Novo Tempo

Amilton Menezes

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Locutor também morre trabalhando

Foi destaque hoje, em alguns portais da internet, a morte do locutor Jeltro Pereira Barbosa, conhecido como “Del Porã”. Ele apresentava um programa sertanejo às 5h da manhã por uma emissora de rádio de Iacanga, interior de São Paulo.

Pouco depois de iniciar o programa, o locutor parou de falar de repente. Outro funcionário da rádio, que acompanhava de casa a programação, foi até a rádio e encontrou Del Porã caído na mesa do estúdio. Todas as tentativas para reanimá-lo foram feitas por equipe do Samu, sem êxito.

Jeltro tinha 68 anos e enfrentava problemas de saúde, inclusive já usava três pontes de safena.

Aos familiares do Jeltro, a solidariedade dos comunicadores do rádio.

(Fonte – Globo.com)

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Minha primeira vez

Lembro como se fosse hoje. Mesmo exatos 30 anos depois. Era uma sala em construção, sem energia elétrica, um gravador movido a pilhas, um velho toca-discos, um violão e três jovens aventureiros. Nenhum microfone. Meus primos Carlos, Euclides e eu, que completara 17 anos naquela semana.

Liguei a velha “eletrola”. O hino de abertura, “Aqui chegamos pela fé”, com o Quarteto Mensageiros do Rei, estava no “ponto”.  Quase no mesmo instante apertei o “rec” do gravador emprestado e… tudo começou. A qualidade do áudio (em uma fita cassete usada) que foi ao ar, pela Rádio Municipal de Tenente Portela (RS), naquele domingo, 16:30, 4 de outubro de 1981, não foi das melhores. Assim foi, gravada, a primeira vez.

Na semana seguinte, agora ao vivo, na companhia dos primos, “amarelei”. Não tive coragem de encarar o microfone da emissora. Um outro primo (João), leu todo o script que havia preparado. Na terceira semana eu estava sozinho. O melhor locutor da rádio, Cláudio Gadens, com seu famoso vozeirão anunciou a próxima atração: “Programa A Voz da Mocidade, dos Jovens Adventistas do Sétimo Dia de Miraguaí”. Ao lado, eu não tremia nem suava. Estava paralisado. Tocou o prefixo e lá fui eu: narrei o script todo como se fosse uma corrida de cavalos…

Quase um mês depois chegou a primeira carta. Recebemos perto de 50 mil nos quase 15 anos que o programa esteve no ar.  Três anos depois da estréia já estávamos produzindo programas para diferentes lugares do Brasil. Foi criada a Rede Maranatha de Programas em Rádio. Hoje esse projeto evangelístico, sob a responsabilidade dos meus filhos, tem cerca de 10 mil programas veiculados mensalmente em emissoras do Brasil inteiro e outros países do mundo.

4 de outubro de 2011, exatamente 30 anos depois (não mais aquele menino de 17 anos), tenho uma profunda gratidão no coração. Primeiramente a Deus por ter me amparado, sustentado e oferecido a oportunidade de aprender nesse veículo apaixonante que é o rádio. A Ele toda honra e glória. Aos meus queridos familiares, minha esposa, meus filhos e amigos que contribuíram com apoio, compreensão e orações, muito obrigado!

Sinceramente, gostaria de já estar vivendo o novo tempo prometido pelo Senhor Jesus, em um novo céu e uma nova terra. Enquanto esse dia não chega, quero continuar com o mesmo entusiasmo e determinação aproveitar todas as oportunidades para propagar que Jesus em breve voltará!

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“Por favor, preciso de uma namorada!”

Preciso que você me ajude a encontrar uma namorada”. O pedido desesperado era de um jovem de 19 anos, residente no interior do município de Três Passos, RS.

Eu estava começando no rádio. Era o ano de 1982. O programa “A Voz da Mocidade”, que eu apresentava, não tinha nenhum foco nessa área de cupido. Tampouco eu tinha coneguido uma namorada! Deixei a carta de lado. Na semana seguinte, uma nova carta. Era o mesmo rapaz. E assim foi durante várias semanas. Sempre uma nova carta e o mesmo pedido insistente: “preciso de uma namorada”.

