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Categoria: Tempo de Refletir

A religião é uma coisa boa – às vezes!


“Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e aumentam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens. ….
[Mas] quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo
se humilhar será exaltado” (Mateus 23:5-12).

A religião é uma coisa boa, às vezes. Eu digo “às vezes” porque até mesmo a religião pode ser pervertida.

Ontem vimos que os fariseus eram praticantes entusiásticos da oração. Tinham não apenas o Shema duas vezes por dia e As Dezoito três vezes por dia, mas também contavam com orações específicas para quase todas as ocasiões. Isso era bom. O que havia de mau era que alguns deles às vezes utilizavam as ocasiões de oração para se exibirem e teatralizarem. Isso acontecia pelo menos de duas maneiras diferentes.

A primeira forma de perversão tinha que ver com o local. Já que certas orações deviam ser recitadas em ocasiões específicas do dia, era bastante fácil para alguns judeus planejarem as coisas de tal maneira que a hora da oração acontecesse quando eles se encontrassem em lugar público. Assim, pareceria uma coincidência estarem eles numa extremidade de uma rua movimentada ou num quarteirão da cidade apinhado de gente quando chegasse a hora. O resultado: todo o mundo poderia testemunhar a devoção de alguém orando. Era fácil, por exemplo, estar no topo da escada da entrada para a sinagoga quando chegasse a hora. Naquele local, uma oração longa, expressiva e fervorosa podia ser feita de um modo que muitos pudessem apreciar a piedade envolvida.

Uma segunda forma de perversão era a maneira de fazer a oração. O sistema judaico de oração tornava a ostentação muito fácil. O judeu orava de pé, com as mãos estendidas, as palmas voltadas para cima e a cabeça inclinada. Quem passava não podia deixar de ver que essa pessoa estava orando.

Os rabinos judeus mais sábios condenaram inteiramente essa teatralização. Jesus também a condenou.

Jesus sabia que orar é falar com Deus, uma experiência espiritual. Ele quer que oremos de coração e recebamos a extensiva bênção de Deus.

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