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“Não matarás [o feto]” (Êx 20:13).


Aborto

Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que se você um dia optou pelo aborto, porém, arrependeu-se e pediu perdão a Deus pelo seu pecado, Ele já lhe perdoou por meio dos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo (Sl 32:5; Rm 5:1; 1Jo 1:9).

Por isso, esse pequeno texto tem apenas o objetivo de levar-nos à reflexão sobre aquilo que a Bíblia ensina a respeito do aborto, a fim de nos posicionarmos contra a legalização desse tipo de homicídio mais que covarde (cf. Êx 20:13).

Vamos lá.

Certa vez, Ronald Regan, ex-presidente dos EUA, comentou: “todos que são a favor do aborto já nasceram”.

Não entrarei nos méritos de seu governo, mas, irei destacar sua frase simples, porém, profunda: quem defende o aborto não parou para pensar que ele teve o direito de nascer. Não parou para refletir que, se ele estivesse no útero de uma mãe que tivesse decidido aborta-lo, agonizaria como ser humano com o sofrimento causado pela indução ao aborto.

Faz parte do “cancerígeno” egoísmo humano querer para o outro o que não se deseja para si mesmo. Por isso, Jesus advertiu aos Seus seguidores que agissem de maneira bem diferente: “Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas” (Mt 7:12, Nova Tradução Na Linguagem de Hoje).

Legalizar o aborto traria muito mais problemas do que soluções porque as pessoas irresponsáveis ser aproveitariam disso para se tornarem mais irresponsáveis ainda. Afinal, elas acham “mais fácil” tirar um feto depois de uma “gravidez indesejada” do que assumir a responsabilidade pelo filho (a) que fez. Infelizmente, na hora de “fazer”, quase ninguém pensa nas consequências.

Além disso, pessoas que optam pelo aborto desconsideram que um filho é uma “herança do Senhor” (Sl 127:3), que servirá de instrumento divino para desenvolver nelas a paciência e abrandar o sentimento egoísta. Quem é pai ou mãe sabe o quanto um filho melhora nosso caráter quando deixamos que isso aconteça. Quando temos um filho sabemos um pouquinho da profundidade do amor de Deus por cada pecador, de modo que O amamos ainda mais.

Tirar a vida de um ser indefeso contraria princípios bíblicos muito sérios:

1º: A vida é sagrada para Deus: “Se alguns homens estiverem brigando e ferirem uma mulher grávida, e por causa disso ela perder a criança, mas sem maior prejuízo para a sua saúde, aquele que a feriu será obrigado a pagar o que o marido dela exigir, de acordo com o que os juízes decidirem. Mas, se a mulher for ferida gravemente, o castigo será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, machucadura por machucadura.” (Êx 21:22-25)

2º: O Criador (e Juiz) não aprova que se mate o inocente: “ […] não matarás o inocente e o justo […]” (Êx 23:7).

3º: Jesus deseja que todas as criancinhas tenham a chance de ganharem a vida eterna: “Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.” (Mt 19:14, Nova Tradução Na Linguagem de Hoje).

Também não devemos passar por alto que Deus (a) se relaciona com o feto (Jr 1:5; Sl 139:13-16) e que (b) os autores bíblicos não fazem diferença entre o embrião e uma criança recém-nascida. A mesma palavra grega para descrever o feto (brephos) em Lucas 1:41, é usada para se referir ao bebê (Jesus) em Lucas 2:16.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia e o aborto

Peço licença aos irmãos evangélicos, católicos, espíritas, muçulmanos, judeus, hinduístas (etc), para falar sobre o que a igreja que frequento pensa sobre o assunto.

Algo que admiro muito no adventismo é o equilíbrio de seus líderes em tratar questões morais e éticas tão profundas. Entre elas, está o aborto.

No livro Declarações da Igreja, das págs. 219 a 222, há um documento aprovado e votado pela Comissão Administrativa da Associação Geral em 12 de outubro de 1992 a respeito desse tema. Em um dos parágrafos lemos o seguinte:

“A igreja [adventista do sétimo dia] não deve servir como consciência para indivíduos; contudo, ela deve oferecer orientação moral. O aborto por motivo de controle natalício, escolha do sexo ou conveniência não é aprovado pela igreja. Contudo, as mulheres, às vezes, podem se deparar com circunstâncias excepcionais que apresentam graves dilemas morais ou médicos, como: ameaça significativa à vida da mulher gestante, sérios riscos à sua saúde, defeitos congênitos graves cuidadosamente diagnosticados no feto e gravidez resultante de estupro ou incesto. A decisão final quanto a interromper ou não a gravidez deve ser feita pela mulher grávida após o devido aconselhamento. Ela deve ser auxiliada em sua decisão por meio de informação precisa, princípios bíblicos e a orientação do Espírito Santo. Por outro lado, essa decisão é mais bem tomada dentro de um contexto saudável de relacionamento familiar”.1

Muita coisa pode ser dita sobre esse parágrafo, mas, gostaria de me ater a uma: no caso de estupro e incesto (entre outras circunstâncias), a “decisão é mais bem tomada dentro de um contexto saudável de relacionamento familiar”.
Isso nos leva a pensar se uma mulher estuprada ou uma menina engravidada pelo próprio pai “pode” trazer ao mundo uma criança que viva dentro de um “contexto saudável de relacionamento familiar”. Creio que não.

