O evangelho escondido


10-07 TDR 922-bTEMPO DE REFLETIR 922 – 10 de julho de 2016

“Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lucas 11:33).

Nesse texto, Jesus é bem preciso, mas há ocasiões em que existem boas razões para colocar a luz debaixo do alqueire. Vou explicar.

Ao consideramos uma casa na Palestina durante o primeiro século, precisamos nos esquecer de casas bem iluminadas, que podem ficar claras pelo simples movimento de um interruptor.

Pelo contrário, as casas palestinas eram bem escuras, pois geralmente tinham apenas uma pequena janela de uns 40 cm de largura. E certamente não tinham eletricidade nem interruptores.

A candeia de que Jesus fala aqui, consistia de uma pequena vasilha com óleo. E havia um pavio que boiava sobre o óleo. Essa candeia era colocada num velador a certa altura, quando a família precisava de iluminação. Acender essa candeia requeria certa habilidade. Lembre-se de que não havia fósforos nem isqueiros.

Consequentemente, ninguém gostava de extinguir a chama do pavio. Muito esforço era exigido para conseguir acendê-lo outra vez. Por isso, quando as pessoas precisavam se ausentar da casa, era perigoso deixar a candeia acesa no velador, de onde poderia cair e iniciar um incêndio.

Por isso, como medida de segurança, quando as pessoas precisavam sair, tiravam a candeia do velador e colocavam debaixo de um vaso de barro onde pudesse queimar sem perigo até que retornassem. Tão logo alguém chegasse novamente em casa, a candeia era retirada lá de baixo e colocada outra vez no velador. A função principal da candeia era ser vista e produzir claridade.

A esse último ponto é que Jesus Se referia nas palavras registradas em Mateus 5:14-16. Ninguém, em são juízo, acenderia uma candeia simplesmente para colocar debaixo de um vaso de barro.

Contudo, algumas pessoas que se dizem cristãs fazem exatamente isso. A essas pessoas precisamos dizer que não há perigo de incendiar a casa do Senhor. Muito pelo contrário, o mundo necessita de toda a luz que puder conseguir. Assim, nós que somos cristãos, devemos constantemente deixar nossa luz brilhar ao máximo. Afinal de contas, somos “a luz do mundo”.


-> Música: Daniel Lütdke, “Luz do mundo”
-> Locução: Amilton Menezes

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