O Salmo 150 e o uso da percussão no louvor
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“Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder. Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza. Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!” (Sl 150 – Almeida, Revista e Atualizada).
Certa vez, estive em uma igreja no estado do Paraná onde a percussão era usada de forma sábia e equilibrada. O instrumento era elétrico e não ocupava o lugar central da programação, de modo que, ao entrar na igreja, você não tinha a impressão de estar num show de rock. Todos os instrumentos eram tocados harmonicamente, de modo que todos pudemos desfrutar de um culto racional (Rm 12:2) e alegre ao mesmo tempo (Fp 4:4).
Porém, não vi a mesma coisa em uma universidade fora do Brasil. Lá eles não se preocuparam com a imagética religiosa e o impacto que certas imagens podem causar na mente das pessoas. Especialmente daqueles que vieram para a igreja depois de terem tido uma vivência marcante num ambiente secular (Não descartemos que há subjetividade nisso, pois, as pessoas respondem de maneira diferente à imagens religiosas ou instrumentais).
Em tal lugar que visitei há cerca de um ano (início de 2011), o instrumento percussivo ocupava o lugar do púlpito (passou a ser o objeto central) e, ao entrar naquela igreja universitária, a sensação que tive (reconheço que outros não teriam a mesma reação) é que não estava em um culto, mas, numa programação totalmente secular.
Talvez esse disparate seja um dos fatores que gere tanta controvérsia no meio adventista quando o assunto é percussão. Alguns assistem a um culto onde o instrumento percussivo é usado com bom senso e se perguntam: “qual o problema com a percussão?” Outros, ao se depararem com uma programação de sábado onde os instrumentistas parecem roqueiros e nem mesmo se preocupam com o tipo de vestimenta para se apresentar diante do Senhor, respondem: “há muito problema na percussão, pois, nossas igrejas estão se pentecostalizando por causa dela!” (Veja 1 Crônicas 15:27, onde Deus orienta também os músicos a não se vestirem de qualquer jeito, ao ministrarem e dirigirem o louvor)
Creio que os dois lados têm suas razões particulares perfeitamente justificáveis. Porém, não estou aqui para tomar partido nesse assunto. Sendo que meus telespectadores e ouvintes “me cobram” uma resposta a respeito, pensei: se não sou especialista “especialmente” nesse tema, de que maneira posso dar alguma contribuição? Cheguei à conclusão de que deveria consultar a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) – e foi o que fiz. Enviei um e-mail para os estudiosos dessa abençoada Instituição e pude contar com a intermediação do irmão Denis, da Secretaria de Tradução e Publicações, para manter contato com o Dr. Vilson Scholz, consultor de Traduções da SBB.
Fiz duas perguntas a ele e fui muito bem atendido. E, por se tratar da resposta mais equilibrada que já li sobre o assunto, irei publicá-la na íntegra, em forma de entrevista, com a devida autorização.
ESCLARECIMENTOS
Antes, permita-me fazer algumas observações muito importantes, para evitarmos mal-entendidos:
1) Não sou a favor de cultos no estilo pentecostal, os barulhentos, que não agradam ao Espírito Santo (Ef 4:30, 31). Isso nada tem a ver com os irmãos pentecostais, amigos queridos a quem amo com amor cristão;
2) Não sou liberal em questão de música. No momento (11/01/2012) estou na Argentina, e o culto conservador daqui me agrada bastante (não agrada alguns e eles devem ser respeitados por isso). Todavia, não creio ser correto opinar sobre a validade ou não de um instrumento na adoração com base nos meus gostos pessoais. Gostos particulares não deveriam ditar o que é e o que não é verdade, mas sim a Palavra de Deus (a não ser que sejamos relativistas).
3) Creio que toda a igreja deve decidir sobre o assunto em Comissão, devidamente nomeada, tendo a opinião de líderes e músicos consagrados. Mas, que isso não deve ocupar o primeiro lugar na lista de discussões, pois, a missão evangelística da igreja (Ap 14:6-12) não pode (e não o será) engessada por causa dessas questões.
4) Nunca pense que, por mais sincero que seja meu esforço em contribuir, estou expressando a voz da Igreja. Nossa denominação – graças a Deus – define assuntos teológicos e administrativos com base na opinião de muitas pessoas, seguindo o conselho de Provérbios 11:14: “[...] na multidão de conselheiros, há segurança”. Há pessoas bem mais gabaritadas que eu para abordar esse tipo de tema e, por isso, recomendo que utilize esse texto apenas como uma contribuição aos seus estudos.
5) Desse modo, não seja infantil em utilizar meu texto para tentar forçar os outros a aceitarem suas ideias, pois, esse não é o propósito desse artigo (e nem da resposta do Dr. Scholz).
6) Não entro em discussões acirradas sobre o tema por que meu foco é outro (lido com as heresias que são disparadas contra nossa igreja e o farei até quando Deus o permitir). Respeito quem pensa diferente e quero ser respeitado.
7) O Dr. Vilson Scholz respondeu a minha segunda pergunta (sobre a presença ou não de instrumentos percussivos no Templo) com uma ressalva, segundo as palavras de Denis, funcionário da SBB: “[...] de que a questão extrapola suas funções e vai além da missão da SBB.”. Por isso, se alguém quiser discordar do doutor, saiba que a função dele na Sociedade Bíblica não é essa e que, portanto, ele não estará disponível para tal.
AO QUE MAIS INTERESSA
Vamos ao tema do artigo. A primeira questão que apresentei à SBB foi:
Necessito de uma explicação sobre o Salmo 150, pois, há teólogos questionando a tradução do mesmo. Eles alegam que o instrumento conhecido como “adufe” não está presente no original do texto. Porém, creio que a SBB tem razões linguísticas para traduzir assim o verso [...]
Dr. Scholz: [...] O texto hebraico traz a palavra “tôf” que, em Êxodo 15.20, foi traduzida por “tamborim”. Vejo que um grande número de traduções – a rigor, todas as que pude consultar rapidamente – trazem um termo parecido com “adufe” ou “tamborim”. Poderia ser, também, pandeiro. Às vezes essa palavra, que ocorre 17 vezes na Bíblia Hebraica, é traduzida por tambores, tamboril. O mesmo termo ocorre também em Jz 11.34, naquele episódio da filha de Jefté. Ali é traduzida por adufe. Não há nenhuma dúvida quanto ao significado desse termo. Quanto a “adufe”, o Dicionário Houaiss registra que se trata de “um tipo de pandeiro quadrado de origem árabe, usado por portugueses e brasileiros”. Portanto, algo do contexto oriental, bem ao sabor do mundo bíblico. E, além disso, algo que os portugueses e brasileiros supostamente conhecem.
Estranho que pessoas tenham dúvidas quanto a essa tradução. O que eu tenho ouvido – e recebido em forma de crítica – é a presença da palavra “danças”, em Sl 150.4, na Almeida Revista e Atualizada. Acontece que a Almeida Revista e Corrigida, por uma razão que ignoro, traz “flautas” naquele lugar. E há uma diferença entre dança e flauta! Mas o termo hebraico é, claramente, “dança”, por mais que isto incomode algumas pessoas. E as traduções tendem a seguir na linha da Revista e Atualizada.
Espero que isto o ajude na resposta àqueles que perguntam a respeito desse texto bíblico.
Grande abraço fraterno!
A segunda pergunta feita ao educado Dr. Scholz, foi esta:
[...] É verdadeira a afirmação de que, entre os instrumentos tocados no templo (inclusive no segundo), os adufes não mais estavam presentes?
Dr. Scholz: Esta é uma argumentação baseada na diferença entre o que afirmam dois textos: 2Crônicas 29.25-26 (acrescido de Ed 3.1) e Salmo 150, colocados numa suposta ordem cronológica. Há dois problemas envolvidos nessa discussão: a questão da cronologia e os argumentos tirados do silêncio.
Comecemos com a questão da cronologia. Somos nós que colocamos os textos numa sequência cronológica (na medida em que eles se apresentam sem data, no cânone) e somos nós que interpretamos o silêncio dos textos neste ou naquele particular. Se a colocação de Sl 150 após 2Crônicas é vista como fruto de pré-concepção, não menos preconcebida (e difícil de sustentar, em termos históricos) é a ideia de que Sl 150 é anterior a 2Crônicas. (Será difícil encontrar um biblista que pensa que o Salmo 150 é de “algum período pré-Santuário”. O fato de encerrar o Livro de Salmos sugere que foi escrito mais adiante, na história de Israel. Mas, de novo, não há como comprovar isso.) A colocação de Sl 150 antes de 2Crônicas se deve, não a argumentos históricos, mas ao desejo de provar que, a partir de certo momento, os tambores foram excluídos do culto, mesmo que o texto não afirme isso.
