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Na Mira da Verdade

Artigos da categoria Dúvidas

Aqui serão respondidas suas dúvidas que não puderam ser atendidas durante o programa “Na Mira da Verdade”.

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Beber “socialmente” é que forma alcoólatras na “sociedade” – Parte 1

Acho muito estranha a ideia de que “beber socialmente não faz mal à saúde.” Além disso não ser verdade (como verá a seguir), o fato de existirem muitos alcoólatras já é prova suficiente de que o melhor é não beber. Afinal, ninguém bebe para ser alcoólatra… Começa-se aos poucos.

A seguir quero repartir com você um estudo sobre o termo “vinho”, como é usado na Bíblia. Verá também que os benefícios para o coração não se encontram no álcool e sim nos “flavonóides” – que estão presentes na casca da uva. Para reforçar: o Dr. Helevom Rosa, grande amigo meu, me disse que há um estudo no RS onde a pesquisadora comprovou que o puro suco da uva tem 30% mais flavonóides que o vinho com álcool! Fica aí um alerta também aos médicos que costumam “orientar” os pacientes a tomarem um pequeno cálice de vinho logo após as refeições. Por que não indicar o puro suco da uva, que tem mais flavonóides?

Bom, espero que o estudo lhe seja útil. Um internauta o solicitou e espero que você também sugira novos temas a serem abordados aqui no blog do programa.

Ótima leitura!
Leandro Quadros.

Há diferentes palavras hebraicas e gregas para o termo “vinho”. Antes de explicar-lhe algo sobre isso, vou transcrever dois textos bíblicos que mostram claramente a diferença entre o vinho fermentado (alcoólico) e o não fermentado (não alcoólico):

“Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber. Prov. 23:29-35.

“Assim diz o SENHOR: Como quando se acha vinho num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção nele, assim farei por amor de meus servos e não os destruirei a todos”. Isa. 65:8.

Aqui, podemos ver claramente dois tipos de vinho. Se fosse o mesmo, seria uma contradição. O primeiro texto trata do vinho com álcool. Seria impossível Jesus usar na santa ceia o tipo de vinho mencionado aí. Estaria indo contra a Bíblia. O segundo texto (Isa. 65:8), aborda o vinho sem álcool, do puro suco natural da uva.

Vamos ao estudo das palavras para se referir ao vinho, nas línguas originais da Bíblia [Os dados a seguir, quanto ao significado de tais palavras no original, foram extraídos do livro "Consultoria Doutrinária". Casa Publicadora Brasileira, 1979]:

No Antigo Testamento:

1) Tirôsh – essa palavra é usada para se referir ao vinho que não é alcoólico. Aparece 38 vezes no AT e está relacionada com coisas boas: Gên. 27:37; Sal. 104:15; Prov. 3:10; Oséias 2:22, etc.

2) Shekar – sempre usada para se referir ao vinho alcoólico: Prov. 20:1; Prov. 23:29 e 30; Isa. 28:7; Isa. 5:11, etc.

3) Yayin – palavra usada para se referir ao vinho em geral, tanto alcoólico quanto não-alcoólico. Ocorre 140 vezes no AT. 1Sam. 1:14; Isa. 55:1.

No Novo Testamento:

Também há 3 palavras para se referir ao vinho, só que palavras gregas (no Antigo Testamento, hebraicas)

(1) Sikera e (2) gleukos – usadas apenas 1 vez cada uma, fazendo alusão ao vinho fermentado e alcoólico: Luc. 1:15; Atos 2:13;

3) Oinos – é a mais empregada no Novo Testamento e é usada em referência tanto ao vinho fermentado quanto ao não fermentado. A Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento hebraico que foi traduzida por 70 eruditos judeus – por isso, o nome “Septuaginta”) utilizou a palavra “oinos” para traduzir as palavras Yayin (vinho em geral) e tirôsh (vinho não fermentado): Luc. 7:33; João 4:46.

Podemos perceber que alguns termos hebraicos e gregos são usados tanto para o vinho alcoólico quanto para o vinho não alcoólico. Neste caso, devemos fazer uso do contexto bíblico - todos os versos sobre o assunto – para sabermos a que tipo de vinho o versículo bíblico está se referindo.

Entendendo alguns textos difíceis

Há versos sobre o vinho que não podem ser explicados apenas levando-se em conta o significado das palavras no original. Eis alguns exemplos: Deut. 14:26, Prov. 31:6 e 1Tim. 5:23. Tais versos devem ser entendidos em seu contexto, nas circunstâncias em que foram escritos.

(A) Deut. 14:26 – Deus tolerou nos dias do Antigo Testamento algumas práticas que Ele nunca aprovou. A tolerância foi por causa da ignorância e dureza de coração do povo. Pelo fato de o povo de Israel ter vivido no Egito, convivido com pagãos, alguns costumes perniciosos ficaram muito arraigados na vida deles: o uso de álcool, a prática da bigamia e poligamia, e o uso de jóias. Sendo Deus paciente e “grande na força da Sua compreensão” (Jó 36:5), suportou por um tempo tais costumes e, na medida em que o tempo passava, foi reeducando-os (Deut. 14:26) para que se parecessem cada vez mais com Ele. No Novo Testamento há mais luz sobre o assunto e hoje temos muitas informações sobre os malefícios do álcool. Veio o tempo quando Deus ordenou que todos os homens se arrependessem (Atos 17:30). E, aqueles que persistirem em suas práticas erradas mesmo tendo sido aconselhados e informados por Deus, não teriam mais desculpa para o seu pecado (João 15:22).

(B) Prov. 31:6 – o comentarista Metodista Adão Clarke assim explica esse texto em seu comentário bíblico: “Dai bebida forte para aquele que está morrendo. Já temos visto que bebidas embriagantes eram misericordiosamente dadas aos criminosos condenados, para torná-los menos sensíveis às torturas que enfrentariam na morte. Isto é o que foi oferecido a nosso Senhor, mas ele recusou” [Citado por Pedro Apolinário em "Explicação de Textos Difíceis da Bíblia" - 4ª edição, pág. 102.]. Essas bebidas eram feitas misturando ervas narcóticas. Nos dias de Jesus, oferecia-se ao indivíduo uma mistura de vinagre e fel (mesmo em momentos de dor, Cristo rejeitou tal substância, pois não queria perder a Sua consciência com os efeitos do álcool. Ver João 19:28 e 29 – compare com o Sal. 69:21, que profetizou esse evento. Que exemplo para o ser humano, que muitas vezes quer mergulhar-se no álcool para fugir dos seus problemas, sendo que a solução e cura vêm pelo “bater de frente” com a situação. Diante das situações desesperadoras Jesus nos orienta a irmos a Ele [Mat. 11:28-30] e não até a garrafa).

(C) 1Tim. 5:23 – para entendermos esse verso bíblico, precisamos saber o motivo que levou Paulo a dar esse conselho e também comparar o texto com outro escrito pelo mesmo autor, Efé. 5:18. Paulo orientou Timóteo a usar “um pouco de vinho” como remédio por causa de uma enfermidade, provavelmente no estômago. Alguns médicos hoje em dia também recomendam o uso de suco de uva devido à sua rápida absorção pelo sistema orgânico. E, Efésios 5:18 nos esclarece que esse “pouco de vinho” recomendado pelo apóstolo não poderia ser o alcoólico.

A Bíblia diz que há maldição para aqueles que bebem e/ou induzem outros a usarem bebidas alcoólicas: “Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até a noite!” “Ai daquele que dá bebida ao seu próximo, misturando-a com o seu furor, até que ele fique bêbado, para lhe contemplar a nudez”.

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João 5:24 afirma que os cristãos NÃO serão julgados por Deus?

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”

A doutrina do juízo é uma das mais importantes da Bíblia, pois, nos conclama ao preparo para a volta de Jesus Cristo (Apocalipse 14:6, 7; 2 Pedro 3). Vemos em diversos textos que um dia Deus pedirá contas aos seres humanos de tudo aquilo que fizeram com a vida e com o corpo que Ele lhes deu (Eclesiastes 12:13 e 14; Mateus 16:27; Romanos 14:12; 2 Coríntios 5:10, etc.).

A Palavra de Deus também ensina que os filhos de Deus, antes da volta de Jesus, serão julgados (este é o chamado Juízo de Investigação ou Juízo Investigativo) a fim de que o universo possa comprovar que eles e Deus são justos (Deus será justificado ao mostrar que lidou corretamente com o pecado – ver Romanos 3:4). Tal juízo não é uma condenação, mas sim uma vindicação do caráter de Deus (das acusações de satanás) e de Seus filhos (ver Daniel 7:9 e 10; 2 Coríntios 5:10; 1 Pedro 4:17; Apocalipse 3:14-22; 1 Coríntios 15:51 e 52 (se essas pessoas foram consideradas dignas de receber a vida eterna, um julgamento tem de ter sido feito antes da volta de Jesus); Apocalipse 14:7, etc.) Antes de Jesus vir para “retribuir a cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 22:12) Ele terá de fazer uma avaliação prévia na presença dos anjos (Daniel 7:9, 10) para mostrar-lhes quem permaneceu fiel a Ele até o fim. (no íntimo, que só Deus pode ver).

Como podemos harmonizar este ensino com João 5:24? Estudando a palavra grega para “juízo” neste texto, tudo ficará esclarecido. O termo usado é krisis e se refere ao Juízo Condenatório, aquele no qual os ímpios serão condenados, separados de Deus para todo o sempre. A versão bíblica Almeida Revista e Corrigida traduz corretamente este verso: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou não entra em condenação…”. (Grifo acrescentado).

Deste modo, podemos concluir que o texto de João 5:24 não contradiz o ensino bíblico do Juízo Investigativo que ocorre antes da volta de Jesus, pois o tipo de juízo mencionado por Jesus neste verso é o Juízo Condenatório, do qual o crente não faz parte.

