a variação das taxas de juros, pode se beneficiar de um cenário de alta dessas taxas. Geralmente o crédito do resgate se dá no mesmo dia da solicitação.
8. Fundo de investimento em renda fixa
Devem aplicar pelo menos 80% de seus recursos em títulos de renda fixa – públicos ou privados, pré ou pós-fixados – e ter como principal fator de risco a variação da taxa de juros e/ou de índice de preços. Podem utilizar derivativos tanto para proteção da carteira quanto para alavancagem. Nos fundos de Renda Fixa a rentabilidade pode ser beneficiada pela inclusão, em carteira, de títulos que apresentem maior risco de crédito, como os títulos privados. Geralmente o crédito do resgate se dá no mesmo dia da solicitação.
Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nõs faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus. Salmos 20:7
Com certeza você já ouviu o ditado popular que diz: “Melhor prevenir do que remediar”. E para isso existem dois assuntos que precisamos estar atentos para que não sejamos pegos de surpresa quando algo de ruim acontecer.
SEGUROS: O seguro é um produto que oferece uma espécie de garantia sobre o valor do bem segurado. Desse modo, o seguro transfere o risco e o prejuízo a uma seguradora. O bem segurado fica protegido contra sinistros – qualquer prejuízo causado a esse bem – como, por exemplo, roubo, furto, colisões e outros prejuízos definidos em contratos.
Os seguros podem ser feitos para proteger diversos bens, em geral, os mais utilizados em âmbito familiar são os seguros de veículos, saúde, incêndio, de vida, invalidez, educação e viagem. Eles são muito importantes na administração da vida familiar.
O contrato de seguro é um acordo que você faz com sua seguradora, onde cláusulas são estabelecias e os direitos e deveres tanto da seguradora como do cliente serão regidos por acordo. Os seguros são excelentes instrumentos para se precaver dos imprevistos do dia a dia e, sempre que possível, devem ser feitos.
Desse modo, o segurado transfere o risco e o prejuízo a uma seguradora. O bem do segurado, sua saúde, carro, casa, e assim por diante ficam protegidos contra sinistro, que é qualquer prejuízo causando a esse bem. Citando como exemplo um automóvel, o seguro cobrirá os prejuízos com roubo, furto ou batidas.
No caso dos seguros de saúde, estes permitem que você seja atendido em alguns hospitais em determinado casos. Existe enorme variação de preço em relação a isso. Há seguros que dão direito a atendimento nos melhores hospitais, internação em quarto particular, e uma grande lista de serviços; outros oferecem uma lista menor de hospitais e apresentam certas restrições de atendimento. A diferença, nesse caso, depende de um fator que você já deve imaginar: o preço!
Existem ainda seguros de educação, de viagem, contra incêndio em casa, seguros para celulares, etc. Para adquirir um seguro, é preciso entrar em contato com uma seguradora, que pode ser independente ou vinculada a um banco. Os seguros são renovados anualmente e o pagamento pode ser feito de diversas formas: à vista ou parcelado em até 12 meses. Portanto, veja qual seguradora lhe oferece melhores planos e condições de pagamento e maior cobertura contra sinistros. Mas lembre-se mesmo que você nunca use o seguro, nunca tenham qualquer sinistro, é sempre ter em mente o famoso ditado popular: É melhor prevenir do que remediar.
Existe uma outra forma de proteger o nosso futuro ou imprevistos, além das diversas modalidades de seguros que já mencionamos. Previdência Privada.
No Brasil a previdência está baseada em três pilares: Previdência Social, que concede benefícios básicos aos trabalhadores filiados ao regime geral; Previdência Complementar Fechada, que concede benefícios complementares aos empregados participantes dos fundos de pensão mantidos pelas empresas, e Previdência Complementar Aberta, desenvolvida pelas seguradoras. O crescimento de sistemas de previdência contribui grandemente para o aumento da chamada poupança interna de longo prazo do país.