A questão do argumento do silêncio dos textos também é problemática. O fato de 2Crônicas não mencionar “adufes” não significa que não os houvesse naquele momento (tampouco que não vieram a existir ou a serem usados depois; é possível que, no período posterior a Ezequias, os adufes foram incluídos entre os instrumentos usados no culto). Mas o mais importante é que um texto não “desmente” o outro abertamente. Se 2Crônicas dissesse, com todas as letras, “revogando o que havia anteriormente, conforme o Sl 150”, o problema estaria resolvido. Acontece, porém, que o texto não diz isso. Tampouco o Sl 150 diz: “aumentando a lista de 2Crônicas”. Assim, do mesmo modo como é possível argumentar a favor da sequência: “presença de adufes” (Sl 150) seguida de “ausência de adufes” (2Crônicas), é igualmente possível argumentar pela sequência “ausência de adufes” (2Crônicas) – “presença de adufes” (Sl 150). Os textos, em si, não estabelecem um diálogo; quem os coloca lado a lado é o intérprete. E, em termos históricos, a sequência 2Crônicas – Sl 150 é mais crível do que a sequência contrária.
A rigor, temos textos bíblicos que mencionam os adufes e textos que não os mencionam. E não temos nenhuma indicação no sentido de que, a partir de certo momento, adufes não podiam mais ser usados. Na medida em que esses instrumentos são citados, são lícitos (ou eram lícitos em determinado momento). E enquanto não se disser, no texto bíblico, que não são lícitos, não podemos concluir que não sejam.
É claro que existem duas maneiras de argumentar (e aqui já passo à aplicação disso aos nossos dias): Primeiro, que só se pode usar o que é citado (ou ordenado) na Bíblia. Neste caso, nenhum instrumento elétrico ou eletrônico poderia ser usado! Segundo, que tudo que não é proibido na Bíblia, é lícito para uso. (Eu me identifico com este ponto de vista.) Como a Bíblia não proíbe os adufes ou tambores, que sejam usados por quem entender que é bom e possível usá-los. (É claro, há quem argumente que o Novo Testamento não ordena o uso deste ou daquele instrumento, no culto, o que poderia sugerir que não se deve usar instrumento algum. Por outro lado, o Novo Testamento não proíbe o uso de nenhum instrumento. No Apocalipse, aparecem harpas e trombetas.)
Diante do silêncio do texto, vale o princípio de que “Tudo é lícito, mas nem tudo convém”. E o que não convém é aquilo que destrói, em vez de edificar; que ofende, em vez de animar. Como saber? Isto depende de onde se está e quem está envolvido na situação. Em outras palavras, não existe como definir de antemão aquilo que “não convém”. Se as pessoas se sentirem mortalmente ofendidas com a presença de um pandeiro, a ponto de deixarem a igreja, é preferível que saia o pandeiro, pelo menos até que essa situação seja esclarecida e as pessoas possam entender por que o pandeiro faz parte da banda. Se as pessoas não estão “nem ligando” e falta animação na banda, por que não incluir um pandeiro ou dois? Mais do que ter argumentos, nestes casos é preciso ser sábio.
Dr. Vilson – SBB
PALAVRAS FINAIS
Gostei muito da resposta bem embasada do Dr. Scholz e poderia destacar vários aspectos dela. Porém, me atenho ao bom senso que ele apresentou, ao levar em conta (1) o princípio bíblico de que não devemos “escandalizar” nossos irmãos (1Co 8:1-13; 10:32, 33; 11:1), bem como (2) o contexto sócio-religioso em que cada cristão se encontra.
Se tanto tradicionalistas quanto liberais (inclusive eu, que tento ficar entre o meio termo) seguirem tal princípio, e não esquecerem que o amor é uma das características distintivas dos seguidores de Jesus (Jo 13:35), haverá nos debates menos disputa (para se ter razão) e mais preocupação com aquilo que o outro sente durante o debate.
Creio que Deus quer isso.
61 comentários para "O Salmo 150 e o uso da percussão no louvor"
Excelente Post!!! extremamente ponderado e elucidativo!!!
Deus os continue usando poderosamente!!!
Graça e Paz!!!
Professor, que edificante texto, muito bom, gostei muito das respostas, pois sou músico aqui na igreja, e nessa cidade aqui, os membros da Central, sao grandes fariseus, me lembro do dia que fui tocar Caminho, Verdade e Vida, e usei um pouco de overdrive pra dar uns efeitos, e recebi quase que unanimemente olhares de reprovação, como se eu tivesse incitado qualquer coisas, e também em um acampamento de Carnaval, eu e um amigo, Marçal, colocamos uma música do Athus, provérbios 15:13 acho que era música, eles ficaram tao irados que desligaram a luz, lamentável :\ um abraço professor
parabéns Leandro quadros que Deus continue abençõando seu ministerio
Fantasticamente esclarecedora a questão! Oro pra que Deus continue levantando servos e servas como estes – tanto o que pergunta quanto o que responde – para que de forma equilibrada e com bom senso, levando o amor em consideração sempre e sob a orientação do Espírito Santo o povo do Senhor Jesus sejam levados à reflexão pura e santa dos ditames que estão na Palavra e parem de contender por questões de gosto pessoal. Penso que, dentro do que a Bíblia permite, há quem seja levado ao pé da Cruz de Cristo por diferentes meios e estilos musicais, no caso. Assim, quando Cristo estiver de fato no trono do coração de cada um de nós e nossas opiniões pessoais (incluindo textos fora de contexto pra usar como pretexto) forem subjugadas ao Assim Diz o Senhor, então concluiremos a obra de evangelização a nós confiada e poderemos conhecer de perto e vivenciar o louvor de forma plena diante dAquele que criou tanto o adorador quanto o (s) estilo (s) de adoração.
Deus abençõe a cada um de vcs desse site tão rico e espiritualizante.
Ola Profº Leandro Quadros.
Este é um assunto complicadissimo. É difícil de dizer, mas tenho algo em minha mente em relação a este assunto. Quando temos um relacionamento real com Deus encontramos o equilíbrio das coisas, e pelo poder do Espirito Santo conseguimos saber aquilo que nos agride e o que nos eleva até Deus, portanto, aplico a musica.
Meu pai por exemplo, via um equilíbrio muito grande pois ouvia desde quartetos antigos até Leonardo Gonçalves…rsrs e isso nos diz independente do ritmo e instrumentação.
Sabias palavras de Flavio Santos no programa Perfil Musical (07/01/2012) quando disse que “culpa tem alguns instrumentos se são utilizado em meios pagãos?”
Excelente matéria,
Um grande abraço..
Walans de Souza
Senti que faltou algum comentário de Leandro Quadros referente à dança citado no salmo 150…
Não sou baterista. Sou Trompista. Penso que a bateria é apenas um instrumento. De certo modo mal interpretado , muitas vezes mal compreendido até pelo próprio instrumentista.
Penso que o problema não seja o instrumento, mas o uso que se faz desse instrumento e como ele é inserido na música da Igreja.
A falta de um ambiente de estudo apropriado para para a formação do baterista cristão contribui grandemente nessa problemática, já que a maioria das escolas de música são voltadas para a música secular, e o instrumentista sofre uma influencia muito forte de ritmos e estilos, em princípio, inadequados á música Cristã.
Como sempre, um texto difícil explicado por nosso apologeta. Que Deus continue abençoando seu ministério e que este Programa alcance mais e mais pessoas para Cristo. Agora, este texto, além de ser uma bela explicação sobre este assunto tão polêmico, é um exemplo do que é a humildade que devemos exercer como cristãos. Veja: o Professor buscando auxiliar em nosso entendimento e esclarecimento do texto, buscou outra pessoa que possuísse mais conhecimento para o auxiliar. Louvado seja o nosso Deus.
leandro, gostei mto da sua abordagem e da análise do dr. scholz. texto de alto nível. só tenho que discordar de uma coisa: vc disse alinhar-se num meio termo entre tradicionais e liberais. porém, se vc curtiu os cultos na argentina, não há mais dúvida. vc é tradicional!!! rsrsrs
Vou deixar um breve comentário… Se na bíblia está escrito ama a DEUS sobre todas as coisas e o amamos, assim também como está escrito em Salmos 150 como louvá-lo, porque discutir isso e colocar os nossos gostos à frente? façamos o que DEUS pede com o coração ligado à Ele!!
Abraço à todos!! Deus vos abençoe!!