Um abraço,

Leandro Quadros.

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Em Apocalipse 5:13, 14 não vejo o trono do Espírito…

Darei uma breve resposta a esta questão muito importante:

As Três Pessoas da Trindade exercem funções diferentes no plano de Salvação. O Filho glorifica o Pai e o Espírito Santo glorifica o Filho (e, por que não, o Pai também). Deste modo, não é de admirar o fato de o Espírito Santo não ser mencionado “diretamente” como estando assentado em um trono, pois este não é o Seu propósito. Ele quer exaltar o Pai e o Filho. (ver João 16:14).

Mas, há um detalhe para o qual devemos atentar (esse argumento aprendi ao estudar o livro “A Trindade” – Casa Publicadora Brasileira): a Bíblia dá sim a entender a presença do Espírito Santo no trono Divino. É isto mesmo. A presença do Espírito Santo está subentendida em Apocalipse 22:1 na expressão “rio da (água da) vida” que sai do trono. isso porque a água é um dos símbolismos do Espírito – especialmente no evangelho de João: “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” João 7:37-39.

Além desta evidência bíblica, há referências literárias, inclusive na tradição judaica, que identificam o “rio da vida” com o Espírito Santo.

Fique com Deus,

Leandro Quadros.

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Podemos falar com o Espírito Santo?

Há quem diga que a Terceira Pessoa da Trindade não é um ser pessoal. O que é uma pena, pois está perdendo a oportunidade de ter um relacionamento de verdade com Deus.

Cada Pessoa da Divindade tem uma função específica no plano de salvação (e na criação). E, na oração, se dá o mesmo. O Pai atende nossas orações (Mateus 7:7-11), Jesus nosso intercessor, é a garantia de que seremos ouvidos (João 14:13; 1 Timóteo 2:5) e o Espírito Santo é quem nos ajuda a orar corretamente, aperfeiçoa a nossa comunicação (Romanos 8:26). Somente Três Pessoas Divinas poderiam estar envolvidas intimamente em algo tão importante quanto a oração, que envolve o penetrar no pensamento humano (leia 1 Reis 8:39).

Todavia, mesmo que o costume seja orar ao Pai em nome do Filho, isso não significa que dirigir a prece a outros dois membros da Divindade (inclusive ao Espírito Santo) seja errado. Vou apresentar alguns motivos:

1) Somos atendidos quando oramos ao Espírito Santo. Se não fosse correto pedir algo diretamente a Ele, Deus não nos atenderia de forma tão eficaz, pois do contrário, estaria nos incentivando ao erro. Certa vez fiz uma oração ao Espírito Santo, uma das mais importantes da minha vida (pelas lições que me ensinou) e FUI ATENDIDO EM APROXIMADAMENTE UMA SEMANA. Por isso, sou convicto de que é correto orar a Ele;

2) Judas 1:20 e 21 coloca o Espírito Santo numa posição privilegiada em relação a Deus Pai e a Deus Filho no que diz respeito à oração. Afirma que devemos orar no Espírito Santo: “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna”. O fato de o Espírito ser mencionado primeiro e estar intimamente ligado à oração do crente sugere a autoridade do Espírito também neste assunto;

3) O fato de cada membro da Trindade ter a Sua função não torna um mais importante ou “menos Deus” que o outro. Sendo que ESSENCIALMENTE não há diferença entre as Três Pessoas do “Trio Celestial” (expressão usada pela escritora Ellen G. White), não seria idolatria orar a Jesus ou ao Espírito Santo. Jesus até nos orientou que podemos também orar diretamente a Ele: “Se ME pedirdes alguma coisa em meu nome, EU o farei”. João 14:14 (grifo meu). Vemos na Bíblia servos de Deus orando ao Salvador: Estêvão (Atos 7:59), Paulo (1Coríntios 16:22) e João (Apocalipse 22:20);

4) A função que cada membro da Divindade possui no plano de Salvação (e na criação) não Os limita de modo que um não possa fazer o que o outro faz. Exemplo disso podemos ler nas palavras de Cristo em João 5:21: “Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer”. (Noutra ocasião, comentarei sobre os textos que falam da humanidade de Cristo, em Sua condição de encarnado, como João 5:19, por exemplo);

Com base nos textos bíblicos apresentados, concordo com a posição dos autores do livro

“A Trindade – Como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo” (Casa Publicadora Brasileira – site: www.cpb.com.br), pág. 307: “o padrão normal de oração é aquela dirigida ao Pai, em nome do Filho, com o conhecimento de que os “gemidos” do Espírito transmitem nossas preces. Em ocasiões de oração pessoal e coletiva, entretanto, parece melhor orar à pessoa mais envolvida da Divindade. Por exemplo, poderia parecer mais apropriado orar diretamente ao Espírito Santo quando solicitamos dons e poder de testemunho para a igreja. Orações a Jesus poderiam incluir confissão, penitência e perdão, e o clamor para que Ele venha logo. Em suma, se as pessoas da Divindade são realmente uma em natureza, caráter e propósito, parece lógico e prático dirigir petições e louvores apropriados a qualquer componente do Trio celestial, num determinado tempo e situação”.

Já conversou com Deus hoje, em oração? Abra o coração Àquele que se preocupa com os seus sentimentos (Filipenses 4:6) e deseja suprir todas as suas necessidades (Filipenses 4:19).

Um abraço,

Leandro Quadros.

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Os homossexuais serão salvos?

Veja que situação complicada dessa jovem que nos escreveu:

“Sou recém-convertida e estou amando um rapaz que segue a Deus na minha religião. Ele aceitou a Jesus tem pouco tempo. Infelizmente, ele me confessou que não pode ter um relacionamento comigo porque ainda tem desejos homossexuais. Acredito que ele poderá ser um vencedor, mas, não me quer do mesmo jeito. O que faço?”
Resposta (adaptada, para não identificá-la):

“Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.” Lucas 18:27.

Li com carinho sua carta e tive uma mistura de sentimentos: alegria por seu batismo e pena de você e desse rapaz, que luta contra os desejos homossexuais. Realmente, Deus pode libertar alguém do “vício” do homossexualismo. Não tenho dúvidas disso. Porém, tenho visto que para alguns esse processo de mudança é bem mais complexo. Creio que Deus permite que isso seja assim (isto é apenas um dos motivos, claro) para que a pessoa exercite o seu poder de escolha e cresça. Para isso, aquele (a) que tem tendências homossexuais terá que entregar o desejo sexual a Jesus e decidir ser puro (a) TODOS OS DIAS.

Durante os anos em que trabalho aqui, aconselhei por carta, e-mail e telefone aproximadamente 500 homossexuais. Classifico-os em pelo menos 3 grupos:

1) Aqueles que vencem a prática homossexual e inclusive os desejos (minoria);
2) Aqueles que vencem a prática homossexual, mas continuam com os desejos (grande maioria. Alguns ficam com o desejo por anos; outros, pela vida toda);
3) Aqueles que foram derrotados porque desistiram.

Seu amigo precisa entender que o jeito é continuar lutando e não fechar o coração para o amor de uma mulher. É claro que isso não será a solução para os problemas dele, mas, ajudará muito a direcionar a mente para o sexo oposto, a reeducar-se a fim de apreciar, na medida de suas possibilidades, o amor feminino.

Há uma diferença entre ser homossexual e ter as tendências homossexuais. Em minha opinião, a pessoa que não pratica o ato não é homossexual mesmo que sinta desejos. Tem as tendências (é um pecador), mas, não tem relações íntimas com aqueles (as) do mesmo sexo (não é um “pecadeiro”). Seu amigo precisa crer que, se Jesus voltar hoje e ele estiver lutando contra as tendências SEM SER UM HOMOSSEXUAL, (que pratica o ato), a graça do Senhor irá cobrir o que faltar nele!

Filipenses 1:6 se cumprirá na vida daqueles que não são “pecadeiros” e que seguram na mão de Deus durante a sua caminhada neste mundo: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”

Crendo nisto, ele poderá virar a página. Continuar se relacionando com Jesus e cortando os pensamentos homossexuais, 50, 70, 100 vezes no dia, se for preciso. Ele não pode evitar que o pensamento homossexual venha à mente dele, mas, pode impedir que permaneça.

Pode também cortar relações com rapazes homossexuais que despertem os desejos nele. É uma questão de escolha: “… Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?” Jeremias 4:14.

Conheci uma pessoa (que não me autorizou a identificá-la) que abandonou o homossexualismo e que hoje, apesar dos conflitos dele, está feliz na sua igreja, com a esposa. Por isso, tenho convicção da salvação dele, mesmo que tenha os desejos homossexuais (pois não pratica o ato e luta contra eles, ao lado do Salvador!)

Você não poderá decidir pelo rapaz. Ele precisa fazer isso depois de orar a Deus e ver se será o melhor para ele, nessas circunstâncias, namorar uma moça. Somente ele e Deus poderão decidir juntos.

Enquanto isso continue orando e separe um tempo para ler alguns livros cristãos sobre relacionamento. Viva a sua vida sem pensar muito nele, pelo menos no momento. Ele está se reencontrando consigo e precisa do espaço dele.

Sempre que quiser escrever, sinta-se à vontade.
Deus lhe abençoe,

Leandro Quadros.

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Os Sábados de Colossenses 2:16 – Parte 4

Nichol argumenta:

“Nenhuma dessas referências (59 encontradas) sugere que o Sábado havia perdido, estava em processo de perder, ou deveria perder algo da santidade que o havia distinguido até ali. Portanto, se o Novo Testamento ensina a abolição do Sábado, este ensino deve ser encontrado nessa única sexagésima referência” (NICHOL, Francis de. “Respostas a Objeções – Uma defesa bíblica da doutrina adventista”, pág. 148).