O objetivo da previdência é garantir o amparo no futuro por meio da concessão de auxílios e aposentadorias. Como isto infelizmente não pode ser dado integralmente pela previdência oficial, você deve realizar uma previdência complementar que no Brasil é regulamentada pela SPC – Secretaria de Previdência Complementar, que busca tornar o sistema sólido, se empenhando em três grandes pontos.
Zelar pelo equilíbrio atuarial do plano das entidades fechadas.
Aumentar a eficiência e a transparência do sistema de previdência.
Atrair novos participantes e patrocinadores de planos de benefícios
Qual a razão de a Previdência Oficial oferecida pelo Governo não conseguir beneficiar todos os aposentados? O motivo não é difícil de ser compreendido. A Previdência Social encontra-se em déficit, ou seja, está com um saldo negativo há alguns anos. Como conseqüência hoje os benefícios concedidos são maiores que a arrecadação. Um dos principais motivos foram algumas modificações na sociedade para que esse quadro da previdência se invertesse em apenas uma década.
O total arrecadado pela Previdência Social é a porcentagem salarial debitada de cada um dos trabalhadores ativos registrados no Brasil acrescido da cota patronal, contribuição as empresas. E os beneficiários? Esses são todos os cidadãos que cumpriram determinado número de anos trabalhando e se aposentaram. Bom, mas então por que essa diferença vem diminuindo ao longo do tempo e o Governo não consegue mais pagar o benefício integral aos beneficiários? Como disse, a sociedade vem se modificando já há alguns anos. O volume de trabalhadores informais aumentou e, conseqüentemente, o número de contribuintes diminuiu. Outro problema foi o envelhecimento da população, pois a expectativa de vida do brasileiro aumentou e tende a crescer. Isso caracteriza o seguinte quadro deficitário: número alto de beneficiários, pessoas que trabalharam no mercado informal que se aposentaram e têm direito à previdência social e a diminuição dos trabalhadores que contribuem na arrecadação. Nesse contexto a Previdência Privada acabou tornando-se alternativa de manutenção do padrão de vida, visto que hoje o teto de aposentadoria pela Previdência Social é de dez salários mínimos. Com a Previdência Privada a pessoa irá contribuir por determinado tempo e gozar de seu benefício ao se aposentar, mantendo assim um bom padrão de vida.
Encontramos hoje uma gama de produtos no mercado, cada um com sua característica, sendo necessária uma avaliação de todas as possibilidades. A intenção aqui é que novamente esse produto tenha relação com seu perfil, seu estilo de vida e também com seus objetivos de curto a longo prazo. Sim, podemos falar de planos de previdência a curto prazo, isso porque você pode, por exemplo, fazer um plano de previdência que poderá ser utilizado num tempo mais curto, como a faculdade de seus filhos, ou outros investimentos não direcionados à aposentadoria.
Para quem já procurou produtos relacionados à previdência privada, já deve estar familiarizado com as siglas PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre e VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre. Esses são planos previdenciários que permitem a acumulação de recursos por um prazo determinado para garantir seus benefícios na hora de aposentar. Quando você contrata o plano, define as regras do jogo. Você pode escolher como, quando e quanto você quer ganhar quando se aposentar, vai depender de quanto e como começou a investir, além de certo período de estabilidade para começar a resgatar.
A maior diferença entre Plano Gerador de Benefício e Vida Gerador de Beneficio está no quesito tributação. No primeiro a tributação é apenas no resgate, variando até 12% da renda bruta tributável. Um abatimento de até 12% do rendimento anual do contribuinte. No segundo caso, Plano Vida, há uma tributação apenas sobre o aumento de capital. É indicado para quem faz declaração simplificada do Imposto de Renda.
