Estamos iniciando o segundo ano da nova década, sem ao menos saber o nome da década passada. Será que podemos chamá-los anos 00? Isso não é relevante, mas a rapidez com que os anos passam nos leva a refletir em várias coisas.
Uma análise rápida da década passada nos mostra que a degradação moral é cada vez maior. E os chamados religiosos quase já não se distinguem dos “não-religiosos”. Cristãos e ateus são praticamente iguais. Se verificarmos a conduta moral e ética de ambos, muitas vezes o que diz não acreditar em Deus tem atos mais nobres e caritativos que o professo fiel.
A corrupção é tão grande, que os corretos e justos são considerados radicais, e vistos com maus olhos. Afinal, para que dizer a verdade se a grande maioria já não distingue o que é a verdade? Alguns não sabem nem ao menos se ela existe ou algum dia existiu.
A sensualidade de nossos dias é cada vez mais causa de tragédias. A criança, o adolescente, o jovem, cresce pensando que a pornografia é uma porta que abre o caminho da felicidade. Mas, por pensar assim, muitos lares têm seus filhos tendo filhos e filhas fora do casamento, fora de época.
A gravidez indesejada, só para citar um caso, traz ao mundo crianças não desejadas que se tornam, na maioria dos casos, adultos infelizes, que buscam na mesma sensualidade a solução para uma vida sem graça. E se a sociedade é o que são os lares, que tipo de sociedade é essa que vivemos?
A grande maioria dos canais de TV, das emissoras de rádio, revistas, jornais e sites de internet, são patrocinados por empresas que utilizam mulheres (principalmente) e homens quase nus ou então em forma provocante para motivar a compra de seus produtos.
Agora, pensemos, uma venda motivada pelo sensualismo barato e ordinário não produzirá – obviamente – bom fruto. Será possível que estamos fadados a ver os nossos jovens, assim como toda nossa sociedade, sendo destruídos pelo poder devassador da moda, do sexo fácil, da dança que induz o comportamento banal?
De Michael Jackson a Justin Bieber, o que vale é dançar com a mão na genitália e provocar, em um público carente de princípios, gritos e berros alucinados.

Hoje cada vez mais os homens se parecem com mulher e as mulheres se parecem com homem. Isso é ridículo, abominável.
Poderíamos destacar aqui vários fatos que marcaram o ano e a década. World Trade Center, Metrô de Madri, Guerra (ou Invasão do Iraque, isso fica a seu critério), mandos e desmandos de Hugo Chávez e sua turma do barulho, renúncia de Fidel Castro, a vitória de Barack Obama, Tsunamis, terremoto no Haiti (quem em 12 de janeiro deste ano matou cerca de 300 mil pessoas), terremoto no Chile, a morte de vários famosos, o resgate da Mina São José, etc.
Contudo, a internet está aí para você buscar conhecer esses e outros dados relevantes. O que trago é algo muito mais profundo!
Segundo Jesus, ao se intensificarem as tragédias citadas acima, as quais Ele chama “dores de parto”, deveríamos estar bem atentos, pois a Sua vinda não tardaria. Entretanto, o Mestre deixou a nós o imenso privilégio de participarmos deste evento único, o maior de todos.
Mateus 24:14 diz: “ E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.
Ou seja, nós, com o auxílio do Espírito Santo, temos importante papel na vinda de Cristo. Depende também de nós. E a pregação das boas novas a todas as pessoas é algo absolutamente viável. Inclusive Jesus pode voltar antes da metade de 2011. Quer ver?
Considerando apenas 15 milhões de pessoas comprometidas com essa missão, cerca de 0,2% da população mundial, bastaria que cada um desses voluntários pregasse a verdade presente para 3 pessoas por dia (Ler Apocalipse 14:6-12).
Desta forma, Jesus voltaria em menos de 180 dias.
Não acredita? Acompanhe a simples conta: 15.000.000 X 3 (contatos diários): 45.000.000 X 180 dias ou 6 meses = 8.100.000.000.
Como o mundo ainda não tem 8 bilhões de pessoas, se começarmos a trabalhar de maneira conjunta e constante, Jesus pode voltar em 2011, e assim festejaremos o próximo Natal na presença de Jesus e de Seus anojos. Em um lugar perfeito, onde o próprio Criador ” lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4).
A escolha é minha. A escolha é sua. O Céu é nosso!
Eu já comecei a pregar diariamente e você?
Se você também está cansado deste mundo velho e doente, e aspira algo melhor, saia da inércia e comece a trabalhar!
Márcio Basso Gomes, para o site www.cntn.com.br
Os dados finais das eleições parlamentares na Venezuela, ocorridas no último domingo, 26 de setembro, mostram a vitória do governista Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSVU).
