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Paulo vs. Tiago – Com quem vc fica?


“Sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei” (Paulo, Apóstolo. Rm 3.28). “Se de fato Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se gloriar, mas não diante de Deus. Que diz a Escritura? “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”” (Id., ibd., 4.2-3).

“Não foi Abraão […] justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé” (Tiago, Apóstolo. Tg 2.21-22, 24).

É conhecida a parábola em que seis cegos desejavam conhecer certo animal: o elefante. Foram, então, levados a um. Posicionado ao lado de uma das patas do bicho, um dos cegos exclamou:

– Que intrigante! O elefante é como um grande tronco!

– Não senhor! – Afirmou outro, tocando a orelha do animal – O elefante é semelhante a um enorme leque!

– De forma alguma! – Protestou o que apalpava a tromba – Obviamente, o elefante é um tipo de cobra!

– De onde tiraram isto?! – Assombrou-se o que estava com as mãos sobre a presa da besta – Claramente, o elefante é idêntico a uma lança!

– Vocês só podem estar loucos! Com toda certeza, o elefante se trata de uma corda! – Disse o que segurava a cauda.

Por fim, crendo que poria fim à discussão, asseverou o cego cujas mãos percorriam todo o tronco do paquiderme:

– Calem a boca, idiotas! Nitidamente, estamos falando de uma montanha que se move!

Se tomadas de forma isolada, as conclusões de cada um dos cegos acerca daquele grande animal parecem notoriamente desencontradas. Assim ocorre com muitos textos, sobretudo com um texto grande, como o que constitui a Bíblia. Por vezes, tomamos unicamente a passagem ou grupo de passagens que parecem apontar em determinada direção, isolamos de seu contexto e esquecemo-nos de explorar o todo harmonioso em que consiste essa obra milenar e multiautoral, que é a Escritura.

As citações que encabeçam este artigo tem gerado acaloradas discussões entre leigos e eruditos cristãos ao longo de quase 2 mil anos. Ao lê-las, podemos tomar três atitudes: (1) Concluir categoricamente: a Bíblia se contradiz; (2) Assumir um dos polos do debate, isto é, posicionarmo-nos junto ao que cremos que diz um dos escritores, ignorando explícita ou implicitamente o outro autor – coisa que, no fim das contas, apresenta a essência da atitude 1 –; ou (3) Tentar estudar minuciosa e humildemente o contexto das duas afirmações a fim buscar entender se um apóstolo realmente contradiz o outro ou se ambos tratam de questões diferentes que se complementam. Obviamente, a atitude número 3 não é tão fácil quanto as outras; porém, é, sem dúvida, a atitude sábia e justa a ser tomada.

Algo de capital importância ao interpretarmos um texto é fazer-lhe perguntas, tais como: “A qual gênero literário você pertence?”, “Para quem você foi escrito (como viviam/criam tais pessoas)?”, “Com qual propósito você foi escrito?”, e deixar que o próprio texto as responda. É sabido por todos que as passagens citadas acima consistem em trechos de cartas. Sabe-se também que as cartas neotestamentárias apresentam um padrão: todas são documentos ocasionais[1], ou seja, suas palavras visam atender determinadas ocasiões que ocorriam nas igrejas do primeiro século. “Foram escritas tendo em mente situações específicas na vida dos cristãos, na maioria dos casos, em resposta a algum ensino falso que está circulando nas igrejas. Elas tendem, portanto, a enfatizar aqueles aspectos do evangelho que expõem e refutam os erros que eles estão combatendo”.[2]

Quais eram, então, as ocasiões que motivaram a escrita da carta de Paulo aos Romanos? E as que motivaram Tiago? Quais problemas se abatiam sobre seus respectivos públicos originais? Um simples exame contextual de ambas as cartas demonstrará que seus autores estavam lidando com situações distintas entre si.

Tiago estava combatendo o problema da acepção de pessoas e falta de caridade entre aqueles aos quais se dirigia (2.1-12). Entre outras reprovações feitas ao longo da carta, como a maledicência, inveja, egoísmo, contendas (3.1-18; 4.1-4, 11-12), alguns tratavam com deferência o rico e desprezavam o pobre. Além disso, pareciam crer que poderiam viver um cristianismo em que, se uma pessoa necessitada de roupas e comida chegasse a eles, bastaria meramente olhar para ela, fazer-lhe bons votos (ou como, às vezes, fazemos hoje: prometer orar por ela) e despedi-la sem nada fazer (2.15-16). Como afirmavam possuir fé, de nada mais precisavam e poderiam prescindir das obras, pensavam eles. Tiago questiona que proveito haveria nessa suposta fé (2.14).

