Artigos da categoria Heresias
O que Deus espera de você, amigo espírita
“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” Miquéias 6:8.
Ao ler esse verso você não tem dúvidas de que pratica o que é justo, tem misericórdia das pessoas necessitadas e que está andando de maneira humilde ao lado de Deus. A rádio Novo Tempo também não duvida disso. Sabemos que você, amigo(a) espírita, tem um papel importante na sociedade pela pessoa que é. Deus se alegra em ver o ser humano fazer o bem aos outros e, por isso, não tenha dúvidas do amor dEle por você!
Mas, em nosso diálogo de hoje queremos lhe mostrar que obedecer a Deus completamente envolve também abandonar o espiritismo. Apenas dessa maneira você cumprirá as instruções de Miquéias 6:8 de forma plena, especialmente aquela que nos orienta a andarmos com Deus.
O que Deus quer que o espírita faça
1) Confie nEle, pois, se esse estudo chegou ao seu conhecimento, é porque Ele tem planos para sua vida: “Aqueles que temem o SENHOR aprenderão com ele o caminho que devem seguir.” Salmos 25:12 (Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)
2) Alimente-se da Verdade, além de fazer o que é bom: “Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.” Salmos 37:3.
Alimentar-se da Verdade é aceitar toda Verdade absoluta do Criador. O que é a Verdade?
(1) Deus Pai – Isaías 65:16;
(2) Deus Filho [Jesus Cristo] – João 14:6;
(3) Deus Espírito Santo – João 16:13, 14;
(4) A Lei de Deus [Os livros do Antigo Testamento, incluindo os Dez Mandamentos e o mandamento de Levítico 19:31 para não consultar médiuns espíritas] – Salmo 119:142;
(5) Toda a Bíblia, inclusive os evangelhos e as cartas do Novo Testamento – João 17:17 (ver 2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 3:15, 16).
Você precisa alimentar-se de TODA essa Verdade se quiser andar “humildemente com o teu Deus” (Miquéias 6:8).
Por favor: não deixe de desfrutar da saúde física, mental e espiritual que virá a sua vida ao alimentar-se com a Verdade de Deus!
3) Abandone o espiritismo, pois, é uma mentira e contrafação da Verdade Divina (Grifos acrescentados em todos os versos):
>“Não procurem a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro. Isso é pecado e fará com que vocês fiquem impuros. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês.” Levítico 19:31
>“Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!” Mas vocês respondam assim: >“O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.”” Isaías 8:19-20.
A Bíblia predisse que amigos e parentes seus irão lhe dizer para continuar no espiritismo! Mas, sua resposta deve ser a mesma do texto de Isaías para que agrade a Deus.
“Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O SENHOR Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas e por isso mesmo está expulsando da terra esses povos, enquanto vocês vão tomando posse dela. Em todas as coisas sejam fiéis ao SENHOR, nosso Deus. Moisés disse ao povo: Os povos da terra que vai ser de vocês seguem os conselhos dos que adivinham o futuro e dos que tiram sortes; mas o SENHOR, nosso Deus, não quer que vocês façam isso.” Deuteronômio 18:10-14.
Que após esse mandamento claro para abandonar o espiritismo sua oração seja a mesma registrada em Provérbios 30:8: “afasta de mim a falsidade e a mentira…” Peça ajuda a Deus. Não lute sozinho (a).
Uma decisão que não é fácil, mas, fundamental
Sei muito bem o que sente, querido (a) amigo (a) espírita, pois, um dia também acreditei (Leandro Quadros) na imortalidade da alma. O Advogado Maurício Braga, ex-espírita e que nos concedeu uma entrevista no programa cinco (sobre A Lei do Karma) teve que abandonar o Kardecismo sendo professor cerca de 15 anos. A decisão não é fácil, mas, Braga entendeu que só poderia aceitar um dos dois: Deus ou o espiritismo, pois, ambos não combinam.
Diante de você está o caminho da salvação (sair do espiritismo) e o da perdição (continuar nas práticas espíritas). O conceito de que só existe um caminho está claro em Jeremias 21:8, João 14:6 e Mateus 7:13, 14. Nesse momento Deus está trabalhando em sua mente para lhe acalmar e conscientizar-lhe das Verdades que estudou. Ele está tirando de seus pensamentos a ideia de que isso que está lendo é fanatismo ou um absurdo. Afinal, você pôde comparar com a Bíblia e ver na vida de um entrevistado nosso que a Verdade Absoluta está em Jesus Cristo e em tudo o que a Bíblia ensina.
Enquanto isso ocorre em sua mente, faça uma oração em pensamento e peça a Deus paz e convicção. Peça-Lhe para que o diabo não lhe atrapalhe em sua decisão de seguir ao Jesus Divino, apresentado na Bíblia.
Obstáculos virão, pois, o inimigo não quer que vá para as fileiras dos que seguem a Bíblia toda. Mas, não desanime! Além de lhe proteger com a presença de anjos poderosos (Salmo 34:7), o Senhor promete livrar-lhe de toda influência do mal que tentar algo contra sua felicidade:
“A pessoa que procura segurança no Deus Altíssimo e se abriga na sombra protetora do Todo-Poderoso pode dizer a ele: “Ó SENHOR Deus, tu és o meu defensor e o meu protetor. Tu és o meu Deus; eu confio em ti.” Deus livrará você de perigos escondidos e de doenças mortais. Ele o cobrirá com as suas asas, e debaixo delas você estará seguro. A fidelidade de Deus o protegerá como um escudo. Você não terá medo dos perigos da noite nem de assaltos durante o dia. Não terá medo da peste que se espalha na escuridão nem dos males que matam ao meio-dia. Ainda que mil pessoas sejam mortas ao seu lado, e dez mil, ao seu redor, você não sofrerá nada. Você olhará e verá como os maus são castigados. Você fez do SENHOR Deus o seu protetor e, do Altíssimo, o seu defensor; por isso, nenhum desastre lhe acontecerá, e a violência não chegará perto da sua casa. Deus mandará que os anjos dele cuidem de você para protegê-lo aonde quer que você for. Eles vão segurá-lo com as suas mãos, para que nem mesmo os seus pés sejam feridos nas pedras. Com os pés você esmagará leões e cobras, leões ferozes e serpentes venenosas. Deus diz: “Eu salvarei aqueles que me amam e protegerei os que reconhecem que eu sou Deus, o SENHOR. Quando eles me chamarem, eu responderei e estarei com eles nas horas de aflição. Eu os livrarei e farei com que sejam respeitados. Como recompensa, eu lhes darei vida longa e mostrarei que sou o seu Salvador.”” Salmo 91:1-16 (Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)
Veja que um dos salmos mais apreciados pelo mundo tem uma mensagem especial para você que é espírita e deseja seguir pelos caminhos propostos por Deus (Mateus 7:13, 14).
Palavras finais
Deus é testemunha de que nunca tivemos o desejo de ferir sua preciosa consciência. Apenas cumprimos com nosso dever de ensinarmos a Verdade bíblica a todas as pessoas (Mateus 28:18-20). Não tenha raiva de nós por que só queremos a sua felicidade.
Sonhamos em ver Jesus voltar (Apocalipse 22:20) e estarmos preparados para aquele encontro (Isaías 25:9). E queremos muito que você e sua família se unam conosco. DEUS espera por você. Ele entende seus limites, conhece sua criação e sabe como lhe auxiliar para mudar suas crenças. Apenas não feche os olhos para o que Ele lhe revelou, pratique os mandamentos dEle e as bênçãos prometidas pela Divindade (Trindade) serão suas!
“O SENHOR Deus diz: “Eu amaldiçoarei aquele que se afasta de mim, que confia nos outros, que confia na força de fracos seres humanos. Ele é como uma planta do deserto que cresce na terra seca, no chão salgado, onde não cresce mais nada. Nada de bom acontece com ele. “Mas eu abençoarei aquele que confia em mim, aquele que tem fé em mim, o SENHOR. Ele é como a árvore plantada perto da água, que espalha as suas raízes até o ribeirão. Quando vem o calor, ela não tem medo, pois as suas folhas ficam sempre verdes. Quando não chove, ela não se preocupa; continua dando frutas.” Jeremias 17:5-8.
“Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço.” Salmo 119:165.
Nada poderá lhe separar do amor de Deus. Sejam amigos com conselhos errados, pessoas más e até mesmo o inimigo que o iludiu por certo tempo. Satanás já foi derrotado e a vitória de Cristo sobre Ele pode ser sua AGORA mesmo se quiser:
“Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:31-39.
Aguardaremos ansiosamente seu retorno. Queremos muito saber seu nome para orarmos pela sua felicidade e pela alegria de sua família. Conte conosco em qualquer momento!
Um forte abraço dos seus amigos,
Leandro Quadros, Amilton Menezes e equipe da rádio Novo Tempo.
Minha oração com Deus: “Senhor: não é fácil mudar meus conceitos depois de ter aprendido algo totalmente diferente do que está na Bíblia. Mas nesse momento, em nome de Jesus Cristo, lhe peço que me ajude a querer fazer o que é correto (Filipenses 2:13): abandonar o espiritismo e seguir toda a Sua Verdade que está na Bíblia. Dê-me forças para isso. Proteja-me e faça com que sinta a Sua paz infinita (Mateus 11:28-30). Obrigado por me ouvir e pela certeza de que serei atendido (a). Peço-lhe em nome do Salvador Divino, Jesus Cristo. Amém.”
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O Jesus da Bíblia é o mesmo apresentado pelo espiritismo?
• Introdução
A resposta correta a respeito da Pessoa de Jesus é tão importante que determinará a salvação ou a perdição do indivíduo: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3.
Por isso, no programa de hoje queremos apresentar a você o que a Bíblia ensina sobre Jesus e também responder à pergunta que é o título do estudo de hoje: O Jesus da Bíblia é o mesmo apresentado pelo espiritismo?
• Estudo
1) O Jesus da Bíblia é o mesmo Cristo do espiritismo?
Em alguns aspectos, sim. O espiritismo destaca as boas obras de Jesus, a caridade que Ele fez e certos ensinamentos morais dEle, assim como o faz a Bíblia.
Entretanto, o espiritismo nega a identidade Divina do Salvador. Isso é muito grave, levando-se em conta que a salvação depende de aceitar a Cristo não apenas como um “bom homem”, mas, também como Deus:
“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho*** de Deus não tem a vida.” 1 João 5:12.
O texto a seguir, escrito por Allan Kardec no livro A Gênesis, capítulo XV, mostra claramente que o Jesus apresentado pelo espiritismo não é o Jesus da Bíblia:
“Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino… Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.” (Grifos acrescentados).
Tais afirmações de que Jesus não é Deus, mas unicamente um “enviado” ou “médium de Deus” são blasfemas. A Bíblia de forma clara apresenta a Jesus não como sendo um tipo de “espírito”, mas sim o PRÓPRIO DEUS encarnado – ver João 1:1-3 e 14; Romanos 9:5; Filipenses 2:5-11; Colossenses 2:9-11; Hebreus 1:8; 1 João 5:20; Apocalipse 1:17-18, etc.
A negação da Divindade de Jesus Cristo provém da mente de satanás, que, desde o princípio, não quis aceitar a soberania do Salvador como sendo absoluta, cobiçando desta forma o trono Celestial que pertencia a Segunda Pessoa da Divindade (confira 1 João 2:22 e 23; Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:12-19; Apocalipse 12:7-9). Não temos dúvidas de que os “espíritos” que “informaram” Allan Kardec acerca da natureza de Jesus são os demônios, que sempre se mantiveram rebeldes a Jesus Cristo.
2) Quem nega a Divindade de Cristo (tendo oportunidade de saber a respeito) será salvo? 1 João 5:12, 20; João 17:3.
Não. Na linguagem bíblica (como lemos nos textos acima), crer em Jesus Cristo envolve aceitá-Lo como Senhor e Deus. Portanto, não terá a vida eterna todos que negarem a Divindade Absoluta do Salvador. Isso é óbvio, pois, sem aceitar que o Messias é Divino a pessoa não compreenderá o plano de salvação para aceitá-lo.
3) Allan Kardec ensinou que a reencarnação é o meio do ser humano atingir um nível espiritual elevado. E Cristo? João 15:5; Hebreus 12:14; Mateus 12:31, 32.
Jesus ensinou que, para o ser humano atingir um nível elevado de espiritualidade, precisa ligar-se a Ele, como um galho está ligado a uma árvore frutífera. O Salvador também destacou que é a santificação (transformação diária) pela atuação do Espírito Santo é que eleva o ser humano (Gálatas 5:22, 23). Perceba que o “resumo” do processo de salvação em Romanos 8:29, 30 NADA tem a ver com o ensinamento de Allan Kardec sobre a maneira de sermos salvos e nos tornarmos pessoas melhores.
4) Cristo ensinou que Ele é a fonte de vida eterna (João 14:6) e que tal presente Ele dará aos mortos justos quando voltar em glória (1 Tessalonicenses 4:13-18). Allan Kardec ensinou a mesma coisa, seguindo o exemplo do Salvador?
Não! Veja a declaração de Kardec em O Livro dos Espíritos, na resposta dele à pergunta 153: “Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna”.
Para ele, a vida eterna deveria ser entendida como um “retorno da alma à vida eterna”, no mundo dos espíritos.
Porém, Jesus nunca aceitou tal ideia por ser mentirosa e contradizer a doutrina bíblica de que só há vida eterna para alguém se tal pessoa aceitar a Jesus como Salvador, Senhor e Deus. O ensino de Allan Kardec também nega a necessidade da doutrina da ressurreição e da santidade do corpo, considerado o Templo da Terceira Pessoa da Trindade (1 Coríntios 3:16, 17; 6:19, 20). Veja o que Kardec respondeu no Livro dos Espíritos (pergunta 160):
[Pergunta 160:] O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que desencarnaram antes dele?
“Sim, de acordo com a afeição que havia entre eles, muitas vezes vêm recebê-lo na volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se desprender das faixas da matéria”. (Grifos acrescentados).
“Espíritos” ajudando outros a se desprenderem das faixas da matéria é pura filosofia grega, platônica. É uma doutrina diabólica, pois, coloca o corpo como sendo algo não tão importante – o oposto da Bíblia que apresenta a natureza humana como sendo holística (1 Tessalonicenses 5:23, 24). Como vimos anteriormente, tal ideia nega a santidade que o corpo possui para Deus (1 Coríntios 3:16, 17; Levítico 20:7; 1 Coríntios 10:31; Romanos 12:1). E, nas Escrituras é impossível provar o conceito de que a matéria é ruim ou “inferior” ao “espírito” (Gênesis 1:31 – 2:1; 1 Coríntios 6:19, 20; 1 Timóteo 4:1-5).
A filosofia grega de Platão não combina com a doutrina da ressurreição ensinada por Cristo [Para um estudo aprofundado sobre o assunto leia: Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos, do teólogo Luterano Oscar Cullmann. Poderá também adquirir Imortalidade ou Ressurreição? de Samuel Bacchiocchi com a Imprensa Universitária Adventista pelo site http://unaspress.unasp.edu.br ou pelo telefone (19) 3858-9055. E-mail: unaspress@unasp.edu.br ]
5) É possível seguir ao Jesus Divino e ser espírita ao mesmo tempo? Mateus 7:13, 14; 2 Coríntios 6:14, 15.
É impossível, de acordo com os textos bíblicos citados. Primeiro por existir apenas um caminho que conduz à salvação. Segundo: sendo a doutrina espírita (não a pessoa!) de origem diabólica, não se harmoniza com Deus.
