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2012, o ano em que o mundo acabou

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O ano mal começou e o mundo já acabou. Ao menos para Lilian Maria dos Santos, de 30 anos, e seu bebê. Ela estava grávida de sete meses.

No começo da madrugada do primeiro dia do ano, Lilian, o esposo, uma filha de 7 anos e uma sobrinha foram surpreendidos por um motorista bêbado num cruzamento na zona sul de São Paulo.

Após ser levada ao pronto-socorro São Paulo e submetida a uma cesária de emergência, Lilian e o bebê não resistiram e morreram. Os outros ocupantes do veículo passam “bem”. O esposo está em estado de choque.

O acidente aconteceu no cruzamento entre as ruas Professor Abraão de Morais e a avenida Bosque da Saúde, no bairro da Saúde.

Dentro do carro do motorista bêbado do Peugeot que bateu no Fiat Idea da família, a polícia encontrou várias garrafas de cerveja, energéticos e outras bebidas alcoólicas. O motorista, que já foi autuado por dirigir sob o efeito de álcool, confessou a embriaguez e o uso de drogas. Ele está detido.

Vou citar outra fatalidade, ocorrida em Rio Claro, cidade a 170 quilômetros da capital paulistana: o suicídio de um primo distante.

Pouco antes da meia-noite, Fabiano, de 28 anos, pôs fim à sua vida. Usuário de drogas, ele lutava contra o vício há cerca de 10 anos.

Há pelo menos duas versões para a morte de Fabiano: alguns dizem que ele se jogou de um viaduto; outros, que simplesmente deitou na pista e foi atropelado por dois carros. Bem, isso agora já não importa. O enterro foi às 17 horas deste domingo (1º de janeiro).

O ponto comum entre os dois casos é a droga. Tanto Fabiano quanto Lilian e seu bebê foram vítimas do que há de pior na sociedade: álcool e outras drogas.

E somente fiscalização e punição severas poderão surtir algum efeito na diminuição de histórias tão tristes como essas. 

Mas como isto é algo bem difícil de acontecer no Brasil, há pelo menos três coisas a se fazer: nem sequer provar qualquer bebida alcoólica e/ou drogas ilícitas ou lícitas, inclusive o cigarro, fazer campanhas de conscientização entre crianças, jovens e adultos, promovendo a total abstinência de tais substâncias, e ajudar os que são escravos dos vícios.

E, claro, além de trabalhar, pedir misericórdia a Deus e clamar para que casos assim sejam cada vez mais raros!

É triste ver o mundo acabar para duas famílias, logo no início do ano, justamente quando todos só sabem dizer “feliz ano-novo!”.

Márcio Basso Gomes

Foto: Luiz Guarnieri Folhapress

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