Quanto a Paulo, que tipo de problema a igreja enfrentava em Roma que ensejou o registro das palavras que abrem este artigo? Havia ali judeus que insistiam na necessidade de que os gentios convertidos ao cristianismo passassem pelo ritual veterotestamentário da circuncisão, além de outras exigências das leis judaicas, a fim de que pudessem ser aceitos por Deus (2.17-29). Enquanto o público de Tiago ressalta um suposto bem interior e invisível, desprezando a bondade exterior (Tg 1.22-25), o público de Paulo age de maneira oposta: pretendendo apoiar-se em sinais exteriores, desprezando o aspecto interior e invisível da fé (Rm 2.28-29).

Assim, ambos os autores usam a palavra “fé” com acepções diferentes[3]. Paulo trata da fé necessária para a entrada no reino (ao longo de toda a carta, ele argumenta contra o exclusivismo judaico, que relutava em aceitar os gentios como povo de Deus caso não cumprissem as leis do judaísmo – ver 9.23-25; 30-32; 10.12-13). Tiago, diferentemente de Paulo, não aborda a entrada das pessoas na família de Deus, e sim o modo de vida daqueles que já fazem parte dela. “Paulo nega a eficácia de obras praticadas antes da conversão, mas Tiago está apelando à necessidade absoluta de obras depois dela”. “Paulo quer deixar claro que uma pessoa ‘entra’ no reino de Deus somente pela fé; Tiago insiste em dizer que Deus exige obras daqueles que estão dentro”[4]. Seria como se Tiago dissesse: “Vejam que uma pessoa é justificada pela fé verdadeira, e não apenas por afirmar crer”.

O embate em Tiago, portanto, não gira em torno de fé X obras, mas em torno de fé genuína (que se faz acompanhar por seus frutos: as obras) X fé falsa (vazia e tão somente nominal). “Tiago nos lembra de que as palavras provam ter um significado real quando as pessoas veem as ações que correspondem a elas”[5]. Já Paulo, dedica-se a expor o fato de que não se pode encarar as obras como condição para a justificação da qual ele está tratando, isto é, a vida eterna.

O sentido de uma palavra pode variar até mesmo dentro dos escritos de um mesmo autor. Veja que quando Tiago usa a palavra “fé” em 2.14, refere-se de maneira irônica àquele tipo de fé espúria: “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo?”. O autor menciona essa acepção de “fé” apenas para refutá-la logo em seguida. Já em 2.22, ele se refere à fé genuína, que é sempre operante e atua produzindo boas obras. Em momento algum ele diz que elas atuam juntas para que sejamos aceitos no reino. Paulo e Tiago fazem referência a momentos distintos da vida do homem, sendo Paulo aquele que trata dos critérios para a salvação, e Tiago aquele que aborda o momento “Meus atos demonstram que fui salvo?”. Enquanto Paulo denuncia o embuste da salvação por meio de obras; Tiago denuncia o embuste da “salvação” que não produz boas obras.

O termo “justificado” também é usado com acepções distintas nos dois autores. Tiago o utiliza para mostrar que as obras constituem a evidência exterior da justificação, da qual Paulo trata. Paulo estaria se referindo a uma justificação (salvação), que, entre outras coisas, habilita o homem a uma nova vida (Rm 6.1-13) de santidade (que, em Tiago, também recebe o nome de “justificação”). Enquanto um público fazia pouco caso da fé; outro fazia pouco caso das obras. Por isso, Romanos trata do que John Wesley chamou de “justificação inicial”; e Tiago, trata do que Wesley chamou de “justificação final”. Tiago apresenta as obras como auxílio à santificação, mas não à salvação. Santidade é o modo de vida daquele que já foi salvo. É impossível a alguém ser santo se não for salvo. Igualmente, é impossível a um salvo não passar a viver uma vida de santidade. Uma coisa precede a outra. Somente um coração salvo pode desejar santidade. Uma fé que não se manifesta por obras, de forma alguma é uma fé salvadora.

