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Veja nesse debate a quantidade de textos da Palavra de Deus que LIQUIDA a doutrina calvinista. Em resumo, esse ensinamento originado na mente do diabo ensina o seguinte: na eternidade, Deus "foi com a cara de alguns"...
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Aqui você terá a resposta à réplica do pastor Natanael Rinaldi ao meu artigo "Ellen White - a profetisa que NÃO falhou". Leia com atenção e tire as próprias conclusões!
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Algumas considerações sobre a expressão “cancelar pecados”
O registro dos pecados dos justos não nega as palavras do mestre em João 19:30 (“Está Consumado”); ele existe para avaliação dos anjos e vindicação do caráter dos fiéis. O cancelamento de pecados depois do juízo investigativo não indica que Deus ainda não nos perdoou. Ellen White, na citação de “O Grande Conflito”, p. 485, não limita o perdão de Deus, mas, apresenta um Cristo que não está “de férias” no Céu. Como escrevi anteriormente Jesus está vindicando o caráter dos justos diante do universo. O cancelamento de pecados é um termo técnico usado para se referir ao cancelamento dos registros celestiais que só servem para análise dos anjos e jamais para condenar aqueles que já foram justificados por Cristo! (Romanos 8:31-39).
A expressão “cancelar pecados” (ou “riscar”) pode ser mais facilmente compreendida se tivermos em mente amplitude do juízo – que não existe por causa de Deus, mas, do Universo. E que, portanto, os pecados serão “cancelados” não sentido de serem tirados da vida dos crentes já purificados, mas retirados dos registros celestiais depois que os anjos tiverem acesso a todos os procedimentos de Deus no julgar. Tanto que Ellen White escreveu: “Como o sacrifício em nosso favor foi completo, assim deve ser completa nossa restauração da mancha do pecado” (Maranata, Meditação de 1977, p. 89).
Não se deveria colocar na boca de Ellen White (e dos adventistas) conceitos que ela JAMAIS sonhou em expressar. O senhor não deveria demonstrar sarcasmo em suas afirmações, mas, um coração disposto a entender de verdade o que ensinamos.
Com base na poucas linhas que escrevi, com alegria no coração e CERTEZA respondo a sua pergunta: tenho a vida eterna em Jesus (João 5:24) e a receberei não por ocasião da morte, mas, da volta de Cristo (1 Coríntios 5:51-55), quando for Glorificado (Romanos 6:22; Romanos 2:6, 7).
Qualquer adventista que entenda o plano de salvação e estude corretamente a doutrina do Santuário É OBRIGADO a ter certeza da vida eterna. O juízo investigativo só trás incerteza para quem não conhece ou assunto (ou acha que conhece…).
Uma consideração importante sobre a morte
O senhor nunca aceitará a doutrina do juízo enquanto não crer que morte é morte mesmo. O fato de crer que o justo está consciente em algum estado intermediário (isso mais parece com a doutrina do purgatório) torna a doutrina adventista um “absurdo”, pois: “se os salvos já estão com Cristo ou num lugar intermediário aguardando a ressurreição, por que serão julgados?”
Entende, pastor Rinaldi? Uma doutrina puxa a outra. Por isso, recomendo que faça um estudo imparcial do livro “Imortalidade ou Ressurreição” do Dr. Luterano Oscar Cullmann, uma das maiores autoridades em Novo Testamento que já pisaram nesse mundo. E, assim, ficará mais fácil aceitar a doutrina bíblica de um julgamento antes da volta do Senhor, como diz a Palavra: 1 Pedro 4:17, 2 Coríntios 5:10, Romanos 14:12, Eclesiastes 12:13, 14, etc.
O “êxtase” de Arnaldo B. Christianini
Christianini não estava em êxtase místico quando explicou Lucas 16:19-31 por que ele não acreditava no misticismo. Até batia de frente com tal ideia!
Se o fato de Christianini explicar que o Senhor Jesus utilizou-se de crenças da época o tornam um “místico”, então o senhor terá de dizer o mesmo em relação a outros autores – NÃO ADVENTISTAS – que sabem ser Lucas 16:19-31 uma parábola, recheada de crendices judaicas e até pagãs para ilustrar um ponto. Entre eles: Clark Pinnock, John Stot, Archer (mesmo acreditando no inferno, não acha correto o uso Lucas 16 para provar a doutrina que ele mesmo acredita), William Manson, Rev. Alfred Plummer, Sailer Mathews, Dr. William Smith, S. E. Mc Nair, Charles B. Ives, Sátilas Amaral Camargo, etc. Ninguém em sã consciência acusará tais comentaristas evangélicos de serem “possuídos” por alguma entidade pelo fato de terem a mesma opinião que A. B. Christianini.
Os detalhes da parábola não tornam Jesus um mentiroso (o que importa na parábola são os princípios morais e espirituais que ela quer passar), do mesmo modo que Deus, ao dizer que havia colocado adornos no povo de Israel (Ezequiel 16:11-13 – parábola) não apresenta como um amante de jóias, contrariando 1 Timóteo 2:9, 10, Êxodo 33:4-6 e Jeremias 7:20. O que o senhor me diz da parábola do sevo infiel? (Lucas 16:8, especialmente). Vamos colocar a moral de Cristo em dúvidas por ele elogiar a conduta astuta (não o roubo) do servo infiel?
Se ler os escritos de Ellen White de forma não descontextualizada e atenta, entenderá a citação da pág. 291 do vol. 2 dos “Testemunhos Seletos”. Vou transcrever e acrescer outro grifo para não haver margens para interpretações pessoais.
“Os livros do “Espírito de Profecia” e também os “Testemunhos”, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los. Não foi o plano mais sábio reduzir tanto o preço desses livros, e ter em cada igreja somente uma coleção deles. Devem figurar na biblioteca de cada família, e ser lidos e relidos. Coloquem-se onde possam ser lidos por muitas pessoas”.
Ellen White disse que os livros dela deveriam ser lidos pelos observadores do Sábado e explicou que muitas mensagens que Deus deu a ela são específicas para nós. Mas, ela jamais se colocou num patamar em que os escritos dela fossem uma “segunda Bíblia”. Os textos a seguir são alguns dos que se encontram no meu artigo “Ellen White não é uma segunda Bíblia – 1 Crônicas 29:29”, disponível no link http://novotempo.com/namiradaverdade/?p=320 Leia com carinho pastor Rinaldi para que não fiquemos discutindo sobre coisas que não tem um por quê. Eis algumas das declarações dela, do livro “Conselhos Para a Igreja” (cap. 14):
“Nas Escrituras, milhares de gemas da verdade se encontram ocultas para o pesquisador superficial. Jamais se esgota a mina da verdade”
“Pais, se quiserem educar seus filhos para servir a Deus e fazer o bem no mundo façam da Bíblia o seu guia“
“A Palavra de Deus é suficiente para iluminar o Espírito mais obscurecido, e pode ser compreendida por todo aquele que sinceramente deseja entendê-la”
Depois de tal esclarecimento com base no texto que citou, e nos transcritos acima, o senhor terá a coragem de acusar os Adventistas de fazerem de Ellen White uma segunda Bíblia? Sua citação do livro “A Sacudidura” é descontextualizada, portanto. Aceitar Ellen White como mensageira de Deus é aceitar as mensagens de Deus. É isso o que o autor do livro que o senhor pegou apenas um trecho quis dizer. O escritor não desejava “acrescentar” a Sra. White à Bíblia. Se o tentasse fazer, seria até removido do rol de membros da Igreja.
A citação que o Pr. Rinaldi fez do livro “Primeiros Escritos”
“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens’. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas.’”
(Primeiros Escritos, p. 258) (o grifo é 2) nosso).
NOTA: O destino das almas depende de aceitar os escritos dela e não da Bíblia… Francamente, só essa declaração já daria ocasião para qualquer pessoa lúcida abandonar tal seita que mantém ensino tão estapafúrdio.
Para quem o livro “Primeiros Escritos” foi escrito, pastor Rinaldi? Para Adventistas. Não foi escrito para a nossa amada comunidade evangélica que não tem maiores informações sobre o dom profético dado a ela. Para os Adventistas que conhecem a luz profética dada por Deus a Ellen White, não há desculpas para negar o dom de profecia. Isso por que cada um será julgado pela luz que recebeu (Mateus 16:27; Romanos 1:20). Nem mesmo Ellen White ensinava que todas as pessoas para serem salvas precisam crer nos Testemunhos. Leia o texto a seguir e deixe sua teimosia de lado:
“Muitos há entre os católicos, que vivem incomparavelmente mais segundo a luz que têm, do que muitos que professam crer na verdade presente, e Deus os provará tão certamente como nos tem provado a nós.” Evangelismo, p. 114.
Se todas as pessoas só fossem salvas por acreditar em Ellen White – de acordo com sua conclusão particular – como ela poderia escrever que entre os católicos (que não creem no dom profético) há pessoas que vivem mais de acordo com a luz que têm do que qualquer um de nós?
Um conselho, pastor: pare de descontextualizar Ellen White por que a comunidade evangélica culta irá ridicularizá-lo. E isso não é bom para a sua imagem.
“Agora Walter Rea descobriu que os livros os tais livros inspirados da pena de EGW não passam de plágios. Seriam mesmo “revelações divinas da verdade”? Você crê nisso, amigo Leandro? E é isso o que está sendo ensinado nas faculdades teológicas adventistas com a apostila de “Orientação Profética – No Movimento Adventista.” Coitados dos futuros pastores… Serão mais conhecidos como discípulos da Sra. White do que discípulos de Jesus.”
Quanto a Walter Rea, preciso lhe informar que o impacto do livro dele (“The White Lie”) não foi significativo na nossa igreja, mesmo a organização tendo contratado um advogado especialista em direitos autorais (não para dedicar tempo em se preocupar apenas com Rea). O advogado contratado NÃO ERA ADVENTISTA e foi considerado um dos mais especializados na área de direitos autorais. Após análise extensa dos livros de Ellen White ELE CONCLUIU QUE ELA NÃO PLAGIOU E NEM MESMO AGIU CONTRA AS LEIS VIGENTES NA ÉPOCA DELA. É bom estar informado disso para que não continue falando coisas inverídicas às pessoas por meio de seus artigos (que no ano que vem refutarei todos. Um já está disponível; os outros, em processo…) no ICP e no CACP.
E, para provar que o livro de Rea não teve a repercussão que muitos irmãos evangélicos apologistas dizem – eis a citação do livro A mão de Deus ao leme (Casa Publicadora, 1985), do Pr. Enoch de Oliveira:
“… além de alguma repercussão lograda em alguns diários e publicações especializadas, o impacto logrado por Walter Rea sobre a Igreja foi insignificante e inexpressivo”.
O livro supracitado é fidedigno e foi elaborado com dedicação e conhecimento de causa POR ALGUÉM QUE CONHECE a história do adventismo.
As acusações de plágio foram refutadas há muitos anos e não vejo motivos para trazer à tona esse tipo de coisa. Nenhum autor em qualquer lugar do planeta processou ou ameaçou processar Ellen White pelo uso de citações. Nos dias deles era até um privilégio um citar o outro.
Não negamos que Ellen White tenha feito uso de outros autores. O que discordamos é do modelo de inspiração adotado no meio evangélico de que um profeta não pode fazer uso de boas fontes. Se ela for “plagiadora” por citar autores que o Espírito Santo selecionou, então Judas também foi um plagiador, pois em Judas 1:14, 15 ele citou um trecho de I Enoque (fonte que nem é cristã!) e em Judas 1:9, fez menção a obra Assunção de Moisés. Perceba que as mesmas críticas atribuídas à Ellen White podem ser direcionadas aos escritores bíblicos.
Um tiro no próprio pé
Se ela fosse uma plagiadora, por que ela fazia citações de obras clássicas que estavam na biblioteca dos próprios irmãos da igreja? “D’ Aubigne, Wylie, Conybeare e Howson, e Geikie eram nomes familiares para muitos adventistas” (101 Respostas a Perguntas do Dr. Ford, p. 91).
“No Signs of the times de 22 de fevereiro de 1883 ela recomendou o volume de Conybeare e Howson aos leitores do Signs como um ‘livro de grande mérito’. Nesse mesmo ano 2000 cópias do livro Conybeare e Howson foram gratuitamente distribuídas como prêmios aos assinantes do Signs…” (Ibidem).
Pastor Rinaldi: se ela tivesse sido uma plagiadora desonesta como o senhor diz, não estaria dando um “tiro no próprio pé” ao recomendar que as pessoas lessem os livros de onde ela tirou citações importantes para aclarar verdades de Deus?
Por que leio os livros Ellen White?
Em resposta ao seu questionamento: não leio os escritos de Ellen White por Christianini dizer que eram infalíveis (e o são, doutrinariamente) e sim por que sinto em minha vida os benefícios da leitura de tais livros, que me ensinam a amar mais a Jesus Cristo e a Bíblia. Só quem experimenta isso de verdade pode dizer algo sobre o assunto. Se o senhor lesse os livros dela sem utilizar-se de elipses (intencionais ou não – não posso julgá-lo) e com o mesmo espírito do Dr. William Albright (um dos pais da arqueologia e metodista), chegaria à mesma conclusão que ele: que ela foi profetiza.
Graus de inspiração
Creio que o pastor não leu com atenção o que escrevi. Transcreverei novamente para que releia e entenda:
“O grau de qualidade ou de inspiração dos escritos dela não podem ser diferentes da Bíblia porque o mesmo Espírito Santo é o autor de ambos. Não existem “graus de inspiração”. Uma pessoa não pode ser parcialmente inspirada pelo Espírito. O profeta é usado por Deus ou pelo diabo (nesse caso, falso profeta)”.
Perceba que minha afirmação de que “não existem graus de inspiração” está no contexto em que abordo a inspiração que vem DO ESPÍRITO SANTO. Ele não inspira mais uns e menos outros.
Minha intenção não foi falar em TIPOS de inspiração (que vem de Deus ou do demônio) e, portanto, a citação de Jeremias 14:13-15 e de Jeremias 28:1-17 não se aplicam a minha argumentação.
“E EGW com a sua profecia da PORTA DA GRAÇA FECHADA? Era de Deus? Se era de Deus porque ela corrigiu o que havia profetizado errado, falsamente?”
Vou devolver-lhe a pergunta:
E os apóstolos com a teoria de que a porta da salvação estava fechada para os gentios? (Atos 10)? Eram de Deus? Se eram de Deus, porque depois os apóstolos reconheceram que haviam errado?
Caro pastor Natanael: enquanto acreditar que a Bíblia foi totalmente inspirada pelo modelo do ditado, encontrará contradições em Ellen White e na própria Bíblia. Lemos na Palavra de Deus que um profeta pode ser ensinado por Deus (afinal, é um ser humano) e que inspiração não é sinônimo de impecabilidade. Veja o caso dos apóstolos em Atos 10 e 11. TODOS ficaram irritados com Pedro por pregar ao gentio Cornélio. Mas, depois da visão do lençol zoológico (que os ignorantes distorcem para dizer que Deus apoia o uso de alimentos imundos) eles MUDARAM de opinião tanto que PEDRO disse: “… Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;” Atos 10:34.
Se o senhor me disse que Ellen White era do diabo por ter sido ensinada por Deus, terá que me dizer que Pedro também o era e, aí, terei que apenas orar ao Criador para que o perdoe por tamanha blasfêmia.
A ideia de que a inspiração torna um profeta perfeito e não passível de ser corrigido por Deus cai por terra. Acusar Ellen White por crer em um tempo na teoria da porta fechada leva qualquer um a acusar os apóstolos por também crerem que a porta da salvação estava fechada para os não judeus.
A Inspiração do Espírito Santo não anula a personalidade, individualidade e imperfeições dos profetas. Eles continuam precisando da graça de Cristo e devem exercer fé no texto de 1 João 2:1, que o senhor muito bem citou.
“Francamente! Leandro, quase não dá para acreditar que V. S. seja mesmo jornalista. É de um raciocínio infantil que me assombra ao declarar sobre EGW,
“Na página anterior, Ellen White usou a mesma construção gramatical… Dá para rir… do seu fanatismo, como se desconhecesse o que todos sabem: que EGW saiu da escola aos nove anos, depois da pedrada que recebeu de uma colega de escola. Porventura tinha ela qualquer noção de “construção gramatical”??? Só na cabeça de um fanático discípulo dela que tal possa ocorrer…”
Já respondi a seu argumento sobre o assunto e não me deterei em suas palavras maldosas. Deixe-me comentar sobre sua citação a seguir:
“E V. S. cinicamente tem a petulância de escrever atrevidamente, “Uma das maiores “virtudes” do Pr. Natanael Rinaldi é escrever bobagens.” Vocês adventistas agem dolosamente e querem impingir sobre oponentes a pecha de “escrever bobagens”. Isso é cinismo, repito.”
Sou ser humano como o senhor: falho e que precisa da graça de Jesus. Minhas conclusões de que o senhor escreve muitas bobagens surgiram após as leituras que fiz de VÁRIOS artigos seus. Se o pastor estivesse no meu lugar e passasse pela minha experiência espiritual com Cristo por meio da Bíblia e dos livros da Sra. White teria a mesma reação.
Portanto, não escrevi tais linhas por cinismo, mas, como uma manifestação de desapontamento por tantas coisas ruins que o pastor escreve sobre Ellen White.
Não o fiz com a intenção de magoar sua pessoa. Ninguém tem o direito disso. Sendo que se sentiu ofendido, peço que me perdoe pela forma como me dirigi ao senhor no último artigo. Porém, se coloque no meu lugar. E, ponha a mão sobre sua consciência para ver que o senhor xinga os Adventistas. E há anos.
Sua incrível distorção dos fatos apresentados na Revista Adventista do ano de 1986
É necessário o senhor saber que Adventista algum que conhece a declaração de Ellen White em seu contexto JAMAIS a questionou pela menção que fez ao casamento entre brancos e negros. Na Revista apenas podemos ler que uma pessoa (ou outra) não entendeu o que ela disse (por isso, o editor explicou), mas, isso não pode ser usado como argumento para generalizar toda uma igreja.
Mostre-me com documentação apropriada que “milhões” de adventistas consideram Ellen White racista. Informe-me também sobre a maneira como os irmãos dos dias dela entenderam o texto. E, não fuja pela tangente, pastor: tente refutar a explicação histórica que apresentei. Qualquer leitor inteligente, ao comparar nossos textos, verá que o senhor “passou por alto” minhas considerações.
Vou aguardar suas provas.
Qual a doutrina central dos Adventistas?
É Cristo no Santuário dEle. Assim como afirma o livro de Hebreus, além de um advogado (1 João 2:1) temos no Céu um Sumo Sacerdote (juiz – João 5:22) que vindica nosso caráter perante um universo expectante (1 Pedro 1:12). Não cremos pastor Rinaldi que o Salvador está “de férias no Céu”, mas que, após o sacrifício suficiente dEle, de lá do Templo Divino o Senhor aplica os méritos do sacrifício na cruz na vida do crente. Isso para que o cristão salvo continue no processo de santificação que o levará à glorificação (Romanos 6:22).
O pastor pegou uma citação que mostra o santuário celestial como esperança Adventista sem mencionar que tal Santuário Celestial (Hebreus 8:1, 2) só é o centro da esperança Adventista por que o nosso Salvador e Sumo Sacerdote está lá. Por que fazer isso, pastor Natanael?
“… Precisam tirar a capa da hipocrisia e fazer o que estão fazendo certos pastores que estão abandonando as hostes adventistas por já conhecerem a que extremos eles chegam para defender sua galinha de ouro – Ellen Gould White”.
Tais informações precisam de uma atualização. Todos os dias recebemos na Rede Novo Tempo informes de pastores de várias confissões religiosas que deixaram de lado a mentira da imortalidade da alma e da santificação do domingo, e hoje, estão nas fileiras do Adventismo. Em agosto desse ano, um pastor evangélico, por mais de 25 anos (professor de pastores) deixou sua congregação e hoje está na igreja Adventista do Sétimo Dia. Se assistir ao pequeno depoimento dele (se quiser, lhe mando pelo correio. Basta me informar seu endereço postal) perceberá a felicidade do ex-pastor pentecostal por hoje conhecer toda a Verdade da Bíblia. Ele teve o interesse despertado ao assistir um programa que apresento na TV, “Na Mira da Verdade”.
Além de pastores assembleianos, batistas, metodistas, presbiterianos, professores seminaristas e maçons têm abraçado a esperança da volta de Cristo por meio do programa que apresento (que ainda não tem um ano de existência. Completará em março, pela graça de Deus). “Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres.” Salmo 126:3.
