INÉDITO:
REPRISES:

L 13 – Comentário do Prof. Sikberto Marks


Estudo nº 13   A batalha pelo poder – Semana de   19 a 26/09/2009

 

 

Verso para memorizar: “Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. aquele que pratica o bem procede de DEUS; aquele que pratica o mal jamais viu a DEUS” (3 João 11).

 

  1. Introdução – santo sábado, dia da aliança entre criaturas e o Criador

Certa vez quando realizava um curso de Mestrado, tive a oportunidade de estudar por alguns meses sobre o poder. Para administradores de empresas é importante entender a dinâmica do poder. Aprendi que o poder é algo muito desejado, e perseguido por quase todas as pessoas. É a luta pelo poder, quase todos querem. Vemos isso mais facilmente na política, não é mesmo? Mas essa luta existe em grande intensidade nas empresas, em todas as organizações, inclusive nas igrejas, e também na nossa igreja. É flagrante, bem fácil de ser percebido por quem tem algum conhecimento sobre a dinâmica do poder. Sim, para quem estudou sobre poder, é bem fácil perceber isso, aliás, para o bom perceber não há necessidade de ter estudado, é visível demais.

Mas a nossa igreja é dirigida, bem no alto de sua hierarquia, por Um que é manso e humilde, que não quer o poder, mas que Se sacrificou por todos, e ali está, não para chefiar, mas para servir.

A Irmã White tem severas repreensões sobre a disputa pelo poder. A ela daremos os créditos, para que não sejamos nós a tratar de tão delicado assunto. Essa é a função dela, uma luz menor para explicar o que se passa na prática, e para que pessoas verdadeiramente bem intencionadas se arrependam de suas práticas inconvenientes.

A alguns é natural ser mordazes e ditatoriais, para dominar sobre a herança de Deus. E devido à manifestação desses atributos, tem a causa perdido preciosas almas. A razão desses homens terem manifestado essas desagradáveis características, é não terem estado ligados com Deus.” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 223)

“Aquele que se propõe reformar os semelhantes, deve começar reformando-se a si próprio. Deve imbuir-se do espírito do Mestre e estar pronto, como Ele, a suportar a advertência e a exercer abnegação. Comparado com o valor de uma única alma, o mundo inteiro se reduz a uma insignificância. O desejo de exercer autoridade e dominar sobre a herança do Senhor redunda, quando cultivado, na destruição de almas. O que ama deveras a Jesus há de procurar conformar-se ao Seu divino exemplo, trabalhando no Seu espírito para salvação de outros.”  (II Testemunhos Seletos, 257)

“Quando este poder, que Deus colocou na igreja, é entregue inteiramente a um só homem, e ele é revestido da autoridade de servir de critério para outros espíritos, acha-se então mudada a verdadeira ordem da Bíblia. Os esforços de Satanás sobre o espírito de tal homem seriam os mais sutis, e por vezes quase dominantes; pois o inimigo teria a esperança de, por meio do seu espírito, poder influenciar muitos outros. Demos à mais altamente organizada autoridade na igreja aquilo que somos propensos a dar a um único homem ou a um pequeno grupo de homens.” (III Testemunhos Seletos, 407 – 409)

“Escrevo isto na íntegra, porque me foi mostrado que tanto pastores como povo são tentados a confiar cada vez mais no homem finito, visando alcançar sabedoria, e a fazer da carne o seu braço. Aos presidentes de Associações, e aos homens que estão em lugares de responsabilidade, dou esta mensagem: Rompei as ligaduras e quebrai os grilhões que têm sido colocados sobre o povo de Deus. A vós é dada a ordem: Despedaçai todo o jugo. A menos que deixeis a obra de tornar o homem responsável para com o homem, a menos que vos torneis humildes de coração e que vós mesmos aprendais o caminho do Senhor como criancinhas, Ele vos afastará de Seu trabalho. Devemos tratar-nos mutuamente como irmãos, como coobreiros, como homens e mulheres que conosco buscam a luz e procuram compreender os caminhos do Senhor, e que são ciosos de Sua glória.” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 481 e 482)

“Foram-me dadas instruções especiais para o povo de Deus, porque tempos perigosos estão perante nós. Aumenta no mundo o espírito de destruição e violência. Na igreja, o poder humano torna-se predominante; os que foram escolhidos para ocupar cargos de confiança julgam-se com o direito de dominar.

