Artigos da categoria Meditações
Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 3:11
Fidelidade não é medida apenas por palavras, mas principalmente por atos. A fidelidade, assim como a temperança, não abrange apenas um aspecto de nossa vida, mas toda ela. Quando somos fiéis a Deus devolvendo-lhe o dízimo e descansando no santo sábado, também conseguimos ser fiéis ao cônjuge, aos nossos compromissos e às pessoas que nos cercam.
Quantas vezes temos roubado alguns minutos de Deus fazendo tarefas após o horário do pôr do sol! Acabamos por nos atrasar para chegar em casa no horário, ou nos atrasamos ao arrumar alguma coisa em casa já em horas sabáticas.
Esta história conteceu na década de 70, na propriedade de meu pai, em São Borja, onde eu cuidava de 300 hectares de terra, e também de gado e ovelhas. Na lavoura, eram plantados trigo, milho, sorgo, arroz, linhaça e soja. Todos no tempo e na época devidos.
Em uma área de mais ou menos 18 hectares, plantei uma lavoura de soja, separada das demais, para mim. Era, mês de fevereiro, e a igreja de São Borja iria acampar em nossa propriedade. Nesse dia, o irmão Ilo Weber percebeu que a lavoura estava infestada de lagartas devoradoras. Como não era possível aplicar inseticida naquele dia, por estarem próximas as horas sabáticas, simplesmente disse a ele: “Deus proverá.” No culto do pôr do sol e no sábado, os irmãos presentes ao acampamento oraram pela lavoura.
Passou o sábado e, no domingo pela manhã, fomos com o irmão Ilo ver o que havia sobrado da lavoura. Vimos as lagartas todas esbranquiçadas e mortas, grudadas na parte inferior das folhas. Na época da colheita, como prova de gratidão, atendendo a solicitação do pastor Edson Pereira Gomes, tesoureiro do IACS na época, doamos ao educandário várias sacas de soja.
Realmente Deus operou um milagre na lavoura de soja. Louvado seja Seu nome! Vale a pena ser fiel.
Elmiro Oliveira Pereira
Associação Sul-Riograndense (USB)
Fonte: Meditações para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão Sul- Americana
Buscá-los-ás [aos inimigos], porém não os acharás; serão reduzidos a nada e a coisa de nenhum valor os que fazem guerra contra ti. Isaías 41:12
Lucía Ramos, da Igreja Central de Calama, Chile, há mais de doze anos trabalha na área da saúde, como assistente de dentista. Sua jornada de trabalho era de segunda a sexta. Mas, em determinado momento, ocorreram mudanças na empresa, e a jornada passou a ser de segunda a sábado. Obrigaram-na a assinar um termo aceitando trabalhar aos sábados. Ela não assinou esse contrato.
Outro conflito foram as repetidas exigências para assistir a treinamentos aos sábados. Rapidamente, as relações com os chefes e colegas de trabalho mudaram. Ela possuía mais turnos de urgência e extensões horárias que suas colegas de trabalho, notando-se demasiada injustiça.
Finalmente, lhe entregaram uma carta de advertência para ser assinada pelo fato de não ir aos treinamentos. Essa carta seria entregue na Inspeção do Trabalho. Eu me senti muito mal pelo abuso e pela injustiça. Resolvi me apresentar na Inspeção do Trabalho apoiada por uma carta escrita pelo pastor da igreja para deixar registro de minha crença religiosa. Os advogados me apoiaram e determinaram estabelecer uma denúncia por violação de direitos fundamentais, ao haver discriminação religiosa.
A empresa aceitou meus princípios. Isso ajudou meu supervisor a mudar completamente sua forma de pensar. Meu contrato de trabalho foi mantido de segunda a sexta.
As capacitações deixaram de ser realizadas aos sábados, mas foi realizado para todo o pessoal um treinamento sobre os direitos fundamentais. Eu sei que o Senhor esteve sempre comigo e me deu coragem e perseverança para poder defender Sua Palavra.
Lucía Ramos – Chile
Fonte: Meditações para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão Sul-Americana
Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:21
Era o ano de1996, e eu estava fazendo uma série de evangelismo a 86 quilômetros de Curitiba, Paraná sede do distrito pastoral. Nosso sonho era fundar uma nova igreja nessa comunidade, na cidade de Cerro Azul.
Pedi ao irmão Antônio Sopperum um videocassete emprestado para usar no evangelismo. Após o trabalho evangelístico, eu ia devolver o videocassete. Mas, na saída de casa sofri um acidente, e o carro que bateu no meu atingiu o local em que estava o aparelho, quebrando-o completamente.
