Artigos da categoria Dúvidas
Fui desafiado por um internauta a "traduzir" 2 Coríntios 3:7. Veja a relação desse texto a Lei e tire suas conclusões...
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PERGUNTA 17: “Escrituras” se referem ao Antigo ou ao Novo Testamento?
RESPOSTA: o termo “Escrituras” se refere tanto ao Antigo quanto ao Novo Testamento (2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 3:16). Ler João 5:39.
PERGUNTA 18: É dito pelos religiosos que toda a humanidade descendeu dos filhos de Noé. De qual deles os brasileiros descendem?
RESPOSTA: Não há uma pessoa hoje que seja “puro sangue” dos descendentes de Sem, Cam e Jafé. Todavia, espiritualmente somos descendentes de Sem por ele ser o ancestral de Abraão (Gênesis 11:26), o pai da fé (Gálatas 3:7).
Sem originou os povos semitas. Cam, os africanos. E Jafé os Europeus e Asiáticos. Sendo que o brasileiro é o resultado da miscigenação racial, fica difícil precisarmos de qual filho de Noé descendemos.
PERGUNTA 19: O ser humano é dividido em corpo e alma ou corpo, alma e espírito?
RESPOSTA: Nós Adventistas não somos dicotomistas (que creem que o ser humano é separado em dois: corpo e alma) e nem tricotomistas (que acreditam que o ser humano é separado em três: corpo, alma e espírito). Somos holísticos. A Bíblia e a ciência estão em plena harmonia com esse conceito. Cremos que a natureza humana (físico, mental e espiritual) é um todo inseparável e, por isso, para que seja tenha uma vida espiritual saudável, deve haver um cuidado com o corpo e com a mente. Esse conceito é baseado em 1 Timóteo 5:23, 24 – onde Paulo afirma que os três aspectos do ser humano precisam ser trabalhados para que cada um se prepare para a volta de Cristo; e em muitos outros textos, como, por exemplo, o Salmo 6:5, onde é dito que, após a morte, o ser humano não possui consciência alguma. Só há consciência, portanto, quando os três elementos – espírito (espiritualidade, desejo de adorar algo), a alma (mente, nesse texto) e corpo – permanecem unidos. Quando se separam, a pessoa (ou alma vivente, segundo Gênesis 2:7) deixará de existir e voltará a uma existência depois da ressurreição dos mortos, como afirma 1 Tessalonicenses 4:13-18. Nesse momento Deus recriará e reunirá novamente os “três lados do triângulo”.
O dicotomismo (ou dualismo) é um conceito platônico que entrou na igreja cristã por influência de Agostinho. Por causa disso, grande parte das igrejas cristãs acredita numa existência após a morte, negando assim o holismo bíblico e diminuindo a importância da doutrina da ressurreição. Por causa de Platão o espiritismo também deixa de lado o ensino bíblico ao afirmar que “o mais importante é o espírito”. Isso que nega o ensino claro da Bíblia de que o corpo é sagrado para Deus (1 Coríntios 6:19, 20).
Sobre a entrada da doutrina da “imortalidade da alma” no cristianismo, disse o Prof. Presbiteriano Otoniel Mota:
“A doutrina da imperecibilidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho. A doutrina de sua natureza simples, uma, indivisível etc., não se mantém diante das concepções psicológicas modernas e da teoria mais racional acerca da propagação do ser humana, corpo e alma.” Meu Credo Escatológico (opúsculo). 1938, p. 3.
Então, como podemos explicar Hebreus 4:12? Realmente, alguns cristãos usam o texto para afirmar que a natureza humana é dicotomista. O detalhe é que Hebreus 4:12 não é um estudo sobre a natureza humana, mas, se constitui na base do argumento do autor para mostrar o poder da Bíblia (que ele chama de Palavra de Deus) na vida de uma pessoa. Ele afirma que a Bíblia é tão eficaz e cortante “como uma espada” ao ponto de “penetrar” e “dividir alma e espírito”. Essa expressão está relacionada à outra que vem a seguir: “juntas e medulas”. Portanto, vê-se no contexto que ambas são usados em sentido figurado, pois, as juntas e as medulas são inseparáveis para que o ser humano viva bem. O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia informa muito bem sobre o objetivo do autor da carta aos Hebreus no uso de tais termos:
“A divisão entre ‘o alma e o espírito” e “as conjunturas e os tutanos” descreve até onde penetra a “palavra” de Deus. O valor desta figura de linguagem radica em que “vida” e “alento” [espírito] são, pelo menos para os propósitos práticos, inseparáveis.”
Quando entendemos que as palavras “alma” e “espírito” no original bíblico possuem várias traduções (princípio ativo que Deus nos dá para ficarmos vivos; vida, espiritualidade, pessoa viva, pensamentos, emoções, etc); e que nenhuma delas apresenta tais aspectos de nossa natureza como sendo “entidades imateriais”, podemos chegar à correta compreensão dos textos bíblicos que aparentemente dividem o ser humano em “dois” ou “três”. O estudo da Antropologia bíblica é fundamental para que conceitos gregos sobre o ser humano não influenciem nossas crenças e estilo de vida.
Recomendo a você a leitura de um dos melhores estudos já feitos sobre o assunto. O livro Imortalidade ou Ressurreição?, da autoria do Dr. Samuel Bacchiocchi, contém um estudo exaustivo dos textos bíblicos que tratam do assunto e opiniões de cerca de 300 eruditos não adventistas. Poderá adquiri-lo com a Imprensa Universitária Adventista pelo telefone (19) 3858-9055 ou pelo site http://www.unaspress.unasp.edu.br
Estarei à disposição sempre que precisar de ajuda.
PERGUNTA 16: Sendo que há várias traduções da Bíblia, como termos certeza de que tudo o que ela afirma não foi adulterado?
RESPOSTA: Não existe uma tradução bíblica 100%. O que temos é 100% de certeza de que o que está na Bíblia apresenta uma coerência tal que nem mesmo os pequenos erros de tradução afetam o todo harmônico das Escrituras e a ideia principal: a de que Deus amou tanto o mundo que veio até aqui para salvá-lo da morte eterna (João 3:16; Atos 20:28).
Como podemos saber que a Bíblia é precisa se “o papel aceita tudo”? Possuímos provas científicas fortíssimas. A principal delas é a transformação que tal livro faz na vida de uma pessoa. Mas, apresentarei a você algo mais palpável.
(1) A forma como o texto foi transmitido. Os Massoretas (escribas judeus) ao fazerem cópias dos livros originais da Bíblia, usavam uma técnica que impressiona. Eles contavam palavra por palavra do manuscrito original e começavam o trabalho à mão. Após o término da cópia de um livro, contavam todas as palavras copiadas. E… se desse margem de erro de uma que fosse (para mais ou para menos), jogavam todo o trabalho fora e começavam novamente. Uma prova arqueológica interessante que mostra a veracidade da transmissão do texto bíblico é vista no Papiro de NASH, escrito há aproximadamente 150 anos a.C. Ele contém os Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17), o Shemá (Deuteronômio 6:4-9. Shemá é a confissão de fé tradicional de Israel. A palavra significa “ouve”, e é a palavra inicial, em hebraico, daquela confissão.) e parte de Deuteronômio 5:6. Quando se compara o fragmento com outros manuscritos (os manuscritos bíblicos estão espalhados por vários museus ao redor do mundo. Destaco o Museu Britânico de Londres e o Museu do Vaticano.) como o Britânico 4445 datado do IX século d.C., vemos que o conteúdo é o mesmo!
Portanto, a margem de erro que existe nas cópias é quase zero.
(2) O cumprimento das profecias (predições) referentes a Jesus Cristo. Sabe-se que Ele foi um personagem que fez parte da história ao ponto de dividi-la em Antes e Depois dEle. As profecias a seguir foram escritas aproximadamente 950 antes. Algumas delas:
SALMO DESCRIÇÃO DO EVENTO CUMPRIMENTO
8:2 Seria louvado pelas crianças Mateus 21:15, 16.
16:10 Seria ressuscitado Mateus 28:7
22:1 Sentir-se-ia desamparado por Deus Mateus 27:46
22:7,8 Seria zombado pelos inimigos Lucas 23:35
22:16 Teria as mãos e pés perfurados na cruz João 20:27
22:18 Tirariam sortes para repartir as roupas dEle Mateus 27:35, 36
34:20 Não teria um osso sequer quebrado João 19:32;22-36
35:11 Seria acusado por falsas testemunhas Marcos 14:57
35:19 Seria odiado sem motivos João 15:25
40:7,8 Teria prazer em fazer a vontade de Deus Hebreus 10:7
41:9 Seria traído por um amigo Lucas 22:47
68:18 Subiria ao Céu Atos 1:9-11
69:9 Seria zeloso pela sinagoga João 2:17
69:21 Na cruz dariam para ele vinagre e fel Mateus 27:34
109:4 Oraria pelos inimigos Lucas 23:34
Note a ligação entre Antigo e Novo Testamento e a precisão fantástica que há na Bíblia!
(3) Sua veracidade histórica. Daniel 2 apresenta o surgimento dos quatro grandes impérios mundiais (Babilônia, Medo-pérsia, Grécia e Roma) e dos países da Europa cerca de 700 anos antes de Cristo. Os metais que fazem parte da estátua que o rei de Babilônia viu em um sonho mostram que Deus está sobre o controle da história e que tudo se caminha para o cumprimento dos eternos propósitos dEle.
Essa profecia fez com que muitos ateus se tornassem crentes após compararem a Bíblia com a história.
(4) Suas antecipações científicas. Mesmo não sendo um livro científico (o objetivo é mostrar o plano de Deus em de salvar o ser humano da morte eterna), a Bíblia possui antecipações científicas:
a) Peso do ar – Jó 28:25
b) O planeta Terra está suspenso sobre o nada – Jó 26:7
c) Processo embrionário – Salmo 139:12-16
d) Redondeza da Terra – Isaías 40:22
Em 2 Timóteo 3:1-5 vemos uma profecia a respeito da moral da humanidade. Moral essa que iria declinar – e isso se cumpre minuciosamente em nossos dias.
Tais antecipações foram feitas milênios antes de a ciência fazer tais descobertas. Somente um Ser sobrenatural poderia dar um conhecimento sobrenatural a homens que não tinham os recursos científicos de hoje para saberem tais coisas.
(5) A confirmação da arqueologia. Possivelmente a descoberta mais importante foi a dos Manuscritos do Mar Morto, em 1957. Descobertos nas cavernas de Qumran, às margens do Mar Morto, calaram a alta crítica por conter cópias ou fragmentos de praticamente toda a Bíblia, com exceção do livro de Ester (Renato E. Oberg em seu livro A Nossa Bíblia e os Manuscritos do Mar Morto. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira: 1984, p. 58). Possuímos também, graças às escavações arqueológicas realizadas no local, um rolo completo do livro de Isaías, inclusive um manuscrito copiado pelo ano 100 a.C – possui mais de 2000 anos.
PERGUNTA 12: Por que acreditar no inferno se essa palavra foi acrescentada na Bíblia pela igreja Católica?
RESPOSTA: Tem toda a razão: a palavra inferno foi acrescentada na Bíblia. Os tradutores, por influência da crença grega na imortalidade da alma, colocaram no Livro um termo latim que nada tem a ver com as noções hebraicas sobre o “mundo dos mortos” (sepultura). Tal doutrina – de um inferno a atormentar pessoas – faz com que as igrejas fiquem cheias mais por causa do medo do que pelo amor a Deus.
Para você estudar a posição bíblica sobre o assunto lhe envio anexo um material que preparei há alguns anos (você que lê no blog pode digitar o termo em “Busca”).
PERGUNTA 13: Se Jesus é Deus como ele pode ser filho de Maria?
RESPOSTA: Jesus já existia antes de Maria (Miquéias 5:2; Isaías 9:6). Desse modo, a filiação de Cristo é apenas na encarnação – quando Ele teve que se tornar “carne”, ou seja, ser humano – para morrer pelos atos errados da humanidade (pecados). Deus é o legislador dos Dez Mandamentos (Isaías 33:22; Tiago 4:12) e, por isso, somente Ele poderia pagar a pena (morte – Romanos 6:23) pela desobediência do ser humano. Por causa disso qualquer pessoa que exercer fé no sacrifício substitutivo de Jesus (como resultado precisa viver como uma pessoa de fé) será salva.
A encarnação é um mistério revelado, mas, não explicado (Romanos 1:1-3 e 14). Ao mesmo tempo é fantástico sabermos que Deus, na Segunda Pessoa da Divindade, veio a esse mundo e aproximou-se da nossa realidade para nos levar para a realidade dEle!
PERGUNTA 14: Como o Leandro se converteu? Qual a sua formação? Desculpe-me pelas perguntas, mas, para eu é importante saber.