A Bíblia ensina que nada pode nos recomendar a Deus a não ser a cruz, nem mesmo nossas melhores obras (cf. Rm 3.28; 4.6; Gl 5.4; Ef 2.8-9). Nada podemos oferecer pela salvação, pois salvação é um ato de pura graça de Deus, não de barganha com Ele. Se fizéssemos algo para obtê-la, ela não seria um “dom gratuito”, e sim um salário (Rm 6.23). Seria como se Deus nos devesse algo, uma vez que cumprimos uma meta de boas obras.

O sacrifício de Cristo já foi completo. Deu-nos tudo. Atendeu suficientemente todos os reclames da justiça de Deus. Não necessita de complemento algum. Logo, você não faz boas obras para ser salvo, e sim porque, uma vez salvo pelos méritos unicamente de Cristo, você será regenerado e terá, necessariamente, boas obras. Ninguém precisa de obras para ser salvo, mas a fé que é genuína jamais se manifestará num mero assentimento intelectual.

Assim, a repreensão bíblica vem para os dois extremos: para quem quer pecar livremente; bem como para quem quer uma religião repleta de regras e aparências. Para o que quer viver de exterioridades; bem como para o que, em nome da interioridade, não apresenta as inevitáveis evidências exteriores que a fé traz consigo.

Quantas vezes cremos que temos algum mérito diante de Deus, que podemos impressioná-Lo com nossa bondade? Ou quantas vezes egoisticamente viramos o rosto ao necessitado ou somos maledicentes contra os outros? Olhando mais de perto, é possível perceber que ambos os lados tem a mesma raiz: não se fundamentam no sacrifício de Cristo. Ambos os extremos são “farinha do mesmo saco”; em ambos, o foco sou eu e minhas vontades (Tg 4.3; Rm 10.3), e não Deus e Sua vontade. Não podemos esperar que Paulo ou Tiago tenham defendido qualquer um desses lados.

Logo, você não precisa cair no falso dilema de ficar com Paulo ou com Tiago. Um estudante negligente das Escrituras, ao deparar com um texto bíblico pode até agarrar-se a Ele. Porém, ao deparar com outro que parece contradizê-lo, solta o que tinha em mãos para agarrar o outro. Um estudante fiel, porém, agarra-se a ambos e debruça-se sobre ambos a fim de entender a harmonia entre eles. Infelizmente, muitos cristãos, quando diante de Paulo, rebatem com Tiago, e vice-versa, como se um contradissesse o outro. Paulo não é menos Palavra de Deus do que Tiago. Agarre-se a ambos, agarre-se à Bíblia toda.

S. Lewis, ilustrou bem o aparente dilema entre Paulo e Tiago, dizendo que um telhado não brilha para que os raios de sol recaiam sobre ele, mas porque os raios de sol recaem sobre o telhado é que ele pode brilhar. Que possamos deixar brilhar em nós o Sol da Justiça, que nos salva de nossos pecados e nos habilita a andar em santidade, para demonstrar Seu amor e para honra e glória de Seu nome.

Vanedja Cândido

[1] FEE, G. & STUART, D. Entendes o que lês? Um guia para compreender a Bíblia com o auxílio da exegese e da hermenêutica. SP: Vida Nova, 2011, p 70.

[2] ________. Como ler a Bíblia livro por livro: Um guia de estudo panorâmico da Bíblia. SP: Vida Nova, 2013, p. 372.

