Tristeza do coração

TEMPO DE REFLETIR 1325 – 17 de agosto de 2017

“Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração” (Neemias 2:2).

Não é agradável conviver com alguém que está a maior parte do tempo com a testa franzida e a expressão carregada, denotando tristeza, preocupação ou mau humor. As pessoas percebem, é claro, que algo não vai bem e ficam se perguntando: “Será que é comigo? Fiz alguma coisa errada?” Em alguns casos é melhor perguntar à pessoa, para tirar a dúvida.

Foi o que fez o rei Artaxerxes, ao observar o rosto de Neemias. Ele lhe perguntou: “Por que está triste o teu rosto, se não estás doente? Tem de ser tristeza do coração”. Bom observador, esse rei. Num relance, ele percebeu que Neemias não estava bem e que seu problema não era físico, mas emocional.

Neemias ficou com medo, pois como copeiro real ele não podia se dar ao luxo de se apresentar diante do rei com a expressão facial abatida ou mal-humorada. “Um servo que mostrasse mau humor perante o rei poderia ser considerado um conspirador, ou um mau empregado. Uma fisionomia triste nunca era tolerada na presença real” (Champlin).

Por um momento Neemias pensou que perderia a cabeça, pois cabeças de servos não tinham muito valor na corte real, naquele tempo. Por isso, apressou-se a responder: “Viva o rei para sempre!” Ele queria que o rei soubesse que por trás de seu semblante triste não havia nenhum plano para envenená-lo. “Como não me estaria triste o rosto se a cidade, onde estão os sepulcros de meus pais, está assolada e tem as portas consumidas pelo fogo?” (Ne 2:3).

Poucos monarcas se incomodariam com os problemas pessoais de seus servidores, e menos ainda em solucioná-los. Mas Artaxerxes era um homem sensível e bondoso, e perguntou a Neemias: “Que me pedes agora?” (v. 4).

Neemias então fez uma breve oração, pois temia a reação do rei à solicitação que iria fazer, o que implicaria uma mudança na política do império persa para com os judeus de Jerusalém. Ele pediu permissão para ir a Jerusalém, a fim de restaurar as muralhas da cidade. O rei concordou.

Foi a tristeza do rosto de Neemias que deu início a todo esse processo. Mas certamente foi a interferência divina na disposição do rei, como resposta à oração de Neemias, que resultou no sucesso da missão do servo do rei, pois tristeza e mau humor geralmente não resolvem dificuldades.

Seja qual for o problema que você está enfrentando, peça ajuda a Deus para colocar-lhe no rosto um sorriso. O resultado é que a vida também irá sorrir para você.


-> Música: Pró-Música, “Real felicidade”
-> Locução: Amilton Menezes

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A mulher invisível

TEMPO DE REFLETIR 1324 – 16 de agosto de 2017

“[Jesus] virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Vê esta mulher?’” (Lucas 7:44).

No decorrer da festa, a mulher apresentou um comportamento considerado impróprio, que se tornou ainda mais embaraçoso por causa da escandalosa aprovação dada a ela por Jesus. A situação era embaraçosa para o anfitrião, mas Jesus não fazia nada para desestimula-la.

A mulher não conseguia se controlar. Sua inibição tinha desaparecido. Caída aos pés de Jesus, extravasava suas emoções. Muitos frascos de lágrimas de seu passado fluíam em abundância. Ela chorava sem parar e secava os pés de Jesus com seus cabelos. Na concepção da época, usava a parte mais nobre do corpo para honrar a parte menos nobre do corpo de Jesus. O problema é que soltar o cabelo em público era desonroso, coisa típica de mulheres pecadoras.

Vendo o gesto da mulher, Simão raciocinou: “Se Jesus fosse um profeta ou o profeta (isto é, o Messias), conheceria o caráter das pessoas, e não iria querer ter nada a ver com essa mulher. Já que Ele a aceitou, não sabe que ela é pecadora e não pode ser profeta”. Porém, suas premissas e conclusões estavam erradas. A lógica da graça e do amor é diferente da lógica dos fariseus e dos computadores.

