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Categoria: Tempo de Refletir

Castelo forte é nosso Deus


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“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46:1).

“Jeová Castelo forte é, o Deus leal e protetor; e se vacila nossa fé, poder nos dá em Seu amor. Destrói o perspicaz ardil de Satanás, a fim de o derrotar com Seu poder sem-par, e aos Seus provê descanso e paz. Se a nós quiserem devorar os mais cruéis demônios vis; jamais nos pode assombrar um tal poder com seus ardis. Satã, o tentador, e vil acusador, jamais nos vencerá, pois foi vencido já, ali na cruz do Salvador. Poder, o nosso nada faz, sem Deus virá a perdição; o Pai por Cristo força traz, e assim nos vem a proteção. E se a morte atroz chegar enfim a nós, Jesus nos salvará; no Céu, então dará louvor a Deus a nossa voz”.

Palavras imortais do grande hino de Martinho Lutero, baseado no Salmo 46, e que se tornou a voz do Movimento da Reforma Protestante. Tornou-se o grito de guerra do povo e uma fonte de força e inspiração para todos aqueles que foram martirizados por suas convicções religiosas. Dizem que existem pelo menos 60 traduções deste hino em inglês.

Martinho Lutero nasceu no dia 10 de novembro de 1443 na cidade de Eisleben, Saxônia, Alemanha. Educou-se na Universidade de Erfurt e mais tarde se tornou um monge Agostiniano, ensinando Filosofia e Teologia na Universidade de Wittemberg. No dia 31 de outubro de 1517, considerado por muitos como o dia da Independência do Protestantismo, Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta da Categral de Wittemberg, na Alemanha.

Depois de alguns anos de disputas e controvérsias, Lutero foi excomungado da igreja Católica, em 1520. Lutero tinha convicções profundas sobre a música na igreja e o cântico congregacional. Cria que era de grande valor o seu poder e a sua influência na vida dos crentes. Sua convicção era de que a música “é um dom e graça de Deus”.

Não é de admirar que na sepultura de Martinho Lutero a primeira estrofe desse hino nacional da Alemanha Protestante esteja gravada como um testemunho de sua fidelidade a Deus, nossa Fortaleza.

Texto: Léo Ranzolin

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