Por que celebrar o sábado e não as festas cerimoniais?
Primeiro é importante destacar que não cremos na abolidação da Lei, nem mesmo da lei cerimonial (Mateus 5:17-19). As festas cerimoniais (ler Levítico 23) não foram abolidas: a função delas foi transferida para Jesus Cristo.
Como todas as festividades apontavam para Ele, hoje continuam se cumprindo em Jesus o Sumo Sacerdócio (Hebreus 8:1,2) e o Dia da Expiação, por exemplo, que é um dia de juízo, no qual Ele julga a humanidade (João 5:22; 1 Pedro 4:17; Apocalipse 14:6, 7) antes do retorno glorioso dEle (Mateus 16:27; Apocalipse 22:12).
O comentário a seguir do livro Questões Sobre Doutrina (Casa Publicadora Brasileira, 2009) é importante para a compreensão desse assunto:
“O principal propósito da lei cerimonial não terminou na cruz. Ao contrário, o ministério que ela indicava foi transferido para Cristo, que agora ministra como nosso sumo sacerdote no santuário celestial. A ministração da lei cerimonial funcionava como um tipo que apontava para a obra de Cristo como antítipo. Assim, há uma continuidade de uma para a outra” – p. 124.
Não cremos ser errado um filho de Deus celebrar as festas de Levítico 23, caso faça parte de sua cultura – mesmo que tenhamos a compreensão teológica de que elas se encontraram e ainda se encontram com nosso Salvador. E isso, desde que a pessoa creia no Messias (João 3:16).
Que nosso Deus lhe abençoe e guarde.
23 comentários para "Por que celebrar o sábado e não as festas cerimoniais?"
Muito obrigado por facultar-nos a nós que em Deus cremos (e, por extensão, em nosso Senhor e Criador Jesus Cristo) mais este conhecimento da verdade contida nas Escrituras.
Eu imaginava que os cerimoniais da lei tivessem sido sim abolidos em definitivo.
Cada vez, pois, entendo mais a necessidade de se estudar os eventos do Velho Testamento, baseados sobre as chamadas Leis de Moisés. Afinal, o conhecimento dessa parte da Bíblia nos reporta aos eventos atuais e futuros, que encontramos no registro do Novo Testamento…
Agradeço mais uma vez por enviar esse e-mail, projetando luz sobre o conhecimento da Palavra de Deus.
Ótimo esclarecimento,
pq o que geralmente escutamos alguns menos avisados dizendo é:” a Lei de Deus (moral) é eterna, e a cerimonial moreu na cruz…” etc…
ótima explicação…
obrigado.
Prezado Leandro Quadros, Bom Dia! Que a paz de nosso Deus seja com você.
Gostaria de conhecer passagens bíblicas que se refira ao uso de instrumentos de percussão na música de louvor a Deus, ou a sua origem. Não vejo pecado que esse instrumento seja usado hamoniosamente com os outros instrumentos, mas na minha igreja tem algumas pessoas que discordam.
Atendiosamente,
Suely
Oi, Sueli:
A Bíblia não condena instrumentos de percussão. Para fazer um estudo sobre o assunto, recomendo a leitura de um artigo que escrevi com o Pr. Valdeci Jr. Encontra-se no link: http://www.novotempo.org.br/advir/?p=1997
Deus lhe abençoe e conte comigo sempre.
Obrigado pelo esclareceimento
Sempre prego na igreja sobre a Lei, fiz seminários, dou estudos biblicos, embora não tenha ensinado as pessoas que a lei cerimonial foi abolida, mentalmente eu pensava assim.
Obrigado pelo insite.
Deus lhe abençoe em seus seminários, Gilson. A igreja precisa muito de pessoas como você, dispostas a ensinar a Palavra de Deus!
Um abraço.
é a primeira vez que escrevo, nasci adventista há 61 anos, sempre ouvi que a lei cerimonial fora abolida na cruz.
este seu comentário foi fantástico, abriu-se uma porta com forte clarão de luz em minha mente, vinda do céu.
obrigado por essa nova visão e entendimento. louvado seja Deus.
Caro Leandro,
Se você acha que a lei mosaica não foi abolida, e não acha errado alguém praticá-la, obviamente também você deverá concordar que não acha errado alguém cumprir ou não o sábado, aliás a Bíblia diz que a lei consistia em ordenanças, então era obrigado seu cumprimento.Hoje isto já não mais é necessário, como você mesmo diz que tudo se cumpre em Cristo. Assim, Ele também cumpriu o sabado. Portanto concluo, afirmando que não acho errado alguém cumprir algum ítem da lei do antigo testamento, mas acho errado alguém impor esse antigo conserto ao povo da atualidade. Se alguém quer cumprir o sábado que cumpra, agora não condene niguém que não o guarda, pois hoje ele não mais consiste em ordenanças.O importante é você se dedicar um dia da semana Deus seja qual for, dependendo da cultura. Essa é a essencia do sábado.
Caro Herlânio:
O fato de a Lei cerimonial ter tido sua função transferida para Cristo não tira o caráter provisório dela. Já a a parte moral da Lei não foi abolida por Cristo (ler Mateus 5:17-19) e, portanto, você não tem desculpas para transgredir um mandamento que seja.
Se você escolher “um dia em sete” estará dizendo que pode comemorar o aniversário da criação “quando você quiser”. Isso seria o mesmo que celebrarem o seu aniversário em outro dia, que não é o do seu nascimento.