Simão era um pecador silencioso, que se achava melhor que os outros. Como fariseu, vivia separado dos pecadores. Santidade, para ele, era separação. Era tão pecador quanto a mulher, ou ainda mais. A diferença é que a mulher tinha consciência de seu pecado, enquanto ele só tinha consciência de sua justiça.

Para mostrar que conhecia a vida da mulher e de Simão, Jesus contou a história da própria vida de Simão. Ele indicou um contraste marcante entre Simão e a mulher: além de não providenciar o óleo, Simão não tinha beijado Jesus; a mulher, além de quebrar o frasco de perfume, não parava de beijar os pés do Mestre.

“Vê esta mulher?”, disse Jesus a Simão. “Abra os olhos”, Ele parecia dizer. “Veja a situação dela e veja a sua”. Como grande pecador, Simão deveria ser imensamente grato e extravasar sua alegria por ter sido perdoado. Porém, a mulher é que dava vazão a suas emoções. O perdão era tão real para ela quanto sua vida de pecado.

Para Simão, era como se a mulher fosse invisível por ter má reputação. O preconceito cega. Ela achava que Jesus não via a vida de pecado da mulher. Jesus via a mulher, mas não do jeito que Simão a via. Jesus vê você do jeito que você é e do jeito que será. Ele é capaz de ver além da vida de pecado e fracasso. Onde as pessoas veem apenas impureza e degradação, Jesus consegue ver pureza e valor.


-> Música: Felipe Valente e Rafaela Pinho, “Espinhos”
-> Locução: Amilton Menezes

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Perseverança na oração

TEMPO DE REFLETIR 1323 – 15 de agosto de 2017

“Até quando, SENHOR, clamarei por socorro, sem que Tu ouças? Até quando gritarei a Ti: ‘Violência!’ sem que tragas salvação?” (Habacuque 1:2).

É interessante notar que Habacuque tinha a mesma opinião dos cristãos de hoje sobre a sociedade. Parece não haver justiça contra os perversos.

Você pode ver determinada situação e perguntar-se: “Onde está Deus nisso? Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? Como os malfeitores não são punidos?”. Habacuque viu o mal ao seu redor e clamou a Deus por respostas. Embora não duvidasse da Onipotência de Deus, ele não compreendia porque o Senhor permitia que o pecado continuasse a reinar no mundo. Deus respondeu ao profeta, dizendo-lhe o que pretendia fazer.

Hoje, a injustiça, o mal e o pecado ainda parecem prosperar, mas não porque Deus seja indiferente. Ele tem um plano e deseja que participemos dele pela oração. Quando você se entristecer pelos acontecimentos, derrame diante de Deus suas preocupações, em oração. Num mundo sombrio, levando a esperança e a paz de Jesus para aqueles com quem interagem.

Habacuque sabia que precisava perseverar em todas as situações. Devemos fazer o mesmo. “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimentos nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no SENHOR e me alegrarei no Deus da minha salvação” (3:17-18). Precisamos aprender a dizer: “Não importa quão difíceis sejam as circunstâncias, Senhor, me alegrarei e não deixarei de orar até que Tua vontade seja feita na terra”.

Ore comigo, agora: “Senhor, ajuda-me a ter compreensão e fé necessárias para não desistir se minhas orações não forem respondidas de imediato. Ajuda-me a continuar orando até que veja Tua vontade feita em todas as coisas. Em nome de Jesus, amém!


-> Música: Adoradores, “Um milagre”
-> Locução: Amilton Menezes

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A boa notícia que transforma a vida

TEMPO DE REFLETIR 1322 – 14 de agosto de 2017

“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês” (Romanos 12:1, NVI).

