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Bíblia Fácil Apocalipse – Lição 4: Os Sete Selos (15° Temporada)


No nosso último estudo, aprendemos sobre um livro selado com sete selos, que estava nas mãos de Deus. Foi declarado que ninguém podia abrir o livro, e por isso João chorava muito. Então veio a palavra de conforto de um dos anciões: “Não choreis; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Apocalipse 5:5). No estudo de hoje, descobriremos quais eventos ocorrem à medida que o Cordeiro rompe os selos.

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Você está em: 15º Temporada - Apocalipse

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  • silvana em 6 de março de 2017 8:57

    Estou tentando pedir o estudo mais esqueci minha senha e não to conseguindo o que faço



  • Seiji Higa [sergio] em 10 de fevereiro de 2017 13:09

    Recebi a revista de estudo ,apocalipse,que me foi enviado gratis,e aprendi muita coisa com o estudo ,sou lhe muito grato,pois foi de muito proveito em aprender mais sobre as escrituras,gostaria de saber se a revista ,Profecias de Daniel tambem e gratis se for gostaria de receber em minha casa para poder ,aprender mais um pouco ,sobre as profecias.agradeço desde ja



  • Andreza de Souza em 10 de janeiro de 2017 21:08

    Maravilhoso ensino, ministrante, programação e emissora! Que Deus continue a iluminar a todos quanto propagam a palavra de Deus de um modo tão fiel. Amém.



  • everton josé de castilho em 5 de janeiro de 2017 21:23

    olá pastor arido oliveira qual sinal da vida nosso senhor jesus
    abração fique com deus abençoe



  • ANGÉLICA CASAL em 5 de janeiro de 2017 16:15

    Pastor, meu nome é Angélica. Sou membro da IASD do bairro Progresso em Belo Horizonte e gostaria de saber em qual selo que fora aberto, nós estamos vivendo ?



    • Manassés em 16 de fevereiro de 2017 15:57

      Os sete selos – Os Cavaleiros do Apocalipse[ Pr. Jéferson Tavares]

      Nenhuma profecia simbólica terá recebido, talvez, mais comentários do que esta dos cavaleiros apocalípticos. No distante terceiro século A.D., já os perseguidos cristãos tiraram muito conforto e inspiração deste capítulo. Foi impossível, porém, ser este capítulo compreendido inteiramente antes dos acontecimentos que ele narra haverem alcançado o seu desdobramento. Todavia, Vitorino, que foi martirizado no ano 303 A.D., durante as perseguições de Diocleciano, escreveu um complexo comentário sobre o Apocalipse. Este comentário ainda existe, e o princípio fundamental de repetição a que ele dá ênfase é vital. As profecias do Apocalipse não são sucessivas, mas repetitivas; isto é, elas refluem, cobrindo de novo os mesmos períodos de tempo. Os sete selos, por exemplo, e as sete trombetas, cobrem o mesmo período das sete igrejas.

      Esta profecia que vamos estudar tem sido vítima de interpretações selvagens e extravagantes. Todavia ela é uma das mais esclarecedoras e confortantes profecias da Palavra de Deus.

      Apocalipse 6

      Procuremos imaginar João presente entre os anjos e os anciãos e testemunhando o funcionamento do maior tribunal de que se tem notícia. Os casos de todos os professos filhos de Deus estão sendo pesados. Cada um deles está sendo estudado à luz do ambiente em que viveram. Assim na grande corte celestial é trazida à cena a história de todos os séculos. Os livros são abertos, e com eles é aberto outro livro que é o da vida. O juízo mencionado mais de mil vezes nas Escrituras, mas a Daniel e a João coube a tarefa de apresentá-lo em ação.

      “Diz o profeta Daniel: ‘Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros’. O escritor do Apocalipse, descrevendo a mesma cena, acrescenta: ‘Abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras’ [É significativo que estas duas expressões estão associadas com a mesma cena em que o livro da vida é aberto de novo ao final do milênio conforme se vê em Apocalipse 20:12].