Quem começa o quarto mandamento com um “Lembra-te” não são os adventistas, mas, o próprio Deus. E se em Apocalipse 14:12 Deus afirma que os santos “guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (veja: fé sem obediência não existe); e se Tiago 2:10 afirma que na matemática divina 10-1 é igual a zero, como você poderá encontrar na Bíblia base para a ideia de que o sábado possa ser chamado de “ordenanças”? O sábado é um memorial da criação (Gn 2:1-3) e não pode ser enquadrado nas ordenanças de Colossenses 2:14 e muito menos nos rituais que eram “sombras do que haveria de vir” (verso 17, NVI). Um memorial de um evento passado (Ex 20:8-11) não pode ser “sombra”.
Se o aniversário da criação de Deus é no Sábado, nós, criaturas pecadoras, não podemos dizer que é em outro dia da semana.
Em Daniel 9:27 a lei cerimonial seria abolida na cruz. Nao creio pois faz sentido com essas explicaçoes, mas pra mim e minha duvida, qria saber oq Deus estava fazendo dentre o tempo em q Ele foi revestido de gloria e majestade, ate 1844, pq se entedermos isso fica claro oq Jesus estava e esta fazendo agora, e com isso explicar alguns irmaos q tem duvida e pregam q a lei cerimonial foi abolida, outra duvida seria, onde Deus esta agora podemos considerar a NOVA JERUSALEM q vai descer do céu e se instalar aki na Terra? Se for entao Deus ja mora na cidade de Jerusalem? Por favor me respondam, pedido encarecido, fiquem com Deus. Abraço….
nao sei se estou correto, qria q tirasse minha duvida,
NOMOS = LEI, ESTARIA LIGADA A LEIS CERIMONIAIS.
NOMOU = LEI DE DEUS, DECALAGO
NOMON = ?
varias expressoes no grego relativo a palavra lei, sabemos q os judeus nao fazia separaçao das leis, mas foram escritas no grego em palavras diferentes, pessoas q estudam e na minha pesquisa fala q “ERGA NOMOU” = OBRAS DA LEI O SIGNIFICADO, gostaria de saber se tem algum site ou referencia q nos mostrem as distinçoes sobre essas expressoes no grego, hebraico, nós sabendo fazer essas distinçoes, concerteza poderemos pregar sem medo de errar e tem argumentos para comprovar q os 10 mandamentos de Deus nao foi abolido…fiquem com Deus .
Olá tito assisto os seus programas na tvnovotempo todas terça feira as 09:00h e confesso que ja vinha assistindo outros programas em outros canais de tv e todas elas falam da palavra de Deus mais durante os programas eles cobram o dizimo de um jeito que não mim agrada sem falar nas curas que eles fazem,confesso nunca tocou meu coração mais um bela terça feira mudando de canais parei na tvnovotempo foi ai qui eu vi o programa namiradavera e o assunto foi as bodas de canã e começei mim interessar nesse dia até a novela das oito eu perdi hoje não tenho vergonha de dizer que assisto dodas terça feira sou católico mais já penso em visitar uma igreja adventista so um pouco zangado com tito já mandei varios torpedo mais ele nunca leu por isso tenho uma pergunta para fazer justamente sobre o vinho se o vinho que jesus tranformou não tinha alcoól porque quando o servente serve o mestre-sala ele fala é de costume primeiro dar o vinho bom é ai então depois de já ter tomado bastante,serve o outro e refrisou,este feiz o contrário sendo que ele não sabia que foi jesus que tinha tranformado.Esplique isto para mim prof. leandro quadro . meu nome é Edinaldo da bahia na cidade de camaçari que deus em mome de jesus cristo abençoi vocês,é um programa que fala a verdade.
Querido irmão Edinaldo:
Obrigado por sua pergunta aqui no blog. É muito bom ter pessoas sinceras como você participando do “Na Mira”.
Continue enviando suas perguntas e, em breve, elas serão respondidas.
Enviarei para o seu e-mail um estudo sobre o uso do termo “vinho” na Bíblia.
Um grande abraço!
ERGA NOMOU é a tradução para o grego da expressão hebraica Ma’assei HaTorah, que significa Atos decorrentes da Lei, traduzida para o português como Obras da Lei. Paulo está se referindo especificamente ao pensamento farisaico de que a circuncisão era essencial para a salvação. Ora, a circuncisão é recomendada na Torah. Os judeus convertidos a Cristo nessa época inicial da Igreja Primitiva tinham essa dúvida. Paulo esclarece a eles que a Salvação não provém da prática das Obras da Torah, mas provém de Cristo e de Sua Obra Salvífica. O Messias de Israel (Cristo, no grego), obedeceu fielmente a cada preceito da Torah em nosso lugar, para que pudesse ser declarado justo e inculpável, condições essenciais para tornar-se o Go’el (Redentor) de Israel (e nosso). Isso não significa que o crente esteja livre de obedecer à Lei. Não se trata disso, mas de deixar claro que a obediência por si mesma não produz a Salvação de ninguém. A obediência é consequência de havermos sido salvos por Cristo Jesus. Ele mesmo diz que não veio abolir a Torah (Mat. 5:17-19). Jesus diz ainda: “Se me amais, guardareis Meus Mandamentos assim como Eu guardo os Mandamentos de Meu Pai.” O próprio Paulo enfatiza a necessidade de obediência em Rom. 1:5 e 16:26. Muitos lêem apenas o miolo da Epístola aos Romanos, para aprender sobre a Justificação pela Fé, mas esquecem que no início da Epístola Paulo chama a atenção para a necessidade de obediência. Não satisfeito com isso, o Apóstolo dos Gentios torna a enfatizar a obediência ao final da sua carta aos crentes de Roma. A ênfase deve ficar, então, no fato de que a obediência não produz Salvação porque é uma decorrência de havermos sido salvos. Isto porque nenhum esforço humano pode produzir a Salvação. Além disso, a obediência deve ser emulada internamente pela ação santificadora do Espírito Santo. Sem Ele não existe obediência correta, que possa agradar a Deus. É Deus mesmo quem produz em nós o desejo e a capacidade para obedecer aos Seus Mandamento e orientações contidas na Torah. Louvado seja o Eterno Deus de Israel (e nosso), que não nos deixa sem Sua maravilhosa ajuda pela ação interior do Espírito Santo. Amém!
