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Categoria: Tempo de Refletir

Filhos do Pai


 

“Mas recebeste o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Abba, Pai” (Romanos 8:15).

Paulo toma emprestado este nome para Deus do hábito de Jesus. Como filhos adotivos do Pai celestial temos o direito de usar o mesmo termo de carinhosa afeição que Jesus usou para Seu Pai: Abba.

Se você pudesse bisbilhotar uma família judia no tempo de Cristo os ouviria falando aramaico. Um filho chamaria da sala ao seu pai: “Abba, por favor venha e me ajude a acender este fogo”. Uma filha se achegaria ao seu papai e pediria: “Abba, conte-me uma história”.

O significado de Abba aproxima-se de nosso “Papaizinho” ou “Paizinho”. Como um termo de afetuosa estima, descreve o relacionamento entre o filho e o pai, bem como o sentimento de amor e respeito que o filho dirige a ele. Como um termo para o Pai celestial ele apareceu primeiro nos lábios de Jesus. Nenhum outro escritor daquele tempo o usou. Os cristãos o adotaram como sua palavra especial.

Os aldeões usavam “Abba” para a pessoa mais idosa da aldeia, ou para uma pessoa a quem desejavam mostrar respeito ou afeição. Os cristãos se apropriaram deste uso para Deus, a quem amavam, honravam e respeitavam e por quem sentiam santa afeição. Quando envolvemos estas atitudes do “Querido Pai” de nossas orações, seguimos o exemplo e ordem de Jesus.

“Pai” acumula em uma palavra muitas ideias importantes:

1. Deus nos adotou como filhos e filhas através do sacrifício de Seu Filho.
2. Nossa relação Pai-filho se estende de Jesus, o Unigênito do Pai, e nosso Irmão.
3. Deus tem um cuidado especial e individual por todos os Seus filhos humanos.
4. Quando aceitamos o sacrifício de Seu Filho , o Pai pode ativar Seu amor por nós de um modo especial.
5. Deus aceita a Jesus como Filho e em Jesus nos aceita.
6. Nossa condição muda de pecador desobediente para filho redimido.
7. O Pai nos garante um lugar em Sua casa.
Quando Jesus deu aos Seus discípulos a oração-modelo, Ele nos ensinou a iniciar com “Pai nosso”. Iniciando deste modo nossas orações declaramos o que Deus representa para nós. A oração que segue, e a resposta que Deus dá afirmam que Ele é Pai, nosso “Abba”, e cada um de nós, filho.

“Nosso Pai celestial tem mil modos de providenciar em nosso favor modos de que nada sabemos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 313).

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