[3] Um erro comum de interpretação é o de crer que sempre que uma palavra se repete, mesmo que em ocasiões diferentes, esta possuirá o mesmo significado. Curiosamente, sabemos identificar de forma natural alguns casos em que a palavra muda de sentido a depender do contexto; outros casos, porém, passam despercebidos a nós. Por exemplo, a palavra “carne”, que aparece na Bíblia com significados, por vezes, quase opostos. Veja: “Os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.8) e “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1 Jo 4.2). Ver ainda Gn 6.13; Jl 2.28; 1Co 10.18; Pv 23.20. Contudo, ninguém afirma haver contradição nesses casos, pois todos são capazes de reconhecer que uma mesma palavra possui diferentes significados dentro de seu campo semântico, e o significado da palavra “carne” nesses textos está evidente no próprio versículo, não tendo de nos forçar a ler uma porção maior, diferente do que ocorre com Tiago e Paulo. Assim, o que determinará o significado de um termo é o contexto em que está inserido. “As definições ou explicações que os próprios autores dão às suas palavras constituem um dos mais eficientes auxílios. Ninguém melhor do que o autor sabe que sentido particular ele vinculou a uma palavra” (BERKHOF, L. Princípios de Interpretação Bíblica. Cultura Cristã: SP, 2000, p. 76). “O contexto é a melhor fonte de dados para a determinação de qual dos diversos possíveis significados de uma palavra é o que o autor tinha em mente”. (VIRKLER, H. Hermenêutica Avançada: princípios e processos de interpretação bíblica. Vida: SP, 2001, p. 74). “A simples norma de decência comum deveria proteger qualquer autor de acusações injustificadas […]. Se temos a opção de interpretar os comentários de alguém ou de forma coerente ou num sentido contraditório, parece-me que, em caso de dúvida, o autor deve ser considerado inocente” (SPROUL, R. O Conhecimento das Escrituras: passos para um estudo bíblico sério e eficaz. Cultura Cristã: SP, 2003, p. 49).

[4] MOO, D. Tiago: Introdução e comentário. SP: Vida Nova, 1990, pp. 101-1002 e 109.

[5] Id., ibd., pp. 103.


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  • FABIO HENRIQUE MACEDO MENDONCA em 23 de junho de 2015 01:28

    Eu concordo plenamente com o texto, exceto com a seguinte conclusão: “Em momento algum ele diz que elas atuam juntas para que sejamos aceitos no reino”.

    Para entrar no reino precisamos ter fé no Senhor Jesus Cristo e como expressão de desta fé, podemos e queremos manifestar o desejo de ser batizados e de se debruçar sobre as sagradas letras todos os dias para meditar, orar e aprender de Deus, acaso isso não são obras.

    A fé gera obras, é inevitável.

    A fé conduz às obras.

    Abraão creu em Deus e se levantou e peregrinou para uma nova terra.

    Abraão creu em Deus e ofereceu seu único filho sobre um altar para sacrifícios.

    A fé anda junta com as obras.

    De que adiante crer, e não se submeter ao batismo.

    De que adiante crer, e ficar inerte; ora, precismos sair para pregar, falar aos outros do Amor de Deus.

    A justificação é pela fé e pelas obras que se seguem após a aceitação da fé.

    O texto é magnífico, mas, ignora que Deus também acreditou que haveria salvação para a humanidade, com uma diferença: O Eterno não ficou inerte, enviou seu Filho à terra para a maior de todas as missões, conduzir o homem caído à Deus novamente.



    • isaquefreitas em 26 de junho de 2015 02:11

      Amigo, me desculpe mas a Bíblia afirma claramente o contrário, “…não por obras para que ninguém se vanglorie.”

      Sim, as boas obras caminham juntas com a fé, mas a única coisa que é depositada em nossa conta é o sangue de Cristo.

      E se Deus acreditou que haveria salvação para o homem, é por causa de quem ELE É, e não por causa de quem nós somos.



  • nemar em 25 de junho de 2015 11:28

    Fico com Deus que inspirou os dois (Tiago e Paulo), conforme me ensinaram…Tiago exagera um pouco no que se refere a caridade. Assim como a humildade em exagero é soberba, o ditado católico romano e kardecista que diz “Fora da caridade não há salvação,”é exagero. Penso que a caridade exagerada é uma fuga psicológica da verdade da salvação pela fé…(SMJ)



    • FABIO HENRIQUE MACEDO MENDONCA em 28 de junho de 2015 03:00

      Nemar, não existe exagero de Tiago, a caridade é o dom supremo do Senhor, quem diz que ama o seu próximo e não lhe apenas um pedaço de pão para saciar a sua fome, como poderá se salvar; o próprio Jesus disse (vinde benditos de meu pai, possui o reino que esta preparado para vós desde a fundação do mundo, porque tive fome e deste-me de comer, tive sede, e deste-me de beber, estive preso, e vieste me visitar……). Aqueles que possuirão o reino creram em Deus, mas, não somente creram, como também mostraram frutos (obras) dignas da sua conversão à Cristo (você se lembra desta exortação de João Batista). Até os demônios creem, a diferença está em crer e fazer, ter fé e as obras juntas, e permanecer na verdade até o fim. Os fariseus foram muitas vezes advertidos por Jesus sobre a “hipocrisia” deles, porque eles falavam ao povo como fazer, mas eles mesmos não faziam como ensinavam. A fé genuína significa: obras + fé = verdade (não fingido, não hipócrita).



