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Artigos da categoria A Verdade sobre os Adventistas

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“Confesso Leandro que, ao escrever esses versículos bíblicos dei ‘Glória a Deus’ por não ser adventista” – Parte 1

Sim: é verdade, querido internauta. O Pr. Natanael Rinaldi em sua "tréplica" as minhas respostas disse exatamente isso. No artigo a seguir você terá a oportunidade de conhecer mais de perto a verdades dos fatos e, por si, tirar conclusões a respeito do tipo de "ministério apologético" do qual o Pr. Rinaldi faz parte. Em breve disponibilizarei um estudo sobre o uso do termo "azazel" para completar a resposta.
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Por que Paulo foi tão rigoroso com os Gálatas?

Há um irmão que constantemente posta no blog comentários extensos, com capítulos bíblicos INTEIROS dirigidos aos adventistas. Um dos livros que ele mais cita é o de Gálatas para tentar mostrar que a lei foi “abolida” e que somos “legalistas”.

Na resposta a seguir espero que esse irmão entenda de verdade a teologia de Paulo sobre a graça e a Lei. E que pare de pensar numa graça barata, que não transforma o pecador.

Também deseo que ele aceite definitivamente que Paulo não foi contra a observância da Lei, pois ele mesmo guardava toda ela (Atos 25:8; Romanos 3:31; 7:22, etc). Ao escrever aos Gálatas o apóstolo estava é condenando um sistema de religião que coloca a lei no lugar de Jesus. Como ele bem disse: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo” 1 Timóteo 1:8.

Em breve postarei os comentários desse irmão. Ainda não o fiz porque pretendo postar as devidas respostas juntamente. Enquanto isso, peço que, com carinho, ele analise o contexto histórico da carta aos Gálatas para não relacionar os adventistas com eles.

Lembrei de uma coisa: A carta de Tiago parece não ter sido lida por esse internauta…

Vamos à análise da questão proposta no título:

Paulo foi firme com os Gálatas porque eles estavam negando a salvação pela fé em Jesus. Quando lemos o capítulo 3:1-4 da carta, percebemos que os irmãos daquela igreja estavam fazendo da Lei (os cinco livros de Moisés, com todas as instruções ao povo de Deus) o meio de Salvação no lugar de Cristo.:

Ó gálatas sem juízo! Quem foi que enfeitiçou vocês? Na minha pregação a vocês eu fiz uma descrição perfeita da morte de Jesus Cristo na cruz; por assim dizer, vocês viram Jesus na cruz. Respondam somente isto: vocês receberam o Espírito de Deus por terem feito o que a lei manda ou por terem ouvido a mensagem do evangelho e terem crido nela? Como é que vocês podem ter tão pouco juízo? Vocês começaram a sua vida cristã pelo poder do Espírito de Deus e agora querem ir até o fim pelas suas próprias forças? Será que as coisas pelas quais vocês passaram não serviram para nada? Não é possível!” (Nova Tradução Na Linguagem de Hoje – Grifos acrescentados).

Para afastar de vez essa ideia perigosa da igreja, Paulo mostra-lhes que o perdão (justificação) é apenas pela fé, graças ao sacrifício substitutivo realizado por Cristo na cruz.

A lei, na teologia bíblica (e de Paulo) não pode ser o meio de salvação de pecadores (Efésios 2:8, 9). Ela é sim o resultado de um coração transformado pela graça (ver Efésios 2:10). Afinal, quando nos tornamos novas criaturas (2 Coríntios 5:17) a Lei de Deus é escrita em nosso coração (Hebreus 8:10) para que vivamos em santo procedimento (2 Pedro 3:11) aguardando a volta gloriosa de Jesus a esse mundo (2 Pedro 3:10-13).

Por isso, a função da Lei não é salvar, mas, nos levar ao Salvador (por nos mostrar nossa condição pecaminosa – ler Romanos 3:20) e ser o resultado da transformação que o Espírito Santo produz no crente (Efésios 2:10) durante o processo de santificação (2 Tessalonicenses 2:13; 1 Pedro 1:2) – que é diária.

Também não deixa de ser uma evidência externa de nosso amor por Cristo: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15.

Gostaria que os irmãos de todas as confissões religiosas comentassem esse post para, juntos, chegarmos a um consenso sobre a relação entre a graça e a Lei. As argumentações precisar ser apoiadas NA BÍBLIA. O que acham?

Ficarei no aguardo. Um grande abraço!

Leandro Quadros.

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Ellen White contradiz Apocalipse 21:22?

Um internauta acusou a Sra. White de “falsa profetisa” por ela supostamente contradizer o texto de Apocalipse 21:22. A seguir, você verá que essa é mais uma falácia de quem não quer aceitar o dom profético dado a ela (claro: as Verdades bíblicas que ela traz incomodam…).

Vou estudar com você a citação de Ellen White e verá que ela de forma alguma contradiz a Bíblia em Apocalipse 21:22. A Sra. White é tão sincera e verdadeira que aconselhou: “Se os Testemunhos [livros dela] não falarem de acordo com a Palavra de Deus, pode rejeitá-los” – Testemunhos Para a Igreja, pág. 97 (2007). Não há no mundo um profeta que tenha coragem e sinceridade suficiente para fazer tal afirmação e desafio! Ela é uma profetisa verdadeira, sem dúvidas.

Vamos analisar a afirmação de João em partes:

1) O próprio João viu um santuário no Céu: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.” Apocalipse 11:19.

Estaria ele se contradizendo? Não. O contexto é outro, e não o de Apocalipse 21:22. E, assim como João em Apocalipse 11:19, Ellen White no livro “Vida e Ensinos”, pág. 91, está se referindo ao santuário atual que existe no Céu. Veja a citação da referida página e compare-a com Apocalipse 11:19:

“No lugar santíssimo vi uma arca, cujo cimo e lados eram de ouro puríssimo. Em cada uma de suas extremidades estava um lindo querubim, com as asas estendidas sobre ela. Tinham o rosto voltado um para o outro, e olhavam para baixo. Entre os anjos havia um incensário de ouro. Por cima da arca, onde os anjos estavam, havia uma glória extraordinariamente fulgurante, com a aparência de um trono em que Deus habitava. Jesus ficou ao lado da arca e, ao ascenderem para Ele as orações dos santos, o incenso ardia e, com o incenso, Ele oferecia as orações a Seu Pai”.

João (em Apocalipse 11:19) e Ellen White (em “Vida e Ensinos”, pág. 91) vêem a arca que faz parte do santuário atual.

2) A declaração de Apocalipse 21:22 está noutro contexto. João descreve a visão que teve da cidade na Nova Terra. E Ellen White em “Vida e Ensinos” não está falando de Apocalipse 21:22 (assim como João de Apocalipse 11:19).

Quando o pecado for destruído, a igreja poderá morar novamente com Deus (Apocalipse 21:3) e não terá necessidade de um edifício para simbolizar a morada do Criador. Os rituais do santuário (intercessão e juízo) não mais existirão; Cristo terá cumprido Suas funções sacerdotais e, assim, não haverá necessidade dEle continuar ministrando pelos pecadores já glorificados. É isso o que Apocalipse 21:22 quer dizer.

Tal ensino não significa que o santuário de Deus será “derrubado”, mas, apenas que não terá função alguma por Cristo já ter resgatado os Seus. Será ótimo para os salvos vislumbrarem o santuário no qual Cristo intercedeu por nós!

Oro para que estude a Bíblia e Ellen White com critérios hermenêuticos a fim de que desfrute da mesma alegria que sinto quando me aprofundo na Palavra de Deus e nos Escritos dela – que tratam da Bíblia.

Fique na paz de Cristo,

Leandro Quadros.

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“Santificar o Sábado importa em salvação eterna”

Muitos críticos de Ellen White – bem desinformados – descontextualizam a declaração do livro Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 23, para afirmarem que Ellen White ensinava a salvação pelas obras e que só quem guarda o Sábado vai para o Céu. Eis o texto:

“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna.”

Sem analisar o restante do livro onde está a citação, é fácil colocar nos escritos de Ellen White palavras que ela jamais sonhou escrever…

A seguir, apresentarei a você uma explicação sobre o assunto. Convido-lhe a não acreditar nas desinformações que o Centro Apologético “Cristão” de Pesquisa (CACP) e o Instituto “Cristão” de Pesquisas (ICP) apresentam, com o intuito de menosprezar a autora.

Estudo do texto

Ellen G. White NUNCA pregou a salvação pelas obras. Veja um dos seus muitos textos que abordam o assunto:

“Nem a morte, nem a vida, altura ou profundidade, nada nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus; não porque a ele nos apeguemos com firmeza, mas porque ele nos segura com Sua forte mão. Se nossa salvação dependesse de nossos próprios esforços não nos poderíamos salvar; mas ela depende de Alguém que está por trás de todas as promessas.” – Atos dos Apóstolos¸ pág. 553 (Grifos meus).

A declaração da Sra. White no livro Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 23, deve ser entendida em todo o seu contexto. Quando lemos todo o capítulo 2 do livro citado podemos ver que Ellen White disse que o Sábado “implica em salvação eterna” para aquele que conhece a verdade. Que a Sra. White escreveu este texto para os que conhecem a verdade sobre o assunto fica claro nas seguintes declarações (mencionarei apenas algumas):

1) “…a vontade divina é que esse dia seja para nós [Adventistas] de deleites” – pág. 16;

2) “Assim como o sábado foi o sinal que distinguiu Israel quando saiu do Egito para entrar em Canaã, é, também, o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar” – pág. 17;

3) “Para os que guardam o sábado, esse dia é o sinal da santificação” – pág. 17.