***Nota: Na linguagem bíblica (especialmente do evangelho de João), o termo “filho” não indica que Cristo é “criado” por Deus Pai, mas sim que Ele era igual em Divindade – ver João 5:18 e 19:7. Portanto, para o apóstolo João aceitar a Jesus como “Filho de Deus” é O aceitar como Deus. Veja o que diz 1 João 5:20: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” 1 João 5:20 (Grifos acrescentados).
Convite: Estude a fundo esse tema. Você terá todas as evidências de que o Jesus Divino da Bíblia não é o “Jesus criatura” apresentado por Allan Kardec. Decida-se pelo que é certo e aceite o Cristo que tem o poder Divino para lhe salvar da morte eterna, resultado do pecado (Romanos 3:23; 6:23).
Minha oração: “Deus querido: quero ser amigo do Jesus Divino apresentado na Bíblia, pois, somente Ele é o caminho para a salvação da morte eterna. Ajude-me a entender e a aceitar que Cristo é mais que um espírito evoluído. Peço-lhe em nome de Jesus. Amém.”
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O quinto pilar do espiritismo: A lei da evolução
• Introdução
Em instituições espíritas há uma frase que tem tudo a ver (apenas o conceito! Não a teoria) com o que o naturalista Charles Darwin ensinava: “O espírito nasce no mineral, dorme no vegetal, se agita no animal e acorda no homem”. Isso é chamado de “a lei da evolução”: a maneira kardecista de explicar as etapas evolutivas do “espírito”.
Já aprendemos em programas anteriores que o termo “espírito”, na Bíblia, não possui a ideia grega – de uma entidade imaterial que sobrevive fora do corpo***. Tendo em mente que “espírito” nas Escrituras possue várias traduções – especialmente a de “fôlego de vida”, princípio vital que Deus soprou no ser humano (Gênesis 2:7) – fica fácil entendermos como é a evolução espiritual ensinada por Cristo.
1) A Bíblia ensina que o ser humano está em uma evolução espiritual? 1 Pedro 2:2
Resposta: Não da maneira como é ensinada por Allan Kardec. Enquanto que o conceito bíblico é o de “crescimento” para a salvação (1 Pedro 2:2) a fim de sermos livres da morte eterna (Romanos 6:23), Kardec afirma que o “espírito” passa por vários “estágios” até atingir um “nível espiritual” elevado.
2) Há algum texto bíblico que negue o conceito kardecista de evolução?
Resposta: Há muitos, mas, veremos os principais:
• Gênesis 1:26-29: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento.”
Aqui a Bíblia destaca a superioridade dada por Deus ao ser humano, um dia depois da criação dos animais. Todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de um Deus que não precisa “evoluir”!
Portanto, não existe para o Criador verdade na frase espírita que diz “o espírito se agitar no animal e acordar no homem”. Leia também Gênesis 3:19, Eclesiastes 3:19-21; 12:7.
• João 15:5: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada.”
Jesus afirma que sem Ele não podemos fazer NADA, nem crescermos como pessoas. Já Allan Kardec ensinava que o crescimento (ou evolução espiritual) era algo natural para aqueles que fossem boas pessoas. Ele nunca centralizou o desenvolvimento espiritual na Pessoa de Jesus Cristo.
• Romanos 6:22: “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna”
O termo correto para o desenvolvimento do ser humano (com a ajuda de Jesus) é santificação. O termo grego hagiasmos significa “consagração” [a Deus], “purificação” [do pecado] e “santificação do coração e da vida”. Essas informações são importantíssimas, pois, nos esclarecem que a Bíblia não ensina uma evolução espiritual independente, mas, uma separação (ou santificação) entre a pessoa e o pecado. O conceito de pecado não existe no espiritismo e, por isso, Romanos 6:22, que afirma termos sido “libertados do pecado”, não tem sentido para muitos amigos espíritas.
Também podemos ver que santificação envolve o “coração e a vida”, ou seja: todo o ser em seus aspectos físico, mental e espiritual (1 Tessalonicenses 5:23).
• Hebreus 12:14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”
O autor de Hebreus diz que ninguém verá a Deus e será salvo sem a santificação, um processo diário do plano de Deus em nos restaurar para nos parecermos mais com Jesus. Perceba que o texto não diz: “sem a reencarnação e evolução espiritual ninguém verá o Senhor”.
3) Que erro existe em acreditar na evolução espiritual?
Resposta:
1º: Esse conceito nega a necessidade de Jesus (único meio de salvação – João 14:6; Atos 4:12) e da santificação, efetuada por Deus (Filipenses 2:13).
2º: Leva a maioria das pessoas a aceitarem a teoria evolucionista de Darwin, que nega a atuação do Criador: “Por meio da sua palavra, o SENHOR fez os céus; pela sua ordem, ele criou o sol, a lua e as estrelas. Pois ele falou, e o mundo foi criado; ele deu ordem, e tudo apareceu.” Salmo 33:6, 9.
Uma teoria errada leva a outras…
3º: Conduz a pessoa à perdição, pois, não é a verdade como ensinada na Bíblia.
“Fora [do Paraíso] ficam… os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.” Apocalipse 22:15.
4) A evolução espiritual ensinada na Bíblia – a santificação – ocorre em vida ou na morte? Hebreus 3:13; 1 Tessalonicenses 4:13.
Resposta: Acontece quando a pessoa está viva, pois, Hebreus 3:13 diz que a transformação é a “cada dia” e que tem de começar “hoje”. Não há oportunidade de salvação ou aperfeiçoamento depois da morte:
“Antes, crescei [o termo está no presente, ou seja: cresça enquanto está vivo! Pedro escreve para pessoas vivas, não mortas] na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pedro 3:18.
“Portanto, nós, como companheiros de trabalho no serviço de Deus, pedimos o seguinte: não deixem que fique sem proveito a graça de Deus, a qual vocês receberam. Escutem o que Deus diz: “Quando chegou o tempo de mostrar a minha bondade, eu atendi o seu pedido e o socorri quando chegou o dia da salvação.” Escutem! Este é o tempo em que Deus mostra a sua bondade. Hoje é o dia de ser salvo.” 2 Coríntios 6:1-2.
E, 1 Tessalonicenses 4:13 é enfático: a morte é um sono sem sonhos. Portanto, não há como “evoluir” estando inconsciente (Eclesiastes 9:5, 6, 10).
5) Jesus pede que nos tornemos pessoas melhores por meio de que método? João 17:17.
Resposta: Pela leitura e estudo da Bíblia, o Livro de Deus que transforma vidas! (Lucas 24:27, 44).
Reflita: “Como nos dias dos apóstolos os homens procuravam destruir a fé nas Escrituras pelas tradições e filosofias, assim hoje, pelos aprazíveis sentimentos da “alta crítica”, evolução, espiritismo, teosofia e panteísmo, o inimigo da justiça está procurando levar as almas para caminhos proibidos.”
“Pelo espiritismo, multidões são ensinadas a crer que o desejo é a mais alta lei, que licenciosidade é liberdade, e que o homem deve prestar contas apenas a si mesmo.” (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 474.) [Compare com Romanos 14:12 e 2 Coríntios 5:10].
***Nota: Ver Oscar Cullmann em Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos? Uma das maiores autoridades em Novo Testamento, o Dr. Cullmann, teólogo Luterano, mostrou claramente que não há harmonia entre a doutrina grega (do filósofo Platão) sobre o “espírito” com o ensinamento bíblico. Um estudo detalhado dos termos “alma” e “espírito” poderá encontrar no livro Imortalidade ou Ressurreição? do Dr. Samuele Bacchiocchi. Pode ser adquirido com a editora Unaspress pelo site http://www.unaspress.unasp.edu.br ou pelo telefone (19) 3858-9055.
Pergunta pessoal: Amigo (a) ouvinte: tem permitido que Deus fale ao seu coração através desses estudos?
Minha oração: “JESUS: Aceito o plano de Deus para me aperfeiçoar e não o ensinado por Allan Kardec”.
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O quarto pilar do espiritismo: Os médiuns
• Introdução
1) O que a Bíblia diz sobre a mediunidade?
2) Deus se comunica por meios dos médiuns?
3) Os mortos podem conversar com os vivos?
Até o momento percebemos que a Bíblia e os livros de Allan Kardec não se harmonizam. Vejamos o que o espiritismo diz sobre os médiuns:
“Hoje, como espíritas, sabemos que Jesus foi um espírito extremamente adiantado, mas não o próprio Deus e que os Apóstolos, também espíritos adiantados, eram humanos. Médiuns inspirados, mas humanos…” (BERNARDO, Carlos Alberto Iglesia. Disponível em: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/estudo-do-novo-testamento.html Acesso em 08 de abril de 2009.)
• Estudo
1) Como Deus se comunica com o ser humano? Números 12:6; Hebreus 1:1, 2.
Resposta: Deus se comunica de várias maneiras, especialmente por meio dos profetas e da maior revelação que já existiu: Jesus Cristo.
Portanto, os apóstolos não foram médiuns – pessoas que recebiam espíritos. Pelo contrário: rejeitaram qualquer prática mediúnica Em certa ocasião, o apóstolo Paulo expulsou um espírito adivinhador que atuava por intermédio de uma jovem (Atos 16:16-18). Se Paulo fosse um médium, não teria feito isto. Os apóstolos de Jesus jamais iriam contra os ensinamentos do Antigo Testamento a respeito dos médiuns (Levítico 20:6), sendo que os Escritos Antigos eram a Bíblia deles!
2) Por que o Criador não poderia usar pessoas boas como os médiuns para transmitir mensagens a nós? Deuteronômio 18:10-14 (Aqui aparece o termo “necromantes”. Necromante é pessoa que pratica a necromancia, ou seja, a consulta aos “mortos”); Levítico 19:31; 20:27; 2 Crônicas 33:1-9.
Resposta: Porque, apesar de amar muito os médiuns Deus abomina, detesta as práticas mediúnicas. Veja o que diz Isaías 8:19 e 20, na Nova Tradução Na Linguagem de Hoje:
“—Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!” Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.””
3) Se Deus não apóia a consulta a médiuns espíritas, como Saul conseguiu falar com “Samuel” que “já estava morto”? 1 Samuel 28.
Resposta: Alguns textos bíblicos são suficientes para provar que não era Samuel quem estava conversando com Saul naquela sessão espírita:
a) 1Crônicas 10:13-14 – Deus condenou a atitude de Saul de participar daquela reunião com o suposto “espírito” de Samuel. Se fosse o servo de Deus quem tivesse falado com o rei Saul, o Senhor não se importaria em teria se importado;
b) 1Samuel 28:3 – Samuel estava morto e, na morte, a pessoa está inconsciente – Eclesiastes 9:5, 6 e 10;
c) 1Samuel 28:6 – Deus não mais falava com Saul porque ela havia ido longe demais. Portanto, quem apareceu a Saul naquela reunião espírita não foi o servo de Deus, Samuel, que jamais agiria contra a decisão do Criador;
d) 1Samuel 28:12, 14 – a Bíblia não diz que o “espírito” de Samuel se fazia presente, mas sim que Saul ENTENDEU que era Samuel;
e) 1Samuel 28:15 – o suposto espírito de Samuel contradisse a Bíblia, que afirma em Jó 7:9, 10 que os mortos não podem subir, antes da ressurreição (João 5:28, 29);
f) 1Samuel 28:16 – o “espírito” jogou Deus contra Saul, dizendo que o Senhor o havia desamparado. Não é verdade! Foi o rei quem se afastou de Deus;
g) 1Samuel 28:20- a mensagem do “espírito” causou desespero em Saul.
Portanto, não foi o “espírito” de Samuel quem se comunicou com Saul (você verá quem falou com Samuel na próxima questão).
4) Que razões Deus tem para rejeitar a prática de consultar os mortos? 2 Coríntios 11:13, 14; Mateus 24:24.
a) A Bíblia (Palavra de Deus) diz que os mortos não podem voltar para se comunicarem com os vivos porque eles estão dormindo: “Como a nuvem que passa e some, assim aquele que desce ao mundo dos mortos nunca mais volta; ele não volta para casa; ninguém lembra mais dele.” Jó 7:9-10. “Irmãos, queremos que vocês saibam a verdade a respeito dos que já morreram, para que não fiquem tristes como ficam aqueles que não têm esperança.” 1 Tessalonicenses 4:13.
b) A única maneira de voltarmos a falar com os mortos é quando eles voltarem à vida! Jesus terá que voltar ao nosso mundo (Apocalipse 1:7) para ressuscitá-los (João 5:28, 29; Lucas 14:14; 11:25). Só depois desses eventos é que os reencontraremos: “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.” 1 Coríntios 15:23 (Grifo acrescentado). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles [Isso significa que os mortos não estão em um mundo espiritual, mas que irão para o paraíso de Deus juntamente com os vivos. Não foram na nossa frente! Ler Hebreus 11:39, 40, que fala dos heróis da fé.], entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16-17.
“Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19.
c) Os “espíritos” que incorporam nos médiuns são demônios e não pessoas boas. Deus não quer ser humano algum mantenha contato com os espíritos do mau.
d) Porque através do espiritismo o inimigo de Deus tem enganado muitas pessoas sinceras misturando a verdade com a mentira, o que levará à perdição de acordo com Apocalipse 22:15.
Só existem duas forças no universo: do bem ou do mal. Somente dois tipos de anjos: os caídos (2 Pedro 2:4; Apocalipse 12:7-9 – demônios) e os não caídos (Apocalipse 22:8, 9). Não é difícil, com base em Hebreus 1:14 e Colossenses 2:15 vermos que esses dois poderes lutam pelo coração do ser humano. Portanto, se Deus não apóia a consulta a mortos e nem a mediunidade, quem está presente nas sessões espíritas são os anjos caídos que querem atrair pessoas sinceras de todas as classes sociais.
Atenção! Anjos caídos têm o poder da personificação, ou seja: imitam a voz, cheiro do perfume e outras características das pessoas que morreram. Portanto, cuidado! Não se deixe enganar (Mateus 24:24).
5) Um anjo bom entra na mente de algum médium para tirar o livre-arbítrio dele (a)? Salmo 34:7
Resposta: Não! A Bíblia diz que ele acampa-se “ao redor” dos que respeitam a Deus e não que ele “entra na mente” da pessoa para tirar a identidade dela!
6) E os anjos maus? Marcos 5:1-14.
Resposta: Tomam conta da mente, falam por intermédio da pessoa – que perde a própria identidade – e em alguns casos trazem sofrimento (para os médiuns, não).
7) O que Deus quer fazer na mente daqueles que são usados por espíritos malignos? Marcos 5:15.
Resposta: Aproximá-los de Jesus e deixá-los em perfeito juízo para que os demônios nunca mais interfiram na vida e nas escolhas deles.
Reflita: “A doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho…” [Professor Otoniel Mota (pastor Presbiteriano). Meu Credo Escatológico [opúsculo], ed. 1938, pág. 3]
Convite: Aceite os mensageiros que DEUS ESCOLHEU para Ele se comunicar com você: os profetas. Os que os médiuns dizem, de acordo com Isaías 8:20, “não tem nenhum valor”, pois, eles não foram enviados por Deus. Eles são pessoas sinceras que Jesus ama e quer conduzir ao caminho da salvação fora do espiritismo.
Minha oração: “Quero manter contato com Deus por meio da oração e das instruções dEle deixadas na Bíblia e não nos livros de médiuns ou de Allan Kardec.”
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O terceiro pilar do espiritismo: A lei do karma
• Introdução - entrevista com Maurício Braga, ex-espírita (Acesse no site da rádio o link:
http://www.novotempo.org.br/radio/interno.asp?PMA_Codigo=56&NomeDoPrograma=O%20Assunto%20É%20(Interativo) e ouça na íntegra!)