“Os homens a quem o Senhor chama para ocuparem em Sua obra cargos importantes, devem cultivar humilde confiança nEle. Não devem buscar enfeixar em mãos demasiada autoridade; porque Deus não os chamou para dominarem, mas para estabelecerem planos e aconselharem-se com os coobreiros. Todo obreiro deve considerar-se igualmente sujeito aos reclamos e instruções de Deus.” (3 Testemunhos Seletos, 418)

 

  1. Primeiro dia: O ancião e Gaio (3 João 1 a 4 e 13 a 15)

João escreveu essa carta especificamente para Gaio, um dos líderes da igreja de uma das igrejas já estabelecidas. João se apresenta como ancião. Ele quer dizer que agora está falando, não com poder humano, mas com autoridade de um ungido de DEUS. Ele se apresenta assim para dar apoio a alguns líderes da igreja, e para condenar fortemente outro líder, que disputava poder ao estilo de satanás.

Gaio era um humilde líder, um servo, um homem que encaminhava os membros da igreja ao Senhor, para a salvação deles. Ele andava na verdade, e quem diz isso é João, o ancião. João falava essas coisas com a autoridade de um profeta do Senhor, de um apóstolo que esteve com o Senhor, e de um ancião. João, sem deixar sua humildade de lado, usou a sua autoridade que de fato possuía, para destacar a mensagem a Gaio. Essa pequena carta, como a de 2 João, era vital para a igreja. A autoridade não era para realçar o profeta escritor da carta, mas dar poder à mensagem.

 

  1. Segunda-feira: Gaio e seu ministério à Igreja (3 João 5-8).

Gaio é um referencial de bom cristão para todos os tempos. Não se compara a JESUS, mas seu estilo de vida merece ser estudado e imitado.

O que Gaio fazia? Ele abrigava os pregadores itinerantes, que nada recebiam dos gentios, embora fossem pregar a eles. Ele apoiava os homens que pregavam a verdade, e são esses que geralmente menos apoio tem.

O povo em geral, hoje por exemplo, tem grande inclinação de apoiar os falsos mestres (ou seja, falsos cantores, falsos pregadores, falsos ensinadores, etc.) pois estes fascinam e logo se transformam em ídolos populares das multidões. Muitos deles tornam-se famosos, adquirem status, prestígio, poder, e vivem em grande folga financeira e econômica. Mas os verdadeiros pregadores, que são humildes e simples, às vezes tem apenas o básico para eles e suas famílias, e não muito mais. Já naqueles tempos foi assim, aliás, desde que o pecado domina por aqui, é assim. Gaio era um desses que davam apoio aos santos homens de DEUS que se empenhavam, com sacrifício de suas vidas, da saúde e da família, a pregar e a salvar. Eles sabiam que teriam a recompensa, embora não nesse mundo. Eles sabiam que este evangelho devia ser levado a todo o mundo. Seguiam a ordem de JESUS, que é ir e pregar este evangelho a todo o mundo. Veja só que belas citações selecionamos para o cumprimento do ide de JESUS:

“Quando as igrejas se tornarem igrejas vivas e atuantes, o Espírito Santo será concedido em resposta ao seu sincero pedido.” (Eventos Finais, 167).

“Quando tivermos uma consagração completa, de todo o coração, ao serviço de ‘CRISTO’, ‘DEUS’ reconhecerá esse fato mediante um derramamento, sem medida, de Seu Espírito; mas isso não acontecerá enquanto a maior parte dos membros da igreja não forem cooperadores de ‘DEUS’.” (Eventos Finais, 167). “Movia os sinceros um poder compulsivo…” (Primeiros Escritos , 278, e Preparação para a Crise Final, 70).

