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Author Archives: Frederico Branco - Equipe

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Solução Para a Culpa e o Pecado

Deus Não Foi Pego de Surpresa

O plano da salvação foi estabelecido muito antes do surgimento do pecado. A Bíblia afirma que a graça divina nos foi dada “antes dos tempos eternos” (1Tm 1:9) e que Cristo é “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Isso significa que Deus não foi pego de surpresa.

 

Ele não criou robôs programados para obedecer, mas seres a Sua imagem e semelhança, livres e soberanos em suas escolhas. Se Adão e Eva fossem obedientes, eles permaneceriam eternamente em um estado de perfeita felicidade. Entretanto, eles falharam e desobedeceram a Lei Divina. A natureza do homem “tornou-se tão enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal.”[1] Houve uma ruptura no relacionamento entre Deus e o belo casal (Is 59:2), e sabe qual era a sentença? Morte eterna (Rm 6:23).

 

Deus dá o Primeiro Passo Para Salvar o Homem

Todos os dias Deus passeava pelo jardim e tinha um agradável “bate-papo” com Adão e Eva. Porém, depois do pecado o homem teve medo e tentou fugir de Deus (Gn 3:8). A tendência natural é acontecer o mesmo hoje. O homem tenta se esconder de Deus. Esforça-se para se livrar da culpa e do medo. Preenche seu tempo com alegrias passageiras. Busca soluções paliativas para um vazio no coração. Em sua busca por alegria, paz de espírito e sentido na vida, acaba tendo um encontro com o “nada”, pois é isso o que acontece quando se ignora a existência do Criador e Salvador Jesus Cristo.

 

Deus, em Sua infinita misericórdia foi ao encontro do homem “caído” e perguntou; “onde estás?” (Gn 3:9). Ele sabia onde o homem estava escondido. Isso significa que Ele sabe como e onde você está. Ainda assim Ele pergunta; “onde você está?” Ele quer curar as feridas e por isso ele deixa a voz humana falar… “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (Gn 3:10). Deus novamente pergunta; “Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3:11). Com todo amor Deus dá o primeiro passo para salvar o homem, para restaurar o relacionamento quebrado, e apresenta Seu plano de salvação.

 

Deus Provê Um Meio

A Bíblia descreve que Deus fez “vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21). Essa pele era de um animal inocente que foi morto no lugar do pecador. O animal morto era uma prefiguração do Messias que um dia viria como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29; Gn 3:15). Não era o sacrifício em si que tornava o pecador justo, mas a fé na graça salvadora do Messias que derramaria Seu sangue no lugar do pecador (Jo 3:16). Mesmo nos tempos do Antigo Testamento a salvação era unicamente pela graça mediante a fé no Messias (Gl 3:6). Sobre isso, Jesus declarou; “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56, ver também Gênesis 22).

 

Arrependimento e Confissão

A palavra arrependimento na Bíblia é traduzida do termo hebraico nachum que significa “sentir-se triste”. O termo equivalente em grego é metaneo, e denota o conceito de “mudança da mente”.[2] Em outras palavras, o arrependimento é um estado de profunda tristeza pelo pecado e uma mudança de comportamento. F. F Bruce define da seguinte maneira:“Arrependimento (metanoia, ‘mudança da mente’) envolve o abandono do pecado e voltar-se para Deus em contrição; o pecador arrependido está em condições próprias para receber o perdão divino.”[3]

 

É Deus, que em Seu infinito amor e bondade, através do Espírito Santo, conduz o pecador ao arrependimento (Rm 2:4; Jo 16:8). O amor divino atrai o pecador. Ele compreende que Cristo morreu pelos seus pecados, e dessa maneira o coração é amaciado, pois entende que é unicamente através da morte de Cristo que ele pode ser declarado justo, libertado da culpa e da condenação. O texto bíblico afirma: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).

 

A experiência de Davi revela claramente como o arrependimento prepara o caminho para a vitória sobre o pecado. Ele cometeu adultério e um homicídio. Foi o Espírito Santo que o convenceu de seu erro. Ao reconhecê-lo, Davi não tentou ocultá-lo. Entristeceu-se pelo seu pecado, foi específico em sua confissão e não suplicou apenas por perdão, mas por um coração puro ; “cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Sl 51:10).

 

Reconciliação e Justificação

Uma vez que o pecado causa separação, o perdão provê reconciliação, isto é, a restauração do relacionamento entre Deus e o homem. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5:19).