O mesmo escritor tem um comentário importante sobre a abolição da lei:

“… a alegação de que o Decálogo (Dez Mandamentos) foi abolido na cruz assume um caráter monstruoso e sacrílego. Quando Cristo morreu na cruz, foi mudada a natureza moral de Deus? É um sacrilégio fazer essa pergunta. Enquanto Deus for de natureza imutável, os princípios morais que irradiam de Sua natureza permanecem imutáveis. Enquanto a natureza de Deus abominar a mentira, o furto, o homicídio, o adultério, a cobiça e os falsos deuses, o Universo, até às suas extremidades mais remotas, será controlado por leis morais contra esses maus atos”. (Ibidem, pág. 141.)

Outros estudiosos também afirmam que os Sábados mencionados são os cerimoniais, e isso com base em Levítico 23:3, 27 e 38, que fazem distinção entre os aspectos moral e o cerimonial do Sábado:

Em seis dias realizem os seus trabalhos, mas o sétimo dia é sábado [não o domingo!], dia de descanso e de reunião sagrada. Não realizem trabalho algum; onde quer que morarem, será sábado dedicado ao SENHOR.” Levítico 23:3 – Sábado semanal.

“O décimo dia deste sétimo mês é o Dia da Expiação. Façam uma reunião sagrada e humilhem-se, e apresentem ao SENHOR uma oferta preparada no fogo. É um sábado de descanso para vocês, e vocês se humilharão. Desde o entardecer do nono dia do mês até o entardecer do dia seguinte vocês guardarão esse sábado”. Levítico 23:27 e 32 – Sábado anual.

“Além dos sábados do Senhor…” Levítico 23:38 – segundo essa linha de estudiosos, aqui é feita uma separação entre os Sábados cerimoniais e morais.

Vejamos a opinião de alguns eruditos evangélicos a respeito de Colossenses 2:16:

Albert Barnes, presbiteriano:

“Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório á humanidade. Se ele tivesse escrito a palavra ‘o sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais deveria ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei cerimonial e típica, e não a lei moral, ou os Dez Mandamentos. Nenhuma parte da lei moral – nenhum dos Dez Mandamentos – poderia ser referido como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da lei moral, de obrigação perpétua e universal”. (“Notes on the Testament”. Citado por Arnaldo B. Christianini em Sutilezas do Erro, pág. 125).

Adam Clarke, metodista:

“… O sábado semanal se apóia numa base mais permanente, tendo sido instituído no Éden, para comemorar o término da criação em seis dias. Levítico 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’ dos outros sábados. Um preceito positivo é bom porque é ordenado e deixa de ser obrigatório quando ab-rogado; um preceito moral é mandato eterno, por ser eternamente justo”. (CLARKE (Comentário Bíblico), Adam. Vol. 6, pág. 524. Ibidem, pág. 70.)

“O que foi dito anteriormente é suficiente para esclarecer que Paulo jamais pretendeu abolir, em Colossenses 2:16 e 17, a obrigatoriedade moral do quarto mandamento, que por ter sido instituído na criação (Gênesis 2:1-3) e fazer parte da lei moral (Êxodo 20:8-11), também é um mandamento ‘santo justo e bom’(Romanos 7:12)”. (TIM, Alberto Ronald. “O Sábado nas Escrituras”, págs. 70, 71).

Jamieson, Fausset e Brown (comentaristas evangélicos muito reconhecidos) dizem que os Sábados anuais “tiveram um fim com os serviços judaicos aos quais pertenciam”. E continuam: “O sábado semanal repousa sobre um fundamento mais permanente, tendo sido instituído no Paraíso para comemorar o término da criação em seis dias” . (Citado por Francis D. Nichol em “Resposta a Objeções – Uma defesa bíblica da doutrina adventista”, pág. 146. Casa Publicadora Brasileira, 2005.)

Conclusão:

1) O primeiro posicionamento dos teólogos a respeito de Colossenses 2:16 (de que o mandamento foi abolido) precisa ser totalmente descartado pelos cristãos, pois o tema em questão na carta de Paulo (entre os outros já mencionados) não é a observância ou não de um dia, mas a forma herética como os dias eram observados e heresias que se infiltravam na igreja. Isso fica claro no contexto (capítulo 2) onde o apóstolo combate vários ensinamentos errados;

2) A guarda do Sábado nunca foi considerada uma heresia. Mesmo porque (a) Deus a instituiu – Gênesis 2:1-3 e (b) o próprio Paulo guardava o Sábado;

3) O segundo posicionamento a respeito de Colossenses (de que Paulo fala de um sábado semanal que estava carregado dos exageros e heresias dos ascetas de Colossos) pode ser aceito levando-se em conta o contexto e outros versos bíblicos em que a expressão “dias de festa, lua nova ou sábados” indica uma seqüência anual, mensal e semanal;

4) O terceiro posicionamento sobre Colossenses 2:16 (de que os sábados são os cerimoniais) também é apoiado por alguns textos bíblicos (como, por exemplo, Levítico 23:3 e 27, 28 que distinguem o Sábado semanal do Sábado anual) e pode ser aceito.

Repetindo: a primeira tese que diz ter sido o Sábado abolido não tem base bíblica. As outras duas podem ser aceitas, pois, apesar de usarem “caminhos” diferentes, chegam ao mesmo destino: o Sábado foi e sempre será um memorial da criação e um dia separado para a comunhão com o Criador. É um Sinal de fidelidade entre Deus e os Seus filhos (Ezequiel 20:12, 20 – o contexto do verso 20 deixa claro que o Sábado não é um sinal apenas entre Deus e os povo judeu. É entre o Criador e TODOS os que foram criados por Ele!).

Deixo-lhe alguns textos bíblicos para reflexão:

“Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece firme, observando o sábado para não profaná-lo, e vigiando sua mão para não cometer nenhum mal”. Isaías 56:2.

“Os que amam a tua lei desfrutam paz, e nada há que os faça tropeçar”. Salmo 119:165.

NOTA: Espero que os amigos que não observam o sétimo dia escolham um dos dois últimos posicionamentos e jamais o primeiro, por ser uma heresia.

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Os Sábados de Colossenses 2:16 – Parte 3

Segundo posicionamento: O Sábado mencionado em Colossenses 2:16 é o semanal. Paulo não está combatendo o mandamento, mas sim uma maneira errada de guardar o dia, ensinada pelos hereges em Colossos.

Essa é a posição de alguns teólogos, inclusive adventistas. Entre eles, se destaca o Dr. Samuelle Bacchiocchi, que foi o único não católico a defender uma tese doutoral na Universidade do Vaticano. Ele diz que o termo “Sábado” não poderia ser um sábado cerimonial por várias razões, entre elas: “Uma outra indicação significativa insurgindo contra os sábados cerimoniais, é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festa’ e se ‘sábado’ (grego sabbaton) significasse a mesma coisa, haveria uma repetição desnecessária”. (BACCHIOCCHI, Samuelle. Do Sábado para o Domingo, pág. 317. Tradução de Azenilto Brito.)

A série de dias mencionados em Colossenses 2:16: “dias de festa (festividades anuais), lua nova (período mensal) e sábados” (período semanal), quando comparada com outros textos bíblicos, dá a entender que Colossenses trata do sábado semanal. Entretanto, no Antigo Testamento, nem sempre esta ordem de “festividades anuais”, “festa mensal” e “festa semanal” aparece. Leia em oração os textos a seguir e veja as diferenças e semelhanças com a construção frasal de Colossenses 2:16:

• 2 Reis 4:23 – Um período mensal (sábado) e outro semanal (Lua Nova);
• Isaías 66:23 – Um período mensal e outro semanal;
• Ezequiel 46:1 – Período semanal e mensal;
• Amós 8:5 – Período mensal e semanal;
• 1 Crônicas 23:31 – Período semanal, mensal e festas fixas anuais (dificilmente ocorreria aqui uma repetição desnecessária, como diz do Dr. Bacchiocchi);
• 2 Crônicas 2:4 – Período semanal, mensal e outro de festividades anuais;
• 2 Crônicas 8:13 – Período semanal, mensal e de festas anuais;
• 2 Crônicas 31:3 – Período semanal, mensal e outro de festividades;
• Neemias 10:33 – Um período Semanal, um mensal e outro de festividades anuais;
• Isaías 1:13 – Período mensal, semanal e de festas anuais.
• Ezequiel 45:17 – Período mensal, semanal e outro de festividades anuais.
• Ezequiel 46:3 Período semanal e outro mensal.
• Oséias 2:11 Período mensal, semanal e festividades anuais.

Perceba que a semelhança das construções das frases dá a entender que Colossenses 2:16 segue a mesma ordem de eventos, culminando com um período semanal.

Ao explicar o porquê de o Sábado estar sendo mencionado na carta aos Colossenses, Bacchiocchi diz: “… podemos estabelecer que o sábado é mencionado na passagem não no contexto de uma discussão direta a respeito da obrigação da lei, mas sim no contexto de crenças e práticas sincretistas (que incorporava elementos do Velho Testamento, indubitavelmente para prover justificativas para seus princípios ascéticos) advogados pelos “filósofos” colossenses. Não somos informados de que tipo de observância de sábado esses mestres promoviam, todavia, na base da ênfase que davam à escrupulosa adesão a “regulamentos”, aparentemente o dia devia ser observado de um modo rigoroso e supersticioso”. (Ibidem, pág. 307).

Ele continua:

“O fato então que no contexto de Colossenses 2 o “termo “lei” (grego nomos) se encontra ausente . . . da controvérsia” corrobora o que dissemos anteriormente, a saber, que a heresia colossense não se baseava no costumeiro legalismo judaico, mas sim nos incomuns (sincretísticos) tipos de regulamentos ascéticos e cúlticos, que minavam toda a suficiência da redenção de Cristo.