Depois de um tempo ele mudou a estratégia. Convenceu um vizinho seu, com a mesma idade e o mesmo “problema”. Ambos passaram a atormentar a minha jovem carreira de radialista com o mesmo pedido: queremos uma namorada, queremos uma namorada.

Cansado diante de tanta insistência, abri o programa tendo como primeira manchete: “Dois rapazes, 19 anos, a procura de uma namorada. Mais detalhes daqui a pouquinho”.  E, no decorrer do programa, apresentei o caso. Inexperiente, não mencionei o nome dos “desesperados”. Como tinham a mesma idade e moravam no mesmo lugar, defini-os como sendo “Jovem 1” e “Jovem 2”. As ouvintes (moças) interessadas deveriam escrever cartas ao programa e colocar no cantinho do envelope: “Jovem 1” ou “Jovem 2”.

Sinceramente, eu não acreditava que alguém fosse escrever. Para minha surpresa, porém, recebemos uma quantidade enorme de cartas naquela semana. Ao separar a “montanha” de correspondências para os rapazes, cada um recebeu praticamente a mesma quantidade. Não abri as cartas. Percebi, porém, que quem escreveu para o “Jovem 1”, não escreveu para o “Jovem 2”, e vice-versa. Encaminhei as cartas e esqueci o assunto.

Anos depois, visitando alguns ouvintes interessados em estudar a Bíblia, no interior de Três Passos, encontrei um irmão do “Jovem 1”. Ele contou, então, que o “Jovem 1” recebeu todas aquelas cartas, trocou correspondência com uma das moças, namorou, noivou e… casou com ela! Na época, viviam felizes no interior do Paraná!

Pensei com meus botões: “Que danado. A gente banca o santo casamenteiro e nem é convidado para a festa…”

O caso repercutia tanto na região que, por onde passava e contava, havia sempre novos interessados em receber a mesma bênção… Uma moça, uma vez, chegou a enviar até uma foto 3X4 para que fosse “mostrada” aos ouvintes da rádio… Mas isso já é outra história.

Quanto ao “Jovem 2”, não tive mais notícias. Quem sabe o encontre por aí, nesses caminhos do rádio e de loUcOtores…

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Morre no Recife o locutor do Repórter Esso

A maioria dos veículos de comunicação noticiou, na terça-feira (27), o falecimento do radialista Edson Almeida. Ele faleceu na segunda-feira (26), aos 86 anos. Desde o dia primeiro de maio estava internado no Hospital Português, no Recife, com problemas renais.

Na década de 1960, Almeida ficou conhecido como o locutor do programa Repórter Esso no rádio e na televisão. Ele deixou o rádio, se formou em medicina veterinária e em agronomia e atuou como professor de parasitologia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde se aposentou em 1985.

O Repórter Esso, foi sem dúvida, o maior marco do jornalismo radiofônico, não somente no Brasil. Era a versão de um programa veiculado em outros 14 países do continente americano. 59 emissoras transmitiam o programa. Aqui no Brasil começou em 28 de agosto de 1941 pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Os locutores de maior sucesso foram Gontijo Teodoro, Luis Jatobá e Heron Domingues.

Em 1952, no dia primeiro de abril, o Repórter Esso foi para a televisão. Áureos tempos da TV Tupi. O primeiro apresentador na versão televisiva foi Kalin Filho. No Rio, o apresentador foi, por pouco tempo, Luiz Jatobá e, em seguida, Gontijo Teodoro. Versões similares eram apresentadas em Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Na capital pernambucana o apresentador era Edson Almeida, este que faleceu na segunda-feira.

Com as pressões da censura, na época da ditadura militar, o jornal acabou encerrando as transmissões. Primeiro no rádio e depois na TV Tupi, em 31 de dezembro de 1970.

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Locutor anuncia a própria morte

Locutor de anúncios fúnebres em Nova Europa, a 317 km de São Paulo, um homem de 91 anos deixou gravado o anuncio da própria morte e o convite para o velório. No alto falante, em plena praça central da cidade, Nelson Fortunato repetiu o que fez a vida inteira.