Outros dois pontos merecem destaque:

1) A citação completa na pág. 23 explica o porquê de o Sábado importar em salvação eterna: “Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna. Diz Deus: “Aos que Me honram, honrarei.” I Sam. 2:30”. Veja que ela usou o texto de 1Sam. 2:30 para explicar que a santificação do Sábado implicará [no futuro, quando todos forem provados pelo decreto dominica'l] em salvação eterna porque santificar o Sábado é uma questão de honrar a Deus, o “Senhor do Sábado” (Mar. 2:28). E, quem desonrar a Deus de forma rebelde até o tempo do fim, não poderá ser salvo.

2) Antes da referida citação (“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna”), no mesmo contexto Ellen White está dando conselhos de como deve ser observado o Sábado. [Falando a Adventistas que conhecem a doutrina!] Isto nos mostra que ela está, na citação da pág. 23, tratando da importância de não relaxar na observância do mandamento, de não ser um transgressor voluntário.

Portanto, longe de ensinar a salvação pela Lei, Ellen White está exortando as pessoas de que rejeitar uma verdade depois de conhecê-la significa desonrar a Deus, o que levará à perdição. Também ela mostra que relaxar na observância do Sábado é errado, pois é uma afronta ao mandamento. Qualquer mandamento que seja desobedecido voluntariamente – sem que haja arrependimento – implicará em perdição. Isto não se aplica apenas ao quarto (Êxodo 20:8-11), que ordena a observância do Sábado: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.” Tiago 2:10.

A obediência é uma evidência externa de uma santificação interna. Por isso, a guarda do Sábado, bem como a observância dos demais mandamentos, implicará em salvação eterna para aqueles que, em resultado da santificação efetuada por Cristo, são obedientes. A Sra. White está dizendo que a Lei é o resultado de um coração transformado e não o meio de salvação. Ela está em perfeita harmonia com Efésios 2:8-10:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”

Estou à disposição para maiores esclarecimentos. Em breve teremos respostas aos demais questionamentos feitos a Ellen White. Enquanto preparo o material, recomendo que acesse o site OFICIAL, que apresenta a VERDADE sobre a autora: www.centrowhite.org.br

Um grande abraço!

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Os adventistas e o legalismo

Foram muitas as vezes que li e ouvi que “os Adventistas do Sétimo Dia são legalistas”, ou seja: fazem da lei um meio de salvação. Até mesmo o Dr. Russell Shedd, fundador das Edições Vida Nova, em seu ótimo livro (um dos melhores que já li sobre o assunto) “Lei, Graça e Santificação”, fez um trocadilho para afirmar que legalismo também é sinônimo “adventismo” (considerei o livro ótimo e não excelente por causa dessa falha dele que vem de uma ideia preconcebida).

Como já ficou claro num dos artigos disponíveis neste blog, a regra de fé e prática dos Adventistas do Sétimo Dia é a Bíblia Sagrada. Faço esse lembrete para explicar o porquê de eu usar novamente no presente texto citações de Ellen G. White para expor o pensamento adventista sobre a Salvação pela graça. Afinal, por ser uma pessoa que viu de perto o movimento adventista e suas transformações (para o bem, crescendo no conhecimento e na graça de Cristo – 2 Pedro 3:18), sabe melhor que ninguém nosso posicionamento sobre a salvação.

Não negamos o fato de que nossos pioneiros (não todos, para ficar bem claro) davam uma grande ênfase à Lei de Deus nas pregações e debates dos quais participavam. Mas, isso não indica que eles eram legalistas; apenas estavam enfatizando um assunto que “não era mais assunto” no meio evangélico. Daí, a necessidade de falar da Lei. Daí, um dos motivos de considerarem os adventistas “legalistas”.

Porém, se atentarmos para esse fato histórico e para os textos de Ellen White que expressam a posição dos observadores do Sábado a respeito da graça, tudo ficará esclarecido e ninguém precisará mais dizer que “os adventistas ensinam que a Lei é o meio de salvação no lugar de Cristo”. Aceitamos como Verdade Absoluta que Cristo é o único caminho para a salvação (João 14:6), que esta é um dom de Deus, vem pela fé na graça de Jesus e não pelas obras (Efésios 2:8, 9). Cremos como Paulo que, se a justificação (perdão) é pela Lei, “Cristo morreu em vão” (Gálatas 2:21).

Todavia, não cremos numa “graça barata” – termo usado de maneira inteligente pelo Dr. Russell Shedd. Sendo que o cristão transformado se torna “nova criatura” (2 Coríntios 5:17) e que, sob o Novo Concerto de Salvação eterna a Lei é escrita no coração (Hebreus 8:10), isso deixa claro que, mesmo sendo salvos unicamente pela fé em Cristo, como consequência da transformação (a santificação, que leva a vida toda. Sem a santificação ninguém verá a Deus – Hebreus 12:14), praticaremos boas obras (Efésios 2:10). Não para “comprar” a salvação, mas, como resultado do coração transformado e que ama a Cristo (João 14:15).

Detalhe: a observância do Sábado como dia de guarda, em memorial ao Deus Criador (Êxodo 20:11), ao Salvador (Deuteronômio 5:15) e em memória ao repouso na graça que podemos desfrutar todos os dias (Hebreus 4), faz parte dos mandamentos (Êxodo 20:1-17; Deuteronômio 5:1-21). Pense nisso com carinho à luz de Tiago 2:10.

Resumindo:

• A Lei não justifica (não perdoa);
• A Lei não salva (é Cristo quem o faz)
• A Lei é o RESULTADO de um coração transformado pelo Espírito Santo (Hebreus 8:10; Romanos 8; Efésios 2:10; João 3, etc.) e não o MEIO de irmos ao Céu. A Lei é o RESULTADO de nossa conversão porque seremos julgados pelas obras (Mateus 16:27; Apocalipse 22:12), que demonstram o tipo de fé que temos.

Precisamos ter MUITO cuidado com a teologia de que a graça de Cristo nos liberta para sermos “libertinos”, ao invés de nos libertar do pecado. Esse ensino não é graça; é uma desgraça.

Como disse o autor Martin L. Jones: “se a graça que você recebeu não lhe ajuda a guardar a Lei, você não recebeu a graça”. É a mais pura verdade, pois, a verdadeira graça não é uma “graça barata”: ela transforma.

A seguir, os textos de Ellen White que mostram o posicionamento oficial dos adventistas sobre a Salvação pela graça. Oro para que você, ao se deliciar com tais citações que estão em total harmonia com as Escrituras, tenha plena convicção do amor de Deus por você, a ponto de vir a este mundo morrer em seu lugar (João 3:16), pagar a sua dívida para com a Lei dEle e lhe livrar da maldição da Lei (Gálatas 3:13): a morte eterna do pecador (Romanos 3:23; 6:23).

“Deus não desanima conosco por causa de nossos pecados. Podemos cometer erros e ofender o Seu Espírito; mas quando nos arrependemos e vamos ter com Ele com o coração contrito, Ele não nos faz voltar”. [Isso lembra João 6:37!]

“Coisa alguma senão a Sua justiça [de Cristo] pode dar-nos o direito de uma única das bênçãos do concerto da graça.”

“Não devemos pensar que nossa própria graça e méritos nos salvem; a graça de Cristo é a única esperança de salvação.”

“Olhamos para nós mesmos, como se tivéssemos poder para nos salvar; mas Jesus morreu por nós porque somos incapazes de isso fazer. NEle está nossa esperança, nossa justificação, nossa justiça.”

“Se sois conscientes de vossos pecados, não dediqueis todas as vossas faculdades a lamentá-los, mas olhai [para Jesus – aqui ela comenta João 3:14, 15] e vivei.” [Que conforto para o pecador cansado!]

“Ninguém que confie em Seus méritos [de Jesus] será deixado a perecer”.

“Vinde a Jesus, e tereis descanso e paz. Podeis ter agora mesmo essa bênção. Satanás sugere que sois desamparados, que não podeis abençoar-vos a vós mesmos. E é verdade; sois desamparados. MAS exaltai a Jesus diante dele: ‘Tenho um Salvador ressurgido. NEle confio, e Ele nunca permitirá que eu seja confundido. Em Seu nome triunfarei. Ele é minha justiça e minha coroa de glória’. Que ninguém aqui julgue que seu caso seja esperança; porque não é.”

“Precioso Salvador! Seus braços estão abertos para receber-nos, e Seu grande coração de amor está à espera para nos abençoar.”

“Jesus tem prazer em que O procuremos da maneira como estamos: pecadores, desamparados, dependentes. O arrependimento, assim como o perdão [justificação], é um dom de Deus… é a graça de Deus que torna o coração penitente.” [arrependido, desejoso de perdão]

“… só encontrarão descanso quando depuserem seus fardos aos pés de Jesus”.

“Nada podemos fazer, ABSOLUTAMENTE NADA, para nos recomendar ao favor divino… mas quando, como seres erradios e pecadores, nos chegamos a Cristo [não à Lei], encontramos descanso em Seu amor. Deus aceitará a cada um dos que se chegam a Ele…”.

“Pode não haver êxtase de sentimentos, mas haverá uma duradoura e pacífica confiança.”

[Fonte: Ellen White, Testemunhos para a igreja, cap. 5: “Cristo nossa justiça”]

Convido aos irmãos de todas as igrejas a se perguntarem: onde há “salvação pelas obras” nessas citações?

Espero que, após esses esclarecimentos, nenhum irmão sincero caia na “tentação” de dar crédito a comentários de autores que nada (ou pouco) sabem sobre a teologia adventista.

Leandro Quadros.

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Ellen White não é uma “segunda Bíblia” – 1 Crônicas 29:29

Fico impressionado com tamanha desinformação que se espalha no mundo religioso a respeito das crenças dos Adventistas do Sétimo Dia. Uma das acusações que mais recebo é a de que “os sabatistas fazem de Ellen White uma segunda Bíblia”. Fico triste em ver que muitos irmãos preferem dar crédito à informações de “terceiros” ao invés de irem “direto na fonte”.