Infelizmente, em muitas circunstâncias da vida, temos de escolher “dos males o menor” por estarmos num mundo que respira o pecado. Particularmente (veja: essa não é a opinião oficial da Igreja Adventista) creio que as influências pré-natais negativas que um feto sofrerá por parte de uma mãe estuprada ou violentada pelo pai serão muito mais destrutivas à criança. Desse modo, será que compensa tal criança ter de receber todo esse sofrimento pré-natal, e conviver com toda essa carga hereditária?

Há mulheres que decidem ter a criança e dá-la para alguém que consiga amá-la sem as recordações horrendas de um estupro. Por isso, em minha pecadora opinião, nesse tipo de caso, só Deus e a mãe que confia nEle podem decidir (oficialmente, a igreja que frequento pensa o mesmo em relação a esse ponto, como se pode ler na pág. 220 da obra Declarações da Igreja).

Acho muito sábias e inspiradas as observações de Ellen G. White sobre o poder das influências pré-natais. Compartilho-as com você para lhe ajudar nessa reflexão (detalhe: ela não está tratando do aborto nesse contexto):

“Toda mulher prestes a tornar-se mãe, seja qual for o seu ambiente, deve animar constantemente uma disposição feliz, alegre, contente, sabendo que por todos os seus esforços postos nesta direção será ela recompensada dez vezes mais no caráter tanto físico como moral do seu rebento. E isto não é tudo. Ela pode, pelo hábito, acostumar-se a pensamentos animosos, e assim encorajar um feliz estado de espírito e lançar alegre reflexo de sua própria felicidade de espírito na família e nos que com ela se associam”.2

Os pensamentos e sentimentos da mãe terão poderosa influência no legado que ela faz a seu filho. Se ela permite que os próprios pensamentos se demorem em seus sentimentos, se condescende com o egoísmo, se é irritadiça e exigente, a disposição de seu filho testificará desse fato. Assim, muitos receberam como patrimônio tendências quase invencíveis para o mal.3

Finalizo aconselhando você a nunca defender a legalização do aborto, caso dê o mesmo valor à vida que Deus dá. Todavia, não sejamos juízes ao ponto de querermos opinar no lugar de uma mulher estuprada ou violada pelo próprio pai. Somente quem passa por uma situação dessas pode decidir (após aconselhamento bíblico e a orientação do Espírito Santo) se terá condições emocionais para transmitir boas influências pré-natais para uma criança que merece o melhor.

Também é importante aprendermos a conviver com as diferentes opiniões sobre o assunto. O mais importante é que todos os que somos contra o aborto (mesmo que não em todos os “detalhes”) lutamos pela mesma causa: salvar vidas.

Afinal, pouco adianta eu ser contra o aborto se por meio de minhas palavras e atitudes “mato” as pessoas emocionalmente (cf. Cl 4:6; Tt 2:7, 8) por elas não pensarem como eu. Não nos esqueçamos de que o povo de Deus não se caracteriza apenas pelas qualidades de Apocalipse 14:12, mas também pela nobre virtude de João 13:35: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”

Um abraço!

www.leandroquadros.com.br/livros

Notas:

1. Igreja Adventista do Sétimo Dia. Declarações da Igreja: aborto, assédio sexual, homossexualismo, clonagem, ecumenismo e outros temas atuais (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), p. 220.
2. Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005), p. 131.
3. Ibidem, p. 132.


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  • lucas franklin em 29 de outubro de 2013 22:08

    muito bom mesmo o blog do na mira da verdade!!!



  • Fabiano Roberto em 29 de outubro de 2013 23:22

    Matar a criança é um crime maior que o próprio
    estupro ou incesto. Se o estuprador não é condenado à
    morte, por que o seria a criança inocente?



  • Adaister em 30 de outubro de 2013 9:07

    Ei Leandro eu quero fazer uma perguntinha pra você (você que é defensor ferrenho dos direitos morais constituintes). E se por acaso uma mulher for estrupada, e desse ato promiscuiu se gerada uma criança, a mulher tem o direito de aborta se ela assim deseja?



    • leandroquadros em 4 de novembro de 2013 15:31

      Adaister: minha opinião está bem clara no artigo. Creio que lendo mais uma vez perceberá. Ótima semana!



  • alexandre em 30 de outubro de 2013 21:14

    Professor quero tirar algumas dúvidas e pedir alguns conselhos com o senhor , no entanto teria que ser particular , se possivel entra em contato comigo pelo meu mail , que eu digitei aqui para deixar esse comentário . E também queria lher agradecer pela aprendizagem que o senhor passa para nós em virtude do espírito santos , pois nos ajuda muito em nossa vida física e esperitual. Por isso peço a Deus que o abençõe e te guarde de todo mal .



    • Maiara Costa - Equipe em 12 de março de 2014 16:30

      Olá Alexandre!
      Obrigado por seu contato com o programa Na Mira da Verdade.
      Se você quiser pode enviar as suas dúvidas e questionamentos por aqui mesmo ou escreva um e-mail para: namiradaverdade@novotempo.com
      Que Deus te abençoe grandiosamente.
      Um forte abraço.



