Qual o significado de riqueza para você? Como você definiria riqueza?
Se para você, riqueza é ter recursos suficientes para comprar o carro dos seus sonhos, uma casa imensa de frente para a praia ou uma viagem ao redor do mundo, lamento dizer, que quando conseguir isso, provavelmente sua frustração será muito grande. Você perceberá que a posse de bens materiais apenas alimenta a ansiedade pela acumulação cada vez maior de novos bens. A ganância humana não tem limites e por isso a aquisição jamais o fará feliz.
A prova disso está em jornais e revistas, basta ver os fatos. Existem centenas de exemplos de pessoas endinheiradas que não são felizes. Suicídios, divórcios e tragédias são tão freqüentes entre os ricos quanto entre os mais pobres. E é muito fácil encontrar felicidade em uma comunidade simples, em que o convívio e as atividades sociais proporcionam um prazer que está perante os olhos de todos.
Felicidade completa, somente com a presença de Deus em nossa vida. Somente com Ele, e colocando-O em primeiro lugar nas prioridades da nossa vida conseguiremos organizar assuntos pessoais, financeiros e emocionais.
Uma pesquisa do Instituto Gallup, feita entre 450 mil americanos entre 2008 e 2009, constatou um fato interessante de que o bem-estar emocional das pessoas – ou seja, a felicidade – é proporcional à sua renda, até o patamar de 75 mil dólares anuais (cerca de 135 mil reais), ou pouco mais de 6 mil dólares mensais. A pesquisa afirma que a felicidade aumentava conforme a renda crescia, mas o efeito parava aos 75 mil dólares. Ou seja, uma vez atendidas as necessidades básicas da família, o aumento da renda não conseguia se traduzir em maior felicidade.
Seis mil dólares é a renda compatível com a média americana, necessária para a compra da casa própria, um carro, de educação de qualidade para os filhos, mas sem muitos luxos. No Brasil, esse padrão de vida pode ser conquistado com ganhos bem menores, variando de onde a de onde a família vive.
Uma outra pesquisa mais antiga, feita pelo IBOPE em 2002, trazia uma estatística interessante: 41% das pessoas com renda mensal igual ou inferior a 379 reais declaravam-se felizes, enquanto apenas 25% das pessoas com renda superior a 4.500 reais afirmavam o mesmo. Em outras palavras, uma parcela maior das pessoas com menos renda se autodenominava feliz em comparação à população de maior renda no Brasil. Um detalhe interessante que se conclui dessa pesquisa: como a maioria da população brasileira está na faixa inferior de renda, não se pode negar que o povo brasileiro seja feliz.
Diante dos obstáculos para conquistar um nível de renda que lhe garantisse a felicidade, se lhe fosse proposta uma opção entre dois caminhos a seguir na vida, qual você escolheria: ter muito dinheiro ou ser feliz? A resposta não é difícil. Mas esse esforço só dependerá de você, esteja certo disso.
Por isso repense na pergunta que você certamente já ouviu: “Dinheiro traz felicidade?”. Mas pense principalmente no sentido da palavra felicidade pra você. Quem sabe dar um abraço forte nas pessoas que ama, se espreguiçar na cama por uns dois minutos antes de levantar, dedicar tempo e curtir o carinho dos filhos, e por aí vai… Muitas das coisas importantes da vida são gratuitas. Quantas pessoas estão deixando de curtir as coisas mais importantes da vida, estão deixando a vida simplesmente passar? Quanto custaria gastar um pouquinho do seu tempo para simplesmente, como dizem os jovens, curtir a vida? Curtir a vida pode não custar nada se você quiser.
Deus nos dá uma quantidade enorme de presentes diários e muitas vezes não conseguimos nem aproveitá-los. Sempre justificamos a razão de não aproveitar esses presentes por milhares de desculpas. A principal delas é a correria do dia a dia, motivada por um ritmo intenso de trabalho, que, por sua vez, é justificado para lhe trazer dinheiro, que será usado para pagar as contas e dar acesso às coisas que, aparentemente, lhe darão prazer. Em muitos casos você está abrindo mão de sua família e de seus amigos. Será que vale a pena?
As melhores coisas da vida estão disponíveis para qualquer ser humano. Ganhar bem é diferente de ser rico. Há muita gente com muito dinheiro que declaradamente não é feliz, assim como tem muita gente que vive humildemente e diz que é feliz. A estatística mostrou isso. Lembre-se: “qualidade de vida não está associada ao tamanho de sua renda, mas na forma como você administra aquilo que você ganha”. Em outras palavras, sua riqueza não depende de quanto você ganha, mas de quanto gasta ou do que faz com aquilo que ganha.
Muitas pessoas não enriquecem porque não fazem planos ou porque os fazem, mas não os executam. Porém esse não é o único motivo do não enriquecimento. Outro motivo de as pessoas não enriquecerem é porque cometem erros. Todos cometemos erros e não pense que para enriquecer você terá de eliminar completamente os erros da sua vida. Entre os vários motivos que levam as pessoas a não se tornarem ricas existem quatro grandes erros comuns a praticamente todo ser humano.
Veja alguns erros básicos cometidos pelas pessoas que não conseguem enriqueceu:
1. DESPREZAR OS PEQUENOS VALORES: O pequeno gasto nem sempre é um problema. O problema é quando ele é ignorado, acontece com certa freqüência, sai de nossas contas e ainda pensamos que há verba disponível para assumir outros gastos. Quem pensa assim acaba acumulando dívidas sem saber por que, e pior: ao rastrear suas contas, acaba achando que o vilão da história é o “cafezinho” que o mantém acordado e produtivo no trabalho. O vilão, na verdade, é seu desprezo pelos pequenos valores.