      O livro da vida contém os nomes de todos os que já entraram para o serviço de Deus. Jesus ordenou a Seus discípulos: “Alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos Céus”. S. Paulo fala de seus fiéis cooperadores, “cujos nomes estão no livro da vida”. Daniel, olhando através dos séculos para um “tempo de angústia, qual nunca houve”, declara que se livrará o povo de Deus, “todo aquele que se achar escrito no livro”. E S. João no Apocalipse, diz que apenas entrarão na cidade de Deus aqueles cujos nomes “estão inscritos no livro da vida do Cordeiro”.

      Há um memorial escrito diante de Deus no qual estão registradas as boas ações dos “que temem ao Senhor, e para os que se lembram do Seu nome”. Suas palavras de fé, seus atos de amor, acham-se registrados no Céu. Neemias a isto se refere quando diz: “Deus meu, lembra-te de mim; e não risques as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus”. No livro memorial de Deus toda ação de justiça se acha imortalizada. Ali, toda tentação resistida, todo mal vencido, toda palavra de terna compaixão que se proferir, acham-se fielmente historiados. E todo ato de sacrifício, todo sofrimento e tristeza, suportado por amor de Cristo, encontra-se registrado. Diz o salmista: “Tu contaste as minhas vagueações: põe as minhas lágrimas no Teu odre: não estão elas no Teu livro?” – O Grande Conflito, pp. 480, 481.

      Quão confortador é saber que quando o nosso caso vier em revista diante de Deus, nossas alegrias, nossas tristezas, nosso ambiente, as condições sob as quais os filhos de Deus têm vivido, tudo será levado em consideração. Tudo Lhe é conhecido. “Não faria justiça o Juiz de toda a Terra?” perguntou Abraão. Gê. 18:25. O salmista expressa o mesmo pensamento, embora de modo mais enfático, quando diz: “O Senhor, ao fazer descrição dos povos, dirá: Este é nascido ali”. Sal. 87:6.

      Quando nosso Sumo Sacerdote, o Remidor celestial, o Leão de Judá e Cordeiro de Deus, romper os selos e abrir os livros, o panorama dos séculos será desdobrado diante do grande tribunal. Vamos, então com toda reverência, tomar o nosso lugar ao lado do atônito profeta e observar o Cordeiro de Deus ao abrir Ele os rolos de livros.

      A Abertura dos Selos

      Ao ser aberto cada selo, um dos seres viventes, clama com voz como de trovão: “Vem”. Apoc. 6:1,2. As palavras “e vê” são omitidas em muitos dos antigos manuscritos. Na verdade trata-se mais de uma ordem ao conteúdo do selo do que um convite para que o profeta observe. Cada particular período da história da igreja está comprimido dentro de um grande símbolo; e, obedientes à ordem, os cavalos simbólicos, num movimentado panorama, surgem com seus cavaleiros.

      O PRIMEIRO SELO – um cavalo branco, símbolo de pureza e vitória. O cavalo está coroado, e empunhando um arco, surge vencendo e para vencer: um belo símbolo das vitórias do evangelho no primeiro século da dispensação cristã. Ele cumpre profecias como a de Habacuque, capítulo 3, versos 8 e 9.: “Para que andasses montado sobre os teus cavalos, sobre os teus carros de salvação?” E: “Descoberto se fez o teu arco”. Também Sl. 64:7-9: “Deus disparará sobre eles uma seta, e de repente ficarão feridos … Todos aqueles que os virem fugirão”.

      Sejam quais forem as lições espirituais que possamos tirar dessa profecia, a interpretação histórica desde recuados tempos como os primórdios do terceiro século, tem sido de que esses símbolos descrevem em linguagem gráfica o declínio da vida espiritual da igreja.

      Vitorino, antigo comentaristas a quem já fizemos referência, interpreta o aparecimento do cavalo branco sob o primeiro selo como as vitórias do evangelho sobre o paganismo no primeiro século. “Depois que o Senhor ascendeu ao Céu e franqueou todas as coisas, enviou o Espírito Santo, cujas palavras os pregadores dispararam como setas diretas ao coração humano, para que vencessem a incredulidade … O cavalo branco é, portanto, a palavra da pregação com o Espírito Santo enviado ao mundo” – Comentários de Vitorino, citado por L.E. From em Prophetic Faith of Our Fathers, vol 1. P. 339. Em Sal 45:5 lemos que as feridas infringidas pela seta do arqueiro são símbolos das conquistas do Messias.