  • Mauricio Barboza em 31 de outubro de 2013 21:46

    Meus parabéns amigo Leandro Quadros, pelo belo comentário sobre o aborto que Deus juntamente com toda divindade continue te abençoando te usando para a obra que ele te chamou e que vc esta realizando muito bem, grande abraço de seu amigo Maurício “Quadros” aqui de Brasília.



  • Fabiano Roberto em 1 de novembro de 2013 14:06

    por onde anda MAIARA?

    Isso aqui ta um deserto!



    • leandroquadros em 4 de novembro de 2013 15:24

      Fabiano! Você disse TUDO. Maiara faz muita falta. Ela se encontra recuperando-se de uma cirurgia e, em breve, estará conosco novamente, moderando os comentários. Um abraço e fique com Deus.



  • Marcus Vinicius em 3 de novembro de 2013 16:48

    Vou pontuar alguns dos argumentos no artigo dos quais discordo frontalmente; e, logo em seguida, tecer alguns comentários como contraponto a cada um deles:

    1. “Todos os que são a favor do aborto já nasceram”.

    Noooossa! Agora o famigerado Ronald Reagan se superou, hein?!

    Acho que nunca antes eu havia lido um argumento pró-vida mais tosco que esse. Coisa bem típica, aliás, de um republicano protestante bitolado e fanático como ele. Chega a ser um verdadeiro “mistério do além” como um homem com tal tipo de mentalidade tacanha chegou um dia a ser o líder máximo da maior potência política e econômica no planeta…

    Deixando de lado argumentos meramente religiosos e dogmáticos, e lidando com os dilemas da contemporaneidade sob uma ótica um pouco mais racional, prática e realista, inclino-me a ser bastante favorável à legalização para o caso específico do aborto de embriões.

    A razão para isso é bastante simples: Quer queiramos nós quer não, tecnicamente falando, um embrião – ou seja, aquela fase inicial que ocorre mais ou menos durante as primeiras 10 semanas da gestação – não é sequer um feto, menos ainda ser humano, bebê, ou criança.

    Assim sendo, o embrião pode ser considerado como “vida” exatamente do modo como também o pode ser o óvulo e o espermatozóide – ou seja, algo que não passa de um amontoado de células que não têm desenvolvidos os órgãos, as estruturas, nem as funções corporais necessárias para serem consideradas como um ser humano. Sendo desprovidos de um cérebro e de um sistema nervoso, por exemplo, eles simplesmente não possuem consciência alguma e são absolutamente incapazes de sentir dor, entre outras coisas mais.

    Noutras palavras: Embriões não são pessoas!

    Não escuto ninguém por aí acusando a menina que menstrua, ou o menino que têm polução espontânea durante a noite, ou o casal que faz uso de espermicidas como método contraceptivo durante suas relações íntimas, de estarem sendo “contra a vida” ou de estarem cometendo “homicídios”. Por que motivo, então, o ato de abortar-se embriões deveria ser proibido ou legalmente caracterizado como uma prática criminosa?

    Ah, sim! Pensando aqui com os meus botões, acabei de me lembrar de uma possível justificativa para tal ponto de vista: A bíblia (é sempre ela…) nos diz que deus matou um certo cidadão chamado Onã por causa de sua prática “criminosa” de interromper o coito derramando o sêmen na terra (Gênesis 38:9). Talvez seja da referida passagem que o cristão haja presumido o fato de que deus enxerga espermatozóides, óvulos e embriões como “pessoas”…

    2. “Legalizar o aborto traria muito mais problemas do que soluções porque as pessoas irresponsáveis se aproveitariam disso para se tornarem mais irresponsáveis ainda.”

    Vixe! Já vi que o negócio aqui tá difícil, mas vamos lá:

    Primeiro ponto a ser destacado: Não cabe ao estado legislar sobre princípios religiosos nem emitir juízos sobre a conduta sexual dos indivíduos sob sua tutela. Antes, seu papel é aprovar e pôr em prática leis que visem ao bem comum – ou seja, que melhor atendam aos interesses da sociedade como um todo.

    Em segundo lugar, nem todas as mulheres que engravidam sem querer o fazem por serem “irresponsáveis”. É necessário que as pessoas estejam cientes de que, até o presente momento, não existe nenhum método contraceptivo 100% eficaz; e de que, por conta disso, a ocorrência de uma gravidez indesejada é perfeitamente possível, ainda que se tenham tomado todas as precauções no sentido de evitá-la.

    Por último, é um equívoco grosseiro pensar-se que, uma vez havendo a legalização do direito ao aborto, as pessoas automaticamente passarão a abortar com maior frequência. Como se passar pelo processo de indução ao aborto fosse algo extremamente agradável para a mulher. Como se, todos os dias, ela acordasse dizendo de si para si: “Puxa, estou feliz e radiante porque hoje passarei novamente pela maravilhosa experiência de provocar mais um aborto. Mal posso esperar por esse momento!”

    Ora, francamente…

    4. Infelizmente, na hora de “fazer”, quase ninguém pensa nas consequências.”

    Argumento falsamente moralista, leviano e superficial.

    O fato de alguém haver cometido um erro, deslize ou imprudência não é razão para negar-se-lhe a oportunidade ou privá-la do direito legal de repará-lo.



    • leandroquadros em 4 de novembro de 2013 15:21

      Olá, Marcus Vinícios:

      Farei algumas poucas considerações sobre o que escreveu.