A legenda obteve 98 das 165 cadeiras da Assembleia Nacional. Já o oposicionista Mesa de Unidade Democrática (MUD), formada por 18 partidos, ficou com 65 postos. O partido de Hugo Chávez obteve ampla vitória.

Desta forma, o presidente conseguirá ampliar o chamado “socialista do século 21” e aprofundar as reformas, certo? Errado. Uma visão superficial poderia levar a este pensamento, mas uma pequena análise mostra que as coisas não são bem assim.
Com o resultado das urnas, Chávez não terá os 2/3 necessários para aprovar os seus projetos. O mandatário também não poderá aprovar leis orgânicas e fazer mudanças constitucionais ao seu bel prazer.
Alguns fatores chamaram a atenção nestas eleições, entre eles o fato de 67% dos eleitores comparecerem ao pleito, em um país em que o voto não é obrigatório. Em 2005, quando a oposição “boicotou” as eleições não participando – concedendo assim vitória 100% chavista no Legislativo – apenas 25% dos venezuelanos foram às urnas.
É importante destacar ainda que, se comparadas à corrida presidencial de 2006, as eleições do último domingo mostram que Hugo Chávez perdeu 1,8 milhão de votos.
E embora o PSUV tenha recebido apenas 191896 votos a mais que a oposição (5,26 milhões contra 5,07 milhões), ficou com 33 cadeiras a mais (98 a 65) no Congresso.
É que o sistema eleitoral venezuelano é distrital e, enquanto em alguns redutos chavistas são necessários 20 mil votos para eleger um congressista, em um Estado populoso, mas opositor, são precisos 400 mil.
Chávez comemorou a vitória, consciente que o aparente doce em sua boca, em breve se mostrará amargo em seu grande ventre socialista.
A China ultrapassou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo. Após décadas de crescimento a nação mais populosa da Terra (1,3 bilhão de habitantes) registrou, no segundo trimestre de 2010, expansão de US$ 1,33 trilhão contra US$ 1,28 trilhão do Japão. Contudo, os EUA ainda são a principal potência econômica.
Não foi por acaso que a China chegou a tal patamar. Agricultura mecanizada, aumento nos investimentos na área educacional, principalmente técnica, em infra-estrutura, com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos.

A China abriu o mercado, construiu a maior hidrelétrica do mundo (Três Gargantas), investiu em mineração (ainda que à custa de dezenas de mortes todos os anos), comprou terras fora do país, etc. “Os chineses compraram a África e estão tentando comprar o Brasil”, disse o professor Delfim Neto em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. A FAO, a agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, alertou para um possível “neocolonialismo” chinês.
Entretanto, tudo tem seu preço, e os produtos mais baratos do mundo não são conseguidos apenas com boas iniciativas. Salários baixos (alguns baixíssimos), desvalorização da moeda local (cada dólar vale 6,79 yuanes), poluição altíssima, pouca preocupação com o crescimento do superávit (exportar mais que importar), etc.
Decisões impopulares da República Popular da China, como o controle da imprensa e desrespeito aos direitos humanos, também depõe contra a segunda economia global.
Outro fator que preocupa é a altíssima (o elevado número de palavras no superlativo é devido à grandeza chinesa) quantidade de produtos falsificados fabricados na nação milenar.
Uma reportagem exibida no Fantástico, atração semanal da Rede Globo, do dia 15 de agosto, mostra a maneira pela qual vários produtos chineses desembargam no Brasil e são levados ao Paraguai para, em seguida, serem manufaturados e voltarem ao Brasil.
Relógios, escovas de dente, aparelhos eletrônicos, entre outros, são vendidos no Paraguai, na Rua 25 de março (centro de São Paulo) e, pasmem, numa farmácia ou loja próxima à sua casa.
Além da baixa qualidade, que prejudica a saúde dos usuários, produtos falsos criam um mercado negro, que supre impostos, empregos e vive à margem da lei. Quem compra, utiliza e revende essas mercadorias, fomenta o crime organizado.
A China constrói, assim, um grandíssimo castelo de areia, e certamente mais cedo ou mais tarde as nações se incomodarão com essas práticas duvidosas. É importante ressaltar que tudo o que é feito com base na exploração e no erro tem seus dias contados.
A Bíblia traz um relato interessante sobre dois construtores: um faz a sua casa sobre a rocha, o outro sobre a areia. Quando veio a tempestade, ficou apenas a que tinha sólido alicerce.
Nas conjunturas incertas da economia mundial, espera-se que o gigante asiático mude muitas de suas práticas e não receba o mesmo tratamento do que edificou sua casa sobre a areia, pois foi “grande a sua ruína”.
Márcio Basso
A frase – dita no dia 15 de agosto – é do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e se refere à tragédia no Paquistão, causada pelas chuvas e enchentes que afetaram o país sul-asiático nos últimos dias.
