Agenda 2011

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"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno…” Apocalipse 14:6
Se houve uma semana marcante para o ministério do quarteto Arautos do Rei foi essa última semana de outubro.
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Às vezes o muito cuidado é pouco. Certas situações exigem bastante atenção, especialmente quando viajamos. É preciso ter cuidado com tudo que se passa ao nosso redor, mas a coisa mais importante é depositarmos nossa confiança em Deus. E mesmo que não possamos entender alguma coisa, devemos louvá-lo por seu amor e cuidado constantes.
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Inovador. Creio ser esta a melhor palavra para descrever o novo cd do Arautos do Rei, Vale à Pena Esperar. Por quê?
1- Quatro oitavas! Pela primeira vez o grupo produz um álbum que exige de seus componentes um alcance médio de 3 oitavas, chegando a 4 tranquilamente. Na época dos arranjos do Wayne Hooper (barítono e diretor musical da formação na época), eu creio que devido às condições de gravações e estúdios precários se comparados aos de hoje, ele arranjava as vozes para uma média de 2 oitavas e meia, o que soava muito bem para apresentações em sua maioria à capela. É claro que tiveram muitas músicas que alcançaram essa extensão, como “Dentro em Breve Sim”, “Achou-me”, “Eu Sei de Um Rio”, e outras mais. Mas o novo cd mantém essa realidade permanente.
2- O prefixo. Pela primeira vez o grupo homenageia os “chefes”, isto é, seus oradores, que por estes 45 anos de trajetória, combinaram tão bem “Música e Mensagem”. Afinal de contas, quem não se lembra de onde veio não sabe para onde está indo!
3- As músicas. Todas brasileiras. Desde a época do Alexandre Reichert houve uma tentativa inteligente de contextualizar o quarteto à realidade nacional. Porém, nossos compositores pátrios das décadas de 70, 80 e 90 sempre foram muito influenciados pela estrutura musical alemã e americana, e muitas vezes produziram obras incríveis, mas que ainda soavam “estrangeiras”. Este álbum é um divisor de águas. Ao ouvir as melodias, você percebe a personalidade “tupiniquim”. Os tempos, suas marcações e entonações são intencionalmente “brasilis”. E o que dizer de algumas sextas, sétimas, nonas (e segundas no baixo!) sutilmente elaboradas?
4- As letras. Além de expressarem idéias, sentimentos e desejos da atual personalidade brasileira, as palavras usadas para comunicar a filosofia cristã são incrivelmente modernas. Até as rimas e as expressões da nossa língua (que eu já não sei se é portuguesa ou brasileira?) são surpreendentemente bem colocadas na fraseologia musical, e soam bem. Imagine você, há alguns anos atrás, ouvir como música de quarteto, linhas melódicas com rimas como:
É reino contra reino, nação contra nação,
Aumento de maldade, de ódio e traição.
Ou
É só um pouco mais, um pouquinho mais,
Logo aí irei te buscar.
E ainda:
Dos meus temores, desse mundo e seus horrores, onde reina o mau,
Põe um escudo, constrói um muro,
À minha volta, pois o que importa, é viver pra Ti.
Finalmente saímos daquela antiga maneira de rimar: AMOR-DOR, FALAR-CANTAR, etc… Perdemos o medo de usar a palavra UNÇÃO em seu devido contexto! Também curti uma canção que corteja sua letra em torno de uma palavra tão pouco usual para uma fraseologia musical como ALABASTRO! Uau!!! E contrariando a lógica atual, as letras continuam usando a 2ª. pessoa para se referirem à Deus, sem esquecer de Sua transcendência. Amém! Afinal de contas, esse é “O Deus que Eu Conheço”!
5- As orquestrações, muito bem escritas, fazendo soar as cordas e os metais nas regiões e tempos ideais. Eu vibrei, por exemplo, com a perfeita combinação de flautas e oboé na faixa “Se a Mão de Deus Tocar em Mim”. Por isto, dou-lhe uma dica: ao adquirir o cd, leve o duplo. Quando desejar um momento de calma e reflexão, curta o playback. Perceba alguns instrumentos que soam uma única e quase imperceptível vez em toda a música. Você verá que foi tão bem produzido que parece ser um outro trabalho!