RESPOSTA: Com alegria irei lhe contar minha história. Sou formado em jornalismo, pós-graduado em jornalismo científico e mestrando em Teologia. O que me fez com que me convertesse foi uma experiência sobrenatural que tive com Deus (a conversão não necessita de uma experiência incomum para ocorrer). Em 1996 voltava de um treino de futebol quando, ao parar na frente da Igreja Adventista, senti uma vontade enorme de entrar. Pensei: “não posso ir a essa igreja do jeito que estou – de bermuda, chuteira, camiseta e cabelo comprido pelo ombro. Vou embora”. Ao dar dois passos (lembro-me como se fosse hoje) veio uma voz na minha mente dizendo: “se você não entrar na Igreja hoje irá se arrepender depois”. Isso me assustou e decidi entrar.
Fui muito bem recebido e sentei-me no penúltimo banco da igreja em Palmeira das Missões, RS. Ao ouvir o pastor falar sobre o batismo de Jesus senti um forte desejo de ser batizado e de expressar publicamente minha fé nEle. Por incrível que pareça, mesmo tendo uma baixa auto-estima tal que me impedia de levantar o braço numa sala de aula para fazer perguntas, fui até a frente do jeito que estava e aceitei a Cristo como meu Salvador pessoal. Estudei a Bíblia três meses, fui batizado e hoje escrevo para você!
Minha vida sofreu uma transformação drástica. Um indivíduo que só pensava em futebol (gosto até hoje, rsrsrs) hoje se dedica à pesquisa e ao estudo. A religião me tornou mais culto e deu um sentido real a minha vida. Fez-me amar mais as pessoas e a valorizar a minha família.
PERGUNTA 15: Alguns evangélicos dizem que o dízimo era uma lei apenas para os dias do Antigo Testamento. O que diz a respeito? Como provar que alguém vai para o céu depois da morte se pessoa alguma voltou para dizer-nos como é a morte?
RESPOSTA: O dízimo bíblico é algo real, mas, nada tem a ver com os ensinos dos teólogos da prosperidade que exploram as pessoas e acabam dando uma roupagem feia ao belo ato de dizimar. Os irmãos evangélicos que afirmam ser o sistema de dízimos apenas uma lei para o Antigo Testamento ignoram Mateus 23:23, texto que você citou.
Dizimar é reconhecer que Deus é o dono de tudo (Salmo 24:1) e obedecer ao pedido dEle (Malaquias 3:8-10) para que contribuamos para o benefício de outras pessoas. Por meio do dízimo, as pessoas que trabalham em tempo integral (1 Coríntios 9:13, 14) podem ter o sustento e, a rede de TV em que trabalho pode disponibilizar gratuitamente à população serviços de consultoria bíblica, aconselhamento espiritual e ajuda psicológica – além de cursos bíblicos impressos.
Perceba que, quando empregado de forma séria, o dízimo se torna uma bênção para a família e para a sociedade.
O céu
A realidade de um Paraíso é correta quando aceitamos o ensino bíblico de que só desfrutaremos das belezas celestiais quando Jesus voltar pela segunda vez (Hebreus 9:28), de maneira gloriosa (Apocalipse 1:7) para buscar os seres humanos (João 14:1-3). As pessoas que morreram precisam primeiro ser ressuscitadas para depois irem para um lugar especial chamado Céu (ver 1 Tessalonicenses 4:13-18). A crença de que na morte a pessoa está em um estado de consciência é anti-bíblica (Salmo 6:5) e nega a necessidade de uma ressurreição corporal (1 Coríntios 15:51-55). Além disso, ignora o fato de que na Bíblia a morte é comparada a um sono (Daniel 12:13; Jeremias 51:57; João 11:11-14) até a volta de Cristo (1 Tessalonicenses 4:13-18).
Podemos trocar mais ideias sobre o assunto.
PERGUNTA 5: Por que continuar a evangelizar se desde os dias de Paulo esse trabalho foi concluído?
RESPOSTA: A declaração de Paulo em Colossenses 1:6 e 23 se refere ao mundo dos dias dele. Veja uma explicação do Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sobre o assunto:
“… Paulo não quer dizer que o Evangelho tinha chegado completamente a todas as partes. Isto é claro por suas afirmações em outras passagens a respeito do progresso do Evangelho. Ao escrever uns poucos anos antes aos romanos, resumia assim o progresso do Evangelho: “Desde Jerusalém, e pelos arredores até Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo” (Romanos 15: 19). Nesse tempo Paulo esperava visitar Roma e desde ali levar o Evangelho à Espanha (Romanos 15: 24). Mas sua detenção e encarceramento lhe impediram de cumprir seus planos. Em vez de ir a Roma em liberdade como um arauto do Evangelho, chegou encadeado, e, já preso, não pôde visitar a Espanha. É duvidoso que alguma obra importante tivesse sido começada ali. Ademais, não há nenhuma evidência posterior de que por essa época [...] o Evangelho tivesse penetrado nas regiões dos bárbaros… É, pois, claro que a afirmação de que o Evangelho tinha sido pregado a toda criatura embaixo do céu não tinha o propósito de que se a tomasse num sentido absoluto. Em forma semelhante à declaração “bem como a todo mundo” (Colossenses 1: 6), a ênfase recai no fato de que o Evangelho pregado em Colossos é o mesmo que se está proclamando em todo mundo. Conferir Mateus 24: 14; 1 Tessalonicenses 1: 8; Apocalipse 5: 13; 14: 6-7…” Disponível em: http://www.ellenwhitebooks.com/comentario Acesso em: 06 de maio de 2010 (Grifos acrescentados).
PERGUNTA 6: Por quê de tantas doutrinas diferentes?
RESPOSTA: Especialmente o item 2 da pergunta quatro responde a sua interessante questão.
PERGUNTA 7: Se a volta de Jesus é real por que Ele demora tanto? Deus pode amar pessoas como eu?
RESPOSTA: O motivo para Jesus não ter voltado está registrado em 2 Pedro 3:9:
“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.”
Deus é paciente e espera pessoas sinceras como você descobrirem a Verdade para que não se percam. Não será o ateísmo que impedirá o Criador de lhe amar muito, meu amigo.
PERGUNTA 8: Qual o significado da expressão “Ave” Maria?
RESPOSTA: A palavra “Ave” da oração “Ave Maria” é latim e (usada por Jerônimo, que traduziu a Bíblia para tal idioma) significa “Salve”. É uma fora de saudar Maria – do mesmo modo que se saudava o imperador de Roma.
PERGUNTA 9: Por que a Bíblia tem 66 livros e não 74, 50…?
RESPOSTA: A Bíblia tem 66 livros por que eles são o que de mais importante há para a salvação do ser humano (conferir João 5:39). Existem outros escritos dos profetas que não estão na Bíblia (1 Crônicas 29:29; 2 Crônicas 9:29); isso pelo motivo de Deus julgar certos assuntos como tendo uma importância apenas local ou para o contexto da época.
O número de livros foi definido por (1) profetas e escribas e (2) pela igreja cristã. Vou explicar: Nos dias de Esdras e Neemias fechou-se a lista dos 39 do Antigo Testamento. A evidência disso podemos ver no fato de que, depois de tais escribas, nenhum outro livro foi incorporado à lista de livros considerados vindos de Deus (inspiração do pensamento).
Já a igreja Cristã – antes de existir o catolicismo – definiu 27 escritos como fazendo parte da lista daqueles que compõem o Novo Testamento. Tal fato é provado através de 2 Pedro 3:15, 16. Nesses versos o apóstolo Pedro considera as cartas de Paulo como sendo parte das “Escrituras”.
A história também nos ajuda a descobrir por que foram somente 27 livros. O cristianismo, especialmente no final do I século vinha sofrendo fortes influências gnósticas que procuravam misturar ensinamentos errados com aqueles revelados na Bíblia. Para proteger os livros do Novo Testamento a igreja primitiva fechou a listagem e, desse modo, nenhum escrito apócrifo (de autor desconhecido) encontrou lugar entre os considerados sagrados.
A Igreja Católica passou a existir por volta do séc. III e muito antes a igreja cristã, no final do séc. I, já havia estabelecido (com base em algumas regras) os evangelhos e cartas apostólicas que realmente tinham sido escritas pelos verdadeiros autores. Portanto, a lista de Atanásio e os concílios de Hipona (393 d.C) e de Cartago (397 d.C) nada têm a ver com a formação da Bíblia. Ele apenas “oficializaram a opinião geral das igrejas” (Pedro Apolinário. História do texto bíblico – crítica textual. São Paulo: Seminário Latino Americano de Teologia, 1985, p. 156).
PERGUNTA 10: Qual a razão de Deus deixar vivo um indivíduo como eu? Rsrsrs.
RESPOSTA: Você tem ótimo senso de humor, hehehe. Se estivéssemos tratando dessas questões pessoalmente, com certeza daríamos muitas risadas por causa dessa pergunta, pois, também sou como você: gosto de brincar.
Aqui entra 2 Pedro 3:9: o amor de Deus e a paciência dEle com você. Ele o considera filho, não importa em que situação se encontre: “…Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.” Jeremias 31:3.
Da mesma forma que uma mãe não aborta um filho por ele ter uma síndrome (há poucas exceções), Deus “não aborta” você. Ele lhe conhece desde que estava no ventre de sua mãe e, por isso, pode lhe amar antes mesmo de o amigo existir (ler Salmo 139:1-17).
PERGUNTA 11: Os gigantes mencionados na Bíblia eram mesmo pessoas de grande estatura?
RESPOSTA: Realmente, os gigantes citados na Bíblia eram pessoas altas, de acordo com Números 13:33. Aqui vemos a total discordância entre a Bíblia (e outros cientistas) entre a teoria macroevolutiva (a microevolução é científica e apoiada nas Escrituras) que ensina termos nos desenvolvido do organismo mais simples para o mais complexo. Na Bíblia, o ser humano passou de complexo para o mais simples em consequência da desobediência as leis espirituais e de saúde, estabelecidas pelo Criador.
Respostas a 19 perguntas feitas pelo ateu mais sincero com quem já mantive contato até hoje (07/05/2010).
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Como é bom deixarmos que a Bíblia se explique... Leia o que realmente o texto quer nos ensinar.
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Essa é uma novidade da parte de dissidentes. Veja o questionamento a seguir e tire suas próprias conclusões:
“Gostaria de saber qual o seu entendimento sobre Efésios 4:30, que diz que o Espírito Santo se entristece. Muitos acreditam que por este motivo é uma pessoa. E o que dizer de Lucas 1:46 e 47 que diz que o espírito de Maria se alegrou? Neste caso, o espírito de Maria também não seria uma pessoa por que se alegra?”
Vamos à resposta:
O termo “espírito” tem na Bíblia várias traduções. Se refere aos sentimentos, ao fôlego de vida de Deus que nos mantém, a pessoas vivas (como no caso de Hebreus 12:22, 23), etc.
No caso de Maria, o CONTEXTO indica que o termo grego para “espírito” se refere ao íntimo de dela. Ela está expressando uma alegria que vem do INTERIOR.
Já em Efésios 4:30, o termo “Espírito” se refere a uma pessoa porque tal Ser que pode ser entristecido (uma energia impessoal não fica triste…) NOS SELA PARA A SALVAÇÃO – e só um Ser Divino pode fazer isso. Pelo fato de o Espírito Santo poder ser também ofendido (Hebreus 10:29), ficar irritado (Miquéias 2:7) e ficar alegre (1 Tessalonicenses 1:6), podemos tranquilamente chegarmos a conclusão de que em Efésios 4:30 é apresentado um Ser que se entristece quando realizamos os pecados mencionados no verso 31 (quando pecamos entristecemos A DEUS).
E, para finalizar, o fato de em João, dos capítulos 14-16 serem empregados vários PRONOMES PESSOAIS GREGOS ao Espírito, isso é conclusivo para nos levar a crer que Ele é uma Pessoa. O termo grego para “Ele” nos capítulos citados é “ekeinos” e significa “Ele mesmo”, “Este”. NUNCA a Bíblia empregaria um pronome pessoal masculino para se referir a um mero “poder”.
Além do mais, a Palavra não diz que o Espírito “é” um poder, mas, que Ele “tem” poder:
“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo [aqui não poderia ser aceita a tradução "no poder do poder"...].” Romanos 15:13.
Um abraço e que Deus continue a iluminá-lo em seus estudos,
Leandro Quadros.
Ps: É impressionante o quanto dissidentes, de maneira desesperada, distorcem a Bíblia para apoiar heresias absurdas de que o Espírito Santo não é um Deus Pessoal.
O trabalho deles é em vão, pois:
1) Não pregam o evangelho para ninguém (só incomodam);
2) A Igreja está firme na Bíblia como uma rocha!
