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Lição 12 – A Segunda Geração: Advertências



A segunda geração: advertências

Lição 1242009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Hb 1–3

VERSO PARA MEMORIZAR: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças” (Deuteronômio 6:4, 5, NVI).

Leituras da semana: Números 26–32; Romanos 5

Fiel à Sua Palavra de que a geração rebelde que se recusara a entrar na Terra Prometida não entraria nela, o Senhor agora trouxe uma nova geração à fronteira daquela mesma terra. Ali, Ele ordenou a Moisés e ao sumo sacerdote Eleazar que contasse a congregação masculina de 20 anos para cima, todo o que “for capaz de sair à guerra” (Nm 26:2). Surpreendentemente, o total nessa segunda contagem foi de 601.730 (v. 51), quase o mesmo número da primeira contagem, 603.550, quarenta anos antes (Nm 2:32). Apesar do juízo divino sobre a nação, em que a primeira geração (com exceção de Josué e Calebe) perecera, Deus os havia multiplicado abundantemente, e o exército de Israel reunido nas planícies de Moabe era, para todos os efeitos práticos, tão grande quanto aquele da primeira geração.

No entanto, muitas perguntas permaneciam: aquela era uma nova geração, tendo vivido com os resultados dos erros de seus pais. Estaria pronta a aprender daqueles erros e obedecer ao Senhor? Quão prontos estavam eles para tomar o manto que agora lhes era dado? Que lições eles teriam que aprender, e o que podemos aprender deles, também?


Domingo

Ano Bíblico: Hb 4–6

Divisão da terra

Depois da queda em Sitim, foi realizado um censo dos homens de vinte anos de idade para cima (Nm 26:1-4). Com algumas notáveis exceções (veja v. 64, 65), a geração mais velha havia morrido, e uma nova se havia levantado.

1. Por que foi feito o censo? Por que isso seria importante? Nm 26:52-56

Assim que a segunda geração conquistou a terra, esta precisava ser dividida de maneira justa; em caso contrário, poderia se tornar uma fonte de lutas e confusão. Felizmente, Moisés ainda estava vivo e pôde dirigir este assunto importante. Como afirma o texto, as tribos que possuíam muitos membros recebiam mais terra; aquelas com menos, recebiam menos. O que pode ser mais justo que isso?

2. Que princípios importantes vemos na distribuição da terra às filhas de Zelofeade? Nm 27:1-11

Um elemento-chave aqui é a santidade da família, especialmente com respeito à propriedade e à herança. É claro que a ideia era manter a propriedade tão próxima quanto possível dentro da família. A terra, afinal, era uma “herança” e, então, pertencia à família.

Como vemos, também, essa não era uma questão momentânea. Essas mulheres tiveram a fé e coragem de se aproximar de Moisés a respeito de um assunto de justiça básica. A partir daí, o Senhor estabeleceu um “estatuto de juízo” (Nm 27:11) que permaneceria para as gerações futuras e protegeria as mulheres que porventura se achassem em circunstâncias semelhantes.

É sempre muito fácil deixar que coisas como posses nos dominem a ponto de nos esquecermos até dos mais básicos princípios cristãos. Como podemos nos proteger para evitar que nosso desejo de coisas arruíne nossa relação com Deus e com os outros?


Segunda

Ano Bíblico: Hb 7–9

Sucessor

Depois de tantos anos no deserto, os filhos de Israel logo deveriam fazer a travessia para a Terra Prometida. Uma nova geração havia surgido, que logo deveria herdar a terra prometida primeiramente quando eles ainda estavam nos lombos de Abraão, muitos séculos antes (Gn 17:8). Assim, apesar dos retrocessos, das rebeliões, das murmurações, da falta de fé por parte de Seu povo, Deus ia cumprir Sua palavra. Ele só iria fazer isso com outra geração, isso era tudo.

Leia Números 27:12-23 e responda às perguntas a seguir:

3. Em Números 27:12, o Senhor fala sobre a terra que Ele “dera” (no passado) aos filhos de Israel, embora eles ainda não estivessem lá. O que isso nos diz sobre as promessas de Deus?

4. Depois que o Senhor disse novamente a Moisés que ele não poderia entrar naquela terra por causa de seu pecado, como Moisés respondeu? Isto é, qual foi a principal preocupação de Moisés? O que isso nos diz sobre o tipo de homem que ele era?

5. Por que era tão importante que Josué recebesse seu cargo diante de toda a congregação?

Moisés iria logo morrer, seu trabalho estava feito. O encargo agora foi dado a Josué, designado sucessor de Moisés. O interessante é que não foi um dos filhos de Moisés mas, em vez disso, alguém que havia provado seu próprio valor. Foi Deus, e não Moisés nem a congregação, que escolheu Josué.