Significado do termo “escrito de dívida” que foi “pregado na cruz”

Aqui voltamos ao argumento dos pastores João Flávio Martinez e Natanael Rinaldi (citei apenas alguns) de que “o que foi cravado na cruz, de acordo com Colossenses 2:14, foi a Lei”. Na interpretação de Bacchiocchi e de outros estudiosos, o que foi encravado na cruz não foi a Lei. Isso porque o termo grego para a expressão “escrito de dívida” (cheirographon) não se refere à Lei, mas sim a um “certificado de dívida” (de pecado), resultante de nossas transgressões. Deus removeu na cruz não a Lei, mas a possibilidade de cobrança contra os que foram perdoados por Cristo. Cristo removeu na cruz a possibilidade de condenação do ser humano! Ver Romanos 8:1.

Em sua tese, Bacchiocchi sugere que o Sábado semanal está sendo abordado no texto, só que não a validade do mandamento em si, mas a forma errada como estava sendo guardado e ensinado pelos hereges de Colossos. Logo no início desta carta mencionei as heresias que estavam surgindo na igreja (Cristo é inferior, adoração a anjos, etc.) e que o Sábado jamais poderia fazer parte delas, sendo que o próprio Paulo o respeitava!

Portanto, os teólogos que usam Colossenses 2:14-16 para dizer que a Lei de Deus e o Sábado foram “cravados na cruz”, não têm base bíblica e muito menos lingüística para tal afirmação.

Terceiro posicionamento: O texto de Colossenses 2:16 está fazendo menção aos sábados “cerimoniais” ou festas anuais (Levítico 23), que apontavam para Cristo.

Assim como o Dr. Bacchiocchi, o grande apologista e pastor Francis D. Nichol também admite que a palavra Sábado aparece 60 vezes no Novo Testamento. Mas, para ele, as 59 vezes em que aparece se tratam do Sábado semanal e na sexagésima (Colossenses 2:16), é um Sábado cerimonial que está em questão. Esta festa cerimonial estaria apontando para Cristo (Colossenses 2:17) e, na compreensão dele (e de outros estudiosos) é sobre este tipo de “dia de descanso” cerimonial que Paulo está discutindo. A argumentação é que “o sábado jamais poderia ser uma sombra, como afirma Colossenses 2:17, de um evento futuro – a salvação em Cristo – sendo que foi criado no passado, no Édem”. Também, que o termo “ordenanças”, usado em Colossenses 2:14, se refere às ordenanças e leis cerimoniais do Antigo Testamento e, a expressão “escrito de dívida”, poderia ser “uma referência à lei mosaica, especialmente tal como a interpretavam os judeus. A semelhança da linguagem com Efé. 2: 15 e a proximidade entre as duas epístolas, fez pensar que o “escrito de dívida” e a “lei dos mandamentos em forma de ordenanças” são uma mesma coisa…”. (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia).

[Finalizo no próximo artigo]

22Comentários

Os Sábados de Colossenses 2:16 – Parte 2

Primeiro posicionamento: O texto indica que o 4º mandamento foi abolido

Além de Colossenses 2:16, os que assim se posicionam usam textos como Isaías 1:13, Oséias 2:11, Colossenses 2:14-17, etc (poderá solicitar gratuitamente à Escola Bíblica estudos sobre tais versos, entre outros que são mal interpretados), para dizer que o mandamento do sábado não está mais em vigor em nossos dias. Alguns que adotam essa tese são: o Pr. João Flávio Martinez, do Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas (CACP) e Natanael Rinaldi, do Instituto “Cristão” de Pesquisas (ICP). Citam mais frequentemente Colossenses 2:14-17 porque a passagem explicitamente fala de haver Cristo “cravado algo na cruz” (verso 14). Na compreensão deles, o que foi “cravado na cruz” foi a Lei.

Eles também argumentam que a palavra “sábado” ocorre aproximadamente 60 vezes no Novo Testamento e, se Colossenses 2:16 não estivesse tratando do Sábado semanal, seria a única vez na Bíblia que a palavra seria empregada de maneira diferente. Os adeptos da segunda teoria que estudaremos logo mais também raciocinam dessa forma, só que defendem a perpetuidade do mandamento.

A interpretação de que Colossenses está anulando a lei do Sábado está errada pelas seguintes razões:

1) A Lei de Deus, mesmo não sendo o meio de salvação (somos salvos pela graça – Efésios 2:8, 9), é o padrão de conduta para todo crente que está sendo santificado pelo Espírito Santo: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”. Efésios 2:10.

Claramente o verso de Efésios diz que não somos salvos pelas mas para praticarmos boas obras. É por isso que Jesus diz que o cristão é “o sal da terra” e a “luz do mundo” (Mateus 5:13, 14). Sem obras, não podemos “dar sabor” (propósito do sal) à vida das pessoas e nem “iluminá-las”;

2) A Lei é o padrão de julgamento porque indicará se a nossa fé nos transformou ou não: “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez”. Apocalipse 22:12. “Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade”. Tiago 2:12. “Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”. Tiago 2:17. “Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele”. 1 João 2:4. “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”. João 14:15. Os anjos não são oniscientes como Deus e, por isso, precisam ver (assim como as pessoas a quem testemunhamos) que realmente aceitamos a Jesus e que vivemos como Ele viveu (1 João 2:6).

3) Sendo o padrão do julgamento divino e um reflexo do caráter amoroso dEle, a Lei é eterna: “Há muito aprendi dos teus testemunhos que tu os estabeleceste para sempre”. Salmo 119:152. “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra”. Mateus 5:17, 18 (Palavras de Jesus ). “Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei”. Romanos 3:31.

A Bíblia de Estudo Plenitude (Sociedade Bíblica do Brasil), elaborada por vários estudiosos evangélicos, afirma em sua nota de rodapé a respeito de Romanos 3:31:

“As leis morais de Deus não são abolidas pelo evangelho de Cristo. Ao invés disso, todo o plano de salvação, incluindo a obediência de Cristo à Lei por nós e sua morte para pagar a penalidade por termos violado a Lei, mostra que os padrões morais de Deus são eternamente válidos”.

E, de acordo com Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:1-21, o mandamento do Sábado é de ordem moral!

4) O livro de Atos foi escrito aproximadamente 62 anos depois da morte de Cristo na cruz e nele podemos ler que o Sábado continuou sendo observado como dia religioso pelos seguidores de Jesus (ver textos no item 5): “De Perge prosseguiram até Antioquia da Pisídia. No sábado, entraram na sinagoga e se assentaram”. Atos 13:14. “O povo de Jerusalém e seus governantes não reconheceram Jesus, mas, ao condená-lo, cumpriram as palavras dos profetas, que são lidas todos os sábados”. Atos 13:27.

5) Paulo era um observador do Sábado. Era o dia preferido para ele pregar o evangelho. Portanto, não poderia em um lugar guardar Sábado e noutro texto dizer que o mesmo foi “abolido”. Seria incoerente o apóstolo agir de um jeito e ensinar outra coisa: “Quando Paulo e Barnabé estavam saindo da sinagoga, o povo os convidou a falar mais a respeito dessas coisas no sábado seguinte. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor”. Atos 13:42, 44. “No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali”. Atos 16:13 (Veja que dica maravilhosa Paulo nos dá para observarmos o Sábado: sairmos da correria da cidade e irmos em meio à natureza, próximo a um rio, para orarmos, descansarmos e louvarmos a Deus!). “Segundo o seu costume, Paulo foi à sinagoga e por três sábados discutiu com eles com base nas Escrituras”. Atos 17:2. Veja que Paulo não guardava o Sábado para “agradar os judeus”. Era costume dele obedecer ao mandamento. Fazia parte do estilo de vida dele! Mesmo porque, em Atos 16:13, quando guardou o Sábado, ele estava em território Macedônico (a norte da Grécia) e não em território judeu!

“E, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas. Todos os sábados ele debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos”. Atos 18:3, 4. Paulo não construía tendas aos Sábados, obedecendo ao mandamento de Êxodo 20:8-11. De acordo com Atos 18:11, o apóstolo ficou um ano e meio em Corinto, o que indica que só nessa cidade ele guardou 78 Sábados! Não há como ter dúvidas de que o dia do Senhor não é (e nunca será) o domingo! (Quando à falsa interpretação de Apocalipse 1:10, solicite à Escola Bíblica – escolabiblica@novotempo.org.br uma resposta sobre o assunto).

6) Deus disse para “lembrarmos” do Sábado. Não haveria necessidade de tal ênfase no mandamento se ele estivesse sendo abolido em Colossenses 2:16. “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo”. Êxodo 20:8.

7) Em Apocalipse 14:6-12 há os Três Últimos Recados de Deus à Humanidade, conhecidos como “Três Mensagens Angélicas”. Elas estão no contexto do “evangelho eterno” (Apocalipse 14:6), indicando que fazem parte do mesmo.

A primeira mensagem (ou recado) é uma ordem para guardarmos o Sábado como memorial do Deus Criador e memorial do Deus Salvador: “Ele disse em alta voz: ‘Temam a Deus e glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas’”. Essas palavras em destaque estão parafraseando Êxodo 20:11, que nos dá razão para santificarmos o sétimo dia! “Pois em seis dias o SENHOR fez os céus e a terra, o mar…”.

8) Não devemos dizer que a Lei do Senhor foi abolida por que assim estaremos desrespeitando ao Juiz de toda a terra. Davi, o homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22), disse que já nos dias dele a Lei estava sendo ignorada e profetizou que um dia o Justo Juiz (João 5:22) virá para julgar tais pessoas: “Já é tempo de agires, SENHOR, pois a tua lei está sendo desrespeitada.” Salmo 119:126.

