Os detalhes sórdidos e macabros de como, provavelmente, morreu Eliza Samudio nos remetem à crueldade e falta de amor no coração de uma parcela cada vez mais crescente da população. Independente de ser rica ou pobre, culta ou analfabeta, famosa ou desconhecida. Os registros históricos retratam o sentimento de impiedade, amplificados no século passado e, cada vez mais chocantes no presente século.
Parece até que Paulo, escritor judeu, passou este mês pelo nosso mundo “moderno” e escreveu uma carta para os seus conterrâneos: “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem… a garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a tem cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz”.(Bíblia – Romanos, capítulo três, versos doze a dezoito).
Enquanto isso, a Argentina ostenta o título de primeiro país da América do Sul a aprovar a união de pessoas do mesmo sexo. Os demais países seguirão, inevitavelmente, o mesmo caminho largo. A história se repete. Não tenha nenhuma dúvida disso. Posições contrárias (tímidas ou pressionadas pelo peso da lei e ameaça da justiça) são sufocadas ou desprezadas, virando motivo de galhofa. Hoje é quase vergonhoso ser hétero. Fidelidade no casamento, então… Casar virgem?! Posso até ouvir as gargalhadas debochadas e reverberadas de alguns que atacam escolhas contrárias à suas tendências, com o argumento de preconceito, gritando nas ruas que precisam ser notados porque têm “orgulho” de como se relacionam sexualmente.
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A polêmica de “bater” ou não nos filhos continua. A proposta do governo, enviada ao Congresso no começo deste mês, “estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante”. Hoje o Datafolha publicou uma pesquisa interessante sobre o assunto. A amostragem confirmou o que se imaginava. A maioria dos brasileiros já apanhou dos pais. E também já bateu nos filhos. E mais: é contra o projeto do governo federal que proíbe as palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças. Dos 10.905 entrevistados, 54% disseram ser contra o projeto. 36% concordam com a proposta do presidente Lula. Outro detalhe da pesquisa é que os meninos costumam apanhar mais, e as mães (69%) batem mais do que os pais (44%). No total, 72% disseram ter sofrido castigo físico. 16% destes afirmaram que isso acontecia sempre. “Bater” é uma expressão muito pesada. Prefiro chamar de “correção”. Os defensores da correção física são contundentes. Os contrários, também. Quando menino, levei algumas palmadas e beliscões. Confesso que não fiquei traumatizado e foram extremamente importantes para corrigir rotas e tendências não tão positivas. Como pai, também usei dessas atribuições. A esposa, confirmando a pesquisa, um pouco mais. Porém, sempre com equilíbrio. E o equilíbrio, sem dúvida, é o “x” da questão. Antes da correção, propriamente dita, uma conversa séria, franca. A criança precisa entender as razões da “punição” ou das “chineladas”. É a hora da verdade. E é a hora onde a raiva, “surpreendentemente”, esvai-se rapidamente. Ganha o pai e ganha a criança. Por isso, prefiro ficar com a Bíblia. “Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte.” Provérbios 23:13 e 14.
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