A palavra crédito significa confiança. O crédito estabelece uma relação entre dois agentes originada em um acordo de empréstimo. A história do crédito tem suas raízes no Código de Hamurabi, que foi elaborado pelo rei Hamurabi, o sexto rei da dinastia babilônica por volta de 1700 a.C. O Código ficou famoso por suas leis escritas, consolidando assim uma legislação e dentre elas a de que era comum as pessoas, ao pedirem dinheiro emprestado, oferecerem sua condição de livres, tornando-se escravas caso não conseguissem pagar a dívida contraída. Atualmente, o crédito está integrado a nosso cotidiano e saber usar os empréstimos com inteligência e racionalidade deve ser nosso objetivo.
Saber investir, conhecer conceitos e fórmulas matemáticas, poupar dinheiro e fazer seu salário, seu dinheiro, render, tudo isso é muito importe, mas é também fundamental ficar atendo ao uso correto de seu dinheiro no dia a dia.
Existem várias formas de pagamento disponíveis no mercado e é fácil fazer confusão entre elas. Tenho aqui em minhas mãos algumas estatísticas que dizem que cerca de 51% das compras são pagas com cheque, 25% com cartões de crédito em 17% com os débitos automáticos.
O dinheiro em formato de notas mesmo é a forma de pagamento escolhida apenas em 7% das compras. A maior facilidade do dinheiro em espécie é sua aceitação em todos os estabelecimentos. Pode até ser que um lugar não aceite cartão de crédito, ou que só receba cheques especiais, mas não há quem rejeite um pagamento feito em “dinheiro vivo”. O único problema de andar com grandes quantias de dinheiro, em notas ou moedas, é que você pode ser assaltado ou simplesmente perdê-lo. Evite andar com a carteira cheia!
Já os Talões de Cheques representam o dinheiro que você tem guardado no banco, o que os torna mais seguros do que dinheiro vivo. Isso, porque, em caso de perda ou roubo, é possível ligar para o banco cancelando o talão inteiro de cheque ou apenas a folha roubada ou perdida. Os cheques são uma opção que o banco oferece aos clientes que têm dinheiro depositado.
Só você pode usar seu cheque, porque é preciso assiná-lo. Em caso de conta conjunta – entre pai e filho, marido e mulher, por exemplo – as duas pessoas são “donas” da conta e podem assinar os cheques, que registram os dois nomes impressos.
Os bancos oferecem algumas vantagens para clientes que têm um bom dinheiro depositado. Uma delas é o cheque especial, em que o cliente “ganha” do banco um limite extra de dinheiro, ou seja, pode gastar um pouco a mais de dinheiro, caso esteja precisando e não tenha. Mas essa vantagem não sai de graça. Se você utilizar esse limite oferecido pelo banco, paga uma alta taxa de juros. Funciona como um empréstimo de dinheiro. Então é, de fato, uma vantagem oferecida, mas é melhor não usar, porque o preço a ser pago é alto demais e você pode acabar se complicando em suas finanças com o pagamento de juros.
No uso de cheques, lembre-se de sempre preencher o canhoto do talão quando usar uma folha, para manter o controle de seus pagamentos.
O uso do cheque oferece a possibilidade de fazer compras com cheques que chamamos de pré-datados. Você compra hoje e faz o cheque com uma data futura, daqui a 15 dias, 1 mês ou em várias parcelas adiante, dependendo do que for combinado com a pessoa que receber aquele pagamento.
Os bancos são obrigados a oferecer um primeiro talão gratuito a cada cliente. Dependendo do tipo de sua conta, os demais poderão ser pagos. Fica aqui a dica de que você conhecer com detalhes as taxas de uso de sua conta bancária, como talão de cheque, estratos e outros serviços.
Existem várias modalidades de crédito. As principais são os Cartões de Crédito, que podem ser adquiridos por meio dos bancos. É uma forma de pagamento que dá ao cliente a oportunidade de comprar um produto ou serviço sem que tenha esse dinheiro disponível no momento. Funciona como um empréstimo de curto prazo. O cliente escolhe o dia do mês mais interessante para o pagamento da fatura. O pagamento da compra pode ser feito em diversas parcelas. Fique atento quando o estabelecimento oferecer o parcelamento e só faça esta opção se não houver acréscimos.