Mais de 20 milhões de paquistaneses foram afetados de alguma forma. As vítimas pertencem às províncias de Baluchistão, Punjab, Áreas Tribais Administradas Federalmente (FATA), Gilgit Baltistán, Khyber-Pakhtunkhwa, Caxemira paquistanesa e Sindh. A nação é sexta mais populosa da Terra, com quase 167 milhões de habitantes.
O seguinte vídeo, da PRESS TV, mostra um pálido vislumbre do sofrimento do povo paquistanês: http://www.youtube.com/watch?v=vI5sJNYcxwg.
Foram 300 mil casas destruídas, 1,8 milhão de desabrigados e mais de 1.500 mortos. Segundo a ONU, devido à precariedade da infraestrutura e higiene nas quais se encontra o Paquistão, cerca de 3,5 milhões de crianças correm o risco de contrair doenças graves. A Organização também ressaltou que, a longo prazo, serão necessários bilhões de reais para reconstruir o país.
Voltemos à afirmação de Ban Ki-moon, no cargo desde janeiro de 2007. Entre outras tragédias, o coreano já presenciou o ciclone Nargis, que em maio de 2008 matou mais de 50 mil pessoas em Mianmar, antiga Birmânia. Diplomatas no país estimaram em 100 mil o número de mortos.
No dia 15 de agosto daquele mesmo ano, um terremoto de 7,9 graus na escala de Richter deixou mais de 500 mortos no sul do Peru. Cerca de 30 mil casas ficaram destruídas na região de Ica.
Outras calamidades: um terremoto de magnitude 7 devastou o Haiti no dia 12 de janeiro deste ano (2010). Algumas estimativas apontam para 300 mil mortos.
Poucos dias depois, no dia 27 de fevereiro, o Chile registrou um dos piores terremotos de todos os tempos: 8,8 graus na escala de Richter. Mais de 500 mil casas foram fortemente atingidas. Centenas morreram.
Enquanto você lê este texto, milhares morrem em guerras, assaltos, sequestros, incêndios florestais na Rússia, que registrou temperatura recorde: 38,2ºC, deslizamentos na China, inundações na Índia (174 mortos), etc.
Não resta mais que promover formas de ajudar os afetados, lutar por governos que contemplem planos de infraestrutura e olhar para mais além daquilo que se pode ver.
Creio que a Bíblia traz respostas para muitas inquietudes humanas. Nela encontro paz. Em Lucas 21:25 e 26, lemos: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas, haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados”.
Mateus 24:7 diz: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares”.
Entretanto, a principal promessa é que “ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima”, porque “se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória”.
A Bíblia simplesmente diz que tudo o que vivemos é o prenúncio de um futuro maravilhoso no Céu, logo após a iminente volta de Jesus. Eu acredito nisto e quero compartilhar com você!
Márcio Basso
Na noite do dia 26 de julho os presidentes dos Bancos Centrais de 26 países, mais a União Europeia, anunciaram um acordo sobre as novas regras do sistema financeiro mundial, denominado Basileia 3.
O consenso foi aprovado após uma rodada de negociações que custou aos participantes praticamente um dia de trabalho, passado na sede do Banco de Compensações Internacionais (o banco central dos bancos centrais), localizado na Basileia, capital cultural da Suíça.
O acordo é composto por seis medidas que se desdobram em dezenas de regras.
As medidas são estas: qualidade de capital, crédito de contraparte, alavancagem (relação entre empréstimo concedido e capital total de uma instituição), colchões de regulação (conservação e anticíclico, que deve ser formado em momentos de prosperidade), bancos sistêmicos (“grandes demais para falir”), padrão de liquidez (que todavia não foi criado).
A nova regulamentação global objetiva criar sustentabilidade para o crescimento da economia mundial. A quebra dos gigantes financeiros iniciada em 2007, e com consequências desastrosas em 2008 e 2009, foi um potente sinal de alerta.
Os líderes mundiais estão fazendo a sua parte, através de medidas que, com o passar dos anos e das crises, se mostrarão efetivas ou não.
Em uma economia quase que totalmente globalizada, em que o bater de asas de um colibri no Brasil pode gerar um tufão em Manhattan, precaução e responsabilidade é o mínimo que se espera dos que manejam boa parte do sistema financeiro mundial.
Vale ressaltar que a última crise financeira fez cair por terra o conceito de um mundo sem a presença do Estado. Foram os governos que salvaram as instituições privadas, e não o contrário. Portanto, são eles agora que ditam as leis da economia. O dono da bola não apenas quer jogar. Ele quer e deve ser titular no time.
O resumo da ópera econômica é não fazer loucura, ou seja, emprestar mais do que se pode, gastar mais do que se tem e especular além da capacidade elástica da bolha em que todos estamos inseridos.
No grego koinê, Basileia significa “reino” ou “domínio”. Que o pacote de medidas Basileia 3 domine com sabedoria.