      “O símbolo de um guerreiro espiritual ou celestial … denota a hoste do Senhor, isto é, Sua igreja militante, brilhando em sua primitiva pureza e saindo numa carreira vitoriosa”. William Cuninghame, A Dissertation on the Seals and Trumpets of the Apocalypse, p. 4. Na História do Declínio e Queda do Império Romano, capítulo 15, lemos: “O progresso do Cristianismo não se circunscreveu ao Império Romano, mas a nova religião, dentro de um século após a morte de seu divino Autor, havia atingido cada parte do globo”. Quanto ao número, o mesmo historiador declarou que a congregação de cristãos na cidade de Roma era constituída de nada menos que 50 mil, e que a de Antioquia era de 100 mil, ou a um quinto da população. Somente a população cristã dentro do império era estimada em 5 milhões.

      Paulo, escrevendo à igreja de Roma, disse: “Em todo o mundo é anunciada a vossa fé”. Rom. 1:8. E aos Colossenses ele escreveu que o evangelho de que era ministro estava sendo pregado “a toda criatura que há debaixo do céu”. Col 1:23

      O SEGUNDO SELO – um cavalo vermelho, símbolo de guerra e derramamento de sangue. O contraste das cores é significativo. O “mistério da iniqüidade” já estava começando a operar. A igreja estava começando a declinar. II Tes. 2:3-7. As predições de Paulo estavam tendo rápido cumprimento. Atos 20:28-30.

      “A escaldante cor do segundo cavalo… e a terrível arma que ele portava, indica-nos que, após a primeira e mais pura era do cristianismo, o espírito de amor e paz devia retirar-se da igreja visível, e ser substituído por um espírito de discórdia, de dissensão e controvérsia, num zelo feroz e violento, instigando os cristãos a se destruírem uns aos outros. A história eclesiástica do quarto e quinto séculos, esclarece de modo suficiente que semelhante mudança com efeito ocorreu” – W. Cuninghame, Obra citada, p.5.

      “A inimizade de uns cristãos para com outros ultrapassou a fúria de bestas selvagens contra homens; e Gregório Nazianzeno lamenta do modo mais patético que o reino do Céu tenha-se convertido pela discórdia na imagem do caos, de uma tempestade noturna e do próprio inferno.” – E. Gibbon, Obra citada, cap 21, parágrafo 40.

      “O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz”. S. Tia. 3:18. Mas no período compreendido pelo cavalo vermelho, a paz foi tirada da Terra; corresponde à igreja de Esmirna, o período da perseguição pagã (de 100 a 313 AD). Quão trágico que o corpo de crentes, tão puros em sua fé e tão cheios de amor mútuos tivesse de, dentro de um século e meio, tornar-se tão contaminados por ambições mundanas e por competições que sua situação podia ser simbolizada por este fogoso cavalo vermelho! Como o pecado e o eu obliteram nosso senso espiritual!

      TERCEIRO SELO – um cavalo preto, símbolo de sujeição. A obra de corrupção com efeito progride depressa. Como a igreja caiu de sua elevada condição! Iniciada em pureza e poder, a igreja tornou-se corrompida e está agora sujeita aos poderes das trevas. O comercialismo substituiu sua piedade.

      O preto, símbolo do mal, do erro, da derrota, de trevas morais e espirituais, substituiu a pureza com que a igreja começara suas conquistas.

      “À medida que ia jorrando cada vez mais de sua fonte, o cristianismo ia-se tornando mais corrompido em sua corrente, e com o passar dos séculos a superstição avançava também; e … fantasias de purgatório, e fraudes piedosas, e o culto às imagens, santos e relíquias, tomavam o lugar do cristianismo puro e simples: e afinal o Livro de Deus é posto de lado e substituído por histórias lendárias e “tradição dos homens”, sendo todas essas corrupções coletadas e organizadas num regular sistema de superstição e opressão”. – J. C. Woodhouse, The Apocalypse, p. 146.

      “Um enorme séquito de diferentes superstições veio gradualmente a ocupar o lugar da verdadeira religião e genuína piedade.