Caso não tenha dinheiro para pagar a conta na data do vencimento, o cliente pode renegociar a dívida com a operadora, mas “rolar” essa dívida não é uma boa opção porque os juros são muito altos e esta conta pode virar uma bola de neve, cada vez mais difícil de ser paga.
Vale lembrar também que há um limite de compra para os cartões de crédito.
Já os Cartões de Débito funcionam como um dinheiro eletrônico. Você compra algo, e em vez de pagar com dinheiro ou cheque, paga com o cartão de débito. O valor que for gasto é descontado automaticamente de sua conta corrente ou da poupança. Para usar esse cartão, é preciso ter uma senha pessoal e secreta. Cuidado, nunca forneça sua senha a ninguém.
O cartão de débito combina duas vantagens: a conveniência do dinheiro e do cheque com a segurança de um cartão de crédito. Mas lembre-se: não use o cartão de débito sem ter fundo suficiente em sua conta para pagamento. Se não houver saldo o cartão será rejeitado, mas se você possui cheque especial, a compra será liquidada, mas você começa a pagar juros imediatamente. Não se esqueça, que a taxa de juros cobrada pelo uso de cheque especial é a maior do mercado. É o pior tipo de crédito para ser utilizado. Existem muitas formas de se gastar dinheiro. Vale repetir; é fundamental ter controle sobre o dinheiro, saber quanto se tem e quanto se pode gastar.
O Crédito Pessoal é oferecido geralmente pelos bancos e financeiras e não exige muitas garantias, a não ser um bom cadastro. É um recurso para emergências de última hora. As taxas de juros são variadas e deve ficar atendo às ofertas oferecidas.
Crédito Direto ao Consumidor é oferecido geralmente pelas financeiras e exige que você ofereça o bem financiado como garantia. É o tipo de crédito que usamos na compra de uma geladeira, televisão e principalmente quando financiamos um automóvel. Como as garantias são reais, os prazos são maiores e as taxas são menores que o crédito pessoal.
Crédito Consignado em folha de pagamento ou vinculado à pensão ou aposentadoria é oferecido geralmente por banco e financeiras e exige que você assine um contrato autorizando o débito automático das prestações em sua conta corrente de salário ou aposentadoria. É atualmente a forma mais barata de obter empréstimos para a compra de bens ou como crédito pessoal.
Crédito Imobiliário é oferecido por empresas e bancos para que você possa comprar sua casa própria. Existem condições de amortização diferentes, bem como taxas fixas ou variáveis. As instituições que oferecem essa modalidade geralmente disponibilizam um simulador para ajudá-lo a encontrar a melhor alternativa. Na maioria das vezes, esse tipo de crédito está vinculado a uma hipoteca.
Uma das regras básicas para a estabilidade financeira é não gastar antes de receber. Portanto, lançar mão de qualquer tipo de crédito, fazer parcelamento, crediário, entre outras coisas, contraria este princípio.
Mas é muito importante conhecer as modalidades de crédito oferecidas para que em uma emergência, fazer a melhor opção. Outro fator é que se alguém está endividado, deve dedicar tempo a avaliar este assunto com o objetivo de fazer um plano para liquidação de suas dívidas, priorizando aquelas onde está pagando mais juros.
Portanto, se este é o seu caso, use o crédito com inteligência. Respeite as seguintes regras:
Controle seu orçamento com muita atenção, dessa forma você evita empréstimos desnecessários.
Preserve seu crédito, evite pagar atrasado e, se o problema for muito grave, procure o agente financeiro antes de se tornar inadimplente.
Tenha consciência de seu limite de crédito e de sua capacidade de liquidar.Existem vários estabelecimentos e prestadores de serviços que oferecem o pagamento parcelado pelo mesmo valor do pagamento à vista. É algo automático, como compra de passagens aéreas, por exemplo. Fazer o pagamento parcelado é uma ótima opção, desde que o valor financiado seja colocado em algum tipo de investimento que esteja lhe rendendo juros, como a tradicional caderneta de poupança. Além disto, não se esqueça de controlar os valores e o prazo de pagamento.
