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Festa e Sacrifício


Festa e SacrifícioHá uma fatia do evangelho de Lucas marcada pelos tons coloridos de festa e pelos sons vibrantes de júbilo e alegria. Trata-se de Lucas 14 e 15. Para ser mais específico, a seção intermediária de Lucas 14 (vs 7-24) e Lucas 15 praticamente inteiro.
Festa e comida são termos praticamente intercambiáveis em quase todas as culturas e não é diferente nesse espaço do evangelho. A história do pastor, da mulher e do pai falam de perdas e achados. Em todas elas, a tônica semelhante é a derradeira alegria e o clima de festa. Mas há mais um elemento semelhante nessas histórias que o barulho da festa ou o calor do júbilo podem nos fazer esquecer. A ideia do sacrifício.
O pastor arrisca a vida e com a pesada ovelha sobre os ombros retorna ao aprisco. A mulher empreende uma grande limpeza e, exausta, encontra a moeda. O pai abre mão de tudo e se torna vulnerável esperando religiosamente à janela o retorno do filho rebelde. Antes da festa, um sacrifício. A festa é de graça para quem recebe, mas alguém pagou um preço por ela. Essas histórias falam de uma graça incondicional garantida por um alto sacrifício.
Retrocedendo a Lucas 14:15, mais um quadro de festa. Um banquete sendo preparado e convites sendo distribuídos. Todos confirmam a presença no banquete. Mas no start da comemoração, todos se escusam. A festa é um presente do dono aos convidados, mas exige-se deles um preço para essa relação: a recusa de outros compromissos. Preço que eles não estão dispostos a pagar.
Se nos quadros de Lucas 15 o tema da graça incondicional e preciosa é a nota predominante, a história do banquete de Lucas 14 trata do discipulado radical que só o sacrifício total pode manifestar.
Aquele que oferece, o faz com sacrifício; e daquele que recebe se espera uma inteira e, na maioria das vezes, custosa resposta.
Interessante é perceber que no miolo dessas histórias, entre a festa do banquete e a alegria dos personagens que encontraram o que procuravam, há um chamado de Cristo.
“Qualquer um que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27). É um chamado para morte, afinal a cruz era um instrumento usado para isso. E não ha critério menos exigente do discípulo do que “aborrecer a própria vida” (vs 26). Deixar o eu de lado para experimentar as palavras de Paulo “estou crucificado juntamente com Cristo e não mais eu vivo, mas Cristo vive em mim” (Galatas 2:20).
A estrada do cristianismo começa com o Cristo crucificado para nos garantir a graça incondicional e termina com seus seguidores crucificados para manifestar ao mundo o discipulado total.
Não há atalhos.

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  • FABIO HENRIQUE MACEDO MENDONCA em 21 de outubro de 2015 03:54

    Não é a toa que no Tabernáculo do Deserto o altar de sacrificio vinha antes da pia de cobre. Antes de se batizar, precisa pelo menos menos haver disposição de assumir o sacrificio de Cristo e renunciar ao seu próprio EU.



  • Diogo em 30 de maio de 2016 15:26

    – Paulo disse que sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (hebreus 9:22) , mas em Levítico 5:11 não é bem assim, lá diz que para os que são pobres poderia ser Farinha no lugar de sangue. Como Explicar????

    Um grande abraço.