 

A Bíblia diz que “todos pecaram” (Rm 3:23). A Lei de Deus requer perfeita obediência e a quebra do mandamento exige a condenação. Então como pode o homem ser justo diante de Deus e escapar da condenação? “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1). É unicamente mediante a graça, por meio da fé na perfeita justiça de Cristo (Ef 2:8). A base da justificação não está em nossa obediência, mas na de Cristo! “Por meio da obediência de um só [Cristo], muitos se tornarão justos” (Rm 5:19).

 

Ellen White descreve essa verdade nas seguintes palavras: “Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. [...] Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça.”[4]

 

Ao vir a este mundo Cristo assumiu a natureza humana sem inclinação para o pecado. Foi obediente até a morte e fez justiça. Assim, todos podem dizer; “Por Sua obediência perfeita satisfez Ele os reclamos da lei, e minha única esperança está em olhar para Ele como meu substituto e penhor, que obedeceu perfeitamente à lei por mim.” [5] Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele pode perdoar o pecador arrependido, pois Ele mesmo cumpriu perfeitamente os requisitos da lei, e pode livrar o homem da condenação porque pagou o preço exigido – a morte. Em Cristo o pecador arrependido é perdoado, declarado justo e absolvido da sentença de morte, como declara Paulo; “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1).

 

Santificação

Justificação é o ato de Deus declarar justo um pecador arrependido que reconhece pela fé que só em Cristo há perfeita justiça. Além de declarado justo, Deus o considera como justo, como se nunca tivesse pecado; está absolvido de toda culpa e encontra-se em paz com Deus (Rm 5:1). Teologicamente isso se chama justiça IMPUTADA. “O verdadeiro arrependimento e justificação levam à santificação. Justificação e santificação estão intimamente relacionadas, distintas, mas jamais separadas.”[6] Santificação significa “santo”, “separado”, o que envolve a transformação do caráter ao longo da experiência cristã.

 

Justificação é pontual.[7] É quando o pecador arrependido confessa seus pecados e obtém o perdão. Assim, justificação é aquilo que Deus faz por nós! Santificação é aquilo que Deus faz em nós.[8] “No momento da justificação ele [o pecador] é também santificado.”[9] Isso significa que ele recebe poder para uma vida de obediência. Teologicamente isso se chama justiça COMUNICADA.

 

Glorificação

Somos glorificados em Cristo quando o recebemos como nosso Salvador, mas ainda estamos em um mundo de pecado. Por isso há um momento futuro da salvação; “último dia” (1Pe 1:5; 1Jo 3:2). Somente por ocasião da segunda vinda de Cristo a pessoa estará finalmente livre da própria presença do pecado.

Pr. Frederico Branco
Bacharel em Teologia Pastoral e Educacional
Conselheiro Bíblico da Escola Bíblica da Rede Novo Tempo de Comunicação

[1] Ellen G. White, Caminho a Cristo, (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2000), p. 17.

[2] Ver “Repent” em www.blueletterbible.com (acessado em 09/02/2011).

[3] Frederick F. Bruce, The Acts of the Apostles; [Greek Text Commentary], London: Tyndale, 1952, p. 97.

[4] Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62.

[5] Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, ANO), vl 1, p. 396.

[6] Nisto Cremos, p. 154.

[7] Seventh-Day Adventist Bible Dictionary (Washington: Review and Herald, 1960), 8:955.

[8] Nisto Cremos, p. 154.

[9] Ibid., p. 155.

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Você sabe lidar com o seu vício?

Um homem que não consegue passar um fim de semana sem se reunir com seus amigos para beber. Uma moça que gasta seu dinheiro descontroladamente com roupas, sapatos, bolsas e maquiagens. A internet é acessada diariamente por um rapaz que precisa navegar por sites pornográficos para se sentir bem. Um filho que precisa fumar maconha para aliviar sua ansiedade. Todas as semanas, um senhor precisa jogar na loteria para se sentir “vivo”. Uma jovem senhora que se preocupa e admira tanto a sua beleza que se utiliza de tratamentos estéticos de preços absurdos, contanto que permaneça bonita para se sentir feliz. Ir à academia diariamente e permanecer por lá 6 horas seguidas malhando. O sexo virtual de cada dia (ou de cada hora). Vícios?