Existem instrumentos e instrumentos, assim como instrumentistas e instrumentistas. Quantos estilos musicais, quantos gêneros, quantas técnicas, quantas escolas e épocas, quantas evoluções e transformações nos instrumentos. Quantos compositores renomados tanto da música erudita aproveitável dentro do ambiente sacro, e outros tantos compositores de música sacra; assim como quantos hinos dentro do Hinário Adventista que possuem origens tão distintas (incluindo músicas protestantes de diversas linhagens, assim como músicas folclóricas). E parece que a preocupação ainda continua em torno dos estilos e tipos de instrumentos. É claro que se tem que haver bom senso, equilíbrio. Mas, ás vezes parecemos querer colocar uma forma estética, uma maneira de tocar como modelo exemplar, queremos colocar uma tabela de instrumentos – esse pode , esse não pode. E fica uma celeuma eterna em torno de coisas que são materiais e mecanismos do idiomatismo daquele instrumento ou daquele gênero musical. Não há música pura em canto nenhum do planeta. O que Deus quer é um coração puro. Tem tanto defensor da música tradicional oferecendo sua música tradicional como “fogo estranho” perante o Senhor, pois vai misturado com seu orgulho e vaidade por estar apresentando um música exemplar. Qual é a música exemplar? Se para a cultura indiana nossa música tonal soa para eles como um “trotar de cavalos”? Qual é a música exemplar? Qual é a música perfeita diante de Deus? Diante de tantas culturas e misturas de gente? E agora com a massificação da informação em todos os níveis nesse nosso agora minúsculo planeta, e quiçá onde a música deste planetinha Terra, tão misturada, tão híbrida poderia chegar perto de uma pureza de estilo, ou ser a música do Céu? A música do Céu, a ideal, a exemplar – os ouvidos humanos não puderam ainda dimensionar. O céu é perfeito demais. Assim como nossas obras meritórias não existem em termos de justificação. A nossa música por si só não poderá refletir com exatidão a grandeza de Deus. Mas que cada um faça com sua capacidade o melhor de si, não se julgando superior a este ou aquele – se bem que eu acho que os músicos deveriam ser tratados com mais valor e respeito. Que tal falarmos de música sem impor nossos próprios julgamentos? Sem essa de dizer: “essa pode essa não pode… Ah! Esse instrumento pode e esse não”. Talvez devêssemos trabalhar mais na Educação Musical no seio de nossas igrejas, para talvez fazendo música, pudéssemos mudar ou transformar os conceitos tão díspares, incongruentes, superficiais demais que permeiam nossas comunidades. Digo aqui comunidades, se referindo aquelas que defendem algumas músicas como a “boa música”. Outra vez, eu digo, qual é a boa música? Aquela que interessa a você? Ou ao seu grupo? Ao seu pastor? Ou a sua capacidade momentânea de desenvolver “esta ou aquela” técnica musical? Bom, vou aqui abreviando essas linhas já extensas. Que elas possam provocar uma reflexão, não do meu ponto de vista, mas que a reflexão leve a um resultado que caminhe em direção ao tão aludido bom senso e equilíbrio, sempre clamado por todos.
No livro Eventos Finais fala sobre a Igreja no Tempo do Fim. Ali, no capítulo que trata sobre a música lemos: Haverá gritos, com tambores e com balbúrdia tal, que como os eventos frenéticos que tiveram lugar em Indiana (entre o movimento da carne santa ) deixarão a mente entorpecida e os sentidos ficarão embotados de tal forma que não conseguirão abstrair nada de verdades espirituais. E chamarão isso de festa para Cristo.
Será coincidência com o que vemos hoje nas igrejas? Mas a salvação é individual. De agora em diante é aquele ditado: salve-se quem puder. Ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem aqui eles salvariam apenas a sua própria alma (Ezequiel 14:14); Vamos ficar em oração e deixa que está vindo chumbo grosso por aí. O que não presta vai cair. Haverá o peneiramento. Não cabe a nós arrancar o joio.
Está perto o tempo de a gente saber quem ama ao Senhor de verdade e quem está na igreja apenas por amor ao dinheiro; está perto o tempo de o Senhor tirar do meio do seu povo santo aqueles que causam escândalos (Mateus 13:51-54). A música tem que elevar os sentidos a uma proximidade com o Céu. A Bíblia fala que música na igreja é música de Deus (1 Cronicas 16:42). Repito, música de Deus.
Ao querido irmão wagner aparecido silva chaves.
Este texto é muito famoso pois é utilizado como embasamento para condenar qualquer uso de instrumentos de percussão no louvor congregacional.
Porém se o querido irmão aplicá-lo às igrejas pentescostais(faço coro ao Leandro que nada tenho contra meus queridos irmãos pentecostais) vc perceberá que isto de fato já está acontecendo, mas não na igreja adventista.
Das poucas igrejas q eu conheço e frequento eu não vejo este tipo de louvor sendo oferecido a Deus, mas em diversas igrejas pentecostais eu percebo exatamente isto q a escritora cristã Ellen White, menciona.
Espero poder ajudá-lo neste ponto.
Prof. Leandro Quadros,
sou adventista de berço e desde que me conheço por gente ouço essa discussão, principalmente pelo fato de aos 15 anos começar a tocar bateria.
Até hoje nunca toquei bateria na igreja, embora já tenha tocado um instrumento de percussão – o cajón.
Por muito tempo senti uma mágoa e uma frustração por não poder usar o instrumento que mais gosto para louvar a Deus na igreja.
Com o tempo entendi que fazer uso de bateria não é um erro ou pecado, mas pode trazer problemas visuais e até mesmo escandalizar irmãos queridos que pensam diferente.
Sendo assim, me conformei em não usar, e acredito que se não tiver alguém muito consagrado e uma pessoa de oração que possa fazer bom uso do instrumento, o mesmo deve ser deixado de lado.
Se há alguém hábil e com tais características espirituais, deve-se levar muito em conta a cultura religiosa da congregação local.
Realmente, é melhor não usar do que fazer mau uso e escandalizar a comunidade.
Porém fico triste ao ver pessoas e até pastores querendo “demonizar” o instrumento, ou dizer que é pecado o uso de tal, e até mesmo distorcendo muitos textos sobre o assunto apenas para satisfazer os gostos pessoais.
Bom senso!
Parabéns pelo trabalho e pela matéria elucidativa e equilibrada.
Abraço!
Muito bom o artigo. Poderia dizer que universidade era essa, qual país? Nos EUA o barulho nos cultos adventistas principalmente na dos irmãos negros é notorio. Gritos de aleluias, glórias a Deus…a empolgação do pregador… coral fazendo vibrar a congregação….Isso é muito forte nas comunidades adventistas afro-americana com bateria ou sem ela. Mesmo assim não vejo pentecostalismo nesses cultos….até pq o adventismo não comunga com visão erronea do batismo no Espirito Santo dos irmãos pentecostais. Confesso que gosto dessa empolgação que as vezes passa longe em boa parte das congregações adventistas no Brasil onde existe muito formalismo, frieza, apatia, tristeza..etc.
Quanto aos intrumentos de percussão…sendo usado de maneira correta…Deus será glorificado.
Acho que eu não iria gostar dos cultos da Argentina. rsrs
Maravilhoso Post !!! na realidade deve se ter um bom censo entre quais instrumentos, acredito que a igreja é um local onde possamos falar e ouvir Jesus a falar conosco ao som de guitarras e bateria não teremos uma paz ao falar com Jesus, antes de conhecer a Igreja e Jesus eu curtia rock e não me lembro de nenhuma vez ao escutar rock conseguia refletir e soluções para oq se passava há 18 anos atrás indo ao J.A o pessoal que ensaiava para tocar violão e uma especie de guitarra só estavam eles, quando eu estava chegando eles estavam tocando metálica e hj de todos aqueles jovens que estavam a tocar metalica dentro da igreja nenhum deles permaneceram, creio que os ritmos funcionam como o tempero na comida, quanto mais temperado mais tempero estarão querendo, se não achar vai sair ao mundo para encontrar.
Belo artigo. É bom lembrar que, em momento algum o Dr. Scholz aponta como inadequado o uso dos instrumentos percussivos na adoração coletiva. Até pq como ele mesmo reconhece, não existe ordem divina contra instrumento “x” ou “y”. A questão está no contexto cultural de cada congregação.
Tenho que discordar do que o amigo Milton escreveu sobre não ouvir a voz de Jesus com músicas ao som de guitarras e bateria. Com todo o respeito, mas isso é preconceito. Não consegue ouvir uma música como “O melhor lugar do mundo” do nosso amigo Lineu Soares e Novo…que possui bateria e guitarra? Não podemos usar pontos negativos ocorridos numa determinada congregação como sendo regra.
A artigo do professor Leandro Quadros chegou na mesma conclusão que muitos outros artigos que podem ser lidos nesse site: http://www.adoracaoadventista.com
O problema não está no objeto inanimado e sim quem está por trás do mesmo.
Com todo o respeito aos que gostam de citar a experiência negativa dos crentes adventistas de Indiana como prova falível de que devemos evitar os tambores. Indiana não é regra para a comunidade internacional adventista por dois fatores:
Primeiro: A doutrina espúria em Indiana não foi e não é defendida pela comunidade mundial adventista. Tanto os crentes da época como os de hoje são críticos do falso batismo no Espirito Santo em falar língua dos anjos e cair no chão. Nossa comunidade continua firme nessa questão.