O advogado Maurício Braga foi espírita durante 16 anos e hoje é um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. No programa de hoje vamos saber algo sobre a trajetória dele no kardecismo, descobrir o porquê de ele ter abandonado a doutrina espírita e contar com a participação dele no estudo sobre o quarto pilar do espiritismo: a lei do karma.
• Perguntas feitas para Maurício Braga, ex-espírita (Ouça as respostas no site citado acima)
1) Por que você deixou de ser espírita?
2) O espiritismo traz certo “conforto espiritual” às pessoas a respeito de muitas questões da vida que são difíceis de enfrentar: a morte, o sofrimento… Você acredita que algo que traz “paz” pode não ser de origem divina?
3) Explique-nos o que é a “lei do karma”.
4) Em uma entrevista concedida ao programa de televisão Está Escrito você disse: “Se eu anular a Bíblia vou tirar o chão sobre ao qual a casa está construída; já o inverso não, pois, se eu tirar o espiritismo da Bíblia estarei dando a verdadeira explicação aos textos bíblicos”. Foi muito difícil chegar a essa conclusão?
5) Já estudou a Bíblia com um amigo espírita? Qual foi o resultado?
6) Qual o seu conselho a algum ouvinte que seja espírita ou simpatizante do kardecismo e que nos acompanha nesse momento?
Fim da entrevista.
O advogado Maurício Braga escreveu o livro Por que não sou mais espírita. Se quiser adquirir esse material, mantenha contato com a editora Casa Publicadora Brasileira pelo 0800-979 0606 ou pelo site: www.cpb.com.br
• Estudo bíblico sobre o tema.
Pudemos perceber na entrevista com ex-espírita Maurício Braga que a Bíblia não se harmoniza com o os livros de Allan Kardec. Nessa parte de nosso estudo iremos responder algumas perguntas e analisar com você João 9:1-3 – um dos textos usados “a favor” da lei do karma. Vamos ler:
“Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” João 9:1-3.
1) Qual é o tema do capítulo 9 do evangelho de João?
Não é a lei do karma. O tema é a cura de um cego de nascença que, de acordo com os fariseus e os discípulos de Cristo – influenciados pela cultura da época – acreditavam que aquele homem era cego porque tinha pecado ou porque algum parente dele havia feito algo de errado no passado (João 9:2; veja também o verso 34). Por isso, na compreensão dos judeus daqueles dias, os filhos pagavam pelos pecados dos pais – algo totalmente contrário ao que ensina Ezequiel 18:4, 20: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma [pessoa] que pecar, essa morrerá.” “A alma [pessoa] que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este.” Veja que mesmo na crença judaica não havia a questão reencarnação.
Alguns fariseus (veja: nem todos), cegados pelo fanatismo, não perceberam que Jesus tinha feito o bem a uma pessoa e O julgaram mal por ter curado no Sábado (leia o verso 16), algo que estava de acordo com a Lei de Deus (Mateus 12:12). Perceba que os líderes religiosos da época nem fizeram conta do milagre!
A análise contextual e os versos bíblicos de Ezequiel são suficientes para provar que a chamada “lei do Karma” que supostamente é apresentada em João 9 é uma interpretação de Allan Kardec, pois, de acordo com a Bíblia “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Romanos 14:12.
2) Então, o que Jesus quis dizer quando afirmou que aquela pessoa nasceu cega para que Deus pudesse mostrar o poder dEle? Não seria isso uma forte evidência de que a Bíblia apóia a lei do karma?
Quando analisamos o significado da expressão “para que” (se manifestassem nele as obras de Deus) no grego bíblico, o aparente problema fica resolvido. “Para que” é uma conjunção grega – “ina” – e um dos sentidos da palavra, com o restante do verso três de João 9 é este: “Já que ele nasceu assim, se manifestarão nele as obras de Deus”! Portanto, nem perto a lei do karma está presente nesse texto, de acordo com o original. Deus jamais faria alguém ficar cego apenas para mostrar o poder dEle: “Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.” Salmo 5:4.
3) Como podemos saber que a conclusão que chegamos a respeito do texto é a correta?
Pela análise do contexto bíblico. Estudamos João 9 e o significado de um termo grego de maneira imparcial. Portanto, não há como duvidar do que foi exposto, sendo que seguimos as normas de interpretação da Bíblia.
4) Podemos dizer que, de certa forma, é injusto o ensino de que todos passarão pelo “karma”?
É claro que Deus usa o sofrimento para aperfeiçoar o nosso caráter (1 Pedro 4:12, 13; 2 Pedro 1:5-11), mesmo não sendo o autor do sofrimento (Jó 1 e 2), mas, jamais usa a dor para nos salvar. O único meio de salvação é Jesus Cristo (Atos 4:12). Não existe outro método de salvação, muito menos o de se salvar por si mesmo através das obras, de sucessivas “reencarnações”. Basta ler Efésios 2:8, 9.
Além de ser injusto esse pilar do espiritismo conhecido como “lei do karma”, ele entra em conflito com Ezequiel 18:4 e 20 – que lemos anteriormente – e exclui uma das doutrinas fundamentais da Bíblia: a do juízo. A doutrina do juízo nos ensina que Deus julgará cada ser humano “segundo as suas obras” (Mateus 16:27; Apocalipse 22:12) – manifestação da verdadeira fé. Ensina também que Jesus é o juiz (João 5:22) e que neste momento está no Céu analisando os registros celestiais com Deus Pai e os anjos a fim de comprovar quem realmente é dEle e quem não é. Veja o que diz Daniel 7:9-10 a respeito:
“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.”
A lei do karma também ignora que o juízo está no futuro >(assim como o sofrimento dos maus na execução do juízo), como ensina 2 Coríntios 5:10. Portanto, nesta vida não sofremos uma espécie de “juízo” para “nos aperfeiçoarmos”
E, se precisássemos passar pelo “karma” para sermos aperfeiçoados, não precisaríamos de Jesus Cristo e do Espírito Santo. São eles quem nos ajudam a sermos pessoas melhores: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” Filipenses 2:13. “Quando ele [o Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” João 16:8.
Não há dúvidas de que e “lei do karma” é um ensinamento que precisa ser totalmente rejeitado por aqueles que querem seguir a Deus e a Bíblia completamente.
5) Qual a resposta de Deus para o sofrimento da humanidade?
Deus ensina que sofremos:
1) Em consequencia do pecado de nossos primeiros pais (Adão e Eva) e dos nossos próprios pecados – Gênesis 3:17; Romanos 3:23;
2) Pela intervenção direta do diabo que quer nos prejudicar (Jó 1 e 2; 1 Pedro 5:8);
3) Por causa de nossas escolhas erradas – Gálatas 6:7.
6) Como Deus irá resolver o problema chamado sofrimento?
Por meio da volta gloriosa de Jesus, quando Ele terminará com o pecado, seu autor – o diabo – e o sofrimento:
“E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.” Romanos 16:20.
“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.” Mateus 24:30-31.
“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apocalipse 21:4.
“Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão” Apocalipse 22:1-3.
“Nenhum morador de Jerusalém dirá: Estou doente; porque ao povo que habita nela, perdoar-se-lhe-á a sua iniqüidade.” Isaías 33:24.
Convite: Duas coisas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. A Bíblia é Verdadeira ou o espiritismo é verdadeiro. Depois do estudo de hoje, aceite a Bíblia como sua norma de vida. Deus tem muito mais a lhe oferecer do que a doutrina da reencarnação.
Minha oração: “Senhor: hoje aprendi que só posso ser aperfeiçoado pelo Seu poder, por sua graça. Minha oração nesse momento é de Filipenses 2:13: efetua em mim tanto o querer quanto o realizar, de acordo com Sua soberana vontade.”
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O segundo pilar do espiritismo: O estado do homem após a morte
• Introdução
1. Existe consciência após a morte?
2. Para onde vai alma quando alguém morre?
3. O que é o “espírito” de acordo com a Bíblia?
No livro O Céu e o Inferno, capítulo 2, Allan Kardec disse que os espíritas “sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade”. (Grifo acrescentado).
Será que esse posicionamento dele é o mesmo da Bíblia? É sobre isso que estudaremos no programa de hoje. Esse assunto fará toda a diferença em sua vida espiritual amigo ouvinte, pois, poderá livrá-lo de um dos maiores enganos nesses últimos dias: o de que o ser humano é imortal naturalmente sem estar ao lado de Deus e comendo da árvore da vida. Não deixe de acompanhar também o programa de hoje!
• Estudo
1) Qual a foi a maior tragédia que o pecado trouxe para a humanidade? Romanos 6:23 (primeira parte).
Resposta: a morte do pecador.
2) Depois que Adão e Eva desobedeceram a Deus, qual foi a primeira atitude do Criador. Por que o Senhor tomou essa decisão? Gênesis 3:22, 23.
Resposta: Tirou-lhes o acesso à árvore da vida. Fez isso porque, se continuassem comendo do fruto, seriam pecadores imortais e, consequentemente, o sofrimento seria eterno.
Nota: Se HOJE o ser humano NÃO TEM ACESSSO à árvore da vida, isso significa que não somos imortais até o dia em que Jesus voltar e nos levar para o Céu (João 14:1-3) para comeremos novamente do fruto da árvore que se encontra no paraíso de Deus (Apocalipse 2:7).
3) Somente quem é imortal? 1 Timóteo 6:15, 16.
Resposta: Deus. As demais criaturas só podem ter vida se estiverem ligadas a Ele.
4) Se o ser humano não tem acesso à árvore da vida e só Deus é imortal, para onde vai a “alma” após a morte? O que é alma? Ezequiel 18:4; compare com Deuteronômio 10:22.
Resposta: A alma morre porque alma é a pessoa viva e não é uma “entidade imaterial” que sobrevive fora do corpo. A “alma” – o pessoa – vai para o pós da terra de acordo com Gênesis 3:19 e Eclesiastes 3:20. (Não vai para o Céu, inferno, purgatório ou para outro corpo a fim de reencarnar).
5) Então, o que Gênesis 35:18 quer dizer quando afirma que “sai a alma” de Raquel depois da morte dela?
Resposta: O termo “alma” pode ser traduzido de várias maneiras nas Escrituras. Precisamos analisar o contexto do verso para obtermos o melhor significado e jamais os conceitos gregos para a palavra!
Quando lemos a Bíblia na Nova Versão Internacional percebemos que o termo “alma” já foi corretamente traduzido por vida (inclusive no texto de 1 Reis 17:21, 22, malcompreendido por muitos). Veja com o texto foi traduzido: “Já a ponto de sair-lhe a vida, quando estava morrendo…”
Portanto, a palavra “alma” em Gênesis 35:18 se refere à vida.
6) O que é o “espírito”? Gênesis 2:7; Eclesiastes 12:7.
Resposta: Alguns significados para as palavras hebraicas e grega utilizadas para se referir ao “espírito” (ruach, neshamah [hebraico] e pneuma [grego] são: “vento”, “ar”. Em Gênesis 2:7 aparece a expressão “fôlego de vida”, que é o mesmo que espírito. Portanto, espírito é o fôlego de vida que Deus colocou em cada ser humano. O princípio vital do Criador que mantém-nos vivos.
7) Algumas evidências de que o ser humano deixa de existir depois da morte:
a) Perda do acesso à árvore da vida – Gênesis 3:22 e 23;
b) Necessidade de comer desta árvore novamente, NO FUTURO, para preservar a imortalidade – Apocalipse 22:2;
c) Perda da consciência na morte – Eclesiastes 9:5, 6 e 10 – compare com o Salmo 88:10-12; Salmo 115:17 e 146:4.
d) Impossibilidade de adquirir conhecimento e sabedoria enquanto estiver morto – Jó 4:21 (se a pessoa estivesse no Céu ou noutra dimensão espiritual, aprenderia muito mais que qualquer pessoa aqui da Terra…);
e) Impossibilidade de adorar a Deus – Salmo 6:5 (se o “espírito” estivesse no Céu, o que mais faria seria adorar a Deus!)
f) Necessidade de passar pelo processo de santificação, uma preparação diária para a eternidade – Hebreus 12:14; Romanos 2:7;
g) Necessidade de uma ressurreição para voltar à vida – Isaías 26:19; 1 Tessalonicenses 4:13-17;
h) Os autores bíblicos, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, comparam a morte a um sono, sem sonhos. Eis alguns deles:
(1) Davi – Salmo 13:3;
(2) Isaías – Isaías 26:19;
(3) Jeremias – Jeremias 51:39 e 57;
(4) Daniel – Daniel 12:2;
(5) Paulo – 1 Coríntios 15:16-18; 1 Tessalonicenses 4:13, etc.
Para Jesus, o que a pessoa morta está fazendo neste momento? João 11:11-14
Resposta: Para o Senhor Jesus Cristo, a pessoa morta está dormindo.
9) De acordo com 1 Tessalonicenses 4:18, as pessoas que perderam um ente querido devem ser consoladas com o ensino da reencarnação?
Resposta: Não! Devem ser confortadas com a crença na doutrina da ressurreição.
10) O que é Ressurreição? Daniel 12:2; 1 Coríntios 15:50-55
Resposta: Ressurgir do pó da Terra com o corpo transformado.
11) Quando será a Ressurreição? Daniel 12:13; João 6:40 e 54; 1Tessalonicenses 4:13-18
Resposta: No último dia, momento em que Jesus vai voltar.
12) O que devemos fazer para ganharmos a vida eterna? João 5:24.
Resposta: Crer em Deus e aceitar todos os ensinos de Jesus Cristo – inclusive a respeito do que acontece depois da morte!
Convite: >“Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11:25.
Minha oração: “Senhor: Agradeço-lhe por saber que a morte não é o fim de tudo e que um dia poderei encontrar os meus queridos quando Jesus voltar e os ressuscitar. Prepara-me para o encontro com o Senhor nas nuvens do Céu e me dê a alegria de rever na eternidade as pessoas que amo. Obrigado por essa esperança!”
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O primeiro pilar do espiritismo: A reencarnação – Parte 2
Daremos sequencia à análise do primeiro pilar do espiritismo: a reencarnação.
4) Algumas pessoas têm a sensação de já terem visitado certos lugares e muitos espíritas ensinam que isso acontece por causa de passeios em “vidas passadas”. Como explicar essa impressão de que já estivemos em lugares onde nunca tínhamos ido?
Resposta: Nossa mente é muito complexa ao ponto de a própria ciência não compreendê-la bem. Certo é que o cérebro pode facilmente nos passar a sensação de que já estivemos em determinado lugar, mesmo nunca tendo passado por perto. Simplesmente por que nossa mente já gravou um cenário “parecido”, que poderíamos ter visto em uma viagem, num filme, desenho, etc.
O fato de “acharmos” que já estivemos em determinado lugar jamais poderá insinuar que exista a reencarnação, assim como uma pessoa, que nunca comeu um prato de lasanha poderá dizer: “acho que comi isto em outra vida passada”, pois a lasanha não existe há tanto tempo assim… Se fosse possível comer a lasanha em outra vida, então até mesmo a comida “reencarnar”…
5) Quais textos da Bíblia provam que a doutrina da reencarnação não se origina em Deus? E por quê?