Quando comuniquei ao irmão Antônio que seu videocassete fora destruído, ele solicitou uma visita para a semana seguinte. Ele já era um homem idoso e frágil, porém seu coração estava forte em Cristo. No dia marcado, fui visitálo com o propósito de restituir o prejuízo do amado irmão. Em 1996, um videocassete de 6 cabeças novo, como era o dele, custava um valor significativo.
Ao chegar em sua casa, fui recebido com uma simpatia e amor cristão contagiantes. Após tomar um gostoso suco de uva feito por ele e sua esposa Helena, o irmão Antônio saiu da sala e voltou com um videocassete novo e me disse: “Pastor, já que o senhor quebrou meu videocassete na obra de Deus, eu quero lhe dar este novo de presente.” Eu respondi: “Irmão Antônio, o senhor teve um prejuízo e agora está ofertando, quando eu deveria restituílo.” Ele respondeu: “Pastor, meu coração não está em bens materiais. Quero ofertar este aparelho para a obra de Deus, já que o outro foi quebrado.”
Lembro-me com carinho a atitude de compreensão e amor do irmão Antônio Sopper. Hoje, temos em Cerro Azul uma bela igreja com 70 membros. Naquele ano, batizamos 27 pessoas para Jesus, usando o videocassete no evangelismo para cantar hinos e passar séries doutrinárias.
Querido membro do povo de Deus, onde está seu coração? Com o que você está preocupado? É o reino de Deus sua prioridade? Você tem prazer em ofertar ao Senhor? Lembre-se das palavras de Jesus: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6:21).
Gilson Grudtner
Associação Sul Paranaense (USB)
Fonte: Meditações para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão Sul-Americana da IASD.
Portanto, diz o Senhor, Deus de Israel: [...] Aos que Me honram, honrarei, porém os que Me desprezam serão desmerecidos. 1 Samuel 2:30
Sonila iniciou seu curso universitário e, de maneira espontânea, se aproximou dos colegas e professores. Tendo um coração generoso e espírito prestativo, logo conquistou a amizade de todos. A cada um que fazia aniversário, ela oferecia uma literatura e um cartão com palavras de apreço. Para aqueles que esqueciam seus materiais de aula, ela sempre tinha o necessário para suprir-lhes as necessidades, fosse um lápis, uma caneta, folhas avulsas para anotações. Sempre tinha seus apontamentos em dia para oferecer àqueles que tinham dificuldades.
Sem distinção, sua simpatia e ternura eram vivenciadas por todos. Como resultado, seus colegas de classe não tinham dificuldades para aceitar suas explicações quanto ao sábado, e seu grupo de estudos sempre se adaptava para que ela pudesse participar das atividades acadêmicas. Sendo tão atenciosa, alguns a procuravam para compartilhar suas lutas e preocupações. Sempre estava orando e animando seus colegas. Sua fé era vista por todos os colegas de classe com muito respeito.
Num determinado dia o coordenador comunicou a data da apresentação do trabalho de conclusão do curso. Seria no sábado. A reação da turma foi instantânea ao lembrar o professor de que Sonila não podia, pois era guardadora do sábado. Então o coordenador do curso disse: “É verdade! Eu me esqueci. Vamos mudar a data para outro dia da semana.”
Por honrar a Deus, Ele a honrou. No final do curso, recebeu placas de homenagens dos seus professores e colegas. Fruto dessa fidelidade a Deus foi a conversão e batismo de um dos seus companheiros de classe, que posteriormente trouxe a família consigo para viver as alegrias da amizade com Deus.
Na placa que recebeu dos professores, uma frase ali impressa resumiu o que aconteceu: “A amizade é um investimento sábio.”
Jefferson Castilho
Associação Paulista do Vale (UCB)
E Eu santificarei o Meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; e as nações saberão que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Jeová, quando Eu for santificado aos seus olhos. Ezequiel 36:23, Almeida Revista e Corrigida
“Há maior santidade no sábado do que lhe atribuem muitos que professam observá-lo. O Senhor tem sido grandemente desonrado por parte dos que não têm observado o sábado conforme o mandamento, quer na letra, quer no espírito. Ele sugere uma reforma da observância desse dia” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 363).