 “’E quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.’ S. João 16:8. É o Espírito Santo que convence do pecado.” (Atos dos Apóstolos, 52)

            “Quando os que professam o nome de CRISTO praticarem os princípios da regra áurea, o evangelho será secundado pelo mesmo poder que o acompanhava na era apostólica.” (O Maior Discurso de CRISTO, 137).   “Enquanto suas orações unidas ascendiam em fé ao Céu, veio a resposta. Moveu-se o lugar onde estavam reunidos, e novamente foram cheios do espírito Santo.” (Atos dos Apóstolos, 68).

            “Homens humildes, armados unicamente com a Palavra da verdade, resistiram aos ataques de homens de saber, que, com surpresa e ira, perceberam a ineficácia de seus eloqüentes sofismas contra o raciocínio simples, direto, daqueles que eram versados nas Escrituras ao invés de sê-lo nas subtilezas filosóficas.” (Grande Conflito, 455).

            “Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de ‘DEUS’. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por toda a parte para a proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celestial. Grandes bênçãos eram recebidas pelo fiel e humilde povo de ‘DEUS’.” (3Testemunhos Seletos, 345, ver História da Redenção, 401).

 

  1. Terça-feira: Diótrefes (3 João 9 e 10)

Diótrefes é um exemplo a não ser seguido. Ele foi um mau líder na igreja. Seu nome significa “alimentado por Júpiter” ou Zeus, na mitologia greco-romana, que era o soberano dos deuses. Os pais de Diótrofes parece que já o encaminharam na direção em que o encontramos em III João. Ele gostava de exercer a primazia entre os irmãos, e não acolhia a carta de João, pelo que o profeta decidiu ir falar pessoalmente com esse homem, e lhe fazer lembrar as coisas más que ele fazia, bem como lhe fazer ver as conseqüências de seus atos. Aliás, ele proferia contra João palavras maliciosas, não acolhia os irmãos (por certo visitantes) nem acolhe João, e impede os outros de fazê-lo. É o típico chefão da igreja, onde só ele manda, e não admite opiniões de outros.

É o típico líder que pretende fazer as coisas pela força, e do jeito dele, que acha ser o único modo certo das coisas serem feitas. Ele se imagina que os demais são incompetentes, só ele sabe tudo, e só ele deve decidir. Ele por certo pensava assim: “eu sou competente, tenho prioridade e não preciso de ninguém para saber o que deve ser feito e como deve ser feito. Não preciso nem dos palpites do profeta João, portanto, ele que não se meta no meu trabalho.” Tornou-se desafeto de João, portanto, também desafeto de CRISTO, pois não concordava com o Seu profeta. Isso pode resultar de um super-zelo, ou de ambição por poder, ou das duas coisas. É comum em nossos dias, nessa intensidade de Diótrefes, ou menos. Alguém assim tende a se tornar um déspota, o chefe absoluto, que governa de forma arbitrária e opressora. A espiritualidade de pessoas assim só traz problemas e não rende fruto algum. Lhes falta o bom-senso. Diótrefes não contribuía para unir, e sim, para dividir e criar animosidade, enfraquecendo a igreja. Ele não era um cooperador, mas via os demais como concorrentes, ameaça a sua liderança. Não sabia atuar em grupo pois por certo temia as opiniões diferentes dos outros. Temia o poder de João por ser profeta, queria esse homem longe daquela igreja, pois sabia que João o enfrentaria. E foi o que João prometeu fazer. Ele expulava líderes que chegavam àquela igreja para ensinar os irmãos, isso era visto como uma ameaça ao seu “status” e posição conquistada. Os demais eram todos vistos como inferiores; vindo algum líder de fora, entendia que a sua liderança ficava ameaçada. Com gente assim controlando a igreja há a tendência do abandono dos princípios, que são substituídos pelo juízo de uma só pessoa.