Há poucos dias uma igreja inteira trocou de placa por influência direta da Rede Novo Tempo (isso é tão comum para nós! É natural que pessoas sinceras, ao serem despertas pelo Espírito Santo, tomem decisões que choquem alguns, mas, que agradam a Deus).
Por isso, lhe convido a estudar a doutrina Adventista sem o ódio que está no seu coração. Assim, shegará às mesmas conclusões do pastor Ademir Oliveira. Leia o link http://www.portaladventista.org/portal/asn—portugu/1446-ex-pastor-da-assembleia-de-deus-se-batiza-na-igreja-adventista
Guerra Civil Americana
Sua acusação de que alguém que abandonou os estudos aos 9 anos não podia conhecer sobre regras gramaticais ofende a muitos leitores que sabem ser possível uma pessoa, mesmo não tendo ido à escola, aprender pelo esforço. Ellen White tinha uma biblioteca invejável e estudou bastante. Por esse fator e por ter sido inspirada pelo Espírito, pôde ser a escritora mais traduzida do mundo (entre as mulheres).
Seu argumento foi fraquíssimo e ofende aos irmãos que aprenderam a ler na Bíblia e mesmo assim a entender corretamente.
Leia corretamente o texto de Ellen White. Compare com o original disponível no White Estate (http://www.whiteestate.org) e veja que a conjunção condicional “SE” está no escrito dela. Ora, se está, isso indica que ela sabia escrever!
O que é isso, pastor? Que fanatismo é esse de sua parte em dizer que ela não poderia ter aprendido algo da gramática da língua dela? Como pode provar que o nível de escolaridade de uma pessoa a impressa de aprender as coisas? São tantas as pessoas autoditadas no mundo! Entre as cerca de 40 pessoas que o Espírito Santo usou para escrever a Bíblia, havia apenas pessoas de grande cultura como o apóstolo Paulo?
BIOGRAFIA DE EGW RELATADA PELA PRÓPRIA IGREJA (E DISTORCIDA POR NATANAEL RINALDI)
Foram citados o livro “Fundadores da Mensagem”, a Revista Adventista e a apostila “Orientação Profética no Movimento Adventista” com o objetivo de dizer que a própria igreja Adventista reconhece que Ellen White era doente mental. É notório o seu extremismo. Todas as citações mostram as condições dela para contrastar com o ministério prolífico que teve e provar que o Espírito a usou! Como a própria igreja iria chamar Ellen White de “doente mental” se produziu a melhor biografia sobre ela nos últimos anos (“Mensageira do Senhor”, de Herbert E. Douglass) justamente para refutar essa ideia, entre outras?
Um conselho, pastor Rinaldi: procure fazer uma terapia comportamental. Faz bem e o cristão não precisa sentir vergonha e pedir ajuda a bons psicólogos.
“Admito que meu artigo EGW – A PROFETISA QUE FALHOU deve ter-lhe acertado em cheio, do contrário não teria procedido com tanta rispidez nas suas palavras.”
O senhor pode admitir uma barbaridade dessas. Eu, não. Seus artigos sobre Ellen White e os adventistas carecem tanto de embasamento bibliográfico contextualizado e de amor cristão que o que me motiva a escrever-lhe isso é a esperança de “fazermos as pazes” mesmo que não concordemos em todos os pontos. É o desejo de mostrar a verdade aos sinceros que também me motiva. EM NADA me afetam seus escritos, pois, uma pessoa que não seja analfabeta funcional, numa leitura simples vê a inconsistência de seus comentários e da forma como se utiliza dos textos de Ellen White (e outros autores nossos) para “provar” as ideias que são fruto de sua imaginação.
Não digo isso em relação a outros trabalhos seus – muito importantes.
Será que o senhor não percebe que o próprio texto que citou de Ellen White (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 236) sobre a Bíblia depõe contra tudo o que escreveu contra ela, acusando-a de uma “segunda Bíblia”? Não tenho palavras para expressar uma contradição tão visível… Os leitores que compararem o que senhor me escreveu com a presente resposta chegarão às próprias conclusões…
A falta de amor cristão do Pr. Rinaldi em chamar Ellen White de analfabeta e doente mental
Suas palavras ofendem cristãos sinceros que tiveram o mesmo grau de escolaridade que Ellen White, mas, que mesmo assim, venceram na vida. Pessoas que superaram as próprias limitações e que se tornaram de grande influência na sociedade. Na sua igreja há pessoas assim e, tais irmãos, com certeza, ao verem o seu “método” de avaliar uma pessoa, ficarão bem chateados com o senhor.
A tentativa de desacreditar a obra do Espírito Santo, atribuindo-a a causas naturais, é tão antiga como a própria Bíblia. Os milagres do Pentecostes foram atribuídos a embriagues (Atos 2:13).
É difícil imaginar que uma pessoa que sofresse de epilepsia tivesse tamanha capacidade, como no caso de EGW. Ela atravessou os EUA 24 vezes por volta de 1885 para pregar a Palavra de Deus. Quando morreu, deixou cerca de 100.000 páginas escritas à mão. Foi o terceiro escritor mais traduzido na história da literatura. Das todas as escritoras mulheres, ela foi a mais traduzida. Uma rainha da Rumânia pediu que o livro A Ciência do Bom Viver fosse traduzido para o seu idioma nacional e difundido entre o seu povo. Como tudo isso seria possível, se com a idade de 9 anos os médicos lhe deram apenas alguns meses de vida, após um golpe no rosto?
O Dr. e escritor Cesar Vasconcellos, (na época, psiquiatra no Hospital Silvestre e no Centro Adventista de Vida Saudável), assim comentou sobre a epilepsia (em uma entrevista que fiz com ele):
“A epilepsia é uma doença do Sistema Nervoso Central na qual há transtorno temporário das funções do cérebro que aparece bruscamente, pára espontaneamente e tem tendência a repetir, sendo uma descarga brusca de um grupo de neurônios ou uma liberação brusca de energia. Há a epilepsia generalizada, a focal e a semigeneralizada. Geralmente a pessoa epiléptica tende a ser muito irritadiça e impaciente, também com facilidade para explosões de temperamento. Se for tratada, a epilepsia geralmente tem boa resposta aos medicamentos anti-epilépticos. E mantendo-se em tratamento não é uma doença que altera a inteligência da pessoa. Muitos epilépticos têm a chamada “aura” que indica a proximidade de uma crise epiléptica ou fica somente na própria aura sem ter a crise. Ou seja, a crise seria a própria aura. Na crise epiléptica maior, chamada de “grande mal epiléptico” a pessoa tem as contrações musculares no corpo todo por alguns minutos, perda da consciência, perda da memória não se lembrando do que ocorreu, quando cai ao chão se machuca, há palidez da face, pode perder o controle dos esfíncteres e portanto urinar ou evacuar na roupa, pode morder a língua ou se asfixiar com a secreção e o tamponamento da entrada de ar pela língua, e geralmente ocorre um torpor ou sono após a convulsão”. Ellen White sempre foi uma pessoa calma e serena.
Uma característica comum aos ataques repetidos, quando não são tratados, é o que se chama “diminuição da capacidade mental”. Simplesmente, a mente se debilita com a repetição dos ataques. Estima-se que Ellen G. White teve umas duzentas visões abertas (acompanhadas de fenômenos físicos, como ocorreu com Daniel, entre outros profetas) e cerca de mil e oitocentos sonhos proféticos. Se não fossem visões, mas ataques epilépticos, seria esperado uma diminuição de sua capacidade mental ao longo dos anos. Entretanto, ocorreu o contrário: foi observado o desenvolvimento de sua capacidade mental. Ela contava com uma saúde melhor do que nos anos de sua juventude.
Em resposta à acusação de que ela sofria de Epilepsia, oito professores da Escola de Medicina e Enfermagem na Universidade de Loma Linda, incluindo três neurologistas e um psiquiatra estudaram as evidências disponíveis. Em 1984 eles escreveram um relatório intitulado: “Sofria Ellen White de Crises Parciais Complexas?” Eis uma parte do relatório: “Diagnosticar um distúrbio de crise parcial complexa (epilepsia) não é algo muito fácil, mesmo com a ajuda de técnicas modernas como a eletroencefalografia e a gravação em vídeo. Portanto, o estabelecimento de um diagnóstico dessa natureza, retroativo a uma pessoa falecida há quase 70 anos e, levando-se em conta que não existem registros médicos, só pode ser, na melhor das hipóteses, especulativo, vago e controverso… Depois de cuidadosa análise do material biográfico e autobiográfico disponível, levando-se em conta o conhecimento atual deste tipo de desordem convulsiva, é nossa opinião que: (1) não há evidências convincentes de que Ellen G. White sofria desta espécie de epilepsia (2) não há possibilidade de que crises parciais complexas tenham sido as responsáveis pelas visões da Sra. White ou seu papel no desenvolvimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia” – Ministry, agosto de 1984, e referida em Adventist Review, 6 de agosto de 1984. (Citado por Hebert E. Douglass em Mensageira do Senhor, páginas 62, 63).
Além disso, suas visões transformaram ateus e adversários do Adventismo. Um dos mais antigos e destacados céticos foi José Bates. Ele não estava convencido de que as visões de Ellen White “eram de Deus”. Pensava que as visões não passavam “do produto de um estado debilitado do corpo dela”. Mas mudou de idéia depois de observar várias experiências dela em visão.
Que evidência do dom profético na pessoa de EGW! E que evidência de que o pastor Rinaldi precisa ler mais antes de escrever.
“Só que V. S. não diz que, ao contrário do que afirma, qualquer pessoa que nega os erros proféticos e outras coisinhas mais de EGW, logo são afastados e acusados de apóstata. Vamos citar alguns nomes ilustres entre os adventistas que foram caluniados e enxotados das hostes adventistas:
“Crosier, March, os Ballenges, Alonzo T. Jones, Louis R. conradi, George B. Thompson e muitos outros. Aqui no Brasil Ubando Torres de Araújo, 25 anos seguindo intransigentemente EGW até descobrir recortes de jornais americanos que lhe davam notícia do livro publicado pelo pastor adventista Walter Rea, escrevendo o livro arrasador THE WHITE LIE (A MENTIRA BRANCA) foi desmoralizado por escrever os livros: A Igreja de Vidro, Adventismo e Pecador Sou; Transgressor, não.” Seus testemunhos são fortes contra as ‘visões’ e ‘inspirações’ de Ellen G. White. Mas a eles não é permitido falar porque, ou deixaram ou foram eliminados da igreja, por causa daquilo que sabiam e do seu desejo de divulgar esse conhecimento. Outros testemunhos poderiam ser reunidos, como os de William S. Peterson, Jonathan M. Butler, Ronald L. Numbers e outros eruditos adventistas.”
Vou deixar que Ellen White lhe responda. A citação a seguir está no livro “Evangelismo”, pág. 258:
“Alguns, conforme me foi mostrado, estão no caso de receber as visões publicadas, e de julgar da árvore pelos seus frutos. Outros são como o cético Tomé: não podem crer nos Testemunhos publicados, nem convencer-se deles pelo testemunho de outros, precisando ver e tirar a prova por si mesmos. Estes não devem por isso ser afastados, mas cumpre tratá-los com paciência e caridade fraternal até que encontrem a atitude a adotar e tenham opinião formada contra eles ou a seu favor. Se, porém, entrarem a combater as visões de que não têm conhecimento; se levarem a sua oposição ao ponto de combater aquilo de que não têm experiência, e se sentirem importunados quando os que crêem que as visões procedem de Deus delas falam nas reuniões, e se confortam com as instruções dadas em visão, pode a igreja saber que não estão certos.” (Grifos acrecentados).
Ainda é válida sua acusação, sabendo que tais pessoas afastadas da igreja o foram por que interferiam na paz e na comunhão dos irmãos?
Sobre Ubaldo Torres de Araújo
Aqui a coisa ficará feia para o seu lado. E, por sua culpa. Como o senhor pode citar Ubaldo Torres sendo que:
(1) Ele foi demitido da revista apologética que o senhor conhece bem por que a resposta elabora pelo Dr. Timm e assinada por Tércio Sarli, à série “Contradições nos Escritos de Ellen White” destruiu os argumentos dele? O senhor está lembrando que a Igreja Adventista conseguiu um direito de resposta e isso custou o emprego de Ubaldo? Tanto que ele foi pedir trabalho na Casa Publicadora Brasileira! (Antes, implorou a um de nossos líderes para que a resposta não fosse publicada)
(2) A esposa dele se manteve fiel na Igreja Adventista e disse que não concordava com o marido (que não a convenceu!)?
Na verdade, Ubaldo Torres foi desmoralizado pela revista que o demitiu e pelas verdades que não pôde refutar, quando as autoridades de Jundiaí deram aos Adventistas o direito de resposta!
Por que ocultar tais fatos de seus leitores, Pr. Rinaldi?
Quanto ao livro de Ubaldo, lhe agradeço pela disposição em me enviar. Tenho-o, conheço e inclusive sei da história dele e o que a esposa do mesmo disse a respeito da apostasia e revolta dele (que não tinha a ver com doutrinas, mas, havia questões pessoais em jogo). Espero que o senhor informe tais coisas aos seus leitores.
“Sofisma, Leandro! Querendo defender sua falsa profetisa prefere acusar a Bíblia e dizer que a profecia de Jonas poderia ser considerada uma falsa profecia e que as profecias de EGW seriam desse tipo – condicionais. Mas, quanto à Bíblia, há provas descritas na Bíblia que relatam a conversão dos ninivitas. E que houve no caso de EGW em 1856? Se houvesse a aceitação da sua profecia, Jesus teria apressado a sua vinda, que não ocorreu. Lamentável, lamentável, amigo Leandro.”
Não, pastor Rinaldi: não fiz uso de sofisma algum. Tanto que o senhor não tem como me provar que na Bíblia não há profecias condicionais. E não o fez, na sua réplica, pois, as evidências bíblicas são claras. Falar que utilizei de sofisma é uma coisa. Outra é provar. Aguardarei sua refutação.
Recomendo ao leitor (e ao pastor também) que releia o que escrevi no artigo anterior e veja a condicionalidade das profecias (daquelas que dependem de uma ação humana para ocorrerem ou não).
Agora posso explicar o texto que o senhor usou como “gancho” para pendurar dúvidas. Transcreverei sua análise na íntegra:
Como alegar que a profecia de 1856 apressaria a volta de Jesus, mas que tal não se deu por culpa do povo se EGW escreveu,
“Mas, como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 28, edição 1979).
NOTA: Como arrazoar que se houvesse a aceitação da profecia dela Jesus teria apressado a sua vinda, se “os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança???
Basta o senhor ler 2 Pedro 3:12 e entender que o evento da volta de Cristo é incondicional e que a data é condicional. “Esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.” 2 Pedro 3:12.
É só entender a citação de “O Desejado de Todas as Nações” em seu contexto e ver que ela se refere aos planos de Deus que não dependem de uma resposta humana: o tempo de 400 anos que o povo de Israel ficou no Egito [como relevado a Abraão]; a libertação do Egito e a primeira vinda de Cristo, que foi na “plenitude do tempo”. Gálatas 4:4.
Ela cita Gênesis 15:14, Êxodo 12:41 e o nascimento de Cristo como sendo eventos incondicionais que aconteceriam “sem adiantamento ou tardança”. Ela não tinha em mente nesse contexto do “Desejado de Todas as Nações” as profecias incondicionais.
Por que não ler todo o trecho para evitar distorções?
O QUE REALMENTE EGW ESCREVEU SOBRE A VINDA DE JESUS
Esse subtítulo de sua resposta foi transcrito apenas para contextualizar o leitor a fim de que veja a parte do seu artigo que comentei.
Pastor: se o senhor quiser, podemos fazer uma análise bíblica sobre Daniel 8:14 e também histórica, levando-se em conta o grande desapontamento de 1844. Sei que para entender um assunto desses requer tempo e disposição de aprender. Como o senhor disse que não entende essa “babel”, vamos num diálogo amistoso tratar do assunto. Sem tentar “provar” quem está certo, mas, ver o que a Bíblia ensina. Se aceitar minha proposta, saiba que estarei a sua disposição.
Uma vez lhe enviei um material sobre o assunto. Comecemos do zero e creio que teremos maiores resultados.
Quanto ao tópico 3 da explicação que dei à citação do “Primeiros Escritos”, pág. 15, ele se refere aos desanimados que estavam presentes na visão. Eles sim precisavam de conforto durante a caminhada rumo ao Céu e Ellen White quis nos passar a certeza de que não precisamos temer enquanto seguimos pelo caminho estreito.
“Tenho minha aposentadoria e vivo dela. Não entrei no caminho de Balaão. Não recebo R$0,10 da Igreja a qual pertenço. Agora, sei que se os livros de EGW forem banidos, adeus adventismo. A própria família de EGW vive dos rendimentos dos livros dela. Quem afirma isso é Ubaldo Torres de Araújo no livro IGREJA DE VIDRO. Se quiser cópia posso cedê-la, gratuitamente pela Internet.”
Não, pastor: os livros de Ellen White NUNCA serão banidos da vida daqueles Adventistas que amam a Bíblia e a volta de Jesus. Portanto, se o senhor sonha com o fim dessa igreja que está em mais 200 países do mundo com 16 milhões membros (e quase 60 Casas Publicadoras espalhando o evangelho eterno), sua frustração será grande.
Uma informação (que para o senhor não é novidade. Mas, é bom relembrar): qualquer pessoa que publica um livro tem o direito de viver dos próprios direitos autorais, incluindo parentes próximos. TODOS os escritos evangélicos, católicos, espíritas vivem disso. Por que apenas Ellen White e a família dela não seriam dignos disso? Que preconceito é esse, pastor?
Considerações finais
Não vou repetir os erros históricos graves que o senhor apresentou e as distorções grotescas sobre nossa doutrina. O que desejo ao finalizar esta resposta é pedir a Deus que dê ao senhor, pastor Rinaldi, e, a mim, a perfeição de caráter de Mateus 5:48: aquela que nos habilita a sermos amáveis com aqueles que pensam diferente de nós. É desta forma que nossos debates serão produtivos e glorificarão Aquele que por nós deu a vida na cruz.
“Vocês ouviram o que foi dito: “Ame os seus amigos e odeie os seus inimigos.” Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para que vocês se tornem filhos do Pai de vocês, que está no céu. Porque ele faz com que o sol brilhe sobre os bons e sobre os maus e dá chuvas tanto para os que fazem o bem como para os que fazem o mal. Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam! Se vocês falam somente com os seus amigos, o que é que estão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos em amor, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.” Mateus 5:43-48 (Nova Tradução Na Linguagem de Hoje)
Deus nos ajude a seguirmos esse mandamento de Cristo, pois, sozinhos, o senhor e eu jamais conseguiremos. Todavia, o Espírito Santo nos auxiliará, se assim permitirmos.
Aguardarei seu retorno. Deus o ilumine,
Leandro Quadros.
www.namiradaverdade.com.br
O Pr. Nozima ajudou o irmão Clóvis, do blog Cinco Solas, a “refutar” minha réplica à teologia anti-bíblica de João Calvino a respeito da predestinação determinista. Na presente análise demonstrarei quantos textos bíblicos o Pr. Helder e eu citamos para provarmos nossas “teses” e farei novamente uma abordagem bíblica sem me basear em credos ou confissões (mesmo não menosprezando a importância dos mesmos).
Caro Pr. Helder Nozima:
Conheço presbiterianos fantásticos e que têm o amor de Jesus no coração. Um deles é o Dr. Carlos Caldas, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com quem tive um debate ao vivo na Rede Internacional de Televisão (RIT TV). Mesmo discordando a respeito “do que acontece com o ser humano depois da morte”, trocamos e-mails e, mesmo depois do debate, foi preservado um respeito mútuo. Dr. Carlos foi uma das pessoas mais educadas com quem tive a oportunidade de refletir sobre doutrinas. Nosso debate foi disponibilizado por um irmão no YouTube. Basta procurar por “Debate – RIT TV – Leandro Quadros” e verá a maneira como abordamos o tema e como nos tratamos bem.
Escrevo tudo isso para afirmar que me sinto à vontade em conversar com os irmãos presbiterianos. Mas, sou sincero em dizer que a forma como o senhor me tratou não foi legal. Dizer que sou “ignorante” ou me “desafiar” a publicar seu comentário – como se eu tivesse medo de alguma coisa ou de bons debates – foi uma manifestação apaixonada de sua parte. Continue na busca pelo fruto do Espírito (Gálatas 5:22, 23) para que tenha mais paciência com aqueles que pensam diferente do senhor.
O pastor disse num post no blog Cinco Solas: “Por instantes, cheguei a pensar que seriam 95 teses (rs), tantos os pontos levantados pelo professor. Mas algumas acusações e questionamentos são repetidos e outros, sinceramente, não merecem resposta. Acho que os 28 já dão refutações e são suficientes para expor as doutrinas [sic] da graça” (Grifos acrescentados).