A não ser que os senhores visualizam o pentecostalismo com empolgação no uso de levantar as mãos, dizer amém, aleluia. Nesse caso necessitamos voltar ao inicio litúrgico dos pioneiros ou até mesmo as comunidades afro-adventistas.
Segundo: O Espirito por trás daquela reunião não era o Espirito Santo.
Agora vejamos a diferença em outro culto lá na Escola dos Profetas (AT). 1 Samuel 10:5-7:
“…encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando”.
Ellen White escreveu:
“O Espírito de Deus notadamente manifesto nesses seminários, em profecia e musica sacra.
Numa ocasião um grupo de profetas encontrou Saul no “monte de Deus”, não longe de Gibeá, com saltérios e tamborins, flauta e harpa.
Sob a influencia do Espirito Santo, esses homens estavam profetizando e louvando a Deus com a musica dos instrumentos e a voz do cântico.”
A autora descreve esse momento como “louvor de Deus” e “culto”.
http://www.adoracaoadventista.com/2011/06/musica-na-escola-dos-profetas.html
Como podemos ver, num determinado contexto “X” os tambores foram usado para defender um culto profano. Em outro determinado contexto “Y” o mesmo instrumento foi usado para celebrar e confirmar a soberania de Deus.
A conclusão é…o diabo usa para seu louvor..o Espirito Santo também usa para a glória de Deus.
Sejamos influenciados pelo Espirito Santo!!!
Professor, o artigo é equilibrado. Gostei!!!
Eu recomendo a leitura do livro e dos artigos da Doutora Lilianne.
Lilianne Doukhan é formada em piano pelo Conservatório de Estrasburgo e Ph.D. em Musicologia. Ela é atualmente professora de História da Música e Literatura, no departamento de música da Universidade Andrews, e ocupa a cadeira Oliver Beltz em Adoração e Música na Igreja no Seminário Teológico da Universidade Andrews.
http://www.adoracaoadventista.com/2010/05/as-licoes-dos-instrumentos-do-templo.html
Faço uma pergunta: É possível ter um bom culto na igreja adventista ao som de bateria?
O Dr. David Newman, pastor da igreja Adventista New Hope em Maryland, EUA, responde, relatando o que acontece em sua igreja:
“As emoções têm seu lugar, instrumentos musicais têm seu lugar. Uma ferramenta pode construir ou destruir. … Na igreja em que sou pastor, cantores e uma banda instrumental com bateria lideram um louvor vibrante todo sábado, cantando o que há de melhor na música cristã contemporânea. Não há “balbúrdia e ruído”, tudo é feito com decência e ordem. Os membros são abençoados e Deus é exaltado”.
Amém!!
e iso ai que vc fala entao por que a novo tempo usa musicas como musicas balancantes como daniel ludke e varios cantores da rede desculpe mais nao deviam parar com esssa musics balancantes por que fazem isto devem mostrar a cristo e nao simplesmente um cantor ou uma venda de cd sou novo adventista e nao entendo isso pois de onde vim a igreja adventista esta copiando tudo de la principalmente o ritmo das musicas. palavras de quem esta com duvidas
Essse tal Dr Vilson não comentou sobre como eram usados os adufes. Na música sacra tb são usados tambores, mas de forma diversa do que são usados no rock. Ele tb não disse o que é usar bateria de uma forma suave. Eu pergunto o que é suave? Para uns o que é suave, para outros pode ser barulhento. Qual é o limite? É a mesma história do copo de vinho. Alguns médicos dizem que pode tomar um copo, outros são contra. Qual seria o tamanho do copo? O copo comum americano, ou o copão do Mac Donalds. Não tem limites. Em algumas igrejas em que se começou a tocar bateria leve, logo passaram a tocar de forma barulhenta e muito rítmica, virando um verdadeiro show de rock como descrito no artigo. Aqui na nossa igeja teve casos em que o pastor teve de pedir um hino suave em seguida a uma música muito barulhenta que havia tirado todo o clima para o sermão. Em outro caso após um sermão maravilhoso, cantaram uma música excitante e barulhenta que ofuscou todo o sermão. Vejam a opinião do Milton acima que bate com outras que ouvi de ex roqueiros que não aceitam esse estilo de música rock na igreja. Esse Leandro Quadros não é a pessoa mais adequada para falar do assunto, pois já li outros artigos onde ele defende esse estilo rock na igreja. Esse Dr Vilson também não é autoridade no assunto. Não tirem conclusões só por este artigo. Leiam antes artigos dos Pastores Alberto Timm, Ozéias Moura na Revista Adventista, que o Leandro Quadros foi contra. Leiam tb o Pastor Ottimar Gonçalves na Revista do Ancião, Pastor Gilberto Teiss, Levi de Paula Tavares, Prof. Sikberto Marks, Dra. Ostermmam e tantos outros que escreveram sobre o tema. Vejam no site http://www.musicaeadoracao.com.br, que inclusive tem um artigo bem mais completo sobre o Salmo 150. Leaim tudo e pesquisem e retenham o que é bom. Cuidado pastores com o alimento que vcs estão dando para o seu rebanho. Cuidado com o fogo estranho. Essa música está embalando as outras igrejas e nós temos de ser diferentes. Se quisermos fazer parte da grande multidão que João viu no céu, não podemos nos contaminar com mulheres(igrejas). Essa música rock está sendo usada para unir as igrejas. Está ficando tudo igual. Tem muitas pessoas procurando uma igreja diferente, que conserva a pureza original. É aí que nós temos que nos destacar. Que o Espírito Santo oriente a todos.
Caro Ismael,
O seu tom desrespeitoso só depõe contra você e nosso estilo musical predileto. Até o momento, os mais liberais não se manifestaram assim como você, argumentando de modo a diminuir minha pessoa.
Eu nenhum momento eu disse no artigo que sou “autoridade” no assunto. Pelo contrário: orientei a todos a buscarem outros estudos e a terem meu singelo artigo como um adendo.
Acho que você está brincando em dizer que eu defendo o rock. Nunca escrevi isso e, se não for brincadeira sua, é fruto de sua imaginação. Não pense além da realidade, meu irmão. Isso não é saudável.
Recomendo que leia o artigo com mais atenção e menos espírito de crítica. Fique na paz.
Leandro Quadros
Primeiro, possuo uma profunda admiração por sua pessoa e sei de seu compromisso pessoal com Deus e a verdade. Creio também que se um dia, você perceber que talvez esteja errado, terá humildade para voltar atrás. Bom vamos lá…
Tenho falado com alguns dos melhores teólogos da igreja adventista a este respeito e pelo menos os que tive a oportunidade de conversar, todos me afirmaram categóricamente que os tambores de fato não eram utilizados no santuário a partir de Salomão e que salmos 150 com as palavras danças e tambores foi escrito antes da orientação de Deus quanto a música que seria usada a partir da inauguração do templo. Sugerem inclusive que, o fato de Deus não permitir que Davi escolhesse os instrumentos é uma evidência clara que Davi não faria boas escolhas, por isso em II Crônicas 29:25,26 fala da lista mais apropriada para aquela circunstância. Se os tambores não fizeram parte por não ser muito apropriado para a adoração naquela circunstância, o que tornaria a bateria mais apropriada uma vez que ela é um conjunto instrumentos percussivos? Outra coisa, como ficaria o livro do Dorneles “Cristãos em Busca do Êxtase” que apresenta a percussão como estando fora do templo, lembrando que este livro foi endossado pelo Alberto Timm e por Amin Rodor. Uma outra sugestão que gostaria de um parecer, é o artigo de Gilberto Theiss que pode ser acessado em http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/cronologia_salmo_150.htm. inclusive perguntei a um Dr em teologia especialista em Antigo Testamento cursado pela Andrews a respeito deste artigo, e houve boas considerações… Sei o tambor pode ser usado em nossa igreja desde que seja utilizado com moderação e equilibrio, mas porque insistir com a ideia de defendê-lo quando na maioria esmagadora das vezes vemos as pessoas produzindo rock? Em uma igreja próximo daqui colocaram uma bateria. No começo o uso foi moderado, mas aos poucos o baterista não mais conseguiu se conter e gradativamente foi acentuando as batidas. .Isto foi suficiente para criar um raxa na igreja que acabou causando só problemas… Não sei se defender este instrumento trará benefícios à igreja. creio que o desgaste que isto tem causado não terminará, apenas dividirá mais e mais a igreja. Acredito que, se a bateria não é capaz de levar alguns a adorar a Deus, o ideal seria bani-lo de vez. Com um piano, todos adoram a Deus, mas com a bateria, poucos conseguem fazer o mesmo. Se é que conseguem com tanto barulho estimulante. O estimulante, mesmo auditivo, nos torna mais dependente. O apelo pela dosagem é sempre maior. Tudo é apenas uma questão de tempo. Aguardo contato…
Estimado Junior,
Agradeço pela maneira educada como apresentou suas considerações. Vou destacar alguns pontos importantes para nosso diálogo:
1) Não creio que boa parte de nossas igrejas estejam preparada para ter percussão.