2. NÃO SE ESFORÇAR POR UMA BOA NEGOCIAÇÃO: Os vendedores profissionais são treinados para vencer. Portanto, aprenda a comprar agindo como um vendedor! Você não estará vendendo um produto, estará vendendo a idéia de que seu dinheiro vale muito. E ele vale mesmo.
3. NÃO TER PERCEPÇÃO FINANCEIRA: Percepção financeira é pensar como um banqueiro. O banqueiro, e também o bom empreendedor, é aquele que usa o dinheiro dos outros porque sabe dar a esse dinheiro um fim que lhe renda mais do que o valor a pagar de juros.
4. NÃO SABER AONDE QUER CHEGAR: Quais são seus objetivos? Quanto de sua renda você planeja poupar ou investir? Em quanto tempo se aposentará? Não importa quanto você pretende se esforçar para atingir seus objetivos. Os meios de atingi-los precisam estar claramente definidos.
Estes são alguns erros muito freqüentes, e talvez você tenha se identificado com alguns deles, por isso é hora de mudar sua postura a partir de hoje. Mas lembre-se de que se você acha que será feliz somente quando tiver muito dinheiro, sinto dizer que isso é pura ilusão. A felicidade se constrói no dia a dia, a cada momento. E dinheiro não é um objetivo, não é a felicidade. Dinheiro é como um cupom que lhe proporciona meios de curtir aquilo que você ama ou aprecia muito. Agindo de forma objetiva e centrada, você será uma pessoa rica em todos os sentidos da palavra riqueza. O mínimo que você conseguirá será a independência financeira e tranqüilidade até o fim da vida. E talvez essa tranqüilidade faça sua vida durar mais.
Para encerrar este tema importante veja o que diz o texto bíblico que pode encontrado em 1 Timóteo 6:10,11:
“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.”
Lembre-se que dinheiro é bom, e sem ele não conseguimos viver, mas viver em função dele se esquecendo do que realmente importa como família, saúde, a comunhão com Deus, isso faz do dinheiro um vilão. Digo novamente: a felicidade se constrói no dia a dia, a cada momento. E dinheiro não é um objetivo, não é a felicidade, ele apenas proporciona meios de curtir aquilo que você ama ou aprecia.
Neste Saldo Extra recebemos o apresentador do programa “Mais Sucesso” da TV Novo Tempo, Fernando Francisco para falar sobre o Mercado de Trabalho e quais são as melhores opções e os mercados em alta no momento? O que está mudando as possibilidades de abrir um negócio próprio.
O Saldo Extra apresenta um vídeo que talvez você já tenha visto, mas que mostra como ninguém o atual meio de produção utilizado pelos habitantes humanos da terra e o quão errado ele está.
A História das Coisas é narrado pela ativista Annie Leonard. Ela gastou 10 anos viajando pelo mundo em atividades contra a agressão ao meio-ambiente. Nessas viagens, Annie conseguiu ter uma bela visão de como funciona nosso meio de produção hoje em dia, viu o quanto errado ele está e decidiu alertar de uma maneira muito simples e explicativa.
O vídeo é voltado para a população americana, pois eles consomem 25% de todos os recursos produzidos em nosso planeta. Mas como as classes sociais brasileiras mais altas se assemelham ao estilo de vida americano, é interessante assistirmos o vídeo para não cometermos os mesmos erros que nossos “amigos” do primeiro mundo.
Provavelmente você deve estar pensando em coisas que desejou comprar, usou e já as descartou.
Mais provavelmente você deve estar pensando agora para onde essas coisas foram, não é mesmo? E qual o efeito disso tudo no nosso mundo?
Da extração e produção até a venda, consumo e descarte todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
Numa tentativa desesperada de mostrar o real custo de nosso hábito consumista o vídeo consegue conscientizar as pessoas que o assistem e nos faz repensar nossas atitudes despertando em nós a importância de lutarmos por mudanças e aprimoramentos no meio ambiente e na qualidade de vida a partir de ações como: produções sustentáveis, adoção de tecnologias limpas e principalmente o consumo consciente
Precisamos preservar a natureza! Este planeta foi um presente que Deus nos deu, mesmo sabendo que ele não é definitivo. Temos muito que aprender do mundo a nossa volta, e temos muito que fazer também. A destruição da terra é mais um sinal do pecado e do abuso descontrolado dos recursos produzidos aqui na terra.
Deus fez as coisas para serem usadas de maneira correta e as pessoas para serem amadas. Quando este vídeo nos mostra como o mundo mudou e como as coisas foram deturpadas, isso nos diz que as pessoas estão usando as pessoas e amando as coisas. E quando isso acontece a ordem muda e todo esse ciclo de respeito ao ser humano e de apego às coisas terrestres acontecem e isso é um erro, isso não deve acontecer.
“Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois ele o fez; obra de suas mãos, os continentes. Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração.” Salmos 95:3 a 8
Saldo Extra recebe o administrador Hugo Quiroga para falar sobre a importância da Educação Financeira para os Filhos, pois desde cedo é preciso prepará-los para saber lidar de maneira correta com dinheiro.