Sempre que Paulo é traduzido para o grego, a palavra Torah é traduzida como nomos ou suas variantes. Essas variantes são flexões da palavra nomos, assim como no português algumas palavras também são flexionadas. Portanto, nas Epístolas de Paulo, ele nunca discute os Dez Mandamentos de forma específica ao usar a palavra nomos. Ele está falando da Torah como um todo, que é a basa sobre a qual o ensino apostólico foi desenvolvido para chegar até nós hoje no conjunto de livros erroneamente apelidado de Novo Testamento. Deus nunca fez essa diferenciação em Sua Palavra. Essa divisão da Bíblia em duas partes é obra humana. Devemos considerar sempre que o chamado Novo Testamento é uma continuidade do Velho Testamento. E o Novo Testamento não está abolindo o Velho Testamento, está dando nova luz sobre ele para cumprí-lo e para tornar a Lei Gloriosa (a Torah). Que o Senhor Jesus nos abençoe continuamente com Sua Graça preciosa. Amém!
Ótimos os seus esclarecimentos, Cesar. Obrigado por repartir conosco aqui no blog.
Deus lhe abençoe.
Qrido irmao Cesar, muitos esclarecimentos e nenhuma das minhas colocações foi respondidas, mas vou coloca-las de outra forma, em sua replica e gostaria da de LEANDRO TBM, q nao use a sua fé como explicação, pq a fé e diferente para todos, vai da vida diária de cada um com nosso Deus, vamos só nos abster na PALAVRA = BÍBLIA, em Daniel 9:27 q vc nao comentou Deus ja profetizou esse acontecimento, vc falou de Mateus 5:17-19, se vc for olhar no grego eles fazem distições das palavras no verso 17 e 18, 17= nomos , 18= nomou, com estudos sabemos q os judeus nao faziam distiçao de lei e nao existe nenhuma passagem q nos fale “essa é a lei cerimonial”, “essa e a lei moral”, nao tem, temos evidencias e exegese feitas na biblia q nos dar alusao de serem diferentes em seus contextos e textos, explicar como e quando eles falavam e faziam distinçoes das duas leis, ate agora nos meus estudos e nao fui respondido me comprovam q diferença, pq os judeus nao faziam. quando se fala lei na Biblia ou algum judeu pronuncia, os estudiosos q nos falam de quam lei q esta se referindo, agora, para um descrente acreditar em outra pessoa e fugir do estudo da Biblia( fora de qstao ).
Olhar a Biblia no grego e ver q eles nao faziam distinçoes tbm, gostaria de saber entao, se na Biblia nao tem essas distinçoes, onde eu deveria estudar para saber de qual lei estavam falando, pq se vc falar q a lei moral na foi abolida e acredito, cremos tbm q a “lei cerimonial” tbm nao foi abolida, mas a circuncisao vc falou q Jesus ja cumpriu essas leis aki na terra e as outras cremos q Ele cumpre no céu, eu poderia falar q a lei dos 10 mandamentos tbm foi com Ele para o Céu, pois se encontra na ARCA DA ALIANÇA Q ESTA NO CÉU, NO SANTUARIO CELESTIAL ONDE ESTA ACONTECENDO O JUIZO INVESTIGATIVO. Se ela esta la, pq devemos cumprir aki?
bom dia e pela segunda vez esotu descrever desejo trabalho
estou mocionado pela miradaverdade porque fala a verdade gosto muito a intervercao espero que Deus vos deie mais tempos nosso talento ate que cristo volte
Pastor eu queria perguntar acerca do batismo sem um crianca de de 8 anos pode ser batizado ou ainda nao ja e pecador porque ja nenca o pedido da mae
Oi leandro ,, GOSTO MUINTO DO SEU PROGRAMA ASSISTO TODOS. .
Gostaria de manifestar minha opinião sobre a questão das Festas do Senhor (Lev. 23), porque entendo que juntamente com o Sábado elas fazem parte da instrução dada por Jesus ao dizer que não veio abolir a Torá, mas cumprir (Mat. 5:17-19). Essas festas não foram abolidas, porque a estrutura literária do Apocalipse foi toda montada em cima dessa base da Torá. Essas festas são profecias. O Apocalipse faz a demonstração do cumprimento futuro dos tipos proféticos contidos nas Festas do Outono, porque elas apontam para o 2º Advento. É minha modesta opinião que esse tema deve ser estudado com muito mais profundidade.
QUE DIA DO SENHOR É ESSE?
Apocalipse 1:10, no aramaico, contém a expressão YOMÁ D’KHAD’ BSÁBA (manuscrito Crowford), que traduzido é: “primeiro do sétimo”. João não estava se referindo ao primeiro dia da semana, como erradamente consta em algumas Bíblias, onde se faz traduzir como domingo.