2) Não defendo que toda igreja Adventista deva ter percussão, pelo contrário: acredito que devemos ter profissionais, que não tenham aprendido só tocar lá fora.
3) Não sou a favor é que teólogos, por mais bem intencionados que sejam, argumentem contra um instrumento tendo como “argumento” o argumento do silêncio. Sei quem são os teólogos que consultou e os respeito e admiro muito (fui até alunos deles, com muita honra).
Todavia, nesse ponto em particular (quanto a cronologia do Salmo 150), concordo (não tem todos os quesitos, pois, há coisas que preciso estudar antes) com o Dr. Schulz e a Dra. Lilianne Doukhan, professora de Múscia na Andrews. Recomendo que leia o capítulo traduzido do livro dela, disponível no site: http://www.adoracaoadventista.com/2010/05/as-licoes-dos-instrumentos-do-templo.html
Não creio que a solução para o problema seja a apresentada pelo irmão, pois, barulho até pior pode ser causado por outros instrumentos. Penso da mesma forma que um internauta, que expressou-se mais ou menos da seguinte forma: “precisamos ter profissionais, que sejam treinados para tocar o instrumento para igrejas, e que não sejam acostumados a tocá-lo apenas no meio secular”.
Fico impressionado quando alguns de nossos irmãos se degladiam sobre tal assunto e deixam de lado princípios da música que são fundamentais. Por exemplo: os que atacam ou defendem o uso do intrumento raramente usam em seus artigos o Sl 96:1, que diz para cantarmos um cântico novo a Deus. Será que não estamos coando o mosquito e engolindo o camelo ao falarmos tanto de um instrumento e permanecermos “cansando” os ouvidos de Deus com os mesmos 10 ou 20 hinos que cantamos durante o ano inteiro, sendo que nosso hinário tem mais de 600?
Enquanto não percebemos que o problema maior é falta de consagração dos adoradores e não solucionarmos isso, ficaremos discutindo questões que apenas mascaram nossa doença e nunca ficaremos curados.
Essa é minha opinião, mas, respeito a sua, meu irmão.
Deus o abençoe e guarde. Obrigado e, até a próxima.
Muito interessante, Oremos a Deus para que os lideres das igrejas orientem o povo com a palavra de Deus ensinando assim o povo a adorar a Deus em espírito e em verdade…
O tema não é facil: Mas amara a Deus acima de todas as coisas, adora-lo e ama-lo como ele nos ensina é esencial…
REV. ANÌSIO
Ola amigos, na minha opinião podemos fazer de um simples asovio um grande louvor
afinal tudo depente em dedicar o que temos de melhor para quem nos deu o melhor. O que toca o coração do ser humano não é a musica e sim o Espirito Santo e enquanto ouver pecado nosso louvor poderá melhorar. Que Deus derrame bençãos infinitas sobre nós. Amém?
Achei muito bem colocada as palavras do Dr. Vilson – SBB, Mas é incrível a capacidade de distorção de suas palavras e da própria palavra de Deus. Acho que devemos parar de sermos hipócritas e pararmos de ficarmos em cima do muro. Acho que esta questão está muito mais ligada a gostos pessoais, tradicionalismo e etc…Porém, acho incrível ir a igrejas tradicionais e encontrar um Piano e dizer que está tudo bem. Acaso o Piano está mencionado na Bíblia? Violão, violinos, violas, cellos, etc….Estão? Se somos tão obedientes a palavra e a seguimos de forma tão “ao pé da letra”, sem levar me consideração, tantos outros textos e interpretações racionais que nos permitem adorar a Deus, independente do lugar, função, instrumento ou manifestação. Estamos em pecado! Deveríamos recriar então e utilizar todos e apenas os instrumentos lá citados. Acho uma tremenda hipocrisia, usar a palavra de Deus pra defender os meus interesses, os meus gostos e preferências. Acho mais digno, a Igreja assumir seu posicionamento pelo o que a Igreja define como instituição. Até porque, isso faz com que outras igrejas que utilizam outros instrumentos e etc…sejam tidas como igrejas profanas, igrejas desobedientes e etc…Ou não? Por-favor, deixemos de ficar em cima do muro, de sermos políticos, de condenarmos os outros com o nosso “bom censo” . Acho incrível a sabedoria de Deus, de justamente no assunto música e adoração não ter criado leis, como criou para tantos outros assuntos. Será que por Ele ser tão sábio e onisciente daria sabedoria, genialidade e criatividade para o homem construir novos instrumentos, novos conceitos musicais? Afinal, a música também mudou, ou não? Por acaso continuamos cantando exatamente como os levitas? Acaso Deus deixou-nos partituras ou anotações para tal? Incrível….Suas palavras foram escritas, guardadas, documentadas e perpetuadas até hoje. E sobre música? Acho que fica aqui o nosso Bom censo, e tenhamos posicionamento ao falarmos. Não distorcemos e nem coloquemos palavras na boca de Deus, pra isso sim há condenação e julgamento! Estes sim são fariseus, que utilizam a palavra e a distorcem pra defender seus gostos e preferências pessoais!
P.S: sei que minha opinião não será publicada aqui….afinal, não é uma opinião de bom censo! Mas, mesmo assim agradeço por poder expor minha opinião aqui, mesmo que não seja publicada! Abraço
Caro Dr Vilson, explique-me por que depois de II Crônicas 29:25-26 para a frente e inclusive no Novo Testamento não se fala mais em tambores? Se é porque não se fala que se pode usar, então não preciso guardar o Sábado, pois não há uma ordem expressa no Novo Testamento para se guardá-lo. Cuidado com esses achismos. Engraçado que o próprio Prof. Leandro Quadros só cita a harpa e as trombetas no Novo Testamento. Acho que o problema não é o instrumento em si, mas a forma como se usa. Vi bateristas da igreja adventista tocando como se fossem verdadeiros roqueiros. E a bateria acaba levando a essa forma de tocar, como também a guitarra. Os músicos acabam imitando os trejeitos dos roqueiros como se fossem verdadeiros Elvis Presleys no púlpito. Não é assim que a mensagem vai ser dada. Isso é momentâneo, é passageiro, é só euforia. Muitos dos que tocam assim na igreja já saíram dela. Não querem louvar verdadeiramente, mas só se aparecer. Só tocam quando tem público. Agora, o irmão Paulo não deveria chamar seu irmão Milton de preconceituoso só porque não se sente bem ouvindo bateria e guitarra no culto. Ele não aprendeu o que estudamos na lição passada, que devemos nos suportar uns aos outros. Deve-se fazer como o apóstolo Paulo que não comia carne para não escandalizar o irmão. Vejam que quem defende esse estilo de música rock na igreja quer enfiar isso goela abaixo dos que não gostam. Chamam de preconceituoso, ultrapassados, radicais, atrasados e outros termos que nem vou colocar aqui. Se a direção pedir para eles cantarem uma música com menos bateria, eles simplesmente desistem de cantar, se revoltam. Isto já aconteceu em várias igrejas. Pergunto, isto é espírito cristão? Não foi só num lugar que ocorreu isto, viu meu querido Paulo. Isto já está se tornando regra. Quanto às atitudes pentecostalistas também já ocorreram em várias igrejas, inclusive com palmas, oração em voz alta e falar em línguas. Teve pastor que já comentou isto em outros blogs. O Prof. Sikberto Marks presenciou isto em um culto e pensou por uns segundos que estivesse em uma igreja pentecostal. Então meus amigos, o negócio é muito sério. Quem compartilhar com esse estado de coisas certamente vai ser cobrado. Aí vem a sacudidura e que vai separar os que adoram a Deus e os que se conformam com este mundo e estão mais preocupados em agradar a homens que a Deus.
Caro Leandro,
Obrigado pela franqueza e coragem de postar o seu diálogo e comentários com o Dr. Scholz. O que ele respondeu é o que a maioria dos bons teólogos responderiam diante da situação. Neste caso o mesmo deve ter até se espantado com a possibilidade de um Adventista utilizar a argumentação da ausência que revoga, pois é exatamente este o argumento que utilizamos apropriadamente para demonstrar que o Sábado não foi revogado.
Afirmar que a ausência de uma afirmação confirma a sua revogação é mais do que um tiro no pé do Adventista do Sétimo Dia: é um tiro na cabeça.
Obrigado por tornar esta questão mais acessível a um público maior.
forte abraço
André
Sim, pastor André: a postura de muitos em usar o argumento do silêncio em relação ao assunto tem sido um verdadeiro “tiro na cabeça”, como você bem salientou.
Obrigado por seu comentário. Grande abraço!