9) Na Nova Terra iremos observar o sétimo dia (Isaías 66:23) da semana para louvar o Criador e também a Festa de Lua Nova, período mensal em que comeremos da árvore da vida, segundo Apocalipse 22:2.

“‘De uma lua nova a outra e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim’, diz o SENHOR”. Isaías 66:23.

Se o Sábado será celebrado na Nova Terra, precisamos nos acostumar a observá-lo nos dias de hoje, antes da volta de Jesus! (ler Hebreus 3:13).

OBSERVAÇÃO SOBRE O ÍTEM NÚMERO 3, a respeito de Mateus 5:17, 18:

O próprio Cristo tinha por costume guardar o Sábado: Lucas 4:16, 31. Mulheres piedosas como Maria faziam o mesmo (Lucas 23:54-56). Como lemos em Mateus 5:17, 18, Jesus não aboliu a lei; a palavra grega para “cumprir” (pleroo), empregada em Mateus 5:17 significa “completar”, “encher”. Isso indica que ao curar no Sábado (João 5:1-14) e colher espigas para se alimentar no dia santo (Mateus 12:1-8), Cristo não estava abolindo o mandamento, mas, “completando-o”, dando-lhe o verdadeiro significado (que havia sido distorcido pelos líderes judeus da época). Ela tinha poder para isso porque é o “Senhor do Sábado” (Mateus 12:8; Marcos 2:28). Cristo não era contra o mandamento, mas sim contra a maneira errada como era observado naqueles dias.

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Os Sábados de Colossenses 2:16 – Parte 1

Um internauta tem desafiado este moderador a explicar Colossenses 2:16. Como tenho um material pronto sobre o assunto – e grande – irei disponibilizá-lo em partes. Espero que o amigo de outra confissão religiosa permita ao Espírito Santo guiá-lo, ao invés de se deixar levar pelos artigos do CACP ou do ICP…

Leiamos o texto: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados”.

Existem pelo menos três interpretações sobre os “sábados” de Colossenses 2:16:

1) O texto se refere ao sábado semanal e, portanto, indica que o 4º mandamento não tinha mais importância na era cristã, ou seja, foi abolido;

2) O texto se refere ao sábado semanal, mas, Paulo não está dizendo que o mesmo deixou de ser importante. Está apenas condenando a maneira errada que o dia estava sendo observado na igreja de Colossos;

3) O texto está tratando dos chamados “sábados cerimoniais” ou anuais, que faziam parte das festas judaicas que apontavam para o Messias, o Salvador.

Analisaremos os três posicionamentos para vermos qual deve ser descartado. Antes, convém entendermos o contexto interno do livro de Paulo aos Colossenses para sabermos se a questão abordada pelo apóstolo é ou não o dia de guarda.

Breve análise do contexto interno da carta aos Colossenses

Paulo escreveu a carta aos Colossenses por volta do ano 61 d.C e ele começa, já no capítulo 1, defendendo a supremacia de Cristo. Isso indica que um dos problemas enfrentados na igreja era a respeito da Divindade do Salvador. Que haviam alguns hereges questionando se o Salvador era ou não o personagem central da salvação podemos ver no capítulo 2 dos versos 6 à 9:

“Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.

Perceba que o apóstolo recomenda que os cristãos de Colossos tenham cuidado com os falsos ensinos a respeito de Cristo. Havia pessoas na igreja (provavelmente gnósticos) que negavam a supremacia e Divindade do Salvador e que ensinavam outras heresias maléficas. Veja a lista de heresias que Paulo refuta:

a) Cristo não é superior aos anjos, ou seja, a Divindade dEle estava sendo questionada – Colossenses 2:3, 4, 8, 9;

b) O que é material é mau, até mesmo comidas puras e o próprio corpo – Colossenses 2:16; 21 e 23 (atente para a expressão “severidade com o corpo”, que se refere a um espécie de auto-penitência, ensinada pelos ascetas);

c) Adoração a anjos e falsas visões – Colossenses 2:18.
Nos demais capítulos (3 e 4), o apóstolo se preocupa em passar instruções à igreja sobre o viver santo, a responsabilidade diante da sociedade e da família e acerca da importância de orar e proceder bem com os de fora da igreja.

Não é coisa simples identificar todos os problemas que Paulo estava enfrentando com a igreja de Colossos, mas, de uma coisa podemos ter certeza: em Colossenses 2:16, ele não está sendo contra a observância de um dia religioso, pois esse não era o problema em questão. Além disso, o Sábado nunca foi uma heresia para que pudesse ser combatido pelo apóstolo. Se guardar o Sábado fizesse parte das heresias de Colossos, então o próprio Deus foi um “herege” ao criar o mandamento (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11), e Paulo foi pior ainda, pois era um fiel guardador do mandamento (veremos adiante). Portanto, seja o que for que Paulo esteja combatendo na carta, não é a observância correta de dias religiosos.

Isso precisa ficar bem claro logo de início para podermos fazer um estudo sério e honesto da Palavra de Deus.

Analisemos os três posicionamentos que os cristãos têm apresentado a respeito de Colossenses 2:16:

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“Por que oro a Deus e sinto que nada acontece?”

Muito interessante essa questão apresentada por um telespectador. O sentimento de que “nada acontece” quando oramos pode ter pelo menos duas origens:

1) Na nossa maneira errada de pedir: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tiago 4:3. Podemos estar orando por motivos egoístas ou esquecemos Jesus (é bom finalizar a oração em nome de Jesus – João 14:12-14).

2) Nos nossos sentimentos corrompidos pelo pecado. A Bíblia diz que o nosso coração é “enganoso e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9). Portanto, mesmo que o Espírito Santo use nossa consciência para nos comunicar a vontade de Deus (Isaías 30:21), não podemos confiar “cegamente” naquilo que pensamos ou sentimos (Jeremias 17:5).

Nesse caso, você e eu precisamos fazer duas coisas:

a) Confiar mais em Deus – que afirma ouvir e atender (no tempo certo) nossas orações (ver Mateus 7:7-11) – do que em nossos sentimentos. É bom confrontar os pensamentos negativos com 1 João 3:19, 20 e decidirmos crer mais na Revelação Escrita do que em nós mesmos!

b) Persistir na oração. Em Romanos 12:12 Deus recomenda que sejamos perseverantes e Jesus Cristo – a Segunda Pessoa da Divindade – até contou uma parábola sobre a importância de orarmos sem desanimarmos:

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:1-8 (Grifo acrescentado).

Por isso, se sinta à vontade para continuar em suas orações.
Fale com Deus a respeito dessas dicas e verá o quanto Ele está interessado em cada palavra que você diz ou pensa.

Um forte abraço,

Leandro Quadros.

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“Por que Jesus ia a festas? Se ele frequentava tais lugares, também posso…”

Quando Cristo ia a uma festa, além de participar de uma diversão saudável, tinha um propósito bem definido: falar do amor e perdão de Deus (propósito evangelístico). Ele esteve numa festa de casamento (João 2:1-12) para fazer o Seu primeiro milagre e mostrar o quanto valoriza tal instituição. Não creio que essas sejam as motivações das pessoas em nossos dias…

Na época de Jesus, o máximo que havia numa festa era o vinho (as pessoas estavam no processo de reeducação. Deus nunca foi a favor do uso de bebidas alcoólicas – ler Provérbios 20:1; 23:29-35; Efésios 5:18, etc). Alguns ficavam bêbados, mas, nunca drogados pelo uso da maconha, cocaína, LSD, craque…

Devemos levar em conta que a música existente nas festas – com o seu alto volume – tira a pessoa do seu estado mental natural. Além disso, as influências negativas, e especialmente sensuais nas quais podemos nos envolver se formos a uma boate, nos mostra que seria imprudente usarmos o argumento de que Jesus foi a uma festa para irmos numa “balada”, por exemplo.

Todos esses fatores nos mostram que é praticamente impossível pregar numa festa nos dias de hoje (claro, há milagres).

Reconheço que há ocasiões que até numa reunião de jovens cristãos pode haver mais escárnio do que numa festa de São João no bairro da vizinhança. Por isso, creio que individualmente devemos pedir a orientação do Espírito Santo para encontrar o equilíbrio. Acima de tudo, decidirmos nos afastar do pecado e daqueles que amam as práticas pecaminosas (sem deixar de falar do amor de Deus a eles):

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.” Salmo 1:1-6.

Deus lhe ilumine,

Leandro Quadros.

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Os animais irão para o Céu?

Gostaria de saber o que a Bíblia diz em relação aos animais e a ressurreição, já que esta menciona que no dia do arrebatamento, apenas as pessoas escolhidas serão irão para o Céu. Os animais serão destruídos juntamente com os maus ou Deus criará outros?… Pelas perguntas devo parecer um tanto “desconfiado” em relação às atitudes de Deus, mas as faço por ignorância no assunto, tendo a certeza no meu coração que Deus é maravilhoso e apenas desperta meu interesse não como forma de descrença, mas para me tornar ciente de todos os Seus assuntos, para que possa conhecê-Lo melhor. OBRIGADO! A.S., Teresópolis, RJ.

Sua pergunta foi recebida com carinho.

Realmente, a Bíblia não menciona a ressurreição dos animais. Podemos ler apenas citações sobre a ressurreição dos justos para a salvação e acerca da ressurreição dos maus para a perdição (João 5:28 e 29; Apocalipse 20:5 e 6, etc.).

Conquanto as Escrituras não confirmem a existência de animais no Céu, afirmam que eles existirão na Nova Terra. Eis alguns textos que você poderá ler em sua Bíblia sobre o assunto: Isaías 11:6-9; Isaías 65:17 e 25.