Algumas observações sobre suas declarações:
1) Se foram tantos os pontos que levantei em 12 páginas, por que escreveu tão pouco (5 páginas de Word)?
2) Onde acusei alguém?
3) Prove-me que os questionamentos que fiz são repetidos.
4) Se para o senhor alguns de meus questionamentos “não merecem resposta”, por que não refutou a grande maioria das perguntas retóricas e não explicou pelo menos os textos bíblicos citados? No artigo que escrevi a Clóvis disponibilizei cerca de 48 textos bíblicos enquanto que o senhor usou em sua resposta só 12, aproximadamente (e bem descontextualizados). Dos 48 que disponibilizei – INCUSIVE OS QUE MOSTRAM SER POSSÍVEL O PREDESTINADO SE PERDER – o pastor mencionou apenas nove. Isso leva qualquer leitor a concluir que o calvinismo carece – e MUITO – de base bíblica.
Fale com os irmãos Clóvis e Roberto para que leiam os aproximados 48 textos antes de colocarem-no num pedestal. Isso nos torna humildes (como pecador sei por experiência) e nos faz buscar as gemas das Verdades bíblicas com vontade de realmente aprender.
A seguir, abordarei os 28 pontos elaborados pelo senhor:
1) Não citei Berkouwer como sendo minha regra de fé, assim como ao citar o Dr. Oscar Cullman (para mostrar que a doutrina da imortalidade da alma é pagã) não o faço para “comprovar” o que está na Bíblia. Apenas exponho o que autores da mesma denominação pensam sobre o mesmo assunto por que isso abre a mente de todos nós, envolvidos num debate, para novos conceitos. Minha regra de fé é a Bíblia somente (Joao 17:17. Veja a primeira Crença Fundamental dos Adventistas no livro Nisto Cremos ou no Manual da Igreja, p. 9).
2) Deixando de lado o sarcasmo que utilizou para comentar esse ponto (na verdade, é mais fácil o senhor – não eu – ir a uma sessão espírita, pois, crê na imortalidade da alma), quero esclarecer que minha preocupação ao citar os 5 pontos de Calvino é mostrar que a teologia Calvinista, com o acróstico TULIP, se baseia nos estudos dele. Como o pastor acusou, não usei nenhuma enciclopédia “muito ruim”. Apenas o pastor e Clóvis não leram com maior atenção o que escrevi. Mas, não posso eximir-me da responsabilidade de me expressar melhor.
3) A humanidade tem sim o livre arbítrio desde que foi criada. Do contrário, Adão e Eva não podiam escolher pecar (Gênesis 3). Basta ler Romanos 5:12 e o senhor verá que, mesmo o ser humano não tendo capacidade de ir a Deus por conta própria (nisso concordo, pois é o Senhor que vai atrás do pecador e efetua nele o querer e o realizar, segundo Filipenses 2:13), pôde fazer escolhas para pecar ainda mais. Se pôde escolher pecar (claro: a tendência pecaminosa existe dentro de cada um), é claro que pode também escolher a graça de Deus para lutar contra o pecado. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5:12. A morte passou a todos porque todos pecaram e não porque todos foram predestinados para pecar. Se o pastor me disser que Deus predestina alguns para se perderem, estará indo contra o Salmo 5:4 que ensina não ser Deus o originador do pecado (Por favor: não faça como os ateus que gostam de citar Isaías 45:7). Predestinar para a perdição não é questão de Soberania, mas, ACEPÇÃO DE PESSOAS, coisa que o próprio Deus condena (Romanos 2:11 – atente para o fato de que o verso está no mesmo livro onde vocês se apóiam para afirmar a doutrina da predestinação determinista. Fiz um breve resumo sobre Romanos 9 em meu blog. Por isso, não me aterei ao capítulo agora. Voltarei a tratar na Resenha Crítica que irei elaborar ao artigo “Preparar… Apontar…” de seu amigo Clóvis). Graças ao Espírito Santo pela visão bíblica que temos do amoroso caráter de Deus!
Portanto, se Deus “não fosse com a cara de alguns na eternidade”, Ele estaria desobedecendo a uma lei criada por Ele mesmo: “se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores.” Tiago 2:9.
Quer que eu e demais cristãos acreditemos em tal aberração teológica?
4) Concordo em parte com seu conceito de depravação total do ser humano. Aceito Romanos 8:5-8, 3:23… Entendo que o ser humano por si não pode ser salvo. Mas, a Bíblia ensina que a graça de Deus dá a capacidade a cada um de escolher o caminho a seguir. Esse conceito era tão claro para Cristo que Ele pôde dizer que existe a porta estreita e a porta larga (Mateus 7:13, 14). E, para a tristeza do Salvador, a maioria entrará pela porta larga, que conduz à perdição. Se a maioria irá se perder, isso nos leva à fatal conclusão (se aceitássemos o calvinismo) de que Deus predestinou uma minoria por que >(1) não amava todo mundo ou por que (2) Ele falhou na predestinação ao ponto de somente poucos entrarem pela porta estreita. Peço que analise essas questões com oração pastor, pois, têm implicações teológicas muito sérias.
Respondendo a sua pergunta: “como é possível que, na carne, possamos decidir ficar ao lado de Deus?”, faço minha a resposta de Romanos 8:10: “Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça.” E 1 Coríntios 6:19, 20 completa a resposta ao dizer que o Espírito Santo mora em nosso corpo. Portanto, a habitação de Cristo em nós por meio do Espírito nos capacita (pela graça de Deus) a escolhermos ou não continuarmos predestinados. Do contrário, por que o Espírito Santo habitaria em nós se não fosse para nos ajudar e nos converter?
5) O que quis afirmar a Clóvis foi que na cruz de Cristo o livre-arbítrio foi devolvido de forma plena. A resposta a essa sua pergunta é a mesma que dei anteriormente: a habitação do Espírito em nós é que nos capacita a fazermos boas escolhas. Até mesmo a sua escolha de ser um pastor e, eu, jornalista.
Sem a habitação de Deus em nós sua tese seria perfeita. Mas, como temos um Deus que faz a diferença quando mora conosco e em nós, de modo algum uma pessoa que nasceu de novo (João 3) não terá livre-arbítrio (sem livre-arbítrio, não há novo nascimento. Sem liberdade de escolha, não se pode amar de verdade alguém, pois, o amor é uma escolha. E Deus quer que o amemos não de forma robótica e programada).
A respeito de minha interpretação de João 1:12, 13: o texto está falando do novo nascimento. Uma leitura a partir do verso 11 e o estudo de grandes comentaristas em geral comprovam isso. Vejamos:
“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” João 1:11-13.
Quem não recebeu a Jesus, pastor Nozima? Os “não-predestinados”? Pelo contrário: os predestinados, pois o texto diz que “os seus não o receberam”! E esses predestinados escolheram não receber a Cristo. Isso não é um comentário meu, mas o resultado de uma simples exegese (não eisegese) do texto! Interprete o verso com o auxílio de João 3:16 e o assunto ficará claro em sua mente.
Barckay, a respeito de João 1:12, 13:
“Há um sentido em que o homem não é naturalmente filho de Deus. Um sentido no qual deve converter-se em filho de Deus.”
Mattew Henry:
“Todos os filhos de Deus são nascidos de novo. Este novo nascimento acontece por meio da Palavra de Deus (1 Pe 1.25), e pelo Espírito de Deus, como seu autor”.
Moody:
“Nem todos recusaram a Luz. Aqueles que a receberam ganharam poder (autoridade, direito) de serem feitos (naquele exato momento) filhos de Deus. Aqueles que o receberam são descritos como aqueles que crêem no seu nome (pessoa). Veja 20:31. Há duas maneiras de se dizer a mesma coisa. Os crentes são mais adiante descritos em termos do que Deus faz por eles.
“Eles nasceram … de Deus. Não é um processo natural que traz pessoas ao mundo – não do sangue (literalmente, sangues), sugerindo a mescla das correntes sanguíneas paterna e materna na procriação. Da vontade da carne sugere o desejo natural e humano de se ter filhos, como da vontade do varão (a palavra usada para marido) sugere o desejo especial de se ter uma descendência que continue com o nome da família. Assim, o novo nascimento, algo sobrenatural, foi cuidadosamente resguardado da confusão com o nascimento natural”. (Grifos acrescentados).
Com base no verso 11 de João 1 e nos comentários esmagadores citados acima, o pastor irá deixar tudo isso de lado e “preferir” interpretar João 1:11, 12 de acordo com sua preferência? Não creio nisso.
6) Com todo o respeito por sua pessoa, a interpretação que deu a Isaías 6:8-10 e Marcos 4:11, 12 chega a ser blasfema. Não creio que tenha sido intencional, mas, é algo terrível afirmar que Cristo “pregava por parábolas para que algumas pessoas não fossem salvas”. Que visão limitada da salvação, pastor! Como um servo de Deus, ministro da Palavra, irá negar João 3:16 que diz estar a salvação disponível a todo aquele que nEle crê? Como deixar de lado 2 Pedro 3:9 onde é registrado o desejo de Deus de que “ninguém pereça [NINGUÉM É NINGUÉM MESMO!], mas que todos [TODOS é TODOS mesmo! Veremos adiante os significados do termo no grego] cheguem ao arrependimento?
Como Cristo iria pregar para alguns “endurecerem o coração” se a Bíblia diz que a fé “vem pelo ouvir a Palavra de Deus? (Romanos 10:9). Como o Salvador pregaria para alguns se perderem se a Bíblia é tão poderosa que chega a ser comparada em Hebreus 4:12 a uma espadada de dois gumes que penetra no íntimo do ser?
Se o senhor contextualizasse Isaías 6:8-10 e Marcos 4:11, 12, não teria dito tamanha barbaridade. Bastaria ler Mateus 13:15 e chegaria à conclusão de que o endurecimento do coração não vem de Deus e nem da Bíblia (Livro transformador), mas, da própria pessoa. Quanto mais um incrédulo (que não quer se arrepender) houve da Bíblia, mais duro ele fica. O problema não reside na Divindade, mas, no indivíduo, no “vaso” que recebe o Espírito. Vou transcrever o texto. Atente para os grifos:
“Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados.” Mateus 13:15.
DE MAU GRADO o povo endureceu o coração, fechou os ouvidos e os olhos. Não foi Deus quem o fez. E, no mesmo verso é dito que Deus gostaria que eles se convertessem e fossem curados por Ele.
Relembro que tal texto é paralelo a Isaías 6:9, 10…
7) Portanto, com base no estudo correto dos textos acima (levando em conta Mateus 13:15), Jeremias 21:8 prova MUITA coisa. Especialmente que Deus colocou diante do povo de Israel (e coloca diante de nós) o caminho da vida e o caminho da morte. Se apenas alguns fossem predestinados para o caminho da vida, Deus não começaria o texto pedindo: “Digam a este povo…”.
8 – A respeito de sua análise da frase “todas as famílias da terra” (Gênesis 12:5) – que em sua visão significa “nações” – isso é irrelevante, pois, famílias formam nações. Nações são formadas por famílias. Portanto, a salvação é oferecida a todos.
9) Sua “matemática da salvação” não possui lógica – e muito menos lógica espiritual. Como o senhor pode saber que Deus escolheu uma pessoa de cada família da Terra? Diga-me uma coisa: como o pastor tem certeza de que foi predestinado para a salvação? De que maneira o senhor pode provar para si mesmo – com base na teologia que segue – que sua esposa e filhos (se os tiver) não foram predestinados para a perdição e que um dia não abandonarão ao Senhor por conta disso? Pensando nisso, como é para um calvinista desfrutar da esperança da salvação, inclusive para as pessoas que mais ama? Pergunto não em tom de desafio, mas, por curiosidade mesmo.
Realmente, “todos” pode significar “todo tipo de gente”, de acordo com o grego “pas”. Mas, também significa todo mundo. Que critérios usar para saber quando a Bíblia quer passar um conceito ou o outro? A análise do contexto bíblico. Se 2 Pedro 3:9 afirma que Deus deseja que TODOS cheguem ao arrependimento, o que impede que no termo esteja incluído “todo tipo de gente”, inclusive os mais perversos?
10) “Todas as famílias” implica sim em livre-arbítrio por que o convite da salvação é para quem quiser, segundo Apocalipse 22:17. Insisto no ponto e nego a doutrina do inferno – sem ser universalista ao mesmo tempo. Isso por que acredito (assim como os Adventistas do Sétimo Dia) que o lago de fogo existirá no futuro, depois do milênio (Atos 17:31; Apocalipse 20), castigará cada pessoa proporcionalmente segundo suas obras (Mateus 16:27; Mateus 11:21-24) e, depois do castigo proporcional, os ímpios serão aniquilados (Malaquias 4:1-3; Salmo 37:20), inclusive o ser que mais vai pagar no lago de fogo: satanás (Romanos 16:20).
Veja que nossa doutrina aniquilacionista nada tem a ver com o universalismo e muito menos com o aniquilacionismo ensinado pelas Testemunhas de Jeová.
11) Os calvinistas podem não crer que Deus empurre a salvação “goela a baixo”, mas, dão a entender – e de maneira clara – isso. Não vê quem não quer. Já expliquei-lhe João 1:12, 13 com base no verso 11 e com o auxílio de grandes comentaristas bíblicos.
Sua humanização de Deus não faz sentido. Primeiro porque Ele não pode ser comparado às obras das mãos dEle. Segundo: meus pais não planejaram meu nascimento (assim como grande parte da população mundial). Terceiro: o novo nascimento – como comentei anteriormente – é uma obra de Deus e, com base em Atos 2:37, 38, que afirma devermos nos arrependermos, isso significa que Deus só faz nascer de novo quem aceita a Jesus.
12) A sequência apresentada pelo pastor não é a bíblica. O senhor disse que primeiro o ser humano nasce de novo; depois, crê. Biblicamente:
(1) Somos eleitos desde a eternidade para sermos salvos – Efésios 1:5 (isso por que na Onisciência dEle, Deus sabe que precisamos de um Salvador);
(2) Nascemos pecadores (Salmo 51:5). O Salmo 51:5 não diz que “nascemos de novo”;
(3) Somos convidados para aceitarmos a predestinação de Deus (Atos 2:37, 38) e influenciados pelo Espírito para isso;
(4) Cremos em Jesus por influência do Espírito Santo (João 16:8-10);
(5) Nos arrependemos, e nos convertemos, ou seja: nascemos de novo (Atos 3:19; João 3). É impossível nascer de novo sem crer em Jesus. Como uma pessoa será transformada sem primeiro contemplar o Salvador e ter o Espírito Santo? João 1:12 afirma que, mesmo sendo predestinados, só são filhos de Deus aqueles que crerem em Jesus, aceitando a predestinação Divina.
(6) Somos justificados;
(7) Somos santificados;
(8) Seremos glorificados.
Isso é apenas um resumo e reconheço que a salvação não possui uma lógica matemática.
13) Não é o que parece o que afirmou sobre Apocalipse 22:17. Diz o pastor que “calvinista algum nega que a salvação é para quem quer”. Mas, como harmonizar sua ideia com o pensamento de que alguns foram predestinados para se perderem sem ter escolhido isso? Seu parágrafo aqui ficou meio confuso. Sinta-se à vontade para reescrevê-lo e lerei com prazer. Sei que na comunicação escrita não é simples comunicarmos o que queremos de verdade (tanto que eu não me expressei bem numa das afirmações que fiz, como comentei anteriormente).
14) Comentado no item 4.
15) Se Cristo morreu apenas “pelos salvos”, como explica Lucas 19:10? “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” O pensamento bíblico é: Cristo morreu por todos os seres humanos que foram predestinados a fim de que cada um (pela graça de Deus) escolha ser salvo ou não. Por isso, o Senhor Jesus veio morrer pelos predestinados: por que, se não aceitarem a predestinação, serão perdidos. Do contrário, a declaração de Jesus de que ele “veio buscar e salvar o perdido” perde todo o sentido.
Se Cristo morreu “pelos salvos”, como interpreta Ezequiel 18:23 (um dos 48 textos que o pastor não refutou)? “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?” Não coloque limites no infinito amor de Deus…
E Isaías 45:22? “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.”
Ah! Que alegria saber que Deus não faz acepção de pessoas e que em Sua Soberania é capaz de dar a salvação para quem aceitar, respeitando assim a liberdade de escolha!
15) Na oração sacerdotal Cristo não orou apenas pelos já eleitos nos dias dEle, mas, também por aqueles que viessem a crer. Aqui, o calvinismo também não encontra guarida.
Jesus não morreu “apenas pelos salvos”, mas, “para que todos sejam salvos” (se assim quiserem): “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” João 17:20. O fato de pessoas crerem em Jesus por intermédio da Palavra (Romanos 10:9) confirma João 16:8-10, de que o Espírito Santo convence o indivíduo pela Bíblia de que ele é um pecador e que precisa de Jesus para continuar predestinado e salvo.
Sobre João 10:15 e 26, tais versos são compreendidos corretamente quando se lê também o verso 16: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.”
Em suma: Cristo tem as ovelhas que já O aceitaram (porque o Pai as trouxe a Ele) e tem ovelhas que ainda não O aceitaram (por que elas não permitiram ao Pai conduzi-las).
16) Respondido no tópico anterior.
17) O pastor disse que “desejar não é sinônimo de predestinar”. Então, está me insinuando que o desejo do Deus Soberano está subordinado à própria Onisciência dEle?” Que conceito é esse? Por que explicar novamente o que já está explicado em 1 Timóteo 2:4? Se Deus só deseja salvar todos e ao mesmo tempo predestina uns para a perdição, isso é o mesmo que ensinar que Deus tem “dupla personalidade”. Deus é Absoluto: não tem como separar os desejos dEle de Suas ordens e ações.
18) Aqui o irmão fugiu dos aspectos textuais que abordei. Peço que os releia novamente. Para facilitar, transcrevo:
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
“Que coerência há em Deus predestinar alguns para a perdição sendo que há a possibilidade clara de uma pessoa se manter rebelde? É claro que o “se manter rebelde” é uma atitude humana diante da predestinação Divina.
“Outro detalhe: na expressão “quem crê no Filho” não há a mínima hipótese de fazer uma “eisegese” e dizer que o texto não se aplica a todos.”
João 3:36 não compartilha de sua ideia, de que quem se mantém rebelde é porque foi predestinado para isso, pois, seria afirmar ser Deus o autor do pecado e das decisões erradas dos pecadores. Mesmo crendo de coração na sinceridade sua e demais irmãos calvinistas, cada vez mais me conscientizo de que a predestinação determinista é diabólica por denegrir o caráter de Deus e limitá-Lo a própria Onisciência dEle.
19) Não sou um ignorante (como o senhor disse) na forma como entendo Atos 7:51. Sou honesto em aceitar a Bíblia como ela é e não adaptá-la a credos e opiniões pessoais.
Sua crença sobre o que é “graça irresistível” não possui a mínima aprovação de Deus, pois, se até mesmo os eleitos podem cair (1 Coríntios 10:12 – outro texto que o pastor fez questão de “esquecer”), isso significa que a pessoa pode resistir ao Espírito Santo, mesmo tendo sido salva antes. Se a graça fosse “irresistível” para os eleitos no sentido de não poderem escolher o destino deles, não há lógica no texto de Hebreus 10:37-39:
“Pois, como ele diz nas Escrituras Sagradas: “Um pouco mais de tempo, um pouco mesmo, e virá aquele que tem de vir; ele não vai demorar. E todos aqueles que eu aceito terão fé em mim e viverão. Mas, se uma pessoa voltar atrás, eu não ficarei contente com ela.” Nós não somos gente que volta atrás e se perde. Pelo contrário, temos fé e somos salvos.” Hebreus 10:37-39 NTLH)
O texto não pode se referir aos “não eleitos”, pois, quem não é predestinado já está atrás, na fila da perdição. Não pode “voltar atrás”.
20) O pastor afirma que “João 3:16 não diz que todo o que nele crê inclui não eleitos”. Se o argumento do silêncio é válido, como poderá contestar o “meu argumento silencioso” ao replicar: “João 3:16 não diz que todo o que nele crê inclui só os eleitos”?
Nós Adventistas do Sétimo Dia também amamos João 3:16. Alguém disse sabiamente que o texto é um resumo da Bíblia.
21) Além de não atentar para toda a análise que fiz de 1 João 2:2, o irmão não se ateve a um detalhe importante do verso: o acréscimo de um grupo de pessoas que também pode desfrutar da salvação se quiser continuar predestinado. Veja:
“E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.”