Diversas instituições oferecem oportunidades de aprendizado para quem vai efetivamente colocar em prática a decisão de organizar a vida financeira em 2012. Confira:
CURSOS PRESENCIAIS
BAHIA
Salvador
10/02, das 11h às 18h
Palestra: Opere ao vivo
Organização: Rico, homebroker da corretora Octo Investimentos, e Proinvestors
Local: Sede da Proinvestors: Avenida Tancredo Neves, 3343 – salas 301 e 306 – Pituba
Custo: R$ 240 para clientes e R$ 330 para não clientes
Para participar: Inscreva-se pelo site http://www.rico.com.vc/Central/CP/Inscricao.aspx?menuitem=55&idType=1&eventId=2055
Mais informações: http://www.rico.com.vc/ e telefones (71) 3419-2575 e (71) 3419-2572
SÃO PAULO
São Paulo
28/01, das 9h às 18h
Curso: Formação de traders
Organização: Rico, homebroker da corretora Octo
Local: Sede da Rico – Rua Joaquim Floriano, 960, 5o. andar, Itaim Bibi
Custo: R$ 270 para clientes e R$ 360 para não-clientes
Para participar: Inscreva-se pelo site http://www.rico.com.vc/Central/CP/Inscricao.aspx?menuitem=55&idType=1&eventId=1990
Mais informações: www.rico.com.vc e (11) 2505-1907
30/01, das 9h às 15h
Curso: Como investir em ações
Organização: BM&FBovespa
Local: Sede da Bolsa – Rua XV de Novembro, 275, Centro
Custo: gratuito
Para participar: Inscreva-se pelo site www.bmfbovespa.com.br/cursos
11/02, das 8h30 às 17h30
Curso: Análise fundamentalista de empresas
Organização: Consultoria Comdinheiro e FIA (Fundação Instituto de Administração)
Local: Unidade FIA Butantã – Rua José Alves da Cunha Lima, 172, Butantã
Custo: R$ 1.000 em duas vezes iguais ou com 10% de desconto à vista
Para participar: Inscreva-se pelo site http://www.fiaefinancas.com.br/mod/resource/view.php?id=52
Mais informações: fiaefinancas@fiaefinancas.com.br e (11) 3732-2002
13 e 14/02, das 19h às 22h30
Curso: Educar Família – planejamento de orçamento e investimentos
Organização: BM&FBovespa
Local: Sede da Bolsa – Rua XV de Novembro, 275, Centro
Custo: gratuito
Para participar: Inscreva-se pelo site www.bmfbovespa.com.br/cursos
28 e 29/02 e 01 e 02/03, das 19h às 22h30
Curso: Valuation – Análise de empresas para investimentos
Organização: Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais)
Local: Sede da Apimec – Rua Líbero Badaró, 300, 2o. andar, Centro
Custo: R$ 800 para associados Apimec e R$ 1.100 para não-associados
Para participar: Inscreva-se pelo email eventos@apimecsp.com.br ou pelo telefone (11) 3107-1571
Mais informações: No site http://www.projup.com.br/arq/121/arq_121_219470.jpg
CURSOS À DISTÂNCIA
Permanente
Curso: Etapas do planejamento financeiro
Organização: Prof. Elisson de Andrade
Custo: gratuito
Para participar: Acesse o site http://profelisson.com.br/cursosonline/
É bastante comum que algum membro da família tenha uma atividade caseira, artesanal ou semi-artesanal, que represente uma receita a mais para a casa.
Atividades como corte e costura, bolos e tortas, artesanatos, fabricação de pequenos produtos ou compra de mercadorias para revenda implicam a apuração dos respectivos custos e o cálculo de quanto se quer ganhar na venda de cada produto.
Passa a ser, então, muito importante o conhecimento dos conceitos básicos de margens de lucro para a fixação do preço de venda desses produtos.
As transações que envolvem venda de mercadorias, e eventualmente serviços, dependem sempre de três fatores fundamentais que constituem a seguinte relação:
PREÇO DE VENDA = PREÇO DE CUSTO + LUCRO
Existem alguns critérios fáceis de serem aplicados para fazer a avaliação do lucro, ou se existe mesmo o lucro, de modo a identificar para os administradores ou fabricantes se vale a pena, ou não, a transação. Para facilitar a definição e avaliação do lucro será necessário fazer a aplicação de alguns cálculos usando porcentagens.
Percentuais são encontrados no cotidiano das operações comerciais quando se procura definir margens de lucro nas transações com mercadorias. Essas margens de lucro podem ser relacionadas ao preço de custo ou ao preço de venda.
Como a fórmula é muito simples, a diferença entre o preço de venda e o custo, obviamente, será o lucro da operação. Quando se quer saber quanto representa esse lucro comparado com o custo, divide-se o lucro pelo custo e obtém-se um percentual comercial que chamamos de mark up.
O mark up é importante porque mostra o quanto se está ganhando percentualmente ao comparar os materiais aplicados em todo o processo de fabricação do produto (ou, no caso de comercialização, o custo de aquisição para revenda) com o preço de venda realizado. Após essa análise, pode-se concluir se é satisfatório esse lucro em relação ao capital investido, ao tempo que o produto consumiu na sua fabricação e ao tempo que levou em estoque até ser vendido. Ou seja, se vale a pena continuar trabalhando com esse produto. Então podemos entender a equação do mark up:
PREÇO DE VENDA = PREÇO DE CUSTO + % DO PREÇO DE CUSTO.
