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Categoria: Lições da Bíblia

Mileto


A caminho de Jerusalém, Paulo fez outra parada, desta vez em Mileto, onde teve a oportunidade de fazer um discurso de despedida aos líderes da igreja de Éfeso.

 

4. Leia Atos 20:15-27. Qual foi a ênfase de Paulo na parte introdutória de seu discurso? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A. ( ) A rejeição de sua mensagem pelos presbíteros.

B. ( ) Ele recapitulou seu ministério na cidade de Éfeso.

 

Como já havia planejado uma nova viagem que incluía Roma e Espanha (Rm 15:22-29), Paulo acreditava que nunca mais retornaria à Ásia. Então ele começou seu discurso com uma espécie de prestação de contas dos anos passados em Éfeso. Esse relatório, no entanto, apontava não apenas para o passado, ou seja, para a maneira pela qual ele havia vivido entre os efésios, mas também para o futuro, pois ele temia o que poderia lhe acontecer em Jerusalém.

 

O medo de Paulo não era infundado. A igreja de Jerusalém o via com certo ceticismo, se não hostilidade, por causa do seu passado como perseguidor e por sua pregação de um evangelho isento da circuncisão (At 21:20-26). Para as autoridades judaicas, ele não passava de um traidor e apóstata de suas tradições religiosas (At 23:1, 2). Em meados do primeiro século, especialmente por conta do mal governo romano, a Judeia também estava dominada por ideais revolucionários e nacionalistas. Essa atmosfera influenciava todos os segmentos da sociedade judaica, possivelmente até mesmo a igreja. Nesse contexto, as ações daquele ex-fariseu entre os gentios devem tê-lo tornado uma persona non grata [pessoa não bem-vinda] na Judeia (At 21:27-36). Paulo também tinha outras preocupações.

 

Em Atos 20:28-31, ele focalizou a maneira pela qual os líderes da igreja em Éfeso deveriam lidar com os falsos mestres, a quem comparou a lobos vorazes que tentariam desviar e perverter o rebanho. Portanto, mesmo na própria igreja, e mesmo nos seus primórdios, o perigo dos falsos mestres era real. Como disse Salomão em outro momento e em outro contexto: “não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1:9, NVI). A história da igreja cristã revela os imensos danos que os falsos mestres podem causar. Esse problema vai existir até o fim (2 Tm 4:3). É claro que Paulo tinha muitas coisas em sua mente, muitas preocupações; porém, sua fidelidade e diligência nunca vacilaram.

 

Leia 2 Coríntios 4:8-14. Como devemos reagir quando as provações chegam? Em quem Paulo colocou sua esperança suprema?

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