Eu gostaria de deixar um breve comentário a respeito desse assunto, não sou uma cara radical, no entanto levando em conta que estamos lidando com o inimigo de Deus, EX regente do coro celestial, que possui a fronte larga, que é sinal de inteligência ( os adventistas sabem do que estou falando ) acho que uma resposta equilibrada para esse assunto não é o suficiente e vou explicar: O grande problema dos instrumento de percussão estão realmente em quem está tocando, mas pergunto quem faz o crivo? Quem faz a seleção dos cantores e músicos? Porque eu falo isso, simplesmente porque os nossos musicistas estão bebendo em outras fontes para cantar, compor e tocar, vamos ser sinceros não precisamos ser hipócritas, olha alguns de nossos cantores famosos, vejam na internet estão pulando gritando, cantando e tocando com artistas do mundo, e nas igrejas pentecostais, e os nossos jovens chegam para nós e perguntam porque não posso fazer o mesmo, se eles podem ? Vejam os gostos musicais de nossos jovens em seus facebooks e em seus orkuts, por ex: dois clipes pop gospel da igreja e alguns da byonce, shakira, e outros em suas páginas pessoais, sou pai verifico , tenho muitos , mais muitos amigos jovens adventistas, fico triste ao ver e ouvir do que eles gostam atualmente, rap, seranejo, rock, forró universitário, e pop cristão, meus amigos o problema é muito, mais muito mais embaixo, é total falta de CONSGRAÇÃO, por isso sou contra a bateria dentro da igreja, NÓS ESTAMOS SEM PARAMETROS PARA DIZER ATÉ AQUI PODE, PASSANDO DAQUI NÃO PODE, ninguém vai fazer isso, e esse problema é tão dificil, que em uma igreja os jovens ja deram um jeito, agora só tocam violão em estilo de batida, ( desculpe minha ignorância ) mais no estilo rock clássico, não vejo um jovem dedilhando um violão, mais sim somente na batida, eu somente oro a Deus para que ele tenha misericórdia, porem nos falta CONSAGRAÇÃO PARA REALMENTE SABER A REAL E BOA VONTADE DE DEUS.
Bem,sem dúvida esse assunto gera uma certa polêmica na igreja!Mas se tivermos o temor de DEUS e seguirmos os conselhos que o professor Leandros Quadros deu nas palavras finais,saberemos o que fazer e falar quando nos depararmos com situações que envolvem esse tema!Um abraço e que DEUS abençoe a todos!
A Igreja do Velho Testamento não é um exemplo em tudo. O povo de Israel saíra do Egito e trouxera muitos costumes náo santificados (poligamia, por exemplo). Não é seguro basear nossos atos no que os homens (embora consagrados) FAZIAM e sim no “assim diz o Senhor”. Muita coisa Deus relevou, por causa da ignorância e dos costumes do povo. Jesus disse: Muito tenho ainda que vos dizer, mas vós não estais preparados. Quando vier o Espírito da Verdade, Ele vos guiará a toda a Verdade.
Se os irmãos observarem o contexto de II Crônicas capitulo 15 e 16 verão que Davi, ao perceber que havia cometido um erro ao querer fazer tudo com sinseridade e alegria, não o fez porem conforme a ordenança e o Senhor não aceitou e em seguida o incidente e posterior acidente que ocasionou a ira do Senhor que abriu rotura em Usá, então estude esses acontecimentos em II Cr capítulos 13,15 e 16 e os queridos observarão que alem de tranportarem a arca de maneira correta tambem foram exclido os instrumentos de batuque, será que aguem discutiria com o rei Davi sobre que musica o Senhor aceita; quanto ao comentario feito com relação aos instrumentos dos tempos biblicos não existirem mais, eu concordo mas seu derivados existem, pois, temos bons instrumentos de corda e sopro que são derivados daqueles.
Outrossim se alguem não se sente satsfeito se não houver batucada (mascarada com lindas letras) então terá problemas,pois nos tocaremos harpas e não baterias e os anjos vem tocando trombetas e não baterias, assim da mesma forma que quem se acostuma com o domingo não aceita o sabado, tambem quem se acostuma com batucada nunca gostará de boa musica nem aqui nem no porvir.
A paz do trono Celestial seja com todos!
Só explicando que onde está escrito II crônicas lê-se i crônicas.
Paz e Bem!
O problema só está no que satanás toma posse, como ele era líder da música lá no Céu qdo era anjo de luz, como ninguém sabe usufruir da música para seus piores fins é só olharmos para as letras como as pessos do mundo tocam bem procuram sempre se aperfessoar fazem o melhor para ele, ele não criou nada, ele usurpou de tudo que Deus criou, claro naquilo que o próprio Deus foi permitindo.Eu creio que isso de poder ou não determinados instrumentos dentro das Igrejas não passa de desejos humanos , sabe aquele péssimo achismo humano, que não tem nada ver com os planos de Deus
Discernimento é bom e não faz mal a ninguém, o que não pode acontecer é dizer que é do Diabo ele não tem nada a única coisa que ele quer é tirar nossa atenção para nos dispersarmos e sair do foco do alvo que devemos seguir que é de adorar a Deus de todo coração
Amei os comentários e sua postura com o assunto.Amo ouvir os louvores com todos os tipos de instrumentos em uma sonância prazerosa aos meus ouvidos. O som é belo, mas a prioridade é que os céus ouçam o louvor que entoamos ou tocamos para honra e glória do nosso Soberano Senhor.
Confesso que não me sinto tímida ao elevar os meus braços e olhando para o teto da igreja sentir os céus abertos e saber que Jesus Cristo pode até me tocar.
Grande abraço
SOU IMENSAMENTE GRATA A DEUS POR USAR SUA PESSOA ATRAVEZ DE SÁBIAS E INTELIGENTES PALAVRAS ESCLARECER PONTOS DE VISTAS RESPEITANDO AO OPINIÕES DE TODOS ,PRINCIPALMENTE CONSULTANDO EXPECIALISTAS NO ASSUNTO, QUE DEUS CONTINUE SEMPRE USANDO SUA PESSOA TÃO MAGNIFICAMENTE PARA ELUCIDAÇÃO DE FATOS TÃO POLÊMICOS QUE NOS LEVAM A EXPLORAR TÃO GRANDEMENTE A BÍBLIA E O ESPIRITO DE PROFECIA..ENORME ABRAÇO E MUITA FELICIDADE A VOCE E SUA LINDA FAMILIA
DÉBORA -CURITIBA -PR
Obrigado, amiga Débora! Entregue meu abraço a todo pessoal.
Olá Leandro Quadros, obrigado por postar mais um artigo sobre esse assunto que necessita de atenção com toda certeza…
Minhas questões são muito parecidas com as do Júnior que comentou acima, então não vou “ficar chovendo no molhado”..
embora vc tenha expressado seu cuidado principalmente no ponto nº 5, recebi inúmeros compartilhamentos do seu artigo, com frases como “só não enxerga quem não quer” ou “olhem o posicionamento oficial da igreja…”… o que creio ser lamentável…
Muitas das pessoas que me enviaram o link do artigo e são favoráveis a todos os instrumentos, para o culto a Deus, justamente porque eles não são “inerentemente maus”, “não são desaprovados ou aprovados pela bíblia”, “…desde que não escandalize, dentro do contexto …” coisas que eles tem aprendido com muitos artigos como esse… são pessoas que tem produzido música pop, rock nos cultos…lamentável tb…
No caso do Salmo 150 o foco dele não está em um convite á adorar? e não em uma lista a ser seguida? ou aumentada?
abraços…
fico preocupado pensando
Olá, caro Marcos,
Você está corretíssimo: o foco do Salmo é o convite para adorar. Porém, ele apresenta o costume hebreu de adoração, que tinha os instrumentos percussivos – e não podemos negar esse fato, que está visível.
O problema maior, na minha opinião, é mudar a cronologia do Salmo e fazer de 1Cr 15:16, 19-22 uma lista “autorizada” para “desautorizar” o Salmo 150 e, assim, “satanizar” certos instrumentos. E isso não deveria acontecer, ainda mais por parte de um povo que preza pelo estudo sistemático da Bíblia.
Levando-se em conta todo o contexto bíblico a respeito da maneira como Deus deve ser cultado, encontramos em 1Co 14:33, 40 a ordem para fazermos tudo com “decência e ordem”. Por isso, creio que quando os israelitas faziam uso da percussão (e estavam de bem com Deus e consagrados), eles se enquadravam dentro desses critérios. Desse modo, se alguém pensa em fazer uso de instrumentos percussivos para transgredir tais princípios, terá de dar contas a Deus.
Lamentável mesmo as pessoas dizerem que o que escrevi (uma só pessoa) e o que o educado Dr. Scholz escreveu (uma só pessoa e que não professa nossa fé, e que muito contribuiu) foi “o posicionamento oficial da igreja”. Gostaria de lhe pedir um favor: que pegue esta minha resposta e compartilhe com os mesmos que lhe disseram essa barbaridade.