Locutor Nelson Fortunato

Ele leu em voz alta: “Nota de falecimento. Estou anunciando o meu falecimento. Falecimento: Nelson Fortunato, vosso comunicador falante. Como foi gravado antes da minha morte, não tem a hora do enterro, mas é importante que todos saibam que eu morri.”

A confirmação da morte ocorreu logo após a gravação do anúncio. Fortunato morreu em decorrência de uma pneumonia. O locutor oficial de anúncios fúnebres foi irreverente: deixou o próprio obituário pronto. Funcionário público, vereador, era ele quem projetava os filmes nos três cinemas que a cidade teve. O velório ficou cheio.

A notícia saiu no Jornal Hoje da Globo e foi publicada no site do G1 nesta quinta-feira.

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Encontro surpreendente

1983. Um dos presidiários da cidade de Três Passos, interior do Rio Grande do Sul, escreveu ao programa “A Voz da Mocidade”, programa pioneiro que deu origem a Rede Maranatha, pedindo que encontrássemos sua mãe. Na cadeia ficou sabendo que era filho adotivo e o maior desejo agora era de conhecer a mãe.

Apresentamos a carta no programa e fizemos um apelo para que a mãe, se porventura estivesse nos ouvindo, visitasse o moço. Um de nossos ouvintes, ao escutar a carta-apelo, ficou intrigado: “Isto não pode estar certo! O nome da mãe desse preso é o mesmo de minha mãe!” No dia seguinte foi ao presídio. Deu-se então um encontro deveras maravilhoso, surpreendente e emocionante: os dois eram irmãos gêmeos! Não sabiam da existência um do outro. A mãe, que residia em outro estado, foi localizada e pôde “conhecer” seu outro filho, doado ainda bebê. Na época, o presidiário gravou entrevista para o programa relatando esse fato inusitado.

Eu, na Rádio Municipal. Anos 80.

Nesses 28 anos de rádio tenho visto inúmeros encontros. Muito mais emocionantes do que este relatado acima: encontros com Jesus, o Salvador. Vidas transformadas, famílias reintegradas, relacionamentos restaurados. Sim, alegria incomparável! Missão privilegiada! Tremenda responsabilidade!

Não é de admirar que o profeta Isaías, repleto de alegria e satisfação, escreveu que são “formosos sobre os montes [rádio, internet, tv...] os pés do que anuncia as boas notícias, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que transmite a salvação…” (52:7).

Louvo a Deus pelas dezenas de emissoras que retransmitem a Novo Tempo, pelos cerca de 10 mil programas da Rede Maranatha que vão ao ar mensalmente pelo Brasil e outros países do mundo, pelas ferramentas que o Criador disponibilizou para anunciar ao mundo com sentimento de urgência que Jesus está voltando!

Esse privilégio é seu também. Envolva-se. Em sua cidade ou perto de sua casa tem uma emissora de rádio. Mostre aos responsáveis um de nossos programas. Copie em CD esses áudios e distribua por aí. Sugira aos amigos da internet nossas emissoras na web… Você pode fazer muito por Jesus!

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Uma voz dedicada a Deus

Quando foi lançada, “devorei” as 176 páginas da biografia do saudoso Pr. Roberto M. Rabello, fundador da Voz da Profecia, o programa cristão mais antigo do rádio brasileiro, no ar desde 1943. Em alguns momentos as lágrimas despencaram em abundância, especialmente no relato do último dia de vida desse homem exemplar. O Pr. Roberto Conrad conta da conversa que teve ao telefone, momentos antes do falecimento e de como cantaram juntos, com entusiasmo, “oh! que esperança vibra em nosso ser, pois aguardamos o Senhor…”

Desde menino encantava-me a voz do Pr. Rabello. Aos domingos, ficava junto a um velho rádio procurando emissoras que estivessem veiculando “A Voz da Profecia”. Fiz todos os cursos bíblicos oferecidos pelo programa e, com a ajuda de juvenis de minha igreja, inscrevemos centenas de pessoas nesses estudos por correspondência.