      1. Sua afirmação de que “feto não é vida” não é apoiada por boa parte dos biólogos que acreditam ter a vida início na Concepção. Você se disse racional, porém, foi mais fanático que muitos religiosos em bater o martelo em uma questão para a qual não há um consenso. Há os que defendem que a vida começa a partir da formação do sistema nervoso central e os que defendem que o óvulo é uma vida desde o momento em que é fecundado.

      2. Você disse que o dever do estado é “aprovar e pôr em prática leis que visem ao bem comum – ou seja, que melhor atendam aos interesses da sociedade como um todo”. Quer dizer então que se a sociedade marchar para a desgraça, o estado tem que apoiar isso? O estado existe para legislar leis justas ou para legalizar comportamentos errados? Não acho maduro pensar desse jeito. Afinal, até mesmo os que participam da marcha para a legalização da maconha poderiam ter argumentos para usar drogas de maneira “legal”.

      Concordo que Igreja e estado devem estar separados. A história mostra que a união de ambos no governo ocasiona desgraça. Porém, o estado não pode desconsiderar padrões morais absolutos e nem mesmo a grande parcela de cristãos que compõem essa sociedade, e que são contra o aborto por razões bíblicas bastante óbvias.

      3. É óbvio que a legalização do aborto aumentaria a irresponsabilidade dos irresponsáveis. Repito: irresponsáveis, para não ser mal-compreendido. Conheço uma jovem que já abortou aproximadamente 8 vezes e que seguirá fazendo isso até quando achar necessário. Nesse tipo de caso, só não vê quem não quer: se for o aborto legalizado, a irresponsabilidade dela será “justificada” pelo estado, o que piorará as coisas.

      Claro que a não legalização não é garantia de nada, pois, o fazem clandestinamente. Porém, legalizar um comportamento errado, trará em si outros males piores para nossa sociedade.

      Pense nisso com carinho e vamos trocar algumas ideias mais de maneira educada.

      Boa semana.



    • Mário Lobato em 7 de novembro de 2013 13:43

      Bom dia.
      Gostaria de discordar em alguns pontos do nosso amigo Marcus Vinicius.
      Caro Marcus:
      Vou ponderar sobre sua iracunda resposta que, claramente, se direciona contra a Bíblia, Deus e os cristãos, o que lhe fez fugir um pouco da “racionalidade” do assunto do debate e entrar no mérito da fé. Isto mesmo, da fé! Permita-me usar suas palavras para descrever meus argumentos: “Deixando de lado argumentos meramente religiosos e dogmáticos, e lidando com os dilemas da contemporaneidade sob uma ótica um pouco mais racional, prática e realista”:
      1- Não há como você negar as palavras de um presidente da nação mais poderosa do mundo: “Todos os que são a favor do aborto já nasceram”. Qual o problema em citá-la no texto? Aqui ele diz alguma inverdade? Não entendi sua crítica a um dos mais populares presidentes americanos de todos os tempos, o qual ajudou a combater as drogas e a violência, alavancando a educação e o desenvolvimento médico-tecnológico daquele país. Estes são dados contemporâneos. Ou não são?
      Bom, sua visão acerca de embrião, espermatozóide e óvulo está cientificamente equivocada, meu caro Marcus. Espermatozóides e óvulos nunca podem ser vistos “exatamente” como um embrião, pois, simplesmente, não o são. Espermatozóides e óvulos são células, são produtos da vida e não vidas em si. Entretanto, quando combinadas, formam vida, passam a ser vida.
      Eis alguns conceitos de embrião humano:
      o “É o conceito de quando se está em sua fase de diferenciação orgânica, da segunda à sétima semana depois da fecundação, etapa conhecida como período embrionário” FONTE: Wikipedia
      o “Primeira fase do produto de conceção e desenvolvimento do ovulo após a fecundação, na maior parte dos seres vivos. Na espécie humana, depois dos três meses, o embrião passa a designar-se feto.” FONTE: embriao In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-11-07]. Disponível na www: .