Não temos como explicar plenamente como Deus trará os animais à existência na Nova Terra. O que encontramos na Bíblia é um Deus amoroso, que se preocupa com todos os animaizinhos, por menores que sejam. Veja:

“Lembrou-se Deus (aqui o termo indica o interesse de Deus e Sua graça em favor de alguém) de Noé e de todos os animais selváticos e de todos os animais domésticos que com ele estavam na arca…” Gênesis 8:1. Ao orientar Noé a sair da arca, além de abençoar a raça humana o Senhor abençoou também os animais (Gênesis 8:15-17).

“Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho conduzirás. Se vires prostrado debaixo da sua cerca o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo” Êxodo 23:4 e 5.

“Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos; porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo…” Êxodo 23:11.

“Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento…” Êxodo 23:12. Mesmo os animais devem ter o direito ao repouso sabático! (Conferir Êxodo 20:8-11).

“Quando nascer o boi, ou cordeiro, ou cabra, sete dias estará com a mãe; do oitavo dia em diante, será aceito por oferta…” Levítico 22:27. Aqui vemos que um animal recém nascido não era aceito como oferta. Deus queria que ele ficasse com a mãe. Ver também Êxodo 22:30.

“Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes…” Deuteronômio 22:6 (conferir também o verso 7, que mostra a preocupação de Deus com a preservação das espécies ).

“Não atarás a boca ao boi quando debulha” Deuteronômio 25:4. Deus não queria que o boi fosse maltratado. Ao debulhar espigas na frente dele, com certeza iria salivar de tanta vontade de comer.

“Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento” Salmo 104:21.

“Tornou o Senhor: tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” Jonas 4:10 e 11.

“Não se vendem cinco pardais por dois asses? Entretanto, nenhum deles está em esquecimento diante de Deus” Lucas 12:6.

“Observai os corvos, os quais não semeiam, nem ceifam, não têm despensa nem celeiros; todavia, Deus os sustenta…” Lucas 12:24.

Além disso, a Bíblia diz que os filhos de Deus têm responsabilidades para com os animais: “o justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” Provérbios 12:10. A escritora cristã Ellen G. White assim se expressou a respeito:

“É por causa do pecado do homem que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto”. Rom. 8:22. O sofrimento e a morte foram assim impostos não somente ao gênero humano, mas aos animais. Certamente, pois, ao homem toca procurar aliviar o peso do sofrimento que sua transgressão acarretou sobre as criaturas de Deus, em vez de aumentá-lo. Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus” Patriarcas e Profetas, pág. 443 (Grifos acrescentados).

A Palavra de Deus também afirma que um dia o Criador virá a este mundo para dar o castigo àqueles que destroem a natureza (plantas, animais, rios, etc.): “na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terraApocalipse 11:18.

Todos esses versos (entre outros) são bem claros: Deus ama muito os animais e se preocupa com o bem estar de cada um deles. Isso indica que o Criador tem bons planos para tais criaturinhas. Não há como ter dúvidas.

Não podemos afirmar com base na Bíblia que teremos o mesmo animalzinho de estimação na Nova Terra e muito menos que não o teremos! Os textos que lemos devem nos confortar com a certeza de que Deus fará aquilo que for melhor para a nossa felicidade. Com toda a certeza, nosso Criador tem poder para recriar o mesmo animalzinho de estimação que um dia perdemos.

No mundo restaurado teremos muitas surpresas; por que nos admirarmos de que o Senhor possa querer alegrar Seus filhos com os animais domésticos que tanto lhes fizeram bem? Gosto muito de ver a Deus como um pai que se alegra em dar ao seu filho um presente que ele menos espera.

Confie no amor de Deus e descanse em Suas promessas. O que Ele fez na cruz do calvário (João 3:16; Romanos 5:6-8) é suficiente para nos provar que o Seu amor por todas as Suas criaturas é infinito.

Um abraço,

Leandro Quadros.

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O namoro com pessoas divorciadas

Conheci um rapaz que foi traído pela esposa e ele está sozinho há um ano. Porém, o divórcio ainda está em andamento… Seu eu namorá-lo, serei disciplinada pela igreja?

No dia 23/05/2009 recebi essa pergunta de uma jovem que, de coração, quer fazer a vontade de Deus. Se o seu caso for o mesmo, oro no momento em que escrevo estas linhas para que o Espírito Santo dê a resposta que você precisa.

Olá, amiga,

Biblicamente, a partir do momento que a esposa do rapaz adulterou, ele está livre para se relacionar novamente (Mateus 5:32; 19:9). Entretanto, como a Bíblia orienta obedecermos às leis do País (Romanos 13:1-4), ele só poderá se casar quando finalizar o processo do divórcio (nem é possível casar com duas pessoas mesmo…).

A Igreja Adventista não tem nada escrito no Manual que recomende a disciplina neste tipo de caso que mencionou. Depende muito da interpretação do pastor e da liderança local. É recomendável que, se eles tiverem dúvidas, que conversem com o pastor Ministerial da Associação/Missão (sede que administra várias igrejas de diversas cidades).

Veja se o rapaz já está apto para o namoro. É muito bom que a pessoa que passa pela dor da traição fique um tempo a sós com Deus. Isso para que reflita, tire lições positivas e viva a sua dor de maneira saudável, para que haja a cura emocional. Isso a preparará bem para um novo relacionamento.

Tenham uma boa conversa na certeza de que Deus os orientará quanto a isso – quanto ao momento certo: “Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher.” Salmo 25:12.

Deus lhes abençoe,

Leandro Quadros.

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O divórcio não é um pecado imperdoável (Mas, lute por seu casamento!)

A seguir, compartilharei com você a resposta a um internauta que estava desesperado por achar que Deus nunca mais o perdoaria: (e esse sentimento o impedia de voltar para a igreja)

Olá, querido irmão XXX,

Li o seu relato com muita compaixão porque o seu dilema é o mesmo de muitos cristãos sinceros que sofrem por não se sentirem perdoados. Realmente, você e sua primeira mulher não deviam ter se separado a não ser por motivo de adultério (Mateus 5:32; 19:9). Mas, será que o adultério (leve em conta que hoje os dois estão com outros cônjuges) é um pecado imperdoável? Já parou para pensar nisso?

Não estimulo ninguém ao pecado, pelo contrário! Apresento a opinião de Deus sobre um assunto (mesmo que falhe como humano) e não a minha. Por isso, precisamos encontrar o equilíbrio e a resposta Divina para você na Bíblia.

Você se lembra do rei Davi que mandou matar Urias para ficar com a mulher dele (2 Samuel 11). O rei colheu as consequências do erro dele (2 Samuel 12:14; capítulos 13-17), mas, Deus o perdoou depois de um arrependimento sincero: “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR [arrependimento]. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado [perdão Divino]; não morrerás.” 2 Samuel 12:13.

Se Deus perdoou Davi (entre outros) por que não perdoaria você, amigo? Precisa crer na graça maravilhosa de Jesus (Efésios 1:7) e recomeçar a sua vida ao lado dEle! Não há motivos para ficar se atormentando sendo que sua primeira esposa já se casou e hoje você está com outra pessoa, com quem tem duas filhas. Deus jamais iria exigir de você que se separasse da atual mulher – terminando com outra família – para “ser perdoado”! Seria o mesmo que Ele tentar resolver um problema criando um maior.

Por isso, quando o Espírito Santo afirma em 1 João 1:9 que ao confessarmos nossos erros somos purificados “de toda a injustiça”, quer nos ensinar que Deus nos dá o perdão para todo tipo de pecado!

Siga a vida adiante com sua nova família, no atual contexto de sua vida. Viva dignamente, de cabeça erguida, pois, “as coisas antigas já passaram” (2 Coríntios 5:17) porque Jesus dá esse direito a qualquer pessoa que tem fé nEle (1 João 2:1).

E, volte para os braços do Pai. Ele nunca o abandonou e, por isso, fez com que escrevesse para que tivesse a certeza do amor dEle por você e soubesse que Ele o espera com saudades de Pai e com o amor de mãe: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” Isaías 49:15.

Sinta-se perdoado pelo sacrifício que Jesus fez por você e venha a Ele do jeito que está, pois o Senhor mesmo disse: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” João 6:37.

Não deixe a sua consciência o machucar. Confronte-a com 1 João 3:19, 20 e creia mais na Bíblia – que garante o seu perdão – do que em seus próprios sentimentos.

“E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas.”

Escreva-me sempre que quiser.
Um grande abraço e que a Paz de Cristo seja com você,

Leandro Quadros.
www.namiradaverdade.com.br

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Miguel não é mais que um título do Divino Jesus!

O nome Miguel significa: “Quem é semelhante a Deus?”. É um desafio a satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, se refere à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. Para nossa felicidade eterna, Miguel sempre sai vitorioso. Leia: Judas 9; Daniel 10:13, 21;12:1; Apocalipse 12:7.

Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa “semelhante a Deus”, no original e para a cultura hebraica, entendemos que “semelhante” significa “igual” (ver João 5:18; 19:7).

Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Divindade dEle. Por isso, é injusta a comparação que alguns “apologistas” modernos fazem entre os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, que usam o argumento de que Cristo é “Miguel” para “provar” que Ele é uma “criatura”.

Sendo Jesus chamado de o “arcanjo” (e até de anjo algumas vezes, como veremos a seguir) nas Escrituras, isto não O torna “anjo” no sentido de criatura, assim como o fato de Ele ser chamado de cordeiro (João 1:29) e leão (Apocalipse 5:5) não o torna animal. Da mesma forma que estes nomes simbólicos se referem a determinadas funções de Jesus, os termos “arcanjo” e “anjo”, também. Anjo significa “mensageiro” e Jesus é o “mensageiro de Deus Pai” à humanidade, o Mensageiro que comunica as boas notícias de Salvação!