3 – As declarações de Jesus em João 20:17 e 10:34, 35
Aqui faremos uso da exegese (aplicar as regras da hermenêutica) para entendermos os textos bíblicos. E uma dessas regras é analisar o contexto interno do texto bem como alguma referência paralela que trate do mesmo assunto.
Em João 20:17, Jesus chama o Pai de Deus. Isso em nada diminui a Divindade do Salvador do mesmo modo que de Deus Pai não deixa de ser Deus ao chamar a Cristo de Deus (analisaremos depois Hebreus 1:8).
Já o texto de João 10:34, 35 precisa ser interpretado, como disse anteriormente, levando-se em conta o contexto interno do livro e texto (s) paralelo (s). Quando vamos à Bíblia descobrimos que a palavra plural “deuses” com letra minúscula era aplicada aos juízes humanos por eles serem representantes de Deus, o Juiz Supremo. E o Salmo 82:6, texto paralelo, comprova isso: “Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” Leia o contexto (versos 1-5) e veja que neste Salmo Deus está pronunciando um castigo sobre os juizes corruptos!
Portanto, Cristo não estava dizendo que os líderes judeus eram “deuses” com essência divina, mas estava usando um termo que eles conheciam para defender as próprias declarações de que era Deus. Prova de que o Salvador não estava menosprezando a própria divindade em João 10:34, 35 encontramos no mesmo capítulo, nos versos 38 e 39: “mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai. Nesse ponto, procuravam, outra vez, prendê-lo; mas ele se livrou das suas mãos.” João 10:38-39. Os judeus entenderam bem que Cristo, em outras declarações do mesmo capítulo, estava se auto-intitulando Divino.
4 – O que Deus Pai disse sobre Jesus
1) O Pai chamou Jesus de DEUS! “Mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.” Hebreus 1:8. Perceba que Hebreus 1:8, 9 é uma citação do Salmo 45:6, 7, que fala de “Jeová” (ou “Javé” – ninguém sabe ao certo a pronúncia do nome hebraico de Deus);
2) O Pai disse que Jesus também era “Jeová” como Ele, Criador de todas as coisas! “Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.” Hebreus 1:10-12.
Analise também que o autor de Hebreus 1:10-12 aplicou a Jesus o Salmo 102:25-27, que se refere ao Deus do Antigo Testamento! Compare os dois textos depois de ler este Salmo: “Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.”
3) O Pai afirmou que Jesus deve ser adorado: “E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” Hebreus 1:6.
4) O Pai disse que amava a Jesus: “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mateus 3:17.
Concluindo: se formos obedientes ao Pai, chamaremos Jesus de Deus, assim como Deus Pai o faz. E ainda seguiremos a ordem dEle de adorar a Jesus!
Estude com carinho tudo o que lhe escrevi e enviei, amigo(a). Estarei com o coração aberto as suas colocações e para eventuais evidências bíblicas ou históricas que possua que refutem o que lhe apresentei.
Deixo-lhe um texto bíblico para sua reflexão:
“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus [Jesus!], a qual ele [Jesus!] comprou com o seu próprio sangue [Jesus!].” Atos 20:28.
• João 5:21 – Jesus afirma que tem o mesmo poder que o Pai para ressuscitar, dar a vida!
• João 5:22 – Cristo é o juiz da humanidade – só Deus pode ser “Justo Juiz”: “Deus é justo juiz…” Salmo 7:11.
• João 5:23 – A mesma honra que é atribuída a Deus o Pai, deve ser atribuída ao Filho, por também ser Divino!
• João 5:26 – Cristo tem vida em si mesmo, do mesmo modo que o Pai*;
• João 5:28, 29 – Jesus é quem irá ressuscitar os mortos. Isso é feito por Deus, o que cria a vida!
• João 5:40 – É preciso ir ao Salvador para ter a vida eterna, pois Ele é a fonte;
• João 5:33, 35, 40, 50 – Jesus é o “pão da vida”, a fonte de vida para todo o que crer nEle como Senhor, Salvador e Deus;
• João 5:46 – Jesus afirma que “veio de Deus” e que “viu” a Deus;
• João 6:64 – Cristo é onisciente – característica essa totalmente Divina! (ver também João 18:4);
• João 6:68, 69 – Pedro confessou pela fé que Cristo era o “Santo de Deus” e não “a criatura de Deus”;
• João 7:46 – os guardas do templo, que haviam sido designados para prender a Jesus, não conseguiram fazer isso de imediato porque viram nEle algo de sobrenatural nas palavras que dizia;
• João 8:12 – Cristo é a “luz do mundo”. Por aceitarmos essa Luz Divina em nossas vidas podemos transmiti-La a outros (Mateus 5:13, 14);
• João 8:23 – O Salvador diz que não é desse mundo, mas de outro. E afirma com clareza no verso 24 que quem não crer em Quem Ele é, irá morrer nos próprios pecados;
• João 8:36 – Cristo é o que liberta o ser humano do pecado. Característica de um ser Divino, pois o grave problema do pecado não pode ser resolvido por uma criatura;
• João 8:44 – Jesus demonstra conhecer o diabo “desde o princípio”. Para isso, Ele teria que ter sido o Criador do anjo caído (que havia sido criado perfeito, segundo Ezequiel 28:15).
• João 8:57-59 – esta de declaração do próprio Cristo é fantástica. Ele diz ser o “Eu Sou”** de Êxodo 3:14! Se auto-intitulou “Jeová” de modo que os judeus quiseram O apedrejar. Acreditamos no que Jesus disse sobre Si (que Ele era Deus) ou O rejeitamos completamente. Ele foi um Deus-homem que falou a verdade ou um lunático. Não há como ficar no meio termo!
• João 9:17 – testemunhas oculares viram os sinais miraculosos de Jesus;
• João 9:38- Jesus foi adorado e não rejeitou tal adoração!
• João 10:11 – Cristo afirma ser o Deus PASTOR mencionado no Salmo 23 e em Apocalipse 7:17! Como negar uma verdade tão clara?
• João 10:18 – Cristo disse que espontaneamente deu a vida dele e que tinha poder para reassumi-la. Tem que ser Divino para ter um poder desses;
• João 10:28, 30, 31, 33 – Cristo afirma que Ele e o Pai são uma unidade e, o fato de os judeus quererem O apedrejar, demonstra que com essa declaração o Salvador estava se fazendo IGUAL a Deus Pai em Divindade;
• João 10:39 – Cristo diz que o Pai estava nEle e Ele, no Pai, ensinando assim que eles são UM em UNIDADE. Os judeus quiseram O apedrejar novamente por blasfêmia;
• João 11:25 – Cristo afirma ser a fonte de vida;
• João 11:43, 44 – Jesus ressuscita um morto com Sua palavra de ordem (não como o fez Elias, que pediu a Deus), indicando que tinha autoridade Divina para dar a vida. Não é por acaso que Atos 3:15 chama-O de autor da vida!
• João 12:45 – Ver a Jesus é mesmo que ver a Deus Pai, pois são UM em Unidade (não em personalidade);
• João 14:1 – Cristo pede que as pessoas creiam em Deus e também nEle. O texto perderia o sentido se Ele fosse uma criatura: “creiam no Criador e em mim, a criatura”;
• João 14:3 – Ele promete voltar em glória e majestade. Sendo o Juiz de toda a humanidade (João 5:22), Ele é Deus (Salmo 7:11);
• João 14:6 – Cristo ensina que é o caminho, a verdade e a vida. O Salmo 36:9 nos mostra que Deus é a fonte de vida! Portanto, Cristo é identificado como Deus, autor da existência;
• João 14:9, 10 – Ver a Cristo é o mesmo que ver o Pai. Se Ele fosse um ser criado, o Pai estaria sendo igualado a uma criatura – atitude blasfema;
• João 14:13, 14 – Cristo atende orações. Um ser criado ou anjo não poderia fazer isso;
• João 16:27 – Deus ama quem acredita que Jesus não foi um simples homem, mas que veio de Deus;
• João 17:3 – Jesus disse que nossa vida eterna depende do correto conhecimento que temos de Deus (Pai e Espírito Santo) e dEle também!
• João 17:5 – Cristo já era um Deus glorioso antes de existir o mundo;
• João 18:6 – Quando o Salvador disse quem era Ele, os soldados que iriam O prender caíram por causa da autoridade divina que estava em Suas palavras!
• João 19:7 – novamente Jesus é acusado de “blasfêmia” porque a si mesmo se fez IGUAL a Deus (por se intitular como “Filho”);
• João 19:37 – Compare este texto com Zacarias 12:4, 10 onde é profetizado que DEUS seria traspassado. João chama Jesus de “Jeová” sem deixar margem para dúvidas!
• João 20:28 – Tomé, um judeu, reconheceu a Divindade de Cristo ao chamá-Lo de “Deus meu”. E Tomé não foi considerado um idólatra por adorar a Cristo.
Após analisarmos todos esses textos, haverá alguem tão ousado a ponto de negar a Divindade de Jesus Cristo?
Não mencionei nessa listagem as evidências do evangelho de João de que o Espírito Santo também é uma Pessoa Divina. Farei isso noutra ocasião.
A listagem de textos que lhe apresentei é suficiente para crer que Jesus é Deus e Salvador de todo aquele que nEle crer e O aceitar. Ele lhe convida em Apocalipse 3:20: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” E promete em João 6:37: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”
Notas:
* Quando é dito que o Pai “concedeu” ao Filho o ter vida em Si mesmo, isso não se dá no aspecto Divino, pois, Cristo é Deus tão quanto o Pai, segundo Colossenses 2:9. Essa “concessão” de ter a eternidade é no aspecto da encarnação, pois Cristo, enquanto encarnado, era inferior ao Pai apenas funcionalmente. Por Cristo ter encarnado, Ele se subordinou ao Pai em funcionalmente no plano de salvação.
** Com este “nome” EU SOU Jesus está destacando sua TERNIDADE: “Eu Sou” significa que Ele é o mesmo no PASSADO, no PRESENTE e no FUTURO. Além disso, dessa expressão deriva o nome sagrado de Deus, representado pelo tetragrama YHVH, reforçando a idéia de que Jesus disse ser DEUS.
Algumas palavras de esclarecimento
Esse material foi escrito para refutar várias afirmações de um indivíduo que dizia ser Cristo apenas uma criatura. Nele apresento a opinião de João – o discípulo amado – sobre o assunto. Antes de iniciar o estudo, procuro, em poucas linhas, informar à pessoa que me escreveu (e a você que está lendo) que a Divindade de Cristo está presente na Bíblia muito antes de qualquer concílio realizado pela igreja no passado.
Ótima leitura!
A DIVINDADE DE CRISTO NO EVANGELHO DE JOÃO
Historicamente, Cristo não foi “conclamado” divino só no Concílio de Nicéia. Muito antes daquela reunião que visava derrubar o arianismo, a Bíblia e os cristãos primitivos já acreditavam na Divindade do Salvador. Isso pode ser provado bíblica e historicamente:
I – O evangelho de João e a Divindade de Cristo
No presente irei me deter apenas ao evangelho de João para provar que Cristo é Divino. As informações de outros autores bíblicos poderemos estudar noutra ocasião, se for necessário. Vamos ao estudo do que o apóstolo escreveu a respeito de Jesus:
1 – Contexto histórico
Para começar, é importante termos em mente que o objetivo do quarto evangelho, escrito no final do século I, foi defender a encarnação e a Divindade de Cristo diante (muito provavelmente) do gnosticismo. O apóstolo queria que as pessoas acreditassem em Jesus como Filho de Deus para que fossem salvas (João 20:30, 31). Interessante que, na linguagem Joanina, o termo “Filho de Deus” não significa “ser criado” e nem denota “inferioridade”; para o autor, o título “Filho de Deus” significa igualdade com o Pai na Divindade. Isso é bem claro em João 5:18; 19:7 e na primeira carta dele, cap. 5:20, onde Ele chama Jesus de DEUS: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” Perceba que se quisermos entender um termo bíblico, não podemos interpretá-lo de acordo com o significado da língua portuguesa; precisamos levar em conta a língua original em que o texto foi escrito (grego, hebraico ou aramaico) e o significado de qualquer expressão NA CULTURA em que ela está inserida. Portanto, o termo “Filho” na Bíblia, em referência à Cristo, não tem o mesmo significado que em nossa cultura portuguesa e ocidental.
