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A Internet e o debate dos presidenciáveis

Não vou discutir o desempenho dos  candidatos, mas o fato de ter sido esse o primeiro debate exclusivamente online. Segundo fui informado, os organizadores do evento não permitiram a transmissão para a TV porque o objetivo era justamente testar o poder e alcance da Internet.

Se levarmos em consideração que o debate foi realizado em horário de trabalho, podemos considerar  como sucesso os  quase 1,5 milhão acessos durante a transmissão ao vivo, além do incontável número de pessoas opinando e comentando nas redes sociais.  Esse número é superior a audiência que a maioria das TVs  tem no mesmo horário.

Com essa experiência algumas  questões ficaram mais claras:

  • A internet no Brasil alcançou uma relevância estratégica que não pode mais ser  desprezada.
  • A internet está amadurecendo e começa a se separar da TV e rádio para criar seu próprio formato e conteúdo exclusivo.
  • A possibilidade de interação atrai a  audiência  e cria um novo espectador menos passivo, que quer opinar, colaborar e compartilhar.
  • O internauta tem o poder de influenciar e modificar um programa no momento em que ele acontece. Adeus aos scripts… agora tudo é dinâmico, o final é imprevisível e a repercussão uma incógnita.

Saudamos com alegria estes novos tempos de liberdade na comunicação em que  os muitos que assistem influenciam aos poucos que produzem. A transição da era da comunicação de massa para a era da comunicação pelas massas.

Seguem abaixo os números  divulgados da transmissão do debate na Internet

Audiência ao vivo do debate:  1.417.610 acessos.

A audiência do UOL Notícias -  50% superior ao recorde histórico anterior ( cobertura do julgamento do casal Nardoni)

 Audiência do UOL Notícias e Folha.com – 350% de crescimento

Mais de 80 sites diferentes de norte a sul do país que fizeram a transmissão simultânea do vídeo.

Abrangência. Durante a transmissão ao vivo os servidores do UOL registraram acessos de 127 países diferentes. Depois do Brasil, os países que mais deram audiência foram Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e Portugal.

Redes sociais . Quem preferiu ver pelo Twitter teve a companhia de outros 15.500 internautas.

Nas três horas de debate, a etiqueta (tag) #debatefolhauol foi usada 51 mil vezes no Twitter. O volume de publicação de comentários garantiu que o assunto chegasse ao primeiro lugar na lista mundial de tópicos mais comentados do Twitter.

Dipositivos móveis como o iPhone e o iPad. Só nesses aparelhos, o número de visualizações chegou a 7.842.

O Facebook também registrou intensa participação do internauta. Ao todo, foram publicados 4.100 comentários durante a transmissão em vídeo ao vivo na rede social.

As salas com vídeo do Bate-papo UOL receberam 7.680 pessoas.

Fonte: http://eleicoes.uol.com.br

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Justin Bieber, as redes sociais e o futuro da humanidade

A internet é hoje um berçário de celebridades. Elas começam no anonimato com alguns vídeos de baixa qualidade no Youtube, depois são encontradas por caçadores de talentos e, de um momento a outro, passam a ser seguidas por milhões de fãs em todo mundo. Foi o que aconteceu com Justin Bieber, talvez o mais famoso cantor do momento.

Bieber, um menino com menos 15 anos, fazia um tímido sucesso com os vídeos que postava no Youtube interpretando músicas conhecidas. Depois é encontrado por um caçador de talentos e, aos 16 anos, se torna o solista masculino mais jovem a liderar o topo das paradas de sucesso desde 1963, tirando o lugar de Stevie Wonder. Causou surpresa?

Impressionante mesmo é a influencia que Bieber possui na web. A música One Time, em que o cantor aparece jogando vídeo game e depois enviando mensagens de celular convidando os amigos para uma festa, já atingiu mais de 150 milhões de visualizações no Youtube (mais que a população da Rússia).

Justin Bieber nas Redes Sociais

  • Myspace: 1 milhão de fãs;
  • Youtube: 221 milhões de visualizações do canal e 714 mil inscritos;
  • Twitter: 4,2 milhões de seguidores;
  • Orkut: centenas de comunidades de fãs, algumas com mais de 600 mil participantes;
  • Facebook: 9 milhões de fãs;
  • Sem contar as páginas de fãs em dezenas de outras redes sociais como Sônico, HI5

Os fãs de Bieber são, na maioria, adolescentes. Um grupo que gasta muitas horas na internet, se relaciona nas redes sociais e usa os celulares mais para o envio de SMS, tirar fotos e troca de músicas, que para falar.

Na web existe uma suposta afirmação do cantor: “Estou ansioso para influenciar as pessoas de uma forma positiva”, diz Justin. “Minha mensagem é que você pode fazer qualquer coisa se você colocar isso na cabeça…”

De fato, Bieber tem influenciado a cabeça de milhões de adolescentes que o tem seguido até no corte de cabelo. Isso sem dizer como sua forma de vestir movimenta a indústria da moda para o público masculino mais jovem.