A promessa de Deus se cumpriu em um milagre ocorrido com nossa irmã María Alejandra. Ela começou a estudar História numa universidade pública. Nessa universidade, os adventistas eram bem conhecidos, mas ela ainda teve alguns problemas. Sempre pôde fazer ajustes para não assistir às aulas de sexta-feira à noite. Mas, quando só lhe faltava um ano, circunstâncias particulares fizeram com que ela deixasse a cidade. Nesse novo local, ela podia providencialmente concluir seu curso, mas descobriu que nenhum adventista havia feito faculdade ali. Portanto, aparentemente ninguém sabia sobre o sábado.
María falou com vários professores, que pareceram não entender e lhe disseram que não poderiam fazer exceções. Finalmente, após orar durante vários dias, ela decidiu falar com a reitora e grande foi sua surpresa pela resposta. Ela disse: “Eu conheço os adventistas. Em outra cidade, tive vizinhos dessa igreja e eles foram um exemplo para minha família por sua honestidade e seus hábitos religiosos. Não se preocupe que eu vou resolver o problema.”
Imediatamente, ela chamou todos os professores e realizou uma ata assinada por todos, de que não poderiam exigir a presença nas aulas nem qualquer tipo de trabalho ou exame de María nas sextas-feiras à noite, sob pena de receber uma sanção. A diretora se amparava na lei que exime os adventistas de fazer aulas nas noites de sexta-feira, e o Senhor usou essa mulher para que María Alejandra pudesse concluir seu curso.
María Alejandra
Argentina
O ju
sto se alegra no Senhor e nEle confia; os de reto coração, todos se gloriam. Salmo 64:10
Harlle Silva Costa é adventista desde criança. Em dezembro de 2006, ela foi aprovada em uma seleção para professor na Universidade do Estado da Bahia Harlle começou, então, a orar a Deus para que orientasse suas decisões e a guiasse de acordo com Sua vontade. Separou, então, alguns dias para estudo, aguardando as informações sobre local e data das provas. Para sua surpresa, a primeira prova foi marcada para o dia 7 de fevereiro de 2009, um sábado antes do Carnaval. Harlle pediu ao grupo de oração de sua igreja que orasse para que Deus fizesse o melhor.
Dois dias antes da data marcada para a prova, Harlle recebeu uma ligação de uma colega, e comentou sobre o assunto. A amiga lhe incentivou a encaminhar um documento solicitando uma alternativa com base legal. Harlle foi convencida a redigir o documento, pois sabia que Deus estava no comando.
Após as aulas desse dia, por volta de 22 horas, ela falou com Deus mais uma vez sobre o assunto e resolveu acessar o site oficial do concurso para em seguida iniciar a redação. Ao abrir a página da internet, a primeira coisa que leu foi: “Mudança da data da prova.” Seu coração parecia pular de alegria.
Ela imaginou que teria mais um tempo, talvez mais um mês, para resolver a situação. Restava olhar no calendário a nova data a fim de verificar se seria novamente num sábado. A informação era que a prova havia sido transferida para o dia seguinte, ou seja, domingo. Harlle não pôde conter as lágrimas.
Deus fez o que parecia impossível aos olhos humanos. Após cumprir todas as etapas da seleção, Harlle foi aprovada em primeiro lugar. Em 20 de maio de 2009,assumiu efetivamente a vaga que Deus lhe reservou.
Fico muito feliz em testemunhar num ambiente em que as pessoas estão muito mais centradas na razão humana do que na providência divina. Deusé sempre fiel.
Harlle Silva Costa
Associação Bahia Sul (Uneb)
Fonte: Meditações para o Pôr-do-Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão-Sul Americana da IASD
S
e desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia [...], Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse. Isaías 58:13, 14
Francisco José Araújo Martins tinha um objetivo no último trimestre de 2008: junto com amigos, ele saiu de Chapadinha e viajou para Estreito, Maranhão, esperando trabalhar nessa cidade e em cidades vizinhas de Tocantins.
O plano era juntar dinheiro e voltar em seguida.
Mas, na metade de 2009, Francisco experimentou uma provação. O chefe do setor na empresa onde trabalhava disse que precisaria de seu serviço no sábado. “Não virei, pois o sábado não pertence a mim, mas ao Deus a quem sirvo”, disse Francisco. Seu chefe insistiu; disse que, se não viesse, perderia o emprego. Era sexta-feira, e Francisco telefonou para sua esposa Quésia e contou o que havia acontecido. Falou também de seus compromissos financeiros. Quésia era uma dedicada serva do Senhor que reconhecia a soberania de Deus e era fiel nos dízimos, nas ofertas e na observância do sábado. “Seja fiel a Deus, e Ele cuidará de nossa vida financeira”, disse Quésia ao marido.