Como disse o Dr. F.F. Bruce, “João conferiu a máxima importância à verdade eterna, que ele identificou com a auto-manifestação divina, o Verbo que existia no princípio com Deus”. (BRUCE. João – Introdução e Comentário [Série Cultura Bíblica]. Vida Nova, 2002). Isso está em harmonia com João 1:1-4 e 14. Se Jesus não fosse DEUS com o Pai, não haveria necessidade de João dizer que Jesus é o Deus que revelou o Pai, por meio da encarnação (leia os textos de João 1:1-4 e 14). E, além disso, se Cristo fosse uma criatura, a salvação por meio Jesus, no evangelho de João (e no restante da Bíblia) perderia o valor. Sim, pois o valor da salvação está no fato de que não foi uma criatura quem veio salvar o ser humano, mas o próprio Deus esteve aqui em carne para solucionar o nosso problema. É por isso que Jesus Cristo é chamado em Isaías 7:14 de “Emanuel”, que significa “Deus conosco”. Deus “não tirou o corpo fora”; Ele mesmo veio resolver o problema do pecado! Reflita nisso com carinho.
Estas informações são importantes porque assim conseguimos entrar um pouco na mente do autor inspirado quando preparou o relato da vida de Cristo.
2 – Textos de João que afirmam diretamente que Jesus é Deus eterno
• João 1:1-3 e 14 – é dito que Jesus era Deus desde o princípio, estava com Deus e que criou TODAS AS COISAS com Ele (se fosse uma criatura, como poderia ser o criador DELE MESMO, sendo que TUDO foi feito por meio dEle? – verso 3). Também, nos é apresentado que este DEUS, que esteve com o Pai desde o princípio, encarnou para nos salvar.
• João 1:15 – Jesus é pré-existente;
• João 1:18 – Jesus é “Deus Unigênito” que torna o Pai conhecido;
• João 1:23 – texto muito forte, pois faz menção a Isaías 40:3, onde é dito que alguém prepararia o caminho para a vinda de “Jeová”. João Batista preparou o caminho de Jesus, indicando assim que Jeová de Isaías 40:3 é Cristo!
• João 1:29, 30 – Cristo é o cordeiro que tira o pecado do mundo e que já existia antes de vir a este planeta (pré-existência);
• João 1:34 – o apóstolo dá testemunho de que Cristo é o “Filho de Deus” (lembre-se que “Filho”, na linguagem de João, significa igualdade – ver João 5:18; 19:7);
• João 1:47-49 – Natanael claramente reconhece que Jesus é o “Filho de Deus”, indicando assim que acreditava ser Ele DEUS;
• João 1:50 – Jesus afirma que os discípulos verão os anjos voltando a este mundo com Ele – o criador dos anjos;
• João 2:11 – o primeiro milagre de Cristo, onde ele transforma água em “vinho” (suco de uva – Isaías 65:8) serviu para que vários discípulos cressem no poder glorioso dEle;
• João 3:15, 16 – Quem crer em Jesus tem a vida eterna. Só Deus pode dar a vida eterna a alguém por crer nEle, não numa criatura (não faria sentido algum!).
Em Atos 3:15, Cristo é chamado de autor da vida. Como Alguém que é “Autor da Vida” poderia ser uma criatura? Impossível!
• João 3:36 – quem não crer que Jesus é o “Filho de Deus”, ou seja: quem não acreditar na Divindade de Cristo e não O aceitar como Salvador e Deus, irá se perder;
• João 5:17, 18 – Quando Jesus afirmou que Deus era o Pai dEle, os judeus quiseram mata-Lo porque entenderam que o termo “Filho” significa igualdade em Divindade. Se o Salvador estivesse dizendo que era uma “criatura”, não seria acusado de “blasfêmia”. Portanto, para o apóstolo João, blasfêmia é alguém afirmar que Cristo não é Deus, sendo que no seu livro ele relata 8 milagres (além de outros acontecimentos sobrenaturais) com o objetivo de provar que o Salvador é Divino!
É isso o que muitos cristãos têm insinuado ao usar tal texto como “prova” de que a pessoa tem um “espírito” que “sai do corpo”. Se esses versos mostram que foi o “espírito” de alguém que saiu do corpo, então não podemos ser contra a prática da meditação transcendental, pois, o apóstolo estava vivo quando afirmou que um homem foi “arrebatado ao terceiro Céu”.
Nos versos 2-5 Paulo escreve na primeira pessoa do singular, indicando que ele se referia a si mesmo. O “terceiro céu” é o paraíso (v. 4); o “primeiro”, a atmosfera (camada gasosa que envolve a Terra) e o “segundo” o dos astros (lua, estrelas, planetas, Sol).
Quando ele menciona que foi “arrebatado”, está falando de visões proféticas. O profeta tinha a sensação de estar em outros lugares quando estava em visão (Apocalipse 1:10). Nada no texto dá a entender que a “alma” ou “espírito” é imortal e capaz de sobreviver fora do corpo. Esse não é o tema do capítulo.
Por meio da visão de Paulo podemos aprender que Deus tem uma morada no Céu para nós – algo muito real. Ele quer nos levar para lá como disse Jesus em João 14:1-3.
Para isto acontecer basta aceitarmos a Cristo como nosso Salvador pessoal, a fim de que na Sua gloriosa volta possamos ouvir lindas palavras registradas em Mateus 25:34:
“Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Fique com Deus,
Leandro Quadros.
As pessoas não se cansam de colocar Cristo no inferno. Isso mesmo: como se não bastasse distorcerem 1 Pedro 3:19, usam esse texto de Efésios para ensinar que, por ocasião da Sua morte, o Salvador desceu ao inferno para pregar aos “espíritos” que lá estavam. Em seguida, teria levado-os para o Céu…
Isso não tem cabimento, pois, sendo Cristo perfeito, sem pecado (Hebreus 4:15; 7:25), jamais iria para o “inferno” (mesmo porque um lago de fogo para castigar e depois destruir os injustos só existirá após o milênio – ver Apocalipse 20)
O que Efésios 4:8, 9 quer nos ensinar? Vou transcrever o texto na Nova Versão Internacional para facilitar a leitura e chegarmos à conclusão de que tais versos tratam de outro assunto:
“Por isso é que foi dito: ‘Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativos muitos prisioneiros, e deu dons aos homens’. Que significa ‘ele subiu’, senão que também havia descido às profundezas da terra?”
Vamos analisar por partes:
1) Sendo que a Bíblia nega a possibilidade de salvação depois da morte (2 Coríntios 6:1, 2; Hebreus 3:13), aqueles que Cristo levou do cativeiro não foram “espíritos de pecadores arrependidos”. Os “prisioneiros” eram pessoas justas que foram ressuscitadas (ver Mateus 27:51-53). Elas haviam sido libertas da morte para testemunharem que o Salvador havia ressuscitado e, depois, irem para o Céu como troféus da vitória dEle sobre a morte!
Quando Cristo subiu ao Céu com os justos ressuscitados (não precisaram de uma pregação, pois, morreram na fé em Deus), deu dons espirituais aos homens. A presença de Cristo no Santuário Celestial (Hebreus 8:1, 2) possibilitou a morada do Espírito Santo em nosso Planeta para que a igreja receba dons e prepare as pessoas para a Volta gloriosa de Cristo (João 16:7-11; Mateus 24:42, 44; Apocalipse 1:7).
2) A descida de Cristo “às profundezas da terra” não se refere a uma “viagem” que Ele fez ao inferno, pois, a Bíblia diz que na morte Cristo ficou na sepultura no dia de Sábado (Lucas 23:54-56) e que Ele “não foi para o Céu naquele dia” (João 20:19). Se ele repousou e nem foi para o Céu, a possibilidade de “ir para o inferno” não existe.
A expressão (descer às profundezas da terra) simplesmente se refere à morte e ressurreição de Cristo (Mateus 27:52, 53).
Portanto, Efésios 4:8, 9 não coloca o Salvador num lugar que Ele não merece e muito menos apóia a ideia grega de que “a alma é imortal”.
Um abraço,
Leandro Quadros.
Vou disponibilizar a você um estudo do Prof. Pedro Apolinário a respeito de 1 Pedro 3:19 (e de Hebreus 12:22, 23), texto bíblico usado de forma errada para apoiar a ideia absurda de que “Jesus foi ao inferno pregar aos espíritos que lá estavam”. Essa interpretação do texto tem trazido problemas sérios para a teologia, pois, nega o ensino bíblico de que a oportunidade de salvação só existe nessa vida: 2 Coríntios 6:1, 2; Hebreus 3:13, etc. Os melhores comentaristas jamais aceitaram a interpretação atual de 1 Pedro 3:19.
Se lermos dos versos 18-20 perceberemos que os “espíritos em prisão” eram os antediluvianos (sim: a Bíblia usa o termo “espírito em referência a pessoas vivas) que estavam “presos” pelas cadeias do pecado (Provérbios 5:22).
E, chegaremos à conclusão de que Quem pregou não foi Cristo, mas, o Espírito Santo (não é por acaso que algumas traduções traduzem com letra maiúscula o termo “Espírito”).
Levando-se em conta o contexto bíblico o texto diz o seguinte: “Nos dias de Noé, por meio do Espírito Santo Cristo pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado”.
Por que distorcer a Bíblia se ela é tão clara? Por que pegar o verso 19 isoladamente e formar uma heresia (mesmo que inconscientemente)?
Bom, deixemos que o estudo do Prof. Apolinário detalhe o assunto. Ótima leitura!
Leandro Quadros.
Pregar aos espíritos em prisão – 1 Pedro 3:19.
Introdução
Os católicos, e até protestantes afirmam que enquanto Cristo esteve morto, passou este tempo pregando aos espíritos em prisão. Justificam esta crença baseados em I Pedro 3:18-20.
Estaria esta crença em harmonia com o ensino geral das Escrituras Sagradas?
De modo nenhum, porque afirmar que entre a crucifixão e a ressurreição, Jesus foi a algum lugar, ou desceu ao Hades, selecionou os espíritos dos antediluvianos, dos dias de Noé, e lhes pregou, concedendo-lhes segunda oportunidade, seria crer que a Bíblia advoga esta segunda oportunidade e também o estado de consciência na morte; da existência de algum lugar, como seja o purgatório, onde estão os espíritos desencarnados, doutrinas estas estranhas ao Livro Sagrado.
A resposta às perguntas que se seguem nos ajudará a equacionar o problema de conformidade com “um assim diz o Senhor”:
1) Quem eram os espíritos que estavam em prisão?
2) Que espécie de espíritos eram? Vivos ou mortos?
3) Quem lhes pregou?
4) Quando lhes foi pregado?
5) Pode a verdade ser ensinada aos mortos?
6) Defende a Bíblia a crença numa segunda oportunidade após a morte?
7) Qual é a prisão mencionada em I Pedro 3:19?
Será que houve algum problema com copistas ou de tradução, tornando a passagem obscura?
Comentários Gerais
1) Quem eram os espíritos que estavam em prisão?
A Bíblia usa espírito como sinônimo de pessoa, o ser humano vivente. Em 1 Cor. 16:18 – “Porque trouxeram refrigério ao meu espírito, isto é, a mim, a minha pessoa” Gál. 6:18 “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja irmãos, com o vosso espírito” Vosso espírito, quer dizer convosco, a vossa pessoa
A primeira parte do verso 20 de 1 Pedro 3 parece identificá-los com as pessoas que viviam na terra. Eram seres humanos reais, como as “oito almas” que se salvaram na arca
2) Eram estes espíritos vivos ou mortos?
O termo espírito só é usado na Bíblia com referência aos vivos. Paulo em Heb. 12:22 e 23 dá as boas vindas aos novos membros que ingressaram na igreja – “espíritos dos justos aperfeiçoados”. O Apóstolo faz referências a pessoas viventes.
Em Núm. 27:15 –16, relata que Moisés, no término da vida, roga que um líder, dentre os vivos o substitua. O texto fala dos “espíritos de toda a carne”, isto é, seres vivos e não mortos.
Adam Clarke, vol. VI pág. 862, comentando esta passagem conclui pela impossibilidade de se tratar de “espíritos de desencarnados”, pois diz que a frase “os espíritos dos justos aperfeiçoados (Heb. 12:23) certamente se refere a homens justos, e homens que se acham ainda na igreja militante; e o Pai dos Espíritos (Heb. 12:9) tem referência a homens ainda no corpo; e o “Deus dos Espíritos de toda a carne” (Num. 27:16) significa homens, não em estado desencarnado”.
3) Quem lhes pregou?
O Dr. João Pearson, em sua Exposição do Credo, obra clássica da Igreja Anglicana, observa: “É certo, pois, que Cristo pregou àquelas pessoas que nos tempos de Noé foram desobedientes, em todo o tempo em que a longanimidade de Deus esperava e, conseqüentemente, enquanto era oferecido o arrependimento. E é igualmente certo que ele nunca lhes pregou depois de haverem morrido”. Este eminente teólogo, crente na imortalidade da alma, afirma que esta passagem não ensina tal doutrina.
