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Soldado israelense é condenado por matar pelestino rendido


O soldado Elor Azaria, de 24 anos, foi julgado culpado por homicídio culposo em um julgamento com grande repercussão em Israel.

Tudo começou com um vídeo, que foi divulgado na mídia local, que mostra o crime e não permitiu que o caso fosse encoberto. É possível perceber dois homens no chão. Eram dois palestinos que pouco antes tinham atacado com facas soldados israelenses. Um deles já estava morto.

Mas o outro, Abdel Fattah Al Shariff, não. Ele estava ferido e não apresentava sinal de que poderia representar algum perigo.

O soldado azaria aparece no vídeo primeiro falando com um companheiro, depois posicionando a arma até atirar no palestino rendido.

Só depois é visto sangue perto da cabeça da vítima. A autópsia confirmou posteriormente que a morte foi causada pelo disparo.

A defesa de azaria tentou argumentar que o palestino já estava morto antes, o que a autópsia desmentiu. Outra estratégia foi afirmar que o soldado achava que o palestino carregava um cinto explosivo.

Três juízes não consideraram o assassinato como legítima defesa, mas sim como forma de vingança. Azaria teria dito a outro soldado que o palestino merecia morrer logo depois do tiro fatal.

O julgamento dividiu as opiniões da população e das autoridades do país. Antes e durante o julgamento, manifestantes defendiam a ação do soldado, dizendo que ele nem merecia o julgamento. Até políticos conservadores defenderam a ação do jovem soldado.

O caso levantou questionamentos a respeito de valores éticos dentro do exército do país em relação aos ataques palestinos. Foi uma forma de avaliar também o uso de força excessiva de israelenses nesses casos.

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