Um rapaz se queixou do seu pastor, dizendo: “Ele prega muita doutrina!” Mas deixou de levar em consideração que aquilo em que cremos afeta a maneira como vivemos. Seu comentário vai contra o uso que Paulo faz da palavra “portanto” no texto bíblico de hoje.

Depois de apresentar doutrina pesada por onze capítulos, Paulo emprega a poderosa palavra “portanto” para introduzir a seção prática de sua carta aos romanos. Por onze capítulos, Paulo arrazoa acerca de doutrinas complexas, como expiação, reconciliação, justificação, santificação e predestinação. Agora, no capítulo 12, ele passa para a aplicação diária dessas doutrinas. “Portanto”, por causa daquilo que vocês creem acerca desses ensinos, aqui está a maneira como devem viver, como devem agir e reagir em relação uns com os outros. Então Paulo oferece uma dose difícil de engolir. Os cristãos devem ser “pacientes na tribulação”, abençoar “aqueles que os perseguem”, “dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior” e muito mais (Rm 12:2-16, NVI).

Para mim, como é possível viver desse jeito? “Pela graça que me foi dada” e “de acordo com a medida da fé que Deus” me concedeu (verso 3). Viver uma vida assim não é proeza sua, mas de Deus. Ele nos dá a fé e o poder para vivê-la! Essa é a boa notícia acerca de Jesus que Paulo proclama nos capítulos 1 a 11.

Ele começa dizendo que o evangelho “é o poder de Deus” para “todo aquele que crê” através do dom divino da fé (Rm 1:16). A fé é minha resposta à atividade de Deus para salvar-me. Aquilo que Deus faz inclui a expiação (Jesus morreu para me salvar), a reconciliação (Ele me aceita incondicionalmente), a justificação (Ele perdoa meus pecados e me declara justo), a santificação (Ele procura constantemente tornar-me santo como Ele é), e a predestinação (Ele Se propôs a me salvar). Nossa parte é responder a essa graça impressionante através da fé. Não é de surpreender que Paulo encerre seu longo discurso sobre doutrinas exclamando triunfalmente: “Somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm 8:37, NVI).


-> Música: Alessandra Samadello, “A Tua graça me basta”
-> Locução: Amilton Menezes

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O que faz de um pai um grande pai?

TEMPO DE REFLETIR 1321 – 13 de agosto de 2017

“Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida” (Lucas 15:23, 24).

Hoje é o Dia dos Pais, que inclui nossos avôs, tios e amigos. Antigamente era o dia no qual mais se faziam ligações a cobrar no mundo!

Pela sua própria índole, o grau e a forma como os pais demonstram afetividade aos filhos são diferentes daqueles demonstrados pelas mães. É opinião corrente que o homem nunca perde tempo pedindo informações e suas chamadas telefônicas não passam de trinta segundos. Mesmo que os filhos não tenham tudo o que desejam, devem saber que os pais procuram dar o melhor de seu tempo, o melhor de sua atenção para eles.

Para mostrar o que faz de um pai um grande pai, a Bíblia narra a história de um pai generoso. E o filho, que era pródigo, que ideia tinha do pai? A Bíblia deixa claro que, quando voltou a si, o jovem se lembrava de casa. Crescer num lar em que os pais não gritam com os filhos; em que, depois de uma conversa, ninguém se levanta e bate a porta, sem dúvida, ajuda na formação do caráter.

O pródigo se lembrou também de que seu pai era justo ao tratar com os empregados. Dava aos trabalhadores aquilo que eles mereciam. Não passava por sua mente: “É preferível ficar por aqui pela maneira de meu pai humilhar seus empregados”. O pai era um exemplo de justiça e de lealdade que ele podia imitar em qualquer momento.

Rápido em mostrar perdão, o pai fez o que era incomum naquele tempo. Normalmente, o pai esperaria que o filho se dirigisse a ele com alguma demonstração de respeito. Mas o pai não esperou! Correu em direção ao filho e o abraçou! O filho começou a confissão, mas o pai nem deixou que ele continuasse. Mandou que os empregados trouxessem o melhor traje. Perdoou-o imediatamente e não deixou nada pendente.