Financiamento da casa própria pelos recursos do Sistema Financeiro da Habitação é uma ótima opção para compra de sua casa, mas desde que o valor do pagamento mensal esteja dentro de seu orçamento, sem aperto. Esteja atento.
“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” Romanos 13:8
Cumpra com suas obrigações financeiras. Procure não dever ao banco, às instituições financeiras ou a um parente que talvez lhe emprestou algum dinheiro, enfim, não deixe seu nome ficar sujo por dever aos outros.
Antes de se lançar no mercado, o investidor precisa saber o que deseja, o que pode oferecer e como vai atuar. Só depois de decidir o “seu perfil”, como identificam os especialistas em mercado, é que poderá escolher as armas para a “guerra” do mercado, sem sair desapontado.
Cadernetas de poupança, fundos de investimento, certificados de depósitos bancários (CDBs), ações na Bolsa de Valores, commodities ou mercado futuro da Bolsa de Mercadorias, são apenas algumas das opções.
Um investimento não depende tanto de preferências, como se fosse uma torcida, mas qual se adapta melhor ao volume, prazo, disponibilidade de tempo em administrar a “carteira” (soma de seus investimentos), ou nível de riscos que deseja assumir.
Muitos optam pela caderneta de poupança por desinformação do mercado e as possibilidades que outras modalidades oferecem. É por isso que ficam desapontados com os rendimentos e tendem a desacreditar nos ganhos do mercado. Aliás, este ano, a poupança oscila entre 0,50 e 0,65% ao mês.
TIPOS DE ESTRATÉGIAS
A primeira coisa que devemos considerar são as estratégias existentes e que podemos adotar. A dificuldade é adaptar as condições de mercado para escolher estratégias que melhor indiquem nossos interesses e características.
A aplicação ideal é a que “oferece segurança total, alta liquidez, rendimento elevado, seja isenta de impostos e sem incidência de outras taxas”, segundo análise da ONG Pro Teste (Revista Pro Teste, Abril de 2002). Diante desta meta, é necessário conhecer o mercado, buscar informações e optar pela aplicação que se mais se aproxime deste ideal
DEFININDO OBJETIVOS
O primeiro passo é definir seus objetivos. Olhando para o que foi dito há pouco, vamos ter que aceitar maior ou menor grau de risco, ou valores, ou liquidez, ou rendimento. O equilíbrio que aceitarmos nesses itens pode definir nossos objetivos e nossa estratégia.
Considere a seguinte classificação:
Segurança (Quem garante o investimento? Se for o governo, a segurança tende a ser alta, isto é, mais segura)
Neste item, entra o grau de risco. Lembre-se, quanto maior o lucro, normalmente é também maior o risco de prejuízo e até perda total.
Liquidez (Se eu precisar do dinheiro desimpedido para uma emergência, quanto tempo levo para retirar do investimento? Se puder retirar na hora, sem perdas, significa que tem alta liquidez)
Rendimento (Quanto ganho em menos tempo? Se o lucro for alto, significa que tenho grande rendimento)
Impostos e taxas (Os impostos e as taxas de administração tendem a diminuir os ganhos ou rendimentos. Preciso ficar de olho nesse detalhe. É essa a diferença básica entre investir num ou noutro banco, ou na escolha da corretora ou consultoria)
Limites de volumes (Depende o que tenho em mãos para investir. Se é um valor único, ou se pode ser acrescentar periodicamente. Se é um volume baixo ou uma bolada, como exemplo, o resultado da venda de um imóvel)
A combinação desses elementos, de acordo com o perfil do investidor e dos recursos disponíveis determina os objetivos e a estratégia.