Resposta: São muitos. Vejamos alguns:
• Efésios 2:8,9 – A Bíblia diz que a Salvação é pela graça, é um presente. Se fosse através da reencarnação, seria pelas obras. Está Escrito: “Se, porém, andarmos na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo o pecado” 1 João 1:7. Vemos que não é a reencarnação que nos purifica dos pecados, mas UNICAMENTE o sacrifício de Jesus na cruz. Ninguém pode estabelecer outro plano de salvação – nem mesmo Allan Kardec. No Evangelho de João 1:29 está relatado a declaração de João Batista sobre Jesus. Sabe o que ele disse? “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Não precisamos reencarnar para atingirmos um estágio maior de perfeição: precisamos de Jesus Cristo;
• Romanos 3:24-31 – “sendo justificados (perdoados) gratuitamente , por sua graça, através da redenção que há em Cristo Jesus”. Aqui, a Bíblia menciona que o perdão é através da salvação que há em Jesus e não que iremos melhorar através de sucessivas reencarnações;
• 1 Tessalonicenses 4:13,18 – Nesse trecho bíblico, o Senhor nos diz que irá voltar para nos buscar. Se existisse a reencarnação, como um meio de “aperfeiçoar” o ser humano, por que Jesus teria de vir e nos levar ao céu? Poderíamos ir sozinhos por nossos méritos – algo totalmente antibíblico;
• 1 Coríntios 15:51-54 – Este verso nos ensina que, para sermos aperfeiçoados, Jesus tem de voltar E nos transformar de uma só vez, INSTANTANEAMENTE. Não temos de passar pela reencarnação;
• 2 Coríntios 6:2 – “…eis ,agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação…” Podemos notar que a salvação ou o aperfeiçoamento da pessoa não vem depois da morte com a reencarnação, pois, isso levaria muito tempo e o sacrifício de Jesus não teria eficácia alguma. Temos a oportunidade se ser salvos apenas agora, nesta vida. Basta aceitarmos a Jesus como nosso Salvador! (1 João 5:12).;
• Hebreus 9:27 – Este é um dos textos bíblicos que melhor refutam a doutrina da reencarnação. Diz o seguinte: “e, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo…” A Palavra de Deus é clara ao dizer que morremos uma só vez. Não duas, três, quatro ou cinco para depois reencarnarmos. Note que, após a morte, vem o juízo (a vida da pessoa é selada para a salvação ou perdição), e não a reencarnação!
6) Sendo que a reencarnação não existe, como o ser humano pode se aperfeiçoar?
Resposta:strong> Passando por todas as fases da salvação. Resumidamente, são elas:
• A predestinação bíblica***: “assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” Efésios 1:4-5.
• A justificação: “Justificados [tornado justos, perdoados] pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” Romanos 5:1.
• A santificação: “Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1 Pedro 1:16. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” Hebreus 12:14.
• A glorificação: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” Romanos 8:17.
Ser glorificado é ser transformado na volta de Jesus: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Filipenses 3:20-21.
Nesse processo de salvação elaborado por Deus, não há lugar para a reencarnação! Por que reencarnar se nessa vida estamos sendo santificados e se seremos glorificados na volta de Jesus?
Considerações finais:
Um importante princípio filosófico é o de que “duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo”. Portanto, pelo que estudamos nesses dois programas, podemos concluir que aceitamos a Bíblia ou a doutrina da reencarnação. Não há como acreditar nas duas. Qual ensino você irá escolher?
Finalizamos com algumas citações do livro de Jó que também comprovam a não existência da reencarnação. Jó fez uma pergunta e ele mesmo deu a resposta, inspirado por Deus. Oramos para que nosso (a) amigo (a) ouvinte (a) aceite a resposta bíblica para esta importante pergunta: “os mortos podem reencarnar?”
Pergunta: “morrendo o homem, porventura tornará a viver”? Jó 14:14.
Resposta: “… assim o homem se deita, e não se levanta: enquanto exibirem os céus não acordará, nem será despertado de seu sono” (verso 12).
“… antes que eu vá para o lugar de que não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte…” Jó 10:21.
“Porque dentro de poucos anos eu seguirei o caminho de onde não tornarei”
Jó 16:22.
“Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce á sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará a sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” Jó 7:9,10.
Convite: Estude sobre o assunto na Bíblia e não deixe de acompanhar os próximos programas na rádio Novo Tempo.
Minha oração: “Senhor Deus: ajude-me a crer na Bíblia mesmo que durante anos eu tenha aprendido algo diferente. Sou Seu filho e quero aprender mais para ter certeza do que realmente é a Verdade. Dá-me forças para decidir-me ao Seu lado e me proteja em minha busca pelo conhecimento de Sua vontade. Em nome de Jesus. Amém.”
*** Nota: A predestinação na Bíblia não é a mesma apresentada pelo teólogo João Calvino. Enquanto ele ensinava que uns são predestinados para a perdição e outros para serem salvos, a Bíblia afirma que todos são predestinados para salvação e que ninguém é destinado a se perder (ver 1 Tessalonicenses 5:9; Ezequiel 18:4, 20). Na predestinação de Deus, mesmo nos elegendo antes de nascermos, Ele permite que escolhamos continuar salvos ou não (ver Apocalipse 22:17; João 3:16; Jeremias 21:8).
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP. Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
Ontem (11 de novembro de 2009) recebi o telefonema de um amigo que estava preocupado com o fim do mundo por causa do filme de Roland Emmerich, que coloca o tempo do fim em 21 de dezembro de “2012” (nome do filme). A data é sugerida por um Calendário da civilização Maia (cultura mesoamericana pré-colombiana).
A mídia tem aumentado a curiosidade pela ficção ao afirmar que um planeta de nome fictício (Nibiru) “entrará em choque com a Terra”. Basta você acessar o Google, digitar “2012” e encontrará uma enxurrada de “informações” sobre a “nova moda apocalíptica”. Para não cairmos nessa onda de euforia, é importante termos em mente que:
1) O Calendário Maia não é o Calendário de Deus;
2) Um filme que se propõe a ter sucesso de bilheteria por uns bons anos JAMAIS passará DE VERDADE a ideia que o mundo acabará em menos de três anos;
3) O “tempo do fim” na Bíblia é o fim do pecado e das consequências trágicas trazidas à humanidade (a principal, a morte. Ver Romanos 6:23). O “fim” ocorrerá por ocasião da volta gloriosa de Jesus (Apocalipse 1:17; Mateus 24:30, 31; 2 Pedro 3:10-13);
4) O Apocalipse não é sinônimo de catástrofes. O nome grego do último livro da Bíblia significa “Revelação” e, por isso, está relacionado com esperança e não com calamidades, como é passado pelos veículos de comunicação sensacionalistas. É nesses pontos que irei me deter, de maneira breve.
O CALENDÁRIO DE DEUS NÃO É O MESMO UTILIZADO PELOS MAIAS
Não devemos negar a dedicação dos Maias no estudo, especialmente da astronomia. Todavia, o tempo de Deus não é o tempo do ser humano. O “Calendário Divino” que aponta os sinais da volta de Cristo são: o capítulo 24 de Mateus, o capítulo 21 de Lucas e o capítulo 6 do livro do Apocalipse, entre outros. O Calendário de Deus não é numérico, mas, profético.
Portanto, o que os Maias dizem a respeito do fim do mundo deve ser desconsiderado por todo aquele que acredita na Bíblia e que ao menos tem bom senso.
DEUS TEM A HISTÓRIA NAS MÃOS DELE
Daniel 2 e Gálatas 4:4 mostram que os acontecimentos históricos estão nas mãos do Criador. De que maneira? Daniel 2 apresenta com milênios de antecedência o surgimento dos quatro grandes impérios mundiais (Babilônia, Medo-pérsia, Grécia e Roma) e dos países da Europa. Esses reinos e países são representados pelas diversas partes da estátua com a qual o rei de Babilônia sonhou . A grande estátua foi a forma didática de Deus comunicar a ele – e a nós – que só o Criador sabe o futuro e que Ele o tem sob Seu domínio.
Já Gálatas 4:4 nos ensina que Jesus veio pela primeira vez a esse mundo na “plenitude do tempo…” Portanto, se a primeira vinda de Cristo não foi “de qualquer jeito”, sem um planejamento Divino, a segunda vinda (Tito 2:13) também não será! Deus é organizado (1 Coríntios 14:34, 40) e sabe o tempo certo para cumprir Suas profecias que estão intimamente relacionadas com a nossa felicidade.
O TEMPO DO FIM
Biblicamente, o tempo do fim já começou em 1798. Isso é facilmente compreendido quando estudamos a profecia dos 1260 dias em Apocalipse 12:6, aprendemos que a igreja de Deus seria perseguida pelo dragão (Satanás e o império romano, aliado à Roma papal) por 1260 anos. (Em profecia, um dia equivale um ano. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7. Portanto, 1260 anos). Isso ocorreu de 538 a 1798, quando o general de Napoleão, Bertier, levou preso, da Capela Sistina, o papa Pio VI, dando um fim ao domínio perseguidor papal. O padre Jesuíta Joseph Rickaby disse que, quando o Papa Pio VI faleceu (ficou exilado depois de sua prisão), “a metade da Europa pensou que, junto com o papa morrera também o papado”. (MAXWELL, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, p. 337).
A partir do ano de 1798 entramos no tempo do fim por que o poder papal havia sido “ferido” (Apocalipse 13:3) e também pelo fato de, em 1844 (de acordo com as profecias de Daniel 8:14 e Daniel 9), Deus ter começado Sua obra de avaliar a vida de cada ser humano (juízo antes da volta de Cristo – 1 Pedro 4:17) para mostrar ao universo quem realmente permaneceu fiel a Deus (2 Coríntios 5:10). Leia também Apocalipse 14:6, 7 e verá que Deus nos convida a nos prepararmos “pois é chegada a hora do seu juízo”.
Sendo que já estamos no tempo do fim; e que esse tempo culminará com a volta de Jesus Cristo para acabar com o pecado e a maldade que nos atormenta, não fica difícil entendermos que o mundo de pecado não chegará ao fim por que “um planeta se chocará com a terra”. Depois que todos os seres humanos tiverem oportunidade de se arrependerem dos seus erros e de aceitarem (ou não) o plano de Deus para salvá-los (2 Pedro 3:9), Jesus voltará em glória e majestade: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25:31-34.
• Para alguns, a volta de Jesus será o fim (Apocalipse 6:14-17).
• Para outros, o começo de uma nova vida (Isaías 25:9; Apocalipse 21:4).
Tudo irá depender das escolhas que fazemos a cada dia.
APOCALIPSE: O LIVRO DA ESPERANÇA
Como afirmei anteriormente, o termo “Apocalipse” significa “Revelação”. Não é um livro de tragédias ou mesmo “lacrado”, mas, a revelação de Deus de que há esperança para nosso mundo. Percebemos a mensagem de esperança do livro em vários textos. Eis alguns:
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.” Apocalipse 2:7.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” Apocalipse 2:17.
“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações” Apocalipse 2:26.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 3:13.
“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” Apocalipse 3:21.
Há motivo para temer um livro tão belo e importante para nossos dias? Claro que não! Mesmo porque a “bendita esperança” (Tito 2:13) que possibilitará o cumprimento dessas promessas (esse bendita esperança é também a mensagem principal do livro) é o retorno de Cristo a esse mundo! Não é por acaso que o apóstolo João finaliza o livro radiante de alegria e cheio de esperança:
“Aquele que dá testemunho destas coisas [Jesus Cristo] diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 22:20.
PARA O AUTOR DO FILME “2012”, O MUNDO NÃO ACABARÁ NESSE PERÍODO…
De acordo com o site http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1418115&seccao=Cinema:
“Emmerich anunciou que vai fazer uma continuação para TV de 2012, e mostrar o que aconteceu após a grande catástrofe. O título: 2013” (Grifos acrescentados).
Veja que nem mesmo o autor quer que o mundo acabe em 2012, pois, ele deseja escrever outro roteiro, para mais um filme. Portanto, julgar a criatividade de um profissional como sendo “a Palavra de Deus”; e permitir que qualquer alarme vindo de extremistas nos assuste, é imaturidade espiritual e desconhecimento das Escrituras, que afirmam que “o dia e a hora [da volta de Jesus] ninguém sabe…” (Mateus 24:36).
A falta de estudo da Bíblia e a disposição do ser humano em acreditar em qualquer coisa são fatores decisivos para criar esse tipo de medo desnecessário.
Em todos os momentos de nossa vida, quando “uma revelação nova” é exposta diante de nós, precisamos ser cristãos maduros na fé “Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” Efésios 4:14.
Para maiores informações sobre a mensagem do Apocalipse, recomendo a leitura do excelente livro “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse”, de C. Mervyn Maxwell. Pode ser adquirido com a editora Casa Publicadora Brasileira pelo site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606.
Um abraço,
Leandro Quadros.
Estou gravando com Amilton Menezes, da rádio Novo Tempo, uma série de estudos sobre o espiritismo, que serão veiculados no programa “O Assunto É” a partir do próximo Sábado, 31, às 2h da tarde.
Para esse programa elaborei uma série de 8 estudos (programas) a fim de: (1) mostrarmos biblicamente como Deus considera o espiritismo, (2) explicar textos usados para “apoiar” a doutrina espírita e (3) mostrar aos ouvintes que não há harmonia entre a Bíblia e os escritos de Allan Kardec.
Toda semana você terá acesso ao estudo que for sendo veiculado. Tanto escrito (aqui no blog) quanto o áudio, que será disponibilizado no site da rádio (www.novotempo.org.br/radio)
Oro para que você use esse material da forma correta, para levar o conhecimento bíblico aos nossos amigos espíritas que são tão caridosos, receptivos e amorosos. Eles precisam conhecer a Verdade, mas, jamais devem ser magoados.
Logo abaixo você terá o material escrito do primeiro programa. Um grande abraço!
Leandro Quadros.
Introdução
O Brasil é o país com o maior número de espíritas no mundo. Estatísticas feitas pelo IBGE em 2005 revelaram que 40 milhões de brasileiros acreditam na doutrina espírita.
A escritora e profetisa Ellen White escreveu há mais de 100 anos: “O espiritismo está prestes a cativar o mundo. Muitos há que julgam ser o espiritismo mantido por truques e imposturas, mas isto está longe da verdade. Um poder sobre-humano está operando de várias maneiras, e poucos têm a idéia do que será a manifestação do espiritismo no futuro”. (Evangelismo, p.p. 602, 603).
Perceba que, de acordo com Ellen White, não é por acaso que o espiritismo é muito divulgado na mídia, especialmente nas novelas de uma grande emissora de TV de nosso País!
O que vamos estudar com você nessa série de oito programas na rádio Novo Tempo é esse fenômeno chamado espiritismo, que faz parte da vida de muitas pessoas sinceras e caridosas. Com certeza, não esgotaremos o assunto, mas abordaremos o que cremos ser o principal: os cinco pilares do espiritismo e algumas afirmações de Allan Kardec – pai do moderno espiritismo – para sabermos se a doutrina espírita realmente está em harmonia com o ensino bíblico sobre o que acontece com o ser humano depois da morte.
Com base na Bíblia responderemos a algumas perguntas nessa série:
1) Como Deus considera o espiritismo?
2) Para onde vai a alma ou espírito depois da morte?
3) A doutrina da reencarnação é uma verdade ou uma mentira?
4) Os escritos de Allan Kardec estão em harmonia com a Bíblia?
5) O espiritismo oferece as verdadeiras respostas às dúvidas que o ser humano tem sobre a vida e o mundo?
6) É possível ser salvo sendo um espírita?
7) Para Deus é correto ser cristão e espírita ao mesmo tempo?