A seguir disponibilizarei aos internautas algumas citações da própria Ellen White sobre a autoridade da Bíblia. Lia-as num dos programas na TV, ao vivo. Em seguida, vou explicar a qual classe de profetas Ellen White pertence a fim de que isso fique esclarecido de uma vez por todas.

Postarei mais documentos sobre o assunto, mas, a princípio, creio ser o suficiente. Vamos lá:

Citações de Ellen White sobre a Bíblia

Para que inverdades não sejam espalhadas na internet (como têm sido), quero que os irmãos que acessam este blog procurem ler alguns trechos do capítulo 14 do livro Conselhos Para a Igreja. Quem ler tal capítulo e continuar acusando os Adventistas de terem uma “segunda Bíblia”, faz parte dos mentirosos mencionados em Apocalipse 22:15. Desculpe-me, mas, tenho que ser franco.

Diz a autora (inicialmente, algumas citações do cap. 13 do referido livro):

Nas Escrituras, milhares de gemas da verdade se encontram ocultas para o pesquisador superficial. Jamais se esgota a mina da verdade”

“Cristo e Sua Palavra estão em harmonia perfeita”.

“Se o povo de Deus apreciasse a Sua Palavra, teríamos um Céu na igreja, aqui na Terra”.

Dia a dia você deve aprender alguma coisa nova das Escrituras”

“Pais, se quiserem educar seus filhos para servir a Deus e fazer o bem no mundo façam da Bíblia o seu guia

“Sem a guia do Espírito Santo estaremos continuamente sujeitos a torcer as Escrituras ou a interpretá-las erradamente” - págs. 87-89.

A Bíblia é completa?

Com certeza. É nisso que os Adventistas e Ellen White acreditam:

“Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.” Provérbios 30:5-6.

A Palavra de Deus é suficiente para iluminar o Espírito mais obscurecido, e pode ser compreendida por todo aquele que sinceramente deseja entendê-la” – Pág. 93 (Capítulo 14, do livro supracitado. Casa Publicadora Brasileira, 2007).

A que grupo de profetas Ellen White faz parte?

Aos profetas não canônicos, ou seja: aqueles que não têm livros na Bíblia:

“Os atos, pois, do rei Davi, tanto os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas, registrados por Samuel, o vidente, nas crônicas do profeta Natã e nas crônicas de Gade, o vidente” 1 Crônicas 29:29.

“Quanto aos mais atos de Salomão, tanto os primeiros como os últimos, porventura, não estão escritos no Livro da História de Natã, o profeta, e na Profecia de Aías, o silonita, e nas Visões de Ido, o vidente, acerca de Jeroboão, filho de Nebate?” 2 Crônicas 9:29.

“Quanto aos mais atos de Roboão, tanto os primeiros como os últimos, porventura, não estão escritos no Livro da História de Semaías, o profeta, e no de Ido, o vidente, no registro das genealogias? Houve guerras entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias.” 2 Crônicas 12:15.

Em 2 Samuel 12, vemos que Davi aceitou o profeta Natã – mesmo não tendo livros na Bíblia – com a mesma autoridade profética que os demais (não existem “graus de inspiração”. Uma pessoa é inspirada por Deus ou pelo diabo).

Qual o objetivo dos escritos de Ellen White? Complementar a Bíblia?

De forma alguma. Deixemos que ela mesmo responda:

“Os Testemunhos [livros e demais escritos dela] não estão destinados a comunicar nova luz; e sim imprimir fortemente na mente as verdades da inspiração que já foram reveladas

“Os Testemunhos não têm por fim diminuir a Palavra de Deus, e sim exaltá-la (outros livros fazem isso!) e atrair para ela as mentes, para que a bela e singeleza da verdade possa impressionar a todos” - pág. 93.

“Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos “últimos dias”; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica. Assim tratou Deus com Pedro, quando estava para enviá-lo a pregar aos gentios. Atos 10″ – Primeiros Escritos, pág. 78.

Sendo que Ellen White:

1) Não é um complemento à Bíblia;
2) Faz parte da lista de profetas não canônicos;
3) Os livros dela têm como objetivo nos levar à Bíblia (outros autores escrevem sobre a Bíblia para isso)

E que:

1) O dom profético foi prometido para os últimos dias, mesmo tendo nós a Bíblia (Atos 2:17, 18);
2) Sem profecia o ser humano se corrompe (Provérbios 29:18).

Não vejo contradição em aceitar a Bíblia como regra de fé e os escritos de Ellen White como meio de Deus para conduzir as mentes À BÍBLIA SAGRADA.

Isso em nada altera a supremacia da Palavra de Deus!

Depois dessas citações da própria escritora (e das informações bíblicas), alguém será tão corajoso a ponto de continuar afirmando que “Ellen White é uma segunda Bíblia para os Adventistas”?

Com carinho,

Leandro Quadros.

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Miguel não é mais que um título do Divino Jesus!

O nome Miguel significa: “Quem é semelhante a Deus?”. É um desafio a satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, se refere à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. Para nossa felicidade eterna, Miguel sempre sai vitorioso. Leia: Judas 9; Daniel 10:13, 21;12:1; Apocalipse 12:7.

Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa “semelhante a Deus”, no original e para a cultura hebraica, entendemos que “semelhante” significa “igual” (ver João 5:18; 19:7).

Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Divindade dEle. Por isso, é injusta a comparação que alguns “apologistas” modernos fazem entre os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, que usam o argumento de que Cristo é “Miguel” para “provar” que Ele é uma “criatura”.

Sendo Jesus chamado de o “arcanjo” (e até de anjo algumas vezes, como veremos a seguir) nas Escrituras, isto não O torna “anjo” no sentido de criatura, assim como o fato de Ele ser chamado de cordeiro (João 1:29) e leão (Apocalipse 5:5) não o torna animal. Da mesma forma que estes nomes simbólicos se referem a determinadas funções de Jesus, os termos “arcanjo” e “anjo”, também. Anjo significa “mensageiro” e Jesus é o “mensageiro de Deus Pai” à humanidade, o Mensageiro que comunica as boas notícias de Salvação!

Portanto, para os Adventistas do Sétimo Dia e demais cristãos ortodoxos, Jesus é Deus no mais pleno sentido da palavra. A Bíblia não deixa dúvidas: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. João 1:1-3. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João 1:14. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Colossenses 1:15-17. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2:5-11.

E o texto de Judas 9? Se o aplicarmos a Jesus não estaríamos rebaixando a Sua autoridade perante Satanás?

“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” Judas 1:9.

Este texto não rebaixa a autoridade de Jesus, mas contém uma preciosa lição para nós cristãos. Cristo, mesmo sendo Deus, não respondeu a diabo da mesma forma: não se rebaixou a ponto de proferir palavras de difamação ao diabo, mesmo (Cristo) falando com autoridade. A natureza perfeita de Jesus não permite que Ele faça uso do mesmo comportamento do inimigo (proferir palavras malignas, juízo infamatório, como diz o texto – compare-o com Filipenses 2:5-8 e veja o contraste entre caráter de satanás e o caráter humilde de Cristo).

Em certa ocasião, Deus Pai, mesmo sendo poderoso, não optou por expulsar de vez Satanás de Sua presença. (Ler Jó 1:6-12). Do mesmo modo que o Pai não perdeu Sua autoridade Divina por ter permitido que Satanás dialogasse, Jesus não perde a autoridade dEle pelo fato de deixar o diabo falar e por não querer (Jesus) fazer parte daquele tipo de palavreado maldoso. Jesus é um Deus de classe.

Leia Zacarias 3:1-8, especialmente o verso dois. Poderá confirmar que o “Anjo do Senhor” (termo usado em referência ao próprio Cristo) é Miguel em Judas 9.

E Daniel 10:13? A expressão “um dos primeiros príncipes” não estaria sugerindo que há outros no mesmo pé de igualdade que Miguel, ou seja, que este ser é um anjo mesmo?

Conquanto Miguel seja chamado de “um dos primeiros príncipes” isso não O coloca no mesmo pé de igualdade que os demais anjos. No Céu há uma hierarquia de anjos (há querubins, serafins…), cada um com um papel a desempenhar na adoração a Deus e no plano da salvação (Hebreus 1:14). Se Jesus escolheu alguns anjos para serem príncipes com Ele no governo dos demais anjos (sendo Ele o Príncipe Supremo), que problema haveria em Ele ser chamado de “um dos primeiros príncipes”? Não há dificuldades em Jesus ser o Príncipe Principal (por ser Deus) e estabelecer outros seres abaixo dele, com o mesmo nível de governo, para dirigir os anjos. Isto em nada afeta a autoridade Divina do nosso Salvador.

O pastor americano Mark Finley em seu livro Revelando os Mistérios de Daniel, pág. 125, traz uma informação importante: há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”.

Interessante é que não são apenas os Adventistas do Sétimo Dia que identificam Miguel com Jesus Cristo. Comentaristas como João Calvino, Matthew Henry, entre outros, tiveram a mesma opinião! (Disponibilizarei no blog várias citações deles que constam no livro “Questões Sobre Doutrina” – Casa Publicadora Brasileira).

Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel de “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando estes textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31 (preste atenção no termo “príncipe”), não podemos ter dúvidas de que o Ser mencionado em Daniel 10:13 mencionado é Cristo.

1ª Tessalonicenses 4:16 relaciona a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (João 5:28, 29). Esta é outra evidência de que Miguel tem de ser um dos nomes de honra do Salvador.

“A literatura judaica descreve a Miguel como o mais elevado dos anjos, o verdadeiro representante de Deus, e o identifica como “anjo de Yahweh”, o qual se menciona com freqüência no Antigo Testamento como um ser divino” (Dicionário Bíblico Adventista do 7º Dia [CD ROM, espanhol]).