      Os conceitos de Espermatozoide e de Óvulo são:
      o Espermatozóide: “O espermatozóide maduro é uma célula móvel, formada por cabeça, colo e cauda.” FONTE: http://www.famema.br/ensino/embriologia/espermatogenese.php
      o Óvulo: “…formação dos ovócitos maduros…Célula com metade da carga genética…” FONTE: http://www.famema.br/ensino/embriologia/ovogenese.php
      Como você pode ver, Marcus, conceitualmente embrião, espermatozóides e óvulos não são a mesma coisa. Concordo quando você diz que espermatozóides e óvulos não são humanos, pois são gametas com metade do número de cromossomos de um ser humano. Portanto, NUNCA serão considerados humanos. Contudo, a união destes dois gametas restaura o número normal de cromossomos humanos, 46, sendo que, se este ovócito fecundado (óvulo + espermatozoide) não for interrompido em seu desenvolvimento, SEMPRE dará origem a um ser vivo. Quando um óvulo (ovócito) é fecundado por um espermatozóide, disparam-se sinais, ininterruptos, de múltiplas divisões celulares que culminarão em um ser. Aqui começa o ciclo da vida que só cessará com a morte. Não há como negar isso, cientificamente. É bem verdade que não podemos dizer que um ovócito é um ser humano completo por que o não é. Porém não há como provar cientificamente que ele não é vida. Muito pelo contrário. Há maior tendência em considerá-lo vida do que um “amontoado de células” como você mencionou.
      2- O texto que você destacou “Legalizar o aborto traria muito mais problemas do que soluções porque as pessoas irresponsáveis se aproveitariam disso para se tornarem mais irresponsáveis ainda.” não menciona causa religiosa, mas comenta que liberar o aborto poderia estimular algumas mulheres a continuar irresponsáveis. Ou você nega que muitas mulheres deste país não estão, nem um pouco, preocupadas em contribuir para o crescimento populacional desenfreado? Como se chama isso? IRRESPONSABILIDADE. Você já pensou quanto dinheiro público irá se gastar em procedimentos de curetagem, internações, leitos, antibióticos e assistências pós-curetagem para as mulheres que se submeterem a este tipo de procedimento? Você tem acompanhado as notícias acerca do caos que vive a saúde pública (e privada também) neste país? Insuficiência de leitos, assistencialismo precário, falta de condições mínimas para trabalho médico…Não serão poucos os procedimentos de curetagem que serão feitos no Brasil após a legalização do aborto. Quero lhe fazer duas perguntas, Marcus. Primeira: Você acha que o Brasil tem condições estruturais e econômicas para suportar a enxurrada de procedimentos desta natureza que se seguirá à legalização do aborto? Segunda: O que é mais eficaz: prevenção ou remediação? O Brasil não tem trabalhado na prevenção do crescimento populacional. Ao contrário, estimula cada vez mais, pois sua inércia, per se, já serve de estímulo para o aumento do número de nascituros, sem contar que faz campanha pró-promiscuidade sexual durante os períodos de grandes festas, principalmente no carnaval. Ou você vai negar isso? Nem quero comentar a epidemia de DSTs de momento no Brasil!
      Agora, vejamos o que diz o 1º Parágrafo do 2º Artigo a Lei 8.080 sobre a promoção da saúde e o SUS: “1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.” Analisemos aqui. Considerando que a curetagem é um procedimento médico e, como tal, não é isenta de riscos, a legalização do aborto, à luz deste artigo, passa a contrapor o objetivo do Estado que é de “diminuir riscos e agravos” e não aumentá-los. Na mesma Lei, Artigo 3º: ”A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País.” Analisemos. Em qual fator determinante da saúde o aborto se encaixa? Podemos dizer que estamos promovendo a saúde? Ou será promoção da morte? É dever do Estado a promoção da saúde e não o seu deterioramento, segundo a Constituição Brasileira nos seus primeiros cinco artigos.
      Avaliando sua frase, de que bem comum você está falando? De uma minoria ou de uma maioria? Faça você mesmo uma enquete em seu próprio meio. Você vai perceber que a minoria é a favor da legalização do aborto, enquanto que a maioria é contra. Bom, se não é a maioria das mulheres que estão a favor do aborto, então de qual maioria estamos falando? Sugiro a você pesquisar um pouco mais a fundo os interesses por trás da legalização do aborto. Dinheiro! É sempre o Dinheiro! Por que você acha que no Brasil não se fala em plebiscito para o aborto? Você é a favor ou contra? Eu, Marcus, te digo que sou a favor deste plebiscito, pois é o bem comum, como você diz, que será atendido, e não o bem de uma minoria. Veja, meu amigo Marcus, que, até agora, não entrei no mérito religioso, apenas “da contemporaneidade sob uma ótica um pouco mais racional, prática e realista”. Palavras suas. E não pense que, se deu certo na Europa e nos EUA, vai dar certo no Brasil. Não podemos comparar. São abismos sociais, culturais e econômicos.
      3- Existe sim, Marcus, um método 100% seguro de se evitar desconfortos, doenças, agravos e mortes de inocentes. Chama-se FIDELIDADE MATRIMONIAL. Mostre-me, em dados estatísticos, o contrário. Retirarei, se provares o contrário, imediatamente este tópico de número 3.
      4- Não, Marcus. Outra vez você está equivocado. Temos dados de dois anos de que a Holanda, o país mais liberal do mundo, arrependeu-se de ter liberado, não somente o aborto, mas as drogas e a prostituição, por ter aumentado os seus problemas. Veja a conclusão deste artigo (Não é artigo religioso, mas de um jornal de grande circulação) que conclui: “O comentarista Carlo Germani nos manda um importante artigo, mostrando que a Holanda, um dos países mais liberais do mundo, está em crise com seus próprios conceitos. O país que legalizou a eutanásia, o aborto, as drogas, o “casamento” entre homossexuais e a prostituição reconhece que essa posição não melhorou o país. Ao contrário: aumentou seus problemas.” Você pode ler o artigo na íntegra clicando em http://heliofernandes.com.br/?p=26897.
      Por que você acha que esta notícia não é muito divulgada na imprensa comum, Marcus? Interesses escusos e…Dinheiro! “(é sempre ele…)”
      5- “Ora, francamente…” Você acha todos os homens e mulheres deste país são responsáveis e possuem bom senso suficiente para andarem pelas suas próprias pernas no sentido de estarem acima das leis do senso comum? Pensei que você fosse a favor do senso comum e não de uma minoria. Você está se contradizendo? Errar traz consequências e as pessoas devem pagar por seus erros. Sempre foi assim e deve ser sempre assim. O que não podemos é imputar uma pena errada, na direção errada. O erro de uma mulher que, irresponsavelmente, origina uma vida sem ter vontade ou condições de cuidar de uma criança, jamais pode ser comutado em benefício dela própria, ao mesmo tempo em que tira uma vida inocente. Uma vida inocente não pode substituir outra vida por causa de um erro. O nome disso é sacrifício desprovido de amor. Entretanto, Marcus, o princípio que você defende, em outras palavras, nós cristãos também defendemos. Há um único caso em que uma vida inocente foi ceifada em favor de outras. Há Alguém que deu Sua vida pela vida de muitos. Este Alguém fez o sacrifício perfeito por Amor: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16. Este Alguém se chama: JESUS. O sacrifício de JESUS sim, promove a vida em detrimento da morte.
      Um abraço a você, meu amigo.