O que é alma
[Em estudo posterior abordaremos de maneira mais detalhada o conceito de “alma” na Bíblia]
Para respondermos à pergunta: “o que acontece com a alma depois da morte?”, precisamos saber como Deus fez a vida. Gênesis 2:7 responde:
“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”
Convém destacarmos alguns pontos do verso acima:
1) Perceba que Deus criou um boneco de barro com todos os órgãos, tecidos, músculos… E, para que aquela obra de arte do Criador ficasse completa, precisava de vida. Por isso, Deus soprou no ser humano o fôlego de vida; não soprou uma alma;
2) O ser humano, portanto, não tem uma alma; ele é uma alma (ler Deuteronômio 10:22). A Bíblia apresenta uma visão holística do ser humano, ou seja: a alma (pessoa viva) só existe se estiver interligado o corpo, o fôlego de vida (que é o “espírito”, no original bíblico. O termo hebraico e grande parte dos versos é ruach. No grego, pneuma), a mente, as emoções. Separando-se tais elementos da natureza humana (que é psicossomática segundo a própria ciência), a vida acaba.
E, de acordo com Jesus (o “Autor da Vida” – Atos 3:15), será apenas na ressurreição que tais elementos do SER serão reunidos para a alma (pessoa) voltar a existir: “e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.” Lucas 14:14.
Não perca essa série de programas preparada especialmente para você. Nosso objetivo não é ferir sua consciência moral e religiosa – coisas muito preciosas para Deus. Queremos sim mostrar a Verdade da Bíblia sobre o espiritismo porque temos o compromisso de ensinar o que Jesus quer e de auxiliar pessoas sinceras de todas as religiões e filosofias a conhecerem melhor a Bíblia. Será uma honra contar com sua companhia aqui na rádio Novo Tempo, no programa “O Assunto é”.
Participe!
Se você quiser uma cópia escrita do estudo de hoje, escreva para o programa “O Assunto É”. Caixa Postal 7 – CEP. 12300-970. Jacareí, SP.
Poderá também solicitar seu estudo por e-mail: escolabiblica@novotempo.org.br ou imprimi-lo no blog www.namiradaverdade.com.br No site da rádio há opção de fazer o download do estudo gratuitamente e repartir os áudios com seus amigos!
Caso tenha alguma dúvida ou queira fazer seu comentário, mantenha contato conosco também pelo telefone (12) 2127-3121. Seu retorno é muito importante para nossa equipe.
O moderador do blog http://cincosolas.blogspot.com fez uma análise crítica sobre um de meus programas e finalizou o seu artigo da seguinte maneira:
“… o professor de Na Mira da Verdade precisa melhorar a pontaria.”
O assunto em discussão é a predestinação de João Calvino, reformador do século 16.
Será? Na verdade, vejo que ele não colocou as ideias pessoais “Na Mira da Verdade” bíblica…
Como registrei no blog, seria importante o irmão Clóvis dar atenção ao que escreveu o Dr. G. Berkower, renomado teólogo Presbiteriano. Por ser um estudante independente (ou seja: não depende de credos), decidiu não aceitar o calvinismo como ensinado pela igreja dele. E no seu livro Divine Election faz um convite a sua denominação para que reveja o posicionamento sobre a predestinação, aceitando o que a Bíblia realmente ensina sobre o assunto.
Quero reafirmar minha posição sobre o honesto, inteligente homem usado por Deus: João Calvino. Apesar de ele ter errado em certos pontos sobre a predestinação bíblica (Efésios 1:5), jamais poderia deixar de falar de um dos maiores reformadores que contribuíram de maneira significativa para o pensamento cristão.
Mas, assim como Lutero e Wesley (entre tantos outros), Calvino viveu segundo a luz que tinha. Por isso, o cristão sincero – ao analisar textos de quem quer ser que seja – examinará, reterá o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21) e jamais fará de uma pessoa a sua própria mente para interpretar a Bíblia (Quem pensa que o Adventista faz de Ellen White uma “segunda Bíblia”, leia por favor o artigo postado no link: http://novotempo.com/namiradaverdade/?p=320).
E se Calvino não esteve em total harmonia com a Bíblia, isso não é motivo para o julgarmos como um herético. Ele não o foi (pregou uma heresia, mas, na melhor das intenções). Errou no assunto da predestinação assim como outros fiéis estudantes da Bíblia erraram em outros pontos. E, nesse detalhe, precisamos ter um senso crítico santificado pelo Espírito Santo para reavaliarmos doutrinas e não atacar a pessoa em si.
Vamos aos comentários que o irmão Clóvis fez a respeito do programa que apresentei no dia 9 de setembro de 2009, onde tratei de Romanos 9 e a predestinação:
Pode-se perceber que o autor fez uma confusão (talvez, não intencionalmente) sem precedentes a respeito do que eu disse. Ele sabe (e isso reconheceu com honestidade) que num espaço de TV, quando o tempo é curto e se recebe centenas de perguntas por programa, é natural não termos todo o espaço necessário para discorrer sobre um assunto. É irrelevante, portanto, ele insinuar que eu tenha sido superficial. Eu, pelo menos, usei a Bíblia. Já ele, no artigo… Não refutou minha explicação (que está escrita) feita com base na mais sincera exegese bíblica, sem “pressupostos pessoais”, mas, apenas, análise contextual, permitindo que a Bíblia seja a sua própria intérprete.
A seguir, citarei os parágrafos do artigo onde ele foi mais desatento e apresentarei as considerações bíblicas (não maldoso, pois, não vejo isso nas palavras dele):
“No início da resposta ele lista os cinco pontos do calvinismo, que erroneamente atribui ao próprio João Calvino. Diz concordar com o reformador que o homem é totalmente depravado e por isso incapaz de querer e escolher o bem. Porém, mais adiante ele afirma que a morte de Cristo na cruz devolveu o livre-arbítrio a todos os homens, que agora podem escolher. Ou seja, para o professor Leandro, somente as pessoas que viveram depois de Adão e antes da morte de Jesus eram incapazes de desejar e realizar o bem. Os outros pontos, eleição incondicional, redenção particular, graça eficaz e perseverança dos santos são tanto mal representados quanto rejeitados.”
1º: Se os cinco pontos atribuídos a João Calvino não são dele, então as enciclopédias de história eclesiástica e os comentários bíblicos estão todos errados – menos Clóvis.
2º: Quando afirmei que na cruz Cristo devolveu o livre-arbítrio para o ser humano, de modo algum expressei a “crença” que “Clóvis colocou em meu arcabouço doutrinário”. Simplesmente quis mostrar ao telespectador que na cruz de forma plena e concreta Deus nos deu aquilo que já era prefigurado nos sacrifícios do Antigo Testamento: a salvação por meio do Cordeiro de Deus (João 1:29) e o livre-arbítrio. Ora: a Salvação está disponível antes da fundação do mundo (1 Pedro 1:18-20; Apocalipse 13:8) e os Israelitas foram salvos por exercerem fé no cordeiro que viria no futuro. Mas, a plenitude de tal bênção só foi possível com a morte de Cristo na cruz. Se o Salvador, no Getsêmani, tivesse desistido, de nada valeriam os sacrifícios de cordeiros feitos pelo Israel antigo. E muito menos o livre-arbítrio que o Senhor já havia lhes dado.
Portanto, não nego as palavras de Jeremias 21:8: “A este povo dirás: Assim diz o SENHOR: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.”
Outros pontos de Clóvis merecem refutação bíblica:
“1. Se toda a humanidade está predestinada à salvação e se esta predestinação só é mudada com uma decisão pessoal de se perder, então o evangelho não é uma boa notícia, pois só leva a oportunidade de perdição. A mensagem não é “perdidos, há salvação para vós!”, mas “salvos, agora podeis se perder!”.”
Argumento humano e infundado. É claro que toda humanidade está predestinada para a salvação. Em Gênesis 3:15 vemos a profecia messiânica aplicada a toda a raça humana descendente de Adão e Eva. E, em Genesis 12:3 é dito que, por meio da aliança de Deus com Abraão, “serão benditas todas as famílias da terra”. Todas significa TODAS mesmo e não apenas uma classe. Se Deus tivesse predestinado apenas aqueles com quem Ele “foi com a cara”, essa promessa a Abraão dirigida a todas as famílias da terra perderia o sentido. E mais: não haveria um porquê de Deus pedir que até mesmo eunucos e estrangeiros observassem os mandamentos dEle e de o Senhor afirmar que a Casa dele seria Casa de Oração para todos os povos (Isaías 56:1-8 – só me faltava Clóvis fazer uma “eisegese” e acrescentar ao texto sagrado o pensamento dele: “minha casa será chamada casa de oração para todos os povos que foram predestinados…).
Se o pacto com Abraão tinha como objetivo abençoar todas as famílias da terra, é óbvio que a ideia de predestinar alguns para a “perdição” não tem base bíblica e foge ao bom senso Divino.
Com base nisso, pode-se reescrever sem dificuldades a frase final do “argumento” do autor: “predestinados, há salvação para vocês. Mas, se decidirem rejeitar a predestinação Divina, irão se perder”.
A teologia calvinista determinista mostra um Deus que empurra “goela a baixo” a Salvação que muitos não irão querer. Isso sim é um desrespeito ao livre-arbítrio. Ainda bem que Deus, cuja base de Seu trono é a justiça, não pensa como os calvinistas.
“2. Se a morte de Jesus devolveu ao homem o livre-arbítrio e é através dele que o homem pode escolher sair da condição de predestinado para a salvação, então a morte de Jesus não ajudou em nada o homem. Não tivesse Jesus morrido, o homem não teria condições de mudar o seu estado de predestinado para a salvação.
“Em defesa de sua tese, o professor Leandro recorre a alguns textos bíblicos. Alguns são clássicos “textos arminizados”, já tratados neste espaço. Outros são textos que afirmam o que se pretende negar, explicados “eisegeticamente”. E outros sequer estão relacionados ao tema em foco.”
O fato do homem poder sair da condição de predestinado em nada altera a eficácia do sacrifício de Cristo. O sacrifício de Jesus é para beneficiar quem quiser ser beneficiado. Será que Clóvis nunca se deparou com Apocalipse 22:17? “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.”
Peço a ele com todo carinho que não venha dizer que estou dando interpretações arminianas ao texto. Estou lendo-o da forma como ele é, sem distorcê-lo para adaptá-lo ao meu gosto pessoal.
Se o sacrifício de Jesus na cruz não desse ao homem a possibilidade de escolher se perder, teríamos que chegar às seguintes conclusões:
1) Deus obriga a se salvar um indivíduo mesmo que ele não queira;
2) O sacrifício de Cristo não foi tão eficaz assim, pois, Apocalipse 20:8, 9 afirma que haverá mais perdidos do que salvos;
3) Portanto, Deus escolheu mais pessoas para a perdição do que para a Salvação. Ora, nem mesmo um pai pecador iria querer que a maioria dos filhos dele se perdesse. Imagine Deus, cujo amor é comparado ao amor de mãe! (Isaías 49:15).
É lamentável que Clóvis e outros calvinistas tenham uma visão tão distorcida de Deus e do plano de salvação.
“A pergunta do telespectador pedia para explicar Romanos 9, do qual ele toma apenas os versos 13-14 e o 18 e basicamente tergiversa sobre eles. Sobre os versos 13 e 14 ele diz que Deus escolheu Jacó para ser filho da promessa e que não rejeitou a Esaú porque ele foi pai de uma grande nação. Ora, em nenhum momento o apologista adventista encara a questão do porque de Paulo mencionar Jacó e Esaú para provar a sua tese da eleição incondcional. O verso 18 que foi lido é simplesmente ignorado pelo professor que remete seus ouvintes para os capítulos 10 e 11, mas não aborda sequer o contexto imediato, o próprio capítulo 9.”
Parece que o amigo não ouviu bem minha explicação de Romanos 9. Além de citar no blog o comentário, usei os capítulos 10 e 11 para a interpretação. Gostaria que Clóvis lesse o estudo no blog e o refutasse com base nos três capítulos que, de acordo com as melhores regras da hermenêutica, fazem parte da mesma perícope (bloco de texto que trata do mesmo assunto). Usar Romanos 9 (incluindo o verso 18) isoladamente para apoiar uma doutrina não é correto. Analise-se toda a perícope e verá que a Bíblia não diz que você (caro Clóvis) quer que ela diga.
Eis o link em que analisei Romanos 9-11:
http://novotempo.com/namiradaverdade/?p=465
“O uso que o professor faz dos textos usados por calvinistas é interessante, como o é toda a sua abordagem do tema. Ele lê “em amor nos predestinou” e coloca toda a humanidade como objeto da predestinação, o que levaria infalivelmente ao universalismo, caso Rm 8:29-30 for verdadeiro, e sabemos que ele é. Ele cita Fp 2:13 (no vídeo ele referencia, por engano, Ef 2:13) dizendo que “Deus opera em nós tanto o querer como o efetuar” como prova de que Jesus devolveu o livre-arbítrio a toda a humanidade ao morrer a cruz! Ele lê “Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação” (1Ts 5:9) e classifica a afirmação como um “confronto direto com a teologia de João Calvino”. Ora, se o objeto dessa destinação fosse toda a humanidade, então todos seriam salvos ou Deus destinar ou não destinar alguma coisa não faria a menor diferença. Finalmente, ele cita como prova Mt 25:41, o que nos leva a pensar que Deus não sabia que alguém iria acabar no inferno.
“A posição esposada pelo professor é uma mostra do emaranhado que as pessoas caem quando não querem deixar de lado os textos sobre a predestinação mas também não querem abrir mão de seus pressupostos. Entram por um labirinto do qual não conseguem sair, a menos que voltem ao ponto de onde partiram em sua aventura de “explicar” o que não aceitam e venham a receber as declarações bíblicas tal qual elas são”.
Primeiro: Mateus 25:41 não foi refutado…
Afirmar que Efésios 1:5 (e outros textos que abordam a predestinação bíblica não determinista) não se aplica a toda a humanidade é grave. E, ensinar que o ensino bíblico sobre predestinação inclui todos obrigatoriamente no Céu (universalismo) é confundir as coisas para o leitor porque a predestinação bíblica NADA tem a ver com universalismo, que ensina que no fim das contas, “Deus salvará todos”. Não foi isso que afirmei, especialmente na presente análise crítica onde citei Apocalipse 20:8, 9, que mostra serem os perdidos numerosos como “a areia do mar”.
Os textos a seguir refutam a ideia de Clóvis de que a predestinação “não está disponível a toda a humanidade”. E espero de coração que o irmão não “explique novamente” aquilo que a Bíblia já deixou claro, como o Sol ao meio-dia. Ao mesmo tempo em que apresentarei os versos bíblicos que derrubam a teologia apresentada pelo irmão, mostrarei as incoerências da teologia calvinista. Parafraseando o Salvador: “Que tem olhos para ler, leia” (Mateus 11:15).
(Observação: Romanos 8:28-30 é um resumo do processo de salvação. E, realmente me enganei com a referência bíblica que era Filipenses 2:13, pois, citar dezenas de versos num programa cansa a mente e isso é natural. Já aconteceu comigo mais de uma vez, inclusive no rádio e acontecerá outras vezes enquanto não for glorificado por Cristo.)
1 Timóteo 2:4
“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
Deus deseja que todos (e não só os “predestinados” na concepção de Calvino) sejam salvos. Prova indiscutível de que o maravilhoso dom da Salvação não é restrito a um grupo de pessoas que “não queiram ser salvas”, por exemplo.
Infelizmente, nem todos vão querer ser salvos, como vimos em Apocalipse 20:8, 9.
João 3:36
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
Que coerência há em Deus predestinar alguns para a perdição sendo que há a possibilidade clara de uma pessoa se manter rebelde? É claro que o “se manter rebelde” é uma atitude humana diante da predestinação Divina.
Outro detalhe: na expressão “quem crê no Filho” não há a mínima hipótese de fazer uma “eisegese” e dizer que o texto não se aplica a todos.
Atos 7:51
“Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis.”