      Esta odiosa situação deveu-se a uma variedade de causas … um absurdo desejo de imitar os ritos pagãos e misturá-los com o culto cristão, e essa frívola propensão que tem a humanidade em geral para religiões sedutoras e ostentadoras de exteriorismos, tudo contribuiu para o estabelecimento do reinado da superstição sobre as ruínas do cristianismo.” – J.L. Mosheim, Institutes of Ecclesiastical History, Livro 2, cap. 3, pt. 2, cent. 4.

      Gibbon ironicamente declara que o cristianismo desapareceu para tão-somente emergir na igreja. O cristianismo não conquistou Roma simplesmente, mas também Roma conquistou o cristianismo.

      Abundaram as superstições e multiplicaram-se as cerimônias. “Terra e pó trazidos em quantidade da Palestina e de outros lugares notáveis por sua suposta santidade, eram tidos na conta de maravilhosos remédios contra a violência de espíritos malignos, sendo vendidos e comprados por toda parte a preços exorbitantes. As procissões públicas e as súplicas com que os pagãos procuravam apaziguar os seus deuses foram adotados agora no culto cristão e celebrados em muitos lugares com grande pompa e magnificência” – Ibidem.

      A balança na mão do cavaleiro

      “A balança denotava que a religião e o poder civil estariam unidos na pessoa que exerceria o poder executivo no governo, e que reclamaria o direito de autoridade judicial tanto na Igreja como no Estado. Isto foi verdade entre os imperadores romanos desde Constanstino até o reinado de Justiniano, quando ele entregou a mesma autoridade judicial ao bispo de Roma”. – William Miller, Evidence From Scripture e History of the Second Coming of Christ, p. 176.

      O trigo e a cevada

      Carência espiritual marcou a experiência da igreja durante esses séculos. Uma medida (choenix) de trigo era menos que um litro. Isto era considerada uma ração escassa para um soldado. Em tempos normais, com menos de dez centavos (ao valor atual de nossa moeda) compravam-se vinte e quatro medias de cevada, mas nesta crise da igreja, são permitidas somente três medidas de cevada – quantidade bastante para um escravo. A cevada só era consumida pelas pessoas mais pobres. Era um alimento considerado incomparavelmente inferior ao trigo. Um dinheiro [pouco menos que dez centavos] era o salário comum para um dia de trabalho. E quando uma medida (choenix) de trigo custa dinheiro, o homem só está conseguindo o sustento que basta só para si, nada ficando para sua família ou para suas outras necessidades… a chegada de tempos tais, concordemente sugere uma fase de durezas quase insuportáveis, de tensões, de carência quase além do poder da imaginação pintar”. – J. A. Seiss, The Apocalypse, vol. 1, pp. 333, 334.

      Durante o período de escassez espiritual, um baixo nível de alimento espiritual fora oferecido ao povo, e eles podiam receber apenas a menor quantidade da Palavra de Deus.
      Eram antes ministrados os ensinos e tradições dos pais católicos do que as puras doutrinas de Cristo. Essa religião corrompida era vendida ou permutada como uma mercadoria. A religião pura, porém, não pode ser comprada nem por preço nem por penitência. O convite do Senhor é: “Vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”. Isaías 55:1. As bases para todo o sistema do cristianismo apóstata forma lançadas nesse período.

      QUARTO SELO – um cavalo amarelo, símbolo de morte. Quando uma planta está fora do alcance do Sol, perde sua cor; seu verdor se torna pálido. Deste modo, tendo-se a igreja afastado da fé apostólica, tornou-se praticamente impossível aos raios do Sol da Justiça penetrar as trevas espirituais daqueles dias. Aqueles que deveriam ter sido ministros da vida se tornaram os ministros da morte. Controlados pelo instigador da morte, o diabo (Heb. 2:14), esses ministros da morte mataram homens por meio da fome, espada e as feras da Terra.