Vamos agora a algumas estratégias básicas, para dar uma noção melhor de como escolher seus investimentos:
1. CONSERVADOR
Principais objetivos:
– Manter as suas economias, o poder de compra e criar uma reserva de emergência.
Características:
– Normalmente busca orientação antes de aplicar. Ainda que disponha de tempo para manter o dinheiro investido, prefere não sair das opções de baixo risco. Diante de uma oscilação negativa no valor do seu investimento, tende a resgatá-lo imediatamente.
Produtos:
– Investe 100% do seu dinheiro em poupança, CDB ou fundos DI. Contudo, quando o horizonte temporal é superior a cinco anos, essa opção pode ser prejudicial. Acaba reduzindo o potencial de rendimento.
Por isso, uma sugestão é dividir o dinheiro entre fundos de renda fixa, fundos DI e colocar uma pequena porcentagem em fundos de ações.
2. MODERADO
Principais objetivos:
– Aumentar o patrimônio e obter uma rentabilidade acima do mercado.
Características:
– É mais interessado no mercado financeiro e costuma analisar os produtos antes de tomar uma decisão. Assume alguns riscos e aceita diversificar parte de suas aplicações. Diante de uma oscilação negativa no valor de seu investimento, tende a permanecer no fundo e esperar a recuperação.
Produtos:
– Pode investir cerca de 70% do capital em renda fixa e fundos DI, mais conservadores e menos sujeitos a oscilações bruscas, e diversificar os outros 30% em investimentos mais agressivos, como os fundos de ações.
3. ARROJADO
Principais objetivos:
– Promover um crescimento considerável do seu patrimônio. Pretende investir por um longo prazo (mais de cinco anos) e obter alta rentabilidade.
Características:
– Conhece o funcionamento dos mercados e sente-se seguro para lidar com a sua volatilidade (o sobe-e-desce das bolsas, por exemplo). Aposta em produtos de risco. Diante das oscilações negativas de sua carteira, não se assusta, pois espera por ganhos consideráveis no futuro.
Produtos:
– Pode investir 50% a 100% em renda variável (como ações ou fundos de ações) ou outros ativos de risco (fundos derivativos ou cambiais). Sempre que possível, faça a revisão de seus investimentos e reflita sobre os prazos da manutenção da carteira. Assim você poderá reavaliar se as aplicações continuam adequadas a seus objetivos e se posicionar sobre a relação entre risco e retorno.
DIVERSIFIQUE SUAS APLICAÇÕES
Diversificar é sempre melhor do que se concentrar num único produto ou mercado. É impossível adivinhar o movimento de subida e descida da bolsa, dólar ou juros. Se você variar a forma de investir pode compensar as perdas de um lado com ganhos em outro.
Sempre que possível, faça a revisão de seus investimentos e reflita sobre os prazos da manutenção da carteira. Assim você poderá reavaliar se as aplicações continuam adequadas a seus objetivos e se posicionar sobre a relação entre risco e retorno.
Lembre-se de que tudo que você fizer, neste assunto, não deve ser fora do contexto de que quem lhe deu possibilidades de ter recursos para investir foi Deus. Portanto, não se esqueça de que tudo que fizer, faça para Sua honra e glória.
“Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.” Marcos 11:22-24
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” Tiago 1:5
É necessário estudar bem para não entrar em “fria”, ou para obter o melhor rendimento. Iinvestimento não jogo. Jogo é para especuladores que “apostam” todas as suas “fichas” numa única “dica” e ficam torcendo dia e noite pelo resultado de suas apostas.
Uma pessoa de bom senso deve simplesmente ignorar “dicas” para ficar rico da noite para o dia. Definitivamente as probabilidades estão contra você, quando se trata de ganhar uma bolada ou herdar uma fortuna.
No entanto, a boa notícia é que você pode construir um patrimônio mesmo assim. Para tanto é necessário ter um plano de investimento.
Num processo de investimento não há apostas e nem fichas e dicas, mas sim objetivos e a melhor carteira (alocação de ativos) para conquistá-los. Afinal, investimento bem-sucedido é aquele que vai fazer com que você conquiste seus objetivos.