Ninguém poderia permanecer em Deus se a graça não fosse cooperante (Filipenses 2:13; 1 Coríntios 1:21). Porém, o texto acima nos mostra que na maneira de operar, a graça não é irresistível, pois, pessoas rebeldes podem rejeitar até mesmo o Divino Espírito Santo.
Veja a lógica bíblica e a irracionalidade da teologia calvinista…
João 3:16 e 1 João 2:2
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
“E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.”
Precisa-se de muita ousadia para negar as verdades expressas nesses versos: a de que o amor de Deus a o perdão dos pecados não são apenas para os predestinados (segundo Calvino), mas, para o mundo inteiro.
Serei o mais didático possível. Esses dois versos AFIRMAM:
1) Que Deus amou o mundo (não apenas uma classe de pessoas);
2) Cristo morreu por todo o que crê (o plano de salvação não é limitado. Louvado seja Deus!);
3) Cristo perdoa os pecados tanto dos cristãos quanto os do mundo inteiro, caso se arrependam e venham ao Salvador.
Não há necessidade de dizer mais nada…
OUTRAS INCOERÊNCIAS CALVINISTAS
1) O calvinismo tira a responsabilidade do pecador que nega a Jesus (e coloca a responsabilidade em Deus, que predestinou o indivíduo para se perder!);
2) O calvinismo torna a obediência a Deus irrelevante, pois, se sou predestinado tendo sido “pego pelo colarinho”, faço o que quiser e continuo salvo;
3) O calvinismo afronta a doutrina do juízo e a torna desnecessária. Romanos 14:10-12 é claro em afirmar que cada um dará contas de si mesmo a Deus e 1 Pedro 4:17 diz que o juízo começa “pela casa de Deus”. Por que um julgamento se antes Deus já decidiu quem irá se salvar e se perder? (Ler Mateus 25:31-46);
4) O calvinismo anula a ideia bíblica de um castigo proporcional às obras de cada um (Mateus 16:26, 27; Lucas 12:47, 48);
5) O calvinismo ignora a verdade de Romanos 5:12. O texto afirma que por meio de Adão o pecado entrou no mundo. Por isso, a oportunidade de salvação também é para todo o mundo (cabe a cada um aceitar ou não);
6) O calvinismo torna ilógico o texto de 1 Coríntios 15:22: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.”
Paulo escreveu que, do mesmo modo que todos morrem por causa de Adão (não por causa de Deus), todos serão vivificados em Cristo – se quiserem. Lembre-se de Apocalipse 22:17 e João 3:16.
7) O calvinismo limita a salvação, afrontando 2 Coríntios 5:14:
“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.”
Não “por todos os predestinados calvinistas”, mas, por todos os que aceitarem a Cristo como Salvador pessoal (Romanos 10:9).
8 – O calvinismo limita a graça de Deus:
“Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.” Romanos 5:18.
O texto é claro: a graça veio sobre todos os seres humanos (repito: que quiserem). Prefiro ficar com a Bíblia. E você?
9) O calvinismo deixa de lado o ensino bíblico de que todos os seres humanos são objeto da ira divina por serem pecadores:
“Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” Efésios 2:3.
Paulo fala à igreja de Éfeso – irmãos convertidos – dizendo que no passado, antes da conversão, eles – assim como os demais – eram “filhos da ira”. É após aceitação do sacrifício substitutivo de Jesus que deixamos de ser filhos da ira e passamos a ser filhos de Deus (Romanos 8:14).
“Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” Romanos 3:9-12.
Se tanto judeus como gregos estão debaixo do pecado, isso significado que ambos podem sair das garras do pecado pela graça de Cristo.
“Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” Romanos 3:19.
Paulo diz que todos são culpados diante de Deus. O Justo Juiz (Gênesis 18:25) encerrou todos debaixo do pecado para que ninguém se orgulhasse ao ponto de dizer que era mais santo do que outros. Isso torna o sacrifício de Cristo abrangente e faz o ser humano reconhecer que ele precisa de Jesus e que não pode se salvar por si mesmo.
10) O calvinismo distorce o ensino do livre-arbítrio. Não haveria necessidade de o Espírito Santo convidar para a salvação quem quiser ser salvo (Apocalipse 22:17) se as pessoas não pudessem escolher permanecerem predestinadas ou não.
11) O calvinismo passa às pessoas o conceito maligno de que, no fim das contas, o responsável pela perdição é Deus e não o ser humano.
Os textos a seguir comprovam tal conceito. Atente para os grifos que se explicam:
“Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.” João 5:40.
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” Mateus 23:37.
Deus não rejeitou ninguém em Sua Onisciência. É a pessoa, pela própria decisão, que não irá a Jesus.
A afirmação do Senhor em João 5:40: “não quereis vir a mim” – perderia o sentido se a teologia ensinada por Clóvis estivesse correta. Por que Jesus diria para pecadores virem a Ele se os mesmos já estivessem destinados para a perdição? Por que chamar os “predestinados” se eles já não correm riscos de se perderem?
12) O calvinismo é uma aberração teológica quando comparado com os textos que ensinam ter o Senhor o desejo de ver todos se arrependendo:
“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” 2 Pedro 3:9.
Como Deus iria decretar a perdição de alguns se Ele deseja que o ímpio se arrependa, converta-se e viva? O amor de Deus é incrível! Alcança o pecador (que assim permitir) onde quer que esteja – no mais profundo abismo do pecado!
“Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” Ezequiel 33:11.
Se Deus não tem prazer na morte do perverso, é claro que Ele não iria destinar tal perverso para a perdição, contra o próprio desejo amoroso dEle de salvar o ímpio!
Com base nesse texto, posso afirmar sem medo de errar que em 1 Tessalonicenses 5:9 Paulo aplica tal verdade a todos os seres humanos pecadores: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” . Se o apóstolo tivesse em mente a teologia de João Calvino, nem teria escrito esse texto na Bíblia, pois, para ele seria muito óbvio que “só não foram destinados para ira os convertidos”.
13) O calvinismo ofusca o brilho da conversão e a obra do Espírito Santo!
Em 1 Tessalonicenses 4:3 o Espírito Santo deixou registrado: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição”
Por que converter-se e continuar no processo de santificação se eu já estou predestinado e não corro rico algum de abandonar os caminhos de Deus?
É o fato de um pecador, por pior que seja, aceitar a Jesus e ser transformado que torna a graça de Deus maravilhosa! Se um assassino se converte porque Deus o obrigou, cadê o brilho do poder Divino em transformar vidas? Onde está a atuação do Espírito para convencê-lo “do pecado, da justiça e do juízo”? (João 16:8-10). O próprio trabalho do Espírito de atuar nos corações mais endurecidos é uma prova clara de que Deus corre atrás de todo mundo e que jamais fez uma “seleção” para jogar no time dos salvos.
Por que enviar o Espírito Santo (João 14:16) para convencer pecadores se os mesmos já estivessem predeterminados ao “inferno”? Definitivamente: os calvinistas carecem de base bíblica para apoiar seus devaneios teológicos.
14) O calvinismo tira o sentido também de 2 Coríntios 13:5 (veja que não há como aceitar o Calvinismo e a Bíblia ao mesmo tempo):
“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.”
O texto diz que:
1) O cristão deve examinar-se para perceber se está na fé. Isso indica que o salvo pode se desviar;
2) O cristão tem que provar a si mesmo;
3) O cristão, mesmo predestinado para a salvação, pode estar reprovado se concluir que está com um pé na igreja e outro no mundo.
Por que examinar-se, provar-se para ver se não se está reprovado, se a predestinação fosse imutável?
MESMO SALVO, O SER HUMANO PODE SE APOSTATAR
Os textos bíblicos a seguir deixarão transparecer ainda mais as fragilidades calvinistas (pobre Calvino: ele nem imaginava que o estudo dele iria fazer com que irmãos se apegassem mais a ele do que à Bíblia).
Mateus 10:22
“… Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.”
Aquele que perseverar até o fim será salvo. Se desistir, desiste da predestinação de Deus.
Qual a necessidade de perseverança se o indivíduo já está “predestinado” de maneira irreversível?
Romanos 2:7
“A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade”
Ensino do texto: vida eterna para quem perseverar.
Romanos 2:8
“Mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.”
Ensino do verso: perdição para quem desobedecer.
A salvação está condicionada à aceitação e permanência do ser humano em Deus. Veja:
“Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança.” Hebreus 3:6.
“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.” Hebreus 3:14.
“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” João 8:31.
“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” João 15:7.
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” João 15:10.
O uso constante da conjunção “se” (presente inclusive no grego do Novo Testamento) mostra para quem quiser ver que a salvação não está condicionada apenas em um “já”, mas também num “se”. Para aceitar as explicações do irmão Clóvis teremos que rasgar de nossas Bíblicas tais versos (entre muitos outros).
CALVINO FOI UM GRANDE HOMEM, MAS, PAULO ERA INSPIRADO. PORTANTO, TEM MAIS AUTORIDADE
Paulo se considerava um indivíduo livre da perdição? Deixemo-lo responder:
“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” 1 Coríntios 9:27.
Paulo lutava contra o “eu”, mesmo tendo sido predestinado para ser salvo. Por quê? Porque ele sabia (e todo cristão deveria saber isso) que, se não permanecesse ao lado do Salvador, seria desqualificado no dia do juízo.
O termo grego para “desqualificado” é “adokimos” e significa também rejeitado. Portanto, o predestinado pode ser rejeitado se não “perseverar até o fim”. Leia Hebreus 6:8.
Bem comentou Matthew Henry sobre 1 Coríntio 9:27:
“Um pregador da salvação pode ainda perder-se. Ele pode conduzir outros ao caminho do Céu e ele mesmo jamais entrar ali. Para evitar isso, Paulo sofreu tantas dores em subjugar suas inclinações corporais, não acontecesse que ele mesmo, que havia pregado a outros, perdesse a coroa, fosse desaprovado e rejeitado pelo soberano Juiz. Um santo temor por si mesmo foi necessário para preservar a fidelidade de um apóstolo; e quanto mais necessário o é para nossa preservação! Notemos: santo temor por nós mesmos, e não presunçosa confiança, é a melhor garantia contra o afastar-se de Deus, com final rejeição por Ele”. Citado em “Questões Sobre Doutrina”, p. 299. Casa Publicadora Brasileira, 2008.
RETORNANDO AOS TEXTOS QUE MOSTRAM O CONCEITO BÍBLICO SOBRE A PREDESTINAÇÃO
Hebreus 10:28-29
“Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”
O autor da carta (sermão) aos Hebreus disse que:
1) Os filhos de Deus podem ser castigados se rejeitarem a Jesus;
2) Podem ser castigados se deixarem de serem santificados e ofenderam ao Espírito Santo.
Como harmonizar tal conceito bíblico com o calvinismo?
Ezequiel 18:20-24
“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este. Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou, viverá. Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniqüidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá? De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá.”
Somente esses versos já colocariam por terra a predestinação como defendida pelo irmão Clóvis. Aqui é dito que um perverso pode se converter e viver e um justo pode se desviar e morrer.
PEDRO ACONSELHA QUE CLÓVIS, OS DEMAIS CRISTÃOS E EU TORNEMOS FIRME A NOSSA ELEIÇÃO.
“Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum.” 2 Pedro 1:9-10.
“Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” 2 Pedro 1:10-11.
“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” 2 Pedro 3:17.
Clóvis e demais irmãos: aceitaremos o que Pedro ensinou, inspirado pelo Espírito Santo ou manteremos crenças por causa de gostos pessoais, deixando de lado o princípio protestante Sola Scriptura (Só a Escritura)?
Há ainda muitos outros textos que poderemos analisar para aprendermos juntos sobre um assunto tão importante – que pode mudar radicalmente nossa visão sobre Quem é Deus. Mas, deixarei para outra oportunidade, pois, preciso separar um tempo para atender um ateu e um irmão que lançou vários questionamentos neste blog.
Uma pergunta final: como Clóvis sabe se ele foi “predestinado para a salvação ou para a perdição?”
Não leve a mal meu irmão o número de perguntas que fiz. Como disse um filósofo: “a pergunta é o motor do saber”. Por isso, acredito que quanto mais perguntas retóricas (baseadas na Bíblia) forem feitas, mais facilmente chegaremos à Verdade.
Aguardarei às considerações de Clóvis e dos demais irmãos que leram o presente material.
No serviço de Mestre,
Leandro Quadros.
Como afirmei no programa (09/09/2009), biblicamente todos são predestinados para a salvação (Efésios 1:5) e só se perderá quem assim o escolher (na cruz, Cristo devolveu o livre-arbítrio do ser humano para poder decidir a quem irá seguir – 1 Pedro 1:2).
Os textos a seguir são muito claros em afirmar que Deus não predestina para a perdição eterna: Jeremias 21:8, Ezequiel 18:23 e 32; Mateus 7:21, Atos 10:34, 35, 17:30, 2 Pedro 3:9, Apocalipse 2:10, 22:17, etc. (Você lerá outros versos no presente estudo).
Para entender Romanos 9:13-18 – texto usado pelos Calvinistas “a favor” da predestinação (a não- bíblica), é importante seguir alguns passos (aprendi a fazer tal análise com o Dr. Reinaldo Siqueira, professor de Teologia no Centro Universitário Adventista em Artur Nogueira, SP):
1) Analisar a perícope (bloco de um texto que trata do mesmo assunto), que vai do capítulo 9 ao 11. É importante ler os três capítulos que tratam do mesmo tema, pois, é ao considerar o todo que podemos entender o específico (nesse caso, a mensagem que a Bíblia quer transmitir sobre a predestinação).
2) Ficar atento(a) às seguintes palavras-chave: “eleição” e “coração endurecido”.
Isso ajudará sua mente a entender o uso de tais termos no contexto bíblico.
3) Relacionar as seguintes informações e ideias contidas nos capítulos:
(1) Paulo está falando do povo de Israel;
(2) Deus e Sua Palavra não falharam em relação às promessas ao povo;
(3) Israel errou;
(4) A justiça vem de Deus, nas das obras;
(5) Não há diferença entre judeus e gentios (10:12). Deus abençoa a todos;
(6) Israel era rebelde e desobediente (10:21).
Perceba que o assunto já se torna mais fácil de entender: o endurecimento do coração veio da parte deles. Todo estudioso sabe que Deus é apresentado na Bíblia fazendo coisas que Ele não impede de acontecerem. Portanto, o Senhor não pode ser acusado pelo “endurecimento” do coração do povo (e muito menos de faraó – ver Êxodo 7, 8).
(7) Deus não rejeitou Israel (11:1);
(8) Deus conheceu o Seu povo de antemão (11:2);
(9) Alguns “ramos” (Israelitas) foram cortados por causa da incredulidade deles! (11:20).
Depois dessas informações, podemos concluir que:
(1) O “fazer vasos para a ira” da parte Divina depende da resposta negativa do pecador ao plano de Salvação. A pessoa se torna “vaso de ira” se rebelar-se e se desviar dos caminhos do Criador (11:22 e 23).
(2) Deus não faz ninguém ser um “vaso para ira” (1 Tessalonicenses 5:9), a não ser que a pessoa queira se perder (ver 1ª Timóteo 2:4; Apocalipse 22:17).
(3) O Senhor permitiu que todos, Israelitas e gentios, fossem pecadores (Romanos 3:23) para que todos recebessem a misericórdia (11:32).
Não é por acaso que Paulo finaliza do assunto com um hino de louvor a Deus por Sua Salvação disponibilizada a todas as raças! (compare com Mateus 24:14):
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11:36.
E, para finalizar: o texto que “resume a Bíblia” é suficiente (existem muitos outros, como demonstrei no programa) para derrubar a tese de que Deus predestina algumas pessoas “para a perdição”:
“Porque Deus amou ao mundo >[todos] de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê [não somente os “predestinados” no conceito de João Calvino] não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.
