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Temer volta à Brasília para atividades administrativas


Com o recesso parlamentar e judiciário, Brasília fica mais tranquila em janeiro.  Apesar de o movimento nas ruas continuar, com turistas que visitam a capital a federal em período de férias no alto do verão, o Congresso fica quase esvaziado, bem diferente dos dias de debates acirrados na Câmara e no Senado.

O supremo tem plantonistas, mas na prática, poucas decisões têm urgência que exija a atuação da presidente Cármen Lúcia. Por conta de tudo isso, o Palácio do Planalto também fica menos concorrido.

Michel Temer voltou do recesso de ano novo logo no começo da semana, mas a agenda oficial do presidente, publicada no site do Planalto, mostra que as atividades do mandatário são mais administrativas mesmo.

Mas a aparente tranquilidade não deve durar muito tempo. Primeiro, porque o Congresso volta do recesso e já tem eleição para as presidências das duas casas.
O pleito ameaça dividir a base de Temer, porque ao menos três deputados aliados podem concorrer à vaga.
Rogério Rosso, que presidiu a comissão do impeachment de Dilma Rousseff, e Jovair Arantes, o relator que deu aval para o processo começar, querem disputar a cadeira, e ainda tem Rodrigo Maia, ocupando um mandato tampão mas que deve brigar pelo direito de tentar a reeleição.

No Senado, a disputa não deve ser tão acirrada e nem ameça trazer problemas ao Planalto.
Mas depois das eleições no Congresso, a paz do recesso deve dar lugar a fortes discussões em torno das medidas de austeridade que o governo quer aprovar com rapidez.
A primeira da lista é a reforma da previdência, mais um motivo de desacordo na base do governo. O planalto ainda vai ter que dialogar muito e, quem sabe, gastar com mais alguns jantares para conquistar a base em torno desse assunto.

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