07. Reflexão Martin Kuhn
Postado em: Programas 1a temporada 2011
A vida é como um parque de diversão. Como na vida real, um dia no parque faz você sentir inúmeras emoções nos diversos brinquedos que existem.
O carrossel, por exemplo, com seu movimento leve e constante que faz a gente sentir o vento no rosto, produz felicidade, paz e bem-estar. Já aqueles brinquedos, vamos dizer assim, mais fortes, nos dão adrenalina, nos fazem sentir aquele frio na barriga, uma emoção tão forte que sentimos poucas vezes na vida. E o carrinho bate-bate? Bom, esse brinquedo pode representar as inúmeras vezes que tentamos ir atrás de alguma coisa, mas sempre tem alguém que não deixa a gente prosseguir. Esse sentimento, como no carrinho bate-bate, também é sentido poucas vezes durante toda vida. E se você for bem esperto, consegue se desvencilhar facilmente desses carrinhos importunos.
Eu poderia ficar aqui descrevendo inúmeras atrações que nos fazem sentir tanta coisa que também sentimos ao longo da vida. Mas eu considero que no parque de diversão, existe apenas um brinquedo que representa muito bem a nossa vida como um todo: a roda gigante. Ela é brilhante, bonita, imponente. A roda gigante é vista por todos que estão aproveitando as atrações do parque. Ela tem características muito particulares como a vida do ser humano.
Algumas são os maiores brinquedos do parque, outras nem tanto. Algumas levam duas pessoas, outras levam seis ou mais. E as cores com que são pintadas também sempre variam. Mas o que esse brinquedo possui como maior particularidade é a visão do ponto mais alto. Cada roda gigante possui uma vista singular.
A roda gigante representa muito bem a vida do ser humano na terra, porque seu movimento é leve e muito sutil comparado aos outros brinquedos. A gente vai subindo e vai descendo, sem ao menos perceber… As coisas apenas vão acontecendo.
Da mesma forma, todo ser humano já esteve no topo da vida e, sem perceber, foi caindo aos poucos. Quando se está lá embaixo, a roda gigante passa perto da multidão. Enquanto isso, estamos trancados naquela cabine. Quando se está em cima, a vista é linda e a gente até deseja ficar em pé para poder ver mais de perto.
Assim é a vida. Quando estamos em baixo, vendo tudo trancafiados em uma cabine, a vida parece ruim e amarga. Quando estamos em cima, a mesma vida que antes era triste torna-se a vida mais doce que pode existir.
Você percebeu que tudo depende da visão que temos das coisas? Mesmo em cima ou em baixo, o maquinista, o condutor da roda nunca deixa o seu lugar, o seu posto. E só quando a gente está em baixo conseguimos ver que a roda gigante não está sozinha. Alguém está conduzindo tudo. E é nesse ponto, o ponto mais baixo da vida, que a gente consegue olhar pra cima e ver que estamos subindo de novo.
Texto: Alessandra Guimarães

2 comentários para "07. Reflexão Martin Kuhn"
Gostei muito do texto! Parabéns!
E Louvado seja Deus, o nosso maquinista, o condutor da roda nunca deixa o seu lugar.
Deus abençoe vcs do Código Aberto, essa lição veio no momento certo!
Deus realmente é o maquinista da minha, da nossa vida!
Tenham um lindo sabado!