Um grande abraço,
Leandro Quadros.
Não se assuste com o título do presente artigo, mas, leia o material antes de julgá-lo. Gostaria de repartir com você a posição bíblica (que é bem equilibrada) sobre o castigo dos maus, de maneira que qualquer mente racional/espiritual possa crer naquilo que realmente é a Verdade.
Algumas informações importantes antes do estudo de um assunto tão “melindroso”:
1) A palavra “inferno” que aparece em nossas Bíblias não existe no original grego ou hebraico (e aramaico) – línguas originais. Esse termo é “latim” (significa “lugar inferior”) e, sendo que a Bíblia não foi escrita originalmente em latim, não deveria ter sido adicionada por alguns tradutores (em outras versões não existe a palavra “inferno”, mas, se preserva as originais: hades, tártaros, sheol, Geena).
2) Morte é morte mesmo. Enquanto não aceitar que a ÚNICA esperança para o cristão que hoje descansa é a RESSURREIÇÃO (1 Tessalonicenses 4:18), deixar de acreditar num “tormento eterno” será impossível. É importante que estude a doutrina bíblica sobre o estado do ser humano na morte (Gênesis 2:7, 3:19; Eclesiastes 3:19-21; 9:5, 6 3 10; Salmo 13:3; Daniel 12:2; Lucas 14:14; 1 Tessalonicenses 4:13-18) e compreenda que os mortos voltarão a ter consciência somente quando Jesus voltar (Lucas 14:14), transformá-los e ressuscitá-los (1 Coríntios 15:51-55). Por isso, não estão desfrutando de alguma recompensa (Salmo 115:17) ou punição (2 Pedro 2:4 afirma que até mesmo os demônios estão reservados para um juízo futuro).
3) A doutrina de um “inferno eterno” veio “sob encomenda” da igreja medieval, que usava a pressão psicológica para conseguir indulgências, obediência e apoio para a inquisição (matar os “hereges”). Antes, os gregos dividiam o “hades” em duas partes: uma onde ficavam as “almas” dos bons e outra em que ficavam as “almas” dos maus. Perceba que a origem do ensino é pagã e medieval.
4) Quando Cristo usa em Marcos 9:43-48 o termo “inferno”, no original é “Geena” e se refere não a um inferno existente, mas, ao lago de fogo que EXISTIRÁ depois do milênio (Apocalipse 20).
5) A justiça eterna de Deus não exige uma eternidade de sofrimento, como afirmam alguns teólogos preocupados mais em filosofar do que em estudar a Bíblia. O amor de Deus e a justiça dEle estão de mãos dadas. Por isso, a justiça eterna de Deus precisa ser vista como fazendo parte do Seu amor eterno. Assim, chegaremos à conclusão de que, por ser eternamente justo, o Senhor permitirá que os maus sejam castigados e depois destruídos definitivamente.
Após essas breves considerações, vamos ao estudo. Se quiser aprofundar-se ainda mais no assunto, envie um e-mail para namiradaverdade@novotempo.org.br e solicite o material intitulado “O inferno de fogo”. Nele, faço uma análise de alguns textos e apresento razões para crermos que a doutrina do inferno eterno traz consigo algumas heresias inaceitáveis para o cristianismo.
Quando existirá o lago de fogo
As Escrituras não ensinam que há um inferno de fogo, mas sim que haverá.
Um dia, Deus lançará o diabo e seus seguidores em um lago de fogo (Apocalipse 20:10), que só existirá após o período dos mil anos, como mencionei a princípio. Isso é muito claro nas Escrituras, que ensinam ser o juízo um evento futuro (Atos 17:31).
Portanto, os que não foram dignos da Salvação não se encontram hoje “em sofrimento”, mas, num sono profundo (Jeremias 51:57) até o dia em que serão penalizados (João 5:28, 29).
Todos queimarão como palha?
Não. O sofrimento de alguns pecadores durará um período de vários dias e noites (e até mais), porque cada um será recompensado “segundo as suas obras” (Mateus 16:27).
A Bíblia ensina que o castigo varia em “grau e intensidade”, especialmente nos versos a seguir:
“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza. E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.” Mateus 11:21-22.
“Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.” Lucas 12:47-48 (Grifos meus)
Se o grau de castigo fosse o mesmo para todos (aniquilação instantânea ou tormento eterno), por que Jesus afirmou que no dia do julgamento haveria menos rigor para as cidades de Tiro e Sidom e que alguns receberão muitos açoites enquanto que outros ganharão poucos açoites?
Veja o que a escritora Ellen White disse a respeito, com base na Palavra de Deus:
“Uma distinção, porém, se faz entre as duas classes que ressuscitam. “Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” João 5:28 e 29. Os que foram “tidos por dignos” da ressurreição da vida, são “bem-aventurados e santos”. “Sobre estes não tem poder a segunda morte.” Apoc. 20:6. Os que, porém, não alcançaram o perdão, mediante o arrependimento e a fé, devem receber a pena da transgressão: “o salário do pecado”. Sofrem castigo, que varia em duração e intensidade, “segundo suas obras”, mas que finalmente termina com a segunda morte. Visto ser impossível para Deus, de modo coerente com a Sua justiça e misericórdia salvar o pecador em seus pecados, Ele o despoja da existência, que perdeu por suas transgressões, e da qual se mostrou indigno. Diz um escritor inspirado: “Ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar e não aparecerá.” E outro declara: “E serão como se nunca tivessem sido.” Sal. 37:10; Obad. 16. Cobertos de infâmia, mergulham, sem esperança, no olvido eterno” – O Grande Conflito, págs. 544, 545.
Sendo assim, o diabo ficará no fogo mais tempo do que os outros, pois seus pecados foram em maior proporção (além de ele ser o originador do mesmo – João 8:44 – e tentador dos seres humanos).
Entretanto, a Bíblia não diz que ele e os demais serão atormentados pela eternidade. Depois do castigo proporcional às obras de cada um, Deus destruirá definitivamente o mal e os que se apegaram a ele:
“… os ímpios serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos [veja: diz o SENHOR e não os adventistas...], de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo… Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos.” Malaquias 4:1-3
“Os ímpios, no entanto, perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como o viço das pastagens; serão aniquilados e se desfarão em fumaça.” Salmo 37:20.
“E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco.” Romanos 16:20.
A fim de compreender o assunto do “inferno” (na verdade, lago de fogo) biblicamente, não devemos ignorar esses textos.
Isso deveria ser claro para todos nós cristãos, pois, se o diabo e os demais forem “mantidos com vida” para serem “castigados” por um tempo sem fim, seria o mesmo que Deus dar a vida eterna ao diabo, aos demônios e aos que não aceitaram a Cristo. Isso é uma heresia, pois somente os justos comerão da árvore da vida para serem imortais! (Apocalipse 22:2). Leia 1 João 3:15 e comprove que ímpios não têm vida eterna!
O fogo será eterno nas conseqüências (a pessoa nunca mais será ressuscitada) e não na duração (Mateus 25:46).
Os textos de Paulo referentes à participação da mulher no culto público (1 Timóteo 2:8-15; 1 Coríntios 14:34) devem ser entendidos à luz do contexto histórico e cultural dos dias dele.
A Bíblia não considera a mulher inferior ao homem, pois, ambos foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26 e 27). Eva inclusive foi tirada de uma costela de Adão, DO SEU LADO, o que indica que ela era IGUAL a ele em importância. Deus não a fez do “osso do pé” de Adão, para não ser inferior e nem do “osso da cabeça”, para não ser superior. A palavra de Deus exalta a mulher. Apenas difere a mulher do homem em sua função depois da entrada do pecado. O homem agora é o cabeça do lar e ela, o coração do lar. Deus achou melhor que o homem fosse o chefe da família no contexto de pecado em que vivemos.
Se 1 Timóteo 2:8-15 fosse interpretado sem levar em conta o porquê de Paulo ter dato tal orientação, até Ellen White, a profetisa chamada por Deus, estaria errada em pregar. Ela era uma grande pregadora e muitas pessoas se converteram com seus sermões. E mais: se devemos entender tal declaração de Paulo como sendo um princípio (ao invés de uma norma cultural) para todas as culturas, de todas as épocas, então as mulheres nos dias de hoje devem usar o véu e o cabelo comprido (1 Coríntios 11:2-16). E, não poderíamos nem mesmo apreciar as lindas vozes de nossas cantoras nos dias de culto, já que elas não podem se expressar diante do público.
Paulo falou para culturas em que era “vergonhoso” (conferir 1 Coríntios 14:35) as mulheres falarem em público (em Corinto, era indecente aparecer sem o véu ou com o cabelo cortado). O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia afirma sobre 1 Coríntios 14:35: “… os costumes dos gregos e dos judeus ordenavam que as mulheres se retirassem quando se discutiam os assuntos públicos. A violação desse costume seria considerada como uma desonra e teria sido uma vergonha para a igreja”.
Que isso era apenas uma questão cultural podemos ver no fato de que a Bíblia mencionar mulheres chamadas por Deus para serem profetisas e até mesmo ocupar cargos de liderança: Débora (juíza e profetisa – Juízes 4: 4 e 5), e as 4 filhas de Felipe (profetisas – Atos 21:9), por exemplo. O próprio Paulo contava com a cooperação das mulheres na pregação do evangelho (Filipenses 4:2, 3; Romanos 16:3, 6, 12, 15).
Hoje, em nossa cultura, não é vergonhoso uma mulher falar publicamente. Pelo contrário: a mulher está cada vez mais ocupando o seu espaço, inclusive no comando de grandes empresas. Claro que não devemos aceitar que a mulher perca o seu papel destinado por Deus. Ela é insubstituível em sua função de professora dos filhos, no preparo deles para a vida eterna.
Assim, não há nada na Bíblia que proíba e mulher, em nossa cultura, de ensinar e pregar.
Um abraço a todos os amigos do blog,
Leandro Quadros.
O terceiro texto bíblico que vai contra o ensino de que o cristão deve buscar primeiramente ser próspero em tudo é Mateus 6:33: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.
Continue lendo →
Outro aspecto de Malaquias 3:10 que precisa ser destacado é que o texto não está ensinando que Deus é obrigado a nos abençoar ou que nosso ato de dizimar e ofertar irá forçá-Lo a tornar próspero alguém que desobedece aos demais mandamentos (lembre-se do contexto de Malaquias 3:10: o ato de não dizimar e ofertar era um dos problemas). Deus é Quem sabe o momento certo de dar uma bênção aos Seus filhos; por isso, não se pode pensar que Ele nos dará tudo o que pedimos no momento que queremos.
Um pai não vai dar as chaves do carro para o filhinho de cinco anos porque sabe que a criança ainda não está preparada para desfrutar da alegria de dirigir. Ele tem consciência de que o filho precisa estar preparado para receber esse “presente”. O mesmo ocorre em relação a Deus. O Senhor vê o futuro e sabe até mesmo se você e eu temos estrutura emocional e espiritual suficientes para sermos abençoados. Se Deus ver que hoje o dinheiro pode desviar-nos dEle, com certeza escolherá outro momento para melhorar nossa renda.
[Ao lermos em Mateus 7:7-11 sobre as dicas de Jesus para orarmos, não devemos nos esquecer de seguir o exemplo do Salvador ao final de cada prece: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.” - Mateus 26:39. Não temos o direito de “determinar” o que Deus fará]
Há quem possa argumentar: “Mas, Malaquias 3:10 não está ensinando claramente que a as bênçãos são consequências da devolução dos dízimos e das ofertas?”
Realmente, o dizimar e o ofertar fazem parte de um mesmo mandamento bíblico. Ser dizimista é reconhecer que Deus é dono de tudo o que temos (Salmo 24:1) e que estamos administrando corretamente os bens dEle. As ofertas são demonstrações de nossa gratidão para com Ele por tudo aquilo que fez, faz e fará por nós. Mas, o detalhe é que as bênçãos prometidas em Malaquias 3:10 não são apenas materiais! São espirituais também. Quando dizimamos e ofertamos, devemos estar cientes de que Deus irá escolher o tipo de bênção que vamos receber: seja ela financeira, espiritual, amorosa, familiar, profissional…
Reconsiderando o questionamento acima, é importante contextualizarmos o texto bíblico para sabermos que antes do povo de Israel dizimar para ser abençoado, Deus já os havia abençoado ao tirá-los do Egito! Os Israelitas foram libertos da escravidão no Egito para depois demonstrarem a fidelidade a Deus por meio do sistema sagrado (dízimos e ofertas) estabelecido também com o propósito de tirar o egoísmo do coração humano. Acompanhe o raciocínio bíblico, de acordo com Malaquias 3:10 e leve em conta a história do povo de Deus no passado. Em seguida, aplique o princípio em sua vida:
Primeiro: Deus liberta o crente do pecado;
Segundo: O crente dizima em gratidão e reconhecimento de que Deus é o Criador e dono de tudo (Salmo 24:1);
Terceiro: Deus abençoa materialmente ou espiritualmente ainda mais. O Criador pode inclusive abençoar em todas as áreas da vida se Ele ver que a pessoa está preparada para tal.
Agora, perceba que a sequência “lógica” da teologia da prosperidade é bem diferente. Para eles:
• Primeiro eu dizimo;
• Depois, sou abençoado.
Devemos aceitar a primeira seqüência por ela ser apoiada pela Bíblia.
A abordagem dos teólogos da prosperidade é uma afronta à doutrina bíblica de que as bênçãos de Deus – inclusive a Salvação (a bênção mais importante!) vêm pela graça e não pelas obras (Efésios 2:8, 9; Gálatas 2:21). Não há dúvidas que a forma como o dízimo é apresentado pelo bispo Edir Macedo e pelo missionário R.R. Soares se constituem em salvação pelas obras! (E há quem ainda teime em dizer que os Adventistas é que são legalistas…)
Alguns dos muitos textos bíblicos que desaprovam a teologia da prosperidade
O primeiro é Romanos 1:16: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”. A palavra “evangelho” significa “boas notícias”. A Bíblia nos dá a boa notícia de que podemos ser salvos pela fé na morte e ressurreição de Cristo. De acordo com Romanos 1:16, o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nEle crê. Portanto, o evangelho não é um produto comercial que pode vender a salvação a certos custos financeiros. Repito: a salvação é de graça (Romanos 11:5, 6).
O segundo texto bíblico é Mateus 8:20: “Mas Jesus lhe respondeu: as raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.
Em certa ocasião, Jesus disse a uma pessoa desejosa de segui-Lo que Ele não tinha onde reclinar a cabeça. Eu me pergunto: o que os pregadores da prosperidade iriam dizer a Jesus hoje se Ele estivesse em nosso mundo sem um carro do ano ou um apartamento com vistas para o mar? Chegariam ao cúmulo de afirmar que Cristo não tinha a bênção de Deus ou até mesmo negar ser Ele o Messias, como fizeram os fariseus que acreditavam que o Salvador nasceria “em berço de ouro” e não numa manjedoura? São perguntas para refletirmos.
A teologia da prosperidade é uma continuação e uma roupagem moderna do farisaísmo. Os fariseus (líderes religiosos judeus) acreditavam que os favorecidos pelo Eterno sempre tinham posses materiais e saúde. Já os amaldiçoados por Deus eram pobres e doentes (leia João 9:1, 2 e perceba como tal conceito fazia parte da mentalidade judaica daqueles dias). Para tirar tal crença absurda da mente das pessoas da época, Jesus contou a parábola do rico e Lázaro registrada em Lucas 16:19-31 (outra lição ensinada – a principal – está no final da história fictícia). No relato parabólico de Lucas 16, Cristo inverteu os papéis: colocou o rico num suposto lugar de tormento e, o mendigo, num suposto Céu. Tal parábola precisa ser lida, relida e compreendida corretamente pelos teólogos da prosperidade com urgência! Deus quer salvá-los.