Comecei no rádio em outubro de 1981. Um humilde programa. No final de 1982, num grande evento da Igreja Adventista, em Taquara, RS, fui convidado a simular a apresentação “ao vivo” desse programa. Creio que estavam ali umas duas mil pessoas. O calor era insuportável. E comecei a suar mais ainda quando vi, no primeiro banco, o Pr. Rabello! Na minha concepção a apresentação foi um desastre! Porém, três bondosos “ouvintes” prontificaram-se a patrocinar um ano e meio de meus programas na Rádio Municipal de Tenente Portela. A melhor recompensa, porém, foi ter sido procurado pelo Pr. Rabello. Suas palavras foram de carinho, apreço e estímulo. Jamais esquecerei. Foi o começo de uma grande amizade!

Pr. Rabello oficiando meu casamento em 1986

Em 1985 já não apresentava apenas um programa. Eram dezenas pelo Brasil afora. Com a graça de Deus, foi criada a Rede Maranatha de Programas em Rádio. Sempre tive o apoio da Voz da Profecia. Em janeiro de 1986 o Pr. Rabello foi até Miraguaí, minha cidade, onde estava a sede da RMPR. Era o congresso comemorativo aos quatro anos do programa pioneiro, “A Voz da Mocidade”. Na metade do ano ele aceitou o convite de voltar em dezembro para celebrar meu casamento com Rosemara. “Você deve fazer teologia”, incentivava. “Um dia você vai trabalhar na Voz da Profecia”.

Em 1993, nas comemorações dos 50 anos da VP, eu já estava na Novo Tempo do Rio Grande do Sul. No Ginásio de Esportes, fazia a transmissão do evento para rádio e, lá do alto da cabine, ouvi com emoção o Pr. Rabello proferir, apoiado numa bengala e com voz trêmula, as palavras inesquecíveis e tradicionais de abertura de seu programa: “Esta é a Voz da Profecia. Uma mensagem de fé e esperança que anuncia a volta do Senhor.”

No final do programa alguém me perguntou: “Você falou com o Pr. Rabello?” Respondi que não. Era muita gente e não consegui acesso. “Amilton, procure por ele. Várias vezes ele perguntou por você!”, insistiu. Fiquei atônito. Consegui descobrir onde ele estava hospedado. Liguei e conversamos por alguns minutos. Mais uma vez palavras de carinho e incentivo.

Em agosto de 1996 estava chegando a Florianópolis para dirigir a Novo Tempo catarinense quando recebi a notícia do falecimento desse grande homem de Deus. Até então tivemos muitos contatos por correspondência. Ele e dona Edith colaboravam financeiramente com o ministério da Rede Maranatha.

Em agosto de 2002 fui convidado para trabalhar na sede da Novo Tempo, em Nova Friburgo, RJ. Durante alguns meses auxiliei na Escola Bíblica da Voz da Profecia e depois na produção dos programas radiofônicos para o recém chegado novo orador, Pr. Montano de Barros. Produzi 69 programas em um mês. Tive acesso aos textos que Pr. Rabello escreveu e gravou. As anotações, as correções. Tudo. Desde o primeiro programa de 1943. Era muita emoção em meio a tanta preciosidade. Ali estavam os textos dos programas que eu ouvira quando menino! E, não tinha como esquecer: a “profecia” do Pr. Rabello se cumprira: eu estava, finalmente, trabalhando na Voz da Profecia!

Em 2003 passei a dirigir a Rede Novo Tempo de Rádio. Tenho procurado recuperar áudios do Pr. Rabello e disponibilizá-los gratuitamente na internet. As palavras que ele gravou ainda continuam transformando vidas!

A biografia de Roberto Rabello (“Uma Voz Dedicada a Deus”) foi lançada pela Casa Publicadora Brasileira, escrita pelo genro dele, Pr. Léo Ranzolin.

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O rádio e a lambreta

A primeira rádio em que apresentei um programa (1981) foi uma emissora AM, a Rádio Municipal de Tenente Portela, interior do Rio Grande do Sul. Fica a uns 20 quilômetros de Miraguaí.