No dia seguinte, quando chegou para trabalhar, o chefe de seu setor o demitiu, como havia prometido. Francisco estava se preparando para ir embora, quando o diretor-geral da empresa o viu e o cumprimentou, perguntando se
estava tudo bem. Francisco falou que estava indo embora, pois havia sido demitido naquele momento.
A reação do diretor foi de espanto. Ele mandou chamar o chefe do setor em que Francisco trabalhava e o demitiu. A demissão de Francisco foi cancelada, e ele ainda teve um aumento de 30% em seu salário. Estava dado o testemunho de que Deus estava no comando da empresa e guiava a vida de Francisco, o servo que apesar da adversidade, decidiu permanecer fiel.
Luis Cláudio
Associação Maranhense (UNB)
Fonte: Meditações para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão Sul-Americana
Cantarei para sempre as Tuas misericórdias, ó Senhor; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a Tua fidelidade. Salmo 89:1
Gislene Goulart era professora em uma escola adventista e vivia um dilema: o salário só dava para duas semanas do mês. Nas próximas semanas, as compras eram no cartão de crédito. No mês seguinte, metade do salário era só para pagar o cartão já utilizado, e a outra metade acabava em dias.
O presidente de Associação Bahia Central, escritório que administra as igrejas e instituições adventistas na região central do estado, fez uma semana de oração sobre mordomia na igreja de Gislene. Falou sobre a devolução não apenas do dízimo, mas também do pacto. Gislene e o marido decidiram devolver 10% de pacto. Antes mesmo de receber o próximo salário e cumprirem a promessa, o Senhor já começou a lhes abençoar. Duas de suas alunas
passaram a ir para a escola com Gislene, pagando o equivalente ao combustível que gastava por mês. Além dessa economia, o Senhor fez com que o dinheiro “esticasse”, acabando só um dia antes de o próximo salário chegar, e
nunca mais deixou de ser assim.
No final daquele ano, o marido de Gislene decidiu estudar Teologia no Iaene. Tudo estava dando certo até chegar à metade do primeiro ano, quando ela e o marido foram colportar. Saíram do trabalho com apenas R$ 500,00 de lucro.
Precisavam pagar a faculdade dele, pagar o aluguel e ainda se manter com a alimentação durante todo o semestre. Resolveram vender o carro, um Gol 86. No mesmo dia em que anunciaram a venda do carro, apareceu comprador
disposto a pagar à vista. Eles viveram dois meses com aquele dinheiro. Quando estava terminando, receberam o pagamento de uma empresa que lhes devia por palestras realizadas pelo marido de Gislene havia uns 9 meses. Viveram o restante do ano com aquele valor. Então, chegou a colportagem novamente.
Mesmo com as dificuldades financeiras, eles nunca deixaram de devolver o dízimo e o pacto. Seu marido, nos momentos de oração de madrugada, começou a sentir vontade de fazer um novo pacto: separar mais 10% do resultado daquelas férias para ajudar os necessitados. Com isso, 30% já estavam comprometidos para o Senhor.
No último culto de quarta-feira daquelas férias de colportagem, uma irmã disse ao marido de Gislene: “Quero lhe dar um presente. Vou lhe dar um terno.” No outro dia foram ao shopping e ela comprou um terno belíssimo, que não poderiam comprar tão cedo. Ao agradecer-lhe, disseram: “Irmã, a senhora é um anjo!” Ela respondeu: “Não, sou apenas um instrumento de Deus. Ele quer lhe dar este presente e está me usando para isso.”
Naquela mesma quarta-feira, depois do culto, outro irmão lhe disse: “Sabe, estive pensando em você, quero lhe pagar os estudos.” Que culto de quarta-feira abençoado!
Gislene sempre ouviu histórias surpreendentes sobre como Deus é fiel aquem Lhe é fiel. Mas não imaginava quantas bênçãos o Senhor poderia derramar sobre ela, quando começasse a prová-Lo. E ela viu que Deus é muito bom!
Gislene tem certeza de que novos milagres ainda virão.
Quando somos fiéis ao Senhor e resolvemos ajudar os outros, nós começamos a ser ajudados de maneiras que não esperávamos. Quando retornamos ao colégio, estávamos cheios de alegria pelas maravilhas que Deus havia feito por nós. E ainda pudemos ajudar outra pessoa com a porcentagem do pacto que havíamos feito.