Tampouco se refere ao Dia do Juízo, como a tradução grega KURIOS HEMERA induz a pensar. Mas também não era o Sábado, como a tradução DIA DO SENHOR pode induzir. Quem traduziu essa expressão aramaica para o grego não tinha noção de como a estrutura literária do Apocalipse está totalmente montada sobre o significado profético das Festas do Outono, porque são elas que apontam para o 2º Advento do Redentor Jesus Cristo.
“Primeiro do sétimo” é melhor traduzido como sendo o 1º dia do 7º mês, que é o Dia das Trombetas (YOM TERUÁ). Ali, Jesus está fazendo a demonstração a João de como o Dia das Trombetas se cumpre nEle, motivo pelo qual Sua voz soa aos ouvidos de João como uma TROMBETA (Apo. 1:10 e 4:1). Não esqueçamos que os tipos proféticos das Festas do Senhor de Lev. 23 sempre apontam para o Messias de Israel (Jesus) e Sua Obra Salvífica. Assim, então, ao aparecer em visão a João no DIA DAS TROMBETAS, o Senhor Jesus está demonstrando para Seu Povo de que forma essa festa profética se cumpre nEle. Esse é o cumprimento cristológico do Dia das Trombetas, porque o YOM TERUÁ é a primeira das Festas do Outono. Desta forma, o Salvador ressurreto e glorificado, tendo reassumido todas as prerrogativas de Sua Divindade, mostra-nos, através do relato de João, que no Dia das Trombetas antitípico foi dado início ao cumprimento do signficado profético dessa festa prefigurativa. O YOM TERUÁ inaugura o período do JUÍZO ESCATOLÓGICO, que vai do dia 1º do 7º mês (TISHRI) até o dia 10 (YOM KIPUR) desse mesmo mês do calendário religioso judaico. Assim, o Juízo é inaugurado no DIA DAS TROMBETAS e é consumado no YOM KIPUR (DIA DA EXPIAÇÃO), quando será fechada a Porta da Graça.
Isso não significa que o Juízo escatológico tenha acabado 10 dias após a visão dada a João. Nada disso! Ali, na Ilha de Patmos, no Dia das Trombetas daquele ano, foi inaugurado o início do período do Juízo escatológico. Por esse motivo, o Apocalipse nos mostra a existência de SETE TROMBETAS que anunciam a aproximação inexorável do DIA DO JUÍZO FINAL.
Como há um período de 7 meses entre a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos e como Deus ordenou a Moisés que fizesse soar a trombeta no início de cada mês (lua nova), assim as SETE TROMBETAS do Apocalipse assinalam o período de transição entre os eventos ocorridos por ocasião do 1º ADVENTO e os eventos que apontam para o 2º ADVENTO. Portanto, a sétima trombeta deve soar no 7º mês, sendo que o 1º dia desse mês é o DIA DAS TROMBETAS. Leiamos o que Sir Isaac Newton afirma sobre isso: “Então a sétima trombeta anuncia o Dia do Juízo.” (in As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel – As Raízes do Código da Bíblia, 1ª Edição Integral em Língua Portuguesa, Editora Pensamento, São Paulo, 2008, pág. 194.) Esse grande cientista completou sua obra científica até os 24 anos de idade, passando, após, a dedicar o restante de sua vida ao estudo de Daniel e Apocalipse.
Passados quase 2000 anos da visão em Patmos, estamos aguardando a finalização desse período, que ocorrerá infalivelmente no Dia do Perdão (Dia da Expiação), com o fechamento da Porta da Graça, dando início às 7 últimas pragas, as quais representam a inauguração da execução da sentença desse Juízo sobre os ímpios, por haverem rejeitado a Salvação pela Graça e a Justificação mediante a fé em Cristo, comprados para nós pelo Sangue de Jesus. Leiamos, agora, a explicação do Rabino André Chouraqui sobre o Dia da Expiação: “Yom kipur, o Dia das Expiações, dez dias depois [do yom Teruá], constitui o grande sabá do ano – um jejum austero que prefigura o Juízo de Deus.” (in Os Homens da Bíblia, Editora Schwarcz Ltda., RJ, 1990, p. 128).
A Salvação é pela Graça, mediante a fé, mas o critério do Juízo são as obras (1ª Ped. 1:17 e Apo. 22:12), porque elas revelam o caráter do crente. Por tal motivo, os que aceitam a Justificação pela Fé e a Redenção Eterna são vistos no Apocalipse com vestiduras brancas, pois lavaram o caráter e o alvejaram no Sangue do Cordeiro, ou seja, aceitaram a Graça dos efeitos salvíficos do Sangue de Jesus derramado em favor dels na Cruz do Calvário (1ª João 1:7, Heb. 9:14 e 10:22, Apo. 7/;14 e 22:14).