Até mesmo minha sobrinha com quase quatro anos consegue perceber que a “guerra” entre as TVs Globo e Record é pela audiência e por objetivos puramente comerciais. Cada canal conta com colegas jornalistas – bem capacitados – para assessorar as partes envolvidas a fim de que os efeitos ruins sobre a “empresa” sejam amenizados. Os jornalistas dos dois maiores canais de TV do País são “habilidosos” também na coleta de “dados” que desmereçam o rival diante do público. Com tal atitude todos perdem. Sendo a função do jornalismo especializado democratizar o saber, como os comunicadores esperam contribuir (degladiando-se) para formar uma sociedade científica, inclusive capaz de escolher melhor os representantes nas diversas áreas do governo?
Neste breve estudo não irei atacar pessoa alguma e muito menos os canais de TV envolvidos na “luta” antiética pela audiência (e não em educar a população); pretendo sim abordar a heresia ensinada pelos teólogos da prosperidade. Primeiro porque acredito no amor de Deus por todos a ponto de perdoá-los e os ajudar a abandonar o erro. Basta querer (nesse caso, os teólogos da prosperidade). Segundo: o erro precisa ser combatido para que milhões de pessoas não sejam enganadas OU parem de se deixar enganar com um ensinamento totalmente errado a respeito do dízimo.
Farinha do mesmo pote
A Teologia da Prosperidade promete especialmente o sucesso financeiro (e em todos os aspectos da vida) aos que são seguidores de Jesus Cristo. Essa espécie de “religião capitalista” faz com que muitos líderes religiosos arrecadem significativas somas de dinheiro sem se preocupar em seguir a teologia bíblica do dízimo. Um desses pregadores garante aos seus telespectadores que, se eles forem “fiéis” em “dar o seu dinheiro a Deus”, poderão inclusive escolher as bênçãos que querem receber: um carro importado, uma casa na praia, um bom saldo na conta bancária…
Não é errado ter um carro, uma casa na praia e dinheiro. O problema surge quando tudo isso é colocado “em primeiro lugar” e não “o reino de Deus e sua justiça” (Mateus 6:33). Devemos viver bem neste mundo, mas, nossos pensamentos devem estar voltamos para “as coisas do alto” (Colossenses 3:1, 2), as celestiais.
Por causa do ensino da “prosperidade” – como é apresentado pelos pastores que seguem essa linha teológica – muitas pessoas desinformadas (ou maliciosas) e a mídia acabam julgando mal todas as igrejas protestantes sérias. Já ouvi dizerem: “todos os religiosos são farinha do mesmo saco”. Já que os teólogos da prosperidade distorcem o conceito do dízimo – pensam os menos esclarecidos – que “os pastores são todos iguais”.
Isso não deveria ser assim, ainda mais nessa era pós-moderna em que temos acesso com facilidade à boa (e má, infelizmente) informação. Antes de um agnóstico, ateu ou outra pessoa que não seja simpatizante da religião julgue o sistema de dízimos como “exploração do povo”, deveria conhecer o posicionamento bíblico e protestante sobre o assunto – que nada tem a ver com o que é ensinado pela igreja do bispo Macedo.
Uma compreensão errada de Malaquias 3:10
A ideia de que o salvo em Cristo deve obrigatoriamente “ter bastante dinheiro” é baseada no entendimento equivocado do verso a seguir: “trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida”. O princípio ensinado pela teologia da prosperidade é o seguinte: quando o cristão dizima ou dá ofertas, Deus fica – diríamos assim – na obrigação de abençoar o dizimista e ofertante.
Vamos entender corretamente o verso supracitado.
O conteúdo do livro de Malaquias nos mostra que maldições vinham sobre o povo de Israel não apenas por eles roubarem a Deus nos dízimos e nas ofertas, mas também porque eles se desviaram de outros mandamentos de Deus. Isso é claro em Malaquias 3:7: “desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: em que havemos de tornar?”. Confira também Malaquias 1:6 até 3:5.
Sendo que o problema espiritual do povo era bem maior (envolvia outras áreas da vida e não só a financeira), é lógico que apenas restituir os dízimos e as ofertas não resolveria as coisas. Era preciso haver uma reforma total na vida e na conduta de todos os que diziam seguir a Deus. Deveriam abandonar o pecado e ser fiéis ao Senhor na observância de todos os demais mandamentos (inclusive do quarto, que ordena a santificação do Sábado – Êxodo 20:8-11).
Esse contexto de Malaquias 3:10 não é ensinado pelos teólogos da prosperidade. Eles não mostram às pessoas que, além de dizimar e ofertar, é preciso haver uma reforma na vida do crente.
Uma conversão verdadeira, que faz com que tenhamos prazer em seguir a Cristo independente do que temos ou deixamos de ter, não ocorre nos cultos de prosperidade (na grande maioria das vezes, pois, há pessoas sinceras em tais reuniões que buscam a Jesus de coração). A mente das pessoas é direcionada para o materialismo e não para o maior de todos os milagres: um coração transformado pela graça (João 3).
[Continua nos próximos posts]
É triste ver alguns cristãos tentando harmonizar a Bíblia com a teoria da macroevolução. Essa tentativa é feita ao negar a literalidade do Gênesis.
Até o século 19 isso era impossível. Porém, por perderem a identidade com a Bíblia e deixarem de lado a autoridade de Deus, muitos têm aceitado os absurdos de uma teoria (veja: TEORIA) que, em essência, nega a atuação de Deus como Criador.
Não é por acaso que uma das últimas mensagens de Deus para os habitantes de nosso Planeta é para O adorarmos no sétimo dia – memorial da Criação:
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus [respeite-O] e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e ADORAI aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse 14:6-7 (Grifos acrescentados – compare Apocalipse 14:7 com Êxodo 20:11. Perceberá que o texto é uma paráfrase do quarto mandamento!)
No presente artigo não comentarei sobre a literalidade dos “dias” no livro de Gênesis. O farei noutra ocasião. Agora, quero dar algumas razões (entre muitas) que nos levam a crer que o primeiro livro da Bíblia não é simbólico:
1) O livro de Gênesis é histórico. É fácil de perceber isso na própria narrativa. De acordo com as melhores regras de interpretação, livros históricos não podem ser tidos como simbólicos (podem conter alguns detalhes simbólicos, mas que são facilmente identificados). A classe de livros simbólicos são os apocalípticos (Daniel e Apocalipse);
2) Jesus acreditava na literalidade do Gênesis (ver, por exemplo, Mateus 19:4-6). Todo verdadeiro cristão fará o mesmo, pois Cristo é o nosso intérprete da Bíblia! (Lucas 24:27).
3) Pedro também acreditava na literalidade do Gênesis ao falar do dilúvio (1Pedro 3:18-20; 2 Pedro 2:5).
Alguém será tão ousado em afirmar que Jesus e Pedro estavam errados?
Leandro Quadros.
Essa é uma afirmação tendenciosa de alguns dissidentes que tentam usar o grande evangelista Alejandro Bullón como “referência” para “apoiar” a apostasia deles. Veja a seguir o esclarecimento a alguns parágrados do livro dele que são distorcidos (ou mal lidos…).
O Pr. Bullón, em muitos dos sermões dele demonstrou crer no Espírito Santo como sendo Deus e um Ser Pessoal (Atos 5:3, 4; 13:2, 15:28, etc). Se tivesse escrito algo contra a Trindade (como alegam alguns dissidentes), jamais teria sido o evangelista da Divisão Sul-americana!
Vou lhe ajudar a entender a declaração do livro dele (“O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse” – Casa Publicadora, 1999), nas páginas 41 e 42:
1) Na pág. 41 (último parágrafo), ele fala que “doutrinas estranhas” misturavam-se às doutrinas bíblicas no período da igreja representado pelo “cavalo vermelho” (Apocalipse 6:4);
2) Na mesma página, o Pr. Bullón muda o termo antes de mencionar a doutrina da Trindade (entre outras): ele escreve “entre as doutrinas em conflito”. Em seguida, afirma: “Entre as doutrina em conflito [veja: não "entre as doutrinas estranhas"], podemos mencionar: o pecado original, a Trindade, a natureza de Cristo…” (pág. 42). O conflito existiu por que o Arianismo negava a Divindade de Cristo, enquanto que a maioria dos cristãos sempre a aceitaram.
Portanto, o Pr. Bullón menciona a doutrina da Trindade não “entre as doutrinas estranhas”, mas sim “entre as doutrinas em conflito” – e isso porque as diferentes crenças em relação à Trindade causaram mesmo controvérsias, nos primórdios da igreja.
O Pr. Bullón crê na Trindade, assim como todo Adventista do Sétimo Dia esclarecido.
Um abraço e conte comigo sempre,
Leandro Quadros.
É verdade que Cristo deixou de ser Onipresente depois que se tornou humano? Um irmão afirmou que Ellen White escreveu isso… Valdemi, por e-mail.
Analisaremos essa questão em tópicos para chegarmos a uma conclusão bíblica sobre o assunto:
1) Na encarnação, Cristo assumiu a forma humana (Filipenses 2:7);
2) Na encarnação, Jesus não deixou de ser Deus (Filipenses 2:5-8; Joao 1:1 e 14)
3) Na encarnação, quando estava aqui na Terra, “o encarnado Cristo voluntariamente limitou-e a Si próprio nesse aspecto [Onipresença]” (Nisto Cremos, pág. 56. Casa Publicadora Brasileira, 2008). Perceba que em Sua divindade o Salvador continuou sendo Onipresente e que apenas limitou-Se (por um tempo) e foi representado em todos os lugares pela Onipresença do Espírito Santo – João 14:16-18.
4) Na glorificação (Filipenses 3:20, 21), Cristo continuou com a natureza divino-humana e isso em nada afetou a Divindade dEle (leia Hebreus 1:1-3). Isso por que se o Salvador, após a entronização no Céu, não fosse mais Onipresente, Ele:
a) Não poderia ter feito as declarações de Mateus 18:20 e 28:20 que indicam ser Ele Onipresente depois da ascenção;
b) Seria inferior ao Pai e ao Espírito Santo, dando assim margem para o politeísmo (um deus mais poderoso que outro) – o que afrontaria a doutrina bíblica da Trindade, que ensina a Triunidade entre Três Pessoas distintas, mas, com o mesmo caráter, poder e atributos (Onipresença, Onipotência, Onisciência e Eternidade).
A profetisa Ellen White não se detém nesse aspecto da natureza de Cristo depois da entronização (se o irmão que lhe disse que Ele não é mais Onipresente possui os textos escritos, envie-me para análise – ok?).
E, os demais textos a seguir, de João 10:30 e de Ellen White, no livro “Patriarcas e Profetas”, pág. 34, confirmam o que estou lhe apresento com base na Palavra de Deus:
“Eu e o Pai somos um.” (Tal unidade indica também possuir os mesmos atributos, entre eles a Onipresença – mesmo após a encarnação – depois de entronizado)
“Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai – um em natureza, caráter, propósito…” (Aqui ela fala de Cristo antes a encarnação).
Veja que a Bíblia e Ellen White se completam.
Espero ter lhe ajudado em sua dúvida. Um abraço e fique com Deus.
Leandro Soares de Quadros
Jornalista – Consultor bíblico
Nas Escrituras, todas as formas de purificação são feitas por aspersão. Por que vocês insistem em dizer que o batismo e por imersão? R.B, por e-mail.
Obrigado por assistir ao programa “Na Mira da Verdade”. Mesmo que não concorde com alguns pontos que apresentamos, saiba que tem o nosso carinho e respeito.
Seu questionamento pode ser respondido com quatro afirmações bíblicas e duas informações históricas:
1) Os rituais de purificação do Antigo Testamento – realizados com o sangue do cordeiro (Levítico 16:19)- simbolizavam especialmente a purificação que Cristo realizaria na vida do pecador arrependido (João 1:29).
Enquanto que os rituais de “purificação” prefiguravam o Jesus que iria morrer, o batismo é uma cerimônia que relembra o Cristo que já morreu pelos nossos pecados! Portanto, não se pode relacionar rituais de purificação com o batismo;
2) O batismo não é um ritual de purificação comparado aos do Antigo Testamento porque Ele é uma evidência externa de que (a) nos arrependemos de nossos pecados (Atos 2:38) e que (2) cremos na morte e ressurreição de Cristo. É o que afirma Romanos 6:4:
“Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”
Em um sepultamento, “normalmente” se coloca na sepultura todo o corpo. SE O BATISMO É UM SÍMBOLO DE UM SEPULTAMENTO DO CRENTE PARA O PECADO, COMO QUE O BATISMO BÍBLICO PODERÁ SER POR ASPERSÃO, SE A ÁGUA (no batismo por aspersão) NÃO MOLHA TODO O CORPO?
O próprio simbolismo do batismo (sepultamento do velho homem e ressurreição do novo homem transformado pelo Espírito Santo) exige que o batismo seja por imersão!
3) Biblicamente só existe um tipo de batismo (conferir Efésios 4:6) – aquele em que a pessoa é mergulhada na água. Basta lermos Mateus 3:13-17 e João 3:23 para concluirmos que Jesus foi mergulhado na água. Seguirá o exemplo dele? “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” João 13:15. “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” 1 João 2:6.
4) A palavra grega para batismo – “baptizo” – significa mergulhar, afundar e JAMAIS “aspergir”. Só o significado desse termo grego já seria suficiente para sabemos qual é o batismo bíblico!
5) “O Concílio de Ravena, em 1311, foi o primeiro concílio que legalizou o batismo por aspersão, deixando a critério do ministro oficiante.
“Durante mil e trezentos anos o batismo foi geral e regularmente por imersão de uma pessoa na água e só em casos extraordinários por aspersão ou efusão, porém esta última prática era tida como proibida por aqueles que discutiam o assunto” (Brenner, Demonstración Histórica de la Administración del Bautismo desde Cristo a Nuestros Dias, pág. 306)
“Podemos demonstrar pelas atas dos Concílios e pelos rituais antigos, que durante mil e trezentos anos o batismo foi administrado por imersão em toda a igreja tanto quanto era possível” (Bossuet, Bispo de Meaux, Idem, pág. 42 – Citado por Itanel Ferrazn olivro Segue-Me. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1982).
Veja esta outra informação:
“Foi somente após a Era Apostólica que tanto o batismo infantil quanto o batismo por aspersão acabaram sendo incorporados ao cristianismo” (Dr. Alberto R. Timm, em um de seus artigos na Revista Sinais dos Tempos. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira maio de 1999, pág 29).
Podemos ver que a Igreja Católica no passado batizava por imersão, conforme ensinam as Escrituras (João 3:23; Mateus 3:16, etc.); foi com o tempo que tal prática foi sendo deixada de lado. Os motivos? Não sabemos todos. Certo é que a tradição da igreja substituiu a Bíblia - e isto não é bom (ver Mateus 15:3, 9).
Depois dessas reflexões podemos concluir que o batismo por aspersão não é bíblico.
Deus convida a todos os que ainda não foram batizados por imersão para tomarem parte nesse lindo ritual ordenado por Cristo (Mateus 28:19), demonstrando assim a fé na morte e ressurreição do Salvador:
“E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo [“baptizo” no grego – mergulhar!] e lava os teus pecados, invocando o nome dele.” Atos 22:16.
Deus lhe guie para que tome essa decisão ao lado dEle!
Um abraço,
Leandro Quadros
Jornalista