Não pode existir na igreja uma classe dos que sabem tudo e os demais que sabem nada. Devemos trabalhar em conjunto, em harmonia. Os que sabem mais por terem experiência devem ser servos dos que tem menos conhecimento, e incentivá-los ao crescimento espiritual. “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1:19). Com relação a uma só pessoa se encarregar de todos, Jetro deu um bom conselho a Moisés: “(…) Não é bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer” (Exo 18:17-18).

Coisas assim não acontecem mais em nossos dias, em nossa igreja? Cada um conclua a partir das palavras, agora não de João, mas de Ellen G. White, para o nosso caso específico: A presente ordem de coisas deve mudar, ou a ira de Deus cairá sobre os Seus instrumentos que não estão trabalhando nas fileiras de Cristo. Tem o Senhor dado a qualquer um de vós a comissão de dominar sobre a Sua herança? Essa tal espécie de trabalho tem-se infiltrado durante anos. Deus vê tudo isso, e disso Se desagrada. Quando os homens se interpõem entre Deus e Seus agentes humanos, desonram a Deus, e prejudicam as almas dos que necessitam verdadeiro encorajamento, simpatia e amor. Sou constrangida a apelar aos nossos obreiros: Seja qual for vossa posição, não dependais de homens, nem façais da carne vosso braço.” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, 349).

 

  1. Quarta-feira: Dando testemunho sobre Demétrio

No verso 11 da epístola, João orienta a Gaio que ele não imite Diótrefes, pois este é o mau exemplo. É para Gaio imitar só o que é bom, e nisso João se refere a Demétrio. João estava dizendo no verso 11 que Diótrefes não procede de DEUS, embora seja líder na igreja, talvez um líder que ninguém conseguia tirar do cargo, senão João quando iria falar diretamente com esse homem arrogante e pretensioso. Era para imitar Demétrio, que pelo testemunho sobre ele, era procedente de DEUS.

Aqui entramos no importantíssimo terreno do testemunho. Em primeiro lugar, aquele que devemos ter como modelo para imitar é JESUS. Todos sabemos disso. Mas também devemos sempre ter em mente que nós nos influenciamos uns aos outros, pois somos seres sociais. Sabendo disso, temos que ter em mente que nessa influência recíproca servimos, em intensidades variadas, de testemunhas uns para os outros, e isso é muito importante. E há mais um ponto para considerar aqui: é bíblico que devemos nos exortar uns aos outros. Portanto, embora sejamos todos pecadores, devemos nos fortalecer mutuamente na verdade e nos influenciar mutuamente para JESUS. Em outras palavras, o que somos sempre irá exercer alguma influência sobre nossos irmãos. E isso se chama testemunho.

Agora, vamos aprofundar um pouco sobre o testemunho. Devemos orar e nos esforçar aliados ao poder de DEUS, para que o nosso testemunho seja verdadeiro, e não mascarado. Testemunho verdadeiro é um comportamento que não muda pelas circunstâncias. Quando estamos sós, quando ninguém nos vê, seremos o mesmo que somos quando os outros nos estão observando. Aí sim nosso testemunho será autêntico. Ou seja, aquilo que DEUS sempre vê em nós será o mesmo que as pessoas vêem em nós. Ou ainda, aquilo que somos em secreto é o mesmo que somos em público. Esse deve ter sido o caso de Demétrio. Portanto, num caso assim, o cristão não precisa ter cuidado de não revelar sua face oculta em público, de não deixar escapar aquilo que ele faz ao não ser visto pelos outros, e que não quer que saibam, pois se souberem, ele ficará numa situação ridícula, talvez até seja preso. O testemunho autêntico é uma pessoa viver em seus momentos íntimos utilizando exatamente os mesmos princípios de vida que utiliza quando é visto pelos outros, portanto, o testemunho que ele dá para DEUS, que vê o interior e o íntimo, é o mesmo que ele dá para os semelhantes, que só podem ver o exterior. Esse é o testemunho de Demétrio, sabemos disso quando João disse que a própria verdade dá testemunho dele. Isso quer dizer que esse homem era coerente com os princípios cristãos de vida, que vem da Bíblia, e que são a verdade, em todos os momentos de sua vida. Já Diótrefes não era assim, ele se tornou tão depravado que em particular e em público dava mau testemunho.