Daniel é a maior evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Divino Jesus

O livro de Daniel, a meu ver, apresenta a maior das evidências de que o nome “Miguel” deve obrigatoriamente ser aplicado a Cristo. Temos neste livro quatro grandes blocos proféticos que dão ênfase a Jesus e ao Seu reino. Estes blocos proféticos nos ajudam a entender o livro, seu propósito e também a descobrir quem é o personagem principal das profecias da Bíblia. Veja:

CAPÍTULO 2: Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua;

CAPÍTULO 7: Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai);

CAPÍTULO 8: Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes;

CAPÍTULOS 10-12: Jesus aparece como Miguel, o libertador.

Veja que interessante: se Miguel não fosse Jesus, o sincronismo do livro de Daniel (apresentado em seus blocos proféticos) seria quebrado! É muito estranho imaginarmos que nos três primeiros blocos proféticos o centro é Jesus enquanto que no último o personagem principal é um “ser criado”.

Todos os blocos proféticos terminam com a manifestação de Cristo e do Seu reino. Por isso, para que o sincronismo do livro de Daniel seja mantido, Miguel tem que ser um dos nomes de Jesus. Além disso, deve-se destacar que o conflito entre o bem e o mal se dá entre Cristo (Deus) e lúcifer (criatura) e não entre dois seres criados (ver Apocalipse 12:7-9).

Se Jesus é Deus, como pode ser chamado de Arcanjo?

Ao compreendermos o sentido etimológico da palavra “arcanjo”, este aparente problema é resolvido. No grego, “arcanjo” significa “chefe dos Anjos”. Este título não precisa necessariamente referir-se apenas a um ser criado, assim como ocorre com o termo “anjo” – mensageiro (vimos isso anteriormente). É aceito entre os comentaristas (inclusive não-adventistas) que Jesus Cristo é o “Anjo do Senhor” mencionado no Antigo Testamento (ver Gênesis 16:7; 18:1, 2, 13 e 19; Êxodo 3:2-5; 23:20-33; 32:34; Juízes 6:11-24; 13:21-22. Eis uma nota explicativa da Bíblia de Estudo Almeida sobre Êxodo 3:2 [Sociedade Bíblica do Brasil]: “O Anjo do Senhor (mensageiro ou enviado) não é aqui um ser distinto do próprio Deus (conferir verso 4), mas Deus mesmo, enquanto se faz presente para comunicar uma mensagem”.

Do mesmo modo que Cristo não se torna uma criatura ao ser chamado de “Anjo do Senhor” (na verdade Ele é o “mensageiro”, de Deus Pai à humanidade), o mesmo ocorre quando é designado de arcanjo. Sendo que Ele é o Criador, automaticamente é o “Chefe Supremo”- Arcanjo – de todos os anjos.

A expressão “arcanjo” aparece apenas em passagens apocalípticas, onde Cristo está em direto confronto com satanás. Não há base bíblica para crermos que este termo aplique-se a um anjo, um ser criado. É difícil provar pela Bíblia a ideia de que arcanjo seria uma “classe de anjo”, mesmo que um dos significados da palavra possa ser “anjo chefe”. Como sabemos, não devemos basear um ensino apenas no significado das palavras: um conjunto de textos bíblicos que esclareçam um ponto também deve ser considerado.

Com isto, podemos ver que a posição Adventista a respeito do “Arcanjo Miguel”, levando em conta não apenas o sentido do termo, mas também outros textos paralelos, em nada afeta a suprema e absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo. (1 João 5:20; Hebreus 1:1-3, etc).

Um abraço,

Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico

39Comentários

“O Pr. Alejandro Bullón não crê na Trindade”

Essa é uma afirmação tendenciosa de alguns dissidentes que tentam usar o grande evangelista Alejandro Bullón como “referência” para “apoiar” a apostasia deles. Veja a seguir o esclarecimento a alguns parágrados do livro dele que são distorcidos (ou mal lidos…).

O Pr. Bullón, em muitos dos sermões dele demonstrou crer no Espírito Santo como sendo Deus e um Ser Pessoal (Atos 5:3, 4; 13:2, 15:28, etc). Se tivesse escrito algo contra a Trindade (como alegam alguns dissidentes), jamais teria sido o evangelista da Divisão Sul-americana!

Vou lhe ajudar a entender a declaração do livro dele (“O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse” – Casa Publicadora, 1999), nas páginas 41 e 42:

1) Na pág. 41 (último parágrafo), ele fala que “doutrinas estranhas” misturavam-se às doutrinas bíblicas no período da igreja representado pelo “cavalo vermelho” (Apocalipse 6:4);

2) Na mesma página, o Pr. Bullón muda o termo antes de mencionar a doutrina da Trindade (entre outras): ele escreve “entre as doutrinas em conflito”. Em seguida, afirma: “Entre as doutrina em conflito [veja: não "entre as doutrinas estranhas"], podemos mencionar: o pecado original, a Trindade, a natureza de Cristo…” (pág. 42). O conflito existiu por que o Arianismo negava a Divindade de Cristo, enquanto que a maioria dos cristãos sempre a aceitaram.

Portanto, o Pr. Bullón menciona a doutrina da Trindade não “entre as doutrinas estranhas”, mas sim “entre as doutrinas em conflito” – e isso porque as diferentes crenças em relação à Trindade causaram mesmo controvérsias, nos primórdios da igreja.

O Pr. Bullón crê na Trindade, assim como todo Adventista do Sétimo Dia esclarecido.

Um abraço e conte comigo sempre,

Leandro Quadros.

147Comentários

“O movimento adventista é falso”

Foi isso o que um internauta “afirmou” neste blog. Como esse espaço é democrático, aprovei o comentário dele e fiz a minha análise sobre a tal “afirmação”. Vamos ao debate que se inicia (e espero que perdure…):

Se existe um só erro, ou melhor, se houver apenas um só desvio da sã doutrina, como ensinada na Bíblia, então o movimento é falso. Ora, é conhecido o desvio doutrinário da IASD a respeito dos mortos, do milênio, do significado do sábado, e a insensatez desse culto à sua profetisa Sra. Ellen G. White. Pode-se dizer o mesmo com respeito às Testemunhas de Jeová, aos Mórmons, aos Católicos romanos, e assim por diante. Todos esses movimentos possuem em seu corpo doutrinário desvios em relação à sã doutrina bíblica. Mas certamente Deus tem um povo em cada uma dessas igrejas, a despeito de seus ensinos fraudulentos, como profetizado nas cartas de Apocalipse 2 e 3. A única saída dessa gente é deixar essas igrejas falsas, o que só poderá ocorrer quando as profecias começarem a se cumprir. Por ora, cumpre-se a profecia que declara: “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Cor 11:19). Antônio Freire, comentário enviado ao blog.

Caro Antônio César,

Com base no quê você afirma que “é conhecido o desvio doutrinário da IASD…”? Na leitura de livros e “sites apologéticos” que nada sabem sobre nossa doutrina ou história denominacional; ou por meio da leitura de algum livro nosso ou entrevista com nossos líderes?

Um dia, o grande apologista Walter Martin, depois de escrever tantas coisas contra nós, resolveu ir “direto na fonte” para entender nossas doutrinas. E a conclusão dele foi a de que os Adventistas são cristãos sinceros que, apesar de possuírem doutrinas distintivas, têm em seu credo as crenças ortodoxas e inegociáveis do cristianismo, entre elas:

1) Deus é o Criador de todas as coisas e a Divindade é composta de uma Trindade (João 1:1-3; Judas 1:20);
2) Jesus é Deus no mais pleno sentido da Palavra (Colossenses 2:9);
3) O Espírito Santo é uma Pessoa Divida (Atos 13:3; 5:4);
4) Jesus Cristo encarnou, morreu na cruz, ressuscitou e ascendeu aos Céus (1 Coríntios 15; Atos 1:9-11);
5) A Bíblia é nossa única regra de fé e prática. Ellen White JAMAIS foi uma “segunda Bíblia” como falsamente dizem por aí(Gálatas 1:8);
6) O homem é justificado unicamente pela fé em Cristo (Romanos 5:1);
7) O homem é santificado pelo Espírito Santo (Hebreus 12:14; João 16:8-10);
8)Haverá um juízo (2 Coríntios 5:10);
9) Jesus voltará em glória e majestade (Apocalipse 1:7).

Recomendo que leia nesse blog o artigo que mostra não sermos uma seita e que analise os escritos de Ellen com os olhos de um estudioso que busca o conhecimento. Não faça como muitos que procuram ganchos para pendurarem os próprios preconceitos.

Deixo-lhe um texto para reflexão e ficarei no aguardo de suas considerações e refutações ao que escrevi.

“Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” Atos 24:14.

Cordialmente,

Leandro Quadros.

48Comentários

Como os funcionários da TV Novo Tempo guardam o Sábado?

“Se o Sábado é do Senhor e não devemos realizar nenhuma tarefa, como vocês fazem para a TV Novo Tempo ir ao ar aos Sábados? Grata e que Deus os abençoe.” H. H, por e-mail.

Olá, amiga,

Obrigado por acompanhar o programa “Na Mira da Verdade”. Sua pergunta é muito importante e, sempre que precisar de maiores esclarecimentos, se sinta à vontade para manter contato.

Realmente, o Sábado – e não o domingo – é o dia do Senhor, como podemos ver nos seguintes textos (entre outros):

“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs” Isaías 58:13.

“Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança” Isaías 56:4.

“De sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” Marcos 2:28.

Vemos também que o mandamento foi dado não apenas para os judeus, mas também para os “eunucos”, “estrangeiros (ler Isaías 56:1-8) e para “o homem” – ser humano. Alem disso, Isaías 56:4 afirmou que guardar o Sábado agrada a Deus.

E, no mandamento, percebemos que nenhum trabalho deve ser feito no dia que Deus abençoou e santificou (Gênesis 2:1-3) para que nele ficássemos 24h com Jesus:

Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” Êxodo 20:8-11.