Vamos ver alguns exemplos para facilitar a compreensão:
1. Uma blusa de seda custa o preço unitário de R$ 21,00 e deseja-se um lucro de 40% sobre o preço de custo. Pegue sua calculadora e multiplique R$ 21,00 por (1 + 40%, que é o porcentual desejado), ou seja, multiplique por 1,40, e o resultado será o Preço de Venda que será de R$ 29,40. Esse preço de R$ 29,40 dará um lucro de 40% sobre o custo da blusa.
2. O custo para preparar uma torta com vinte porções é de R$ 11,20 e deseja-se um lucro de uma vez e meia o custo apurado, ou seja, 150% sobre o custo. Qual será então o preço de venda ao consumidor? Vamos lá, peque sua calculadora novamente e multiplique $ 11,20 por (1 + o percentual desejado de 150%), ou seja, multiplique por 2,50, o que resultará no Preço de Venda de R$ 28,00. Esse preço de R$ 28,00 dará um lucro de 150% sobre o custo da torta.
O lucro na venda de uma mercadoria, tendo como referência o próprio Preço de Venda, é muito importante para se saber exatamente quanto se está ganhando.
Assim, por exemplo, se um vendedor de uma loja ganha o percentual de 4% nas vendas por ele efetuadas, ele sabe quanto estará ganhando ao consultar quanto ele vendeu no final do expediente.
O patrão acompanhando o faturamento da loja, saberá quanto estará ganhando, desde que ele conheça a chamada Margem sobre o Preço de Venda.
O lucro definido em função do preço de venda de uma mercadoria é o valor obtido pela diferença entre o preço de venda e o custo, dividido pelo preço de venda. O percentual obtido por essa relação, chamado de margem, é muito utilizado porque identifica quanto se está ganhando em relação a qualquer faturamento realizado. Vamos às fórmulas:
PREÇO DE VENDA = PREÇO DE CUSTO + LUCRO
Para o caso do cálculo da margem, tem-se o lucro como um percentual do preço de venda
PREÇO DE VENDA = PREÇO DE CUSTO + % DO PREÇO DE VENDA.
Nessas condições, toda vez que se apura o total vendido de um produto, ou até mesmo o faturamento de uma empresa, conhecida a margem pode-se determinar quanto se está ganhando Vamos novamente verificar alguns exemplos:
1. Uma blusa de seda custa o preço unitário de R$ 21,00 e deseja-se um lucro de 40% sobre o preço de venda, ou seja, uma margem de 40%. Novamente pegue sua calculadora e vamos aos cálculos: Divida R$ 21,00 por (1 – o percentual desejado de 40%), ou seja, divida por 0,60, o que resultará no Preço de Venda de R$ 35,00.
Esse preço de R$ 28,00 dará um lucro de 150% sobre o preço de venda da blusa.
Esse preço de R$ 35,00 estará proporcionando um lucro de 40% sobre o preço da venda da blusa, isto é, uma margem de R$ 14,00.
Vamos a outro exemplo para ficar mais claro:
2. O custo para preparar uma torta com vinte porções é de R$ 11,20 e deseja-se vender com uma margem de 50% (o mesmo que dizer: um lucro de 50% sobre o preço de venda). Vamos então determinar o preço de venda ao consumidor. Divida R$ 11,20 por (1 – o percentual desejado de 50%), ou seja, divida por 0,50, o que resultará no Preço de Venda de R$ 22,40.
Esse preço de R$ 22,40 dará um lucro de 100% sobre o preço de venda da torta.
Ao mesmo tempo, esse preço de R$ 22,40 estará proporcionando um lucro de 50% sobre o preço da torta, isto é, R$ 11,20.
Conhecendo-se o preço de venda e o custo de qualquer produto é possível identificar ao mesmo tempo o mark up e a margem desse produto.
Importante ter em mente que, em geral, o preço de venda de um produto é estabelecido em função do mercado. O mercado conta com vários concorrentes, e é esse mercado que estabelece o preço mais adequado para venda. Costuma-se dizer em “economês” que, hoje em dia, “é o preço que faz o custo”. Em outras palavras, o preço de venda tem que estar compatível com o mercado, caso contrário, o produto se tornará inviável.
Nesse caso, dado o preço de venda, é necessário descobrir qual é o lucro obtido na venda do produto e identificar o mark up e margem verificados.
Vale notar que sempre que o mark up for o dobro do custo, isto é, de 100%, a margem será de 50%; assim como vimos no último exemplo.
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:10
“Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” I Timóteo 5:18
Existe uma preocupação importante para muitos jovens: como conseguir seu primeiro emprego! Por diversos motivos, a maioria deles gostaria, o quanto antes, de entrar no mercado de trabalho. Seja um estudante que precisa ajudar a família ou custear seus estudos, seja buscando estágio, seja um recém formado que esta “batalhando” para entrar no mercado e descobre surpreso, que seu suado diploma não é garantia de uma boa colocação profissional. O certo é que neste momento bate aquela insegurança, a falta de confiança, à dúvida e a incerteza de qual o melhor caminho deve seguir para vencer tamanho desafio.
Como fazer para ultrapassar esta barreira? Por onde começar? Como enfrentar uma entrevista de emprego sem tremer? E o currículo, como preencher? O que devo falar quando me perguntarem sobre minha experiência anterior? Demora muito pra conseguir um emprego? Será que vou me adaptar? Estas e muitas outras dúvidas surgem e são absolutamente normais. Vamos ajudá-los a respondê-las no programa de hoje.
Em muitos jovens que buscam o primeiro emprego, percebemos muita aflição, insegurança, falta de orientação, mas, sobretudo grande vontade de iniciar este processo.