Veja bem, há três níveis de testemunhar. O primeiro é ser autêntico, nesse caso, somos sempre o mesmo, fiéis à verdade, tanto na intimidade quanto em público. Na segunda possibilidade, as pessoas são uma coisa na intimidade (praticam pecados ocultos), que escondem, e são outra em público, que forma a sua imagem junto aos demais. Essas enganam, muitas vezes, durante a vida toda, e muitos se surpreenderão lá no milênio, dos porquês dessas pessoas se terem perdido. Ninguém sabia aqui na Terra o que elas faziam em oculto, mas no julgamento isso tudo será revelado. A terceira possibilidade é de as pessoas serem em público algo do que também são em oculto, ou seja, parte do seu oculto está revelado. Essas é certo que muito de suas práticas ocultas não são reveladas, e outras são. Portanto, em oculto são ainda piores que em público. Sai de perto de gente assim para convivência, mas procure ajudá-las a saírem dessa situação, se isso for possível, se elas derem alguma abertura para aconselhamento. Tais pessoas geralmente procuram posições importantes para melhor mascarar o que na verdade são, que quase todos percebem facilmente. É o caso de Diótrefes. Não aceitava nem mesmo conselho de João. Pessoas assim causam um estrago na igreja tão grande que chega a perda de vidas por toda a eternidade.

Mais algo sobre o testemunho, agora o mais importante. É a respeito dos novos membros na igreja. Eles ainda não conhecem bem a JESUS. Às vezes conhecem quase nada sobre JESUS, e por isso precisam se espelhar nos irmãos mais velhos. Essas geralmente olham para os irmãos e irmãs que tem cargos importantes na igreja, tem-nas como referência de vida, sua plataforma de fé. Acham que tudo o que esses formadores de opinião espiritual fazem é correto. Portanto, aqueles que são experientes na igreja, que ensinam, que influenciam, esses devem dar um testemunho autêntico, como Demétrio, pois de como eles vivem dependerá a vida dos entrantes. E é plano de satanás usar os membros mais antigos para mau testemunho e assim desencaminhar os novos, para que tanto um com outro se percam. Veja essa citação: Por meio daqueles que têm uma forma de piedade, mas não lhe conhecem o poder, podemos [pensa satanás] ganhar muitos que de outra maneira nos causariam grande mal.” “Os mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus, serão os nossos mais eficientes auxiliares.” “Os que pertencem a essa classe, servirão de chamariz para atrair outros para as nossas ciladas.” “Muitos não lhes temerão a influência, porque professam a mesma fé.” “Aqueles que, embora tendo toda a luz da verdade a lhes brilhar sobre a alma, e devendo ter obras correspondentes a sua profissão de fé, ainda assim são atraídos pelo pecado, construindo ídolos em seu coração, corrompendo a sua alma diante de DEUS, e contaminando aqueles que com eles se unem no pecado, terão seus nomes apagados do livro da vida, e serão deixados nas trevas da meia-noite, sem óleo nos vasos nem nas lâmpadas.” (citações extraídas de Testemunho para Ministros e Obreiros Evangélicos, cap. 66).

Olhemos para JESUS para ser nosso testemunho se já somos líderes na igreja, ou se já estamos nela há anos, e sejamos para os novos, referencial autêntico para que, ao nos verem, possam imaginar sem errar, como seria JESUS se estivesse fisicamente aqui entre nós. Assim, tanto nós seremos salvos quanto aqueles que se espelham em nós.

 

  1. Quinta-feira: Crise de liderança no início da Igreja

Hoje estudamos como deve ser a liderança na igreja. Na teoria da liderança, bastante antiga, existem três tipos de líderes: os autocratas, os democratas e os liberais. O autocrata é o que impõe a sua vontade sobre os outros, o democrata é o que age em conjunto com os liderados e o liberal é o que só coordena, e deixa os liderados bem a vontade sobre como agir.