Todavia, como nós observamos o Sábado aqui na TV Novo Tempo?

Primeiramente, é importante sabermos que o tipo de trabalho que Deus proíbe é o secular, aquele que realizamos todos os dias para “ganhar o pão”. Fazer o bem ao próximo (Mateus 12:12) e pregar o evangelho (Lucas 4:16) é lícito aos Sábados, pois, têm a ver com a espiritualidade do dia.

Depois desse esclarecimento, posso mencionar a você alguns procedimentos que adotamos para observar o Sábado na TV Novo Tempo:

1) Deixamos todos os programas gravados com antecedência e, em raras exceções fazemos algum ao vivo nesse dia. E, quando é feito no Sábado, é programa evangelístico;

2) Os escritórios não funcionam. Não há movimentações bancárias, pagamentos de contas, recebimentos, vendas, etc. Nada do que é contábil (ou de limpeza) funciona;

3) Só fica uma pessoa na sala de transmissão – sem trabalhar como nos demais dias – apenas para trocar as fitas com os programas gravados e avisar ao técnico caso o sinal fique fora do ar (as pessoas não podem ficar sem a mensagem do evangelho!).

4) Há uma escala de revezamento para que os que trabalham no setor de transmissão (colocando as fitas dos programas gravados) exerçam até mesmo o trabalho missionário deles com equilíbrio, de modo que possam ter tempo para o descanso.

Esses são alguns procedimentos adotados (há outros) e espero que tenham sido úteis no esclarecimento de sua dúvida. Qualquer coisa pode voltar a me escrever – ok?

Um abraço e que Deus lhe abençoe ricamente,

Leandro Soares de Quadros
Jornalista – consultor bíblico

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Existe ou não uma Verdade Absoluta?

Professor: assisti um documentário de TV onde o adventista William Miller é apresentado como alguém que se aproveitou financeiramente de seus seguidores. E um site na internet faz denúncias pesadas a Ellen G. White.

Professor, como no campo religioso alcançar a verdade? Cada religião, valendo-se de seus livros sagrados, afirma que estes confirmam o que ela prega e os outros é que interpretaram mal. Já assisti a pessoas de 3 diferentes confissões cristãs usando a Bíblia e dizendo cada uma que sua leitura é que estava certa e as outras erradas.

Ora, em ciência não há esse impasse. A lei da gravidade, por exemplo, vale para ateus e crentes, cristãos e não-cristãos, crédulos e céticos, ocidentais e orientais, etc. Qualquer um desses que de se jogar de um décimo andar irá se esborrachar no chão. Ou seja: a verdade científica não precisa de nossa aceitação. Ela é universal. Mas, e a verdade religiosa? Qual o critério objetivo para a fé, se é que ele existe? Dois teólogos, por exemplo, um adventista e um católico – reivindicará cada um o acerto de suas palavras, valendo-se da Bíblia. A verdade fora do campo científico será – como diz meu professor de filosofia – mera construção humana, cada um tendo a sua?

Obrigada.A. R, São Paulo. Por e-mail.

Olá, amiga,

É uma satisfação receber seu e-mail. É bom ver pessoas como você que buscam diretamente conosco informações sobre nossa história denominacional, por exemplo.

Antes de comentar sobre o alcançar verdade absoluta no campo religioso (e filosófico), permita-me escrever sobre William Miller. O documentário apresentado na TV não condiz com as informações histórias registradas em TODOS OS LIVROS QUE TRATAM DA HISTÓRIA DO ADVENTISMO. Miller era um pregador BATISTA (nunca se tornou um Adventista do Sétimo Dia, pois, rejeitava crenças nossas como: sono da alma durante a morte, guarda do Sábado, etc) que nunca fez uso de recursos alheios para pregar a mensagem dele. As viagens que fazia eram feitas a cavalo, a pé, e jamais “se aproveitou financeiramente” dos irmãos dele na fé. Recomendo a leitura do livro “História do Adventismo” de C. Merwyn Maxwell, doutor em História Eclesiástica. Sinceramente, duvido (como jornalista) que os produtores do documentário citado tenham feito isso… Uma pesquisa em que haja o CRUZAMENTO DE FONTES (entrevistando um adventista e outro historiador não adventista) – algo ESSENCIAL para o bom jornalismo.

A respeito de Ellen White, há muitos sites na internet que dizem coisas pesadas sobre ela. O maior motivo é a forma como os irmãos de outras igrejas entendem o MODELO DE INSPIRAÇÃO utilizado por Deus para comunicar as mensagens dos profetas na Bíblia. Podemos falar sobre isso em e-mails posteriores, mas, para adiantar, disponibilizei algumas refutações às acusações feitas a Ellen White no blog do programa: www.novotempo.org.br/namiradaverdade Em breve, disponibilizarei um total de 10 artigos (estou elaborando-os) onde abordarei as principais críticas feitas a ela – por ignorância ou maldade (mostrarei textos onde são feitas verdadeiras ELIPSES para colocar-se palavras na boca dela…).

Sobre a Verdade no campo religioso, realmente não é uma coisa fácil saber onde ela está sem um estudo da Bíblia profundo, pois, as mais de 40.000 religiões e seitas diferentes afirmam ter tal Verdade. Todavia, existe uma promessa na Bíblia que traz conforto para aquele que tateia em meio a tantas doutrinas e filosofias: “SE alguém QUISER FAZER A VONTADE DELE, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” João 7:17. Em resumo o texto diz: SE uma pessoa for sincera o bastante em QUERER fazer a vontade de DEUS, Ele não a deixará confusa! Apego-me a essa promessa todos os dias e sou muito feliz em ver a direção de Deus na minha vida.

Mas, como disse no primeiro programa, na noite de 25 de março de 2009, existe uma Verdade Absoluta com base no pressuposto que se encontra em 2 Coríntios 13:8: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.”

Perceba: a Bíblia nos diz que nada pode ser feito contra a verdade (apesar de alguns tentarem contra ela) e, por isso, temos a certeza de que o programa “Na Mira da Verdade” será uma ferramenta nas mãos de Deus para lhe ajudar a perceber que, apesar de nossa era pós-moderna dizer que “não existe uma verdade absoluta”, a existência de uma Verdade absoluta é bem real porque está alicerçada em duas bases:

1º: Na Bíblia, que afirma ser a Verdade Absoluta é uma Pessoa: Jesus Cristo – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6.

E, em torno dessa Pessoa, giram outras verdades que fazem parte do corpo absoluto de Verdades Divinas;

2º: Na Filosofia que diz categoricamente: “duas coisas contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo”. Portanto, não há duas verdades! (Ver GEISLER, Norman. TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Vida Acadêmica, 2004).

Tendo essas duas bases em mente, é possível afirmar – sem medo de cometer erros – que (1) se a Verdade absoluta é uma Pessoa imutável (Hebreus 13:8) e que (2) duas coisas que se contradizem não podem ser verdadeiras o mesmo tempo, isso significa que existe apenas uma Verdade Absoluta e que nem todos os caminhos conduzem a Deus (isso é bíblico. Leia Jeremias 21:8 e Mateus 7:13, 14).

Portanto, quando seu professor de filosofia disser que “A verdade fora do campo científico será mera construção humana, cada um tendo a sua”, pergunte a ele se ELE ESTÁ ABSOLUTAMENTE CERTO. Sim, pois, se ele estiver ABSOLUTAMENTE CERTO EM RELAÇÃO AO QUE ELE DISSE, então existe uma Verdade Absoluta!

Caso ela diga que a verdade é “relativa”, questione-o com calma: “isso que o Sr. está dizendo TAMBÉM É RELATIVO?” Percebeu? A própria filosofia – quando levada a sério – derruba o argumento de que não existe absolutismo e de que existe o relativismo!

Indique para o seu professor a leitura do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, do Dr. Norman Geisler – editora Vida Acadêmica (ex-ateu, doutor em filosofia e em teologia). Também poderá pedir para ele analisar o livro “Um Ateus Garante: Deus Existe” – Ediouro. Com base nas próprias análises filosóficas, Antony Flew, considerado o melhor filósofo nos últimos 100 anos (é vivo, com cerca de 80 anos de idade) passou a acreditar em Deus e a refutar os argumentos como os apresentados por seu professor depois de ele mesmo (Flew) ter combatido a teologia durante 50 anos!

Quando a amiga afirmou que “em ciência não há esse impasse”, isso está certo em parte. Realmente, a Lei da Gravidade funciona para todos. Mas, e a questão da origem da vida, por exemplo? Para alguns cientistas somos frutos do acaso (macroevolução); para outros, de um projeto (teoria do Designer Inteligente, do ex-evolucionista Michel Behe) e, para outros, de uma Criação. Como disse o grande biólogo Edwin Conklin: “a probabilidade de a vida originar-se por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo surgir como resultado da explosão de uma tipografia”.

A própria ciência é cíclica e, verdades que hoje são verdades, amanhã se tornam ultrapassadas. Graças a Deus por não ser assim no campo religioso no que diz respeito às DOUTRINAS FUNDAMENTAIS (como a Salvação por meio de Jesus Cristo – João 3:16), pois, do contrário, ninguém saberia como ser salvo.

Todavia, há assuntos até mesmo na teologia que vêm a ser conhecidos de maneira mais plena – assim como na ciência (detalhe: teologia também é ciência) após investigação, com o passar do tempo.

O conhecimento humano em qualquer área precisará se desenvolver, até mesmo no campo religioso. Mas, Verdades Absolutas ensinadas na Bíblia são inegociáveis porque vêm de um Deus Verdadeiramente Absoluto: Jesus Cristo (João 14:6).

Analise com carinho o que escrevi e continuaremos em nosso diálogo saudável.
Conheça sobre Cristo e as Verdades conceituais que giram em torno dEle (que nos ajudam a compreender o Seu caráter sublime) serão conhecidas por você mesma que existam tantas religiões.