Ao ler o parágrafo acima, você pode pensar: “Mas, nem todos são vícios.”, ou “Mas, nem todas estas atitudes são tão graves assim.” É, realmente há vícios que são mais aceitáveis socialmente do que outros, principalmente porque alguns são mais visíveis do que outros, mas não deixam de ser vícios, e com consequências igualmente prejudiciais. Se o homem, a moça, o rapaz, o filho, o senhor, a jovem senhora das histórias acima e você (será que você tem algum vício?) apresentam atitudes diante de uma substância ou de uma situação como: abstinência (fica irritado, ansioso, raivoso, até que consiga ter contato com aquilo que deseja), tolerância (quanto mais usa ou faz alguma coisa, mais precisa daquilo para alcançar o bem-estar que antes era alcançado com menos), perda do controle quando está fazendo determinada coisa (perda do controle do tempo, da quantidade, do gasto, etc.) e sente um desejo incontrolável diante de tal situação, é muito provável que um vício tenha sido desenvolvido e alimentado. E, em se tratando de vício, não há piores ou melhores. São vícios. Pode ser que as consequências de um sejam mais vistas do que as de outro, ou que pessoas ao seu redor sejam mais prejudicadas com um do que com outro. Mas, para a pessoa que tem o vício, o prejuízo da prisão emocional em que se encontram é o mesmo.

Mas, por que uma pessoa se vicia em algo? Qual é a raiz do problema? Por que se enveredar por um caminho de atitudes descontroladas? Normalmente, os vícios são “válvulas de escape” para uma angústia que a pessoa não consegue resolver por enquanto. Pode ser a morte de alguém, uma separação ou conflitos conjugais, uma dificuldade em ser ouvido dentro de casa, uma baixa autoestima que leva a uma necessidade de autoafirmação, uma falta de afeto no âmbito familiar, enfim, normalmente a pessoa que desenvolve um vício (qualquer que seja) está com alguma ansiedade, alguma angústia que está tão difícil de ser encarada e solucionada que, para aliviar-se emocionalmente, busca e encontra um meio (as drogas, o jogo, o sexo, a cerveja, a internet, a pornografia, a compra compulsiva, a obsessão pela beleza, etc) que traz um alívio TEMPORÁRIO para esta angústia. Torna-se um vício porque o indivíduo entra em um ciclo vicioso – sente a angústia – não consegue lidar com ela – procura a forma de alívio (o “vício”) – alivia-se temporariamente – o efeito do alívio acaba – a angústia volta – sente a angústia – não consegue lidar com ela – procura a forma de alívio – alivia-se temporariamente – o efeito do alívio acaba, e assim por diante.

E como sair disto, seja lá qual vício for?

1. É preciso que a pessoa admita que não tem controle sobre este vício. Muitas pessoas afirmam que possuem, sim, o controle sobre aquilo que são viciadas e que, quando desejarem, podem parar. Mas, na verdade, isto não acontece. Portanto, é preciso admitirem que, sozinhas, não conseguirão sair disto.

2. Procurar uma ajuda especializada de um profissional psicólogo a fim de ajudar esta pessoa a lidar com aquela angústia que a levou a buscar o vício, a fim de que ela não mais precise buscar alívio em coisas a fim de não ter que pensar nisto que dói emocionalmente e que ela não consegue lidar AINDA. Pensar vai doer, mas vai curar. O profissional também poderá ajudá-la a lidar com a ansiedade que surgirá ao abster-se do vício.

3. Afastar-se, ausentar-se ou eliminar o contato com pessoas, coisas e substâncias que levam a pessoa a ser tentada a cair no vício novamente.

4. Participar de grupos de ajuda mútua a fim de evitar uma recaída (há grupos como o NA – Narcóticos Anônimos; AA – Alcoólicos Anônimos; N/A – Neuróticos Anônimos; JA – Jogadores Anônimos; DASA – Dependentes de Amor e Sexo Anônimos, etc).

5. Crer que há um Deus que está sempre interessado em participar de quaisquer processos de recuperação, seja ela física, emocional ou espiritual. Portanto, além do que a pessoa pode fazer por ela mesma e além de uma ajuda profissional, há Alguém que completa aquilo que é limitado a nós.

Não tenha medo de admitir seus descontroles e suas impotências. Quanto mais entramos em contato com elas, mais perto estamos da cura emocional.

Thais Souza.