Qual desses três serve para a igreja, e qual não serve? Na verdade os três servem. Se atentarmos bem a JESUS, Ele às vezes era autocrata, outras vezes democrata, e outras vezes liberal. Isso depende muito das circunstâncias. Quando Ele encontrou o templo cheio de vendedores e cambistas, executou a Sua vontade e não pediu opinião a ninguém, e com poder pessoal, expulsou os flagrantes infratores da casa de DEUS. Nesses casos é assim que se deve agir. De outra maneira nunca se resolve nada.

No entanto, ao JESUS liderar seus discípulos, Ele sempre tem sido um democrata. Ela os envolvia, os deixava à vontade, e os instruía, mas deixava a eles as decisões sobre se queriam ou se não queriam segui-Lo. Quando aos princípios de caráter, Ele os ensinava e orientava a como colocar esses princípios em prática. E eles decidiam obedecer ou não.

Com relação ao povo, JESUS frequentemente era liberal. Queriam segui-Lo, seguiam, não queriam, não seguiam. Queriam obedecê-Lo, obedeciam, não queriam, não obedeciam. Dessa forma, o povo mesmo é que decidia ser ou não ser fiel a JESUS. A tal ponto que no dia de Seu julgamento, todos ficaram bem à vontade na tomada de uma posição, e Ele nem abriu a Sua boca para lhes influenciar. Decidiram o que queriam decidir, sob a pressão dos sacerdotes, estes sim, impondo a sua vontade, e uma vontade pessoal não bíblica.

Creio que em geral devemos na igreja ser democratas, considerar as opiniões de todos, e julgar tudo com base nos escritos, a nossa plataforma de fé. E a democracia deve ser colegial. Isso quer dizer, as decisões na igreja devem ser tomadas em forma de colegiados, que são as comissões e a assembléia da igreja. Esse é o modo democrático de liderar, envolver a todos. As comissões preparam o assunto, então a igreja decide sobre o que foi preparado.

E isso garante a democracia? Não, não garante. Pode um ou outro buscar exercer uma influência tão forte, ou mesmo mentir e enganar, ou ameaçar, ou omitir informações, ou fazer alianças de poder, ou manipular as reuniões, e assim por diante, e fazer com que as decisões sejam de acordo com sua vontade, ou com a vontade de poucos, geralmente os mesmos de sempre, e que dominam a igreja.

Há duas maneiras de decidir aceitáveis para que haja democracia. Uma é pelo consenso, outra é pelo voto. O consenso se obtém quando o debate do assunto amadurece a tal ponto que todos chegam a um acordo comum do que deve ser feito e como deve ser feito. O voto é um recurso que se usa quando é impossível um acordo unânime sobre certo assunto. Nesse caso a maioria vence, que quem foi vencido, ou foi “voto vencido”, em princípio deve apoiar o voto vencedor. Mas nem sempre isso é o correto, pois o voto vencido, a minoria, pode estar correta, situação cada vez mais freqüente. Mesmo assim, como venceu a maioria, o vencido deve ficar calmo até que um dia JESUS coloque tudo no lugar certo, isso para evitar brigas e divisões na igreja. Se nós errarmos aqui na Terra, e isso acontece com freqüência, o Senhor da obra levará a acertar, coisa que pode demorar, mas tenhamos calma. Contudo, quando todos votam unânimes, aí também se chegou ao consenso, algo muito desejável.

Muito importante, no entanto, é envolver pessoas de percepções diferentes nas comissões, nos conselhos, nos grupos de ação na igreja. Isso permite um debate mais rico e abrangente. E esse debate será precioso para aperfeiçoar as ações na medida em que todos estejam sinceramente fundamentados no conhecimento da verdade. Um debate sobre pontos importantes na igreja feito por pessoas compromissadas com a obra, e que sejam humildes, respeitadoras das opiniões diferentes dos outros, é algo do que DEUS Se agrada, e aí Ele e Seus anjos estarão sempre presentes.