Um abraço e tenha uma ótima semana,

Leandro Quadros
Jornalista

42Comentários

A igreja Adventista é uma seita?

Evangélicos são considerados aqueles que aceitam as doutrinas essenciais da Bíblia, principalmente as que dizem respeito à Cristo.

Veja o que escreveu Eddie Gibbs, um renomado escritor evangélico em seu livro Church Next (Downers Grove, IL: Inter Varsity Press, 2000) à página 54:

“Podemos definir igrejas evangélicas como aquelas que têm se comprometido com certos fundamentos teológicos inegociáveis. Isto inclui:

“1) A natureza de Deus revelado como três em uma Trindade;

“2) A singularidade de Jesus Cristo como o Filho de Deus, que é completamente divino, contudo, tornou-se plenamente humano através de Sua encarnação;

“3) Os evangélicos mantêm a crença de que Deus escolheu revelar-Se a Si mesmo para a humanidade através dos atos poderosos dEle e palavra falada fielmente registradas nas Escrituras e supremamente revelada na pessoa de Cristo;

“4) Eles insistem na necessidade universal de salvação e na singularidade do trabalho salvador de Cristo para trazer perdão, livramento, regeneração, adoção e santificação;

“5) Eles são encorajados pela segura esperança do retorno pessoal de Cristo;

“6) Afirmam que todas as pessoas irão postar-se diante de Deus no julgamento final;

“São estas convicções inamovíveis que constituem a base para a dedicação dos evangélicos à evangelização mundial”.

Perceba que os Adventistas do Sétimo Dia possuem todas essas qualidades essenciais em seu corpo doutrinário. Para comprovar isso, sugerimos a leitura do livro “Nisto Cremos” (Editora Casa Publicadora Brasileira) que esboça de maneira mais detalhada as nossas 28 doutrinas.

O termo “seita” se refere ao um grupo de pessoas com doutrinas diferentes da maioria ou a alguma denominação que possui doutrinas erradas. Veja que o termo pode ter tanto um sentido bom quanto um pejorativo. Infelizmente, em nossos dias os Adventistas são chamados de “seita” não por terem suas doutrinas peculiares (Doutrina do Santuário Celestial e do Juízo Investigativo, Cuidado do Corpo como sinal de espiritualidade, Mortalidade da alma e dom profético na pessoa de Ellen G. White), mas com o sentido pejorativo da Palavra. Isso faz com que muitas pessoas deixem de estudar aquilo que ensinamos simplesmente pelo medo de lidar com uma “seita”. Ou seja: a acusação de muitos religiosos aos Adventistas é para afastar as pessoas e impedir que elas conheçam outras verdades que, consequentemente, trariam grandes benefícios à vida espiritual do crente.

Mas todo aquele que se aproxima de um Adventista para sinceramente descobrir no que ele acredita, sai com a certeza de que exaltamos a Jesus e a Palavra dEle. Portanto:

• Alguns falam mal dos Adventistas por falta de informação;
• Outros, talvez o façam sendo sinceros, mas estão enganados.

No sentido ruim do termo, seita é todo o movimento que não aceita toda a Bíblia (e suas principais doutrinas, mencionadas acima) como regra de fé e não aceita a Jesus como Salvador e Deus.

Veja algumas características de uma seita:
1. Substitui a Jesus por um líder humano ou nega a divindade Dele;
2. Substitui a Bíblia pelas tradições humanas ou por crenças consideradas heresias na Bíblia;
3. Usa da coerção para fazer com que seus seguidores sigam suas opiniões, bloqueando assim liberdade de escolha destes.

Existem as “seitas” e as “falsas religiões”. Ambas são maléficas. A igreja Adventista não se encaixa em nenhuma destas categorias como poderá ser visto brevemente mais abaixo.

É preciso lembrar que estamos todos imersos na grande guerra entre o bem e o mal. Como numa guerra real, existe a informação e a contra-informação. Satanás, o inimigo de Deus, quer conseguir com que o erro pareça ser verdade e a verdade pareça ser erro. Por isso, precisamos pedir ao Espírito Santo que nos dê iluminação para discernirmos todas as coisas: “Por esse motivo, desde o dia em que ficamos sabendo de tudo isso, nunca paramos de orar em favor de vocês. Pedimos a Deus que encha vocês com o conhecimento da sua vontade e com toda a sabedoria e compreensão que o Espírito de Deus dá”. Colossenses 1:9.

O próprio Apóstolo Paulo foi acusado de pertencer a uma seita. Veja: “Porém confesso-te que, segundo o caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” Atos 24:14.

Se Paulo, apóstolo de Cristo, foi acusado de fazer parte de uma seita, isto também pode ocorrer com os Adventistas e com muitas outras religiões sérias que fazem da Palavra de Deus sua única regra de fé e prática (nesse caso fico até feliz quando dizem que sou sectário, pois o sou considerado por causa das mesmas crenças de Paulo, no tocante a Lei e ao Antigo Testamento!)

O fato de Paulo ser acusado de pertencer a uma seita não demonstra que ele fosse um sectário. Nós sabemos que ele seguia o caminho ensinado por Jesus e os apóstolos. Do mesmo modo, o fato dos Adventistas serem chamados de “seita” (no sentido pejorativo da palavra) não faz com que eles sejam de fato uma religião de segunda categoria. Unicamente os procedimentos e doutrinas é que poderão conferir-lhes este estigma ou não.

Quem estuda sobre os Adventistas nas fontes certas, passa a ter outra compreensão sobre eles

É bom lembrar que muitos evangélicos, após verificarem os fatos (algo que todo pesquisador sincero deve fazer), mudaram seu ponto de vista em relação aos Adventistas.

A Revista Eternity (para um comentário mais abrangente sobre este artigo ver: “Subtilezas do Erro”, de Arnaldo B. Christianini. Casa Publicadora Brasileira, 1981) designou um redator membro da Igreja Batista para realizar uma pesquisa imparcial e profunda na mensagem dos Adventistas do Sétimo Dia. Eis o resultado de seu pronunciamento insuspeito exposto no número de outubro de 1956, pág. 38 da citada revista:

“Este redator leu todas as publicações antiadventistas publicadas nos últimos 57 anos arroladas no catálogo da Biblioteca do Congresso e da Biblioteca Públicas de Nova York. Menos de 20 por cento daquelas obras são atuais ou contêm a exata posição dos Adventistas do Sétimo Dia como é pregada e publicada nos dias atuais.

“Minha pesquisa resultou em descobrir o fato de que não somente muitas citações inverídicas relativas àss primeiras publicações adventistas foram expurgadas das atuais publicações, mas que muito dos críticos do adventismo do sétimo dia faziam uso constante e condenado pela ética, do processo chamado “elipse” – mutilação de parte da frase, e ás vezes de parágrafos inteiros entre dois períodos – a fim de forjarem a acusação de que os adventistas sustentam idéias que, em verdade, rejeitam com veemência”.

Conclui o pesquisador:

“Este redator de modo algum é adventista do sétimo dia e tampouco – como batista que é – poderia sustentar as doutrinas distintivas dos adventistas… porém, um estudo imparcial dos fatos cobrindo um período de sete anos, entrevistas com líderes da igreja adventista, e, sobretudo, através de conhecimentos de uma infinidade de publicações adventistas e de publicações contra eles, conduziu-me como pesquisador a crer que um reexame da crença do adventismo do sétimo dia é necessidade imperiosa nos círculos evangélicos ortodoxos de nossos dias”.

O pastor Walter Martin, polemista e escritor batista norte-americano, escrevera, no passado, muita inverdade (por má informação) contra os Adventistas. Após investigação honesta sobre a exata posição doutrinária dos cristãos que guardam os mandamentos de Deus, publicou recentemente um livro de grande repercussão nos meios evangélicos, intitulado “The Truth About Seventh – Day Adventism” (“A Verdade a Respeito do Adventismo do Sétimo Dia”), em que se penitencia de muitos exageros e incorreções em que incidira em relação a nós. Embora discordando de pontos doutrinários que sustentamos, escoimou-se das invencionices e acusações gratuitas, chegando á seguinte conclusão: “os adventistas são cristãos genuínos, crentes em Cristo, salvos pela fé.” – Ibidem, pág. 10.

O pastor Billy Graham, um dos melhores pregadores do mundo, disse em várias oportunidades que os Adventistas são cristãos e se mostrou inclusive amigo dos guardadores do Sábado.

Cada dia um maior número de pesquisadores bíblicos tem chegado à conclusão de que os “sabatistas” são plenamente cristãos, pois suas crenças se baseiam unicamente na Bíblia Sagrada!

Querido (a) leitor (a): se você deseja conhecer realmente o que ensinamos e pregamos, não se atenha ao que outros dizem a nosso respeito. Tenha cuidado com as afirmações colocadas na internet, especialmente de sites que se intitulam “sites apologéticos”. Leia você mesmo nossas publicações e tire suas próprias conclusões. Só assim você poderá descobrir no que realmente cremos.

Os Adventistas afirmam e crêem que a salvação é unicamente pela fé -um presente da graça de Deus. Eles têm redescoberto verdades importantes da Palavra de Deus que estavam escondidas. Verdades plenamente bíblicas e que se constituem em sinal de amor e lealdade para com Deus. Verifique por você mesmo os ensinos deste povo!

Caso queira receber algum material por escrito a respeito do que crêem os Adventistas do Sétimo Dia, por favor, entre em contato conosco por carta, e-mail (escolabiblica@novotempo.org.br) ou telefone (12)2127-3000 (horário comercial). Relembramos que você poderá ler o livro “Nisto Cremos”, publicado pela Editora Casa Publicadora Brasileira (www.cpb.com.br ; fone: 0800-9790606).

Um forte abraço,

Leandro Soares de Quadros.

