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Religião

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Quando as montanhas descem

Morei em Nova Friburgo praticamente três anos. De agosto de 2002 até junho de 2005. Além de dirigir a Rede Novo Tempo de Rádio tive o privilégio de concluir o curso de jornalismo na Estácio de Sá. Paisagem montanhosa paradisíaca. Clima agradabilíssimo. Como as pessoas. Fiz muitos amigos em Friburgo.

Sempre nessa época do ano, voltando de férias, ficava apreensivo com as intensas e diárias chuvas de verão. Da sacada do apartamento onde morava, via freqüentemente o Rio Bengalas, que corta a cidade, subir assustadoramente. Os relatos de enchentes históricas eram assustadores também. Graças a Deus, porém, não enfrentei  nenhuma grande calamidade ou desastre.
Desde que as primeiras notícias das avalanches, enxurradas e enchentes começaram a chegar, o meu coração tem ficado apertado. Compulsoriamente vem à lembrança amigos, vizinhos, colegas de trabalho e faculdade; lugares, situações e momentos protegidos do esquecimento.

Tenho orado por todos de Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e toda a aquela região. Temos uma respeitada emissora Novo Tempo em Teresópolis que também está empenhada em mobilizar a população prestando um serviço público exemplar nessa tragédia. É hora de oração e ação.

A dor e o espanto com o tamanho do desastre levam-me, naturalmente, aos questionamentos, à reflexão e, naturalmente, à submissão à vontade do Deus Todo Poderoso. Não tenho todas as respostas. Tampouco as terei deste lado da eternidade. Tenho, porém, a certeza de que Ele ainda está no comando. E que continua sendo a fonte do amor. O próprio amor. Ainda que as montanhas se desmanchem.

O momento é de dor, lamento, questionamento, trabalho duro, reconhecimento e sepultamento de corpos. É também o tempo da escassez, da falta de água na torneira, da comida na mesa, do combustível, das lágrimas misturadas à chuva e ao barro da faxina e reconstrução. É tempo de recomeçar.

A distância, porém, caro leitor, não nos impede de amenizarmos a necessidade física e material de nossos irmãos da região serrana fluminense. Além de orar, envolva-se em algum projeto emergencial. A ADRA, por exemplo, está fazendo sua parte. Trata-se de uma ONG cristã internacional, presente em todos os lugares com o indispensável apoio solidário. Uma contribuição financeira fará a diferença. No Bradesco, agência 1125-8, c/c 43493-0 é possível colaborar.

O salmista, dos tempos bíblicos, erguia os olhos para as montanhas e questionava: “De onde me virá o socorro?”. Imediatamente respondia: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra… Ele não cochila, nem dorme.” (Salmo 121:1-3).

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O show da violência

Fiquei impressionado com as imagens de bandidos fugindo, morro acima, em uma região de conflitos na cidade do Rio de Janeiro. Bandos surgindo e fugindo entre a vegetação. Feridos sendo arrastados e até abandonados. Chocante!

A violência acaba também, infelizmente, virando show para alguns veículos de comunicação. A própria polícia tem reclamado dos helicópteros das grandes redes de televisão que, de alguma forma, acabam atrapalhando as operações e colocando em risco os próprios profissionais dessas empresas.

Lamentável, porém, é o ponto em que a situação acabou chegando. Caos puro. O medo e a insegurança apavoram inocentes cidadãos de bem. E com razão. Em meio ao fogo cruzado estão trabalhadores, cristãos sinceros, crianças e mulheres impotentes diante do nítido quadro de uma guerra civil.

O que fazer diante de tudo isso? Em seu twitter o locutor Cid Moreira (@cidfantastico) questiona e sugere: “Em que podemos ajudar para minimizar isso? Qual nossa contribuição??? Podemos orar, vamos fazer isso!!! Invocar nosso Deus??”

O problema não é só no Rio. O mundo está tomado pela violência. O profeta Ezequiel descreve, profeticamente, o triste quadro: “Tudo é confusão… e as cidades estão cheias de violência” (7:23). Para o estudante da Bíblia, porém, é preciso crer, esperar e confiar: “não percam a coragem, nem fiquem com medo das notícias que ouvirem… são notícias de violência na terra” (Jeremias 51:46).

Há esperança? Sim!!! Tudo isso vai terminar em um final feliz. Para os amantes da paz. Leia Apocalipse 21 e 22. O novo tempo prometido por Jesus é garantido e urgente: “Eis que venho sem demora” ( 22:7). Eu creio. E você?

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Joezer – o top dos salvos

Você já ouviu falar de Joezer? Joezer é um personagem bíblico. Do Velho Testamento. Era um dos 30 da seleção de soldados de Davi, antes de assumir o reino de Israel. Era do grupo de elite. Top 30. No livro de I Crônicas doze, verso seis, você encontra o nome Joezer. O verso dois diz que Joezer, como os demais, era bom de arco e bom de mira. Atirava pedras com funda tanto com a mão direita quanto com a esquerda. Joezer era da tribo de Benjamim, de onde também era Saul, o primeiro rei israelita. A Bíblia conta que Joezer foi um homem valente.

Tive um tio muito querido chamado Joezer. Irmão da minha mãe. Mais do que valente ele era paciente. Virtude rara hoje em dia. Sempre pronto para servir. E também para ouvir. Um homem honesto, sincero, que perdeu a vida de forma trágica em um acidente de trabalho. Caiu do alto de uma construção, onde exercia com dignidade e capricho a profissão de pedreiro. A morte foi instantânea.

