Ouça agora:

Voz do Brasil
Rádio Rádio
Categoria: Lições da Bíblia

Tiago, “o Justo”


A tradição cristã sugere que Tiago, o irmão ou meio-irmão de Jesus, tornou-se um líder da igreja primitiva em Jerusalém e atuou como presidente do Concílio de Jerusalém (veja At 15, assim como Gl 1 e 2). Se assim for, é provável que ele tenha sido o autor da carta preservada na Bíblia e que leva o nome dele. Tiago era um nome comum na época, mas se esses foram a mesma pessoa, ele também pode ter sido o líder da igreja conhecido como Tiago, “o Justo”, o que sugere que ele era um líder sábio, que priorizava adequadamente o modo de tratar os outros e cuidava daqueles que eram muitas vezes esquecidos ou oprimidos.

 

O livro que leva seu nome tem sido descrito como “o livro de Provérbios do Novo Testamento”, centrado na piedade prática e no propósito de viver sabiamente como seguidor de Deus. O autor do livro de Tiago desejava lembrar seus leitores cristãos de que deviam se tornar “praticantes da Palavra e não somente ouvintes,” enganando-se a si mesmos (Tg 1:22), e de que o foco da religião que importa, pura e duradoura aos olhos de Deus, está em cuidar dos necessitados e oprimidos e em resistir às influências corruptoras da sociedade ao redor (veja Tg 1:27).

 

5. Leia Tiago 2:1-9 e 5:1-5. A atitude de Tiago para com os ricos é diferente da atitude comumente empregada na maioria das sociedades? Qual é a instrução específica sobre como os ricos e os pobres devem ser trata – dos dentro da comunidade da igreja?

_____________________________________________________________

_____________________________________________________________

____________________________________________________________

 

Tiago defendeu que desejar o bem a alguém, até mesmo desejar-lhe a bênção de Deus, será de pouco conforto se a pessoa estiver sofrendo de frio e fome. Prover alimento e roupas será muito mais útil na expressão e demonstração do nosso interesse por essas pessoas do que todos os nobres sentimentos e bons desejos (veja Tg 2:14-16). Tiago usou isso como um exemplo da relação entre fé e obras no contexto do nosso relacionamento com Deus.

 

Ele também repetiu (Tg 2:8) o que Jesus ensinou sobre amar o próximo como a si mesmo, mostrando como esse mandamento deve ser obedecido no dia a dia. O preceito é vivido no serviço a Deus e aos outros, não para ganhar a salvação, mas por ser a manifestação da verdadeira fé.

 

Por que é tão fácil, mesmo de modo inconsciente, preferir os ricos aos pobres?

Comente