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Ellen G. White – a profetisa que NÃO falhou – Parte 3

A Chuva de Meteoros
Nota: Aqui há uma afirmação digna de repreensão da parte de Deus. Rinaldi, assim como outros pastores que desconhecem (ou ignoram os fatos verdadeiros!) nossa história denominacional, disse que “22 de outubro de 1844 é dia marcado pelos Adventistas para a volta de Cristo” (adaptado). Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador. Como mencionei no início dessa nota, o Pr. Rinaldi precisa ser repreendido por Deus e é com a carta de Judas que o Senhor fará isso: “Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá.” Judas 1:10-11. (Grifos meus).

Voltemos ao tema:

De forma resumida apresentarei o posicionamento de Rinaldi para “negar” que no ano de 1833 ocorreu um dos sinais do tempo do fim. Ele diz que os “Adventistas queriam mistificar o dia 22/10/1844, sendo que o evento de 1833 se encaixava bem na idéia da volta de Jesus Cristo em 1844” e a razão para isso foi baseada na afirmação do “Planetário e Escola Municipal de Astrofísica” de São Paulo de que “esse evento ocorreu realmente. Entretanto, é um evento astronômico cíclico, ou seja, ocorre com essa intensidade de 33 em 33 anos”.

Apesar do esforço monstruoso de Rinaldi e João Flávio Martinez em negarem a veracidade do evento de 1833, o mesmo é confirmado sem dificuldades porque a “chuva de estrelas” (meteoros) é precedida de outros fenômenos na natureza. Unicamente a queda de meteoros em 13 de novembro de 1833 se encaixa na profecia por que: Jesus disse que antes da queda de estrelas haveria o “escurecimento do Sol” e que a lua não daria a claridade dela. Tais eventos ocorreram em 19 de maio de 1780.

O Salvador fez menção a um “grande terremoto” em Apocalipse 6:12. Ele ocorreu em 1o de novembro de 1755, destruiu Lisboa e atingiu três continentes. Perceba que o forte terremoto ocorreu em 1755 e que o escurecimento do Sol (acompanhado daquele fenômeno em que a lua se torna vermelha como sangue) foi em 1780. Desse modo, não há outra chuva de meteoros que se encaixe no contexto profético do tempo do fim a não ser a de 1833! Ambos os acontecimentos são seqüenciais e antecedem a volta do Senhor! (Apocalipse 6:12-17).

Não negamos que sempre existiram chuvas de meteoros e concordamos com o “Planetário e Escola Municipal de Astrofísica” de São Paulo de que tal evento astronômico é cíclico, tendo ocorrido mais de uma vez na história. O que rejeitamos é a tendenciosidade de Natanael Rinaldi e seu colaborador em tirar do evento de 1833 a importância que tem no contexto dos sinais de Mateus 24:29 e Apocalipse 6:12, 13.

E, já que eles gostam de informações científicas, aí vai outra de peso:

“Provavelmente o mais notável chuveiro meteórico até hoje visto foi o de Leônidas na noite que seguiu a 12 de novembro de 1833 (13 de novembro). Algumas estações meteorológicas estimam em mais de 200.000 meteoros por hora, durante cerca de cinco ou seis horas.” – YOUNG, Charles A. Astronomy Manual, pág. 469.

Racismo

Uma das maiores “virtudes” do Pr. Natanael Rinaldi é escrever bobagens. E, acusar Ellen White de racismo beira o ridículo quando conhecemos a dedicação dela em ajudar financeiramente pessoas de todas as raças. Analisemos o outro texto que ele distorceu:

“Mas há uma objeção ao casamento da raça branca com a preta. Todos devem considerar que não têm o direito de trazer à sua prole aquilo que a coloca em desvantagem; não têm o direito de lhe dar como patrimônio hereditário uma condição que os sujeitariam a uma vida de humilhação. Os filhos desses casamentos mistos têm um sentimento de amargura para com os pais que lhes deram essa herança para toda a vida”. – Mensagens Escolhidas, vol.2, págs. 343 e 344.

O conselho que ela deu no sentido de não haver casamento entre brancos e negros, precisa ser entendido à luz da sociedade e da cultura do século passado, particularmente nos EUA.

Naquele país o racismo era enorme. Vemos que homens como Martin Luther King e outros tiveram que lutar bravamente para desfazer o preconceito racial.

Entendendo a cultura da sociedade de sua época, Ellen White, expressou algo incontestável: “que os filhos de uniões mistas sofreriam muito”. Devido a isso ela mencionou que recebeu no início de seu ministério “orientação do Senhor” de que os pais não tinham o direito de dar aos filhos esta herança de humilhações.

Felizmente a sociedade mudou para melhor neste aspecto de segregação racial. Hoje os filhos de casamentos mistos não são mais objeto de tanta discriminação.

Precisamos lembrar que os escritos de qualquer pessoa, sejam dos escritores bíblicos, seja de Ellen White, precisam ser estudados no contexto em que eles foram produzidos. Se não fizermos isto estaremos sendo injustos com a pessoa que não está presente para defender-se.

Um apelo de sua pena, em 1891, seguido em 1895 e 1896 por artigos publicados na Review and Herald, estimulou os esforços educacionais e evangelísticos em favor dos negros e deu origem a uma obra na qual seu próprio filho, Tiago Edson, tomou parte ativa. Ele produziu um livro que seria usado para (1) levantar fundos (2) ensinar analfabetos a ler e (3) ensinar as verdades bíblicas em linguagem simples. Ele fazia uso de um barco (Morning Star) para evangelizar os descendentes dos escravos.

White estava interessada no desenvolvimento de esforços missionários que produzisse eficientes resultados em comunidades brancas e negras e enviou aos obreiros desse campo muitas mensagens de conselho e ânimo. Além disso, ela salientou de modo claro que “O nome do negro está escrito no livro da vida, junto do nome do branco. Todos são um em Cristo. O nascimento, a posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens. O caráter é que faz o homem. Se um pele-vermelha, um chinês ou africano rende o coração a Deus em obediência e fé, Jesus não o ama menos por causa de sua cor. Chama-lhe Seu irmão muito amado.” . Além disso, afirmou que os que “menosprezam um irmão por causa de sua cor estão menosprezando a Cristo”

Como Rinaldi poderá continuar sustentando as acusações dele? A honestidade intelectual e o temor a Deus deveriam motivá-lo a rever os próprios conceitos e a reconhecer que assim como a Bíblia, Ellen White sempre respeitou os negros. Prova disso está no fato de que nossos irmãos, quando se deparam com os escritos dela, nunca se sentiram ofendidos.

Será que os membros do Instituto “Cristão” de Pesquisas (ICP) e do Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas (CACP) sabem mais do que os adventistas negros a forma como Ellen White os considerava?

Considerações finais

Em meus estudos particulares e nos benefícios que recebi especialmente com a leitura dos dois volumes do “Mente Caráter e Personalidade”, possuo provas irrefutáveis do dom profético em Ellen White. Filosoficamente não tem como provar o contrário do que eu sinto, do que a leitura dos livros dela fizeram por mim em relação a minha comunhão com Deus e minha saúde mental.

E, no campo espiritual, Natanael Rinaldi – ou qualquer outro crítico da Sra. White – não pode explicar como as visões dela transformaram ateus em fervorosos cristãos – a não ser pelo poder do Espírito Santo.

O leitor sincero que quiser pesquisar sobre o dom profético na vida e obras de Ellen White e tiver o interesse de entender a origem das acusações feita contra ela (e ter acesso às refutações), poderá consultar o site oficial da Igreja Adventista no Brasil: http://www.centrowhite.org.br

Um abraço e até logo!

Leandro Quadros.

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Ellen G. White – a profetisa que NÃO falhou – Parte 2

A Hora da Volta de Jesus

Ao invés de usar os textos mais claros da autora para entender os mais difíceis, (fazemos isso ao interpretar a Bíblia), Rinaldi prefere descontextualizar a visão descrita no livro Primeiros Escritos sem se dar conta de que é ele quem está colocando na boca de Ellen White coisas que jamais sonhou em dizer quando era viva. Ela foi muito clara em afirmar:

“Progredíssemos nós em conhecimento espiritual, e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em sentidos com que mal temos sonhado, porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a imaginar que podemos saber os tempos e as estações que o Pai estabeleceu por Seu próprio poder. Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo”.

Se nessa citação ela está concordando com Mateus 24:36, algo está errado com a “leitura” que o Pr. Rinaldi está fazendo dos escritos dela (uma observação: ao contrário do que o oponente disse, Mateus 24:36 afirma que a respeito do dia da volta de Jesus ninguém sabe e não que ninguém saberá. Do contrário, o próprio Cristo não saberia até hoje o dia da Volta dEle, mesmo tendo ascendido ao Céu e reassumido o Seu trono de glória – Hebreus 1:1-3).

Eis o texto que para nossos oponentes é “prova” de que Ellen White dizia saber o dia da volta de Cristo:

“Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai”.

Li o texto, inclusive as páginas 13, 14 e 16 e pude chegar a algumas conclusões sérias que nos ajudam na compreensão do que a profetisa quis passar:

1º: Ela estava tendo sua primeira visão, a do “Caminho Estreito”, no qual via a jornada do povo do advento até a Cidade Santa (págs. 13 e 14).

2º: Durante a caminhada, ela afirma que “alguns ficaram cansados, e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes” (pág. 14).

3º: Para auxiliar e animar os que estavam cansados e desanimados:
a) Jesus levantou o Seu braço direito, do qual saía uma luz que brilhava sobre os que enfrentavam a dura jornada (tanto que clamaram: “Aleluia!” – pág. 15);

b) Deus Anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus “aos 144.000” (salvos vivos por ocasião da volta do Senhor). Pág. 15.

4º: Depois de animar o povo, não há indicação alguma de que os salvos – ou Ellen White – ficassem sabendo do momento que o Salvador voltará, pois essa visão é para o tempo do fim, um pouco antes da volta de Cristo. Isso fica bem claro nas páginas 15 e 16, onde, após o anúncio, Jesus vem logo em seguida, ressuscita os mortos e leva-os juntamente com os santos vivos para o Paraíso.