Da mesma forma, os textos deixam claro que, assim como foi com Moisés, Josué deveria dirigir unicamente sob a direção de Deus; isto é, além das leis e mandamentos escritos, ele também deveria buscar a vontade do Senhor através do “juízo do Urim, perante o Senhor” (v. 21).

Com que frequência você busca o Senhor em oração a respeito de decisões importantes que precisa tomar? Em que base você toma suas decisões, se não através da busca da vontade de Deus?

Terça

Ano Bíblico: Hb 10, 11

Sistema sacrifical reafirmado

Quando o Senhor pronunciou audivelmente os Dez Mandamentos (Êxodo 20) desde o Monte Sinai e ordenou que fosse construído o tabernáculo (Êxodo 25), a segunda geração ainda era criança. Agora, Deus decidiu reafirmar, em resumo, o sistema sacrifical para os adultos da segunda geração.

Números 28:1-8 descreve a “oferta diária” ou “contínua” de um cordeiro pela manhã e outro à noite. Elas eram organizadas de tal maneira que esse sacrifício estava sempre aceso (Lv 6:913). Essa oferta “diária” ou “contínua” era a peça central do santuário. Assumia a prioridade de todos os demais sacrifícios e era o centro da adoração de Israel. Esse sacrifício representava que o perdão e a aceitação de Deus eram constantes por meio do Redentor prefigurado no sacrifício.

6. Leia Romanos 5. O que esse texto nos diz sobre a plenitude e perfeição do sacrifício de Cristo por nós?

No sábado (além do “contínuo”), era apresentado um sacrifício especial. Consistia em dois cordeiros, um para a manhã e outro para a tarde (Nm 28:9, 10). Então, Números 28:11-15 detalha os sacrifícios para a lua nova, que eram seguidos pelas festas: Páscoa, Pentecostes (Festa das Semanas), a festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a festa dos Tabernáculos (Nm 2829).

“Alguns se admiram de que Deus desejasse tantos sacrifícios e indicasse a oferta de tantas vítimas sangrentas na dispensação judaica. Toda vítima moribunda era um símbolo de Cristo, lição que era gravada na mente e no coração na mais solene e sagrada cerimônia, e positivamente explicada pelos sacerdotes. Os sacrifícios foram explicitamente planejados pelo próprio Deus a fim de ensinar essa grande e importante verdade de que só pelo sangue de Cristo há perdão de pecados” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 107).

Por que é tão importante confiar só nos méritos e na justiça de Cristo, e não em alguma coisa em nós mesmos, como único meio de salvação? O que acontece se começamos a olhar para nós mesmos, como se, de alguma maneira, fôssemos suficientemente bons para merecer ou conquistar nossa salvação?

Quarta

Ano Bíblico: Hb 12, 13

Cumprindo a palavra

7. Números 30 é um longo capítulo que trata dos votos e juramentos. Que princípio importante podemos tirar desse capítulo? O que diz sobre a importância de nossas palavras?

Uma coisa é mentir descaradamente; obviamente, isso é pecaminoso e errado. Mas não é disso que este capítulo trata. Com frequência, fazemos uma promessa solene, ou um voto em nome do Senhor, que pretendemos cumprir, só para quebrá-lo por uma razão ou outra! Neste contexto imediato, estamos lidando com votos feitos “ao Senhor”, mas, na realidade, quando – especialmente nós, que professamos ser cristãos – dizemos que vamos fazer algo, devemos ser fiéis em seu cumprimento. Faz pouca diferença se tínhamos ou não a intenção de cumpri-lo, no momento em que fizemos a promessa. Talvez as pessoas creiam, talvez não. A verdade é que, como professos cristãos, que tipo de representantes de Cristo somos se andamos fazendo promessas ou juramentos que – por qualquer razão – acabamos não cumprindo? Qual é a vantagem de nossa religião se não cumprimos nossa palavra? É por isso que é importante ser muito cuidadosos com o que prometemos ou sobre que fazemos votos, porque podemos nos encontrar na posição embaraçosa de não poder cumprir, por melhores que sejam nossas intenções.

“O dever a que fica empenhada a palavra de qualquer pessoa deve ser considerado sagrado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 506). Na cultura israelita, a falta no cumprimento de uma promessa, pronunciada em nome de Deus, era considerado pecado de omissão. Em sentido real, a falta de cumprimento de um voto significa tomar Seu nome em vão, especialmente os que têm o ideal de fazer todas as coisas em nome de Cristo.


Quinta

Ano Bíblico: Tiago

Na fronteira

Depois de todo esse tempo, surgiu uma nova geração, mais que disposta a deixar o deserto e, finalmente, possuir uma casa para chamar de lar. Realmente, alguns estavam mais que dispostos a se estabelecer.