Portanto, para os Adventistas do Sétimo Dia e demais cristãos ortodoxos, Jesus é Deus no mais pleno sentido da palavra. A Bíblia não deixa dúvidas: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. João 1:1-3. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João 1:14. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Colossenses 1:15-17. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2:5-11.

E o texto de Judas 9? Se o aplicarmos a Jesus não estaríamos rebaixando a Sua autoridade perante Satanás?

“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” Judas 1:9.

Este texto não rebaixa a autoridade de Jesus, mas contém uma preciosa lição para nós cristãos. Cristo, mesmo sendo Deus, não respondeu a diabo da mesma forma: não se rebaixou a ponto de proferir palavras de difamação ao diabo, mesmo (Cristo) falando com autoridade. A natureza perfeita de Jesus não permite que Ele faça uso do mesmo comportamento do inimigo (proferir palavras malignas, juízo infamatório, como diz o texto – compare-o com Filipenses 2:5-8 e veja o contraste entre caráter de satanás e o caráter humilde de Cristo).

Em certa ocasião, Deus Pai, mesmo sendo poderoso, não optou por expulsar de vez Satanás de Sua presença. (Ler Jó 1:6-12). Do mesmo modo que o Pai não perdeu Sua autoridade Divina por ter permitido que Satanás dialogasse, Jesus não perde a autoridade dEle pelo fato de deixar o diabo falar e por não querer (Jesus) fazer parte daquele tipo de palavreado maldoso. Jesus é um Deus de classe.

Leia Zacarias 3:1-8, especialmente o verso dois. Poderá confirmar que o “Anjo do Senhor” (termo usado em referência ao próprio Cristo) é Miguel em Judas 9.

E Daniel 10:13? A expressão “um dos primeiros príncipes” não estaria sugerindo que há outros no mesmo pé de igualdade que Miguel, ou seja, que este ser é um anjo mesmo?

Conquanto Miguel seja chamado de “um dos primeiros príncipes” isso não O coloca no mesmo pé de igualdade que os demais anjos. No Céu há uma hierarquia de anjos (há querubins, serafins…), cada um com um papel a desempenhar na adoração a Deus e no plano da salvação (Hebreus 1:14). Se Jesus escolheu alguns anjos para serem príncipes com Ele no governo dos demais anjos (sendo Ele o Príncipe Supremo), que problema haveria em Ele ser chamado de “um dos primeiros príncipes”? Não há dificuldades em Jesus ser o Príncipe Principal (por ser Deus) e estabelecer outros seres abaixo dele, com o mesmo nível de governo, para dirigir os anjos. Isto em nada afeta a autoridade Divina do nosso Salvador.

O pastor americano Mark Finley em seu livro Revelando os Mistérios de Daniel, pág. 125, traz uma informação importante: há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”.

Interessante é que não são apenas os Adventistas do Sétimo Dia que identificam Miguel com Jesus Cristo. Comentaristas como João Calvino, Matthew Henry, entre outros, tiveram a mesma opinião! (Disponibilizarei no blog várias citações deles que constam no livro “Questões Sobre Doutrina” – Casa Publicadora Brasileira).

Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel de “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando estes textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31 (preste atenção no termo “príncipe”), não podemos ter dúvidas de que o Ser mencionado em Daniel 10:13 mencionado é Cristo.

1ª Tessalonicenses 4:16 relaciona a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (João 5:28, 29). Esta é outra evidência de que Miguel tem de ser um dos nomes de honra do Salvador.

“A literatura judaica descreve a Miguel como o mais elevado dos anjos, o verdadeiro representante de Deus, e o identifica como “anjo de Yahweh”, o qual se menciona com freqüência no Antigo Testamento como um ser divino” (Dicionário Bíblico Adventista do 7º Dia [CD ROM, espanhol]).

Daniel é a maior evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Divino Jesus

O livro de Daniel, a meu ver, apresenta a maior das evidências de que o nome “Miguel” deve obrigatoriamente ser aplicado a Cristo. Temos neste livro quatro grandes blocos proféticos que dão ênfase a Jesus e ao Seu reino. Estes blocos proféticos nos ajudam a entender o livro, seu propósito e também a descobrir quem é o personagem principal das profecias da Bíblia. Veja:

CAPÍTULO 2: Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua;

CAPÍTULO 7: Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai);

CAPÍTULO 8: Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes;

CAPÍTULOS 10-12: Jesus aparece como Miguel, o libertador.

Veja que interessante: se Miguel não fosse Jesus, o sincronismo do livro de Daniel (apresentado em seus blocos proféticos) seria quebrado! É muito estranho imaginarmos que nos três primeiros blocos proféticos o centro é Jesus enquanto que no último o personagem principal é um “ser criado”.

Todos os blocos proféticos terminam com a manifestação de Cristo e do Seu reino. Por isso, para que o sincronismo do livro de Daniel seja mantido, Miguel tem que ser um dos nomes de Jesus. Além disso, deve-se destacar que o conflito entre o bem e o mal se dá entre Cristo (Deus) e lúcifer (criatura) e não entre dois seres criados (ver Apocalipse 12:7-9).

Se Jesus é Deus, como pode ser chamado de Arcanjo?

Ao compreendermos o sentido etimológico da palavra “arcanjo”, este aparente problema é resolvido. No grego, “arcanjo” significa “chefe dos Anjos”. Este título não precisa necessariamente referir-se apenas a um ser criado, assim como ocorre com o termo “anjo” – mensageiro (vimos isso anteriormente). É aceito entre os comentaristas (inclusive não-adventistas) que Jesus Cristo é o “Anjo do Senhor” mencionado no Antigo Testamento (ver Gênesis 16:7; 18:1, 2, 13 e 19; Êxodo 3:2-5; 23:20-33; 32:34; Juízes 6:11-24; 13:21-22. Eis uma nota explicativa da Bíblia de Estudo Almeida sobre Êxodo 3:2 [Sociedade Bíblica do Brasil]: “O Anjo do Senhor (mensageiro ou enviado) não é aqui um ser distinto do próprio Deus (conferir verso 4), mas Deus mesmo, enquanto se faz presente para comunicar uma mensagem”.

Do mesmo modo que Cristo não se torna uma criatura ao ser chamado de “Anjo do Senhor” (na verdade Ele é o “mensageiro”, de Deus Pai à humanidade), o mesmo ocorre quando é designado de arcanjo. Sendo que Ele é o Criador, automaticamente é o “Chefe Supremo”- Arcanjo – de todos os anjos.

A expressão “arcanjo” aparece apenas em passagens apocalípticas, onde Cristo está em direto confronto com satanás. Não há base bíblica para crermos que este termo aplique-se a um anjo, um ser criado. É difícil provar pela Bíblia a ideia de que arcanjo seria uma “classe de anjo”, mesmo que um dos significados da palavra possa ser “anjo chefe”. Como sabemos, não devemos basear um ensino apenas no significado das palavras: um conjunto de textos bíblicos que esclareçam um ponto também deve ser considerado.

Com isto, podemos ver que a posição Adventista a respeito do “Arcanjo Miguel”, levando em conta não apenas o sentido do termo, mas também outros textos paralelos, em nada afeta a suprema e absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo. (1 João 5:20; Hebreus 1:1-3, etc).

Um abraço,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

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“O Pr. Alejandro Bullón não crê na Trindade”

Essa é uma afirmação tendenciosa de alguns dissidentes que tentam usar o grande evangelista Alejandro Bullón como “referência” para “apoiar” a apostasia deles. Veja a seguir o esclarecimento a alguns parágrados do livro dele que são distorcidos (ou mal lidos…).

O Pr. Bullón, em muitos dos sermões dele demonstrou crer no Espírito Santo como sendo Deus e um Ser Pessoal (Atos 5:3, 4; 13:2, 15:28, etc). Se tivesse escrito algo contra a Trindade (como alegam alguns dissidentes), jamais teria sido o evangelista da Divisão Sul-americana!

Vou lhe ajudar a entender a declaração do livro dele (“O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse” – Casa Publicadora, 1999), nas páginas 41 e 42:

1) Na pág. 41 (último parágrafo), ele fala que “doutrinas estranhas” misturavam-se às doutrinas bíblicas no período da igreja representado pelo “cavalo vermelho” (Apocalipse 6:4);

2) Na mesma página, o Pr. Bullón muda o termo antes de mencionar a doutrina da Trindade (entre outras): ele escreve “entre as doutrinas em conflito”. Em seguida, afirma: “Entre as doutrina em conflito [veja: não "entre as doutrinas estranhas"], podemos mencionar: o pecado original, a Trindade, a natureza de Cristo…” (pág. 42). O conflito existiu por que o Arianismo negava a Divindade de Cristo, enquanto que a maioria dos cristãos sempre a aceitaram.

Portanto, o Pr. Bullón menciona a doutrina da Trindade não “entre as doutrinas estranhas”, mas sim “entre as doutrinas em conflito” – e isso porque as diferentes crenças em relação à Trindade causaram mesmo controvérsias, nos primórdios da igreja.

O Pr. Bullón crê na Trindade, assim como todo Adventista do Sétimo Dia esclarecido.

Um abraço e conte comigo sempre,

Leandro Quadros.

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Fazer desenhos de Jesus é idolatria?

DEUS E A ARTE

DEUS me presenteou, quando ainda criança, com o dom da arte. Hoje sou ilustrador e vivo disso. Minha família é quase toda evangélica e desde de menino vou a igreja, amo a DEUS e aceitei JESUS como meu Salvador. A minha pergunta é: sou um artista, DEUS me fez assim… Será que quando faço uma ilustração (ex.: um vampiro) DEUS se desagrada? Por favor, me orientem. Preciso saber se estou desagradando ao DEUS que tanto amo, sendo como sou e fazendo este tipo de arte. Obrigado. C. S., Maringá, PR.