Perceba que Ellen White não atribuiu para si o conhecimento quanto ao período da volta do Salvador, mas apenas nos informa que, na hora da angústia, foi feito o anúncio para animar os que estavam cansados no tempo do fim.

O destaque no contexto não é data alguma, mas o interesse de Deus em animar o Seu povo a seguir pelo caminho estreito que conduz à salvação (Mateus 7:13, 14). Por que distorcer o que está claro?

Guerra Civil Americana

Dessa acusação de Rinaldi, duas coisas merecem destaque:

1) Ele citou parcialmente a declaração de Ellen White: “Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão seu próprio interesse em acudir, e haverá guerra geral e confusão geral.” - Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, pág. 259..

Se do ponto de vista acadêmico isso é errado, imagine como Deus vê tal atitude mentirosa (Apocalipse 22:15);

2) Retirou essa parte do texto do livro “Subtilezas do Erro” e não moveu uma palha para refutar a explicação que A. B. Christianini deu a essa suposta “profecia”. Dá para perceber a nítida tendenciosidade e a falta de argumentos do articulista.

Afirmou o Pr. Natanel Rinaldi: “É interessante observar as palavras “Quando” e “haverá” que, num futuro, a Inglaterra declararia guerra e com ela outras nações se envolveriam. A história americana sobre a guerra civil não registra o envolvimento da Inglaterra e muito menos de outras nações. Taxativamente outra falsa profecia”.
Agora, vejamos o texto dentro do seu contexto para que nenhum pretexto “Rinaldiano” permaneça em pé diante das evidências. Disponibilizarei a explicação do livro “Subtilezas do Erro” que Rinaldi omitiu.

O contexto desta citação mostra-nos que Ellen não estava fazendo algum tipo de predição. “Foi escrita durante a primeira parte da guerra civil, e apenas expressa condições e temores existentes na ocasião, referindo-se aos movimentos de opinião que agitavam as nações de outros continentes, em relação à Inglaterra… Em vista da carência de espaço, não reproduzimos todo o trecho em que a serva do Senhor aborda este assunto. Bastará uma simples leitura do mesmo para excluir-se qualquer caráter preditivo, pois o contexto mostra claramente que se tratava de uma hipótese, quando a Inglaterra declarar ou não a guerra. O parágrafo imediatamente anterior, diz: ‘Se a Inglaterra pensa que poderá fazê-lo [declarar guerra], não hesitará um só momento em alargar suas oportunidades de exercer seu poderio e humilhar a nossa nação’. Não há absolutamente nenhuma predição de guerra com os Estados Unidos” – CHRISTIANINI, Arnaldo B. Subtilezas do Erro. Casa Publicadora Brasileira, 1965.

Herbert E. Douglas no livro Mensageira do Senhor, pág. 487, continua:

“Quando esta frase [citação da possível guerra civil] é lida no contexto, inserida no mesmo parágrafo em que se encontram todas as outras afirmações condicionais a respeito da Inglaterra, o sentido muda de uma predição para uma possibilidade. “Se a Inglaterra declarar guerra…”

“Na página anterior, Ellen White usou a mesma construção gramatical: “Quando nosso país observar o jejum que Deus escolheu, então Ele aceitará as suas orações. A Sra. White não estava fazendo uma predição, mas uma afirmação condicional. Este uso do when [quando] pelo if [se] é prática comum no inglês.”

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Ellen G. White – a profetisa que NÃO falhou – Parte 1

Esse material é uma refutação ao artigo “Ellen Gould White – a Profetisa que Falhou”, da autoria de Natanael Rinaldi (colaboração para o artigo de Rinaldi: João Flávio Martinez. Disponível no site www.cacp.org.br/adventismo). Ele foi lido por um membro da igreja Adventista que me pediu esclarecimentos a respeito.

Recebi com carinho sua carta na qual demonstra preocupação com as acusações feitas à irmã White.

Será uma satisfação lhe ajudar a refutar as observações descontextualizadas de Natanael Rinaldi, com quem já mantive contato várias vezes. Infelizmente, o coração dele está endurecido de tal forma que não consegue perceber que ele faz uso de um procedimento desonesto ao interpretar os textos da escritora: tira-os de seu contexto histórico e literário.

A seguir farei uma análise dos comentários do pastor Rinaldi divulgados no site do Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas (CACP):

Deixando de lado a afirmação de que Arnaldo B. Christianini, autor de “Subtilezas do Erro” estava “em êxtase” quando escreveu que Ellen White tinha o dom profético (não sei como Rinaldi deduziu tamanho “êxtase” na comunicação escrita sem ao menos haver um ponto de exclamação…), percebe-se a total desinformação do Sr. Rinaldi quanto à doutrina Adventista a respeito dos escritos de Ellen White e da relação deles com a Bíblia. Alguns motivos:

1) O grau de qualidade ou de inspiração dos escritos dela não podem ser diferentes da Bíblia porque o mesmo Espírito Santo é o autor de ambos. Não existem “graus de inspiração”. Uma pessoa não pode ser parcialmente inspirada pelo Espírito. O profeta é usado por Deus ou pelo diabo (nesse caso, falso profeta).

2) Mesmo acreditando que a qualidade da inspiração de Ellen White seja a mesma da Bíblia, nunca afirmamos que os escritos dela são mais importantes que a Palavra de Deus. Uma coisa é ter a mesma origem (Espírito Santo); outra, ter a mesma função e aplicação. Resumindo: cremos que tanto os autores bíblicos quanto os que não têm livros na Bíblia (1 Crônicas 29:29) como o a Sra. White tiveram o mesmo grau de inspiração, mas que a função dos escritos deles jamais foi “complementar” as Escrituras ou servir de norma suprema de doutrina. Bastava Rinaldi ler nossa “Crença Fundamental no. 1” no livro Nisto Cremos (Casa Publicadora Brasileira) e comprovar:

“As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamento, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. As Escrituras são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas, o registro fidedigno do atos de Deus na História”.
3) A própria Ellen White reconheceu que, mesmo não devendo mudar os escritos dela (pois provêm de Deus), a única regra de fé do cristão é a Bíblia: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos “últimos dias”; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica. Assim tratou Deus com Pedro, quando estava para enviá-lo a pregar aos gentios.” – Primeiros Escritos, pág. 78.

Se Natanael Rinaldi compreendesse a função dos testemunhos dela (noutra ocasião poderei me deter nisso), não faria tais acusações contra a doutrina adventista que segue de perto o princípio protestante “Sola Scriptura” (podemos provar todas as nossas doutrinas na Bíblia. Basta ele conversar com algum membro nosso, estudioso, e verá).

Heresias e contradições nos Escritos de Ellen White

Esse tipo acusação não é novidade no meio adventista. O apóstata D. M. Canright (morreu em 1919) que se negou a aceitar as advertências da Sra. White (ele era bem instável emocionalmente) foi o responsável por grande parte das ofensas dirigidas à profetisa. Rinaldi está apenas repetindo aquilo que saiu da boca do “professor” dele (Canright).

A Volta de Jesus

Na assembléia realizada em 27 maio de 1856 em Battle Creek, ela teve a seguinte visão:

“Foi-me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo: ‘alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às sete últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem trasladados na vinda de Jesus” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, págs. 131 e 132.

Os críticos gostam muito de usar esta citação para dizer que Ellen Gold H. White foi uma falsa profetisa. Dizem eles: “já se passaram 148 anos e não há sequer uma pessoa viva daquela época. O fato desta profecia não se cumprir prova que a “papisa dos Adventistas” não foi inspirada por Deus”.
E Rinaldi não fica para trás na insensatez dele:

“Para justificar o erro profético dela, seus defensores se explicam dizendo: “É-nos dito pela mensageira do Senhor que se a igreja remanescente houvesse seguido o plano de Deus em fazer a obra que lhe indicara, o dia do Senhor teria vindo antes disto, e os fiéis teriam sido recolhidos ao reino.” (Idem, p. 110) É incrível como possam ser tão fanáticas certas pessoas a ponto de justificar um fracasso profético tão evidente no intuito de defender sua profetisa”. Ele peca em ignorar que existem profecias condicionais e incondicionais. Não há nada de fanatismo em defender esse conceito – basta estudar a Bíblia. Se Ellen White errou, então o personagem bíblico Jonas também foi um falso profeta, pois ele afirmou categoricamente que em 40 dias Nínive seria destruída. E isso não ocorreu! Será que Deus falhou?

Para entender a predição de 1856 e a profecia de Jonas é muito importante compreender o princípio bíblico de profecias condicionais. Jeremias nos auxilia: “No momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe. E, no momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino, para o edificar e plantar, se ele fizer o que é mal perante mim e não der ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria.” Jeremias 18:7-10.

Profecias condicionais são aquelas que dependem da resposta humana para o seu cumprimento. Exemplo: a promessa de crianças que não viveriam poucos dias na Nova Terra (Isaías 65:20). Isso era condicional à resposta de Israel aos apelos de Deus. Sendo que eles continuaram a se rebelar, as promessas feitas a eles, referentes especialmente à Nova Terra, não aconteceram.

Profecias incondicionais são aquelas que não dependem da resposta humana para o seu cumprimento. A Volta de Jesus é uma delas. Ele virá, mesmo que o ser humano não queira.

Os que confiam nos relatos bíblicos de profecias não cumpridas não terão dificuldades para compreender a declaração feita por Ellen em 1856. Sua profecia também era do tipo condicional. Além disso, em 1901, ela afirmou: “Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel; mas, por amor de Cristo, Seu povo não deve acrescentar pecado a pecado, responsabilizando a Deus pela conseqüência de seu procedimento errado” – Evangelismo, pág. 696.