As palavras “no qual” do verso 19 podem tanto referir-se ao Espírito Santo como a Cristo. O Comentário Bíblico Adventista, bem identificado, entre nós, pelas siglas SDABC, apresenta três explicações para a expressão “no qual”.
a) “No qual” refere-se ao termo anterior “Espírito” e o verso 19, significa que Cristo pregou aos antediluvianos, pelo Espírito Santo, através do ministério de Noé.
b) “No qual” refere-se ao termo anterior para a versão preferida, “espírito” que é a referência a Cristo, em seu estado preexistente, um estado que, como a sua glorificada natureza na pós-ressurreição, pode ser descrito como no “espírito”. Compare a expressão: “Deus é Espírito” João 4:24. A pregação de Cristo foi para os antediluvianos, “enquanto se preparava a arca”, portanto durante o Seu estado preexistente.
c) “No qual” refere-se ao verso 18 como um todo, e o verso 19 significa que em virtude da Sua ainda futura morte vicária e ressurreição no “espírito” Cristo foi e pregou aos antediluvianos através do ministério de Noé. Foi em virtude do fato, de que Jesus foi “morto na carne, mas vivificado no espírito” (verso 18), que Ele primitivamente pregou a salvação através de Noé e “foram salvos através da água”, aqueles que a aceitaram. Semelhantemente é “por meio da ressurreição de Jesus Cristo” que o batismo agora também nos salva (verso 21)
“A primeira destas explicações é aceita se a expressão “no qual “se refere ao Espírito. A Segunda e a terceira estão mais de acordo com a construção grega (dos versos 18 e 19), com o contexto imediato e com as passagens paralelas de outras partes do Novo Testamento”
4) Quando lhes foi pregado?
No verso 21 há a expressão “noutro tempo”, que claramente se identifica com o tempo em que “a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé”. O tempo era os dias de Noé, os 120 anos durante os quais Deus procurou libertá-los da prisão do pecado.
5) Pode a verdade ser ensinada aos mortos?
O ensino das Escrituras sobre o estado do homem na morte não admite tergiversações. Elas claramente nos afirmam que não há consciência na morte. Basta ler: Salmo 146:4; Ecles. 9: 5,6,10; Mat. 10:28; João 11:11; I Tes. 4:13.
Isaías 38:18 e 19 nos afiança que não há nenhuma esperança dos mortos aceitarem a salvação.
6) Defende a Bíblia a crença numa segunda oportunidade após a morte?
Os ensinamentos Bíblicos são muito evidentes em nos mostrarem que há apenas uma oportunidade para a salvação, isto é, nesta vida.
A leitura de apenas algumas passagens, como 2 Cor. 6:1-2; Heb. 3:7-8; 6:4-6; 9:27; Rom. 2:6 elucida bem o assunto.
A doutrina da Segunda oportunidade é antibíblica. Portanto, não deve ser aceita.
7) Qual é a prisão mencionada em I Ped. 3:18-20 ?
No Salmo 142:7 Davi suplicou que Deus tirasse a sua alma da prisão.
Prov. 5:22 nos afirma que a prisão que traz a alma prisioneira é a prisão do pecado.
Isaías 42: 6-7 nos informa que o trabalho de Cristo, quando viesse à Terra seria “tirar da prisão os presos”. O mesmo profeta messiânico no capítulo 61:1 profetizou a libertação dos cativos do pecado, por Cristo. Lucas (4:18) afirma que Cristo em sua cidade natal, aplicou as palavras de Isaías ao Seu ministério. O Espírito do Senhor me ungiu para proclamar libertação às almas presas pelo pecado.
Os seres a quem Jesus pregou “espíritos em prisão” eram pessoas presentes e bem vivas.
Que os antediluvianos estiveram bem presos na prisão do pecado é facilmente deduzível da leitura de Gên. 6:5-13
Seria possível um erro de tradução ou omissão de alguma palavra por copistas?
A tradução de Moffatt para o inglês é diferente, pois reza assim: “Cristo foi morto na carne, porém volveu à vida no Espírito. Também no Espírito Enoque foi e pregou aos espíritos em prisão, que haviam desobedecido no tempo quando a paciência de Deus aguardou, enquanto era construída a arca, nos dias de Noé”.
Por que Moffatt introduz na sua tradução a palavra Enoque, que não aparece em nenhum manuscrito grego?
Ao considerar qualquer trecho em grego, os eruditos, freqüentemente, utilizam um processo, que se chama “emenda”. Este processo consiste no seguinte, às vezes, os estudiosos crêem haver encontrado algo incorreto no texto como se encontra, porque algum escriba, parece haver copiado erroneamente, tornando o texto sem sentido. Portanto sugerem que determinada palavra deveria ser trocada, ou agregada alguma outra, mesmo que essa palavra não apareça em nenhum manuscrito grego.
No que se refere a esta mensagem, Rendel Harris sugeriu, que ao copiar o manuscrito de Pedro se omitiu a palavra Enoque e que deveria ser reincorporada. Ele diz que entre as palavras “kai” e “toi” se havia omitido a palavra Enoque.
A razão que ele apresenta para isto é a seguinte:
Como a cópia do manuscrito se fazia por ditado, os escribas estavam expostos a omitir palavras que aparecendo em sucessão tivessem um som semelhante – en ho kai Enoque
É uma sugestão interessante e engenhosa, mas que não devemos aceitar por falta de evidências comprovatórias.
Segue-se uma explicação para esta passagem dada por Artur S. Maxwell, aparecida na Revista Adventista, setembro de 1962, pág. 8:
“Na primeira epístola de S. Pedro ocorre esta estranha afirmativa: 1 Ped 3:18-20.
“Naturalmente, somos levados a indagar: Quem eram os espíritos em prisão? Como podia Cristo lhes pregar e quando? Não haverá aqui algum erro? Não. Se compararmos esta passagem com a história do dilúvio, em Gênesis 6, tudo se torna claro.
“As palavras “no qual” referem-se ao Espírito Santo, e foi por esse Espírito que Cristo pregou aos “espíritos em prisão” que no versículo 20 são definidos como pessoas que ‘noutro tempo foram desobedientes’. Esse ‘noutro tempo’ é claramente identificado como o tempo em que a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé.
“Assim, o tempo eram os dias de Noé, o lugar era o mundo antediluviano, e o meio pelo qual Cristo contendia com o homem era Seu Santo Espírito – fato claramente expresso em Gênesis 6:3. O ministério de Nóe, ministério presidido e motivado pelo Espírito, durou 120 anos – tempo durante o qual Deus procurou libertar o povo da prisão do pecado e salvá-lo na arca. A maior parte recusou o convite, salvando-se ‘através da água, apenas ‘oito’ pessoas’”.
Conclusões
Sintetizando as idéias aqui apresentadas concluímos com o sumário feito por Mary E. Walsh, em seu estudo bíblico sobre esta problemática passagem:
1. “Espírito”- verificamos referir-se a seres vivos e não a pessoas mortas
2. “Prisioneiro” – pessoa presa aos seus maus hábitos. Está na prisão do pecado
3. Cristo, enquanto esteve na Terra pregou, na sinagoga de Nazaré a almas aprisionadas. Sua mensagem visava libertá-los do pecado. Tanto Cristo quanto as pessoas a quem Ele pregava, estavam vivos.
4. Ao ler com atenção 1 Pedro 3:18, verificamos que o Espírito Santo que ressuscitou dos mortos a Cristo, foi o meio usado por Cristo para advertir o povo do tempo de Noé, de que estava iminente o dilúvio e se preparassem para entrar na arca. Não obstante, eles rejeitaram a mensagem, e somente Noé e sua família foram salvos.
Não há, pois, nestes passos, insinuação alguma de que enquanto esteve na sepultura, Cristo haja pregado. Essa doutrina é ensinada pela Igreja Católica, sem apoio nas Escrituras. – O Ministério Adventista, Março-Abril, 1963, pág. 23.
[FONTE: APOLINÁRIO, Pedro. Explicação de Textos Difíceis da Bíblia. 4a Edição Corrigida, p. 227- 234]
Veja uma das perguntas que recebi por e-mail e que tive a oportunidade de responder também no Programa:
“Sou evangélica, mas não acredito que o que mais importe para Deus seja a roupa… O que você diz sobre isto? Meu pastor afirmou que não devo vestir-me como homem e também pintar meus cabelos brancos, que tanto me incomodam… Será que ao fazê-lo estarei pecando contra Deus?” R.B., por e-mail.
Vamos à resposta bíblica, levando-se em conta o contexto cultural de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11 – capítulos que geram (não por culpa da Bíblia, mas, do ser humano) controvérsias desnecessárias:
As normas existentes em muitas igrejas quanto ao uso da calça para mulheres e do corte de cabelo originaram-se devido às equivocadas interpretações de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11:3-15. Tais textos, quando estudados à luz do contexto histórico, de modo algum apóiam a ideia de que o tipo de roupa usado pelas mulheres cristãs não possa variar com o passar dos anos; ou, que o cabelo delas não possa ser cortado. Farei uma breve análise com você a respeito do assunto para que tire suas próprias conclusões:
Deuteronômio 22:5 foi escrito numa época em que não existiam calças compridas, muito menos para mulheres. Naquele tempo, nem se cogitava a fabricação de tal produto. Portanto, Moisés não está tratando da calça comprida.
Moisés está orientando as mulheres para que não se vistam como homens. Lembremos que naquela época (e também nos tempos de Jesus), os homens usavam uma vestimenta que mais se assemelhava a uma saia…. O que diferenciava a vestimenta da mulher era uma espécie de cinto para prender a roupa na cintura (o homem usava um cinto de cor mais neutra. A mulher, algo mais colorido). É bem provável que o assunto tratado aqui seja o do travesti.
Na escócia, por exemplo, é costume os homens usarem saia. Será que Deus deixará de amar e salvar os escoceses por isto? De modo algum. Tal vestimenta faz parte da cultura deles (assim como nos tempos bíblicos). Assim, se algum pastor quiser fundamentar uma doutrina a respeito do vestuário na Bíblia, sem levar em conta o contexto histórico, terá também que ensinar aos irmãos da própria igreja a voltar a usar túnicas, parecidas com saias… O problema todo seria resolvido se levassem em conta que a roupa e o corte do cabelo são questões que variam de um tempo para outro.
Esses conceitos iniciais nos ajudam a entendermos o próximo texto bíblico.
1 Coríntios 11:3-15 foi escrito noutro contexto social. Na cidade de Corinto, uma mulher que cortasse o cabelo ou deixasse de usar o véu estava dizendo perante a sociedade que não mais estava sob a responsabilidade do marido, pai ou irmão mais velho e que, dali em diante, se tornara uma prostituta. Assim, para que as irmãs não fossem confundidas com as prostitutas e o testemunho delas se tornasse uma pedra de tropeço para a pregação do evangelho, Paulo pediu a elas que acatassem àquele costume da cidade de Corinto. Seria horrível para a igreja cristã se as irmãs fossem rotuladas por aquela cultura como sendo prostitutas. Já nos dias do Antigo Testamento, uma mulher prostitua foi identificada por encobrir o rosto com um véu (Gênesis 38:15). Percebeu o fator cultural?
O mesmo se dava em relação aos homens: em Corinto, todo aquele que deixasse o cabelo crescer era considerado homossexual. Já na época de Jesus (e do Antigo Testamento), o homem usava cabelo comprido normalmente. Era em Corinto que havia tal preconceito.
Assim, podemos ver que o assunto da calça comprida e do corte de cabelo não são princípios, mas questões culturais. Há na Bíblia costumes, que podem variar com o tempo por que foram dados apenas para um povo, de forma local. Existem também princípios, que são eternos, por terem sido transmitidos a todos e não a um povo específico. Nisto se enquadra o Sábado como dia de adoração e culto. Sendo que esse mandamento consta no Decálogo e que foi ordenado a todas as pessoas, não apenas para os judeus (ver Gênesis 2:1-3, Isaías 56:1-7, Marcos 2:28, etc.), deve ser observado para sempre em memorial ao Deus Criador. É importante diferenciarmos na Bíblia um PRINCÍPIO de um COSTUME.
Infelizmente, muitos se apegam a um costume cultural e deixam de lado um princípio universal e moral como o Sábado do Criador.
É lícito e correto o cristão se vestir decentemente e com modéstia (1 Timóteo 2:9), pois inclusive em nosso modo de vestir podemos refletir o caráter de Jesus. Porém, isto não significa que devamos ser desleixados com nossa aparência ou com o corpo, pois isso desagrada a Deus. Aqui podemos tratar do pintar o cabelo. Se a pessoa o faz por uma necessidade, para corrigir um problema ocasionado pelo pecado (Deus não criou o ser humano para envelhecer) qual o problema nisto? O errado seria pintar o cabelo com cores chamativas, que não levam a atenção dos outros para Deus.