1) Ele é a propiciação pelos nossos pecados – eleitos que já aceitaram a salvação;
2) Ele é a propiciação pelos pecados do mundo inteiro – que ainda não aceitou a graça.
A palavra grega para “inteiro” – holos – significa “tudo”, “inteiramente”, “completo”. O termo grego em si, aliado à palavra kosmos (mundo) destrói a tese calvinista sem piedade!
Aceite a verdade bíblica pastor e não coloque nos textos Sagrados ideias alheias aos mesmos.
22) Concordo que nossa lógica não é a de Deus e acrescento: nossa lógica humana deve ajoelhar-se diante da lógica dEle (Isaías 55:8, 9). Mas, em termos de salvação Deus não deixou nenhum um mistério que nos impedisse de conhecermos o ESSENCIAL para chegarmos ao reino dos Céus. O fato de não podemos explicar a Trindade completamente (há uma explicação bíblica bem interessante com base nos termos hebraicos que aparecem em Deuteronômio 6:4 e Gênesis 2:24 – mas, esse não é o assunto em pauta) não significa que a salvação esteja oculta, pois, tal mistério “Deus nos revelou pelo Espírito” (1 Coríntios 2:10). [Parte dele, pois, nem Paulo entendia o mistério da piedade – 1 Timóteo 3:16].
Por isso, creio que a sua argumentação não foi uma defesa à Soberania de Deus ou à lógica dEle, mas, uma brecha enorme para um racionalista (que precisa ser alcançado) não aceitar jamais a salvação (por favor: não venha com a ideia de que “ele não foi predestinado” por que isso é tapar o sol com a peneira…).
23) Conheço a Confissão de Fé de Westminster, mas, ela não é minha regra de fé e prática (João 5:39; João 17:17).
24) Se não é pensamento geral da liderança Presbiteriana que o indivíduo será salvo mesmo vivendo no pecado, recomendo que esclareçam aos demais pastores e membros de vossas igrejas que constantemente mantêm contato conosco manifestando preocupação por tal ponto de vista.
25) Preocupante o senhor considerar João 3:18 e não explicar o verso juntamente com os que citei. O fato de uma pessoa que não crer em Jesus ser declarada perdida em nada muda o fato de que um dia ela possa aceitar e ser declarada salva. Esse é o evangelho da graça.
O tipo de juízo do qual os eleitos não fazem parte (se perseverarem – Lucas 21:19) é o juízo condenatório. Esse é o significado de João 3:18 e 5:24. A palavra grega para juízo em João 5:24 é krisis e se refere ao juízo de condenação. Isso não contradiz uma das doutrinas fundamentais do cristianismo , que é o juízo de todas as pessoas: dos justos e eleitos, para o universo comprovar quem realmente é de Deus e quem não é (1 Pedro 4:17; 2 Coríntios 5:10) e dos injustos, para dar a punição que escolheram (João 5:28, 29).
Recomendo que leia Romanos 14:12 e veja que, mesmo os salvos, passarão por uma avaliação no tribunal celeste. Afinal, os anjos não são Oniscientes (1 Pedro 1:12) e precisam saber o desenrolar da história do conflito entre o bem e o mal e o que vai no coração de cada um:
“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.” Romanos 14:12.
Cada um de nós se refere aos crentes eleitos de Roma. Como o senhor me explica esse verso com base na teologia de Calvino?
Resumindo: o juízo para os justos é de vindicação, livramento (Daniel 7:9, 10, 25-27). Não precisamos temê-lo. Para os ímpios, de condenação (João 3:18).
26) Olhei o texto que havia postado para o irmão Clóvis e não vi nada no meu parágrafo que negasse ser a vivificação para os salvos:
“Paulo escreveu que, do mesmo modo que todos morrem por causa de Adão (não por causa de Deus), todos serão vivificados em Cristo – se quiserem. Lembre-se de Apocalipse 22:17 e João 3:16”. Atente para as palavras se quiserem.
A Bíblia prova que o crente vivificado TEVE – e TEM – o livre-arbítrio:
“A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade” Romanos 2:7.
Se o eleito tem que perseverar e procurar a incorruptibilidade, é claro que isso é uma escolha do indivíduo que recebeu de Deus a capacidade de fazer as próprias escolhas.
Em relação ao seu segundo desafio: “E me explique como alguém pode ser vivificado em Cristo e ir para o inferno.”, deixo que a Bíblia novamente lhe responda (citarei outro texto ignorado pelo senhor):
“Porque, se vivermos [Os Eleitos!] deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o QUAL FOI SANTIFICADO [O QUE UM DIA ACEITOU A CRISTO PODE REJEITÁ-LO!], e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Hebreus 10:26-31.
Deixar que a Bíblia se explique é a melhor forma de não cairmos no perigo de darmos a ela nossas próprias interpretações.
Peço que me explique tais versos com base na teologia de João Calvino.
27) O calvinismo mostra na prática que anula a ideia de que a ira de Deus é sobre todos os homens, pois, se na Onisciência do Eterno Ele já predestinou alguns para se perderem, isso deixa evidente que a ira dEle só recaiu sobre os não eleitos. Para que a ira Divina seja tirada de todas as pessoas por meio de Jesus, todas elas têm de ter sido chamadas para a salvação.
Sobre sua frase: “Graça amigo, é graça. Se for obrigação, já não é graça…por isso Cristo deu a quem quis.”, no item 5 transcrevi João 1:12 provando que Cristo não escolheu alguns, mas quem quis permanecer nEle! “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.” João 15:6. Outro texto sobre o qual o pastor deve orar e pedir a Deus esclarecimentos.
28) Sendo que já comentei isso na introdução, o que espero é que o pastor dessa vez considere todos os 48 textos que citei, as perguntas retóricas de ambos os artigos e me forneça explicações bíblicas e contextualizadas para os versos que lhe apresentei. Estarei postando a presente tréplica no meu blog (juntamente com sua réplica), no de Clóvis.
Meu desejo é que o pastor não faça de Calvino os seus olhos para ler a Bíblia, mas sim o Espírito Santo.
Finalizo com o depoimento de um membro de sua igreja que leu meu artigo e viu nele a Bíblia falar (e não eu):
“Vocês não perceberam uma coisa!
“Que o rapaz refutou exemplarmente os argumentos deste site, usando o contexto bíblico.
“E vocês não tiveram a humildade e respeito em ler a explicação do rapaz lá do NA MIRA DA VERDADE. Pois ele foi muito respeitoso, educado e cristão ao falar dos pontos discordantes com nossa doutrina.
“Gostei muito do que vi. E vou procurar assistir ao programa dele. Informei-me que é toda quarta no canal 141 da SKY, às 21h.
“Gostei, porque ele usou a Bíblia o tempo todo e sempre usando o contexto! O que não acontece regularmente na nossa igreja e fico triste por isso. Que Deus nos a ajude a ter humildade ao estudar a Bíblia e reter o que é bom!
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus, e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (1 João 4:7)
“Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (1 João 4:20)
“O que é nascido de Deus não vive pecando.” ( 1 João 5:18)
Assis – Recife
(Grifos acrescentados).
Parabéns, irmão Assis, por fazer da Bíblia a sua única regra de fé e prática!
Um abraço,
Leandro Quadros.
O moderador do blog http://cincosolas.blogspot.com fez uma análise crítica sobre um de meus programas e finalizou o seu artigo da seguinte maneira:
“… o professor de Na Mira da Verdade precisa melhorar a pontaria.”
O assunto em discussão é a predestinação de João Calvino, reformador do século 16.
Será? Na verdade, vejo que ele não colocou as ideias pessoais “Na Mira da Verdade” bíblica…
Como registrei no blog, seria importante o irmão Clóvis dar atenção ao que escreveu o Dr. G. Berkower, renomado teólogo Presbiteriano. Por ser um estudante independente (ou seja: não depende de credos), decidiu não aceitar o calvinismo como ensinado pela igreja dele. E no seu livro Divine Election faz um convite a sua denominação para que reveja o posicionamento sobre a predestinação, aceitando o que a Bíblia realmente ensina sobre o assunto.
Quero reafirmar minha posição sobre o honesto, inteligente homem usado por Deus: João Calvino. Apesar de ele ter errado em certos pontos sobre a predestinação bíblica (Efésios 1:5), jamais poderia deixar de falar de um dos maiores reformadores que contribuíram de maneira significativa para o pensamento cristão.
Mas, assim como Lutero e Wesley (entre tantos outros), Calvino viveu segundo a luz que tinha. Por isso, o cristão sincero – ao analisar textos de quem quer ser que seja – examinará, reterá o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21) e jamais fará de uma pessoa a sua própria mente para interpretar a Bíblia (Quem pensa que o Adventista faz de Ellen White uma “segunda Bíblia”, leia por favor o artigo postado no link: http://novotempo.com/namiradaverdade/?p=320).
E se Calvino não esteve em total harmonia com a Bíblia, isso não é motivo para o julgarmos como um herético. Ele não o foi (pregou uma heresia, mas, na melhor das intenções). Errou no assunto da predestinação assim como outros fiéis estudantes da Bíblia erraram em outros pontos. E, nesse detalhe, precisamos ter um senso crítico santificado pelo Espírito Santo para reavaliarmos doutrinas e não atacar a pessoa em si.
Vamos aos comentários que o irmão Clóvis fez a respeito do programa que apresentei no dia 9 de setembro de 2009, onde tratei de Romanos 9 e a predestinação:
Pode-se perceber que o autor fez uma confusão (talvez, não intencionalmente) sem precedentes a respeito do que eu disse. Ele sabe (e isso reconheceu com honestidade) que num espaço de TV, quando o tempo é curto e se recebe centenas de perguntas por programa, é natural não termos todo o espaço necessário para discorrer sobre um assunto. É irrelevante, portanto, ele insinuar que eu tenha sido superficial. Eu, pelo menos, usei a Bíblia. Já ele, no artigo… Não refutou minha explicação (que está escrita) feita com base na mais sincera exegese bíblica, sem “pressupostos pessoais”, mas, apenas, análise contextual, permitindo que a Bíblia seja a sua própria intérprete.
A seguir, citarei os parágrafos do artigo onde ele foi mais desatento e apresentarei as considerações bíblicas (não maldoso, pois, não vejo isso nas palavras dele):
“No início da resposta ele lista os cinco pontos do calvinismo, que erroneamente atribui ao próprio João Calvino. Diz concordar com o reformador que o homem é totalmente depravado e por isso incapaz de querer e escolher o bem. Porém, mais adiante ele afirma que a morte de Cristo na cruz devolveu o livre-arbítrio a todos os homens, que agora podem escolher. Ou seja, para o professor Leandro, somente as pessoas que viveram depois de Adão e antes da morte de Jesus eram incapazes de desejar e realizar o bem. Os outros pontos, eleição incondicional, redenção particular, graça eficaz e perseverança dos santos são tanto mal representados quanto rejeitados.”
1º: Se os cinco pontos atribuídos a João Calvino não são dele, então as enciclopédias de história eclesiástica e os comentários bíblicos estão todos errados – menos Clóvis.
2º: Quando afirmei que na cruz Cristo devolveu o livre-arbítrio para o ser humano, de modo algum expressei a “crença” que “Clóvis colocou em meu arcabouço doutrinário”. Simplesmente quis mostrar ao telespectador que na cruz de forma plena e concreta Deus nos deu aquilo que já era prefigurado nos sacrifícios do Antigo Testamento: a salvação por meio do Cordeiro de Deus (João 1:29) e o livre-arbítrio. Ora: a Salvação está disponível antes da fundação do mundo (1 Pedro 1:18-20; Apocalipse 13:8) e os Israelitas foram salvos por exercerem fé no cordeiro que viria no futuro. Mas, a plenitude de tal bênção só foi possível com a morte de Cristo na cruz. Se o Salvador, no Getsêmani, tivesse desistido, de nada valeriam os sacrifícios de cordeiros feitos pelo Israel antigo. E muito menos o livre-arbítrio que o Senhor já havia lhes dado.
Portanto, não nego as palavras de Jeremias 21:8: “A este povo dirás: Assim diz o SENHOR: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.”
Outros pontos de Clóvis merecem refutação bíblica:
“1. Se toda a humanidade está predestinada à salvação e se esta predestinação só é mudada com uma decisão pessoal de se perder, então o evangelho não é uma boa notícia, pois só leva a oportunidade de perdição. A mensagem não é “perdidos, há salvação para vós!”, mas “salvos, agora podeis se perder!”.”
Argumento humano e infundado. É claro que toda humanidade está predestinada para a salvação. Em Gênesis 3:15 vemos a profecia messiânica aplicada a toda a raça humana descendente de Adão e Eva. E, em Genesis 12:3 é dito que, por meio da aliança de Deus com Abraão, “serão benditas todas as famílias da terra”. Todas significa TODAS mesmo e não apenas uma classe. Se Deus tivesse predestinado apenas aqueles com quem Ele “foi com a cara”, essa promessa a Abraão dirigida a todas as famílias da terra perderia o sentido. E mais: não haveria um porquê de Deus pedir que até mesmo eunucos e estrangeiros observassem os mandamentos dEle e de o Senhor afirmar que a Casa dele seria Casa de Oração para todos os povos (Isaías 56:1-8 – só me faltava Clóvis fazer uma “eisegese” e acrescentar ao texto sagrado o pensamento dele: “minha casa será chamada casa de oração para todos os povos que foram predestinados…).
Se o pacto com Abraão tinha como objetivo abençoar todas as famílias da terra, é óbvio que a ideia de predestinar alguns para a “perdição” não tem base bíblica e foge ao bom senso Divino.
Com base nisso, pode-se reescrever sem dificuldades a frase final do “argumento” do autor: “predestinados, há salvação para vocês. Mas, se decidirem rejeitar a predestinação Divina, irão se perder”.
A teologia calvinista determinista mostra um Deus que empurra “goela a baixo” a Salvação que muitos não irão querer. Isso sim é um desrespeito ao livre-arbítrio. Ainda bem que Deus, cuja base de Seu trono é a justiça, não pensa como os calvinistas.
“2. Se a morte de Jesus devolveu ao homem o livre-arbítrio e é através dele que o homem pode escolher sair da condição de predestinado para a salvação, então a morte de Jesus não ajudou em nada o homem. Não tivesse Jesus morrido, o homem não teria condições de mudar o seu estado de predestinado para a salvação.
“Em defesa de sua tese, o professor Leandro recorre a alguns textos bíblicos. Alguns são clássicos “textos arminizados”, já tratados neste espaço. Outros são textos que afirmam o que se pretende negar, explicados “eisegeticamente”. E outros sequer estão relacionados ao tema em foco.”
O fato do homem poder sair da condição de predestinado em nada altera a eficácia do sacrifício de Cristo. O sacrifício de Jesus é para beneficiar quem quiser ser beneficiado. Será que Clóvis nunca se deparou com Apocalipse 22:17? “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.”
Peço a ele com todo carinho que não venha dizer que estou dando interpretações arminianas ao texto. Estou lendo-o da forma como ele é, sem distorcê-lo para adaptá-lo ao meu gosto pessoal.
Se o sacrifício de Jesus na cruz não desse ao homem a possibilidade de escolher se perder, teríamos que chegar às seguintes conclusões:
1) Deus obriga a se salvar um indivíduo mesmo que ele não queira;
2) O sacrifício de Cristo não foi tão eficaz assim, pois, Apocalipse 20:8, 9 afirma que haverá mais perdidos do que salvos;
3) Portanto, Deus escolheu mais pessoas para a perdição do que para a Salvação. Ora, nem mesmo um pai pecador iria querer que a maioria dos filhos dele se perdesse. Imagine Deus, cujo amor é comparado ao amor de mãe! (Isaías 49:15).
É lamentável que Clóvis e outros calvinistas tenham uma visão tão distorcida de Deus e do plano de salvação.
“A pergunta do telespectador pedia para explicar Romanos 9, do qual ele toma apenas os versos 13-14 e o 18 e basicamente tergiversa sobre eles. Sobre os versos 13 e 14 ele diz que Deus escolheu Jacó para ser filho da promessa e que não rejeitou a Esaú porque ele foi pai de uma grande nação. Ora, em nenhum momento o apologista adventista encara a questão do porque de Paulo mencionar Jacó e Esaú para provar a sua tese da eleição incondcional. O verso 18 que foi lido é simplesmente ignorado pelo professor que remete seus ouvintes para os capítulos 10 e 11, mas não aborda sequer o contexto imediato, o próprio capítulo 9.”
Parece que o amigo não ouviu bem minha explicação de Romanos 9. Além de citar no blog o comentário, usei os capítulos 10 e 11 para a interpretação. Gostaria que Clóvis lesse o estudo no blog e o refutasse com base nos três capítulos que, de acordo com as melhores regras da hermenêutica, fazem parte da mesma perícope (bloco de texto que trata do mesmo assunto). Usar Romanos 9 (incluindo o verso 18) isoladamente para apoiar uma doutrina não é correto. Analise-se toda a perícope e verá que a Bíblia não diz que você (caro Clóvis) quer que ela diga.
Eis o link em que analisei Romanos 9-11:
http://novotempo.com/namiradaverdade/?p=465
“O uso que o professor faz dos textos usados por calvinistas é interessante, como o é toda a sua abordagem do tema. Ele lê “em amor nos predestinou” e coloca toda a humanidade como objeto da predestinação, o que levaria infalivelmente ao universalismo, caso Rm 8:29-30 for verdadeiro, e sabemos que ele é. Ele cita Fp 2:13 (no vídeo ele referencia, por engano, Ef 2:13) dizendo que “Deus opera em nós tanto o querer como o efetuar” como prova de que Jesus devolveu o livre-arbítrio a toda a humanidade ao morrer a cruz! Ele lê “Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação” (1Ts 5:9) e classifica a afirmação como um “confronto direto com a teologia de João Calvino”. Ora, se o objeto dessa destinação fosse toda a humanidade, então todos seriam salvos ou Deus destinar ou não destinar alguma coisa não faria a menor diferença. Finalmente, ele cita como prova Mt 25:41, o que nos leva a pensar que Deus não sabia que alguém iria acabar no inferno.
“A posição esposada pelo professor é uma mostra do emaranhado que as pessoas caem quando não querem deixar de lado os textos sobre a predestinação mas também não querem abrir mão de seus pressupostos. Entram por um labirinto do qual não conseguem sair, a menos que voltem ao ponto de onde partiram em sua aventura de “explicar” o que não aceitam e venham a receber as declarações bíblicas tal qual elas são”.
Primeiro: Mateus 25:41 não foi refutado…
Afirmar que Efésios 1:5 (e outros textos que abordam a predestinação bíblica não determinista) não se aplica a toda a humanidade é grave. E, ensinar que o ensino bíblico sobre predestinação inclui todos obrigatoriamente no Céu (universalismo) é confundir as coisas para o leitor porque a predestinação bíblica NADA tem a ver com universalismo, que ensina que no fim das contas, “Deus salvará todos”. Não foi isso que afirmei, especialmente na presente análise crítica onde citei Apocalipse 20:8, 9, que mostra serem os perdidos numerosos como “a areia do mar”.
Os textos a seguir refutam a ideia de Clóvis de que a predestinação “não está disponível a toda a humanidade”. E espero de coração que o irmão não “explique novamente” aquilo que a Bíblia já deixou claro, como o Sol ao meio-dia. Ao mesmo tempo em que apresentarei os versos bíblicos que derrubam a teologia apresentada pelo irmão, mostrarei as incoerências da teologia calvinista. Parafraseando o Salvador: “Que tem olhos para ler, leia” (Mateus 11:15).
(Observação: Romanos 8:28-30 é um resumo do processo de salvação. E, realmente me enganei com a referência bíblica que era Filipenses 2:13, pois, citar dezenas de versos num programa cansa a mente e isso é natural. Já aconteceu comigo mais de uma vez, inclusive no rádio e acontecerá outras vezes enquanto não for glorificado por Cristo.)
1 Timóteo 2:4
“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.”
Deus deseja que todos (e não só os “predestinados” na concepção de Calvino) sejam salvos. Prova indiscutível de que o maravilhoso dom da Salvação não é restrito a um grupo de pessoas que “não queiram ser salvas”, por exemplo.
Infelizmente, nem todos vão querer ser salvos, como vimos em Apocalipse 20:8, 9.
João 3:36
“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
Que coerência há em Deus predestinar alguns para a perdição sendo que há a possibilidade clara de uma pessoa se manter rebelde? É claro que o “se manter rebelde” é uma atitude humana diante da predestinação Divina.
Outro detalhe: na expressão “quem crê no Filho” não há a mínima hipótese de fazer uma “eisegese” e dizer que o texto não se aplica a todos.
Atos 7:51
“Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis.”