      • leandroquadros em 8 de novembro de 2013 12:50

        Que considerações preciosas, Mário! Muito obrigado por reparti-las conosco. Um grande abraço!



  • Rafael S. em 4 de novembro de 2013 0:39

    Prof. Leandro Quadros e equipe do programa,

    Eu já troquei ideias com pessoas que são favoráveis ao aborto em determinadas situações tais como as citadas no texto, a saber, em caso de estupro, incesto e etc.

    Elas acreditam que não vale a pena a genitora ser destruída psicologicamente (ou até fisicamente) em troca de um “ser” que ainda não tem consciência de que possui vida. Eles refutam a lógica de Ronald Regan, pois o que o diferencia um embrião de um indivíduo já formado, é que estes já nasceram e conheceram a vida. Para eles, o direito de o embrião conhecer a vida não entra em questão, por causa da sua inconsciência.

    Com isso, nós chegamos a um ponto um pouco mais profundo. Os favoráveis ao aborto, nos casos em que a mulher corre risco de vida ou em situações em que crianças acabam engravidando por razões criminosas ou ilícitas, a vida dela torna-se insubstituível e o aborto vira obrigatório, conforme o ponto de vista deles.

    Como poderíamos tratar esta questão com relação a uma mulher que corre o risco de vida por ocasião da gravidez? E tornando a questão um pouco mais difícil, qual seria o menor mal em um caso em que a mulher engravidou de seu marido (dentro do contexto do casamento) e a criança (esta que não foi fruto de estupro ou qualquer outro ato criminoso ou ilícito) está pondo em risco a vida da mãe? Acredito que a decisão ficaria com o casal, mas dentro deste contexto de direito a vida, a mãe deveria prosseguir com a gestação assim mesmo?

    Um grande abraço em Cristo a todos!



  • Rafael S. em 4 de novembro de 2013 18:40

    Este assunto me fez lembrar uma outra questão: A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui um posicionamento oficial em relação a pesquisa com células-tronco?

    Um forte abraço!



    • Maiara Costa - Equipe em 13 de março de 2014 14:56

      Olá Rafael!
      Como é que vai?
      A Igreja Adventista possui um posicionamento, está no livro: Declarações da Igreja da editora Casa Publicadora Brasileira.
      Contato: 0800-979-06-06 ou http://www.cpb.com.br

      Que Deus te abençoe grandiosamente.
      Um forte abraço.



  • flavio miranda em 4 de novembro de 2013 18:59

    esse pessoal que defende o aborto é o mesmo que afirma defender direitos humanos. quem defende aborto tem, porventura, direito ou autoridade para falar em direitos humanos?



  • Mário Lobato em 6 de novembro de 2013 20:57

    Gostaria de compartilhar com nossos amigos minha opinião acerca deste tema postada no site Criacionismo à época da votação por “unanimidade” do CFM após congresso na minha cidade.
    Abraço a todos.

    No 1º Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2013, realizado no mês de março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se manifestou favorável ao aborto até a 12ª semana de gestação. O CFM sugeriu que se deve afastar a ilicitude da interrupção da gestação em uma das seguintes situações: (a) quando “houver risco à vida ou à saúde da gestante”; (b) se a “gravidez resultar de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida”; (c) se for “comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos”; e (d) se “por vontade da gestante até a 12ª semana de gestação”. O conselho aprova a interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação e uma das justificativas apresentadas em nota na página do CFM para o limite dessa data é a de que o sistema nervoso já estaria formado a partir de então, tomando por base, naturalmente, a embriologia humana.

    O aborto provocado sempre foi tema de muita discussão, porém, tem perdido muito de sua polêmica nos últimos anos em vários países nos quais sua legalização já comemora bons 40 anos. No Brasil, a aceitação do aborto tem sido mais difícil devido, segundo especialistas, à natureza cultural e religiosa do país, onde encontrava dura resistência. Seguindo a tendência mundial, a despeito de inúmeras manifestações religiosas e não religiosas contrárias à sua legalização, o aborto está às portas de ser aprovado como ato não criminoso, guardadas as devidas situações acima expostas, muito embora, há apenas alguns anos, ainda fosse considerado um grave crime pela maioria absoluta da sociedade, inclusive pela classe médica. O CFM, em nota específica em sua página oficial, informa que continuará a julgar os médicos que praticam o ato, ao menos enquanto não é finalizada a revisão do CPB por juristas, a qual tramita no Congresso Nacional.