Sendo que o corpo é o “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) e o cabelo faz parte dele, também deve ser cuidado. Entretanto, tal questão (de cortar ou não o cabelo) deve ser analisada por cada um, individualmente, respeitando a opinião daqueles que pensam diferente. Também nesse tipo de atitude nosso cristianismo é manifesto.
Espero que essas reflexões lhe ajudem.
Um abraço,
Leandro Quadros.
Quando estudamos Apocalipse 13 podemos ver que, no fim dos tempos, dois poderes representados por bestas se unirão para obrigar as pessoas a aceitarem o domingo como dia santificado no lugar do Sábado bíblico* (Êxodo 20:8-11). Neste momento, ao analisar o capítulo 14, veremos que Deus tem Três Últimos Recados Para a Humanidade antes da gloriosa volta de Jesus. Esses Três Últimos Recados são a forma de um Deus de amor clamar para que os Seus filhos não escolham o sinal da besta. No terreno religioso não podemos ficar neutros: aceitamos a Deus ou não. Não há meio termo (conferir Apocalipse 3:15 e 16).
O capítulo 14 de Apocalipse pode ser divido em pelo menos três partes:
A primeira parte menciona a vitória dos que foram salvos por Cristo e perseveram em segui-Lo até o fim (versos 1-5);
A segunda parte apresenta os Três Últimos Recados de Deus à Humanidade (versos 6-12);
A terceira parte trata da volta de Jesus, para recompensar os fiéis e punir os infiéis (versos 13-20).
A seguir, estudaremos de maneira breve as principais divisões do capítulo 14:
Versos 1-5
Aqui, vemos o “cordeiro”, Jesus Cristo (João 1:29) em pé diante do monte Sião juntamente com os salvos. Em gratidão ao que o Salvador fez por eles, os salvos de todos os cantos da Terra e de todas as épocas cantarão louvores ao Criador.
O verso 4 afirma que eles “não se contaminaram com mulheres”. “Mulher” em profecia significa igreja (2ª Coríntios 11:2 – compare com Apocalipse capítulos 12 e 17). Sendo assim, os salvos decidiram não se contaminar com as crenças erradas das igrejas que não seguem totalmente a Palavra de Deus. Estes fiéis não dividiram o seu amor com Deus e com suas denominações religiosas que não aceitaram o selo de Deus nos últimos dias (o Sábado – Ezequiel 20:12; 20 – Compare com Apocalipse 7:1-4). Eles dedicaram todo ao Eterno e, assim, não se contaminaram. Por isto, “não se achou mentira na sua boca”.
Versos 6-12
Nesta parte chegamos ao tema central do capítulo 14. É muito importante que você estude com carinho e atenção as mensagens que Deus tem aqui. Que o Espírito Santo lhe guie na compreensão deste capítulo!
O apóstolo João disse que viu um “anjo voando pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo”. O termo “anjo” significa “mensageiro” e, em Apocalipse 14, representa aquelas pessoas que serão “mensageiras” de Deus para anunciar as três últimas mensagens divinas ao mundo.
PRIMEIRO GRANDE RECADO DE DEUS À HUMANIDADE
“… teimei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Apocalipse 14:7.
Deus nos avisa que “é chegada a hora do seu juízo”. Isto se refere à primeira fase do juízo que já começou, no Céu. Este juízo é conhecido como juízo investigativo e serve para: (1) mostrar ao universo que os filhos de Deus realmente O aceitaram como Salvador e, portanto, são dignos da salvação [os anjos não são Oniscientes com Deus] e (2) condenar o poder representado pelo “chifre pequeno” de Daniel 7, que corresponde ao poder representado pela besta em Apocalipse 13:1-10. (Sobre o porquê de um juízo de investigação, leia todo o capítulo 7 do livro de Daniel. Outro texto que fala de modo claro deste juízo é 1ª Pedro 4:17, entre outros).
Em seguida, os seres humanos são convidados a ADORAREM “aquele que fez o Céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Veja que o desfecho final entre o bem e o mal envolve a ADORAÇÃO (isto pode ser visto claramente em Apocalipse 13).
Não é por acaso que as últimas palavras de Apocalipse 14:7 são as mesmas de Êxodo 20:11. Veja:
“… fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apocalipse 14:7
“porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” Êxodo 20:11.
Ao dar a razão pela qual devemos guardar o Sábado, deixando de lado as atividades cotidianas, os dois textos, juntos, estão dizendo: porque Deus criou todas as coisas em seis dias, vocês devem guardar o Sábado. Portanto, ADOREM a Deus no Sábado, dando sinal de que lembram dEle como Criador!
Ligando os dois textos podemos ver que a primeira mensagem de Apocalipse 14 é para que guardemos o Sábado em atitude de ADORAÇÃO.
SEGUNDO GRANDE RECADO DE DEUS À HUMANIDADE
“Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” Apocalipse 14:8.
O termo “Babilônia” significa “confusão” e está relacionado com o momento em que Deus confundiu a linguagem humana, quando pessoas rebeldes queriam construir a torre de Babel em uma atitude de desafio ao Criador (ver Gênesis 11:1-9).
No Apocalipse, “babilônia” se refere a toda confusão religiosa que há no mundo. Hoje, existem milhares de religiões e seitas diferentes – o que tem confundido muitos, que se perguntam: “no meio de todas essas doutrinas, onde está a verdade?”
O “vinho” de babilônia são suas doutrinas falsas: observância do domingo, crença na existência de um espírito ou alma que sai do corpo por ocasião da morte, tormento eterno dos ímpios, adoração e veneração de imagens, etc.
A mensagem de Deus é: “um dia esta confusão religiosa (Babilônia) irá terminar”. Logo, “haverá um rebanho e um pastor” (João 10:16, última parte).
TERCEIRO GRANDE RECADO DE DEUS À HUMANIDADE
“Segui-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” Apocalipse 12:9-12.
Na terceira e última mensagem angélica Deus adverte: se alguém adorar a besta e receber a sua imagem, ou seja, se aceitar o falso sábado, será castigado no lago de fogo e enxofre. Deus está dando um sério aviso para que não deixemos de lado a observância do Sábado da criação para seguir mandamentos de homens (Ver Mateus 15:3, 9).
E o lago de fogo?
Convém destacar que o lago de fogo não existe hoje. Este texto nos mostra que os injustos serão lançados no lago depois que Jesus voltar para dar a recompensa àqueles que aceitaram o sinal da besta. **
A crença de que os maus “estão num lugar de tormento” hoje não é bíblica. Veio do paganismo e é baseada em equivocadas interpretações dos textos bíblicos em que aparecem as expressões “inferno” e “tormento eterno”. ***
A expressão “fumaça do seu tormento que sobe pelos séculos dos séculos…” (verso 11) deve ser entendida à luz do contexto bíblico. Além disso, devemos lembrar que a forma de a Bíblia se expressar não é a mesma da nossa cultura portuguesa. Assim, precisamos entender o significado de certas expressões com base na cultura bíblica.
Lendo Isaías 34:9 e 10 podemos descobrir o que significa a “fumaça que sobe pelos séculos dos séculos”: “os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de dia nem de noite se apagará; subirá para sempre a sua fumaça…”.
Notas:
Veja que os ribeiros de Edom não estão queimando até os nossos dias para que a sua fumaça suba “eternamente”. Portanto, a conclusão a que podemos chegar é que a expressão “fumaça que sobe pelos séculos dos séculos” simboliza, na linguagem bíblica, a completa e definitiva destruição dos ímpios. Além disso, não devemos esquecer que, o fato de a Bíblia apresentar a morte como sendo um sono sem sonhos, indica que os mortos estão inconscientes até o dia da ressurreição (ver o Salmo 6:5, 13:3, 115:17, Eclesiastes 9:5, 6 e 10, João 11:11-14, 1ª Tessalonicenses 4:13, etc.).
Já a expressão “fogo eterno” se refere ao um fogo eterno em suas conseqüências, ou seja: a pessoa será destruída e nunca mais ressuscitará. Ver Mateus 25:46. “Fogo eterno” não se refere a duração do castigo (Leia Mateus 11:21, 22 e perceba que há graus de castigo). Um exemplo bíblico de que a palavra “eterno” nem sempre significa um “período sem fim” encontramos em 1 Crônicas 28:4 e 29:27. O verso 4 afirma que Davi seria rei em Israel eternamente e, o verso 27 do capítulo 29, diz que a expressão eternamente equivalia 40 anos!
Em resumo, isso é o que dizem os Três Últimos Recados de Deus para a Humanidade:
• Adore a Deus também no Sábado;
• Não faça parte da confusão religiosa que existe no mundo;
• Não guarde o domingo como dia santo.
Qual será a sua resposta a Deus? Nós do programa “Na Mira da Verdade” queremos ser instrumentos nas mãos do Criador para ajudar você e sua família a estudar cada vez mais esse assunto tão importante (e que não é ensinado!)
Se precisar de auxílio, se sinta à vontade para manter contato. E, quando estiver no vale da decisão, considere as palavras dos apóstolos: “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” Atos 5:29.
Versos 13-20
No verso 13 lemos o conforto que Deus dá àqueles que morreram ou que terão de morrer por causa do evangelho. Em seguida, são apresentadas cenas que acompanharão o maior evento da história terrestre: a volta de Jesus, “sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” Mateus 24:30 (última parte).
A “foice” na mão de Jesus simboliza a colheita que Ele fará no fim dos tempos: Cristo recolherá em seu “celeiro” os bons frutos, símbolo apropriado para os filhos fiéis (Mateus 13:30).
Em contraste, aqueles que não aceitarem o dom gratuito de Deus que é a salvação por meio de Cristo; que não decidiram ser fiéis às 3 mensagens angélicas, terão de ser destruídos, pois assim o escolheram. Essa destruição em massa é representada pelo lagar pisado fora da cidade com extensão de mil e seiscentos estádios ****
Ao final do terceiro e último recado de Deus é dito que os que decidirem seguir toda a Bíblia terão pelo menos três características. Vamos ler Apocalipse 14:12 e João 13:35:
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”
Eis as características da igreja (composta de todos os filhos de Deus):
1) Guarda os mandamentos de Deus, inclusive o 4º que ordena a observância religiosa do Sábado;
2) Tem a a fé em Jesus;
3) Ama os irmãos na fé como resultado do amor de Deus no coração.
Amigo(a) internauta: Quer você fazer parte desse povo? Aceite o convite de Deus e guarde em seu coração os três avisos que Ele deixou em Apocalipse 14. Jesus está voltando. Nosso Pai Celestial quer o seu bem e deseja muito que você aceite o Seu amoroso convite para habitar no lar eterno. E, lembre-se: A escolha é sua!
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve!” Amém. Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 22:20 (Nova Versão Internacional).
Um abraço do amigo e irmão,
Leandro Quadros.
Notas:
* Para um estudo mais aprofundado, recomendo os seguintes livros: “O Grande Conflito”, de Ellen G. White; “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse”, de C. Mervyn Maxwell; “Apocalipse Verso por Verso”, de Henry Feyerabend. Ambos podem ser adquiridos diretamente com a editora Casa Publicadora Brasileira pelo telefone 0800-979-0606 ou pelo site www.cpb.com.br
** Isto acontecerá depois do milênio. Ver Apocalipse 20.
*** Se quiser analisar o tema com vários textos bíblicos, poderá solicitar o material intitulado “O Inferno de Fogo”. Escreva para namiradaverdade@novotempo.org.br
**** Estádio é uma medida de distância que equivale a aproximadamente 185 m.
A seguir, a resposta que dei a uma internauta que acreditava ser Ellen White “contra” o ensino bíblico a respeito da Suprema Divindade de Cristo:
O texto do livro “Mensagens Escolhidas”, vol. 1, págs. 226, 227, é mais bem compreendido quando o lemos juntamente com algumas citações de Ellen White no livro “O Desejado de Todas as Nações”. Antes de passar-lhe tais textos, quero fazer um comentário sobre a citação que extraiu dos Testemunhos:
Ele não está escrito no original da forma como você apresentou. Diz Ellen White:
“Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus, comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse. Adão caiu, e Aquele que era participante da glória do Pai antes de existir o mundo, pôs de lado Suas vestes reais e Sua real coroa, e desceu de Sua alta autoridade para tornar-Se um Bebê em Belém, a fim de que, palmilhando o caminho onde Adão tropeçara e caíra, redimisse a humanidade caída. Sujeitou-Se a todas as tentações que o inimigo apresenta aos homens e mulheres; e todos os assaltos de Satanás não conseguiram fazê-Lo desviar-Se de Sua lealdade ao Pai. Vivendo uma vida sem pecado, testificou Ele de que todo filho e filha de Adão pode resistir às tentações daquele que primeiro trouxe o pecado ao mundo. Cristo trouxe aos homens e mulheres o poder de vencer. Veio ao mundo em forma humana, a fim de viver como homem entre os homens. Assumiu os riscos da natureza humana, para ser provado e tentado. Em Sua humanidade, era participante da natureza divina. Em Sua encarnação obteve nova intuição do título de Filho de Deus. Disse o anjo a Maria: “A virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” Luc. 1:35. Ao mesmo tempo que era Filho de um ser humano, tornou-Se o Filho de Deus num novo sentido. Assim Se achou Ele em nosso mundo – o Filho de Deus, mas ligado, pelo nascimento, à raça humana.”em>
Vamos analisar as expressões em negrito:
“Unigênito de Deus” – No grego bíblico, o termo (monogenes) significa “o único da mesma espécie”. Aqui é dito que Cristo é o único “Filho” (no sentido hebraico do termo – igualdade, segundo João 5:18), entre os humanos (lembre-se: Cristo encarnou e se tornou parte da família humana) que é Divino como o Pai. Nós não o somos.