Ninguém poderia permanecer em Deus se a graça não fosse cooperante (Filipenses 2:13; 1 Coríntios 1:21). Porém, o texto acima nos mostra que na maneira de operar, a graça não é irresistível, pois, pessoas rebeldes podem rejeitar até mesmo o Divino Espírito Santo.
Veja a lógica bíblica e a irracionalidade da teologia calvinista…
João 3:16 e 1 João 2:2
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
“E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.”
Precisa-se de muita ousadia para negar as verdades expressas nesses versos: a de que o amor de Deus a o perdão dos pecados não são apenas para os predestinados (segundo Calvino), mas, para o mundo inteiro.
Serei o mais didático possível. Esses dois versos AFIRMAM:
1) Que Deus amou o mundo (não apenas uma classe de pessoas);
2) Cristo morreu por todo o que crê (o plano de salvação não é limitado. Louvado seja Deus!);
3) Cristo perdoa os pecados tanto dos cristãos quanto os do mundo inteiro, caso se arrependam e venham ao Salvador.
Não há necessidade de dizer mais nada…
OUTRAS INCOERÊNCIAS CALVINISTAS
1) O calvinismo tira a responsabilidade do pecador que nega a Jesus (e coloca a responsabilidade em Deus, que predestinou o indivíduo para se perder!);
2) O calvinismo torna a obediência a Deus irrelevante, pois, se sou predestinado tendo sido “pego pelo colarinho”, faço o que quiser e continuo salvo;
3) O calvinismo afronta a doutrina do juízo e a torna desnecessária. Romanos 14:10-12 é claro em afirmar que cada um dará contas de si mesmo a Deus e 1 Pedro 4:17 diz que o juízo começa “pela casa de Deus”. Por que um julgamento se antes Deus já decidiu quem irá se salvar e se perder? (Ler Mateus 25:31-46);
4) O calvinismo anula a ideia bíblica de um castigo proporcional às obras de cada um (Mateus 16:26, 27; Lucas 12:47, 48);
5) O calvinismo ignora a verdade de Romanos 5:12. O texto afirma que por meio de Adão o pecado entrou no mundo. Por isso, a oportunidade de salvação também é para todo o mundo (cabe a cada um aceitar ou não);
6) O calvinismo torna ilógico o texto de 1 Coríntios 15:22: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.”
Paulo escreveu que, do mesmo modo que todos morrem por causa de Adão (não por causa de Deus), todos serão vivificados em Cristo – se quiserem. Lembre-se de Apocalipse 22:17 e João 3:16.
7) O calvinismo limita a salvação, afrontando 2 Coríntios 5:14:
“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram.”
Não “por todos os predestinados calvinistas”, mas, por todos os que aceitarem a Cristo como Salvador pessoal (Romanos 10:9).
8 – O calvinismo limita a graça de Deus:
“Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.” Romanos 5:18.
O texto é claro: a graça veio sobre todos os seres humanos (repito: que quiserem). Prefiro ficar com a Bíblia. E você?
9) O calvinismo deixa de lado o ensino bíblico de que todos os seres humanos são objeto da ira divina por serem pecadores:
“Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” Efésios 2:3.
Paulo fala à igreja de Éfeso – irmãos convertidos – dizendo que no passado, antes da conversão, eles – assim como os demais – eram “filhos da ira”. É após aceitação do sacrifício substitutivo de Jesus que deixamos de ser filhos da ira e passamos a ser filhos de Deus (Romanos 8:14).
“Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” Romanos 3:9-12.
Se tanto judeus como gregos estão debaixo do pecado, isso significado que ambos podem sair das garras do pecado pela graça de Cristo.
“Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” Romanos 3:19.
Paulo diz que todos são culpados diante de Deus. O Justo Juiz (Gênesis 18:25) encerrou todos debaixo do pecado para que ninguém se orgulhasse ao ponto de dizer que era mais santo do que outros. Isso torna o sacrifício de Cristo abrangente e faz o ser humano reconhecer que ele precisa de Jesus e que não pode se salvar por si mesmo.
10) O calvinismo distorce o ensino do livre-arbítrio. Não haveria necessidade de o Espírito Santo convidar para a salvação quem quiser ser salvo (Apocalipse 22:17) se as pessoas não pudessem escolher permanecerem predestinadas ou não.
11) O calvinismo passa às pessoas o conceito maligno de que, no fim das contas, o responsável pela perdição é Deus e não o ser humano.
Os textos a seguir comprovam tal conceito. Atente para os grifos que se explicam:
“Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.” João 5:40.
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” Mateus 23:37.
Deus não rejeitou ninguém em Sua Onisciência. É a pessoa, pela própria decisão, que não irá a Jesus.
A afirmação do Senhor em João 5:40: “não quereis vir a mim” – perderia o sentido se a teologia ensinada por Clóvis estivesse correta. Por que Jesus diria para pecadores virem a Ele se os mesmos já estivessem destinados para a perdição? Por que chamar os “predestinados” se eles já não correm riscos de se perderem?
12) O calvinismo é uma aberração teológica quando comparado com os textos que ensinam ter o Senhor o desejo de ver todos se arrependendo:
“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” 2 Pedro 3:9.
Como Deus iria decretar a perdição de alguns se Ele deseja que o ímpio se arrependa, converta-se e viva? O amor de Deus é incrível! Alcança o pecador (que assim permitir) onde quer que esteja – no mais profundo abismo do pecado!
“Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” Ezequiel 33:11.
Se Deus não tem prazer na morte do perverso, é claro que Ele não iria destinar tal perverso para a perdição, contra o próprio desejo amoroso dEle de salvar o ímpio!
Com base nesse texto, posso afirmar sem medo de errar que em 1 Tessalonicenses 5:9 Paulo aplica tal verdade a todos os seres humanos pecadores: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” . Se o apóstolo tivesse em mente a teologia de João Calvino, nem teria escrito esse texto na Bíblia, pois, para ele seria muito óbvio que “só não foram destinados para ira os convertidos”.
13) O calvinismo ofusca o brilho da conversão e a obra do Espírito Santo!
Em 1 Tessalonicenses 4:3 o Espírito Santo deixou registrado: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição”
Por que converter-se e continuar no processo de santificação se eu já estou predestinado e não corro rico algum de abandonar os caminhos de Deus?
É o fato de um pecador, por pior que seja, aceitar a Jesus e ser transformado que torna a graça de Deus maravilhosa! Se um assassino se converte porque Deus o obrigou, cadê o brilho do poder Divino em transformar vidas? Onde está a atuação do Espírito para convencê-lo “do pecado, da justiça e do juízo”? (João 16:8-10). O próprio trabalho do Espírito de atuar nos corações mais endurecidos é uma prova clara de que Deus corre atrás de todo mundo e que jamais fez uma “seleção” para jogar no time dos salvos.
Por que enviar o Espírito Santo (João 14:16) para convencer pecadores se os mesmos já estivessem predeterminados ao “inferno”? Definitivamente: os calvinistas carecem de base bíblica para apoiar seus devaneios teológicos.
14) O calvinismo tira o sentido também de 2 Coríntios 13:5 (veja que não há como aceitar o Calvinismo e a Bíblia ao mesmo tempo):
“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.”
O texto diz que:
1) O cristão deve examinar-se para perceber se está na fé. Isso indica que o salvo pode se desviar;
2) O cristão tem que provar a si mesmo;
3) O cristão, mesmo predestinado para a salvação, pode estar reprovado se concluir que está com um pé na igreja e outro no mundo.
Por que examinar-se, provar-se para ver se não se está reprovado, se a predestinação fosse imutável?
MESMO SALVO, O SER HUMANO PODE SE APOSTATAR
Os textos bíblicos a seguir deixarão transparecer ainda mais as fragilidades calvinistas (pobre Calvino: ele nem imaginava que o estudo dele iria fazer com que irmãos se apegassem mais a ele do que à Bíblia).
Mateus 10:22
“… Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.”
Aquele que perseverar até o fim será salvo. Se desistir, desiste da predestinação de Deus.
Qual a necessidade de perseverança se o indivíduo já está “predestinado” de maneira irreversível?
Romanos 2:7
“A vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade”
Ensino do texto: vida eterna para quem perseverar.
Romanos 2:8
“Mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.”
Ensino do verso: perdição para quem desobedecer.
A salvação está condicionada à aceitação e permanência do ser humano em Deus. Veja:
“Cristo, porém, como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós, se guardarmos firme, até ao fim, a ousadia e a exultação da esperança.” Hebreus 3:6.
“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.” Hebreus 3:14.
“Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” João 8:31.
“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” João 15:7.
“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.” João 15:10.
O uso constante da conjunção “se” (presente inclusive no grego do Novo Testamento) mostra para quem quiser ver que a salvação não está condicionada apenas em um “já”, mas também num “se”. Para aceitar as explicações do irmão Clóvis teremos que rasgar de nossas Bíblicas tais versos (entre muitos outros).
CALVINO FOI UM GRANDE HOMEM, MAS, PAULO ERA INSPIRADO. PORTANTO, TEM MAIS AUTORIDADE
Paulo se considerava um indivíduo livre da perdição? Deixemo-lo responder:
“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” 1 Coríntios 9:27.
Paulo lutava contra o “eu”, mesmo tendo sido predestinado para ser salvo. Por quê? Porque ele sabia (e todo cristão deveria saber isso) que, se não permanecesse ao lado do Salvador, seria desqualificado no dia do juízo.
O termo grego para “desqualificado” é “adokimos” e significa também rejeitado. Portanto, o predestinado pode ser rejeitado se não “perseverar até o fim”. Leia Hebreus 6:8.
Bem comentou Matthew Henry sobre 1 Coríntio 9:27:
“Um pregador da salvação pode ainda perder-se. Ele pode conduzir outros ao caminho do Céu e ele mesmo jamais entrar ali. Para evitar isso, Paulo sofreu tantas dores em subjugar suas inclinações corporais, não acontecesse que ele mesmo, que havia pregado a outros, perdesse a coroa, fosse desaprovado e rejeitado pelo soberano Juiz. Um santo temor por si mesmo foi necessário para preservar a fidelidade de um apóstolo; e quanto mais necessário o é para nossa preservação! Notemos: santo temor por nós mesmos, e não presunçosa confiança, é a melhor garantia contra o afastar-se de Deus, com final rejeição por Ele”. Citado em “Questões Sobre Doutrina”, p. 299. Casa Publicadora Brasileira, 2008.
RETORNANDO AOS TEXTOS QUE MOSTRAM O CONCEITO BÍBLICO SOBRE A PREDESTINAÇÃO
Hebreus 10:28-29
“Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”
O autor da carta (sermão) aos Hebreus disse que:
1) Os filhos de Deus podem ser castigados se rejeitarem a Jesus;
2) Podem ser castigados se deixarem de serem santificados e ofenderam ao Espírito Santo.
Como harmonizar tal conceito bíblico com o calvinismo?
Ezequiel 18:20-24
“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este. Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto. De todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou, viverá. Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva? Mas, desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniqüidade, fazendo segundo todas as abominações que faz o perverso, acaso, viverá? De todos os atos de justiça que tiver praticado não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá.”
Somente esses versos já colocariam por terra a predestinação como defendida pelo irmão Clóvis. Aqui é dito que um perverso pode se converter e viver e um justo pode se desviar e morrer.
PEDRO ACONSELHA QUE CLÓVIS, OS DEMAIS CRISTÃOS E EU TORNEMOS FIRME A NOSSA ELEIÇÃO.
“Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum.” 2 Pedro 1:9-10.
“Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” 2 Pedro 1:10-11.
“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” 2 Pedro 3:17.
Clóvis e demais irmãos: aceitaremos o que Pedro ensinou, inspirado pelo Espírito Santo ou manteremos crenças por causa de gostos pessoais, deixando de lado o princípio protestante Sola Scriptura (Só a Escritura)?
Há ainda muitos outros textos que poderemos analisar para aprendermos juntos sobre um assunto tão importante – que pode mudar radicalmente nossa visão sobre Quem é Deus. Mas, deixarei para outra oportunidade, pois, preciso separar um tempo para atender um ateu e um irmão que lançou vários questionamentos neste blog.
Uma pergunta final: como Clóvis sabe se ele foi “predestinado para a salvação ou para a perdição?”
Não leve a mal meu irmão o número de perguntas que fiz. Como disse um filósofo: “a pergunta é o motor do saber”. Por isso, acredito que quanto mais perguntas retóricas (baseadas na Bíblia) forem feitas, mais facilmente chegaremos à Verdade.
Aguardarei às considerações de Clóvis e dos demais irmãos que leram o presente material.
No serviço de Mestre,
Leandro Quadros.
A resposta a seguir foi dada a um irmão que negou a importância do Sábado. Dei-lhe algumas explicações sobre o que escreveu (estão num dos posts), mas, creio ser importante colocar na primeira página do blog para que você tenha acesso mais fácil.
Ótima leitura!
Resposta:
Bom: já que você pretende me mostrar “de um jeito simples que eu estou errado”, pretendo lhe mostrar de modo simples – e de maneira cristã – que você não compreendeu plenamente a mensagem bíblica. Vamos lá:
Realmente, as citações que usei são tanto do Novo (onde Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado – e não o domingo) quanto do Velho Testamento. Não sei se o irmão sabe, mas, para Deus não há divisão (me refiro aos livros) entre Velho e Novo Testamento. A BÍBLIA É UMA SÓ. Veja os textos a seguir:
“Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” João 5:46-47.
Jesus diz que quem crê nos Escritos de Moisés, crê nEle. E mais: o método de ensino bíblico utilizado por Jesus é o uso de Antigo Testamento (pois, nos dias dEle o Novo não existia. Quando Cristo pede para examinarmos a Bíblia, em João 5:39, a Bíblia dEle era o Antigo Testamento!):
“E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” Lucas 24:27.
Veja agora esse texto de Paulo:
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” 2 Timóteo 3:16.
O termo “toda” vem do grego “paza” e significa “cada escrito”. Cada escrito da Bíblia – seja do AT ou no NT – é inspirado por Deus Espírito Santo.
E o que diz Pedro? “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.” 2 Pedro 3:15-16.
Se Jesus, Paulo e Pedro (entre outros) usavam o Antigo Testamento e o tinham como regra de fé – também o faço. Quem nega parte da Bíblia não segue plenamente a vontade de Deus.
Portanto, o Espírito Santo me autoriza a usar toda a Palavra de Deus para ensinar um assunto.
Os dois mandamentos
Os mandamentos de Mateus 22:34-40 são o resumo do Decálogo. Quando você observa os quatro primeiros mandamentos está demonstrando seu amor a Deus; ao colocar em prática os últimos seis, está amando o próximo. O resumo da Lei é uma evidência de que ela não foi abolida (por que resumir algo que não está mais em vigor?) Prova disso está na declaração de Cristo em Mateus 5:17 de que Ele veio “cumprir” a lei. O termo grego para “cumprir” é “pleroo” e significa “completar”, “encher”. Ou seja: Jesus não veio tirar um til da Lei (veja Mateus 5:18) e sim dar a ela o verdadeiro e amplo significado.
Não é só pelo fato de Jesus e Paulo lerem a Bíblia no Sábado que usei Lucas 4:16 e Atos 17:2 como argumento. O termo grego para “seu” (“segundo o seu costume”) no original nos transmite a ideia de que, mesmo Jesus e Paulo lendo a Bíblia (lembre-se: o Antigo Testamento) todos os dias, eles guardavam o Sábado de livre e espontânea vontade. Não o faziam isso “porque eram judeus”. Não há como dizer o contrário com base no peso das evidências bíblicas, especialmente quem conhece pelo menos o mínimo do grego bíblico.
Gênesis 2:2
Sinceramente, não sei que problema o irmão vê neste texto. Será que ele contradiz todo o contexto (verso 1-3) que firma que Deus abençoou e santificou o dia de Sábado? Essa atitude de Deus em relação ao Sétimo Dia deveria ser importante para você, um seguir dEle.
A seguir, transcreverei um breve estudo do Prof. de grego (hoje falecido – o Prof. Pedro Apolinário) a respeito do texto:
É um fato aceito por todos nós, deduzível da leitura de Gênesis 1:31 e 2:1, que Deus acabou a sua obra criativa no sexto dia: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia”. Gênesis 1:31. “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército”. Gênesis 2:1.
Veja também Êxodo 20:11: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou”.
O verso 2 do segundo capítulo parece contradizer esta crença ao declarar: “E havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra…”
Creem alguns comentaristas que há aqui uma deficiência de linguagem, pois a leitura dos dois versos anteriores de Gênesis 2:2 nos evidencia que a obra já estava concluída no sexto dia. A pobreza dos tempos verbais em hebraico talvez seja responsável por esta aparente divergência. O sentido do original devia ser este: “estando já acabada a obra no sétimo dia”.
O mui conhecido e digno de crédito comentarista Adão Clarke (é Metodista) assim se expressou sobre este verso:
“É voz geral da Escritura que Deus terminou toda a criação em seis dias e repousou no sétimo, dando-nos um exemplo de que trabalhemos seis dias e no sétimo descansemos de toda atividade manual. É digno de nota que a Septuaginta, a Siríaca e a Samaritana dizem sexto dia, em vez de sétimo; e isto deve ser considerado certo”. Ele conclui suas explicações aventando a hipótese de ter havido uma confusão no hebraico entre os números 6 e 7 por serem muito parecidos.
O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia afirma sobre Gênesis 2:2:
“Têm sido feitas várias tentativas para resolver a aparente dificuldade entre os versos 1 e 2; um declara que a obra de Deus foi terminada no sexto dia e o outro no sétimo. A Septuaginta e a versão samaritana têm escolhido o caminho mais fácil para resolver o problema, substituindo com a palavra ‘sexto’, a palavra ‘sétimo’ do texto hebraico… ‘Acabou’ Yekal (hebraico). Alguns eruditos, começando por Calvino têm traduzido Yekal como ‘havia acabado’, o que é gramaticalmente possível…”
Fonte: Pedro Apolinário. Leia e Compreenda Melhor a Bíblia, págs. 126 e 127.
Acréscimo meu:
A Bíblia Nova Versão Internacional tem uma ótima tradução para esse verso: “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou.”
No início do quarto mandamento, a Palavra de Deus continua com o imperativo: “Lembra-te…”. Não ignore a voz de Deus, irmão. Não se esqueça do único mandamento dEle que serve como uma bandeira no tempo para reafirmar que Ele é o Criador e que o evolucionismo não tem a verdade.
A graça de Jesus e a lei
Não me veja como um “legalista” irmão, pois, não acredito (e nenhum adventista informado) em salvação pelas obras. Creio que o Sábado é um memorial do Criador (Êxodo 20:8-11) e procuro exaltar a Deus em todos os dias da semana, mas, de forma especial no dia que Ele abençoou e santificou (pois é separando 24h que temos mais tempo para isso). Aceito o Senhorio dEle em minha vida mesmo que guardar o Sábado num mundo pós-moderno seja “nadar contra a correnteza”.
Pela graça de Cristo sigo confiante na Salvação e, quando tenho meus tropeços, vou a Ele (Hebreus 4:14-16) e conto com o perdão gratuito do Salvador (1 João 1:9). Todavia, não posso me esquecer de que, mesmo não sendo salvo PELAS obras (Efésios 2:8, 9), sou salvo e transformado pelo Espírito Santo PARA praticar boas obras (Efésios 2:10). Não como maneira de ser salvo, mas, por estar salvo.
Esse é o processo de santificação, “sem o qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).
Lembre-se irmão que, mesmo sendo salvos pela fé em Jesus, somos julgados pelas obras (Mateus 16:27; Apocalipse 22:12). Isso é uma contradição bíblica? De modo algum. As obras demonstram o tipo de fé que temos: se ela é operante ou não. Por isso, o apóstolo nos orienta a obedecermos a Deus (lembrando que é Ele quem efetua em nós o querer e o realizar – Filipenses 2:13) pela fé:
“E que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações” Romanos 16:26.
Vamos continuar em nossas considerações, pois, podemos aprender muito um com o outro. O Espírito Santo nos guiará nesse amistoso diálogo.
Um abraço,
Leandro Quadros.
No espaço para comentários do artigo “A ciência VERDADEIRA…”, assim como noutros, tive um debate com uma senhorita que não se expressou bem ao falar do que escrevi e também sobre a religião.
Mesmo alguns debates estando espalhados pelo blog, na medida do possível os disponibilizarei nesta seção para que possa encontrar com mais facilidade.
Um abraço!
Comentário de Maria Lúcia
A necessidade do ser humano em acreditar que algo transcende este “vale de lágrimas” o leva, como diz o poeta Ferreira Gullar, a criar deuses para depois dizer que foram os deuses que o criaram, a ele, ser humano. Leva-o também, acrescento, a comezinhas falhas de lógica, embora, depois, crie toda uma argumentação “lógica” para dizer que não foi ilógico, que não feriu o elementar senso comum.
