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Categoria: Lições da Bíblia

Trôade


Após o alvoroço (At 19:23-41), Paulo decidiu deixar Éfeso. Entretanto, ele fez um longo desvio através da Macedônia e da Acaia, em vez de ir diretamente para Jerusalém (At 20:1-3). Nessa viagem, representantes de algumas igrejas gentílicas o acompanharam (At 20:4).

 

3. Leia Atos 20:7-12. O que há de errado com o argumento comum de que esses versículos provam a mudança do sábado para o domingo? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

 

A parada de Paulo em Trôade terminou com uma reunião da igreja “no primeiro dia da semana” (At 20:7). Eles se reuniram para “partir o pão”, o que provavelmente se refere à Ceia do Senhor, com ou sem a refeição conjunta muitas vezes associada a ela desde os primórdios da igreja de Jerusalém (At 2:42, 46). O fato de não haver menção ao cálice nem a nenhuma oração não anula essa possibilidade.

 

O ponto, porém, é que esse episódio é frequentemente mencionado como evidência de que, no tempo de Paulo, pelo menos as igrejas gentílicas já haviam substituído o sábado pelo domingo como dia de adoração. Entretanto, antes de fazer essa alegação, é necessário estabelecer o dia preciso em que ocorreu a reunião, bem como a natureza dela. A referência ao uso das lâmpadas (At 20:8), juntamente com o fato de que a mensagem de Paulo continuou até a meia-noite (At 20:7), e depois até o amanhecer (At 20:11), bem como o sono profundo de Êutico (At 20:9), deixam claro que foi uma reunião noturna.

 

A questão, porém, é se ela ocorreu na noite anterior ao domingo (sábado à noite) ou na noite posterior ao domingo (domingo à noite). A resposta depende do sistema de cálculo de tempo utilizado por Lucas: o judaico, de pôr do sol a pôr do sol, ou o romano, de meia-noite a meia-noite. Se foi o primeiro, então era sábado à noite; no caso do segundo, era domingo à noite. De qualquer maneira, o contexto de Atos 20:7-12 indica que, mesmo tendo ocorrido num domingo à noite, essa não era uma reunião regular da igreja, mas um encontro especial por causa da partida de Paulo na manhã seguinte. É difícil ver, portanto, como esse episódio isolado e excepcional poderia apoiar a guarda do domingo. O fato é que não o faz.

 

Reflita sobre as razões para a validade da guarda do sábado. Como o poderoso amparo bíblico ao sábado confirma nossa identidade como adventistas do sétimo dia e nosso chamado para espalhar as três mensagens angélicas?

 

 

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