“Aquele que era participante da glória do Pai antes de existir o mundo”- Nessa frase, a autora está confirmando Miquéias 5:2 e Isaías 9:6, onde Jesus é chamado de “Pai da Eternidade”. Um Ser que é chamado de “Pai da Eternidade” não pode ser uma criatura.
“Suas vestes reais e Sua real coroa”- Só um ser Divino pode ser o Rei do Universo.
“Sua alta autoridade” – ou seja: mesma autoridade do Pai – leia João 5:21.
“Veio ao mundo em forma humana” – se ele veio em forma humana, isso significa que antes Ele tinha uma forma Divina. O trecho está de acordo com Filipenses 2:5-8.
“Em Sua humanidade, era participante da natureza divina” – Mesmo tendo encarnado, Jesus não deixou de ter a natureza divina. Não há na Bíblia a ideia de “um deus mais poderoso que outro”. Isso é pagão. Portanto, Cristo é Deus como é o Pai (e o Espírito Santo – ver Atos 5:3, 4).
“Ao mesmo tempo que era Filho de um ser humano, tornou-Se o Filho de Deus num novo sentido” - Em qual sentido? o restante da frase esclarece: “Assim Se achou Ele em nosso mundo – o Filho de Deus, mas ligado, pelo nascimento, à raça humana.”
Quando encarnado, Cristo tornou-se o Filho de Deus “num novo sentido” por que “Ele se achou em nosso mundo” e porque foi “ligado, pelo nascimento, à natureza humana”. A partir desse momento, o Salvador se torna “filho” também no sentido de depender do Pai para realizar Suas obras na Terra, pois, o Senhor não poderia usar o poder Divino dEle em seu próprio favor!
Percebeu? A citação está é confirmando a Divindade do Salvador e Sua igualdade com o Pai na Divindade.
Vamos a alguns textos do livro “O Desejado de Todas as Nações:
O Desejado de Todas as Nações, pág. 530:
“EM CRISTO HÁ VIDA ORIGINAL, NÃO EMPRESTADA, NÃO DERIVADA”.
Vamos reler, juntos: Em Cristo há vida original [Ele não se originou do Pai], não emprestada [o Pai não emprestou a vida a Ele], não DERIVADA [a vida de Cristo não derivou do Pai].
Como provar o contrário?
O Desejado de Todas as Nações, pág. 20:
“No princípio, Deus Se manifestava em todas as obras da criação. Foi Cristo que estendeu os céus, e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua mão que suspendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo. “Ele converteu o mar em terra firme.” Sal. 66:6. “Seu é o mar, pois Ele o fez.” Sal. 95:5. Foi Ele quem encheu a Terra de beleza, e de cânticos o ar. E sobre todas as coisas na terra, no ar e no firmamento, escreveu a mensagem do amor do Pai”.
Perceba que Ellen White aplicou A JESUS o Salmo 66:6 e o 95:5 – que fala de Javé! Como duvidar que ela era Trinitariana?
O Desejado de Todas as Nações, pág. 24:
“Foi Cristo que, do monte Horebe, falou a Moisés, dizendo: “EU SOU O QUE SOU…. Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Êxo. 3:14. Foi esse o penhor da libertação de Israel. Assim, quando Ele veio “semelhante aos homens”, declarou ser o EU SOU. O Infante de Belém, o manso e humilde Salvador, é Deus manifestado “em carne”. I Tim. 3:16. ”
Ellen White AFIRMA que Jesus é o Deus “Eu Sou” que falou com Moisés – o Eterno – e que Ele é “Deus manifesto em carne”, como afirma 1 Timóteo 3:16!
Portanto, é impossível dizer que Ellen White não cria na Trindade e na Divindade de Cristo!
Precisamos analisar todos os textos dela sobre o mesmo assunto para não corrermos o risco de o interpretarmos de forma errada, suscitar heresias e trazer para si a perdição eterna.
Estou a sua disposição para maiores esclarecimentos.
Fique com Deus!
Leandro Quadros.
Mais um amigo internauta questionou a validade do mandamento do Sábado, tão claro na Bíblia (Êxodo 20:8-11; Apocalipse 14:7). A seguir, veremos que (1) Jesus não era contra a Lei, mas sim contra a forma como era ensinada pelos líderes da época e que (2) Cristo e Paulo não observaram o sétimo dia “porque eram judeus” (como as pessoas tentam justificar o pecado usando 1 Coríntios 9:20-22 de forma ilícita!).
Ótimo estudo!
O Senhor não guardou o Sábado “porque era judeu” ou para “agradar judeus”. Ao estudarmos detidamente sobre o tema, veremos que o objetivo de Cristo ao guardar esse dia era o fato deste “ser um mandamento de Deus”, dado no princípio, antes de haver o pecado (ver João 15:10; Gênesis 2:1-3). Ele O fazia motivado pelo amor a Deus. O mesmo devemos fazer: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15.
Outro fator que leva-nos a crer que Jesus não guardou o Sábado para agradar aos judeus é o fato do mandamento existir antes dos judeus. Quando Deus estabeleceu o dia de repouso (Jesus esteva presente na criação – ver João 1:1-3), não havia judeus na face da terra, mas apenas Adão e Eva (ver Gênesis 2:1-3. Não podemos supor de forma alguma que enquanto Deus “descansava”, ou seja, “cessava suas atividades” no Sábado, Adão e Eva trabalhavam…). Isto indica que o sábado é “do Senhor” (Êxodo 20:10) e não “dos judeus”.
Jesus guardou o Sábado a fim de obedecer ao mandamento divino; o fez para celebrar a criação de Deus, pois, sabia que o Sábado é um memorial do Criador. Ele ensinou enquanto esteve na terra a forma correta de guardá-lo (é dessa maneira que se devem entender textos como Mateus 12:1-14; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-11. O próprio fato de Jesus ser contra a maneira como o Sábado era guardado e intitular-se como Senhor do Sábado prova que Ele jamais teve a intenção de abolir a Lei. Basta analisar Mateus 5:17-19) e não da maneira fanática e extremista dos fariseus.
Com isto, não podemos dizer que Jesus guardava o mandamento para agradar judeus (Seus embates com os fariseus mostram o contrário…), sendo que muitas de suas discussões com os fariseus giravam em torno da forma como este dia deveria ser santificado.
Se Cristo tivesse o intuito de agradar os líderes da época, teria cedido às pressões farisaicas para que observasse o Sábado a seu modo. Como escreveu Christianini:
“Não foi com objetivo de agradar judeus, porque os desagradou bastante, a ponto de ser expulso da sinagoga e da cidade. Queriam atirá-lo ao precipício” – A.B. Christianini, Sutilezas do Erro (2º Edição Revista e Ampliada), p. 187.
Outra forte evidência a favor do mandamento encontra-se em Lucas 4:16 (confira o verso 31): “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.” Lucas 4:16. Ele ensinava neste dia “no poder do Espírito” (verso 14).
Evidências que não deixam dúvidas…
Quero analisar com você três palavras no texto, levando-se em conta a língua original em que foram escritas (grego): “segundo”, “seu” e “costume”. As informações a seguir extraí do Léxico Grego de Strong (Sociedade Bíblica do Brasil. CD ROM Bíblia Online. Versão 3.0):
“Segundo” – grego “kata”. Significados: 1) abaixo de, por toda parte; 2) de acordo com, com respeito a, ao longo de.
“Seu” – grego “autos”. Significados: 1) ele próprio, ela mesma, eles mesmos, de si mesmo. 2) ele, ela, isto; 3) o mesmo.
“Costume” – grego “etho”. Significados: 1) estar acostumado, habituado; 2) aquilo que é hábito; 3) uso, costume.
Veja que é impossível, de acordo com o original, apoiarmos a ideia de que Cristo “guardava o Sábado por ser judeu” ou por querer “agradar” tal povo. O termo “seu” no grego indica que tal “costume” (hábito) era de si mesmo. Lucas 4:16 poderia perfeitamente ser traduzido da seguinte forma: “… Jesus, de acordo com o seu próprio hábito, entrou num Sábado na sinagoga…”.
O apóstolo Paulo também guardou o Sábado. E você?
Interessante é que as mesmas expressões aparecem também em Atos 17:2. Isto indica, sem margem para dúvidas, que também o apóstolo Paulo guardava o sábado por sua própria convicção! Para comprovar isso, em Atos 16:13 temos um episódio em que Paulo guardou o sábado ao ar livre, em um lugar tranqüilo, longe das sinagogas e em um país estranho. Ora, se ele quisesse santificar o Sábado apenas para agradar os judeus, então por que o fez em uma província Romana? Isso se constitui numa prova fortíssima de que Paulo não guardou o sábado nesta cidade só porque ali havia mulheres judias; o fez também porque é um dos mandamentos de Deus.
Destaco também o fato de grandes comentaristas afirmarem que o mais provável era que Lídia não era de origem judaica, mas uma gentia convertida ao judaísmo (o termo “temia a Deus” [original] em Atos é usado para referir-se aos gentios que, como Cornélio, haviam aceito o judaísmo e adoravam a Deus [prosélitos]). Billy Graham, grande pregador, é sincero em afirmar que este texto (Atos 16:13) é um dos “pontos fortes dos Adventistas em favor do sábado”.
O evento registrado em Atos 13:42-44, ocorrido (aproximadamente) 45 anos após a cruz, indica que, mesmo após a morte o Salvador, o Sábado vigorou. Lembremos que naquela reunião “não estavam apenas judeus”, mas também gentios e prosélitos. Seria uma “ótima oportunidade para ensinar” (ou pelo menos introduzir o assunto) que o dia de repouso não mais vigorava… Mas, isso não aconteceu.
Atos 18:3-4 e 11 também é muito esclarecedor. Paulo, “segundo seu costume” (Atos 17:2 – já vimos o significado do termo “seu”, no grego), após uma semana de trabalho, discorria com seus ouvintes, judeus e gregos, acerca das Escrituras. Ele ficou nesta cidade (Corinto) um ano e seis meses, o que indica que ele teve tempo suficiente para ensinar ao povo que o dia de repouso “havia mudado”. Entretanto, ele não fez isto. Muito pelo contrário: durante este período, guardou nada menos que 78 Sábados. Isso não lhe diz algo?
Após essas evidências, a única conclusão a que podemos chegar é a de que, muito mais do que apenas manter contato com os judeus na sinagoga, o apóstolo Paulo observava o preceito porque “tinha prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22) por considerá-la “santa, justa e boa” (Romanos 7:12) e porque amava seguir o exemplo de seu salvador (1 João 2:6; Gálatas 2:20; Lucas 4:16, etc.).
O apóstolo guardou o Sábado por toda a sua vida (Atos 25:8). Nunca foi contra a lei de Deus, mas sim oponente a um sistema religioso que considerava a lei um meio de salvação ([Ler 1 Timóteo 1:8.] Vemos isso especialmente em Gálatas e Romanos. Lendo os capítulos 7 e 8 deste último livro podemos ver que nós estamos livres é do pecado e não da lei. Quando o apóstolo afirma que “morremos para a lei” [Romanos 7:4] o faz no sentido de que não dependemos dela para ser salvos, pois, não somos mais condenados por ela. Compare com Romanos 6:14, 7:25, 3:31, 6:15).
E, para finalizar: o apóstolo não considerou a lei de Deus como sendo “ministério da morte…” (2 Coríntios 3:7) e muito menos “transitória” (2 Coríntios 3:13), pois lei não é sinônimo de ministério. “Ministério da morte” refere-se à antiga ministração da lei, ou seja, aos meios como era ensinada e aplicada. O que foi “abolido” no verso 14 é o “antigo concerto”. A forma como era ensinado o evangelho (por meio de sacrifícios de cordeiros que simbolizavam a Cristo – João 1:29) não era mais necessária.