No dia 22 de julho o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia. Chávez disse ter tomado a medida “por dignidade” e acusou o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de querer iniciar um conflito bélico.
A decisão foi tomada porque representantes colombianos na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, exibiram vídeos, mapas e fotos aéreas indicando a localização de acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.
Segundo os diplomatas, a Venezuela protege os guerrilheiros há anos. Furioso, o embaixador venezuelano, Roy Chaderton, classificou as acusações de “mentirosas”, “parte de uma montagem”, um “circo para a imprensa”.
O interessante é que Chaderton reconheceu, um dia depois, que há guerrilheiros colombianos em território venezuelano, mas ressaltou que as Forças Armadas de seu país não apenas combatem os insurgentes, como os entregam às autoridades competentes.
É difícil avaliar o que está por trás das ações de Venezuela e Colômbia, mas algumas evidências podem ajudar a entender o conflito bilateral. A própria exibição do vídeo, incriminando o governo da Venezuela, pode ter caráter desestabilizador, já que o país está em clima de eleições.
Já o presidente Hugo Chávez, em seu desejo de liderar uma revolução bolivariana, ou socialista, não mede esforços para anular e guerrear contra quem não esteja de acordo com ele. Impõe rígido controle aos veículos de comunicação que o criticam, persegue opositores, pelo simples fato de serem opositores.
O coronel ainda compra, com petróleo, o favor de países pobres, apoia e faz aliança com ditadores, como os irmãos Castro, de Cuba, e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Se isso fosse pouco, Chávez não considera as Farc como terroristas. Ele pede que as forças revolucionárias sejam tratadas como “grupo beligerante”.
Em 2008, após o exército colombiano matar o segundo na hierarquia da narcoguerrilha, Raúl Reyes, que estava em território equatoriano, Equador e Venezuela expulsaram seus representantes diplomáticos da Colômbia. O pretexto desta vez foi uma invasão territorial colombiana, que desrespeitou a soberania equatoriana.
Vias duvidosas
Em vez de se unirem contra as Farc, e outros inimigos comuns, Chávez e seus adeptos buscam vias duvidosas, populistas e espalhafatosas para defenderem suas revoluções. Os culpados, segundo eles, são a imprensa, o “Império” (leia-se Estados Unidos) e todo aquele que se opõe ao modelo neo-socialista.
Um acordo militar entre Colômbia e EUA, em 2009, também suscitou a ira de Chávez e seus simpatizantes. Por outro lado, a Colômbia míngua as forças das Farc e reforça a segurança no país. Álvaro Uribe entrega a presidência a Juan Manuel Santos, no dia 7 de agosto, com índice de aprovação na casa dos 70%.
A Venezuela está em crise há dois anos e projeções otimistas apontam para uma inflação anual na casa dos 30%. Dados oficiais mostram que os produtos agrícolas subiram 39,5% entre janeiro e junho. Na retrospectiva anual, os produtos do grupo aumentaram 67,2%.
O correspondente da CNTN em Carabobo, Alberto Guzmán, disse que o país vive um clima de medo e que a violência cresce a cada dia.
Guzmán acredita que Chávez está promovendo uma “cortina de fumaça” para tirar o foco dos reais problemas. Prova disso, acredita, é a “abertura de microcrédito para os pobres, com o intuito de comprar votos”. Guzmán ainda destaca o perigo de se conceder crédito sem uma orientação prévia.
O correspondente ressalta que as eleições se aproximam e que o partido vermelho, de Chávez, deve perder para os opositores azuis, que haviam se retirado da política como forma de fazer pressão moral. “A corrupção é terrível em todos os sentidos”, alerta.
O empresário argentino radicado na Venezuela, Carlos Martín, relata que necessita de fé para exercer o seu trabalho. Isso porque ele não sabe se encontrará os produtos necessários para abastecer sua empresa de panificação, tamanha é a instabilidade que o país vive.
Em mais uma de suas declarações “bombásticas”, Chávez disse, nesse domingo, 25 de julho, que “mais do que nunca, é provável um ataque militar da Colômbia contra a Venezuela”. O mandatário vociferou, em um ato político, que uma iminente guerra com o país vizinho o levou a “lamentavelmente” suspender uma viagem a Cuba.
Se a Venezuela realmente estivesse a ponto de ser invadida, não faria sentido o seu presidente, um tenente-coronel, estar fazendo política junto ao povo.
Bem, uma das poucas certezas que se tem é que as eleições legislativas de setembro vão mostrar o que o povo venezuelano acha da necessidade de continuar dando apoio a um líder que, quando as coisas estão mal, acha sempre alguém para colocar a culpa, e “uma cortina de humo” para esconder as intenções. O bom é que setembro já está aí!
Márcio Basso é jornalista
O jornalista Márcio Basso assina o blog, que semanalmente abordará temas mundiais.