Refletindo sobre a questão da influência, considero que essa capacidade de atingir milhões de pessoas no mundo inteiro, de diferentes culturas e idiomas, em períodos de tempo cada vez menores, é uma vantagem que a internet tem sobre as demais mídias.

O problema é que ela também traz imensas preocupações para pais, governantes, educadores e líderes religiosos que precisam lutar para manter valores morais e culturais.

Apesar de tudo o que Justin Bieber ou outros astros possam representar de positivo para seus fãs, é necessário um olhar mais crítico para entender que eles são produtos de uma indústria que está mais preocupada em lucrar milhões de dólares do que influenciar positivamente na formação ética, moral e educacional da criança e do adolescente.

Por outro lado, aqueles que se preocupam com essas questões têm resistido ao uso da tecnologia, se dedicando apenas a mostrar os problemas e perigos da internet ao invés de idealizar e construir recursos para que a geração mais jovem possa receber uma boa influência através desse meio.

O fato é que Internet está aí, crescendo cada vez mais e chegando a mais pessoas em todos os pontos do planeta. Não dá mais para parar o trem. Resta-nos agora, com Bieber ou sem Bieber, colaborar para que o mundo virtual se torne mais habitável e seguro para as gerações que nos sucederão.

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87% dos internautas do país acessam redes sociais‎

Li recentemente uma pesquisa do Ibope revelando que 87% dos internautas brasileiros acessam as redes sociais e que o Brasil é o décimo na lista dos países que mais acessam.

Segundo a pesquisa, 83% dos internautas usam as redes para fins pessoais e apenas 33% para uso profissional. As principais atividades desenvolvidas nas redes sociais são ver mensagens/navegar (98%), conversar (76%) e atualizar o próprio perfil (76%).

Se lembrarmos que um das críticas atuais às redes sociais é o uso das mesmas no local e horário de trabalho, esses dados podem parecer assustadores. Por outro lado, também fica claro que a utilidade dessa nova forma de comunicação humana ainda não é bem compreendida e explorada pelas empresas.

Outro aspecto interessante é que a região Nordeste supera a Sudeste no uso dessas redes. Esta diferença se deve ao perfil daqueles que acessam a principal rede, o “Orkut”: mulheres, jovens, com menor grau de instrução, de classes CDE e residentes em municípios menores (com menos de 100 mil habitantes) e mais distantes (interior e periferias).

O fato é que as redes sociais estão assumindo uma importância cada vez maior em nosso mundo interconectado. Elas nos servem de um eficiente meio de comunicação e relacionamento que permite conhecermos novas pessoas, matar saudades de pessoas distantes e a restaurar antigas amizades.

Um lado negativo é que oferecem perigo pelo fato de expor detalhes de nossa vida para quem não conhecemos, mas por outro lado também somos encontrados mais facilmente e oportunidades de negócio e trabalho podem surgir em decorrência disso.

Parece que as redes sociais estão concretizando o antigo conceito da “Aldeia Global” de MacLuhan. Resta-nos agora esperar para ver se essa maior aproximação da humanidade também vai colaborar para maior responsabilidade social e menor desigualdade  ou se vai ser a continuidade da idéia exclusivista de que quanto mais próximos estamos, mas distantes nos tornamos.

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TV na internet: fim da tela grande?

O impacto da internet nas mídias tradicionais é um tema muito discutido atualmente e com muitas opiniões divergentes, principalmente no que se refere ao futuro da TV. Em um extremo estão os que acreditam que a internet vai substituir a TV, no outro, os que creem que o surgimento de uma nova mídia nunca acaba com as antecessoras.

Na prática, o que se tem visto é um crescente interesse dos internautas mais jovens pelo conteúdo televisivo. Em países como a China, os jovens estão usando a internet para assistir à TV e burlar a censura  imposta pelo governo. Eles acompanham novelas, filmes e seriados coreanos, japoneses e até americanos que são legendados e disponibilizados na web apenas 24 horas depois da exibição na TV.

Apesar de sites como Youtube ganharem notoriedade por conteúdo gerado pelo próprio usuário, o que se percebe é que os vídeos mais acessados nestes sites ainda são produções profissionais e feitos para a TV.

De olho nesta tendência, estão as agências que destinam fatias cada vez maiores do bolo publicitário  para sites de vídeo, os grandes portais de conteúdo que  estão contratando maior capacidade de tráfego para suportar grandes audiências e as produtoras de vídeo e emissoras de TV que estão licenciando seu conteúdo para exibição na web.  

Dizer que a TV está com seus dias contados e talvez seja exagero, mas existe o consenso de que a internet está mudando a forma como assistimos à TV. A cena da família reunida, no horário nobre, em frente a uma tela grande, está ficando em um passado distante. A Internet está libertando o expectador da grade de programação imposta pelas emissoras.  Livre, o internauta assiste ao que quer, quando quer, onde quer e, de preferência, sem pagar nada. Bom para quem assiste, preocupante para quem produz.

Carlos Magalhães