Para eles, a Festa dos Tabernáculos (Apo. 7:9-15) representa a apropriação do galardão que o Senhor Jesus lhes concederá como recompensa pela fidelidade e pela obediência, apontados no Apocalipse como “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a Fé de Jesus”. Nessa festa é celebrada a Remissão (=REDENÇÃO ETERNA), em cumprimento à ordenança da Torá (Deu. 31:10 e 12). Leiamos uma interpretação teológica da menção que o Profeta Zacarias faz a essa festa: “Zacarias 14:16-19 olha para uma celebração escatológica da Festa dos Tabernáculos. Tempo virá quando todos os gentios se juntarão a Israel participando neste festival e adorarão a Deus… Zacarias defende a idéia de que os gentios têm que se identificar com Israel em sua libertação e peregrinação.” (Garret, Duane A. in Baker’s Evangelical Dictionary of Biblical Theology, published by Baker Book House Company, Grand Rapids, Michigan, USA. Topic: Feasts and Festivals of Israel.) Ora, todos cremos que Zacarias foi inspirado por Deus ao escrever seu livro. Portanto, Zacarias está expressando a Vontade de Deus no sentido de que nós gentios façamos como Israel e também celebremos a Festa dos Tabernáculos em nossas congregações.
A interpretação teológica, acima, está plenamente afinada com o fato de que antes do 2º Advento é essencial ocorrer a restauração de todas as coisas (Atos 3:20-21). Paulo explica isso melhor em Rom. 11:11-29. Esse plano está sendo sabotado pelo inimigo de Cristo, que leva os crentes a imaginar que “tudo foi abolido na cruz”, para contradizer a afirmação do próprio Jesus quando afirmou “não penseis que Eu vim abolir a Torá, não vim para abolir, mas para cumprir. Em verdade vos digo que não passará um “i” ou um “til” da Torá até que tudo se cumpra” (Mat. 5:17-19).
A cena de triunfo sobre o mal está registrada em Apo. 7:9-15, onde a multidão é vista com folhas de palmeiras nas mãos celebrando a Festa dos Tabernáculos diante do Trono do Cordeiro (comparar com Lev. 23:40, no que se refere ao uso das folhas de palmeiras).
O cientista Sir Isaac Newton, mais uma vez, vem para nos ajudar: “Os sete dias dessa festa eram chamados a Festa dos Tabernáculos. Nesse período, os filhos de Israel habitavam em tendas e se regozijavam com folhas de palmeiras nas mãos. A isso alude a grande multidão (…) com palmas nas mãos (Apo. 7:9) e que aparece depois de selados os 144 mil…” (op. cit., pág. 218). E ainda: “Pois a solenidade do grande Hosana era realizada pelos judeus no sétimo e último dia da Festa dos Tabernáculos. Naquele dia, os judeus levavam palmas nas mãos, cantando Hosana.” (idem, pág. 191). E mais: “O Templo é o cenário das visões, e as visões no Templo (Santuário) estão relacionadas às festas do sétimo mês, pois as festas dos judeus eram tipologias das coisas por vir. A Páscoa referia-se à Primeira Vinda de Cristo, e as festas do sétimo mês referem-se a Sua Segunda Vinda. Como Sua Primeira Vinda ocorreu muito tempo antes desta profecia ter sido feita, há aqui [no Apocalipse] referências apenas às festas do sétimo mês.” (ibidem, pág. 183/184).
Quem não se aprofunda em conhecer a Torá pensa que a afirmação de que os salvos carregam palmas nas mãos se refere à flor palma. Isso é simplesmente uma distorção do verdadeiro significado, porque as folhas de palmeira simbolizam a vitória final de Cristo e dos salvos ao mesmo tempo que celebram a realeza de YHWH. Deste modo, o Apocalipse deixa muito claro que o cumprimento da tipologia das Festas do Outono ainda vai se cumprir em nosso futuro. Ora, se ainda não se cumpriu, como pode, então, ter sido abolido? A menção à palavra Tabernáculo, em Apo. 7:15, dá prova do cumprimento escatológico dessa festa. Então ela não foi abolida por Jesus, apesar da insistência de alguns.
Vemos, assim, que a função do Apocalipse é fazer a demonstração do cumprimento antitípico da tipologia das Festas do Outono, porque são elas que apontam para o Glorioso 2º Advento do Messias de Israel, o nosso amoroso e bendito Salvador Jesus Cristo. Portanto, as Festas do Outono estão em plena vigência para os cristãos e através do Profeta Zacarias o Senhor Jesus nos orienta a observarmos essa festividade assim como Israel o faz. Infelizmente, porém, preferimos ouvir explicações filosóficas para desculpar nossa negligência em cumprir este mandamento de Deus, o qual o Senhor Jesus não aboliu. Assim a obediência de nós requerida pelo Pai, como sinal de nosso amor a Ele em resposta a Sua Graça Maravilhosa acaba ficando prejudicada, como o inimigo gosta. É lamentável isso! Meditemos nessas impressionantes cenas do Apocalipse. MARANATA! (Contatos: escatobrasil@yahoo.com.br).
Vou me abster em apenas uma pergunta simples, na Biblia nao sabemos quando se fala em lei, se é os 10 mandamentos ou as leis cerimoniais, nos estudos Leandro entre outros professores nos mostram de qual lei o profeta ou apostolo de Deus estava mencinonando, (minha pergunta), em quais fontes de estudos podemos procurar para fazermos essas mesmas distinçoes das leis? Pq os judeus nao faziam e no grego tbm nao faz, de onde os progressores fazem?
Estimado irmão Cleydson:
Somente agora vi sua nova postagem, solicitando esclarecimentos sobre o uso de diferentes palavras no grego para significar Lei. Na verdade, todas essas palavras signficam a mesma coisa: Torá. A tradução do grego para idiomas modernos é que traduziu Torá como lei. Mas vamos às palavras: NOMOS=TORÁ, flexionada em NOMOI, é o plural (leis), flexionada em NOMOU=da TORÁ (da lei), flexionada em NOMON=a TORÁ (a lei). Ex.: UPO NOMON=sob a TORÁ (sob a lei). Na verdade, a Bíblia não faz distinção entre Lei Cerimonial, Leis Civis, Leis Dietéticas, Leis Morais. Tudo fica subentendido dentro da palavra TORÁ.
