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Categoria: Tempo de Refletir

Livre do domínio do mal


“Quando se aproximaram de Jesus, viram ali o homem que fora possesso da legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo, e ficaram com medo” (Marcos 5:15).

Logo que o barco chegou à praia, os discípulos ouviram gritos que vinham de uma elevação próxima. Então, viram um homem de cabelos longos, roupa em farrapos e olhar selvagem. Era incontrolável. Tinha sido excluído de qualquer contato humano, por isso vivia entre os sepulcros. Nem mesmo as correntes podiam prendê-lo. Era uma demonstração vívida de como a possessão demoníaca distorce e destrói a imagem de Deus no ser humano.

Antes disso, imaginando o que poderia estar acontecendo com ele, seus amigos tentaram levar curandeiros, adivinhos, pais-de-santo, jogar búzios, tarô, receitaram simpatias, encantamentos… mas nada tinha dado certo. Ele era um homem temido, evitado e abandonado.

Ao descrever com detalhes o que aconteceu, Marcos menciona três pedidos apresentados na realização do milagre:

O primeiro pedido é o dos demônios. Nas proximidades havia uma manada de porcos. Os demônios disseram: “Manda-nos para os porcos.” Quer dizer, preferimos continuar vivendo na sujeira, deitando e rolando na lama. E numa disparada, lá se foram os porcos num “salto olímpico” precipício abaixo. Os “frigoríficos” daquela época ficaram sem matéria-prima durante bom tempo.

O segundo pedido foi o dos habitantes de Gerasa. Os mais exaltados da cidade começaram a incitar a multidão, dizendo: “Se Jesus ficar por aqui, nosso pólo de produtos suínos vai perder a hegemonia. Queremos tranquilidade. Por favor, saia do nosso território.”

Finalmente, veio o pedido do homem curado, solicitando a Jesus que lhe permitisse ficar com Ele. “Quero um novo ambiente. Todos aqui já me conhecem. Não vão me aceitar.” Porém, Jesus lhe deu uma missão: “Volte para casa e para os seus amigos. Conte como Deus foi misericordioso com você.”

“Nem um dos sermões de Seus [de Jesus] lábios lhes caíra jamais ao ouvido. […] Podiam dizer o que sabiam; o que eles próprios tinham visto e ouvido, e experimentado do poder de Cristo. É o que a todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus, é dado fazer” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 340).

O homem voltou transformado para a cidade e para casa. Era uma nova pessoa. Vestido, limpo, sem cadeias nas mãos ou nos pés, em são juízo. Livre!

“Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram, eis que surgiram coisas novas!” (2Co 5:17).

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