Assim, o pastor Leandro Quadros, numa crítica comum aos que se sentem incomodado com verdades incômodas, a atribuir à imprensa (argh! já não aguento essa macaqueação ao americanismo “mídia”) uma idolatria (sic) aos cientistas. Mas, olha a contradição, ele busca abonar seu ponto de vista recorrendo a um professor sobre quem, para dar mais peso ao que foi dito, informa sua formação acadêmica em Oxford, o que trai, dentre outras coisas, nosso velho provincianismo, oriundo de nosso complexo de vira-lata (apud Nelson Rodrigues), que precisa sempre dizer que alguém tem um título superior obtido num estabelecimento de ensino lá das Oropas para dar mais credilidade às idéias e opiniões.
Leandro Quadros, ouço dizer, é jornalista. Mas pelo jeito jamais conheceu a vida interna de um órgão de imprensa, de um grande jornal ou revista. Daí, como um neófito na área, vive atribuindo à imprensa um espírito conspiratório. É a velha mania de fanáticos religiosos que em tudo vêem a mão do diabo, a mais providencial figura criada pelas religiões, ocidentais e orientais, pois varia o nome do demo mas a função é a mesma, para poder explicar por que deuses bons permitem a existência do mal.
Certa feita li, já não me lembro onde, que um dia a ciência talvez cure todas as doenças, mas nunca a estupidez humana. E as religiões, como não nos deixa mentir as guerras religiosas, que há milênios acompanham o homem, é a forma mais cínica, porque travestida em bondade e etc & tal, dessa estupidez.
Resposta à Maria Lúcia
Olá, Maria Lúcia,
Deixando de lado seus termos mal-educados – “estupidez” e “neófito” -farei algumas observações sobre o que escreveu.
A necessidade do ser humano de crer em algo que o transcende por si só derruba a teoria evolucionista e suas afirmações. Isso porque, na teoria de Darwin, não há lugar para o religioso. A Antropologia Descritiva prova que por natureza, o ser humano é religioso (estudei Antropologia na Faculdade de Jornalismo e convivi sim com profissionais muito gabaritados. Como pode afirmar algo sobre minha experiência profissional sem me conhecer?). Como a evolução explica essa necessidade intrínseca? A religiosidade e especialmente a consciência moral do ser humano (que Darwin e nenhum filho dele pós-moderno consegue explicar evolutivamente) foram alguns dos pontos que levaram o maior filósofo dos últimos 100 anos (agora não estou citando alguém com Ph.D, já que isso a incomodou) – Antony Flew – a crer em Deus. Durante 50 anos ele combateu a religião, Deus e a teologia (escreveu cerca de 30 obras). E hoje, depois de ser sincero com ele mesmo, disponibilizou o livro “Um Ateu Garante: Deus Existe” (Ediouro).
Por que a imprensa não entrevista uma pessoa dessas? Por que os cientistas criacionistas não têm o mesmo espaço que os darwinistas?
Por que a revista “Época” manipulou uma entrevista que fez com doutores criacionistas de uma de nossas universidades para MENTIR que em nossas faculdades a teoria evolucionista não é ensinada?
Por favor, Maria Lúcia! Qualquer leigo percebe que a imprensa é sim tendenciosa. E, se não for o jornalista que escreve a matéria, é o editor que a distorce quando o assunto é evolução versus criação.
Sou pós-graduando em jornalismo científico e tenho me especializado para divulgar ciência e tecnologia. Um dos temas que mais debatemos com os professores (veja: eles nos ensinam sobre isso) é o de que a mídia coloca o cientista num pedestal e que, para exercermos o jornalismo científico especializado – e sério – precisamos quebrar com esse paradigma. Recomendo que leia mais sobre Wilson da Costa Bueno (sei que ele não gosta do criacionismo, mas, as críticas dele ao chamado “jornalismo científico brasileiro…” devem ser analisadas por qualquer comunicador sério).
E, para finalizar: não culpe a religião pelas maldades do ser humano. A religião saudável faz bem à saúde (isso é comprovado cientificamente). Leia o artigo da Revista Galileu, (abril de 2009) escrito por Edmundo Clairefont, intitulado “Questões de Fé”. Ali verá que as pessoas religiosas têm mais resistência às doenças (entre outras vantagens).
Se seguir o seu “viés” (o que jamais farei) posso afirmar o mesmo em relação à ciência: com suas descobertas tem ajudado e ao mesmo tempo matado a humanidade. O problema não está na ciência e nem na religião, mas, no ser humano que é falho.
Seria justo culpar todos os evolucionistas pelo massacre realizado por Hitler, que tinha como base para suas ações a “evolução” da raça dele?
Para saber a diferença entre uma pessoa religiosa e outra que não o é (não me refiro a todos os ateus, pois, conheço muitos educadíssimos e de ótimos princípios), compare a vida de Madre Tereza de Calcutá com as “obras” de Lênin, Stalin, Hitler… Talvez isso lhe ajude a ver que a estupidez está em afirmar que a ciência é a única forma de conhecimento humano que trás benefícios à humanidade (há ainda mais três: conhecimento filosófico, religioso e senso comum).
Cordialmente,
Leandro Quadros.
Os evolucionistas que são desinformados e preconceituosos como Richard Dawkins ignoram o fato de que para ser cientista não é preciso ser evolucionista.
A seguir, disponibilizarei a você a CONCLUSÃO da matéria “História e Filosofia da Ciência”, ministrada pelo Ph.D em Física (na Oxford) Mituo Uehara, no curso de pós-graduação à distância em Jornalismo Científico (Universidade do Vale do Paraíba [UNIVAP]. UEHARA, Mituo. “Ciência, Filosofia e Religião diante da Questão da Origem do Universo” [Publicado na Revista Univap, V.13, n.23, ago.2006, pp. 29-41])
Servirá para que analise todos os fatos, pois a mídia, que coloca os cientistas num “pedestal”, não tem coragem de divulgar tais coisas:
Conclusão:
É próprio do espírito humano buscar a unidade do conhecimento, englobando o conhecimento científico, o conhecimento filosófico e o conhecimento religioso num todo coerente e harmônico. O princípio unificador é o conceito de Deus, transcendente,
criador do Universo e da ordem nela observada.
O livro Cosmos, Bios, Theos, editado por Henry Margenau e Roy Abraham Varghese, traz a opinião de mais de sessenta eminentes cientistas (dentre os quais mais de vinte ganhadores do Prêmio Nobel) a respeito de ciência e religião. Citamos a seguir algumas dessas opiniões.
Arthur L. Schawlow, Prêmio Nobel de física: “Diante das maravilhas da vida e do universo, nós devemos perguntar por que e não apenas como. As únicas respostas possíveis são religiosas. Eu sinto a necessidade de Deus no universo e na minha própria vida”.
Wolfgang Smith, matemático, cujos estudos teóricos sobre a aerodinâmica de campos de difusão proporcionaram a chave teórica para a solução do problema da reentrada em vôos espaciais: “Para mim pessoalmente, nada é mais evidente, mais certa do que a existência de Deus.”
Walter Thirring, professor de física da Universidade de Viena: “Eu penso que cientistas que dedicam suas vidas a investigar a harmonia mundi, não podem deixar de ver nessa harmonia algum plano divino. Quanto às batalhas entre cientistas e teólogos elas acontecem devido à pretensão de alguns de seus representantes que acreditam entender mais do que realmente entendem. Deve-se ter humildade vis-à-vis aos grandes mistérios do cosmos.”
Charles Townes, Prêmio Nobel de física: “A questão da origem do Universo não pode ser respondida pela ciência. Eu creio na existência de Deus.”
Eugene P. Wigner, Prêmio Nobel de física: “O conceito de Deus é maravilhoso – ele nos ajuda a tomar decisões na direção correta. O problema da origem do Universo é um mistério para a ciência”.
Werner Arber, biofísico, Prêmio Nobel de fisiologia/medicina: “Eu aceito o conceito de Deus sem tentar defini-lo com precisão. Eu sei que o conceito de Deus ajudou-me a controlar muitas questões na vida; ele me guia em situações críticas, e eu o vejo confirmado em muitos profundos insights, na beleza do funcionamento do mundo
Vivo.”
D. H. R. Barton, Prêmio Nobel de química: “Deus é a Verdade. Não existe incompatibilidade entre ciência e religião. Ambas buscam a verdade.”
Steven L. Bernasek, professor de química da Universidade de Princeton: “Eu acredito na existência de Deus. Sua existência é para mim aparente em tudo ao meu redor, especialmente em meu trabalho como cientista”.
Sir John Eccles, Prêmio Nobel de fisiologia/medicina: “A consciência não é, de nenhum modo, um resultado de uma evolução darwiniana. Eu acho que ela é uma criação divina. Eu acredito em Deus”.
Ragnar Granit, Prêmio Nobel de fisiologia/medicina: “Ciente das limitações da ciência, eu tenho uma atitude religiosa em relação ao desconhecido.”
Informações adicionais (minhas)
Estas afirmações estão em total harmonia com a Bíblia e com a escritora cristã Ellen White:
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. Salmo 19:1.
“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens [nesse contexto, os pagãos. Aplicando aos nossos dias, os evolucionistas e ateus] são, por isso, indesculpáveis” Romanos 1:20.
“Sabe que, na verdadeira ciência, nada pode haver que esteja em contradição com o ensino da Palavra; uma vez que procedem ambas do mesmo Autor, a verdadeira compreensão delas demonstrará sua harmonia. Seja o que for, nos chamados ensinos científicos, que contradiga o testemunho da Palavra de Deus não passa de conjetura humana. A esse estudante, a pesquisa científica abrirá vastos campos de pensamentos e informações. Ao ele contemplar as coisas da Natureza, advém-lhe uma nova percepção da verdade. O livro da Natureza e a Palavra escrita derramam luz um sobre o outro. Ambos o fazem relacionar-se melhor com Deus, ensinando-lhe o que concerne ao Seu caráter e às leis por meio das quais Ele opera” – A Ciência do Bom Viver, pág. 462.
Que as declarações desses grandes cientistas lhe ajudem a ver que a VERDADEIRA CIÊNCIA jamais contradirá a verdadeira religião, pois ambas vieram do mesmo DEUS.
Um abraço,
Leandro Quadros.
Caros amigos,
Permitam-me falar algo sobre os comentários de um internauta que retirei do blog para que vocês tenham ainda mais convicção de que o provérbio que diz: “palavras soltas ao ar não voltam mais” é verdadeiro mesmo!
1) No dia 03/06/2009 o Sr. XXX enviou o comentário dele a respeito das razões dadas por mim para não se considerar o Adventismo “falso”. Ele foi totalmente contra minha abordagem (ao contrário de irmãos evangélicos que apreciaram muito);
2) No dia 04/06/2009 ele escreveu outro e-mail, desafiando-me e reclamando por que ter “bloqueado” o comentário dele. Até disse que minha posição era “inaceitável”. Em seguida, esclareci a ele que não aprovei antes porque tenho muitas pessoas para atender, mas, já que ele exigia liberdade de expressão, aprovei os três comentários dele com a minha resposta;
3) No dia 04/06/2009 ele solicitou que os comentários deles fossem deletados. (Interessante é que antes ele me acusava por “estar bloqueando” e, agora, ele pede para bloquear… Julguem isso os sinceros!).
Deletei os comentários dele e não os dos blogueiros, após um e-mail dele enviado no dia 05 do mesmo mês pedindo desculpas (mas, continuou resistente quanto à opinião dele – o que respeito).
4) No dia 07 recebi cerca de três e-mails – um deles até mesmo ameçando de processar-me e também a Rede Novo Tempo. Nesse e-mail, de forma agressiva, tal Sr. chamou um dos blogueiros de “mentiroso” (tenho tudo documentado).
Escrevo tudo isso para dar uma satisfação aos blogueiros que comentaram a respeito das coisas ríspidas que o Sr. XXX escreveu. O nome dele não publicarei mais, pois isso é irrelevante para a defesa da verdade. Mas, vossos comentários a respeito do que ele disse e também a resposta que dei a ele, continuarão aqui neste espaço (sem o nome do referido Sr.), que na concepção dele, não respeitava o direito de resposta.
Espero que essa experiência seja um aprendizado a ele para que não provoque pessoas que estão trabalhando sério e também para que ele pense antes de escrever - a fim de que não se comprometa…
Um abraço a todos!
Estimado irmão,
Peço-lhe desculpas pela demora em aprovar seus comentários. Tenho aproximadamente 200 para atender e, por isso, nem sempre me é possível dar atenção que os internautas merecem.
Vou abrir o coração: a forma como você expôs a sua opinião sobre o blog é que foi agressiva e não a maneira como tratei um oponente doutrinário. Sim: você deu a entender que este site é “extremista” e eu, em nenhum momento, chamei o outro irmão de extremista. Percebe? Você viu em mim um problema que está em você. Isso é natural de nós seres humanos (projetar nos outros o que não gostamos em nós), mas, se quisermos ter saúde mental, devemos mudar esse tipo de comportamento e pedir ajuda a Deus.
Na resposta que dei ao irmão Antônio, apenas expus algumas razões pelas quais não somos uma seita e o desafiei – no bom sentido da palavra – a provar que o adventismo é “falso” (esse termo usado por muitos é que é agressivo).
Tenho que discordar de você de que fui “ferino”, pois, TODOS OS IRMÃOS EVANGÉLICOS QUE ME TELEFONAM E ESCREVEM NUNCA RECLAMARAM DE MINHA ABORDAGEM. Seja no blog ou na TV. Eles entendem que ênfase e vontade de ensinar não é agressividade. E, por isso, há um amor e respeito mútuo entre nós. Você está vendo coisas diferentes da realidade porque não está por trás dos “bastidores”. Não o estou acusando; apenas informando.
Outra opinião sincera, amigo (em relação ao seu primeiro comentário): bom seria se todos fôssemos pelo menos um pouco como nossos pioneiros (estudavam mais de 100 textos bíblicos sobre um único assunto). Sabe por quê? Porque aí não teríamos um povo tão descompromissado com a Bíblia (hoje, qualquer apologista de outra denominação consegue embaralhar a mente daqueles que um dia foram de verdade o “povo da Bíblia”. Ainda há uns poucos que podemos considerar como estudiosos de verdade…) e nossos sermões não seriam apenas do tipo: “Jesus lhe ama”, ou “Jesus é seu amigo”. É claro que esse tipo de mensagem é fundamental, mas, se não contextualizarmos isso nas Três Mensagens Angélicas de Apocalipse 14:6-12 (bem pesadas por sinal, mas, se DEUS MANDOU-NOS PREGAR, eu é que não irei discutir com Ele), não há razão de existirmos como povo do advento!
“O Amor Tem que Ser Firme” – é o título de um ótimo livro do Dr. James Dobson. Amor exige firmeza para que limites sejam estabelecidos e, assim, as relações perdurem. Como você acha que consegui conquistar o respeito de pessoas que atacam a nossa fé nos nove anos que estou aqui? Com amor e firmeza, é claro.
Pode ter certeza de que respeito a sua opinião. Todavia, a apologia é um MANDAMENTO BÍBLICO e, enquanto Deus me der a vida, defenderei a verdade da forma correta como Ele tem me ensinado nesses nove anos (na verdade, 10) de experiência em lidar com pessoas de várias confissões religiosas. Não sou perfeito, mas, a graça de Jesus completa em mim (e em você) aquilo que falta.
Se eu fosse agressivo como o irmão falou, a RIT TV – do Missionário R.R. Soares – não teria me convidado para debater com um Dr. da Mackenzie sobre imortalidade da alma. Apesar de discordarmos, o clima foi tão amistoso entre nós que depois o Dr. Carlos Caldas me deu o e-mail dele para continuarmos a manter contato. Até comprei um livro de presente pra ele se aprofundar no assunto. E, o Pr. Teixeira, ao vivo, disse que iria me chamar mais vezes.
Percebe? Não sou agressivo com os irmãos de outras denominações. Mas, quando há a necessidade de firmeza, tenho que ser firme.
Deixo-lhe alguns textos para reflexão para que veja a ordem Divina de defendermos a fé – com amor e firmeza:
“apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.” Tito 1:9
“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Judas 1:3 (ler o verso 4 também).
Apologia com “amor e firmeza” não afasta ninguém (é ordem Divina). Faz com que respeitemos os limites um do outro para que possa haver o diálogo. Digo por experiência, pois, uma vez, quando chamei um pastor do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas) de “irmão”, ele me disse: “sinto repulsa por você me chamar de irmão”. Aí, nosso diálogo não fluiu, pois, ele me atacou de tal modo – sem me conhecer ou começar um debate – que foi impossível darmos sequência.
Um abraço, fique com Deus e reflita com carinho no que escrevi.
“Sou cristão porque sigo a Palavra de Deus e creio em Jesus. Não acredito em bandeiras religiosas ou dogmas. Sempre perguntei aos pastores por que excomungar tanto a Maçonaria e relacioná-la com o demônio, sendo que: (1) nenhum homem pode ser maçom sem ser crente em Deus; (2) o maçom não faz nada sem antes invocar a Deus e agradecer as bênçãos.” A.S, por e-mail.
Suas observações foram muito interessantes. Realmente, a Maçonaria é muitas vezes confundida com satanismo, o que é errado. A Maçonaria invoca, sim, a Deus – inclusive O chamam de G.A.D.U. – Grande Arquiteto do Universo. E os membros da loja fazem obras de caridade muito importantes para a sociedade.
Entretanto, precisamos reconhecer e aceitar que algumas crenças dos maçons não estão em conformidade com a Bíblia. Vou destacar algumas delas:
1) Para eles, a Bíblia, mesmo sendo um livro importante, é apenas um “símbolo” da vontade Divina e não necessariamente um livro inspirado por Deus. Isso contradiz 2 Timóteo 3:16, 17 e João 5:39:
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.”
“Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna. São estas mesmas Escrituras que testificam de Mim.”
2) Eles não crêem no Deus pessoal e triúno das Escrituras, o que contraria Gênesis 1:26 e Mateus 28:19:
“Então disse Deus: ‘Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança.”
“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”
3) Jesus Cristo não é considerado pelos maçons como um Ser Divino. Totalmente o oposto do que afirmam João 1:1-4, 14 e Colossenses 2:8, 9:
“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito. NEle estava a vida, e esta era a luz dos homens. Aquele que é a Palavra tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito e vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”
“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”
4) Afirmam que cada pessoa pode alcançar a salvação por si mesma, desenvolvendo um conceito próprio sobre Deus. Tal idéia é conflitante com Efésios 2:8, 9 e João 17:3:
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.”
“Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”
5) Não pregam sobre a importante doutrina do juízo final. Ler Romanos 14:12 e 2 Coríntios 5:10:
“Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.”
“Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más.”
6) O ensino central cristão sobre a volta de Jesus também é ignorado e passado por alto, o que fará com que muitos maçons sejam pegos de surpresa! Vejamos o que diz a Bíblia em Apocalipse 1:7 e Mateus 24:44:
“Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até mesmo aqueles que O traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dEle. Assim será! Amém.”
“Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.”
Perceba que a Maçonaria, mesmo não tendo ligação com o satanismo, nega ensinos fundamentais da fé cristã e, portanto, não há como ser cristão e maçom ao mesmo tempo. Aceitamos a mensagem bíblica por completo ou somos maçons. Não há meio termo.
Com isso, não estamos negando a sinceridade e a bondade de muitos que vão à loja maçônica. Apenas mostramos que, biblicamente, não há harmonia entre os ensinos bíblicos e os ensinos da Maçonaria.
Para um estudo aprofundado sobre a maçonaria, recomendo a leitura do livro Maçonaria e Fé Cristã, de J. Scott Horrell (Ed. Mundo Cristão).
Um abraço e fique com Deus,
Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico
Foi isso o que um internauta “afirmou” neste blog. Como esse espaço é democrático, aprovei o comentário dele e fiz a minha análise sobre a tal “afirmação”. Vamos ao debate que se inicia (e espero que perdure…):
Se existe um só erro, ou melhor, se houver apenas um só desvio da sã doutrina, como ensinada na Bíblia, então o movimento é falso. Ora, é conhecido o desvio doutrinário da IASD a respeito dos mortos, do milênio, do significado do sábado, e a insensatez desse culto à sua profetisa Sra. Ellen G. White. Pode-se dizer o mesmo com respeito às Testemunhas de Jeová, aos Mórmons, aos Católicos romanos, e assim por diante. Todos esses movimentos possuem em seu corpo doutrinário desvios em relação à sã doutrina bíblica. Mas certamente Deus tem um povo em cada uma dessas igrejas, a despeito de seus ensinos fraudulentos, como profetizado nas cartas de Apocalipse 2 e 3. A única saída dessa gente é deixar essas igrejas falsas, o que só poderá ocorrer quando as profecias começarem a se cumprir. Por ora, cumpre-se a profecia que declara: “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Cor 11:19). Antônio Freire, comentário enviado ao blog.