Gislene Goulart Niderstrasser
Associação Bahia Central (Uneb)
Fonte: Meditações para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão Sul-Americana
Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão. Salmo 37:25
Meu nome é Car
men Fidelina. Esta história aconteceu depois da colheita de azeitonas de minha chácara. A colheita não havia sido tão abundante, os preços da azeitona haviam baixado e eu necessitava de recursos especialmente para sustentar a educação superior de meus filhos. Sempre havia sido fiel no dízimo e nas bênçãos da fidelidade. Nunca passei necessidade.
Porém, havia algo que não me deixava em paz. Tinha dúvidas especialmente sobre a promessa de Malaquias 3:10. A passagem diz que Deus derramaria sobre nós “bênçãos sem medida”, e eu ainda não conhecia essa fartura.
Um dia, conversei com Deus sobre isso e Lhe pedi que me ajudasse a entender essa promessa. Após alguns dias, me veio à memória o testemunho de um pastor que havia posto nas mãos de Deus suas economias que davam para
cobrir os três primeiros meses de estudo na Universidade Peruana União.
Depois de recordar essa história, orei a Deus, fiz meu pacto de fé com Ele, entreguei-Lhe novamente meu coração e junto com ele, o dízimo, como sempre havia feito. Além disso, dei mais 10% como oferta ao Senhor. Dias depois,
como uma resposta direta à minha petição, realizei a venda de azeitonas mais rápido que nunca. Haviam me pagado e a um bom preço. Para que essa experiência de fé se fixasse em minha vida, Deus me deu a oportunidade de engrandecer meu negócio como eu jamais havia pensado.
Aprendi que o dízimo e a oferta são como o casal de cônjuges, que nunca devem viver separados. Aprendi que a ingratidão que provém do egoísmo é o pecado que nos impede de recebermos as maiores bênçãos do Céu. Deus é justo quando diz: “Vocês estão me roubando [...] nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3:8, Nova Versão Internacional).
Carmem Fidelina
Peru
Fonte: Meditações para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristão da Divisão Sul-Americana
Os meus olhos procurarão os fiéis da Terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá. Salmo 101:6
Em uma rua de Cuiabá, em frente à Casa Cuiabana, um centro cultural da capital mato-grossense, é possível encontrar uma mulher muito simples e dedicada chamada Vanusa. Ela trabalha com um carrinho de água de coco e vende pão de queijo, bolinho de arroz, entre outras coisas. Vanusa carrega em seu rosto as marcas de uma vida de sofrimento e privação. Um dia, através de sua tia, conheceu a Igreja Adventista e seus princípios. Na primeira vez que entrou em uma igreja, na cidade de Várzea Grande, estava realmente desesperada e com dificuldade financeira. No entanto, em contato com os irmãos da igreja, ela se sentiu amada e abraçada. Recebeu diversos utensílios, roupas e alimentos para auxiliar no seu sustento. Em pouco tempo, começou a receber estudos bíblicos.
Ela decidiu se batizar, mas não sem antes devolver o primeiro dízimo. Decidiu dedicar a Deus a décima parte de todos os seus ganhos. A sensação que experimentou foi de muita gratidão e que devia muito mais para Ele. Então, decidiu fazer o pacto de acrescentar mais 10% para dar de oferta.
Depois que começou a ser fiel a Deus com os dízimos e ofertas, ela sentiu como se Deus abrisse as janelas do Céu e derramasse muitas bênçãos. Quando obtém seus ganhos, ela logo separa a parte de Deus. Certa vez, após haver se separado do marido, devido a alguma dificuldade decidiu usar o dízimo para pagar uma conta. Sentiu-se muito mal, perdeu a paz, não conseguia o dinheiro para repor o dízimo e sentiu em seu coração que estava colocando a mão em dinheiro que não era seu. Apesar de ter uma profissão simples, ela ajuda seus filhos a estudarem, sua filha e netos com aluguel e sustento, e tem planos de comprar um trailer para ampliar seus negócios.
Deus cuida de mim. Às vezes, eu me preocupo se vou ter o dinheiro para pagar certas contas e, quando eu menos espero, o dinheiro está na minha mão.
Vanusa Marques Portela
Associação Mato-Grossense (Ucob)
Fonte: Meditação para o Pôr do Sol – Adorando ao Entardecer – Ministério de Mordomia Cristã da Divisão Sul-Americana