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Categoria: Lições da Bíblia

Opressores religiosos


Durante os melhores momentos dos reinos de Israel e de Judá, o povo retornou ao templo e à adoração a Deus, ainda que, mesmo nessas ocasiões, sua adoração muitas vezes fosse “mesclada” com os avanços da idolatria e das religiões das nações circunvizinhas. Mas, de acordo com os profetas, até mesmo suas melhores tentativas de se dedicarem à religião não foram suficientes para afastá-los dos males cometidos na terra em seu cotidiano.

 

E não importava quanto se esforçassem para ser religiosos por meio de seus rituais de adoração, a música de seus hinos não podia abafar os gritos dos pobres e oprimidos. Amós descreveu o povo de sua época como pessoas que tinham “gana contra o necessitado e” destruíam “os miseráveis da terra” (Am 8:4). Ele via o desejo do povo de terminar seus rituais para que pudessem reabrir o mercado e voltar ao seu comércio desonesto, em que compravam “os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sandálias” (Am 8:6).

 

3. Leia Isaías 1:10-17; Amós 5:21-24; Miqueias 6:6-8. O que o Senhor disse a essas pessoas religiosas acerca de seus rituais? ___________________________________________________________________

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Por intermédio de Seus profetas, Deus usou uma linguagem forte para ridicularizar a religião e a adoração incoerentes e em contraste com o sofrimento e a opressão daqueles que os rodeavam. Em Amós 5:21-24, Deus diz que Ele “aborrece”, “despreza” e não tem prazer na adoração deles. Suas reuniões foram descritas como assembleias que não exalam bom cheiro (Am 5:21, ACF), e suas ofertas e músicas foram consideradas menos do que inúteis. Em Miqueias 6, vemos uma série de sugestões cada vez mais infladas, até mesmo zombeteiras, de como eles podiam adorar a Deus de maneira mais adequada.

 

De modo escarnecedor, o profeta deu a sugestão de oferecer holocaustos, em seguida aumentou a oferta para “milhares de carneiros”, com “dez mil ribeiros de azeite” (Mq 6:7), antes de chegar ao terrível, mas não desconhecido, extremo de sugerir o sacrifício de seu primogênito para ganhar o favor e o perdão de Deus. No fim, porém, o que o Senhor realmente desejava era que eles praticassem a justiça, amassem a misericórdia e andassem humildemente com seu Deus (Mq 6:8).

 

Você já se sentiu culpado por estar mais preocupado com formas religiosas e rituais do que em ajudar os necessitados ao seu redor? O que você aprendeu com essa experiência?

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