      “A cor pálida, lívida, esverdeada deste cavalo é emblemática de um estado de coisas mais terríveis ainda do que o precedeu. O caráter de seu cavaleiro corresponde com esta idéia; seu nome é morte – o máximo em terrores. E ele é seguido pelo inferno … Todo o conjunto de figuras constitui uma representação hieroglífica, da mais terrível, da mais tétrica natureza, e exibe-nos um período em que os dirigentes da igreja visível pareciam haver perdido o caráter de homens e assumido o de demônios malignos e bestas selvagens, e mesmo o da própria morte; e extirpariam, pelo fogo e pela espada, a todos que ousassem preferir a morte ao sacrifício de uma boa consciência. Este selo evidentemente representa o estado da igreja durante aqueles séculos, quando as chamas da perseguição foram acesas pelo poder papal.” W. Cuninghame, obra cit., p. 10.

      Milhões foram martirizados por sua fé durante esses séculos escuros. J. A. Wylie disse-o com acerto: “O zênite do papado foi a meia noite do mundo”. – The History of Protestantismo, vol. 1, p. 16.

      H. G. Wells descreveu o papismo como uma tentativa de dominar o mundo pela religião. O que Alexandre, César e outros procuraram fazer, mas falharam, este poder político-religioso parecia determinado a conseguir. As perseguições promovidas por este poder são encontradas em outras profecias: Dan. 7:21, 25; 11:33; S. Mat. 24:21, 22; Apoc. 13:7; 12:6, 14: 17:6. Durante este período as “duas testemunhas” tiveram de realizar a sua obra vestidas de saco. Apoc. 11: 1-3. Mas Deus tem um registro de cada santo sofredor, e os mártires terão um especial lugar de honra no vindouro reino de glória. Apoc. 7:13-17; 20:4.

      QUINTO SELO – almas debaixo do altar. Ao testemunhar o profeta o desdobrar dos acontecimentos, ouviu vozes que vinham de sob o altar, e essas vozes clamavam por justiça. No santuário dos hebreus havia dois altares: o altar de incenso no interior e o de ofertas queimadas fora, no pátio. Os sacrifícios eram oferecidos fora do santuário, sendo o sangue derramado na base do altar de ofertas queimadas. Quando o quinto selo foi aberto, João viu os mártires de Jesus “debaixo do altar” ou “aos pés do altar” (Weymouth). O seu sangue havia sido derramado na causa de Cristo, e subia, por assim dizer, clamando em coro: “Até quando, ó Senhor, até quando!”.

      Não se pode apresentar quadro mais dramático da Reforma que irrompeu no mundo com um chamado para a volta “à Bíblia e à Bíblia só” como o Livro-guia da fé.

      Foi um clamor a Deus por poder espiritual, e como o sangue de Abel que clamou a Deus por vingança (Gen. 4:10), um grande apelo foi erguido reclamando a vindicação da verdade pela qual os mártires haviam morrido.

      Com relação ao altar o Dr. Adão Clark, talvez o maior comentarista do metodismo, diz: “Foi exibida uma visão simbólica, na qual ele viu um altar; e sob este as almas dos que haviam sido mortos por seu apego à Palavra de Deus são apresentadas como sendo novamente mortas como vítimas da idolatria e da superstição. O altar está na Terra e não no Céu”.

      “As almas são representadas como estando sob o altar, assim como as vítimas mortas sobre ele derramariam o seu sangue por baixo dele e cairiam ao seu lado”. – Urias Smith, The Prophecies of Daniel and Revelation, p. 433.

      Alberto Barnes, o notável comentarista presbiteriano, diz: “Não devemos supor que isto ocorreu literalmente, e que João tenha na realidade visto as almas dos mártires debaixo de altares, pois toda representação é simbólica; nem devemos imaginar que no Céu os que foram maltratados e injustiçados clamem por vingança contra os que os maltrataram”. – Notas sobre o Novo Testamento, vol. 9 (Livro do Apocalipse), p. 171.

      João estava contemplando o desdobrar do panorama dos séculos. Este era um outro ciclo da História.

      As vestes brancas são um símbolo da justiça de Cristo. Apoc. 19:8. Os que vieram da grande tribulação receberam vestidos brancos. Apoc. 7:13, 14. Constituem eles uma multidão que ninguém pode contar. Verso 9. Somente os vencedores são vestidos com vestes brancas. Apoc. 3:5. Esta é a veste nupcial (S. Mat. 22:11, 12) de que Cristo falou na parábola. na grande cena de juízo no Céu, quando os casos individualmente vêm à presença de Deus para exame, cada um é considerado à luz de hereditariedade, oportunidade, ambiente. Sal. 87:6; S. Lucas 10:10-12. E a recompensa será dada a cada um segundo a sua fé e obras sob as circunstâncias em que viveu.

