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Especialistas analisam crise carcerária


O mês de janeiro foi marcado por rebeliões e motins em vários presídios do Brasil. Agora, a situação parece estar sob controle, mas o fato é que existe uma verdadeira crise no sistema prisional brasileiro.

As cenas do massacre viraram símbolo da forte crise no sistema prisional brasileiro. 2017 começou com uma verdadeira barbárie no complexo penitenciário Anísio Jobim, em Manaus. Brutalmente mais de 60 pessoas morreram.

A crise nas penitenciárias tomou espaço em várias outras cidades. Em Boa Vista, Roraima, 34 mortos na penitenciária agrícola de Monte Cristo.

Em Natal (RN), 27 detentos morreram na penitenciária estadual de Alcaçuz, região metropolitana da capital.

Em outros presídios, montins não deixavam de acontecer e a guerra silenciosa do narcotráfico continua.

Onde está a falha? É a pergunta que tantos buscam responder.

Fábio Canton é vice presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Ele explica que a questão da morosidade na justiça brasileira faz com que presos que já cumpriram pena continuem encarcerados e que pessoas que não deveriam ser submetidas ao regime fechado estejam presos indevidamente. Isso aumenta o contingente carcerário e contribui para a crise em todo o sistema.

O último levantamento do Conselho Nacional de Justiça, feito só em 2014, mostrou que Sergipe é o estado com maior quantidade de presos provisórios. Dos 4 mil e 600 presos, 76% aguardam julgamento e de toda a população carcerária, 41% são de presos provisórios.

 

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