A palavra grega que aparece no verso é diatheke (concerto, acordo) e não nomos (lei). Conquanto o decálogo fizesse parte do antigo concerto [em algumas ocasiões a Bíblia chama a lei de Aliança (ver, por exemplo, Deuteronômio 4:13). Isso ocorre não porque a lei em si seja o antigo concerto, mas porque ela possuía uma íntima relação com ele. [A fim de entender melhor esta forma bíblica de expressão, compare Deuteronômio 4:13 com o cap. 9:21]. A lei possuía existência independente e, portanto, não cessou juntamente com a antiga aliança (mesmo sendo salvos pela graça não deixamos de guardar os mandamentos, entre eles: “não roubarás’, “não dirás falso testemunho”… ). Prova disto encontramos no fato de, sob o Novo Concerto, a lei ser “escrita no coração” daquele que segue a Cristo (Leia Jeremias 31:33, Hebreus 8:10).
O Sábado é uma das únicas instituições (a outra é o casamento) que ainda possuímos de um mundo sem pecado. Não o tiremos de nossa experiência cristã.
Deus lhe ilumine,
Leandro Quadros.
[Noutra ocasião, lhe darei dicas de como guardar o Sábado de maneira agradável!]
Entendendo o termo “para sempre”
“As palavras que se traduzem por “eterno” e “todo o sempre” não significam necessariamente que nunca terão fim. No Novo Testamento, vem do grego aion, ou do adjetivo aionios. É impossível forçar este radicas grego significar sempre um período que não tem fim.
“A palavra aionios, traduzida como “eterno”, “para sempre”, significa literalmente ‘perdurando por um século’”. – “Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia”, vol. V, pág. 512.
“Comentando o texto de Filemom 15, o erudito evangélico H. G. Moule afirmou:
O adjetivo aionios (eterno, para sempre) tende a marcar a duração enquanto a natureza da matéria o permite. E, no uso geral, tem íntima relação com as coisas espirituais. ‘Para sempre’ nesse verso significa permanência de restauração tanto natural como espiritual. Ligado, porém, a Deus, [o termo] significa eterno, para sempre. Também ligado à vida que provém de Deus, significa uma vida de duração sem fim.” - Arnaldo B. Christianini. “Sutilizas do erro”. 2a Edição, pág. 270.
“No grego, a duração de aionios deve sempre se determinar em relação com a natureza da pessoa ou coisa a qual se aplica. Por exemplo, no caso de Tibério César, o adjetivo aionios descreve um período de 23 anos, desde sua ascensão ao trono até sua morte”. – “Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia”, vol. V, pág. 513.
Percebeu? Na Bíblia, o termo “para sempre” pode significar “um tempo sim fim” ou “um tempo específico”. Depende da natureza do objeto (Pessoa) que está ligado à palavra. Se for Deus, o termo “eterno” é eterno mesmo. Se estiver ligado a um ser humano mortal, que não comerá da árvore da vida, significa um tempo de longa ou curta duração (dependendo do grau de castigo que mereça). JAMAIS o termo dá a ideia de que um pecador pode sobreviver eternamente num castigo sem fim.
É importante entendermos a expressão na língua original bíblica e não como é explicada em nossa língua portuguesa (que é de outra cultura, a ocidental).
Uma perversão do caráter de Deus
No início do artigo expliquei que a justiça e amor eternos de Deus estão de mãos dadas. Creio que isso ficou claro de modo que podemos entender que o juízo de Deus é uma manifestação do amor dEle pelas criaturas e pela Verdade.
Uma das atividades do diabo na história é “desvirtuar” o caráter amoroso da Divindade. Nos dias do povo de Israel satanás arrumava meios de apresentar a Deus como carrasco. Os judeus, nos dias de Cristo, não escaparam dessa artimanha do inimigo (Jesus veio também para revelar o caráter do Pai, que era mal compreendido – ver João 14:9, 10 e João 9:1, 2); hoje, os cristãos se encontram mergulhados numa “doutrina” que mostra um Deus que, para satisfazer Sua justiça, precisa de maneira tirana atormentar criaturas que pecaram por alguns anos na mesma proporção que o diabo, o pai do pecado.
Ellen White escreveu de forma inspirada:
“Depois da queda, Satanás ordenou a seus anjos que fizessem um esforço especial a fim de inculcar a crença da imortalidade inerente do homem; e, tendo induzido o povo a receber este erro, deveriam levá-lo a concluir que o pecador viveria em estado de eterna miséria. Agora o príncipe das trevas, operando por meio de seus agentes, representa a Deus como um tirano vingativo, declarando que Ele mergulha no inferno todos os que não Lhe agradam, e faz com que sempre sintam a Sua ira …” – “A fé pela qual eu vivo” (Meditação Matinal de 1959), pág. 208. CD ROM “Obras de Ellen G. White” – Casa Publicadora Brasileira.
Realmente, a ideia da punição eterna a uma criatura nasceu na mente de satanás.
White continua:
“Quão repugnante a todo sentimento de amor e misericórdia, e mesmo ao nosso senso de justiça, é a doutrina de que os ímpios mortos são atormentados com fogo e enxofre num inferno eternamente a arder; que pelos pecados de uma breve vida terrestre sofrerão tortura enquanto Deus existir! Contudo esta doutrina tem sido largamente ensinada, e ainda se acha incorporada em muitos credos da cristandade.” – “O Grande Conflito”, pág. 535.
Se você que é pai e mãe não faria isso a um filho, imagine Deus! (Isaías 49:15)
“Sobre o erro fundamental da imortalidade inerente, repousa a doutrina da consciência na morte, doutrina que, semelhantemente à do tormento eterno, se opõe aos ensinos das Escrituras, aos ditames da razão, e a nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os remidos no Céu estão a par de tudo que ocorre na Terra, e especialmente da vida dos amigos que deixaram após si. Mas como poderia ser fonte de felicidade para os mortos o saberem das dificuldades dos vivos, testemunhar os pecados cometidos por seus próprios amados, e vê-los suportar todas as tristezas, desapontamentos e angústias da vida? Quanto da bem-aventurança celeste seria fruída pelos que estivessem contemplando seus amigos na Terra? E quão revoltante não é a crença de que, logo que o fôlego deixa o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em quão profundas angústias deverão mergulhar os que vêem seus amigos passarem à sepultura sem se acharem preparados, para entrar numa eternidade de miséria e pecado! Muitos têm sido arrastados à insanidade por este inquietante pensamento.” – Ibidem, pág. 545.
A doutrina do “tormento eterno” faz mal até para a saúde:
“Satanás é o causador da doença; e o médico está batalhando contra sua obra e poder. A enfermidade da mente reina por toda parte, e noventa por cento das doenças que atacam o ser humano têm aí seu fundamento. Talvez algum vivo distúrbio doméstico esteja, como gangrena, roendo até à própria alma, e enfraquecendo as forças vitais. O remorso pelo pecado aflige por vezes a constituição, e desequilibra a mente. Há, também, doutrinas errôneas, como a de um inferno eternamente a arder e o tormento perpétuo dos ímpios, as quais por darem uma visão exagerada e distorcida do caráter de Deus, têm produzido os mesmos resultados sobre espíritos sensíveis. Os infiéis têm aproveitado ao máximo esses casos infelizes, atribuindo a loucura à religião; isto, porém, é grosseira difamação, a qual deverão enfrentar finalmente. A religião de Cristo, bem longe de causar loucura, é um de seus mais eficazes remédios.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 324.
Conclusão
Longe de dizer que os maus serão aniquilados instantaneamente (se o fossem, não receberiam um castigo merecido – não acha?) ou que sofrerão pela eternidade, a Bíblia ensina que:
1) Cada pessoa será punida proporcionalmente, segundo as obras (Apocalipse 22:12). Uns serão mais castigados. Outros, menos (Lucas 12:47, 48);
2) Depois do castigo, a pessoa será finalmente aniquilada (Malaquias 4:1-3).
Como sempre, a Palavra de Deus é equilibrada em tudo o que ensina!
Estude esse assunto com oração. Avalie os textos que citei e solicite ao programa “Na Mira da Verdade” (namiradaverdade@novotempo.org.br) o estudo completo sobre o tema. Você verá que o Deus da justiça (Gênesis 18:25) também é amor (1 João 4:8, 16) e que jamais Ele poderia secar as lágrimas de nosso rosto se soubéssemos que em algum lugar se encontra em tormentos queridos que tanto amamos. Apocalipse 21:4 não poderia se cumprir.
Um abraço carinhoso,
Leandro Quadros.
“Porque não tenho prazer na morte de ninguém [e muito menos no tormento!], diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei.” Ezequiel 18:32.
Os que os médicos dizem sobre o “beber socialmente”?
O Dr. César Vasconcellos de Souza (médico psiquiatra) no seu artigo “Vinho faz bem ao coração?” [Para maiores detalhes, acesse o site www.portalnatural.com.br] fornece outras informações sobre os malefícios do álcool: “O fígado é o principal órgão responsável pela metabolização do álcool. Em média se gasta uma hora para o fígado processar um drinque. Se uma pessoa permanece bebendo 3 drinques por dia o corpo mostra sinais de estresse pela sobrecarga do trabalho de eliminação do álcool. Após poucas semanas ingerindo 4 ou 5 drinques por dia as células do fígado começam a acumular gordura, e se a pessoa insiste em beber pode surgir hepatite alcoólica, com inflamação e destruição das células do fígado. Isto conduz à cirrose, que é uma doença irreversível e progressiva que leva à morte. Cerca de 15% das pessoas que insistem em beber após a hepatite alcoólica, desenvolve cirrose hepática”. Sobre os “benefícios” que o vinho traz para o coração, segundo alguns estudos, o médico explica: “Quanto ao fato de o vinho ser ou não benéfico, um estudo feito no Segundo Departamento de Cardiologia do Hospital Geral da Universidade de Attikon, na Grécia, (publicado em Dez 2005 pela revista científica Euro Journal Cardiovascular Prev. Rehabil., 2005 Dec; 12(6):596-600, com o título “Componentes polifenólicos de uvas vermelhas melhoram a função endotelial em pacientes com doença cardíaca coronária”), mostrou que tomar vinho tinto melhora a dilatação dos vasos sanguíneos atuando no endotélio (tecido da parede dos vasos). No estudo foi dado a um grupo de homens que tinham doença cardíaca coronariana um extrato de polifenol extraído de uvas vermelhas (600mg) dissolvido em 20ml de água e também deram os 20ml de água com um placebo (substância sem efeito nenhum) como se fosse o extrato da uva, assim que todos os homens pensavam que estavam tomando o extrato da uva e eles foram escolhidos ao acaso pelos pesquisadores. Usaram ultra-sonografia de alta resolução para avaliar a dilatação da artéria braquial após uma hiperemia provocada pela obstrução com um garrote no braço. Mediram a dilatação em jejum, e 30, 60 e 120 minutos após terem tomado o extrato ou placebo. O resultado encontrado foi que os que tomaram o extrato da uva tiveram realmente uma dilatação da artéria atingida após 60 minutos a qual foi muito maior do que o que ocorreria normalmente naquelas circunstâncias. Não ocorreu nenhuma mudança na dilatação da artéria dos homens que tomaram o placebo. Os pesquisadores concluíram que os componentes polifenóis de uvas vermelhas melhoram a função endotelial nos pacientes com doença cardíaca coronária. Estes resultados, segundo eles, poderiam provavelmente explicar, pelo menos em parte, os efeitos favoráveis do vinho tinto para o sistema cardiovascular. O álcool (etanol) é tóxico para o organismo humano, mas componentes da uva são saudáveis”.
O álcool arruína o fígado e o corpo, considerado o templo, santuário do Espírito Santo (1Cor. 3:16-17; 6:19-20). Portanto, o corpo é algo sagrado, do qual Deus pedirá contas no dia do juízo (2Cor. 5:10).
É por isso que o apóstolo Paulo disse que uma pessoa não pode ser cheia de vinho alcoólico e do Espírito Santo, ao mesmo tempo. Terá que escolher entre o vinho e o Espírito de Deus:
“Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito” Efé. 5:18.
Podemos concluir que a Palavra de Deus condena o vinho alcoólico. E, não poderia ser diferente, pois o álcool contribui (só para enumerar algumas coisas) para o aumento de mortes em acidentes de trânsito, acaba com as famílias, marca negativamente as pessoas que tiveram um parente alcoólatra, vicia, tirando a liberdade dada por Deus, impulsiona homicídios e destrói as células nervosas que são tão importantes para a nossa comunicação com o Espírito Santo. Antes de bebermos algo ou usarmos qualquer tipo de alimento, devemos considerar com reverência as palavras de 1Cor. 10:31: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”.