8. Que pedido fizeram as tribos de Rúben e de Gade? Nm 32:1-5Por que eles fizeram esse pedido?

Em Números 32:6-15, Moisés deu sua resposta. Ele não ficou nem um pouco satisfeito, e considerou esse plano como algo pecaminoso. Ele comparou a proposta com o que aconteceu na ocasião anterior em que eles estavam na fronteira e prontos para entrar na Terra Prometida, com a diferença de que, naquele tempo, seus motivos eram diferentes. Na primeira vez, eles simplesmente estavam assustados com o povo da terra e não confiavam no Senhor a ponto de avançar. A situação atual era diferente. Eles não tinham medo de avançar; ao contrário, gostavam da terra em que estavam e queria permanecer ali.

9. Em resposta, que promessa fizeram os líderes de Rúben e Gade, e como Moisés respondeu? Nm 32:16-42

A resposta do rubenitas e gaditas mostrou que eles estavam dispostos a fazer sua parte para o descanso de seus compatriotas. Isto é, embora desejassem a terra que já possuíam, eles não seriam egoístas a esse respeito. Por mais que fossem atraídos pelo que possuíam, eles fariam sua parte para que o restante dos israelitas também obtivesse suas terras antes de acomodar-se e desfrutar suas propriedades.

Vendo sua disposição, Moisés, embora advertindo-lhes: “O vosso pecado vos há de achar [v. 23]”, ainda assim os tomou pela palavra e concordou com as condições declaradas.

Pense em sua própria relação com o corpo da igreja como um todo. Quanto você está procurando dar para a igreja, em contraste com o que tira dela? O que sua resposta lhe diz sobre você mesmo? Ao mesmo tempo, não poderia haver ocasiões em que, por causa das circunstâncias, você precise tirar mais do que pode dar?

Sexta

Ano Bíblico: 1 Pedro

Estudo adicional

Estude os textos seguintes relativos a pontos específicos sobre os quais Moisés procurou lembrar a segunda geração de israelitas. Suas observações estão baseadas no princípio:“Nada temos a temer sobre o futuro, a não ser que nos esqueçamos de como o Senhor nos guiou, e Seu ensinos em nossa história passada” (Ellen G. White, Life Sketches, p. 196).

1. A praga em Sitim, na qual morreram 24 mil (Nm 25:926:1).
2. A rebelião de Corá, Datã e Abirão (Nm 26:9-11).
3. Er e Onan, filhos de Judá (v. 19).
4. Nadabe e Abiú, filhos do sacerdote Arão (v. 61).
5. A primeira geração morreu no deserto, com exceção de Calebe e Josué (v. 63-65).

A maioria desses eventos mencionados por Moisés foram experimentados pela segunda geração. Por que mencionar essas tragédias na história hebraica? O apóstolo Paulo explica: “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co 10:11).

Perguntas para reflexão

1. Como uma geração pode passar para a geração seguinte seus valores, convicções e zelo? Isso é possível? Considere desta forma: Uma geração deve esperar que a próxima tenha o mesmo tipo de experiências e fé que ela teve? Comente.

2. Depois de estudar a jornada dos filhos de Israel em caminho pelo deserto, quais dos erros que eles cometeram estamos em perigo de também cometer? Que grandes lições podemos aprender do que eles fizeram? Mais importante, o que podemos fazer para nos garantir de não cair nas mesmas armadilhas? Ou, se já caímos, como podemos sair delas?

Resumo: Enquanto Moisés ainda vivia, era apropriado que Deus o instruísse para dar as instruções finais para a segunda geração, reafirmando a fé e também nomeando Josué como novo líder da nação sob a guia de Deus.

Respostas Sugestivas:

Pergunta 1: Havia necessidade de repartir a terra, e, para ser justa, a divisão devia ser proporcional à população.
Pergunta 2: Deus tinha um plano especial para as famílias de Israel, por isso, desejava preservá-las.
Pergunta 3: Suas promessas são fiéis.
Pergunta 4: A maior preocupação de Moisés foi por aquele que o sucederia. Nenhuma vez pediu para que Deus lhe desse mais vida.
Pergunta 5: Para reforçar sua autoridade.
Pergunta 6: O dom de Deus, pela graça de Cristo, foi suficiente para trazer justiça a todos.
Pergunta 7: Os votos e as promessas devem ser cumpridos.
Pergunta 8: Permanecer na terra ao oriente do Jordão. Acharam boa aquela terra.
Pergunta 9: Unir-se aos seus irmãos na guerra para desapossar as terras que pertenceriam às outras dez tribos.



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  • San Diego short sale em 25 de abril de 2010 22:56

    I couldn’t resist commenting. 🙂



  • bet football em 2 de junho de 2010 23:18

    Thats some great fundamentals there, already knew some of that, but you can always learn . I doubt a “kid” could put together such information as dolphin278 suggested. Maybe he’s just trying to be “controversial? lol



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