Em geral, é bom que aos candidatos ao primeiro emprego, busquem começar sua vida profissional em funções mais simples, para poderem adquirir certa experiência profissional, e terem a chance de mostrar seu valor e seu potencial, para em seguida aspirarem a cargos de maior desafio. O processo desta forma fica mais simples e de fácil conquista.
É possível desenvolver um plano básico de marketing pessoal para conquistar seu primeiro emprego. Vamos apresentar o passo a passo de um plano simples, prático e de fácil implantação.
Passo 1 – conhecer o mercado em que pretende atuar
Escolha o setor de atividade que pretende trabalhar. Se já estiver na universidade ou fazendo um curso técnico, descubra tudo que puder sobre as empresas da área. Pesquise na internet, leia revistas do setor, converse com professores, enfim aprofunde seu conhecimento sobre estas empresas e sua realidade, este será um grande diferencial competitivo que você vai conquistar.
Para o jovem que ainda não tem uma profissão, busque uma colocação nos setores de atividade ou empresas em que sinta uma atração especial. Por exemplo, se gosta de contato com o público, procure trabalhar com atividades de atendimento. Se gostar de informática, procure buscar setores relacionados a este ramo. Uma coisa importante. Escolha um tipo de atividade que realmente combina com sua maneira de ser, com suas habilidades, com sua personalidade. Esta decisão será fundamental, pois despertará grande motivação da sua parte e este fator contará pontos importantes para você, durante o processo de contratação.
Passo 2 – elaboração do currículo
A elaboração de um currículo é uma tarefa relativamente simples e fácil, basta observar algumas regras básicas e incluir as informações contidas nos principais modelos pré-existentes. Estes modelos podem ser conseguidos na internet, em sites de recolocação, e até mesmo comprados em papelarias.
Como se trata de seu primeiro emprego, provavelmente você não terá muito a falar sobre sua experiência profissional anterior. Talvez algum trabalho temporário que tenha realizado informalmente.
No entanto, o mais importante é incluir em seu currículo informações sobre suas habilidades e competências pessoais que irão ser importantes para seu futuro empregador.
Como você pesquisou bastante o setor de atividade e as empresas que está tentando uma vaga, é importante relacionar as habilidades que você possui, com as necessidades destas empresas.
Por exemplo, um jovem que vai tentar uma vaga para trabalhar numa livraria, precisa deixar claro ao seu futuro empregador que tem o hábito de leitura, que gosta de assuntos relacionados à cultura e arte, que visita freqüentemente bibliotecas, que participou de feiras de livros, etc.
Destaque os cursos de curta duração que tenha feito, e que estejam relacionados a esta atividade, e realce também suas competências na escola que estejam relacionadas ao ramo de atividade da livraria.
O objetivo é deixar claro ao futuro empregador que você não apenas tem as qualificações para desempenhar as funções do cargo, como também tem um grande potencial de crescimento.
Passo 3 – preparação para a entrevista
Hoje, as empresas em geral estão valorizando muitos aspectos comportamentais relacionados à inteligência emocional do candidato. Portanto é preciso se preparar, e destacar na entrevista suas habilidades comportamentais mais importantes.
A inteligência emocional de uma pessoa está relacionada à sua capacidade de auto-motivação, seu bom humor, sua empatia, sua capacidade de comunicação interpessoal, sua pró-atividade e capacidade de trabalhar em equipe e seu relacionamento interpessoal.
Portanto o candidato que tiver deficiência em alguns destes aspectos comportamentais, deve procurar desenvolvê-los antes de se apresentar para uma entrevista.
Quanto maior conhecimento o candidato demonstrar sobre a empresa, suas características, os principais concorrentes, as principais competências necessárias para desempenhar bem as funções, e sobre o setor de atividade, maiores serão suas chances de influenciar positivamente o entrevistador.
Em geral o entrevistador esta preocupado em descobrir se o candidato poderá ser útil à empresa, se conseguirá desenvolver bem as funções, se conseguirá se relacionar adequadamente com os colegas de trabalho e se é uma pessoa motivada e bem humorada.
Passo 4 – desenvolvimento de competências comportamentais
As principais competências que precisam ser desenvolvidas e que são bastante valorizadas pelas empresas são:
auto-motivação – que é a capacidade de se motivar continuamente, independente das situações adversas ou contratempos que possam ocorrer em suas vidas. Hoje é mais importante para as empresas os profissionais que se motivam sozinhos, independente de qualquer bônus no salário, encorajamento dos superiores ou mesmo de palestra motivacionais;
humor - que é a arte de gerenciar o próprio estado de espírito, para enfrentar o trabalho do dia a dia e a vida pessoal, mantendo harmonia interior e alegria de viver;
produção de conhecimento - capacidade de crescer profissionalmente, adquirindo conhecimentos relativos a sua profissão, e que sejam relevantes para a organização em que trabalha, como também para sua carreira em particular;
liderança - capacidade de dirigir pessoas e tirar o melhor delas, levando-as a serem competentes e motivadas por trabalharem em equipe;
relacionamento interpessoal - capacidade de se comunicar com as pessoas em geral de forma eficaz, fazer amigos e influenciar pessoas - poder de persuasão;
criatividade - capacidade de criar e perceber coisas novas, gerar novas maneiras de fazer tarefas, e reinventar métodos, produtos, formas de trabalhar;
capacidade de sonhar - exercício de imaginar coisas impossíveis e criar condições para realizá-las. Fazer o impossível tornar-se realidade pela imaginação, pela persistência e pela fé.