A imagem que temos do homem é de que ele é vagaroso para perdoar e rápido para ficar com raiva. Passamos a ideia de que homem não chora, como se não tivesse sentimento ou não se incomodasse com coisa alguma.

Precisamos lidar com os filhos como Deus lida conosco. Vamos perdoá-los totalmente, sem que fiquem esperando. A porta sempre aberta recebeu o filho pródigo. Houve abraço, houve celebração.

Mesmo que tenha que fazer uma chamada a cobrar, não deixe de agradecer hoje ao seu pai pelo carinho e força que ele lhe deu.


-> Música: Josué de Castro, “A casa do Pai”
-> Locução: Amilton Menezes

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Deus nos ajuda a crescer

TEMPO DE REFLETIR 1320 – 12 de agosto de 2017

“Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros” (Gálatas 5:26).

O relacionamento de cada pessoa com Deus e sua capacidade de ouvir a voz de Deus é diferente, portanto, sinta-se livre para buscar se comunicar com Deus da maneira como Ele o conduzir. Um relacionamento com Deus não tem a ver com trabalhar ou se esforçar para tentar ter um bom desempenho; tem a ver com falar com Ele e ouvir a Sua voz. Não precisamos tentar estar onde outra pessoa está ou ouvir Deus com a clareza e a precisão que outro indivíduo tem, porque essa pessoa pode estar desfrutando um relacionamento com Deus que levou anos de prática e talvez não estejamos tão longe na nossa caminhada com Deus quanto este indivíduo está. Não há problema em sermos “mais jovens” que outros espiritualmente; Deus ainda nos ouve e nos responde, independentemente da extensão da nossa experiência. Se nos compararmos com outros apenas ficaremos infelizes. Deus está feliz simplesmente porque estamos aprendendo e crescendo.

Comparar-se com outros impedirá o seu crescimento espiritual. Deus conhece você intimamente e Ele tem um plano personalizado para o seu progresso. Ele conhece o seu histórico, o que você passou, as suas decepções e a sua dor. Ele também sabe o que será preciso para torna-lo completamente saudável e você pode ter certeza de que Ele está trabalhando em você, contanto que você O esteja buscando.

Tenho três filhos que são muito diferentes e não espero que eles sejam nada além do que são. Aprendi também que Deus é assim conosco.


-> Música: Melissa Barcelos, “Crescer em Jesus”
-> Locução: Amilton Menezes

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Deus perdoa sem guardar rancor

TEMPO DE REFLETIR 1319 – 11 de agosto de 2017

“Revistam-se do Senhor Jesus Cristo” (Romanos 13:14).

Deus, que é perfeito amor, não pode guardar rancor. Se o fizesse, não seria perfeito amor.

Pense nisso. Se Ele guardasse rancor de nós, como poderíamos orar? Como cantaríamos para Ele? Como ousaríamos entrar em Sua presença se, no momento em que nos visse, Ele se lembrasse de todo o nosso passado lastimável? Como entraríamos em Sua sala do trono vestindo os trapos de nosso egoísmo e de nossa glutonaria? Não poderíamos.

E não iremos. Ouça esta passagem impressionante da carta de Paulo aos gálatas e sinta o coração disparar: “Pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram” (Gl 3:27).

Quando Deus olha para nós, Ele não nos vê; Ele vê a Cristo. Nós o “vestimos”. Estamos ocultos nEle; estamos cobertos por Ele.

Presunçoso, você diria? Sacrílego? Seria, se fosse invenção minha. Mas não é ideia minha; é dEle. Somos presunçosos não quando nos maravilhamos com Sua graça, mas quando a rejeitamos. E somos sacrílegos não quando clamamos por Seu perdão, mas quando permitimos que os pecados assombrosos de ontem nos convençam de que Deus perdoa, mas guarda rancor.

