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Categoria: Tempo de Refletir

O nevoeiro do coração abatido


“O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, Ele me salvou. Retorne aos seu descanso, ó minha alma, porque o Senhor tem sido bom para você” (Salo 116:6-7).

É um nevoeiro espesso que, em silêncio, aprisiona a alma e recusa-se a dissipar-se facilmente. Depressão, desânimo, desapontamento, dúvida. Todos são companheiros dessa presença temida.

Se você já foi traído por um amigo, sabe o que quero dizer. Se foi rejeitado pelo cônjuge ou abandonado por pai ou mãe, é certo que já viu esse nevoeiro. Se ficou de vigília ao lado da cama de uma pessoa amada, então também reconhece essa nuvem. Se está nesse nevoeiro agora, pode ter certeza de uma coisa: Jesus o entende perfeitamente e está caminhando com você nessa neblina silenciosa.

Quando Marcos descreve a cena do Getsêmani depois da última ceia, mostra um Jesus agonizante, tenso, angustiado. “Um homem de dores” (Is 53:3). Um homem que luta contra o medo, debate-se com seu próprio compromisso e anseia por alívio.

Encontraremos aqui a prova de que os momentos de tristeza, angústia e dúvida não são, obrigatoriamente, sinais de espiritualidade fraca, fé vacilante, falta de oração.

Faremos bem em nos lembrar disso quando ouvirmos sussurros de culpa em meio à depressão ou condenarmos outros por não saírem sozinhos do fundo do poço.

Em sua compaixão, o Mestre compreende, e nos guia (ou nos carrega!) até a névoa dissipar.

Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora:

“Senhor, anda comigo quando eu atravessar o nevoeiro do coração abatido. Tu sabes o caminho, pois já passaste por ele. Por favor. Em nome de Jesus, amém!”

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