Passo 5 – desenvolvimento de competências técnicas
É preciso que o candidato tenha uma preparação técnica mínima para poder ser aceito pela empresa, de acordo com o cargo que almeja. Como estamos falando sobre o primeiro emprego, esta competência terá de ser adquirida através de cursos técnicos ou formação universitária.
Durante a pesquisa que o candidato fizer sobre seu futuro empregador, é fundamental descobrir quais as competências técnicas que são mais importantes para este tipo de empresa.
Esta empresa precisa que o candidato tenha conhecimentos de informática? Conhecimentos de língua estrangeira? Telemarketing? Contabilidade? Que outras competências técnicas são necessárias ao cargo que busca?
É preciso descobrir as principais competências requeridas por esta empresa, e procurar preparar-se nestas competências. Pode ser feito algum curso de curta duração, caso seja necessário.
Passo 6 – construir uma networking – rede de relacionamentos
Relacione todas as pessoas que conhece. Crie um arquivo no computador, ou mesmo numa agenda específica para este assunto. Comece pelos familiares e parentes para em seguida incluir os amigos e conhecidos. Depois faça a seguinte pergunta: que parente meu ou amigo pode contribuir, ou conhece alguém influente que poderia me ajudar neste processo de conquistar meu primeiro emprego?
Às vezes você não conhece ninguém próximo que poderia lhe ajudar diretamente, no entanto tem um amigo cujo pai trabalha em uma empresa que poderia ser uma boa opção de emprego ou estágio para você. Neste caso você tem um bom contato, um ótimo “cartão de visita”, que poderá lhe abrir as portas daquela empresa.
Após criar seu networking, escreva um breve resumo da situação profissional e das possibilidades de cada pessoa de sua rede de contatos, eles podem lhe ajudar no presente ou futuro, e procure manter contato com todas estas pessoas da maneira mais freqüente possível.
Para as pessoas que você não convive com freqüência, procure mandar mensagens por e-mail, ou fazer contatos telefônicos. Mostre às pessoas que está buscando emprego, explique as razões e peça que, caso saibam de alguma oportunidade, busquem avisá-lo. É importante que você também se coloque a disposição destas pessoas para atendê-las no que for possível, e seja sincero em sua afirmação. Mesmo depois que estiver empregado, é necessário continuar cultivando sua rede de contatos. É como uma lavoura que plantamos, regamos e adubamos para colhermos os frutos no futuro.
Passo 7 – definir os meios para buscar uma vaga
Atualmente existe diversas forma para buscar uma colocação no mercado como anúncios em jornais, anúncios de estágios em escolas e faculdades, sites de emprego na internet, através de sua networking, envio de currículo diretamente a uma empresa, empresas de recursos humanos, entre outras.
O candidato poderá utilizar todas estas opções, pois assim aumentarão suas chances de sucesso. Algumas pessoas vivem dizendo que estão buscando emprego, no entanto pouco fazem para conquistar esta posição. Talvez acreditem que o emprego sozinho virá bater em sua porta. Isto raramente acontece, a não ser que tenha nascido em “berço de outro”, ou que tenha um padrinho importante.
Todos aqueles que buscam um emprego, devem tornar desta tarefa uma das prioridades em suas vidas, até que consigam seu objetivo. Inclua nos seus hábitos diários diversas tarefas relacionadas a esta busca.
Passo 8 – traçar objetivos e metas a serem alcançadas
É preciso ter objetivos, traçar metas bem específicas para podermos avaliar periodicamente se estamos obtendo ou não sucesso em nossa vida pessoal e profissional.
Por exemplo, uma jovem universitária, que ainda está no meio do curso, pode definir como objetivo conseguir um estágio em uma grande empresa, com reais possibilidades de ser contratada ao final de seu curso. No entanto, como este objetivo pode ser um pouco difícil de alcançar imediatamente, esta estudante deverá buscar atingir algumas metas intermediárias, através de colocações mais modestas inicialmente, adquirindo experiência e se preparando adequadamente para, no momento certo, conquistar o objetivo de médio prazo que é uma colocação em uma grande empresa.
Portanto, defina e escreva no planejamento, seus objetivos de curto, médio e longo prazo, e utilize todos os seus recursos motivação e energia para alcançar estes objetivos, com entusiasmo e força de vontade.
Passo 9 – elaborar um planejamento
Agora chegamos à fase de transformar todas as informações apresentadas em um plano de ação. Este plano é fundamental, e será seu projeto de vida nos próximos dias, semanas ou meses, ele terá um grande impacto em sua vida daqui pra frente.
Um engenheiro não pode construir uma casa sem um projeto, uma empresa não pode ser criada sem um plano de negócios, um carro ou avião não poderão ser construídos sem seu projeto técnico. Portanto, é essencial que sua carreira também tenha um projeto para deslanchar e obter sucesso.
Elaborar um projeto é simples, ele será baseado em todas as informações e passos que sugerimos. Simplesmente crie um documento no computador ou mesmo num caderno, adaptando estas informações genéricas que mencionamos ao seu caso específico, colocando nele seus dados pessoais, a pesquisa de informações que sugerimos, com os dados conseguidos, sua rede de relacionamento, enfim, todo o passo a passo que abordamos anteriormente. Este será seu planejamento, seu plano de ação.