Caro Antônio César,
Com base no quê você afirma que “é conhecido o desvio doutrinário da IASD…”? Na leitura de livros e “sites apologéticos” que nada sabem sobre nossa doutrina ou história denominacional; ou por meio da leitura de algum livro nosso ou entrevista com nossos líderes?
Um dia, o grande apologista Walter Martin, depois de escrever tantas coisas contra nós, resolveu ir “direto na fonte” para entender nossas doutrinas. E a conclusão dele foi a de que os Adventistas são cristãos sinceros que, apesar de possuírem doutrinas distintivas, têm em seu credo as crenças ortodoxas e inegociáveis do cristianismo, entre elas:
1) Deus é o Criador de todas as coisas e a Divindade é composta de uma Trindade (João 1:1-3; Judas 1:20);
2) Jesus é Deus no mais pleno sentido da Palavra (Colossenses 2:9);
3) O Espírito Santo é uma Pessoa Divida (Atos 13:3; 5:4);
4) Jesus Cristo encarnou, morreu na cruz, ressuscitou e ascendeu aos Céus (1 Coríntios 15; Atos 1:9-11);
5) A Bíblia é nossa única regra de fé e prática. Ellen White JAMAIS foi uma “segunda Bíblia” como falsamente dizem por aí(Gálatas 1:8);
6) O homem é justificado unicamente pela fé em Cristo (Romanos 5:1);
7) O homem é santificado pelo Espírito Santo (Hebreus 12:14; João 16:8-10);
8)Haverá um juízo (2 Coríntios 5:10);
9) Jesus voltará em glória e majestade (Apocalipse 1:7).
Recomendo que leia nesse blog o artigo que mostra não sermos uma seita e que analise os escritos de Ellen com os olhos de um estudioso que busca o conhecimento. Não faça como muitos que procuram ganchos para pendurarem os próprios preconceitos.
Deixo-lhe um texto para reflexão e ficarei no aguardo de suas considerações e refutações ao que escrevi.
“Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” Atos 24:14.
Cordialmente,
Leandro Quadros.
Primeiramente quero deixar um agradecimento do fundo do coração a Deus e a vocês, queridos internautas, por acompanharem de perto os artigos do blog. O número de acessos tem aumentado bastante e a interatividade também!
Tenho ainda 108 comentários para aprovar e responder. E, podem ter certeza: atenderei a todos. Vocês são muito especiais para a equipe do programa “Na Mira da Verdade”.
Em segundo lugar, quero dar uma resposta aos CRÍTICOS (com letras maiúsculas) que têm deixado alguns depoimentos não cristãos a respeito do uso técnico da maquiagem na TV Novo Tempo (ver artigo no blog sobre o assunto).
Um detalhe: quem fez observações com amor, com o objetivo de nos ajudar crescer, por favor, ignore o que escreverei a seguir, pois, o recado não é para você – ok? Tanto que até elogiei várias pessoas no blog pela postura cristã e desejo de nos ajudar naquilo que reconhecemos ser necessário melhorar. A você, muito obrigado!
Quanto aos CRÍTICOS com letras maiúsculas – permitam-me “criar” um sinônimo: quanto aos FANÁTICOS – preciso exortá-los como manda a Bíblia, para o bem eterno de vocês:
“nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”. 1 Coríntios 6:9.
Não sei se vocês sabiam, mas, o termo “maldizente” na Bíblia vem de uma palavra grega que não traz boas lembranças a quem deseja seguir a Cristo em unidade com os irmãos (1 Coríntios 1:10) e com Deus (João 17:22, 23). A palavra é “diabolos”. Isso mesmo: aquela que é traduzida por diabo. Isso significa irmãos que toda pessoa que insiste em maldizer os outros ao invés de ajudar, está tendo o mesmo caráter do diabo. Não sou eu quem afirma isso: é a Bíblia, no original grego.
Por que, aparentemente, estou sendo “pesado”? Porque não quero que nenhum de vocês se perca e pelo motivo de encontrar no blog algumas expressões de “maldizentes” que não poderei aprovar (para que o público leia), como: “aquela moça do programa tal… a outra chamada… etc… eu acho RIDÍCULO.” [sic] E o pior é que uma pessoa que fala mal dessa forma das irmãs tem a coragem de falar que “devemos testemunhar porque Jesus está voltando!”
Tais que criticam pessoas estão com uma trave tão grande no olho que não conseguem enxergar que estão agindo PIOR do que qualquer pessoa que nunca leu a Bíblia!!!
As características da igreja de Deus não são apenas duas, meus irmãos. São três. Guardar os mandamentos e ter a fé em Jesus (Apocalipse 12:17; 14:12) têm que vir acompanhados da qualidade mais importante (que levará a praticarmos a outras de coração, e não na “caducidade da letra”): a de João 13:35:
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: SE tiverdes AMOR UNS AOS OUTROS”.
Essa terceira característica não fez parte dos comentários dos CRÍTICOS de letras maiúsculas (ou fanáticos) e, portanto, posso lhes dizer sem medo de errar: vosso maior problema é a falta de um relacionamento íntimo com Cristo. Vocês precisam fazer de Jesus uma REALIDADE na vida de vocês para que Ele não seja apenas um CONCEITO. Enquanto vocês (incluo a mim e a todos os cristãos agora) não amarem incondicionalmente as pessoas e fizerem uso de “palavras torpes”, não estarão habilitados para o Céu, com afirma 1 Coríntios 6:9.
Por favor, CRÍTICOS: sigam o conselho bíblico enquanto há tempo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”. Efésios 4:29.
O texto afirma que de nossos lábios devem sair palavras para boa edificação. E não foi isso que li em muitos comentários de pessoas que se dizem cristãs!
Portanto, se não entendem as questões técnicas do uso da maquiagem em uma TV, não critiquem sem estudar o assunto. Para você, leitor, ter uma ideia da gravidade do tipo de comentários que recebi, quando falei no artigo que a TV “adapta a linguagem para o público não adventista” (isso faz parte da comunicação), uma pessoa “argumentou” que eu deveria então “adaptar a linguagem para os pedófilos”! Veja o tamanho da desinformação do indivíduo, a ponto de não distinguir LINGUAGEM de COMPORTAMENTO MORAL! Recomendo a tal internauta a leitura de qualquer livro que trate da “Introdução à Teoria da Comunicação” para que não escreva esse tipo de coisa, passe vergonha e se torne alvo de críticas de quem sabe (pelo menos um pouco) sobre o que é lingüística e comunicação visual…
Peço-lhes de coração: apoiem a pregação para que apressemos a volta do Senhor (2 Pedro 3:12). Nossa direção aqui na Rede Novo Tempo reconhece – como já afirmei – que há exageros que precisam ser evitados. E, está trabalhando junto aos produtores e apresentadores para que o equilíbrio predomine. Exageros ocorrem porque somos uma TV nova que precisa crescer a cada dia (alguns irmãos nos aconselharam quanto a isso de forma tão educada!). Somos seres humanos que estão em processo de santificação e temos a certeza de que unidos com Cristo atingiremos o padrão ideal que Ele espera de nós. Precisamos de apoio – assim como toda a igreja de Deus – e não de críticas destrutivas que se originam da palavra grega “diabolos”.
Cuide de sua salvação. Olhe para dentro de você e veja se o problema está nos outros ou em si mesmo (a). Digo isso porque, em meus nove anos de aconselhamento, aprendi que projetamos nos outros aquilo que mais odiamos em nós. Essa é a tendência pecaminosa de cada um que JAMAIS resolverá nossos problemas internos. Precisamos ser SINCEROS com Deus em nossas orações (Filipenses 4:6) – reconhecendo que somos o problema – para que Ele atue com a Onipotência dEle e nos transforme.
Algumas questões para que os FANÁTICOS reflitam:
1) Quantos estudos bíblicos vocês deram durante a caminhada cristã?
2) Para quantas pessoas pregaram nessa semana sobre a salvação pela graça?
3) Conhecem as Três Mensagens Angélicas de Apocalipse 14:6-12 e AS PREGA, sendo que essa é a razão de nossa existência como povo do advento?
4) Quantas pessoas alimentaram durante a vida, sendo que “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”? Tiago 1:27.
5) Que cargo (s) ocupam na igreja? Desenvolvem vossos talentos?
6) São “Anjos da Esperança” fiéis que auxiliam a TV Novo Tempo a levar a mensagem de Cristo a lugares que ninguém consegue chegar?
É, irmãos CRÍTICOS: vocês estão LONGE do ideal divino porque não sabem que ideal é esse… E, analisando tais perguntas, vejo que também tenho muito a crescer…
Não fiquem tristes com o que escrevi. Tive o propósito de corrigir os exageros cometidos e de mostrar – NA BÍBLIA – que a forma como algumas apresentadoras nossas foram “adjetivadas” não vêm de pessoas que têm o amor de Cristo no coração. E, se você é um desses CRÍTICOS, não ignore essa mensagem: vá a Jesus, ao trono de graça e Ele lhe socorrerá (Hebreus 4:15, 16) e fará a mudança que precisa para que desfrute de uma melhor qualidade de vida.
Lavo minha consciência porque dei a vocês a mensagem da Bíblia. O que farei agora, antes de postar esse comentário, é orar para que o Espírito Santo dê a iluminação que precisam (todos necessitados) a fim de olharem mais para o coração do que para o exterior do ser humano (não estou justificando a vaidade; apenas citando o exemplo de DEUS expresso em 1 Samuel 16:7). Sei isso na prática, pois, há 12 anos, quando entrei na igreja pela primeira vez, estava de bermuda, chuteira, uma camiseta branca embarrada e um cabelo comprido pelo ombro. Fui tão bem recebido na recepção que, após o apelo do pastor, aceitei a Jesus no mesmo dia e aqui estou hoje (se um FANÁTICO tivesse me recepcionado será que eu estaria na Rede Novo Tempo?)
Deixo-lhes alguns textos para reflexão:
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há Lei”. Gálatas 5:22, 23.
“O desejo e plano de Satanás é introduzir entre nós as pessoas que vão a grandes extremos; pessoas de mente estreita, críticas e incisivas, e muito tenazes em sustentar seus próprios conceitos sobre o que é a verdade. Serão muito exigentes e buscarão impor deveres rigorosos, exagerando muitos assuntos de pouca importância, ao passo que descuidam matéria de mais peso da lei: o juízo, a misericórdia e o amor de Deus. Pela obra de umas poucas pessoas dessa espécie, toda a comunidade dos observadores do sábado será taxada de intolerante, farisaica e fanática. Por causa desses obreiros considerar-se-á a obra da verdade indigna de atenção” – Evangelismo, pág. 212.
“É de lastimar que muitos não reconheçam que a maneira em que a verdade bíblica é apresentada tem muito que ver com as impressões feitas sobre a mente das pessoas, com o caráter cristão formado mais tarde na vida dos que recebem a verdade. Em vez de imitar a Cristo em Sua maneira de trabalhar, muitos são severos, críticos e ditadores. Afastam as almas, em vez de atraí-las. Essas pessoas nunca saberão a quantos débeis suas palavras rudes feriram e desanimaram” – Ibidem, pág. 168.
Cordialmente e, na Palavra de Deus,
Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico
A Paz do Senhor Jesus Cristo, Pr. Leandro… Se na Trindade Jesus é Deus, por que ele esta à direita do trono do Pai? Em João cap. 17 vers 21 ele afirma: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. Assim sendo, acho que Jesus Cristo esta se referindo neste texto sobre a unidade de Espirito e não necessariamente dizendo que existem três pessoas numa divindade…Gostaria de saber se estou certo.
Além disso, 1 joão cap 5 e vers 7 (Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um )….Testificar não significa que seja uma única Pessoa e sim que estes 3 são os que testificam. Amigo internauta, recado deixado no blog.
Olá, amigo,
Suas considerações são sempre bem-vindas.
O fato de Jesus estar ao lado direito do trono de Deus Pai – ou do esquerdo – em nada afeta a Divindade dEle, afirmada de forma clara em Colossenses 2:9 (entre muitos outros versos): “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Perceba que Cristo não é “um pouco Deus”, mas, plenamente Divino!
E, o sentar-se no trono, ao lado direito, na Bíblia significa autoridade. Se não fosse Divino, seria incoerente uma “criatura” comandar o universo (Hebreus 1:1-3) com o Criador.
A respeito de João 17, na oração de Cristo antes dEle subir ao Céu, o Senhor orou pela unidade dos discípulos. Ele não mencionou o Espírito Santo naquele contexto porque não era o mais relevante no ensinamento que Jesus quis passar (além disso, a revelação sobre o Espírito foi progressiva na Bíblia). Ao examinar o todo das Escrituras, você poderá ver que O Espírito Santo é mencionado junto com o Pai e o Filho (2 Coríntios 13:13; Judas 1:20) e, noutros textos, só Jesus e o Espírito são citados! Veja um deles:
“Por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo[veja que o Espírito não É um poder: Ele TEM poder!]; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo” Romanos 15:19.
Portanto, se João 17 indica que o Espírito Santo não existe como uma pessoa, o texto acima também indica que Deus o Pai não existe, pois Ele não é mencionado (afirmar isso seria uma blasfêmia).
Quando uma Pessoa da Divindade é mencionada na Bíblia e outra não, devemos levar em conta o CONTEXTO da declaração porque cada Pessoa Divina se enquadra melhor num. E, ao mesmo tempo, não ignorarmos os demais textos bíblicos que colocam o Espírito Santo no meu grau de Divindade que Cristo e Deus Pai (leia Atos 5:3, 4).
Sobre 1 João 5:7, não o usamos como defesa da doutrina da Trindade porque o que está entre colchetes é um comentário de um copista. É claro que o copista não acrescentou uma heresia no manuscrito, mas, preferimos usar Mateus 28:19, Efésios 4:4-6, 2 Coríntios 13:13, Judas 1:20, João 14:16, entre outros, para provar que a Divindade é formada por Três Pessoas.
Postarei no blog textos que mostram que Jesus é Deus e outros sobre o Espírito Santo. Espero que a leitura dos mesmos o ajude a crescer “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18).
Conte comigo sempre.
Um abraço,
Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico
“O que diz a Bíblia sobre o uso de tatuagens?” C. R., ouvinte da rádio Novo Tempo, por e-mail.
Podemos ver na Palavra de Deus pelos menos dois textos objetivos que tratam a respeito (há outros versos que podem ser bem analisados):
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27.
Aqui vemos que o ser humano, coroa da criação de Deus, foi feito “à imagem e semelhança do Criador”. Isso indica que não precisa de “enfeites” em seu corpo, pois já foi feito semelhante ao Ser mais perfeito e belo do universo. Fazer algum tipo de marca que mude essa imagem e que traga dor naquilo que é considerado o “santuário do Espírito Santo” (o corpo – ver 1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) é demonstrar um certo descontentamento com a imagem de Deus, desrespeitando-O. O desejo de tatuar o corpo pode ser um indicativo de que a auto-estima precisa ser mais bem trabalhada.
Veja outro versículo a seguir:
“Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Levítico 19:28.
Sobre esse texto, assim se posiciona o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, no vol. 1:
“Provavelmente se refira a tatuagens (assim traduz a versão da Bíblia de Jerusalém – BJ), costume que em si não é imoral, porém certamente indigno do povo de Deus, pois tende a danificar a imagem do Criador”.
A tradução na “Nova Versão Internacional” apoia a opinião do referido comentário:
“Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos. Eu sou o Senhor”.
Do mesmo modo que o apóstolo Paulo, as únicas marcas que deveríamos trazer em nós deveriam ser aquelas em favor de Cristo: “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.” Gálatas 6:17.
Se você tem uma (ou mais) tatuagem, não se atormente: Jesus apaga o seu passado. Ao demonstrar arrependimento (Atos 3:19) e aceitação pelos ensinos da Bíblia (Apocalipse 1:3), Deus lhe perdoa (Salmo 32:5) e o (a) considera como se NUNCA tivesse feito tatuagem alguma! (1 João 1:9). O perdão de Deus é maravilhoso e Ele coloca a sua disposição todos os recursos para melhorar a sua auto-estima (Filipenses 2:13) a fim de que consiga se sentir bem (e feliz) sem “desenhos” pelo corpo.
E, não esqueça: você é o desenho mais lindo que Deus já fez!
Podendo ajudar em mais alguma coisa, estou à disposição.
Com estima,
Leandro Soares de Quadros
Jornalista – consultor bíblico
Professor: assisti um documentário de TV onde o adventista William Miller é apresentado como alguém que se aproveitou financeiramente de seus seguidores. E um site na internet faz denúncias pesadas a Ellen G. White.A. R, São Paulo. Por e-mail.
Professor, como no campo religioso alcançar a verdade? Cada religião, valendo-se de seus livros sagrados, afirma que estes confirmam o que ela prega e os outros é que interpretaram mal. Já assisti a pessoas de 3 diferentes confissões cristãs usando a Bíblia e dizendo cada uma que sua leitura é que estava certa e as outras erradas.
Ora, em ciência não há esse impasse. A lei da gravidade, por exemplo, vale para ateus e crentes, cristãos e não-cristãos, crédulos e céticos, ocidentais e orientais, etc. Qualquer um desses que de se jogar de um décimo andar irá se esborrachar no chão. Ou seja: a verdade científica não precisa de nossa aceitação. Ela é universal. Mas, e a verdade religiosa? Qual o critério objetivo para a fé, se é que ele existe? Dois teólogos, por exemplo, um adventista e um católico – reivindicará cada um o acerto de suas palavras, valendo-se da Bíblia. A verdade fora do campo científico será – como diz meu professor de filosofia – mera construção humana, cada um tendo a sua?
Obrigada.
Olá, amiga,
É uma satisfação receber seu e-mail. É bom ver pessoas como você que buscam diretamente conosco informações sobre nossa história denominacional, por exemplo.
Antes de comentar sobre o alcançar verdade absoluta no campo religioso (e filosófico), permita-me escrever sobre William Miller. O documentário apresentado na TV não condiz com as informações histórias registradas em TODOS OS LIVROS QUE TRATAM DA HISTÓRIA DO ADVENTISMO. Miller era um pregador BATISTA (nunca se tornou um Adventista do Sétimo Dia, pois, rejeitava crenças nossas como: sono da alma durante a morte, guarda do Sábado, etc) que nunca fez uso de recursos alheios para pregar a mensagem dele. As viagens que fazia eram feitas a cavalo, a pé, e jamais “se aproveitou financeiramente” dos irmãos dele na fé. Recomendo a leitura do livro “História do Adventismo” de C. Merwyn Maxwell, doutor em História Eclesiástica. Sinceramente, duvido (como jornalista) que os produtores do documentário citado tenham feito isso… Uma pesquisa em que haja o CRUZAMENTO DE FONTES (entrevistando um adventista e outro historiador não adventista) – algo ESSENCIAL para o bom jornalismo.
A respeito de Ellen White, há muitos sites na internet que dizem coisas pesadas sobre ela. O maior motivo é a forma como os irmãos de outras igrejas entendem o MODELO DE INSPIRAÇÃO utilizado por Deus para comunicar as mensagens dos profetas na Bíblia. Podemos falar sobre isso em e-mails posteriores, mas, para adiantar, disponibilizei algumas refutações às acusações feitas a Ellen White no blog do programa: www.novotempo.org.br/namiradaverdade Em breve, disponibilizarei um total de 10 artigos (estou elaborando-os) onde abordarei as principais críticas feitas a ela – por ignorância ou maldade (mostrarei textos onde são feitas verdadeiras ELIPSES para colocar-se palavras na boca dela…).
Sobre a Verdade no campo religioso, realmente não é uma coisa fácil saber onde ela está sem um estudo da Bíblia profundo, pois, as mais de 40.000 religiões e seitas diferentes afirmam ter tal Verdade. Todavia, existe uma promessa na Bíblia que traz conforto para aquele que tateia em meio a tantas doutrinas e filosofias: “SE alguém QUISER FAZER A VONTADE DELE, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” João 7:17. Em resumo o texto diz: SE uma pessoa for sincera o bastante em QUERER fazer a vontade de DEUS, Ele não a deixará confusa! Apego-me a essa promessa todos os dias e sou muito feliz em ver a direção de Deus na minha vida.
Mas, como disse no primeiro programa, na noite de 25 de março de 2009, existe uma Verdade Absoluta com base no pressuposto que se encontra em 2 Coríntios 13:8: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.”