      • isaquefreitas em 29 de junho de 2015 14:06

        Fábio, iremos ter um episódio muito importante, 3 na verdade, com a diferenciação entre “obras” e “boas obras”. Vai agregar muito nessa nossa conversa. Eu concordo em quase tudo que você disse, só precisamos entender que tudo aquilo que for produzido em nós a partir da fé, é fruto do Espírito em nós. Por isso a justificação continuará sendo pela fé. Qual fé? Aquela crê no Filho de Deus que morreu e ressuscitou e intercede por nós deixando o SAnto Espírito conosco para nos transformar e nos deixar “APTOS” para boas obras. É por isso que as obras são resultado de uma fé verdadeira, e essas obras servirão de parâmetro para o universo entender que o sacrifício de Cristo valeu para essa pessoa, pois produziu os frutos do Espírito. Eu só quero deixar claro a premissa de que nada, no que se refere a salvação, provém de nós. É tudo de Deus. “Todo dom perfeito vem do Pai das luzes”, diz Tiago.

        Forte abraço.



  • FABIO HENRIQUE MACEDO MENDONCA em 28 de junho de 2015 02:51

    A Bíblia diz que a salvação é pela fé, mas que tipo de fé (pergunto), ora, a fé que produz obras. A Bíblia diz que Deus julgará a cada um segundo as suas obras, e noutro texto diz, que Deus nos fez para dar frutos. Não se trata de buscar a salvação pelas obras exclusivamente, mas, sim de ter fé, e em razão dela se deixar transformar por Deus e produzir frutos e obras de um coração transformado.

    A fé e as obras devem andar juntar.

    A fé sem obras é morta.

    As obras sem a fé é tentar se salvar apenas pelas obras, e isso não é possível.

    Por isso eu digo: a justificação é pela fé e obras.



    • isaquefreitas em 29 de junho de 2015 13:58

      E é por isso que discordamos fortemente.

      Somos julgados por obras sim, mas não pelas que produzimos, mas por aquelas que Cristo opera em nós, e isso não “… provém de nós, é dom de Deus, para que o homem não se vanglorie.”



      • isaquefreitas em 29 de junho de 2015 14:00

        “sabemos que o ninguém é justificado pela prática da lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da lei, porque pela prática da lei ninguém será justificado.”
        Gálatas 2:16



        • FABIO HENRIQUE MACEDO MENDONCA em 10 de julho de 2015 22:39

          Isaque Freitas, veja bem, Galatas 2:10, Paulo recomenda que lembremo-nos dos pobres, para que se lembrar dos pobres (pergunto), será que Paulo está falando de apenas não se esquecer deles ou de fazer alguma coisa por eles, em razão da fé que temos em Jesus.

          O texto fala das “obras da Lei” e eu estou falando de outra coisa, das “obras de Cristo”: aquele que professa crer em Cristo, deve procurar fazer as mesmas obras que ele fazia, segundo o que o próprio Jesus falou expressamente. Não é a circuncisão da carne (prevista na Lei dos Judeus = obra da Lei) que pode justificar um homem, o que justifica o homem é a circuncisão do coração (colossenses 2:11) que faz com que a pessoa guarde os mandamentos de Deus como Cristo guardava (1 Co 7:19), este tipo de pessoa que faz com que o seu interior seja exteriorizado, seja manifesto (Rom 2:28), e assim, se o seu interior é igual o seu exterior, então a sua fé opera por obras de amor (Galatas 5:6) e você é nova criatura (Galatas 6:15).



          • isaquefreitas em 11 de julho de 2015 17:59

            Fábio, não discordo de vc na prática da caridade e na necessidade infinitamente importante da prática de boas obras. Inclusive vamos dedicar 3 programas exclusivamente para tratar desse assunto. Só reitero que na questão da salvação não podemos confundir. Nada do que o homem produza o habilita para a salvação. Somente a obra de Cristo no ser humano o salva. E parte de dessa redenção salvadora é a habilitação do ser humano para boas obras.

            Aguarde os programas.