    A justificativa para a fixação de uma data para a polêmica prática do aborto chamou minha atenção. Confesso que não entendi muito bem a ligação entre essa data (12ª semana) e o ato de interrupção da gravidez em si. Pergunto-me: O que importa saber se o tecido nervoso do feto já está formado ou não, se seu destino, de todo o corpo, será a morte? Por causa de uma suposta e questionável consciência a partir desse período? Por causa de eventual dor que nem sabemos, ao certo, se o feto manifesta nessa fase? O que importa saber disso se não consideramos a vontade desse ser vivo?

    Questiono-me: Se fosse possível perguntar ao feto, seu desejo seria viver ou morrer? Não consigo imaginar uma resposta negativa. Todos queremos viver. Ninguém quer morrer! Nosso corpo não quer morrer. Cada célula do nosso organismo está preparada para lutar contra a morte. Somos feitos de trilhões de células guerreiras programadas para não morrer. Às vezes, umas morrem para que todo o órgão, sistema ou organismo não pereça. A luta contra a morte ocorre independentemente da consciência. Comprovamos muito isso à beira do leito de uma enfermaria ou UTI. Quem trabalha em hospital sabe que quando há alguma coisa de errado com o organismo, ele responde de maneira, muitas vezes, intensa na tentativa de minimizar o problema ou eliminar o agente agressor/causador do sofrimento que ameace a vida, mesmo com o paciente inconsciente ou sedado.

    Taquipnéia, febre, taquicardia, vasodilatação e vasoconstricção, decorrentes de alterações metabólicas, humorais, neurológicas e hormonais, são só alguns exemplos que ocorrem num contexto de preservação da vida e em resposta às alterações orgânicas que, nessas situações, estão presentes até o último momento antes da morte.

    A sobrevida aumentou nos últimos 40 anos graças ao avanço tecnológico e às medidas diagnósticas e terapêuticas cada vez mais eficazes. Todos os dias a medicina estuda meios de aumentá-la ainda mais, o que está diretamente relacionado com a redução da morbimortalidade. Milhares de dólares são gastos todo ano no Brasil com promoção e recuperação da saúde. O foco é sempre o aumento do tempo de vida, e vida com qualidade.

    Todos somos a favor da vida e avessos à morte. Nossa sociedade aceita as clássicas fases do nascer, crescer e reproduzir, mas evita mencionar o morrer. Sempre ouvi falar em congelamento de corpos vivos. De fato, várias pessoas congelaram o corpo na tentativa de descongelá-lo num futuro longínquo em que a técnica de descongelamento seria possível. Tudo porque desejam viver mais para ver o amanhã.

    Já ouvimos falar dos caçadores da fonte da juventude. Muita gente faz cirurgia plástica porque não aceita o envelhecimento e a proximidade da morte. O que dizer da clonagem? Muitos sonham com a possibilidade de extensão da vida. Há esperança da “cura” para a morte. A manipulação genética tem como principal justificativa a geração de genes “sem defeitos ou marcas geneticamente defeituosas”, objetivando-se a formação de seres sem doenças determinadas cromossomicamente. Por quê? Porque doença é sinônimo de morte.

    Se, inicialmente, éramos a favor do aborto no caso de inviabilidade do feto e, como exemplo, citávamos a anencefalia e as deformidades macrossômicas que inviabilizavam a vida após o nascimento, qual a nossa justificativa agora? A vontade da gestante? Que ingerência tem ela sobre um ser vivo saudável, mesmo outorgando-se com poderes sobre seu próprio filho que lhe justifique o direito de extirpá-lo de suas entranhas e lançá-lo à morte? E qual a diferença moral entre o infanticídio pós-natal e o pré-natal? Dias? Semanas? Meses? Em minha opinião, nenhuma! Estes atos inescrupulosos são repugnantes e passíveis da mesma punição.

    Recentemente, evidenciamos um infanticídio comum na Europa em que uma mãe francesa matou e congelou três crianças, seus filhos. A notícia chocou o mundo. Sem discutirmos o motivo que a levou a praticar tal crime, mas considerando a permissividade e o relativismo que assolam atualmente nossa sociedade, quem sabe essa mulher não se arrependa de ter assassinado seus filhos após o nascimento dos três e não antes do mesmo, quando as crianças ainda estavam no intraútero? Afinal, considerando a descriminalização do aborto, estaria, hoje, livre da prisão! Tirar uma vida, nos dias de hoje, tornou-se algo relativo à medida que consideramos os interesses da sociedade. Contudo, é muito bom saber que há princípios morais que revelam o caráter do Criador e que norteiam nossas atitudes diante de situações lastimáveis como essas.

    Os colegas médicos, se não lembram, deveriam se lembrar do juramento que fizemos ao nos formarmos. Recitamos, em uníssono, o pensamento genuíno do pai da medicina, Hipócrates, que, se vivesse nos dias de hoje e com base em sua declaração e na dos seus discípulos, certamente manifestaria sua opinião contrária a essa que está se reproduzindo pelo mundo.

    Poderíamos imaginar que ele mataria em lugar de “fazer vida”, como declarou 400 anos antes de Cristo? A descriminalização do aborto foi, é e sempre será contrária aos princípios da medicina (sem citar os princípios de Deus), enquanto considerarmos Hipócrates como o pai da arte de “curar”.