O que fiz foi dar uma contribuição num assunto que vinha me deixando chateado há algum tempo. Não gosto de ver vários músicos consagrados cabisbaixos (e olha que viajo bastante) por terem suas músicas menosprezadas, mesmo com um uso equilibrado de percussão (não me refiro aos que exageram e que precisam mudar).
Espero que possa ter lhe esclarecido um pouco mais sobre esse assunto que é amplo e complexo. Um grande abraço e, muita paz!
Maravilha, não poderia ter tido melhor abordagem que esta, com todas as participações, Deus seja louvado e engrandecido com toda essa preocupação em Adora-lo, parabens Prof. Leandro, e obrigado a todos que contribuiram, gostei bastante, precisamos compartilhar mais post como este, equilibrado. (como o Marcos mencionou, não como palavra final da Igreja mas como algo a somar).
Fiquem com Deus.
Respondendo ao amigo Pedro:
Usar II Crônicas 15 e 16 como prova de que Deus repudiou os tambores é um erro. O fracasso na primeira tentativa de transportar a arca se deu pelo fato de Uzá tocar na arca quando a mesma ia caindo. Deus havia estabelecido quem deveria carregar aquela arca e como. Os Levitas Coatitas (Núm. 4:15 e 7:9)
O sucesso na segunda tentativa se deu pelo fato dos Levitas Coatitas carregarem a arca de forma correta, e não a suposta ausência dos tambores, aliás muitos teólogos dizem que os tambores tbém estiveram no segundo trajeto. É bom lembrar que Davi e o povo celebraram e dançaram no segundo trajeto. Se Deus repudiava os tambores no primeiro trajeto por levar o povo a dançar, pq não repudiou a dança no segundo trajeto se como alguns dizem…não havia tambores?
Eu indico esse artigo do pastor e doutor em música André Reis:
http://mygenesisnow.com/TAMBORES%20E%20OS%20INSTRUMENTOS%20DO%20SENHOR
Eu até respeito os que gostam de usar textos do Prof. Sikberto Marks, Vanderlei Dorneles, Samuelle Bacchiocchi e Dario Araujo. São homens tementes a Deus e estão preocupados com a ama IASD. Mas quero lembra-los que esses escritores não são a palavra final da IASD. Existem muitos outros teólogos e músicos (Dr. Lilianne Doukhan, professor Ed Christian, pastor André Reis, Dr. William Fagal e muitos outros) que discordam da visão dos mesmos. Claro que também quero deixar claro que os nomes que citei não são a palavra final da IASD.
Diante de tamanha divisão nas idéias, onde está a palavra final da IASD?
Documento “Filosofia Adventista sobre música” – votado em 2004 pela Conferencia Geral:
V. Os Instrumentos
“Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto “seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra.” – Testimonies, vol. 9, pág. 143.
Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.
O uso de play-backs deve ser uma alternativa para momentos especiais. Devem ser utilizados de modo equilibrado, sempre em apoio ao canto congregacional.
O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.
Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.
Diante disso meus caros senhores, o resto não passa de gosto pessoal mesmo. A IASD já tem sua posição desde de 2004.
Abraço!!
Respondendo ao irmão Ismael:
Caro irmão Ismael, o preconceito está em ambos os lados. Jovens não são humildes em entender os mais velhos e os mais velhos não são humildes em entender os mais novos. A lição passada fala sobre suportarmos uns aos outros, porém isso não se aplica a ambos os lados? Pq é difícil um crente que não gosta de música ao som de guitarra suportar o irmão que gosta? É mais fácil o irmão que não gosta de músicas do hinário suportar os que gostam? a aplicação paulina é para ambos os lados.
Eu tenho visto mais intolerância por parte dos mais tradicionais do que os mais jovens.
Creio que deveríamos aprender com os concertos musicais do famoso Gaither Vocal Band…onde cantores idosos e jovens cantam juntos diferentes hinos…mostrando a verdadeira unidade na diversidade.
http://www.youtube.com/watch?v=jJP31MTsKCY&feature=related
O adventismo precisa disso meu caro irmão Ismael. Bom, ele já é isso no mundo…mas precisa também ser em cada igreja local.
nao louvo a DEUS com batuque e gritaria , acho que nao devemos amar a musica do mundo e tentar encorpora- la na igreja ou em um louvor ao ALTISSIMO.
Irmãos, com ou sem percussão ou qualquer outro instrumento e/ou gênero musical “discriminado”, devemos seguir o que realmente a Bíblia é inconfundível ao dizer: devemos fazer “tudo” “para a glória de DEUS” e “tudo” “decentemente e com ordem” (1.a Coríntios 10:31 e 14:40). Seguindo essas regras divinas, com certeza, o nosso louvor será aceito pelo SENHOR.
O amigo Michael deveria ter dito isso para Bach, Mozart e inúmeros compositores do século 18 e 19 que mudaram a cara da música cristã usando elementos seculares. Olhemos para o nosso tão tradicional hinário (tradicional hoje).
Se usar bateria é amar a música do mundo…que joguemos fora de nossos templos os pianos, violinos, violões, sax, cantores e a própria música. O mundo usa tudo isso também.
Com todo o respeito…mas até que ponto vale esse puritanismo religioso na defesa de uma suposta música santa?
Gostei muito da postagem, concordo plenamoente com o senhor, pr Leandro. Gosto muito de assistir o seu programa. Eu cantava no Departamento de Jovens na igreja, e muitas meninas iam com roupas curtissimas, e os meninos com roupas inadequadas. A igreja onde eu congrego é bastante petencostal, sou da tradicional assembleia de Deus, mas também não concordo muito com os irmãos barulhentos.
Gosto muito dos seus ensinos’
Por que associam o rock com barulhento? Acho bom rever os conceitos, pois sempre ouvi música rock de ótima qualidade, com sons tocando harmoniosamente, esta generalização leva ao erro de informações e gera preconceitos difundidos, rock não é sinônimo de bagunça e desarmonia, muito pelo contrário, a verdadeira história do rock está em levar paz ao mundo.
Até que enfim achei um texto onde não há briga, um querendo provar que a sua interpretação é a mais certa. Eu li outros textos de adventistas sobre o Rock e dança e no de dança chegaram a dizer que um adventista que vai a igreja dançando deve ter problema de sanidade mental. Eu particularmente não aprecio muito dança no culto, mas não encontro nada na bíblia para dizer que não pode, sobre a bateria é isso mesmo, o que vale é o bom-senso. Quando eu era adolescente gostava de colocar a guitarra nas maiores alturas e queria que o baterista batesse bem no tambor, mas hoje obviamente percebo o quanto estava errado.
Muito bom esse artigo Sou baterista, professor de bateria e adventista. Tive duas oportunidades de colocar uma parte dos meus instrumentos (qeu compoem a bateria) na igreja. Foram duas breves apresentações, e ouvi comentários positivos sobre o resultado do que fiz. Também no ano passado ouvi o Leandro Quadros falar sobree música e percussão, e em seguida me dirigi a ele demonstrando minha alegria, afinal como resumo da nossa conversa, é tudo uma questão de como tocar, o bom senso deve ser a coisa mais importante nisso tudo. Mas como alguém já disse, o problema é a maneira como muitos tocam, quase destoem o instrumento. e o ouvido das pessoas. Tocam para se exibir não para fazer música. Nunca foi o meu caso, pois com muito esforço, estudo e dedicação, aprendi a diferença entre bater e tocar. Que Deus abençoe aqueles que tocam com respeito e amor. Chuim
Beleza de artigo!
Li nos posts várias referências a dinâmica pentecostal na forma de adorar através da música, inclusive com a opinião de um estimado irmão em 12 de janeiro de 2012 às 16:55, citando o seguinte:
“No livro Eventos Finais fala sobre a Igreja no Tempo do Fim. Ali, no capítulo que trata sobre a música lemos: Haverá gritos, com tambores e com balbúrdia tal, que como os eventos frenéticos que tiveram lugar em Indiana (entre o movimento da carne santa ) deixarão a mente entorpecida e os sentidos ficarão embotados de tal forma que não conseguirão abstrair nada de verdades espirituais. E chamarão isso de festa para Cristo.
Será coincidência com o que vemos hoje nas igrejas?” Logo em seguida e em reposta a este irmão, um outro irmão chama sua atenção para um fato:
“Wallace disse:
12 de janeiro de 2012 às 22:51
Ao querido irmão wagner aparecido silva chaves.
Este texto é muito famoso pois é utilizado como embasamento para condenar qualquer uso de instrumentos de percussão no louvor congregacional.
Porém se o querido irmão aplicá-lo às igrejas pentescostais(faço coro ao Leandro que nada tenho contra meus queridos irmãos pentecostais) vc perceberá que isto de fato já está acontecendo, mas não na igreja adventista.
Das poucas igrejas q eu conheço e frequento eu não vejo este tipo de louvor sendo oferecido a Deus, mas em diversas igrejas pentecostais eu percebo exatamente isto q a escritora cristã Ellen White, menciona.”