      SEXTO SELO – sinais da iminente volta do Senhor. Na abertura do sexto selo torna-se evidente que a linguagem passa de simbólica para literal. Os escritores do Velho Testamento e o próprio Cristo, falaram muitas vezes de grandes sinais no Universo físico, no Sol, na Lua, nas estrelas e na Terra.
      Esses sinais seriam indicações especiais da iminente volta de nosso Senhor. O fato de que gerações de homens viveram no transcurso desses acontecimentos torna necessário que eles venham em revista diante de Deus.

      O grande terremoto

      O sexto selo abre-se com grandes convulsões na Terra. Um dos terremotos mais extensivamente sentidos de que se tem notícia ocorreu m 1º de novembro de 1775. É chamado algumas vezes “o terremoto de Lisboa”, porque a maior parte desta cidade foi destruída, com a perda avaliada entre 60 e 90 mil vidas. O mar subiu cinqüenta pés acima de seu nível normal.

      “O terremoto de 1º de Novembro de 1775 estendeu-se por uma área de pelo menos seis milhões de quilômetros quadrados… Ele atingiu a maior parte dos continentes da Europa, África e América; mas sua extrema violência foi experimentada na parte sudoeste da Europa”. “Na África este terremoto foi sentido quase que com a mesma intensidade que na Europa … É provável que … toda a África tenha sido sacudida… Ao norte ele se estendeu para a Noruega e a Suécia; a Alemanha, Holanda, França, Inglaterra e Irlanda foram todas mais ou menos agitadas pela mesma grande e terrível comoção dos elementos”. – Roberto Sears, Wonders of the World, pp. 50, 58.

      Terremotos são um sinal da breve volta de nosso Senhor. Terremotos devastadores têm ocorrido durante este presente século, causando grande devastação em vidas: S. Francisco, Jamaica, China, Japão, México, Turquia e outros.

      O escurecimento do sol; a lua como sangue.

      Poucos anos depois da grande convulsão de 1775, outros sinais começaram a ocorrer, no Sol, na Lua e nas estrelas. “Quase, senão realmente, como o mais misteriosos dos fenômenos de sua espécie na diversificada linha de eventos da Natureza … está o dia escuro de 19 de maio de 1780 – a mais inenarrável escuridão de toda a parte visível do céu e da atmosfera da Nova Inglaterra”. – R. M. Devens, Our First Century, pp. 89, 90.

      “A escuridão da noite seguinte foi provavelmente tão intensa quanto a mais intensa observada desde que o “fiat” do Todo-Poderoso deu nascimento à luz … eu não teria podido deixar de conceber nessa ocasião, que se todo corpo luminoso do universo tivesse sido envolvido em sombras impenetráveis, ou postos de fora de existência, as trevas não teriam sido mais completas.

      Uma folha de papel branco mantida a pequena distancia dos olhos, era praticamente invisível quanto o mais negro veludo” – Samuel Tenny do Exeter, New Hampshire. Citado por Urias Smith em The Prophecies of Daniel and the Revelation, p. 44.

      “Que as trevas não foram causadas por um eclipse é manifesto pelas diferentes posições de nosso sistema nessa ocasião; pois a Lua, estava a mais de cento e cinqüenta graus do Sol nesse dia”. – Dr. Samuel Stearns, no Independent Chronicle, Boston, 22 de junho de 1780.

      Na noite seguinte a Lua se mostrou de um vermelho sanguíneo. A causa exata para isto jamais foi estabelecida. Incêndios florestais chegaram a ser aventados como provável causa, mas esta é uma possibilidade pouco aceitável, especialmente levando-se em conta afirmações científicas de que a causa é desconhecida.

      A queda das estrelas

      “Na noite de 12-13 de novembro de 1883, uma tempestade de estrelas cadentes irrompeu sobre a Terra. A América do Norte recebeu o maior impacto deste chuveiro de estrelas. Desde o Golfo do México até Halifax, até que a luz do dia pusesse fim à exibição, o céu ficou assinalado em cada direção com riscos brilhantes e iluminados com majestosas bolas de fogo”. – Agnes M. Clerk, History of Astronomy in the Nineeteenth Centeury, P. 328.