    Num trecho do juramento de Hipócrates, podemos ver seu pensamento evidente em favor da vida: “Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo, não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva…”

    Estamos esquecendo nossos princípios! Estamos pisando nas leis morais! Estamos seguindo as mudanças internacionais e anulando nossa própria identidade. O mundo muda, mas o princípio moral deve permanecer, para sempre, numa sociedade saudável, caso contrário, destrói-se a sociedade, que, aliás, começa pela família, a qual tem sofrido terríveis investidas por parte de inimigos camuflados sob a pele de cordeiro. Sem princípio moral, não há família. Sem família, não há sociedade saudável. Sem sociedade, não há esperança. Sem esperança, não há salvação. Sem salvação, não há vida.

    Medicina é vida, não morte, mas, quando praticamos a morte, matamos a medicina.

    Meu apelo é: Pare o aborto! Não pare a gestação! Sou a favor da família e da vida. Digo não ao aborto provocado. Digo sim à medicina. Digo sim à vida.

    (Mário Lobato, médico nefrologista; Belém, PA, 30 de março de 2013)



  • Marli em 15 de novembro de 2013 23:07

    Gostei muitíssimo deste texto.Sensacional. O Leandro Quadros, sempre expõe de forma clara e objetiva todo o tipo de assunto, sempre de acordo com os princípios cristãos.
    Um grande abraço.



  • Jabson em 30 de novembro de 2013 7:50

    Gostaria de saber se um casal de noivos que tem certo carinho e admiração pela igreja adventista mas nao são membros e gostariam muito que um pastor adventista oficializasse seu casamento religioso, e possível que a igreja realize o casamento? Se nao, por que nao?



    • Maiara Costa - Equipe em 2 de dezembro de 2013 11:34

      Olá Jabson!
      Muito obrigado por seu contato com o Programa Na Mira da Verdade.
      Se o casal preencher os requisitos estabelecidos pela Igreja Adventista para o sagrado matrimônio e de acordo com o entendimento do pastor da igreja e associação (escritório da igreja na determinada região) local, pode.
      Contudo, quero recomendar à você que procure o pastor da igreja Adventista que você conhece ou se está frequentando ou visitando alguma para que ele pessoalmente esclareça essa sua dúvida.

      Que Deus te abençoe grandiosamente.
      Um forte abraço.



  • Daniel Silva em 4 de janeiro de 2014 18:31

    Ficar em cima do muro não significa nada amado Leandro Quadros! A palavra do Senhor é sim sim ou não não… já ouvi em diverso programas da TV Novo tempo e também de pregadores da igreja ADSD. Ninguém tem poder sobe a vida de outrem. Ainda antes de ser criatura formada o Senhor já nos escolhera, sua opinião esta em cima do muro.



    • Maiara Costa - Equipe em 8 de janeiro de 2014 10:57

      Olá estimado amigo Daniel!
      E o Senhor de acordo com a Bíblia escolhe o ser humano para quê?

      “Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. 1 Timóteo 2:3,4

      Contudo, não nos esqueçamos que a presciência divina não é causativa e que a salvação é uma escolha racional feita por cada ser humano.

      “O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” E todo aquele que ouvir diga: “Vem!” Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida”.

      Que Deus te abençoe grandiosamente.
      Um forte abraço.
      Equipe do Na Mira



  • wenderson guedes de oliveira antunes em 11 de janeiro de 2014 18:31

    muito bom o programa, abrange muitos temas,boas respostas que estão na bíblia, parabéns pelo grande ministério



  • JAQUELINE TEIXEIRA DE CARVALHO em 28 de janeiro de 2014 21:33

    Bom demais, tiro minhas dúvidas sobre vários assuntos. Que esse programa nunca acabe! Que Deus permaneça com suas mãos sempre estendidas sobre tds vocês que fazem Novo Tempo! Amém.



  • mara marques em 7 de abril de 2014 13:19

    Eu acredito que nenhuma criança vem ao mundo sem a permissão de Deus,nem mesmo através do estupro ou de qualquer fatalidade,nem uma criança merece ser morta,até mesmo vindo do estuprador,do próprio avô.Acredito que o poder de Deus possa transformar o coração quebrado e doente de uma mãe e fazê-lo aceitar o feto q tbm é seu filho e tbm criatura de Deus que não tem culpa nenhuma.Minha humilde opinião!Aproveite o espaço para lhes fazer duas perguntinhas,quem sabe não possam mudar minha opinião se caso eu estiver errada:Qual conselho a igreja dá para uma mãe nessa situação??(que foi estuprada e engravidou)uma criança filha de estuprador não é tbm uma criatura de Deus??Um abraço



    • Maiara Costa - Equipe em 7 de abril de 2014 15:29

      Olá Mara!
      Obrigado por seu contato com o programa Na Mira da Verdade.
      Que a graça e a paz de nosso Senhor esteja sempre em seu coração.
      Nesse artigo já apresenta o posicionamento da igreja em relação à esse assunto.
      Que Deus te abençoe grandiosamente.
      Um forte abraço.



  • Eduardo em 25 de abril de 2017 13:04

    Amo esses estudos,pois muitas dúvidas me tem tirado.