Passo 10 – iniciar a execução do plano
Agora seu plano precisa ser colocado em ação. Com garra, com motivação, com entusiasmo, com determinação. Por isto, gostaria de ler com você, um pequeno texto que segundo o autor do livro “As 5 Grandes Regras do Bom Vendedor”, P. WHITTING, estava escrito na lareira do lendário HENRY FORD.
“Você conseguirá fazer tudo, se tiver entusiasmo. É o entusiasmo que eleva sua esperança até as estrelas. O entusiasmo é o ritmo de seu andar, é o brilho de seu olhar, é o aperto de sua mão. É o irresistível volume de sua força de vontade e de sua energia para a concretização de suas idéias. Os entusiastas são combativos, eles têm fortaleza, possuem qualidades permanentes. Com ele haverá realização, sem ele, existirão apenas álibis.”
Gostaria de concluir este texto convidando os jovens a uma reflexão sobre estes passos apresentadas. Algumas dessas idéias servirão como uma luva para sua vida, outras precisarão de adaptações para o seu caso. Algumas são mais fáceis de serem implantadas, outras mais difíceis. Algumas são mais eficazes, outras nem tanto.
Mas acima de todos estes passos, coloque Deus como o seu guia. Ore sempre pedindo orientação, paciência e assim que conseguir seu primeiro emprego ore agradecendo esta vitória em sua vida!
Para um investidor novato, sem experiência, mas ambicioso e com pressa para investir em algo que possa render bem e rápido, muitos cuidados precisam ser tomados. É comum alguns novatos em investimentos serem vítimas de golpes, travestidos de investimentos. Podem mesmo colocar seu dinheiro em modalidades legais (sérias), levados pela propaganda e conselhos de pessoas ligadas ao sistema financeiro, mas que no final rendem bem menos que outros tipos de investimento.
Em primeiro lugar devemos considerar que investimentos informais são de alto risco e muitas vezes não passam de golpes. É comum que conhecidos ao saberem que temos algum dinheiro para investir, aparecerem com algumas “propostas”, entre aspas.
“- Olha! Tenho um projeto muito bom. Estou abrindo uma empresa e preciso de um sócio. Ela vai render mais de 30% ao mês. É um negócio seguro, pode crer…”
“- Existe agora um negocio é que muito fácil. Basta colocar um pouco de dinheiro e em menos de um ano você dobra seu capital…”
“- Nada rende mais que o sistema de “marketing direto”…”
Lembre-se, não há investimento milagroso. É claro que nem tudo é golpe. Alguns tipos de oportunidades podem ser viáveis, mas entre eles pode existir o puro interesse de alguém em se apropriar do seu dinheiro.
Prudência é a bandeira a ser levantada em todas as oportunidades a serem analisadas.
“Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” (Mat. 10:16)
Vamos agora verificar algumas dessas propostas destes chamados investimentos mas que apresentam um alto risco de perdas financeiras.
1. MARKETING DIRETO
Aliás, o sistema de marketing direto merece ser investigado com mais profundidade. Não é que seja inteiramente mau, mas merece cuidados e desconfianças.
Marketing direto é um sistema interativo de marketing que usa uma ou mais mídias de propaganda para obter uma resposta mensurável e/ou uma transação em qualquer localização.
Existem algumas empresas que possuem um projeto bem estabelecido, que tem como objetivo vender seus produtos. Elas buscam mais o serviço como investimento, que dinheiro.
Mas existem aquelas cujo objetivo principal não é vender seus produtos, sejam de cosméticos, alimentos, produtos alternativos, ou utilidades domésticas.
Normalmente começam com um convite para uma reunião ou congresso empresarial. Nessas reuniões, bem como em portais e sites, é dado um grande valor aos ganhos. Em vez de oferecer os produtos da empresa, oferecem vidas bem sucedidas, muito dinheiro, felicidade, sucesso…
Se você não estiver com a cabeça centrada e um espírito crítico, pode sair dali com uma “lavagem cerebral”. Logo estará fazendo parte de reuniões, viagens e outros investimentos até pesados para fazer parte desse sistema.
Muitas vezes são empreendimentos bem estabelecidos, com garantias de qualidade no mercado. Muitos dos que ingressaram no sistema realmente ganharam dinheiro. Mas lembre-se: Você não é convidado a vender os produtos da empresa, que são os reais geradores de recursos. A intenção é que você forme uma equipe de vendedores, dos quais você deverá ganhar porcentagens nas vendas. Mas esses vendedores não são convidados para vender produtos, mas a formar outros grupos de vendedores, e assim por diante.
Na realidade, você deve aplicar dinheiro para que outros, acima nessa pirâmide, ganhem. E a promessa é que vai ganhar dinheiro com os outros que trouxer para continuar a pirâmide.
Numa pesquisa rápida na Internet não é difícil encontrar depoimentos de pessoas que foram envolvidas neste tipo de atividade/investimento e se deram mal. Portanto, jamais considere as propostas de marketing direto como um investimento.
2. PIRÂMIDE
O esquema da pirâmide é um golpe que ganhou popularidade no século passado, mas continua fazendo vítimas pelo mundo afora. “Os mesmos elementos estão sempre presentes nestes golpes: algo que começa do nada, com poucos aderentes, promessa de rentabilidade diferenciada e uma figura central que patrocina o negócio”.
Cuidado, pois muitos tipos de marketing direto usam o princípio da pirâmide.
Estes golpes normalmente começam assim: Você recebe um convite, seja por carta, cartão, e-mail, ou de viva voz de algum conhecido para depositar R$ X, na conta tal (ou envia cheque pelo correio). Envia esse mesmo convite para outras três ou mais pessoas, que deverão depositar o valor em sua conta.