6- Compositores, que eu me lembre, pela primeira vez o quarteto lança uma canção, e muito bela por sinal, de uma compositora nacional, Suzane Hirle, que tem produzido material de primeiro nível para vários músicos da atualidade. Ricardo Martins e André Gonçalves (eu não disse que um dia você iria se render aos quartetos?) também entram de cabeça na impagável polifonia masculina. Sinto-me surpreso pelo Ricardo conseguir compor tantas músicas sem ser repetitivo, e ainda produzindo as orquestrações para as mesmas obras! E nossos eternos (e não “velhos”) conhecidos, Evaldo Vicente e Jader Santos dão um toque glamouroso com suas composições, que é “tudo novo” ao perfil dos quartetos.
7- Extensão com beleza. Apesar de a distância harmônica ser grande do baixo para o tenor, a harmonia foi tão bem estudada que soa muito bem. Enquanto os tenores estão “nas alturas”, os baixos fazem um gostoso contraste. É maravilhoso para um apreciador musical perceber como as vozes do Ozéias e Társis (vivas à nossa pátria mãe África!) se encaixam tão bem, tendo o Élson fazendo sua parte (barítono é sempre discreto!), e o Milton “descendo a ladeira” harmonicamente, sem ser “pontudo” ou “rachado”! “Ei, qual foi a última vez que você viu um baixo brasileiro solando bem grave e bonito?” Os 4 componentes possuem não somente belas vozes, mas conservam seus harmônicos vocais, estejam nos graves, médios ou agudos.
8- Base de estudo. Este não é um cd para ouvintes casuais. Ele é suave nas interpretações, mas denso nas idéias e conceitos. Dependendo do momento, é até pesado para se ouvir uma faixa após a outra. Pra quem gosta ou estuda música, seja instrumental ou principalmente vocal, é um prato cheio para comparações, novos aprendizados e boas surpresas. Abrimos uma nova escola, a “Martins Musical Center”!
E por que razão o grupo alcançou este nível? Minha sincera resposta é FOCO. Veja bem, no mesmo ano, 1962, surgiram 2 quartetos: 4 garotos saíram de Liverpool para cantarem suas músicas e extravasarem seus sentimentos em relação á vida. Eles afetaram tremendamente a ideologia da época, ganharam muito dinheiro, foram idolatrados por milhões e escandalizaram a classe dominante. Depois dos Beatles, nada continuou como era. Eles realmente inovaram.
Mas do outro lado do oceano, outros 4 garotos (nem tanto assim) foram escolhidos para uma tarefa singular: evangelizar por meio do canto. Saíam do Rio para cantar pelo Brasil. Não venderam tanto. Mas entraram para a minha e a sua história e a de tantos outros que se converteram ao Salvador ao ouvirem uma “Voz” falando aos seus corações. Estes inauguraram uma era que custa passar, tornando o Arautos do Rei a maior referência musical no estilo quarteto masculino, abaixo da linha do Equador. O quarteto Arautos nos mostra que, nesta vida, “o que importa, é viver pra Ti”. Mas isto só acontece “Se a mão de Deus tocar em mim”. Toca-me, Senhor!
Por isto, eu lhe digo: Valeu à Pena Esperar! Curta essas canções. E se possível, presenteie um amigo especial com este conteúdo precioso!
Com sincero carinho, e humilde opinião,
Pr. Marcelo Augusto de Carvalho
www.4tons.com
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As novidades que a atual formação reservou para 2008 não pararam por aí, pois para quem sempre quer “um pouco mais, um pouquinho mais”, a hora está chegando e, por isso, vale a pena esperar o novo cd do grupo. Interpretado por Ozéias Reis (1º tenor), Társis Iraídes (2º tenor), Élson Gollub (barítono), Milton Andrade (baixo) e acompanhado por Ricardo Martins (diretor musical), o cd “Vale a Pena Esperar” reserva emoções fantásticas para quem está na expectativa.
Músicas que inspiram, nos arrebatam a uma atmosfera celeste e que nos permitem “aqui provar as delícias desse lar” perfazem as onze faixas do cd, que é lançado no final de novembro de 2008, disponível nas versões simples e duplo. Temas que tocam, estremecem o coração e reacendem a esperança do breve retorno de Jesus são destacados nesse trabalho, especialmente no consagrado prelúdio “Breve Virá”, que ganhou arranjos angelicais e remetem qualquer um para o evento mais esperado da História, quando Aquele que diz: “Eis que venho sem demora” virá, e não tardará! E se “nós O veremos”, como “vale a pena esperar”!