Não se trata de um tipo de investimento melhor, outro pior. Cada um tem características e finalidades específicas. Isto é, um investimento pode ser muito bom para quem tem pouco dinheiro, mas o juro obtido é pequeno. Outro pode ser bom para ganhos rápidos, mas são de alto risco. Existem ainda aqueles tipos de investimento que são próprios para quem vai precisar do dinheiro num curto prazo, outros próprios para longo prazo.
Assim, é necessário que se tenha pelo menos uma noção dos principais tipos de investimento, suas características e finalidades, para que haja uma decisão correta sobre em qual usar o seu dinheiro.
Principais investimentos e suas características:
Vamos começar pela tradicional caderneta de poupança. É um investimento que poderíamos dizer de baixa lucratividade, que praticamente só repõe as perdas com a inflação, mas é um investimento muito seguro. Dificilmente o aplicador vai perder o dinheiro aplicado, pois é garantida pelo Tesouro Nacional. Só perderemos o dinheiro investido se o próprio país falir. Na poupança você também pode levantar o dinheiro aplicado de imediato. Isso se chama liquidez.
Existem investimentos cujo capital fica retido por um prazo pré-fixado, que varia de um dia a 20 anos, de acordo com o tipo escolhido, ou por prazo indefinido, como acontece com os imóveis. Se o investidor precisar de um dinheiro imediato, mas ele está aplicado num imóvel, ou ele espera um bom tempo para vender a preços de mercado, ou vai ter que perder dinheiro, vendendo rápido por preços abaixo do valor de mercado. Este é o caso para quem aplica em ouro também.
Já exemplos clássicos de investimentos inseguros ou voláteis, são as ações de empresas. Qualquer vento de insegurança, as bolsas de valores sofrem grandes oscilações, às vezes para cima, às vezes para baixo. Em algumas formas de ações da Bolsa de Valores, é preciso que o investidor tenha vários milhares ou até milhões para que possam ingressar no mercado, ou mesmo para obterem lucros satisfatórios.
Existem também investimentos que não precisam de grandes recursos para que o investidor possa ingressar nesse mercado. É possível depositar menos de R$ 10,00 para que o investimento ocorra. Além da poupança, é o caso dos títulos de renda fixa.
Mesmo apresentando características definidas, não é tão fácil determinar os investimentos por tipo ou classe. Os exemplos dados são genéricos, mas temos que levar em conta que variam muito de acordo com as condições de mercado, volume disponível para investimento, liquidez (prazo em que o dinheiro ficará retido no investimento), situação econômico-financeira do país ou mundial, entre outros fatores. Às vezes, de acordo com as circunstâncias, uma ação na Bolsa de Valores, pode ser mais segura que um imóvel, por exemplo. Ou mesmo, uma poupança render mais que um fundo de prazo fixo.
Os gerentes de bancos são apresentados como nossos conselheiros de investimento. Eles têm um amplo conhecimento do mercado. Vejam alguns investimentos administrados pelos bancos: fundos de investimento, fundos de previdência, depósitos a prazo fixo, CDBs, Títulos Públicos, Debêntures, Clubes de Investimento, entre outros. A questão é que prioritariamente os gerentes dos bancos estão ali para defender os interesses de suas instituições e nem sempre as opções oferecidas são as mais lucrativas ao cliente. É o caso dos Títulos de Capitalização, que chamam a atenção pelos sorteios e prêmios, mas pagam juros inferiores aos da Caderneta de Poupança. É comum eles oferecerem essa modalidade. Em alguns casos, existem metas a ser atingidas da parte dele com a oferta destes produtos.
Portanto, é melhor que o investidor tenha pelo menos um conhecimento básico sobre as variedades de investimento e ter um planejamento bem definido sobre o que pretende fazer. Nesse caso o gerente de seu banco pode ser um bom auxílio na definição técnica do melhor investimento a ser feito.