Lembro com saudade do tio Joezer. Tio Zezé, como chamávamos, era um fotógrafo de mão cheia. Desde os tempos da foto em preto e branco, quando com os produtos químicos específicos, fazia aparecer num cartão de papel branco, como se fosse mágica, o retrato de alguém.

Tanto o Joezer da Bíblia, quanto meu tio, não vivem mais. Dormem o sono da morte. Ambos a espera da ressurreição. Acredito que na lista de Deus. No grupo de elite.  No top dos salvos. Essa é a boa notícia da Bíblia. Os mortos acordarão do sono. Encontraremos nossos queridos. Ficaremos juntos para sempre. Nunca mais acidentes. Nunca mais tragédias. Nunca mais a dor. Nunca mais morte. Nunca mais as lágrimas. Nunca mais a saudade.

Eu creio nisso. Eu creio. E você?

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Um grande pai

Um dos grandes desafios de um homem é ser um grande pai. E não é fácil.  Já começa pela própria definição de “grande”. Grande, não no tamanho, não na abundância de presentes nem na conivência irresponsável com eventuais desvios de comportamento ou caráter.

Para ser grande é preciso ser exemplo. Melhor: “o” exemplo. E isso deve refletir, necessariamente, do Pai dos pais, o Deus Criador. Os filhos, de certa maneira, visualizam ou tem como referência o “invisível” Deus do céu baseado no que vêem de e em seu pai.

Nessa correlação entre o pai humano e Deus, corremos – como pais - o sério risco de desvirtuar a imagem divina. Isso acontece quando nosso relacionamento com os filhos está somente focado em regras, regulamentos, normas e disciplina exagerada. Não há espaço para o amor, para a convivência natural. E o oposto acontece também quando a displicência e a falta de princípios tomam conta dos lares ditos cristãos.

Deus é um Deus de equilíbrio. Justo e amoroso. Amoroso e justo. Assim deve ser o pai. Quando Deus é o espelho, os filhos vêem em seus pais essas mesmas virtudes. Desejam entender e seguir a fé o exemplo vividos em casa. Sem a necessidade de cobranças, sermões ou imposições. Acontece naturalmente.

Gosto de Abraão. O patriarca bíblico foi um grande pai. É chamado de “pai da fé”. Isso foi transmitido ao filho Isaque de forma indelével. Ele deu a seqüência natural ao plano estabelecido por Deus para fazer deles uma grande nação. Abraão, como pai, deve ter gostado do que viu.

Teremos, como pais, essa mesma alegria?

Pense nisso. Não somente no dia dos pais.

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De Eliza Samudio ao casamento gay na Argentina

Os detalhes sórdidos e macabros de como, provavelmente, morreu Eliza Samudio nos remetem à crueldade e falta de amor no coração de uma parcela cada vez mais crescente da população. Independente de ser rica ou pobre, culta ou analfabeta, famosa ou desconhecida. Os registros históricos retratam o sentimento de impiedade, amplificados no século passado e, cada vez mais chocantes no presente século.

Parece até que Paulo, escritor judeu, passou este mês pelo nosso mundo “moderno” e escreveu uma carta para os seus conterrâneos: “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem… a garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a tem cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz”.(Bíblia – Romanos, capítulo três, versos doze a dezoito).

Enquanto isso, a Argentina ostenta o título de primeiro país da América do Sul a aprovar a união de pessoas do mesmo sexo. Os demais países seguirão, inevitavelmente, o mesmo caminho largo. A história se repete. Não tenha nenhuma dúvida disso. Posições contrárias (tímidas ou pressionadas pelo peso da lei e ameaça da justiça) são sufocadas ou desprezadas, virando motivo de galhofa. Hoje é quase vergonhoso ser hétero. Fidelidade no casamento, então… Casar virgem?! Posso até ouvir as gargalhadas debochadas e reverberadas de alguns que atacam escolhas contrárias à suas tendências, com o argumento de preconceito, gritando nas ruas que precisam ser notados porque têm “orgulho” de como se relacionam sexualmente.

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Bater ou corrigir?

A polêmica de “bater” ou não nos filhos continua. A proposta do governo, enviada ao Congresso no começo deste mês, “estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante”. Hoje o Datafolha publicou uma pesquisa interessante sobre o assunto. A amostragem confirmou o que se imaginava. A maioria dos brasileiros já apanhou dos pais. E também já bateu nos filhos. E mais: é contra o projeto do governo federal que proíbe as palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças. Dos 10.905 entrevistados, 54% disseram ser contra o projeto. 36% concordam com a proposta do presidente Lula. Outro detalhe da pesquisa é que os meninos costumam apanhar mais, e as mães (69%) batem mais do que os pais (44%). No total, 72% disseram ter sofrido castigo físico. 16% destes afirmaram que isso acontecia sempre. “Bater” é uma expressão muito pesada. Prefiro chamar de “correção”. Os defensores da correção física são contundentes. Os contrários, também. Quando menino, levei algumas palmadas e beliscões. Confesso que não fiquei traumatizado e foram extremamente importantes para corrigir rotas e tendências não tão positivas. Como pai, também usei dessas atribuições. A esposa, confirmando a pesquisa, um pouco mais. Porém, sempre com equilíbrio. E o equilíbrio, sem dúvida, é o “x” da questão. Antes da correção, propriamente dita, uma conversa séria, franca. A criança precisa entender as razões da “punição” ou das “chineladas”. É a hora da verdade. E é a hora onde a raiva, “surpreendentemente”, esvai-se rapidamente. Ganha o pai e ganha a criança. Por isso, prefiro ficar com a Bíblia. “Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte.” Provérbios 23:13 e 14.

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