      “Provavelmente o mais notável de todos os chuveiros meteóricos que já ocorreram na Terra tenha sido o de Leonids [na noite seguinte] de 12 de novembro de 1883. Algumas estações meteorológicas estimaram em pelo menos 200.000 por hora durante cinco ou seis horas”. – C.A. Young, manual of Astronomy, p. 469.

      Outra grande exibição de estrelas cadentes ocorreu no Velho Mundo em 1886. Conquanto este exemplo não preencha a descrição profética tão acuradamente, foi sem dúvida outro sinal da breve volta do Salvador.

      “Houve momentos em que parecia como se um poderoso vento tivesse apanhado as velhas estrelas, libertando-as de suas amarras e varrendo-as através do firmamento… Um fenômeno muito impressionante e muito assustador… Mas a ciência que dissipa tantos temores e prova tanta coisa aparente, ilusória, e nada mais, neste caso não o fez”. – London Times, 15 de Novembro (Quinta-Feira) de 1866.

      O dia escuro e a queda das estrelas foram sinais notórios para essa geração. Faz poucos anos a Ciência arremessou a humanidade para dentro da era atômica. O poder do átomo conduziu um submarino por sob a calota polar, e agora o homem se atirou para dentro do espaço exterior. O fato de poder o homem agora viajar a aproximadamente 32 mil quilômetros por hora, mais de 300 quilômetros acima da superfície terrestre, tem qualquer significado para nós? O Senhor virá precedido por sinais no céu e na Terra.

      O Céu retirou-se como um livro

      Isto não pode referir-se ao céu onde está Deus, mas ao céu atmosférico, pois a atmosfera ou firmamento é também chamada “céu”. Ver Gen. 1:8. Quando da segunda vinda de Cristo a atmosfera passará e as montanhas e ilhas desaparecerão. Apoc. 6:14; 16:8-20.

      Os que desprezaram Sua graça sairão em busca de abrigo, clamando: “Quem poderá subsistir?” Só subsistirão os que viverem vida santificada pela verdade. Efés. 6:11-17. Eles não terão medo. Sal. 46. É significativo compreender que nossa geração se encontra bem entre os versos 13 e 14. Os sinais no céu cumprem-se, e nós podemos confiantemente aguardar a vinda de nosso Senhor. Mas a grande pergunta é: Quem subsistirá?

      Silêncio no céu

      A abertura do sétimo selo encontra-se no cap. 8, sendo o capítulo 7 na verdade um capítulo parentético. Quando Jesus voltar para Seu povo, cada anjo no Céu O acompanhará. S. Mateus 25:31. Os seres celestiais cujas vozes são ouvidas em contínuo louvor descerão com o seu Comandante para buscar os resgatados do Senhor.

      Não admira que o Céu, o lugar de habitação de Deus, fique silente com a ausência deles; a Terra é o cenário tanto de vitória como de tragédia. os justos e os ímpios estão agora separados. Os que rejeitaram a graça de Deus serão incapazes de suportar a glória que acompanha o Salvador quando Este voltar à Terra, e serão destruídos pelo resplendor de Sua vinda. II Tes. 2:8. Aqueles cujo coração é perfeito para com Ele serão mudados num momento (I Cor. 15:51, 52) e então tomados para encontrar o Senhor nos ares (I Tes. 4:16, 17). Estas poderosas hostes são “a nação justa que observa a verdade” (Isa. 26:2), os redimidos de todos os séculos. Eles ascendem juntos para a Cidade de Deus.

      Estaremos nós entre eles? É possível, se fizermos de Cristo nosso alimento diário, e se entregarmos a Ele todos os nossos planos, todos os nossos sonhos e todo nosso futuro. Que esta seja a nossa experiência.



  • ELIAS ALVES VICENTE em 2 de janeiro de 2017 9:15

    Ola bom dia! moro em santa luzia /mg . Gostaria muito de participar do programa,seria um realizar de um sonho,nasci em lar cristao mas nunca vi a palavra sendo ensinada desta forma.