Todos os dons – naturais e espirituais – são dados por Deus. Se você tem o dom da arte, pode ter certeza de que foi o Espírito Santo Quem lhe deu este presente. Que Deus não é contra a arte podemos ver claramente nos seguintes versos bíblicos (há outros):

“Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o SENHOR tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés. Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos”. Êxodo 35:29-35.

Assim, podemos ver que Deus nunca condenou a habilidade artística. Ele era contra sim o colocar uma arte acima dEle (que fosse adorada, por exemplo. Ver Êxodo 20:4 e 5). Ao olharmos para a natureza podemos ter a certeza de que, além de amar o que é belo, DEUS É UM GRANDE ARTISTA.

O que Deus requer de você é que use este seu talento para a honra e glória dEle. Ao fazer um desenho, pense consigo mesmo: “no meu lugar, Jesus desenharia tal coisa?” “Esse desenho é para ser apreciado ou incentivará à idolatria?” Se a resposta for positiva na visão de Deus, ótimo! Se não, é melhor não fazer o desenho.

Portanto, desenvolva o talento que Deus lhe deu! Desenhe bastante. E lembre-se: “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes…” Tiago 1:17.

Um grande abraço,

Leandro Quadros.

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É possível ser cristão e maçom ao mesmo tempo?

“Sou cristão porque sigo a Palavra de Deus e creio em Jesus. Não acredito em bandeiras religiosas ou dogmas. Sempre perguntei aos pastores por que excomungar tanto a Maçonaria e relacioná-la com o demônio, sendo que: (1) nenhum homem pode ser maçom sem ser crente em Deus; (2) o maçom não faz nada sem antes invocar a Deus e agradecer as bênçãos.” A.S, por e-mail.

Suas observações foram muito interessantes. Realmente, a Maçonaria é muitas vezes confundida com satanismo, o que é errado. A Maçonaria invoca, sim, a Deus – inclusive O chamam de G.A.D.U. – Grande Arquiteto do Universo. E os membros da loja fazem obras de caridade muito importantes para a sociedade.

Entretanto, precisamos reconhecer e aceitar que algumas crenças dos maçons não estão em conformidade com a Bíblia. Vou destacar algumas delas:

1) Para eles, a Bíblia, mesmo sendo um livro importante, é apenas um “símbolo” da vontade Divina e não necessariamente um livro inspirado por Deus. Isso contradiz 2 Timóteo 3:16, 17 e João 5:39:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”

“Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna. São estas mesmas Escrituras que testificam de Mim.”

2) Eles não crêem no Deus pessoal e triúno das Escrituras, o que contraria Gênesis 1:26 e Mateus 28:19:

“Então disse Deus: ‘Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança.”

“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

3) Jesus Cristo não é considerado pelos maçons como um Ser Divino. Totalmente o oposto do que afirmam João 1:1-4, 14 e Colossenses 2:8, 9:

“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito. NEle estava a vida, e esta era a luz dos homens. Aquele que é a Palavra tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito e vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”

“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”

4) Afirmam que cada pessoa pode alcançar a salvação por si mesma, desenvolvendo um conceito próprio sobre Deus. Tal idéia é conflitante com Efésios 2:8, 9 e João 17:3:

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.”

“Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

5) Não pregam sobre a importante doutrina do juízo final. Ler Romanos 14:12 e 2 Coríntios 5:10:

“Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.”

“Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más.”

6) O ensino central cristão sobre a volta de Jesus também é ignorado e passado por alto, o que fará com que muitos maçons sejam pegos de surpresa! Vejamos o que diz a Bíblia em Apocalipse 1:7 e Mateus 24:44:

“Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até mesmo aqueles que O traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dEle. Assim será! Amém.”

“Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.”

Perceba que a Maçonaria, mesmo não tendo ligação com o satanismo, nega ensinos fundamentais da fé cristã e, portanto, não há como ser cristão e maçom ao mesmo tempo. Aceitamos a mensagem bíblica por completo ou somos maçons. Não há meio termo.

Com isso, não estamos negando a sinceridade e a bondade de muitos que vão à loja maçônica. Apenas mostramos que, biblicamente, não há harmonia entre os ensinos bíblicos e os ensinos da Maçonaria.

Para um estudo aprofundado sobre a maçonaria, recomendo a leitura do livro Maçonaria e Fé Cristã, de J. Scott Horrell (Ed. Mundo Cristão).

Um abraço e fique com Deus,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

17Comentários

João 17 – a Divindade de Cristo e do Espírito Santo

A Paz do Senhor Jesus Cristo, Pr. Leandro… Se na Trindade Jesus é Deus, por que ele esta à direita do trono do Pai? Em João cap. 17 vers 21 ele afirma: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. Assim sendo, acho que Jesus Cristo esta se referindo neste texto sobre a unidade de Espirito e não necessariamente dizendo que existem três pessoas numa divindade…Gostaria de saber se estou certo.

Além disso, 1 joão cap 5 e vers 7 (Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um )….Testificar não significa que seja uma única Pessoa e sim que estes 3 são os que testificam. Amigo internauta, recado deixado no blog.

Olá, amigo,

Suas considerações são sempre bem-vindas.

O fato de Jesus estar ao lado direito do trono de Deus Pai – ou do esquerdo – em nada afeta a Divindade dEle, afirmada de forma clara em Colossenses 2:9 (entre muitos outros versos): “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Perceba que Cristo não é “um pouco Deus”, mas, plenamente Divino!

E, o sentar-se no trono, ao lado direito, na Bíblia significa autoridade. Se não fosse Divino, seria incoerente uma “criatura” comandar o universo (Hebreus 1:1-3) com o Criador.

A respeito de João 17, na oração de Cristo antes dEle subir ao Céu, o Senhor orou pela unidade dos discípulos. Ele não mencionou o Espírito Santo naquele contexto porque não era o mais relevante no ensinamento que Jesus quis passar (além disso, a revelação sobre o Espírito foi progressiva na Bíblia). Ao examinar o todo das Escrituras, você poderá ver que O Espírito Santo é mencionado junto com o Pai e o Filho (2 Coríntios 13:13; Judas 1:20) e, noutros textos, só Jesus e o Espírito são citados! Veja um deles:

“Por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo[veja que o Espírito não É um poder: Ele TEM poder!]; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo” Romanos 15:19.

Portanto, se João 17 indica que o Espírito Santo não existe como uma pessoa, o texto acima também indica que Deus o Pai não existe, pois Ele não é mencionado (afirmar isso seria uma blasfêmia).

Quando uma Pessoa da Divindade é mencionada na Bíblia e outra não, devemos levar em conta o CONTEXTO da declaração porque cada Pessoa Divina se enquadra melhor num. E, ao mesmo tempo, não ignorarmos os demais textos bíblicos que colocam o Espírito Santo no meu grau de Divindade que Cristo e Deus Pai (leia Atos 5:3, 4).
Sobre 1 João 5:7, não o usamos como defesa da doutrina da Trindade porque o que está entre colchetes é um comentário de um copista. É claro que o copista não acrescentou uma heresia no manuscrito, mas, preferimos usar Mateus 28:19, Efésios 4:4-6, 2 Coríntios 13:13, Judas 1:20, João 14:16, entre outros, para provar que a Divindade é formada por Três Pessoas.

Postarei no blog textos que mostram que Jesus é Deus e outros sobre o Espírito Santo. Espero que a leitura dos mesmos o ajude a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18).

Conte comigo sempre.
Um abraço,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

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Quem tem tatuagens será salvo?

“O que diz a Bíblia sobre o uso de tatuagens?” C. R., ouvinte da rádio Novo Tempo, por e-mail.

Podemos ver na Palavra de Deus pelos menos dois textos objetivos que tratam a respeito (há outros versos que podem ser bem analisados):

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27.

Aqui vemos que o ser humano, coroa da criação de Deus, foi feito “à imagem e semelhança do Criador”. Isso indica que não precisa de “enfeites” em seu corpo, pois já foi feito semelhante ao Ser mais perfeito e belo do universo. Fazer algum tipo de marca que mude essa imagem e que traga dor naquilo que é considerado o “santuário do Espírito Santo” (o corpo – ver 1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) é demonstrar um certo descontentamento com a imagem de Deus, desrespeitando-O. O desejo de tatuar o corpo pode ser um indicativo de que a auto-estima precisa ser mais bem trabalhada.

Veja outro versículo a seguir:

“Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Levítico 19:28.

Sobre esse texto, assim se posiciona o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, no vol. 1:

“Provavelmente se refira a tatuagens (assim traduz a versão da Bíblia de Jerusalém – BJ), costume que em si não é imoral, porém certamente indigno do povo de Deus, pois tende a danificar a imagem do Criador”.

A tradução na “Nova Versão Internacional” apoia a opinião do referido comentário:

“Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos. Eu sou o Senhor”.

Do mesmo modo que o apóstolo Paulo, as únicas marcas que deveríamos trazer em nós deveriam ser aquelas em favor de Cristo: “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.” Gálatas 6:17.

Se você tem uma (ou mais) tatuagem, não se atormente: Jesus apaga o seu passado. Ao demonstrar arrependimento (Atos 3:19) e aceitação pelos ensinos da Bíblia (Apocalipse 1:3), Deus lhe perdoa (Salmo 32:5) e o (a) considera como se NUNCA tivesse feito tatuagem alguma! (1 João 1:9). O perdão de Deus é maravilhoso e Ele coloca a sua disposição todos os recursos para melhorar a sua auto-estima (Filipenses 2:13) a fim de que consiga se sentir bem (e feliz) sem “desenhos” pelo corpo.

E, não esqueça: você é o desenho mais lindo que Deus já fez!

Podendo ajudar em mais alguma coisa, estou à disposição.
Com estima,

Leandro Soares de Quadros
Jornalista – consultor bíblico