Novo Tempo

Amilton Menezes

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Você não pode enganar a Deus

O que aconteceria aos nossos padrões morais se, toda vez que houvesse alguma tentação em qualquer grau, bradássemos como fez José: “Como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:9). José viu a si mesmo como Deus o via. E nós?

De alguma forma, achamos que se conseguirmos enganar os que nos rodeiam, ninguém saberá do nosso pecado. Também, achamos que podemos enganar aqueles contra quem estamos pecando, embora isto também em geral não seja verdadeiro. Todavia, jamais enganamos a Deus. Davi, antes de orar o seu famoso “Sonda-me, ó Deus” no final do Salmo 139, inicia-o com “Senhor, Tu me sondas e me conheces [...] Ainda a palavra me não chegou à língua, e Tu, Senhor, já a conheces toda” (versículos 1-4). O autor de Hebreus expressa o mesmo pensamento: “E não há criatura que não seja manifesta na Sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13).

Negar o nosso pecado é às vezes um escudo protetor que construímos ao nosso redor a fim de impedir de ser feridos. Na autoproteção da negativa, justificamos a autopreservação de ver a negativa como Deus a vê – como pecado. Mas, negar, na realidade, produz o pecado do “engano”, encontrado em tantas listas de pecados na Bíblia. Negar, naturalmente, é mentir (um pecado bíblico em si). Depois, uma mentira puxa outra, e então outra, para continuar a encobrir a mentira original – até haver uma teia irremediável de engano que tecemos ao redor de nós mesmos.

Quando deixamos de negar e começamos a admitir que o que estamos fazendo ou fizemos é pecado, conseguimos admitir isso para os outros – que com toda a probabilidade já sabiam de qualquer forma – e para Deus – que positivamente já sabia de qualquer forma. Paulo dirigia-se a cristãos quando escreveu: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” (Gálatas 6:7-8). (Escrito por Evelyn Christenson)

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