No começo era complicado. Sem um veículo, dependia do ônibus que passava em frente de casa às 9:30 da manhã de todos os domingos. Meia hora depois estava na rádio. Esperava, então, até às 16:30h para apresentar o programa. Muitas vezes sem almoço. Só tinha o dinheiro da passagem. Para voltar a aventura era maior. O último ônibus saía às 14:30h de Tenente Portela. Ou seja, duas horas antes de começar o programa. O recurso era carona ou mesmo retornar a pé.

Foi aí que um colega da equipe, o valoroso Leonide Tossin, comprou uma velha lambreta. O veículo proporcionou grandes “aventuras” nas estradas cheias de buracos, pedras e poeira. Na primeira vez que fomos à rádio furaram os dois pneus! (Ainda bem que foi na volta para casa…). Outra vez ela enguiçou e tivemos de abandoná-la em uns matos, à margem da estrada, conseguir carona e, finalmente chegar a tempo na emissora para apresentação do programa. Muitas vezes, na volta para casa, encontrávamos alguns “religiosos”, com carro do ano, dirigindo-se à emissora para a apresentação de seus programas. Batia no ombro do Leonide e dizia: “O mais importante não é o veículo e sim o conteúdo do programa”.

Promovíamos alguns programas em igrejas e salões da região, durante a semana. E, lá íamos nós, de lambreta! Em pleno verão, saíamos cedo da tarde para “garantir” a chegada a tempo na programação da noite. Na primeira vez, quando voltávamos já tarde da noite, acabou o combustível uns cinco quilômetros antes de casa. A solução foi empurrar a lambreta nas subidas… Nas descidas, montávamos e… sempre em frente!! Os anos passaram, Leonide vendeu a lambreta e comprou uma kombi. Hoje é um próspero fazendeiro em Não-Me-Toque, RS. E nesses 28  anos a Rede Maranatha tem crescido com a bênção do Senhor… como uma semente de mostarda. Louvado seja Ele!

Conheça essa e outras histórias no site da Maranatha, clicando em Relatos.

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28 anos no rádio

Uma semana depois de completar 45 anos, novamente estou de aniversário. Foi em um 4 de outubro (de 1981) que apresentei o primeiro programa radiofônico. Exatamente uma semana depois de completar 17 anos de idade. Era uma gravação feita da forma mais precária e rudimentar possível: sem energia elétrica e sem microfone, em uma igreja em construção, sem a menor acústica! Equipamentos? Um velho gravador cassete e um toca-discos, mais velho ainda! Ambos movidos a pilha. A vantagem era o botão do volume. Bastava abaixar um pouco e falar mais próximo do equipamento… Prá quê microfone?!

Assim começou “A Voz da Mocidade”, com 15 minutos de duração, em 1981, pela Rádio Municipal de Tenente Portela, na cidade vizinha. A qualidade do áudio nem é preciso comentar… A solução era “ao vivo”, mesmo. Na primeira vez, “amarelei”. Joguei o script nas mãos de um primo (João) que nos acompanhava na ocasião. Depois, não teve jeito. No começo era uma locução desabalada, que mais parecia narração de corrida de cavalos… Conseqüentemente, às vezes faltava, além de assunto, fôlego…

Entre 1983 e 1984 surgiu a Rede Maranatha. Os primeiros programas eram espalhados pelo Brasil afora. Enquanto isso, “A Voz da Mocidade” crescia. Em pouco mais de 10 anos, cerca de 40 mil cartas recebidas. Dezenas de pessoas tendo a vida transformada pelo poder da Palavra.

Desde 4 de outubro de 1981, quando participaram dos primeiros programa os primos Carlos e Euclides, muita história, lágrimas, alegrias, milagres e vitórias, aconteceram. Durante os próximos dias vou dividir algumas dessas aventuras, nessa seção do blog.

Hoje, exatamente 28 anos depois, são cerca de 10 mil programas no ar em emissoras de todos os Estados do Brasil e uns 10 países do mundo. Louvado seja Deus! E, como dizia a velha música do prefixo de abertura, “aqui chegamos pela fé. Não voltaremos para trás. A palavra é fiel…”