Ore comigo, agora: “Pai celestial, quero ter sempre em mente que, em Tua perspectiva eterna, Tu me vês aperfeiçoado, semelhante a Cristo. Que essa verdade sirva de estímulo para minha caminhada diária e que eu possa me render cada vez mais a Tua obra em minha vida. Em nome de Jesus, amém!


-> Música: José Barbalho, “Um sonhador”
-> Locução: Amilton Menezes

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Felizes

TEMPO DE REFLETIR 1318 – 10 de agosto de 2017

“Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo” (Salmo 106:3).

Se você achar que a justiça é simplesmente retidão e bom comportamento, o texto de hoje o levará a um beco sem saída. Segundo o salmista, uma maneira de ser feliz é ter uma conduta coerente e acima de qualquer suspeita. Mas justiça, no conceito hebraico, não é apenas um padrão de comportamento.

O profeta Jeremias disse: “Naqueles dias e naquele tempo, farei brotar a Davi um Renovo de justiça; Ele executará juízo e justiça na Terra” (Jr 33:15). O Renovo de justiça que o profeta menciona não é apenas possuidor de justiça. É a própria justiça. Não existe justiça sem Jesus. Ele é a justiça.

Portanto, ao referir-se no verso de hoje àquele “que pratica a justiça”, o salmista está pensando naquele que vive em Jesus.

Praticar é aplicar a teoria repetidamente. A vida cristã não é só teoria. Não basta saber que Jesus morreu e que a única maneira de “guardar a retidão” é ir a Ele. Esse conceito é maravilhoso, mas é preciso sair da teoria e ingressar no terreno da prática. É preciso andar diariamente com Jesus, a justiça personificada.

Davi ensina no salmo de hoje que o segredo da felicidade é “praticar a justiça”. Como pode a prática de normas, na maioria das vezes difíceis de serem cumpridas, proporcionar felicidade? Não, evidentemente aqui não se fala simplesmente de um código moral, destituído de vida. Aqui se fala do Senhor Jesus Cristo. Ele morreu na cruz do Calvário não só para dar-nos vida, mas também para dar vida aos mandamentos que o farisaísmo humano havia tornado letra morta.

“Praticar justiça” no sentido de andar diariamente com Jesus é uma experiência enriquecedora. Dá sentido a vida. Proporciona sabor aos momentos mais insossos da experiência humana.

Olhe para os princípios divinos não como letra sem vida e proibições massacrantes. Olhe-os como reflexo do caráter de Jesus e aplique-os à sua vida. Esse é o segredo da felicidade que você tanto procura. Essa pode ser a realidade mais extraordinária de sua existência.

Por isso, decore o verso de hoje e repita-o ao longo do dia: “Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo”.


-> Música: Eclair, “Feliz eu estarei junto ao Senhor”
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A proteção eficaz

TEMPO DE REFLETIR 1317 – 9 de agosto de 2017

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam” (Salmo 23:4).

O que pode a vida ensinar-lhe a cerca de Deus? A confiança em Deus e o desespero não podem viver juntos em uma mente. A dúvida é a mãe do desespero. A confiança gera esperança e alegria.

O que havia ensinado Davi a desviar-se da depressão e ansiedade para Aquele que alegra e provê? Lembrava-se ele do momento em que desceu ao vale para procurar entre os seixos, pedras para sua funda? Esse foi verdadeiramente o vale da morte. Alguém devia morrer naquele dia, e poderia ser ele. As lições de confiança começaram cedo para esse jovem.

Ou talvez ele se lembrasse do zunido da lança quando Saul buscava a sua vida. Tão perto da morte, e pela mão de alguém que deveria tê-lo acolhido e favorecido. Ele alcançou bom êxito, sacudindo a cabeça em admiração por ter outra vez escapado. Quem mais, além de Deus teria feito isto?