Quem fez, então, a distinção entre lei e lei? Certamente foram os teólogos que fizeram essa distinção, unicamente para fins didáticos, porque na Bíblia não existe essa distinção. Por quê a Bíblia não faz essa distinção? Porque o Novo Testamento não tem a finalidade de abolir a Torá, nem os livros sapienciais (Salmos, Provérbios, Eclesiastes), nem veio para abolir os livros dos profetas. Na verdade, os Apóstolos de Cristo são totalmente dependentes do Antigo Testamento para transmitir para nós o ensino de como praticar corretamente a Torá. O próprio Jesus nunca deixou de usar a Torá e os Salmos e os Profetas em Seus ensinos.
Precisamos remover de nossa mente a idéia errada de que Jesus veio para destruir o Antigo Testamento e para inventar algo novo. Ele nunca fez isso. Se Jesus tivesse abolido o Antigo Testamento ou a Torá, os Apóstolos não poderiam usar esss textos para embasar o ensino à igreja. O Evangelho que deve ser pregado a todas as nações é chamado de Evangelho Eterno, no Apocalipse. Então, esse Evangelho Eterno não é algo que foi inventado por Jesus ou que surgiu a partir do 1º Advento. O Evangelho Eterno é algo que existe desde antes da fundação do Mundo, quando Jesus e o Pai esboçaram o Plano da Salvação, antecipando-se à queda do homem, antes de ser criado Adão. Esse Evangelho já estava esboçado no Antigo Testamento.
O que havia sido predito por Jeremias (Jer. 31:31-33) era a necessidade de uma Aliança Renovada. Não era, portanto, uma “outra” Aliança, mas a mesma, apenas que Renovada em Jesus, o Messias de Israel. Por que renová-la? Porque o Povo de Deus falhou em cumprir sua parte nos quesitos da Aliança. O povo se desviou de Deus para a idolatria, a misericórdia foi removida da prática religiosa e esta tornou-se mera formalidade com rituais que perderam seu verdadeiro significado. Ora, quando o povo falhou em cumprir os termos da Aliança foi o mesmo que rejeitarem a Deus, porque a Aliança é o contrato de casamento entre Deus e Seu Povo. Esse casamento desgastou-se devido à infidelidade do povo, e o relacionamento entre o povo e Deus simplesmente deixou de ser aquilo para o qual Deus os havia chamado. Contudo, Deus sempre permaneceu, permanece e permanecerá fiel a Sua Aliança. Deus mesmo, prevendo tudo isso, prometeu através de Jeremias que Ele traria uma Aliança Renovada para resgatar o relacionamento que se havia deteriorado e perdido. Deus sempre toma a iniciativa, porque o ser humano nunca compreende os profundos propósitos de Deus, a ponto de impedir que os demais povos e nações conhecessem esse Deus Vivo e Sua intenção de abençoar e salvar todos os povos. Essa intenção foi dada por meio dos profetas, mas os sacerdotes e o povo não conseguiam mais perceber esse santo propósito. Portanto, era necessário mudar a forma de relacionamento. Assim como a lua nova é a mesma lua e não outra, a Aliança Renovada não é outra, mas a mesma, porém, renovada. Então, a mesma TORÁ permanece e as leis ainda são as mesmas. O que seria novo nessa Aliança Renovada? A novidade seria a mudança na forma de relacionamento.
Até o 1º Advento, a forma de relacionamento necessitava que o pecador confessasse seus pecados sobre a cabeça de um cordeiro e o apresentasse ao sacerdote humano para ser oferecido em holocausto. Essa era a forma de relacionamento que se havia deteriorado e que precisava ser mudada. Havia necessidade não mais de muitos sacerdotes humanos e mortais, mas de um único Mediador Divino-humano e Imortal; não mais sacrifícios ineficazes de animais, porque não podiam purificar a consciência, mas, sim, de um Único e Perfeito Sacrifício; não mais de um santuário terrestre, mas, sim, de um Santuário Celestial. Havia uma outra novidade nessa Aliança Renovada. O pecador arrependido receberia a ação santificadora do Espírito Santo para purificar sua consciência, bem como para escrever a Torá de Deus não mais em pedra, couro ou papel, mas nas mentes e corações das pessoas que decidissem tornar-se parte do Povo de Deus. Israel ainda é a oliveira verdadeira, e os gentios que aceitam a Jesus como seu Mediador e Redentor pessoal passam a ser enxertados nessa oliveira (Romanos 11). Deus nunca rejeitou os judeus, porque Ele é sempre fiel a Sua Aliança.
Assim, então, a partir do Advento do Messias de Israel, Jesus Cristo tornou-Se Sacerdote e Sacrifício ao mesmo tempo, porque já havia sido nomeado pelo Pai como Mediador e Sumo Sacerdote, não da ordem sacerdotal humana e pecadora de Arão, mas segundo a ordem sacerdotal prefigurada por Melquisedeque. Por esse motivo, a Bíblia não contém a genealogia de Melquisedeque, nem registra sua morte, para que ele não tendo início e nem fim pudesse prefigurar o Eterno Sumo Sacerdote Jesus. Após a Ressurreição, Jesus foi entronizado lá no Santuário Celestial, onde exerce Seu Ministério Sumo Sacerdotal, vivendo sempre para fazer intercessão por nós. Cada vez que um pecador se arrepende e confessa seus pecados, Jesus o cobre com Sua Graça Salvadora e o Justifica diante da Lei (Torá), concedendo-lhe o perdão, a purificação da consciência, a renovação da vida e concede-lhe o Espírito Santo para que o arrependido abomine o mal e deseje uma vida de pureza e santidade, espelhando-se sempre no Mestre Jesus, que disse: “Se me amais guardareis os Meus Mandamentos, assim como Eu guardo os Mandamentos de Meu Pai.”
