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Comportamento
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Categoria: Tempo de Refletir

Além da reciprocidade


“Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Romanos 5:8).

Se há uma lei espalhada pelo mundo é a lei da reciprocidade – a noção de troca mútua ou de retorno justo. Ela é a base de muitas interações sociais:

– Negócios: quando uma troca justa de bens e serviço é feita entre as partes.
– Política: quando um país ajuda outro a manter relacionamentos, alianças ou outros benefícios.
– Justiça: quando as pessoas recebem o que merecem; punição ou restituição.

A reciprocidade é ensinada na Bíblia (Mt 7:12). A sociedade não poderia funcionar sem isso, no entanto, ela é limitada.

O que acontece quando não há benefício mútuo? Quando um amigo não pode retribuir nosso cuidado, ou um país pobre nada tem a oferecer à superpotência? O que fazemos com aqueles que podem oferecer pouco à sociedade – os pobres, os intelectualmente incapazes, os mentalmente enfermos? Algumas vezes não conseguimos devolver os débitos ou contribuir com nossa justa participação. A Bíblia diz que a reciprocidade deve ser temperada pela misericórdia (Mt 5:7; Tg 2:13).

Porém, a fé cristã vai um passo adiante. Além da reciprocidade ou misericórdia, ela ensina o ágape. Esta é a palavra grega que descreve o amor imerecido, incondicional sacrificial. A natureza de Deus é amor ágape (1Jo 4:8). Ela dá coisas boas aos merecedores e não merecedores (Mt 5:44,45). Devemos doar sem expectativa de retorno (Lc 6:32-26). Jesus descreveu o verdadeiro amor como aquele que dá a vida pelos outros (Jo 15:12,13), e o que ganhamos fazendo isso? Jesus viveu o Seu ensino. Ele sofreu uma morte cruel nas mãos da humanidade, amando até mesmo os Seus perseguidores até o fim (Lc 23:34).

A reciprocidade tem seu lugar, mas preciso de ágape. Com a força de Deus quero expressá-lo também. Além de tratados comerciais e amizade mútua, desejo doar sem exigir nada em troca.

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