Sem dúvida, a memória relembraria a tentação, a rendição, o remorso ao envergonhar ele a si mesmo, sua nação e seu Deus no caso de Bate-Seba. Naquele dia ele olhou para o vale da sombra da segunda morte – final e absoluta – e encontrou o cajado do seu Deus guiando-lhe a saída.

O grande drama da vida de Davi pode não ser seu ou meu. Nossa vida mais provavelmente oscilará sobre os temas comuns da tristeza, alienação, enfermidade, insegurança, ansiedade e temor. Eles terão, porém, toda a realidade e fúria das provações que o rei-pastor enfrentou. Que aprenderemos delas?

Davi via a Deus como Guia, Pastor, Ajudador. Poderia ter dito: Tu me deste um bom emprego, abundância de alimento, prosperidade, e Te adorarei e confiarei em Ti. A vida traz desemprego, luto, enfermidade, perigo, e ainda confiarei em Ti. Mesmo quando o mundo se alinha em fileiras contra mim, Tu me ajudas a esquecer suas ameaças enquanto me assento e usufruo um banquete de Tua mesa de graça e amor.

O desespero jamais o convidará para suas negras profundezas se em todas as coisas você divisar a bondade e a misericórdia de Deus. Mas se o desespero bater à porta lembre-se dAquele que pode andar com você para a segurança. Ele protege como um pastor. Sua vara e o seu cajado são o perdão e o poder do Espírito.


-> Música: Trio Viva Voz, “Salmo 23”
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Na direção do país distante

TEMPO DE REFLETIR 1316 – 8 de agosto de 2017

“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante” (Lucas 15:13).

A terceira história de Lucas 15, a parábola do filho pródigo, é a mais longa, mais conhecida, mais amada e mais citada das parábolas de Jesus. Mas, infelizmente, é pouco entendida. Ela representa a pincelada magistral no quadro que Jesus pinta de Deus. “Certo homem tinha dois filhos” (v. 11), Ele iniciou Sua história. “O mais moço deles disse ao Pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” (Lc 15:12). Tal pedido implica um desejo de morte, uma vez que na cultura oriental apenas com a morte do pai a herança estaria disponível. Em alguns dias, o filho transformou tudo em dinheiro e partiu. Isso significa que ele não pretendia voltar.

O pai poderia ter obrigado o filho a ficar. Mas isso adiantaria? O rapaz já estava emocionalmente distante. Esse é o ponto vulnerável do amor: ele pode ser rejeitado. O rapaz estava decidido a buscar a felicidade longe. A tragédia é que frequentemente buscamos a felicidade em lugares em que ela não pode ser encontrada. Nas buscas erradas da vida, já estamos permitindo que os fios dos ventos comecem a tecer a capa de nossos maiores desacertos.

Para onde a fantasia do moço o levou? Segundo Jesus, ao “país distante”. Onde fica tal país? Geograficamente, o “país distante” ficava entre os gentios, caracterizado pelos valores e moralidades pagãos. Espiritualmente, “o país distante” é a inconsciência de Deus. Viver como se Ele não existisse.

O jovem da história de Jesus fez da vida um carnaval. Viveu dias alegres e noites deslumbrantes, mas tinha um encontro marcado com o desastre. Gradualmente ele desceu ao seu inferno. As amizades duraram enquanto durou o dinheiro. Note a sequência: ele perdeu todo o dinheiro, começou a passar necessidade e ninguém lhe dava nada (Lc 15:14-16). Sua aparência radiante de príncipe tornou-se imersa em depressão e tristeza. Suas roupas custosas se converteram em trapos. As leis, os conselhos e a sabedoria desprezados tornam-se anjos vingadores.

A história desse filho é nossa biografia. Todos nos desviamos como ovelhas desgarradas. Em nossa cegueira e rebelião, tentamos criar paraísos precários: felicidade baseada em idolatrias, prazeres e aquisições, para descobrir o sabor amargo do desencanto. Porque, afinal, o país distante nunca poderá ser o nosso lar!


-> Música: Fernando Iglesias, “Volta”
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