Desta forma, a Aliança Renovada trouxe uma nova forma de relacionamento para anular todas as falhas do Povo de Deus no passado, para que nunca mais o povo quebrasse a Aliança como seus pais fizeram. Agora podemos ter confiança em nosso Sumo Sacerdote e Mediador Jesus, porque Ele sofreu e morreu como um ser humano para que pudesse Se compadecer de nossa natureza caída e, também, porque o Espírito Santo nos assiste em obedecer aos mandamentos para não quebrarmos a Aliança. Porém, se alguém pecar, “temos advogado junto ao Pai”, Jesus Cristo, o Justo (1ª João 2:1-2).
Desta forma é possível, então, manter a mesma TORÁ, os mesmos mandamentos, estatutos e juízos, sem a necessidade de voltarmos ao sacrifício de animais, porque a Aliança permancesse a mesma, tendo, apenas, sido Renovada em Cristo Jesus. Por consequência, as Festas Proféticas de Levíticos 23 também não foram abolidas e ainda devem ser observadas. Não basta, apenas, observar o Sábado e imaginar que cumpriu a obrigação para com a Torá (Lei). Há um propósito divino insondável na observância dessas santas Festas do Senhor. Isso ficou muito evidente no cumprimento antitípico das Festas da Primavera, quando elas se cumpriram no 1º ADVENTO. Jesus foi sacrificado no dia e hora em que o cordeiro pascal era sacrificado, permaneceu na tumba durante o 1º dia dos pães ázimos, ressuscitou no DIA DAS PRIMÍCIAS e concedeu a Plenitude do Espírito no DIA DE PENTECOSTES. Ora, se o Apocalipse nos mostra que as Festas do Outono serão cumpridas no futuro, então essas festas não foram abolidas e estão em plena vigência para a era dos gentios. O Profeta Zacarias nos mostra claramento que é a Vontade de Deus que os povos gentílicos guardem a Festa dos Tabernáculos. Não mais é preciso ir a Jerusalém, como diz o profeta. Na ocasião em que a profecia foi dada a Zacarias ainda existia o Templo terrestre, e era, então, importante os gentios irem a Jerusalém. Contudo, agora que não há mais um templo terrestre, e, sim, um Santuário Celestial, podemos celebrar as Festas do Senhor em nossa congregação. Até mesmo as Festas da Primavera devem ser celebradas. Vejamos o porquê.
Para fins didáticos, diremos que as festas têm várias funções importantes: a função sacrifical, a função profética, a função memorial, a função espiritual (relacionamento com o Criador e Mantenedor da vida), a função social (congraçamento fraterno entre os membros da Aliança, para fortalecimento mútuo dos laços de camaradagem), etc.
Por ocasião do 1º ADVENTO, a função sacrifical foi cumprida por Cristo de forma perfeita e única, não havendo mais a necessidade de oferendas infindáveis de animais em holocausto. Essa função foi cumprida definitivamente de uma vez por todas, para todas as festas, para o Sábado e para o sacrifício contínuo. O sacrifício de Jesus foi perfeito e suficiente para todos. Leiamos o seguinte comentário: “O sangue derramado quando as oblações eram oferecidas apontava ao sacrifício do Cordeiro de Deus. Todas as ofertas típicas tiveram nEle o seu cumprimento.” (PJ, pág. 126). E, ainda: “A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Então cessariam todas as ofertas sacrificais. Foi esta a lei que Cristo ‘tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.’ Colossenses 2:14.” (PP, pág. 379).
Também foi cumprida a função profética das FESTAS DA PRIMAVERA. Essas festas, agora, não são mais profecias, nunca mais irão cumprir-se novamente no futuro, porque a tipologia que elas continham apontavam para CRISTO e foram plenamente consumadas em Seu 1º ADVENTO.
Porém, a FUNÇÃO MEMORIAL não foi abolida e nunca será extinta. A função memorial da Páscoal estava ligada aos eventos do Êxodo do Egito somente. A partir de Jesus a função memorial da Páscoa foi ampliada, para abranger os eventos relativos à REDENÇÃO da raça humana no que se refere à escravidão ao pecado. Na ceia pascal, Jesus mesmo ordenou: “fazei isto em MEMÓRIA DE MIM.” E o Apóstolo Paulo acrescentou: “Todas as vezes, pois, que comeis desse pão e bebeis desse cálice anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.” (1ª Cor. 11:26).
O Sábado tem algumas funções semelhantes, porém o Santo Sábado não cumpre a função memorial de cada festa, porque o Sábado é um Memorial da Criação e da Redenção, mas não é um memorial dos outros eventos do Plano da Redenção que são representados pelas demais Festas do Senhor. Tanto é que a função memorial do Sábado não extinguiu a função memorial da Páscoa, daí o haver Paulo reforçado a necessidade de celebração da Páscoa em memória do sacrifício de Jesus, ATÉ QUE ELE VENHA. Assim é que cada festa deve cumprir sozinha sua própria função memorial, devendo ser celebradas sempre no seu próprio TEMPO DETERMINADO (Lev. 23:4).