 

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Todos sabemos que estamos na última hora. Os poderes de satanás estão cercando o povo de DEUS (acompanhe as principais notícias comentadas em: www.cristovoltara.com.br). Para sermos vencedores, e não nos tornarmos outro Diótrefes, precisamos ser humildes. Só pelos humildes, como JESUS foi, pessoas simples, que não dão mínima importância às coisas que vem do mundo, a voz do ESPÍRITO SANTO é ouvida. Por certo Ele fala a todos, mas como um orgulhoso e sedento de poder O ouvirá? Dos 71 líderes do Sinédrio, 69 eram orgulhosos, e só dois conseguiram entender a mensagem de JESUS, foram José de Arimatéia e Nicodemos. Os demais, mesmo sabendo que JESUS era o Messias esperado, por ser Ele um homem humilde e simples, não conseguiram aceitá-Lo, pois teriam que mudar seu estilo de vida e seus princípios de caráter.

Nós também precisamos ser humildes, pessoas simples, desligadas do mundo, para sermos úteis a JESUS. Em especial quem exerce cargo de liderança, pois influi outras pessoas. Não é o que se vê em muitos casos, mas também tal fato é profético. Abaixo vão citações sobre a humildade, que está ficando cada vez mais rara entre o povo de DEUS. Todos negritos e sublinhados foram acrescentados para realces.

“Na vida do discípulo João é exemplificada a verdadeira santificação. Durante os anos de sua íntima relação com Cristo foi ele muitas vezes advertido e admoestado pelo Salvador; e aceitou essas repreensões. Quando o caráter do Ser divino lhe foi manifestado, João viu suas próprias deficiências, e foi feito humilde pela revelação. Dia a dia, em contraste com seu próprio espírito violento, ele observava a ternura e longanimidade de Jesus e ouvia-Lhe as lições de humildade e paciência. Dia a dia seu coração era atraído para Cristo, até que perdeu de vista o próprio eu no amor pelo Mestre. O poder e ternura, a majestade e brandura, o vigor e a paciência que ele via na vida diária do Filho de Deus, encheram-lhe a alma de admiração. Ele submeteu seu temperamento ambicioso e vingativo ao modelador poder de Cristo, e o divino amor operou nele a transformação do caráter” (Atos dos apóstolos, 557)

“Cristo está atraindo pecadores a Si por laços de amor, procurando uni-los a Si, para que sejam cooperadores junto a Deus, não com orgulho e auto-suficiência, mas com mansidão e humildade. Quando pecadores se convertem, Deus é glorificado perante os principados e potestades do céu e da Terra. Esses conversos são um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor”. Isa. 43:10. “Olhando para Mim sereis transformados em caráter. Através da manifestação de paciência e amor cristãos, deveis revelar essa transformação“” (Refletindo a CRISTO, MM, 1986, p. 190)

“A divina obra de refinar e purificar precisa ir avante até que Seus servos estejam tão humilhados, tão mortos para o próprio eu que, ao serem chamados para serviço ativo, tenham em vista unicamente a glória de Deus. Então Ele lhes aceitará os esforços; eles não agirão imprudentemente, por impulso; não se precipitarão, pondo em risco a causa do Senhor, sendo escravos de tentações e paixões, seguindo a própria mente carnal incendiada por Satanás. Oh! quão terrível é ser a causa de Deus manchada pela vontade perversa do homem e seu temperamento não subjugado! Quanto sofrimento traz ele sobre si por seguir as obstinadas paixões que o dominam! Deus traz repetidamente o homem ao campo de batalha, aumentando a pressão até que a perfeita humildade e a transformação do caráter o ponham em harmonia com Cristo e o espírito do Céu, e tenha a vitória sobre si mesmo” (I Testemunhos seletos, 475)

 

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

 

 

 

 

 


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