Perceba: a Bíblia nos diz que nada pode ser feito contra a verdade (apesar de alguns tentarem contra ela) e, por isso, temos a certeza de que o programa “Na Mira da Verdade” será uma ferramenta nas mãos de Deus para lhe ajudar a perceber que, apesar de nossa era pós-moderna dizer que “não existe uma verdade absoluta”, a existência de uma Verdade absoluta é bem real porque está alicerçada em duas bases:
1º: Na Bíblia, que afirma ser a Verdade Absoluta é uma Pessoa: Jesus Cristo – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6.
E, em torno dessa Pessoa, giram outras verdades que fazem parte do corpo absoluto de Verdades Divinas;
2º: Na Filosofia que diz categoricamente: “duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo”. Portanto, não há duas verdades! (Ver GEISLER, Norman. TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Vida Acadêmica, 2004).
Tendo essas duas bases em mente, é possível afirmar – sem medo de cometer erros – que (1) se a Verdade absoluta é uma Pessoa imutável (Hebreus 13:8) e que (2) duas coisas que se contradizem não podem ser verdadeiras o mesmo tempo, isso significa que existe apenas uma Verdade Absoluta e que nem todos os caminhos conduzem a Deus (isso é bíblico. Leia Jeremias 21:8 e Mateus 7:13, 14).
Portanto, quando seu professor de filosofia disser que “A verdade fora do campo científico será mera construção humana, cada um tendo a sua”, pergunte a ele se ELE ESTÁ ABSOLUTAMENTE CERTO. Sim, pois, se ele estiver ABSOLUTAMENTE CERTO EM RELAÇÃO AO QUE ELE DISSE, então existe uma Verdade Absoluta!
Caso ela diga que a verdade é “relativa”, questione-o com calma: “isso que o Sr. está dizendo TAMBÉM É RELATIVO?” Percebeu? A própria filosofia – quando levada a sério – derruba o argumento de que não existe absolutismo e de que existe o relativismo!
Indique para o seu professor a leitura do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, do Dr. Norman Geisler – editora Vida Acadêmica (ex-ateu, doutor em filosofia e em teologia). Também poderá pedir para ele analisar o livro “Um Ateus Garante: Deus Existe” – Ediouro. Com base nas próprias análises filosóficas, Antony Flew, considerado o melhor filósofo nos últimos 100 anos (é vivo, com cerca de 80 anos de idade) passou a acreditar em Deus e a refutar os argumentos como os apresentados por seu professor depois de ele mesmo (Flew) ter combatido a teologia durante 50 anos!
Quando a amiga afirmou que “em ciência não há esse impasse”, isso está certo em parte. Realmente, a Lei da Gravidade funciona para todos. Mas, e a questão da origem da vida, por exemplo? Para alguns cientistas somos frutos do acaso (macroevolução); para outros, de um projeto (teoria do Designer Inteligente, do ex-evolucionista Michel Behe) e, para outros, de uma Criação. Como disse o grande biólogo Edwin Conklin: “a probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”.
A própria ciência é cíclica e, verdades que hoje são verdades, amanhã se tornam ultrapassadas. Graças a Deus por não ser assim no campo religioso no que diz respeito às DOUTRINAS FUNDAMENTAIS (como a Salvação por meio de Jesus Cristo – João 3:16), pois, do contrário, ninguém saberia como ser salvo.
Todavia, há assuntos até mesmo na teologia que vêm a ser conhecidos de maneira mais plena – assim como na ciência (detalhe: teologia também é ciência) após investigação, com o passar do tempo.
O conhecimento humano em qualquer área precisará se desenvolver, até mesmo no campo religioso. Mas, Verdades Absolutas ensinadas na Bíblia são inegociáveis porque vêm de um Deus Verdadeiramente Absoluto: Jesus Cristo (João 14:6).
Analise com carinho o que escrevi e continuaremos em nosso diálogo saudável.
Conheça sobre Cristo e as Verdades conceituais que giram em torno dEle (que nos ajudam a compreender o Seu caráter sublime) serão conhecidas por você mesma que existam tantas religiões.
Um abraço e tenha uma ótima semana,
Leandro Quadros
Jornalista

No programa de ontem (13/05/2009), um telespectador perguntou o porquê de os apresentadores da Novo Tempo usarem “maquiagem”. Segue logo abaixo a resposta com base no questionamento de outra pessoa:
“… Não concordo que a TV Novo Tempo faça uso de maquiagem e que as apresentadoras usem calça. Os louvores parecem Shows… E os cantores, a invés de cantarem para Deus, ganham dinheiro com isso… Como poderei ensinar minha filha a não ser vaidosa se a TV de nossa igreja está dando um péssimo exemplo? Desculpem-me se minhas palavras foram hostis, mas, é o que eu penso!…” M.J., por e-mail.
A Novo Tempo recebeu com respeito as suas observações.
Nossa equipe não considerou suas palavras hostis em momento algum! Bom seria se todos fizessem esse tipo de abordagem com a mesma educação que tem. Parabéns, amigo. Deu para perceber a sinceridade em suas linhas.
Permita-me fazer algumas observações para que continuemos juntos – você aí de sua igreja e nós daqui, do Canal da Esperança, levando as Três Mensagens Angélicas (Apocalipse 14:6-12) – como uma irmandade unida em pensamento e propósito (1 Coríntios 1:10):
A consciência moral de cada um é muito importante para Deus e deve ser respeitada (mesmo que a pessoa escolha pelo errado. Cada um tem o livre-arbítrio, mas isso não indica que devemos avisar, como mensageiros, que frutos serão colhidos por cada decisão – Gálatas 6:7).
E, quando os princípios básicos da fé cristã e adventista não são feridos, outras coisas são de menos importância (veja: não deixam de ser importantes) porque Deus não fez o homem para estagnar culturalmente – e nem fez uma cultura só. Os anos passam, costumes mudam, mas para o cristão verdadeiro, “seca-se a erva e cai a sua flor; mas a Palavra do nosso Deus [os princípios dEle] permanece eternamente” Isaías 40:8.
O que precisamos aprender no decorrer da caminhada cristã é diferenciar um princípio de um costume. E, temos que ser sinceros: isso não é coisa simples, ainda mais se tivermos muito apegados a nossa visão de mundo. Por isso, é importante analisarmos o que os outros pensam para evitarmos os desentendimentos dentro da igreja. Estou me colocando no seu lugar para responder ao seu e-mail porque sei que essa diferença entre princípio e costume é tênue.
Isso só é possível pela graça de Deus, pois, como ser humano, não tenho essa capacidade. Mas, pela experiência sei que quando deixamos o Espírito Santo ajudar a nos colocamos no lugar do outro, amamos o nosso irmão independente dele pensar diferente de nós e passamos a ver que acima de qualquer costume cultural estão a imutável Lei de Deus (Êxodo 20) e o amor (1 Coríntios 13), de mãos dadas. Com isso já posso esclarecer uma de suas colocações: as coisas que lhe foram ensinadas ainda servem. A verdade não foi projetada e/ou adaptada ao século XXI. Foram adaptados os costumes na pós-modernidade e o Decálogo permaneceu inalterável. A forma como a Verdade está sendo apresentada é que precisa de mudanças porque uma mente pós-moderna não encontrará graça alguma em conceitos expressos numa abordagem da década de 50, por exemplo.
Não posso negar que em algumas igrejas os costumes do mundo estão entrando (ao invés de levarmos a igreja para o mundo). Esse é um problema sério que tem preocupado líderes de todas as grandes denominações religiosas. E, o maior desafio é atrair pessoas para cristo sem ferir os princípios (isso é inegociável) e ao mesmo tempo nos adaptarmos a padrões culturais que sejam puros (Filipenses 4:8).
Mas, no momento vou me ater ao comportamento da Rede de Comunicação da Igreja e não as nossas congregações locais. Vou lhe informar sobre algumas coisas como um cristão jornalista:
1) A Novo Tempo representa a igreja, mas, não é uma igreja. Isso não dá margem para qualquer funcionário deixar de lado a Palavra de Deus (o que seria um pecado). O que quero dizer é que uma rede de TV cristã que comunica Jesus não pode agir do mesmo modo com Adventistas e não-adventistas que entendem as coisas de forma muito diferentes;
2) Por não termos um público só Adventista (para ter uma idéia, cerca 70% do nosso público na rádio vem de outras igrejas!) precisamos adaptar nossa linguagem para que a mensagem de salvação possa ser compreendida por todos, tanto pela dona de casa como pelo que tem Ph.D;
3) Cremos que o costume de usar saias na igreja é totalmente válido, mas, no caso da TV, traz muito mais prejuízos (em certos casos não). Isso porque a câmera tem a tendência de pegar “os detalhes” e, se todas as nossas apresentadoras e entrevistadas se vestissem como se vestem na igreja, qualquer “cruzar de pernas” seria o suficiente para o telespectador ver a peça íntima da moça. Nesse caso, entendemos que se o uso da calça é um fator cultural (na escócia é natural o homem usar saia) e não fere os princípios imutáveis da Lei de Deus, é melhor a mulher usar a calça na televisão do que corrermos riscos de sermos acusados por estimular o adultério mental. Já vi querido irmão na grande feira evangélica em SP – a Expo Cristã – moças de outras igrejas usando saias imorais pior que qualquer calça.
Creio que o problema não está no uso da calça na televisão, desde que ela esteja de acordo com os princípios de modéstia de 1 Timóteo 2:9, 10.
4) Quanto à maquiagem, a recomendação da Novo Tempo é para que não haja os exageros. Alguns podem, em alguns momentos, não seguir essa dica (consciente ou inconscientemente), pois erramos. Mas, nossa liderança está fazendo o máximo para cuidar também disso.
Por que permitimos o uso da maquiagem? Outra questão técnica – e muito séria – está “em jogo”. Como as luzes do estúdio tendem a desfigurar o rosto da pessoa; e a câmera, a capacidade de destacar os defeitos, a imagem de quem está passando o evangelho fica pálida, feia, distorcida e, conseqüentemente, a mensagem ficará comprometida (já pensou o que seria para os telespectadores nos verem com o nosso rosto aparentando doença ou nos achar parecidos com “cadáveres”?).
Recomendamos que os líderes da igreja e os pais apresentem a todas as nossas irmãs e filhas estas questões técnicas. Isso evitará mal-entendidos e também que as pessoas comparem a igreja com uma televisão, no que diz respeito a procedimentos técnicos.
5) Nunca foi propósito da Novo Tempo permitir que o “louvor se tornasse show”. Devido à liberdade artística que é dada aos cantores, pode mesmo haver erros, pois todos somos pecadores e precisamos da graça de Cristo (Romanos 3:23). Mas, fique tranqüilo irmão: nossa Direção e Comissão de Música estão adotando todos os procedimentos necessários para orientar ainda mais de perto nossos cantores para que o Senhor continue sendo honrado com as habilidades artísticas que Ele lhes deu;
6) Uma pessoa que tem um ministério musical também precisa do sustendo por parte da música, assim como eu na minha área e os pastores no sagrado chamado que receberam. Por isso, a Igreja mundial não vê como algo ilícito o ministério da música trazer benefícios financeiros, de acordo com o princípio do Senhor Jesus em Lucas 10:7: “Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; porque digno é o trabalhador [os músicos e cantores também trabalham, e muito] do seu salário…”
7) Sobre os diferentes estilos musicais, especialmente o “pop” que tem tido certo destaque em algumas de nossas músicas, tem sido uma questão muito discutível. Na América, as igrejas onde predominam os irmãos negros, eles sabem fazer uso de tal estilo musical (e acompanhado com palmas) com reverência. Já no Brasil, nem sempre ocorre o mesmo, pois nossa cultura é “bagunceira” por natureza. Por isso, esse aspecto precisa ser mais analisado, pois o que é bom numa cultura pode ser desastroso noutra. Provérbios 4:18 diz que “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Acreditamos que sendo a revelação progressiva, Deus nos mostrará as mudanças que precisam (ou não) serem feitas em algumas músicas nossas. Ore conosco para que alcancemos o ideal Divino, ok?
Temos muitos desafios e Deus tem nos ajudado sobremaneira. Nosso coração vibra todos os dias com os milagres que Deus tem feito por meio dos veículos de comunicação da igreja.
Estaremos aqui a sua disposição sempre que quiser fazer suas observações e contamos com suas orações e qualquer outra forma de apoio para que possamos levar o evangelho eterno contextualizado em Apocalipse 14:6-12 a todos os lugares do mundo. Ore para continuarmos lutando contra o poder do mal porque Jesus em breve voltará (Mateus 24:42, 44). E, ao darmos as nossas mãos, apressaremos (2 Pedro 3:12) o momento tão sonhado por nós (Apocalipse 1:7; Filipenses 2:13).
Um forte abraço e que Deus o abençoe ricamente,
Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico
Professor: assisti um documentário de TV onde o adventista William Miller é apresentado como alguém que se aproveitou financeiramente de seus seguidores. E um site na internet faz denúncias pesadas a Ellen G. White.
Professor, como no campo religioso alcançar a verdade? Cada religião, valendo-se de seus livros sagrados, afirma que estes confirmam o que ela prega e os outros é que interpretaram mal. Já assisti a pessoas de 3 diferentes confissões cristãs usando a Bíblia e dizendo cada uma que sua leitura é que estava certa e as outras erradas.
Ora, em ciência não há esse impasse. A lei da gravidade, por exemplo, vale para ateus e crentes, cristãos e não-cristãos, crédulos e céticos, ocidentais e orientais, etc. Qualquer um desses que de se jogar de um décimo andar irá se esborrachar no chão. Ou seja: a verdade científica não precisa de nossa aceitação. Ela é universal. Mas, e a verdade religiosa? Qual o critério objetivo para a fé, se é que ele existe? Dois teólogos, por exemplo, um adventista e um católico – reivindicará cada um o acerto de suas palavras, valendo-se da Bíblia. A verdade fora do campo científico será – como diz meu professor de filosofia – mera construção humana, cada um tendo a sua?
Obrigada.A. R, São Paulo. Por e-mail.
Olá, amiga,
É uma satisfação receber seu e-mail. É bom ver pessoas como você que buscam diretamente conosco informações sobre nossa história denominacional, por exemplo.
Antes de comentar sobre o alcançar verdade absoluta no campo religioso (e filosófico), permita-me escrever sobre William Miller. O documentário apresentado na TV não condiz com as informações histórias registradas em TODOS OS LIVROS QUE TRATAM DA HISTÓRIA DO ADVENTISMO. Miller era um pregador BATISTA (nunca se tornou um Adventista do Sétimo Dia, pois, rejeitava crenças nossas como: sono da alma durante a morte, guarda do Sábado, etc) que nunca fez uso de recursos alheios para pregar a mensagem dele. As viagens que fazia eram feitas a cavalo, a pé, e jamais “se aproveitou financeiramente” dos irmãos dele na fé. Recomendo a leitura do livro “História do Adventismo” de C. Merwyn Maxwell, doutor em História Eclesiástica. Sinceramente, duvido (como jornalista) que os produtores do documentário citado tenham feito isso… Uma pesquisa em que haja o CRUZAMENTO DE FONTES (entrevistando um adventista e outro historiador não adventista) – algo ESSENCIAL para o bom jornalismo.
A respeito de Ellen White, há muitos sites na internet que dizem coisas pesadas sobre ela. O maior motivo é a forma como os irmãos de outras igrejas entendem o MODELO DE INSPIRAÇÃO utilizado por Deus para comunicar as mensagens dos profetas na Bíblia. Podemos falar sobre isso em e-mails posteriores, mas, para adiantar, disponibilizei algumas refutações às acusações feitas a Ellen White no blog do programa: www.novotempo.org.br/namiradaverdade Em breve, disponibilizarei um total de 10 artigos (estou elaborando-os) onde abordarei as principais críticas feitas a ela – por ignorância ou maldade (mostrarei textos onde são feitas verdadeiras ELIPSES para colocar-se palavras na boca dela…).
Sobre a Verdade no campo religioso, realmente não é uma coisa fácil saber onde ela está sem um estudo da Bíblia profundo, pois, as mais de 40.000 religiões e seitas diferentes afirmam ter tal Verdade. Todavia, existe uma promessa na Bíblia que traz conforto para aquele que tateia em meio a tantas doutrinas e filosofias: “SE alguém QUISER FAZER A VONTADE DELE, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” João 7:17. Em resumo o texto diz: SE uma pessoa for sincera o bastante em QUERER fazer a vontade de DEUS, Ele não a deixará confusa! Apego-me a essa promessa todos os dias e sou muito feliz em ver a direção de Deus na minha vida.
Mas, como disse no primeiro programa, na noite de 25 de março de 2009, existe uma Verdade Absoluta com base no pressuposto que se encontra em 2 Coríntios 13:8: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.”
Perceba: a Bíblia nos diz que nada pode ser feito contra a verdade (apesar de alguns tentarem contra ela) e, por isso, temos a certeza de que o programa “Na Mira da Verdade” será uma ferramenta nas mãos de Deus para lhe ajudar a perceber que, apesar de nossa era pós-moderna dizer que “não existe uma verdade absoluta”, a existência de uma Verdade absoluta é bem real porque está alicerçada em duas bases:
1º: Na Bíblia, que afirma ser a Verdade Absoluta é uma Pessoa: Jesus Cristo – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6.
E, em torno dessa Pessoa, giram outras verdades que fazem parte do corpo absoluto de Verdades Divinas;
2º: Na Filosofia que diz categoricamente: “duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo”. Portanto, não há duas verdades! (Ver GEISLER, Norman. TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Vida Acadêmica, 2004).
Tendo essas duas bases em mente, é possível afirmar – sem medo de cometer erros – que (1) se a Verdade absoluta é uma Pessoa imutável (Hebreus 13:8) e que (2) duas coisas que se contradizem não podem ser verdadeiras o mesmo tempo, isso significa que existe apenas uma Verdade Absoluta e que nem todos os caminhos conduzem a Deus (isso é bíblico. Leia Jeremias 21:8 e Mateus 7:13, 14).
Portanto, quando seu professor de filosofia disser que “A verdade fora do campo científico será mera construção humana, cada um tendo a sua”, pergunte a ele se ELE ESTÁ ABSOLUTAMENTE CERTO. Sim, pois, se ele estiver ABSOLUTAMENTE CERTO EM RELAÇÃO AO QUE ELE DISSE, então existe uma Verdade Absoluta!
Caso ela diga que a verdade é “relativa”, questione-o com calma: “isso que o Sr. está dizendo TAMBÉM É RELATIVO?” Percebeu? A própria filosofia – quando levada a sério – derruba o argumento de que não existe absolutismo e de que existe o relativismo!
Indique para o seu professor a leitura do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, do Dr. Norman Geisler – editora Vida Acadêmica (ex-ateu, doutor em filosofia e em teologia). Também poderá pedir para ele analisar o livro “Um Ateus Garante: Deus Existe” – Ediouro. Com base nas próprias análises filosóficas, Antony Flew, considerado o melhor filósofo nos últimos 100 anos (é vivo, com cerca de 80 anos de idade) passou a acreditar em Deus e a refutar os argumentos como os apresentados por seu professor depois de ele mesmo (Flew) ter combatido a teologia durante 50 anos!
Quando a amiga afirmou que “em ciência não há esse impasse”, isso está certo em parte. Realmente, a Lei da Gravidade funciona para todos. Mas, e a questão da origem da vida, por exemplo? Para alguns cientistas somos frutos do acaso (macroevolução); para outros, de um projeto (teoria do Designer Inteligente, do ex-evolucionista Michel Behe) e, para outros, de uma Criação. Como disse o grande biólogo Edwin Conklin: “a probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”.
A própria ciência é cíclica e, verdades que hoje são verdades, amanhã se tornam ultrapassadas. Graças a Deus por não ser assim no campo religioso no que diz respeito às DOUTRINAS FUNDAMENTAIS (como a Salvação por meio de Jesus Cristo – João 3:16), pois, do contrário, ninguém saberia como ser salvo.
Todavia, há assuntos até mesmo na teologia que vêm a ser conhecidos de maneira mais plena – assim como na ciência (detalhe: teologia também é ciência) após investigação, com o passar do tempo.
O conhecimento humano em qualquer área precisará se desenvolver, até mesmo no campo religioso. Mas, Verdades Absolutas ensinadas na Bíblia são inegociáveis porque vêm de um Deus Verdadeiramente Absoluto: Jesus Cristo (João 14:6).
Analise com carinho o que escrevi e continuaremos em nosso diálogo saudável.
Conheça sobre Cristo e as Verdades conceituais que giram em torno dEle (que nos ajudam a compreender o Seu caráter sublime) serão conhecidas por você mesma que existam tantas religiões.
Um abraço e tenha uma ótima semana,
Leandro Quadros
Jornalista