O Novo Testamento contém muitas evidências de que a Igreja Primitiva celebrava as Festas do Senhor. Por exemplo, muitos anos após a morte, ressurreição e ascenção de CRISTO o Apóstolo Paulo celebrava essas festas. Em Atos 27:9, estando ele em alto mar, mencionou a passagem do Yom Kipur (Dia do Perdão/Expiação). Ali consta apenas a palavra jejum, porém, a única festa religiosa judaica que obriga ao jejum é o Yom Kipur. A Bíblia de Jerusalém faz o seguinte comentário de rodapé: “e) Outro nome da festa da Expiação, único dia de jejum prescrito pela Lei [Torá] (Lev. 16:29-31). Celebrava-se em setembro, perto do equinócio do outono europeu.” (BJ) Em 1ª Cor. 5:7-8, Paulo ordena que os crentes celebrem a Páscoa: “Lançai fora o velho fermento para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento. Pois, também Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado. Por isso celebremos a festa…” Pena que a maioria das denominações espiritualiza tudo e usa a filosofia greco-romana para interpretar isso como sendo uma alusão à Santa Ceia, em qualquer dia, e não à Páscoa judaica. Quem for bem intencionado, conseguirá perceber que se trata da Páscoa judaica. Além de Paulo, também há menção às festas na Epístola de Judas: “Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade…” (Judas 12). Novamente, aqui, precisamos ler com sinceridade de coração e perceber que não se trata apenas da Páscoa, mas de todas as Festas do Senhor (Lev. 23). Os Apóstolos de Cristo obedeciam à Torá e celebravam todas as festas proféticas, porque nem Jesus nem eles cogitavam de abolir essas celebrações. Jesus não aboliu o Sábado, mas também não aboliu as Festas do Senhor. Leiamos o seguinte comentário sobre o concílio de Atos 15: “Ali deviam eles encontrar-se com delegados das diversas igrejas e com os que viessem para assistir às festas anuais.” (História da Redenção, pág. 305). Cego é quem não quer ver. Este comentário reconhece que os crentes da Igreja Primitiva celebravam as festas anuais de Lev. 23.
A novidade da Aliança Renovada é que não mais necessitamos sacrificar animais, porque Jesus ofereceu um sacrifício perfeito e suficiente, nem precisamos ir até Jerusalém para celebrar as festas, porque não há mais um templo terrestre.
Aprendamos um pouco mais com Sir Isaac Newton: “Os assuntos da igreja começam a ser considerados na abertura do quinto selo… Então, ela é representada por uma mulher no Santuário Celestial, vestida com o Sol da Justiça, com a lua das cerimônias judaicas sob seus pés e sobre sua cabeça uma coroa com doze estrelas relativas aos doze Apóstolos e às doze tribos de Israel. Quando ela voou do Santuário para o deserto, deixou no Santuário o restante da sua semente, os que guardam os Mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus Cristo. Antes de seu vôo ela representava a verdadeira igreja primitiva de Deus, para depois degenerar como Oolá e Oolibá…” (in As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel – As Raízes do Código da Bíblia, 1ª Edição Integral em Língua Portuguesa, Editora Pensamento, São Paulo, 2008)
A igreja primitiva da qual o cientista fala é a Igreja Apostólica. É importante notar que a lua sob os pés da mulher representa todo o cerimonial judaico, que é regido, claro, pelo calendário judaico. Nesse calendário, os meses são iniciados na lua nova. Na Torá, em Lev. 23, Moisés relacionou as festas proféticas, que contêm a tipologia prefigurativa do Plano da Redenção. Ele afirma que elas são “festas do Senhor”, e devem ser celebradas no tempo determinado (v. 4). Se a mulher representa a igreja e a lua representa o calendário cerimonial judaico, então isso significa que a igreja precisa estar embasada nesse calendário para ser reconhecida como o Povo do Altíssimo, que segue fielmente Seus preceitos. O cumprimento da tipologia das Festas da Primavera, no 1º Advento, dá prova irrefutável de que essas festas são, na verdade, a agenda do Santuário Celestial. É por meio das festas proféticas que Jesus nos revela cada passo importante do Seu Plano da Redenção, que Ele vai desdobrando de forma progressiva em cada geração, para que mais e mais verdades sejam compreendidas e ensinadas ao Seu Povo, para que eles não pereçam por falta de conhecimento. Amém! Imaginem só o que seria de nós se os Apóstolos de Cristo não estivessem todos reunidos no mesmo lugar, para celebrar o Dia de Pentecostes!
Obrigado cesar pelos esclarecimentos, pela base q ja tenho de estudos, e seus esclarecimentos creio q agora posso com toda convicção q estou na igreja verdadeira, em seu ultimo relato, apesar q li uma vez, copiei e vou ler com mais cuidado alem claro de estudar profundamente sobre o satuario terrestre, vc na sua colocação nao quiz dizer q hj devemos fazer as festas anuais como os discipulos faziam, ou nao fazemos hj oq deveriamos fazer? so mais esse esclarecimento e obrigado mais uma vez por tirar minha duvida, como diz as escituras, o POVO PERECE POR FALTA DE CONHECIMENTO, fique com Deus. Grande abraço…
assisto com minha vovó a novo tempo
gosto muito da tia CECÉU……… bjs !!!