Alguns, mais sofisticados afirmam que o sétimo na corrente vai enviar o dinheiro para você. Obedecendo a uma conta matemática de progressão aritmética, se a corrente funcionar, o que você pagou para entrar pode retornar aumentado em centenas de vezes. Seria então um enorme lucro.
O pior é que, inocentemente, existem pessoas perpetuando essa prática não só com dinheiro, mas com envio de e-mails, à vezes com assuntos religiosos (oração de bênçãos, por exemplo) e até em casos de saúde (pedindo recursos para ajudar alguém, ou solicitando algum outro tipo de apoio). O resultado é uma enxurrada de e-mails que na linguagem da internet são conhecidos como “spam”, que só congestionam a Internet de uma forma geral.
Retornos exorbitantes, livres de risco e em um curto espaço de tempo. É bom demais para ser verdade. Mas isto é considerado um crime, porque sempre há um fim da pirâmide, onde todos perdem.
No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários já abriu vários processos administrativos contra ofertas com características de pirâmides nos últimos anos.
Melhor mesmo, recomendam os economistas, é desconfiar de toda e qualquer rentabilidade líquida superior a 1% ao mês que for apresentada como um retorno garantido.
Quero citar como exemplo alguns famosos golpes das chamadas “pirâmides”. Um deles ocorreu em 2008, nos Estados Unidos, ministrado por ninguém menos que o ex-presidente da Nasdaq, o executivo Bernard Madoff, num caso que contribuiu para a crise econômica que atravessamos. Interessante é que as vítimas eram economistas especializados em investimentos, vinculados a bancos, financeiras e grandes grupos econômicos (entre eles, a nossa Sadia, que acabou sendo incorporada pela Perdigão, para não falir, resultando na Brasil Foods, união recentemente autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE).
Outra variante da pirâmide foram os cartões postais inventados em 1920. O ítalo-americano Charles Ponzi atraiu um sem número de clientes prometendo rentabilidade de 50% em apenas 45 dias.
O negócio consistia na compra de cupons postais de outros países, trocados por selos nos EUA a um preço mais caro. Mas as despesas e prazos para conversão da moeda minavam qualquer rentabilidade expressiva. O esquema, no entanto, entrou em colapso e Ponzi acabou sendo condenado a anos de prisão. Posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morreu pobre em 1949. Seu nome carimbou o golpe de pirâmide, mundialmente conhecido como “Esquema de Ponzi”.
Existem muitos outros golpes comuns. Quem não se lembra das oportunidades de “grandes lucros” em empresas rurais, que nos últimos anos levaram o dinheiro de muita gente?
Um caso é o da engorda de gado nas Fazendas Reunidas Boi Gordo. Mais um golpe, tendo como base o esquema da pirâmide financeira. Com a venda de contratos de investimento coletivo, 30 mil investidores perderam nada menos que 3,9 bilhões de reais. Seduzidos pela oportunidade de embolsar um lucro mínimo de 42% no prazo de um ano e meio.
Outro golpe foi o do grupo Avestruz Master, de Goiânia. Em 1998 ofereceu contratos de compra e venda de avestruzes com compromisso de recompra. O lucro seria assegurado pela suposta exportação da carne. Mas o negócio propriamente dito jamais chegou a ir para frente.
Até corretoras de valores, que são severamente fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pelo controle do mercado de investimentos, podem aplicar golpes.
3. TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO
Mas não é só de golpes que um investidor deve se precaver. Um dos tipos mais conhecidos e reprovados pelos especialistas em investimento são os títulos de capitalização.
Esse tipo de investimento está nos bancos, financeiras e até em empresas ligadas a redes de comunicação. Basta entrar numa agência, ou abrir o portal dos bancos, e aparece em destaque um anúncio de títulos de capitalização. Existem também propagandas massificadas nas TVs e/ou carnês vendidos nas ruas.
É fácil identificar esse tipo. Sempre, em primeiro plano, estão as atrações dos prêmios. O capital investido normalmente é devolvido no fim de um período pré-estabelecido.
O problema é o que realmente o investidor ganha. A revista Pro-Teste, da ONG de Defesa do Consumidor com o mesmo nome, afirma que esse é um investimento para quem não quer juntar dinheiro. (veja artigo “Para não juntar dinheiro”, no portal http://www.proteste.org.br/).
Para a ONG, “Título de capitalização não é um investimento. É uma loteria”.
Alguns alegam que rende juros. Mas não é bem assim. O rendimento mínimo obrigatório é tão somente de 20% da taxa de juros básica aplicada às cadernetas de poupança.
Portanto, se a Caderneta de Poupança é um investimento de tão baixa renda que alguns economistas até rejeitam como papel aceitável, pense num título que rende apenas 20% da poupança, só porque oferece prêmios.
Resumo:
Desconfie de tudo que promete enriquecimento rápido, fácil e outras vantagens mirabolantes. Isso não existe ou é uma atividade criminosa.
Desconfie mesmo quando os administradores (pessoas ou empresas) são idôneos e com ficha impecável, registrados em órgãos reguladores e fiscalizadores do mercado financeiro.
Pesquise a idoneidade dos corretores, agência intermediária, consultores, agentes financeiros, antes de entregar seu dinheiro a eles.
Saldo Extra recebe o administrador Hugo Quiroga para falar sobre o Planejamento Familiar e como é possível alcançar um equilíbrio financeiro entre os membros da família.