Pois bem, como pentecostal, músico/instrumentista percebo que o problema do lado de cá vai na contra-mão da problemática adventista. Sou testemunha e já intermediei discussões sobre “que música chata sem ‘unção’, eu sou “canela de fogo”! Ou “Deus me livre! Que música de velório”! Ou seja, numa visão geral sobre as percepções e gostos musicais, a gente nota que o problema de uns é a solução de outros; naquilo que me sinto incomodado é justamente nisso que o outro se sente a vontade? Agora, quem sou eu pra ditar as regras e me antecipar ao Espirito Santo? Por acaso a adoração me pertence? Sou eu quem estou sendo adorado? Desde quando eu tenho autoridade para decidir qual dinâmica de culto agrada a Deus? Pelo menos nesse ponto somos farinha do mesmo saco. Todo mundo quer tá certo. Agora vale lembrar que dentro do arraial adventista usa-se lente de aumento em questões que em outras igrejas são assuntos periféricos. Haja vista que a música dentro da maneira pentecostal de cultuar dialoga com a cultura circuncidante, com o estilo ou ritmo em qualquer época, inclusive, apesar de ter uma identidade (corinhos) não tem problema algum de abraçar até mesmo a música tipicamente adventista. Tente fazer o contrário e você será decapitado.
Tocando no assunto da escritora e a sua profecia, eu acho que dentro da visão adventista de enxergar o mundo é totalmente plausível a percepção do irmão, mas aqui cabe a pergunta: o pentecostalismo está se amoldando a outras formas ditas “certas” e “agradáveis a Deus” ou o mundo está se pentecostalizando? Ou ninguém sabe que até Ellen White no início de seu ministério deu uns glória de “sacudir poeira”?
Valeu queridos! Perdoem qualquer bobagem. Só entrei na discussão por ter sido citado na minha crença. Mas admito a relevância de cada opinião. Penso que está faltando muito pra que o adventismo chegue a um consenso. Isso, na minha opinião, são efeitos colaterais de se erigir em torno da doutrina, muros de interpretações particulares petrificados e robustecidos pelo orgulho denominacional. Não me batam por favor! rsrs. Valeu, queridos. Oh glória!!!
Boa noite a todos,
Não sou Teólogo e nem Pastor, sou músico e líder na área musical de minha Igreja, muitas vezes não consigo entender porque os irmãos em Cristo entram em assuntos tão fáceis de se resolver deixando de lado o amor pelas almas que estão aqui no mundo se perdendo.
Pastor Leandro, admiro seus ensinamentos e a Igreja Adventista pelas posturas e sistemática, apesar de não concordar com tudo, porém vendo a opinião de alguns acima, pude ver que a maioria concorda com o uso da bateria na Igreja, na minha igreja é comum o uso da bateria, e por sinal temos ótimos bateristas profissionais. Em alguns momentos realmente o som da bateria nos deixar um pouco “pertubados” porém em minha igreja tento fazer com que esse tipo de situação não aconteça.
Creio que Deus aceita nosso louvor a partir do momento que façamos de coração, cada país tem uma cultura diferente e costumes religiosos, por exemplo, gosto muito de um pastor e canto americano Ron Kenoly, e em alguns DVDs ele chega a usar duas baterias e percussão, será que Deus não está recebendo o louvor? Creio que Deus recebe o louvor de qualquer instrumento se estivermos em sua presença e fazendo tudo para honra e glória de nosso Deus. Concordo que o uso da bateria deve ser realizado com inteligência, fazendo dessa forma ninguém vai se escandalizar. Gostaria muito que o Pastor Leandro comentasse minha opinião. Richard (Asssembléia de Deus em Taubaté-SP)
Olá prezado prof. Leandro Quadros,
Passei um bom tempo sem comentar sobre o assunto música na igreja. Creio que às vezes acabamos nos concentramos tanto no assunto que podemos nos esquecer do principal que é ganhar almas. Na verdade, esta é uma área que deve haver muito tato e compreenssão de nossa parte, que somos mais experientes. Tudo porque existe na igreja vários grupos de pessoas, com gostos musicais variados e que acaba, às vezes, trazendo divisão no corpo de Cristo. O ideal era que o mais antigos na fé, tivessem mais habilidade para lidar com os mais novos na fé, o que nem sempre ocorre. Entendo que a preocupação com a santidade da adoração é essencial, no entanto, bom senso, mansidão e tato cabe em todo lugar.
Sobre a interpretação dos textos citados vejo que os dois lados têm bons argumentos para estabelecer seus critérios de música na adoração. No entanto, entendo que EGW não fez oposição a algum tipo de instrumento, mas ao incorreto uso deles na falsa adoração. E creio que a posição da Associação Geral levou em consideração esta postura do Espírito de Profecia.
Lembremos, irmãos, que do mesmo modo que Deus falou com Elias através de um cicio suave, também falou no sinai ao rimbombar de trovões e ao som de trombetas. Cada coisa tem o seu contexto. Não vamos abandonar o hinário, mas não deixemos de valorizar os cânticos espirituais. Vamos defender a nossa tradição melódica, mas não vamos repelir o novo cântico. Vamos valorizar o cantico vocal, mas vamos investir na formação de músicos em nossas igrejas.
Está na hora de nos unirmos num só cantico, numa só voz, num só pensamento, num só esforço, numa só atitude: Pregar a volta de Jesus e o Seu Juizo. Quem estiver fora desse propósito corre o risco de ficar de fora. Se você perceber que alguém está errando nessa área ore por ele. Mas ore mesmo. Não fique só falando do estilo do outro que é errado, pois aí você vai estar mais errado do que ele. E ele pode ir e você ficar, meu irmão.
Temos que estar firmes e unidos irmãos, pois o fim está próximo. O teu estilo musical, por melhor que seja não vai te salvar. Portanto, ore mais, leia mais a Bíblia, clame a Deus por misericórdia na tua vida, pois a noite está chegando,e, só quem pode caminhar na noite é quem tem a luz.
Fiquem com Deus!
Tem adventista que não gosta que outros irmãos falem aleluia, gloria a Deus ou amém no culto. Não gostam da alegria no culto. Por favor…EGW foi contra o formalismo nos cultos adventistas. Ela também não defendeu o pentecostalismo. Mas a alegria da congragação na hora do louvor, resposta na hora do sermão é algo muito bonito.
Outro dia estava lendo que alguns anos atrás em Londres na Inglaterra….com o crescimento dos negros na igreja adventista…muitos irmãos brancos começaram a sair pedindo para construir igrejas separadas p/ eles…pq não suportavam os brados de aleluia e gloria a Deus dos adventistas negros. Quanto preconceito e racismo!!
Eu já estive em Atlanta EUA e fui num culto divino de uma grande igreja adventista negra (3 mil membros)…o culto é uma benção…os louvores do hinário, o sermão, o coral…e a igreja vibra. Não tem nada de pentecostalismo. Falar aleluia é biblico.
Esse é o espirito que deve permear o culto adventista:
“E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra” – Neemias 8:6
Ola Pr Leandro, Deus tem lhe abençoado muito em conhecimento e tato para expor temas tão polemicos quanto a musica na igreja.
Acredito que Satanás tem trabalhado arduamente no seu intuito de dividir a igreja e muitos irmãos não conseguem enxergar isso.
Temos dois lados extremos; os conservadores e os liberais, creio não ser nenhuma destas a vontade de Deus e sim uma estratégia do inimigo.
O tema foi muito bem abordado e com humildade e simplicidade exposto, acredito que a igreja tem que focar nossa mensagem principal que é a pregação da volta de Cristo, e não perdermos tempo em discutirmos e ofendermos nossos irmãos.
Sou ancião de uma igreja em Foz e tenho levado o assunto da musica com seriedade porem sem farisaismo, Deus merece nosso melhor e isso faremos até sua volta.
Espero que este artigo tenha trazido informação a todos assim como me ajudou a melhorar minha visão com relação a musica.
Que Deus abençõe a todos nós e que Ele volte em breve!!!
Deus não é Deus de desordem , gritaria e confusão…Quando canto elevo meu louvor independente do instrumento, claro que temos de ter sabedoria … tanto na escolha da música, letra, melodia…por outro lado existem também muitas músicas no seio adventista que só tem bateria e guitarras que até tampam a voz dos cantores…aí também não dá né?!!!
Gostaria de dar parabéns pelo programa maravilhoso (A mira da Verdade )que tem esclarecido muitíssima perguntas sobre assuntos diversos da palavra de Deus.Tenho sido um fiél ouvinte deste programa .Desejo que Deus abençõe de montão todos os participantes deste programa e que o amigo Leandro Quadros possa continuar sendo essa pessoa iluminda e inspirada por Deus .Abraço e valeu por tudo de bom desse lindo programa.Amém.